About Alasse Oliveira

Alasse é Engenheiro-Agrônomo (UFRA/Pará), Técnico em Agronegócio (Senar/Pará), especialista em Agronomia (Produção Vegetal) e mestre em Fitotecnia pela (Esalq/USP).

Bioenergia: o que é, benefícios e desvantagens para o agronegócio

Bioenergia: Explore o universo, suas fontes, efeitos no agronegócio e suas vantagens e desvantagens.

A busca por soluções sustentáveis tem levado o agronegócio a explorar alternativas como a bioenergia. Neste artigo, abordaremos o conceito, fontes, benefícios e desvantagens dessa forma de energia.

Embarque conosco numa jornada pelo fascinante universo da bioenergia, desvendando seus mistérios e desafios que moldam não apenas o futuro do agronegócio, mas também o curso da sustentabilidade global. 

Este artigo é mais do que uma exploração técnica; é um convite para desvendar os segredos da bioenergia e compreender por que ela se tornou uma peça-chave na transformação do cenário agrícola. 

Esta leitura essencial é o portal para desvendar o papel essencial da bioenergia na busca incessante por soluções que impulsionam o desenvolvimento agrícola em harmonia com o nosso planeta.

O Conceito de Bioenergia

O termo “bioenergia” refere-se à energia proveniente de biocombustíveis, os quais são derivados diretamente ou indiretamente de biomassa de origem biológica, como plantas, resíduos orgânicos, carvão vegetal, microrganismos e algas. 

A interligação entre bioenergia e segurança alimentar é de natureza complexa, exigindo uma abordagem integrada de estudos abrangendo produção, economia, sustentabilidade, novas tecnologias e novas culturas. 

Esse enfoque holístico da bioenergia visa promover tanto a produção de “alimento e combustível”, permitindo que a bioenergia desempenhe um papel significativo no avanço do desenvolvimento sustentável.

A bioenergia e sua importância

A bioenergia ganhou importância devido à sua capacidade de oferecer uma fonte renovável, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e mitigando as emissões de gases de efeito estufa. 

A utilização da bioenergia promove a sustentabilidade ambiental ao diversificar a matriz energética, enquanto oferece benefícios econômicos e sociais, especialmente para comunidades rurais. Além disso, a versatilidade da bioenergia a posiciona como uma peça-chave na transição para uma economia de baixo carbono.

Fontes de Bioenergia

Diversas fontes alimentam a produção de bioenergia, incluindo biomassa, biogás e biocombustíveis. Compreender essas fontes é crucial para avaliar o potencial ecológico e econômico da bioenergia. 

As principais fontes de bioenergia incluem:

  • Biomassa: derivada de materiais orgânicos, como resíduos agrícolas, restos de madeira e culturas energéticas, a biomassa é uma fonte versátil de bioenergia.
  • Biogás: produzido a partir da decomposição anaeróbica de resíduos orgânicos, como esterco animal e resíduos de alimentos, o biogás é uma fonte de energia renovável.
  • Biocombustíveis líquidos: Incluem etanol, obtido principalmente da cana-de-açúcar e milho, e biodiesel, derivado de óleos vegetais. Ambos são utilizados como combustíveis para veículos.
  • Bioóleo: resultante da pirólise da biomassa, o bioóleo pode ser uma alternativa para a produção de bioenergia e produtos químicos.
  • Biocarvão: também conhecido como carvão vegetal, é produzido através da pirólise da biomassa. Pode ser utilizado como combustível ou na agricultura para melhorar a fertilidade do solo.
  • Biocombustíveis de Algas: algas podem ser cultivadas para a produção de biocombustíveis, como biodiesel, oferecendo uma fonte de energia renovável e sustentável.

Essas fontes de bioenergia desempenham um papel crucial na diversificação da matriz energética, contribuindo para a redução da dependência de combustíveis fósseis e promovendo práticas mais sustentáveis.

Mas, o que é a bioenergia sustentável?

A bioenergia sustentável é um conceito que abrange práticas e tecnologias visando equilibrar a produção de energia derivada de fontes biológicas com a preservação ambiental e o desenvolvimento socioeconômico. 

Para atender a critérios de sustentabilidade, a produção de bioenergia deve envolver a utilização responsável de recursos naturais, evitando a competição direta com a produção de alimentos e adotando tecnologias que minimizem as emissões de gases de efeito estufa.

Esse enfoque sustentável da bioenergia também inclui a gestão responsável de resíduos orgânicos utilizados na produção de biogás, promovendo práticas de manejo florestal responsável para evitar a degradação de ecossistemas naturais. 

Além disso, a pesquisa e o desenvolvimento contínuos são fundamentais para impulsionar inovações tecnológicas que tornem a produção de bioenergia mais eficiente e com menor impacto ambiental, contribuindo para a transição para um modelo energético mais limpo e sustentável.

Combustíveis produzidos por meio da bioenergia

A bioenergia é responsável por gerar diversos combustíveis, como etanol e biodiesel. Compreender a variedade de produtos derivados é essencial para analisar o impacto da bioenergia no agronegócio.

Benefícios e desvantagens da bioenergia para o agronegócio

Benefícios da bioenergia

  • Sustentabilidade ambiental: Redução das emissões de gases de efeito estufa.
  • Autossuficiência energética: O agronegócio pode tornar-se independente em termos de energia.
  • Estímulo econômico: Investir em bioenergia impulsiona a economia local.

Desvantagens da bioenergia

  • Uso de terra: A produção de biomassa pode competir com áreas destinadas à agricultura alimentar.
  • Investimento inicial: Implementar tecnologias bioenergéticas pode exigir investimentos significativos.

Bioenergia no Brasil: o hoje e o amanhã

A bioenergia no Brasil destaca-se como uma fonte crucial na matriz energética atual, especialmente pela intensiva produção de etanol a partir da cana-de-açúcar. 

Essa abordagem da bioenergia não apenas contribui para a redução das emissões e independência energética, mas também impulsiona a economia agrícola. 

As projeções futuras indicam um crescimento contínuo, com investimentos em pesquisa para diversificar fontes e promover a convergência entre bioenergia e produção de alimentos, refletindo o compromisso do Brasil com o desenvolvimento sustentável e sua posição como referência global em práticas energéticas inovadoras. 

No cenário global da bioenergia, o Brasil destaca-se como uma potência, especialmente quando se trata do papel crucial desempenhado pela bioenergia no agronegócio.

Reconhecido internacionalmente por sua liderança na produção de etanol a partir da cana-de-açúcar, o Brasil se posiciona como um modelo exemplar na integração eficiente de bioenergia à matriz energética. 

Estados como São Paulo e Goiás emergem como protagonistas nesse cenário da bioenergia, impulsionando a produção de biocombustíveis e bioeletricidade.

 A vasta extensão de terras agrícolas e o clima propício favorecem a produção de biomassa, consolidando essas regiões como líderes na implementação de práticas sustentáveis no agronegócio, reforçando a importância da bioenergia como catalisador para o desenvolvimento econômico e ambiental.

Calcule seus custos e compare com outras fazendas

Conclusão

Em síntese, a exploração da bioenergia tornou-se vital no contexto global, especialmente para o agronegócio, impulsionada pela necessidade de soluções sustentáveis.

 Este artigo proporcionou uma compreensão abrangente da bioenergia, desde seu conceito até suas fontes e impactos no agronegócio. 

A diversidade de fontes de bioenergia, incluindo biomassa, biogás, biocombustíveis, bioóleo, biocarvão e biocombustíveis de algas, foi destacada como crucial para a redução da dependência de combustíveis fósseis

Além disso, a ênfase na bioenergia sustentável, com gestão responsável de resíduos e práticas de manejo florestal, ressaltou a importância de um compromisso holístico com a preservação ambiental e desenvolvimento socioeconômico através da bioenergia.

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Originação de grãos: Entenda o que é e qual sua importância para o processo agrícola

Originação de grãos: Saiba o que é, como esse processo é realizado e quais os principais desafios enfrentados pelos profissionais do setor.

O que faz um originador de grãos?

Um originador de grãos é um profissional que atua na compra e aquisição dos grãos junto aos produtores rurais, fazendo a ponte entre a fazenda e a indústria. 

Ele também é responsável por prestar serviços de armazenagem, logística e escoamento dos produtos, além de negociar os preços e as condições comerciais. 

O originador de grãos tem um papel estratégico no agronegócio, pois ele precisa conhecer bem o mercado, as demandas dos clientes, as características dos produtos e as normas regulatórias. 

Ele também precisa ter habilidades de comunicação, negociação e gestão de riscos.

E aí? Você sabia disso? 

Originação de grãos.
Fonte: Siagr (2023)

Como funciona o processo de originação de grãos?

O processo de originação de grãos envolve várias etapas, desde o cadastro dos produtores até a comercialização dos produtos. Abaixo destacamos alguns pontos sobre esse processo: 

  • Cadastramento: é o primeiro passo, onde são coletadas todas as informações relevantes para a aquisição dos grãos, como período de safra, financiamento, estoque e armazenagem.
  • Movimentos internos: é o processo que envolve a classificação das amostras dos produtos, o registro dos romaneios (documentos que comprovam a entrada ou saída dos produtos), a emissão das ordens de trânsito e outras tarefas que antecedem a armazenagem.
  • Estocagem e armazenamento: é a etapa que garante a qualidade do produto final, armazenando os grãos em silos adequados, onde são registradas as descrições do produto, os serviços realizados, os relatórios emitidos e outros dados.
  • Comercialização: é a etapa final, onde são fechados os contratos de compra e venda dos produtos, definindo os preços, as quantidades, as formas de pagamento, as autorizações e outros aspectos.

Passo a passo da originação de grãos

O processo de originação de grãos pode parecer confuso a primeiro momento, mas montamos um esquema com 10 passo para que você possa compreender melhor esse processo: 

  1. Um originador de grãos entra em contato com um produtor rural que tem uma plantação de soja e se interessa em comprar sua produção.
  2. O originador faz o cadastro do produtor em seu sistema, informando seus dados pessoais, fiscais e bancários, bem como as características da sua propriedade e da sua safra.
  3. O originador faz uma proposta de compra para o produtor, oferecendo um preço por saca de soja e uma forma de pagamento. O produtor aceita a proposta e assina um contrato com o originador.
  4. O originador agenda uma data para a retirada da soja na fazenda do produtor. No dia combinado, ele envia um caminhão para buscar os grãos.
  5. O caminhão chega na fazenda e o motorista verifica a qualidade da soja por meio de uma amostra. Ele também confere a quantidade de sacas e emite um romaneio para o produtor assinar.
  6. O caminhão leva a soja para o armazém do originador, onde os grãos são descarregados em um silo específico. O silo tem um sistema que registra o peso, a umidade, a impureza e outros dados da soja armazenada.
  7. O originador emite uma nota fiscal para o produtor, comprovando a compra da soja. Ele também faz o pagamento ao produtor conforme o contrato estabelecido.
  8. O originador busca um cliente para vender a soja que comprou do produtor. Ele pode ser uma indústria alimentícia, uma cooperativa ou um trader internacional. Ele negocia o preço, a quantidade e as condições de entrega com o cliente.
  9. O originador emite uma ordem de trânsito para liberar a saída da soja do armazém. Ele também contrata um serviço de transporte para levar os grãos até o destino do cliente.
  10. O originador emite uma nota fiscal para o cliente, comprovando a venda da soja. Ele também recebe o pagamento conforme o contrato estabelecido.

Viu? É possível facilitar o passo a passo da originação de grãos, desde que se siga os modelos de produção adequados.

Regularização das propriedades rurais para originação de grãos 

A regularização das propriedades rurais é um processo importante para os produtores que desejam participar da originação de grãos. 

Para regularizar as propriedades rurais, os produtores devem estar em dia com o imposto rural, também conhecido como Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), que é um tributo federal que incide sobre os imóveis rurais.

O ITR é calculado com base no Valor da Terra Nua (VTN) declarado pelo contribuinte, que deve corresponder ao valor de mercado do imóvel, e na área total, área tributável e grau de utilização do imóvel. 

O ITR também leva em conta fatores ambientais, como a preservação da vegetação nativa e a destinação de áreas para reserva legal ou preservação permanente.

Para declarar o ITR, o contribuinte deve baixar e instalar o Programa Gerador da Declaração do ITR no site da Receita Federal.

O programa permite preencher, gravar, imprimir e transmitir a declaração pela internet. O prazo para entregar a declaração é o último dia útil do mês de setembro de cada ano. 

Se o contribuinte não entregar a declaração dentro do prazo ou apresentar informações incorretas ou incompletas, estará sujeito a multas e juros.

A multa por atraso na entrega da declaração é de 1% ao mês-calendário ou fração de atraso sobre o imposto devido, sem prejuízo da multa e dos juros de mora pela falta ou insuficiência de recolhimento do imposto ou quota. 

Em nenhuma hipótese o valor da multa por atraso na entrega da declaração poderá ser inferior a R$ 50,00 (cinquenta reais). 

A multa por apresentação de informações inexatas, incorretas ou fraudulentas é de 75% sobre o valor do imposto apurado pela Receita Federal.

A regularização das propriedades rurais para originação de grãos pode trazer diversos benefícios para os produtores, como:

  • Acesso a mercados mais amplos e diversificados, podendo vender seus produtos para indústrias nacionais ou internacionais;
  • Negociação dos preços e das condições comerciais com os originadores de grãos;
  • Cumprimento da função social da propriedade rural;
  • Incentivo ao uso de boas práticas agrícolas e ambientais.

Panorama sobre o mercado de Commodities agrícolas

O mercado de Commodities agrícolas é um segmento que envolve a produção, o comércio e o consumo de produtos agrícolas padronizados, como grãos, oleaginosas, fibras, açúcar, café, carne e outros. 

Esse mercado é influenciado por diversos fatores, como a oferta e a demanda globais, os estoques, os custos de produção, as políticas comerciais, as condições climáticas, as oscilações cambiais e outros. 

O mercado de Commodities agrícolas é dinâmico e competitivo, exigindo dos produtores e dos comerciantes uma constante atualização e adaptação às mudanças.

Um dos aspectos mais importantes do mercado de Commodities agrícolas é a originação dos grãos, que como vimos anteriormente, é o processo de compra e aquisição dos grãos junto aos produtores rurais, fazendo a ponte entre a fazenda e a indústria. 

A originação dos grãos tem um papel estratégico no agronegócio, pois ela permite que os produtores rurais tenham acesso a mercados mais amplos e diversificados, podendo vender seus produtos para indústrias nacionais ou internacionais. 

Além disso, a originação dos grãos permite que os comerciantes tenham acesso a produtos de qualidade e quantidade adequada para atender às demandas dos clientes. 

A originação dos grãos também contribui para a gestão de riscos e a sustentabilidade do setor, pois ela incentiva o uso de boas práticas agrícolas e ambientais.

Porém, o relatório Perspectivas dos Mercados de Commodities, publicado pelo Banco Mundial em outubro de 2023, analisa os impactos da instabilidade geopolítica no Oriente Médio e na Ucrânia nos preços globais das Commodities, especialmente dos produtos energéticos e alimentícios. 

O relatório indica que o conflito no Oriente Médio pode provocar um “duplo choque” nos mercados de energia e alimentos, elevando os custos de produção e consumo e comprometendo a segurança alimentar e a estabilidade econômica de muitos países em desenvolvimento. Ou seja, vivemos um momento de instabilidade até mesmo para o mercado de originação de grãos. 

Planilha de custos dos insumos da lavoura

Conclusão

A originação de grãos tem um papel estratégico no agronegócio, pois ela permite que os produtores rurais tenham acesso a mercados mais amplos e diversificados, podendo vender seus produtos para indústrias nacionais ou internacionais. 

Além disso, a originação de grãos permite que os comerciantes tenham acesso a produtos de qualidade e quantidade adequada para atender às demandas dos clientes. 

A originação de grãos também contribui para a gestão de riscos e a sustentabilidade do setor, pois ela incentiva o uso de boas práticas agrícolas e ambientais.

Agricultura inteligente: 6 tecnologias para ajudar na fazenda

Agricultura inteligente: saiba o que é e como aumentar sua produtividade, reduzir custos, preservar o meio ambiente e mais!

A agricultura é uma prática milenar que sempre se adaptou às mudanças do mundo e às necessidades da população.

Hoje, com o aumento da população, a escassez de recursos naturais, as alterações climáticas e a competitividade do mercado, os produtores rurais enfrentam novos desafios e oportunidades. 

Para superá-los, é preciso contar com a ajuda da tecnologia, que pode tornar a agricultura mais inteligente, eficiente e sustentável.

Mas o que é agricultura inteligente? E para que serve? Neste artigo, vamos responder essas perguntas e mostrar alguns exemplos práticos de como as tecnologias podem auxiliar o seu agronegócio na gestão e nos processos do dia-a-dia. 

O que é agricultura inteligente?

Agricultura inteligente consiste no uso de diferentes tecnologias digitais e inovações aplicadas ao setor agrícola, com o objetivo de:

  • otimizar os recursos;
  • aumentar a produtividade;
  • melhorar a qualidade;
  • reduzir os custos;
  • preservar o meio ambiente;
  • e agregar valor aos produtos.

A agricultura inteligente faz parte de um movimento maior chamado de Agricultura 4.0, que se refere à quarta revolução industrial aplicada ao campo. 

As tecnologias permitem a coleta, o processamento e a análise de grandes volumes de dados em tempo real sobre as condições do solo, do clima, das plantas e das máquinas. 

Esses dados podem ser usados para monitorar e controlar as operações agrícolas de forma remota e automatizada, além de gerar informações estratégicas para a tomada de decisão baseada em evidências.

Para que serve a agricultura inteligente?

A agricultura inteligente pode ser usada para resolver diversas situações e desafios enfrentados pelos produtores rurais na atualidade, como:

  • Aumentar a produção de alimentos para atender à demanda crescente da população mundial;
  • Reduzir o desperdício de água, energia, fertilizantes, defensivos e outros insumos agrícolas;
  • Melhorar a qualidade e a segurança dos alimentos produzidos;
  • Adaptar-se às mudanças climáticas e aos eventos extremos, como secas, enchentes, geadas e pragas;
  • Diferenciar-se da concorrência e agregar valor aos produtos agrícolas, oferecendo soluções personalizadas e rastreáveis aos consumidores finais.

6 tecnologias que vão auxiliar seu agronegócio

Existem diversas tecnologias disponíveis no mercado que podem auxiliar o seu negócio rural a se tornar mais inteligente. Abaixo, vamos destacar algumas delas:

1. Internet das coisas (IoT)

Internet das coisas (IoT) é uma tecnologia que consiste na conexão de dispositivos e sensores que podem coletar, transmitir e processar dados em tempo real sobre as condições do solo, do clima, das plantas, dos animais e das máquinas. 

Esses dados podem ser usados para monitorar e controlar as operações agrícolas de forma remota e automatizada.

Por exemplo, com a IoT é possível:

  • Instalar sensores no solo para medir a umidade, a temperatura, o pH e os nutrientes disponíveis;
  • Instalar sensores nas plantas para detectar o estágio de desenvolvimento, o estresse hídrico e as doenças;
  • Instalar sensores nas máquinas para verificar o funcionamento, o consumo de combustível e a manutenção;
  • Conectar os sensores a uma rede sem fio que envia os dados para uma plataforma na nuvem ou em um servidor local;
  • Acessar os dados por meio de um aplicativo no celular, no tablet ou no computador;
  • Configurar alertas e ações automáticas, como ligar ou desligar a irrigação, a fertirrigação, o ventilador, o aquecedor, etc.

Benefícios da IoT na agricultura

  • Economia de água, energia e insumos agrícolas, ao ajustar a demanda à oferta;
  • Aumento da produtividade e da qualidade, ao otimizar as condições de cultivo e de criação;
  • Redução dos custos operacionais e de mão de obra, ao automatizar as tarefas rotineiras e reduzir as perdas;
  • Melhoria da gestão e da tomada de decisão, ao ter acesso a dados precisos e atualizados.

2. Inteligência artificial (IA)

A inteligência artificial (IA) é uma tecnologia que consiste na capacidade de máquinas e sistemas de realizar tarefas que normalmente requerem inteligência humana, como reconhecimento de padrões, aprendizado, raciocínio e tomada de decisão. 

A IA pode ser aplicada na agricultura para analisar imagens capturadas por câmeras, drones ou satélites, e identificar espécies de plantas, doenças, pragas, ervas daninhas, entre outros. 

A IA também pode ser usada para prever o potencial de produção, o risco de perdas, as melhores práticas operacionais e as recomendações de manejo.

Por exemplo, com a IA é possível:

  • Usar câmeras instaladas nas máquinas agrícolas para reconhecer as plantas e aplicar defensivos seletivamente, reduzindo o uso de agroquímicos;
  • Usar drones equipados com câmeras para sobrevoar as lavouras e capturar imagens em alta resolução, que podem ser analisadas por algoritmos de IA para detectar anomalias e gerar mapas de variabilidade;
  • Usar satélites para obter imagens em larga escala, que podem ser processadas por IA para estimar a área plantada, o índice de vegetação, a produtividade e o rendimento das culturas;
  • Usar modelos matemáticos baseados em IA para integrar os dados coletados pelos sensores, pelas imagens e por outras fontes, e gerar previsões e simulações sobre o comportamento das plantas, dos animais e do clima;
  • Usar sistemas inteligentes que combinam os dados históricos, os dados atuais e as previsões para fornecer orientações personalizadas aos produtores sobre quando plantar, irrigar, fertilizar, colher, etc.

Benefícios da IA na agricultura

  • Aumento da eficiência e da precisão das operações agrícolas, ao realizar intervenções pontuais e adequadas;
  • Aumento da produtividade e da qualidade, ao monitorar e melhorar o desempenho das culturas e dos rebanhos;
  • Redução dos riscos e das incertezas, ao antecipar problemas e soluções;
  • Melhoria da gestão e da tomada de decisão, ao ter acesso a informações confiáveis e relevantes.

3. Big Data

Big Data é uma tecnologia que consiste no conjunto de técnicas e ferramentas para trabalhar com um grandes volumes de dados. 

É uma área do conhecimento que permite armazenar, organizar, processar e analisar os dados provenientes de diversas fontes, como sensores, imagens, documentos, redes sociais, etc. 

O Big Data também permite extrair insights e conhecimentos a partir dos dados, usando técnicas como mineração de dados, estatística e visualização de dados.

Por exemplo, com o Big Data é possível:

  • Armazenar os dados coletados pelos sensores na nuvem ou em um servidor local;
  • Organizar os dados em bancos de dados relacionais ou não relacionais;
  • Processar os dados usando plataformas como Hadoop ou Spark;
  • Analisar os dados usando ferramentas como R ou Python;
  • Extrair insights usando técnicas como regressão linear ou árvore de decisão;
  • Visualizar os dados usando ferramentas como Tableau ou Power BI;

Benefícios do Big Data na agricultura

  • Aproveitamento dos dados disponíveis para gerar valor;
  • Integração dos dados provenientes de diferentes sistemas e plataformas, facilitando o gerenciamento e a análise das informações;
  • Descoberta de padrões, tendências, correlações e causas a partir dos dados, gerando conhecimento e inteligência para o negócio.

4. Eletrônica embarcada

Eletrônica embarcada é uma tecnologia que consiste no uso de sistemas de sensores e controle instalados nas máquinas agrícolas, como tratores, colheitadeiras e pulverizadores.

Esses sistemas permitem otimizar o uso de insumos e aumentar a eficiência operacional das máquinas, além de integrar-se com outras tecnologias, como GPS, IoT e IA.

Por exemplo, com a eletrônica embarcada é possível:

  • Usar sensores para medir a velocidade, a direção, a posição, a inclinação e a vibração das máquinas;
  • Usar atuadores para controlar a tração, a frenagem, a direção, a suspensão e a transmissão das máquinas;
  • Usar GPS para determinar a localização exata das máquinas e realizar o guiamento automático ou assistido;
  • Usar IoT para enviar e receber dados das máquinas para uma plataforma na nuvem ou em um servidor local;
  • Usar IA para ajustar os parâmetros das máquinas de acordo com as condições do terreno, da cultura e do clima;
  • Usar sistemas de telemetria para monitorar o desempenho, o consumo e a manutenção das máquinas à distância.

Benefícios da eletrônica embarcada na agricultura

  • Economia de combustível, de tempo e de mão de obra, ao reduzir o número de passadas e as sobreposições;
  • Aumento da precisão e da qualidade das operações agrícolas, ao evitar erros humanos e realizar ajustes automáticos;
  • Redução dos custos de reparo e de reposição das máquinas, ao prevenir falhas e prolongar a vida útil;
  • Melhoria da gestão e da tomada de decisão, ao ter acesso a relatórios e indicadores sobre as máquinas.

5. Agricultura climaticamente inteligente

Agricultura climaticamente inteligente é uma tecnologia que consiste em um enfoque que busca adaptar os sistemas agrícolas às mudanças climáticas e reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Ela envolve três pilares: aumentar a produtividade agrícola, melhorar a resiliência dos sistemas agrícolas e mitigar as mudanças climáticas.

Por exemplo, com a agricultura climaticamente inteligente é possível:

  • Usar variedades de plantas e animais mais tolerantes ao estresse hídrico, térmico e salino;
  • Usar técnicas de conservação do solo e da água, como plantio direto, rotação de culturas, cobertura vegetal e irrigação por gotejamento;
  • Usar técnicas de manejo integrado de pragas e doenças, como controle biológico, cultural e químico;
  • Usar técnicas de manejo integrado da fertilidade do solo, como fixação biológica de nitrogênio, compostagem orgânica e adubação verde;
  • Usar técnicas de manejo integrado dos resíduos agrícolas, como biodigestão anaeróbia, gaseificação e pirólise;
  • Usar técnicas de agrofloresta, silvipastoril e agrossilvipastoril, que combinam árvores com culturas ou pastagens;
  • Usar técnicas de agricultura de precisão, que permitem aplicar os insumos agrícolas na dose certa, no lugar certo e na hora certa.

Benefícios da agricultura climaticamente inteligente

  • Aumento da produtividade agrícola, ao aproveitar melhor os recursos naturais disponíveis;
  • Melhoria da resiliência dos sistemas agrícolas, ao reduzir os impactos negativos das mudanças climáticas;
  • Mitigação das mudanças climáticas, ao diminuir as emissões de gases de efeito estufa provenientes da agricultura.

6. Software de gestão agrícola

Software de gestão agrícola é um programa desenvolvido para ajudar o produtor a gerenciar as etapas da produção, desde o planejamento até o pós-colheita.

O Aegro é uma ferramenta de gestão agrícola que reúne funcionalidades como gestão operacional e financeira de fazendas. Com o Aegro, é possível trabalhar previsões de safras, fazer o controle de operações agrícolas em tempo real e gerar relatórios dos principais indicadores de produção para otimizar processos.

Além disso, o software oferece ao produtor rural mobilidade para gerenciar sua fazenda por meio de um aplicativo para celular ou tablet.

Com o Aegro, é possível:

  • Controlar o estoque, acompanhando o que entra e o que sai e uso dos insumos por talhão;
  • Planejar a safra utilizando como base o histórico de safras anteriores, para planejamento baseado em dados concretos;
  • Controlar os custos, desde o orçamento até o valor realizado, identificando oportunidades de economia;
  • Monitoramento de pragas, prevenindo perdas e tomando ações rápidas;
  • Ter flexibilidade na gestão do negócio, acompanhando tudo o que acontece sem ficar preso à lavoura. Seja do escritório ou em qualquer lugar, utilizando o aplicativo Aegro.

Benefícios do Aegro:

  • Controle do negócio, visão de todas as áreas e atividades da lavoura;
  • Aumento da produtividade, explorando como utilizar melhor os recursos disponíveis na fazenda;
  • Redução de custos e aumento de lucro, ao identificar despesas e oportunidades de economia na lavoura;
  • Melhoria da gestão e da tomada de decisão, ao ter acesso a informações confiáveis e relevantes.

Simplifique sua gestão financeira e agrícola com um software de gestão rural! Clique e veja uma demonstração gratuita do Aegro!

Como introduzir a agricultura inteligente no seu negócio?

Se você se interessou pelas tecnologias apresentadas neste artigo e quer começar a usar a agricultura inteligente no seu agronegócio, aqui vão algumas dicas:

  • Faça um diagnóstico da sua situação atual, identificando os pontos fortes e fracos, as oportunidades e as ameaças, os objetivos e as metas do seu negócio;
  • Pesquise as tecnologias disponíveis no mercado, comparando as características, os benefícios, os custos e as formas de implantação de cada uma;
  • Escolha as tecnologias que mais se adequam às suas necessidades e ao seu orçamento, priorizando as que oferecem maior retorno sobre o investimento;
  • Busque apoio de agrônomos, consultores, técnicos, fornecedores e parceiros que possam auxiliar na escolha, na instalação, na operação e na manutenção das tecnologias;
  • Capacite-se e capacite sua equipe para usar as tecnologias de forma correta e eficiente, aproveitando os treinamentos, os cursos, os eventos e os materiais disponíveis;
  • Avalie os resultados obtidos com as tecnologias, monitorando os indicadores de desempenho, de qualidade, de economia e de sustentabilidade do seu negócio.
diagnostico de gestao

Conclusão

A agricultura inteligente é uma realidade cada vez mais presente no cenário agrícola mundial, trazendo benefícios como aumento da produtividade, redução de custos, melhoria da qualidade, preservação do meio ambiente e valorização do produtor. 

Para aproveitar essas vantagens, é preciso estar atento às inovações tecnológicas disponíveis no mercado e investir em soluções que se adequem às suas necessidades e objetivos.

Não perca tempo e conheça o Aegro. Você vai se surpreender com o que a agricultura inteligente pode fazer pelo seu agronegócio!

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Robótica na agricultura: o que é e quais inovações vão impactar o agronegócio?

Robótica na agricultura: inovações tecnológicas na agricultura: entenda quando é usada e quais são as vantagens da robótica agrícola

As inovações tecnológicas na agricultura estão presentes em todas as etapas de produção, desde o preparo do solo à comercialização, como sensores para análise do solo e aplicativos para a rastreabilidade e certificação dos produtos agrícolas.

Assim, uma nova tecnologia cria forças no mercado: os robôs agrícolas. Aumentando lucros e eficiência, além de garantir maior segurança nas operações.

Neste artigo, veja como a robótica na agricultura pode influenciar no manejo da lavoura e alavancar sua fazenda. Boa leitura!

Robótica na agricultura

O desenvolvimento tecnológico na agricultura passou por diversas fases. Teve início na agricultura 1.0, a qual é caracterizada pelo uso da tração animal, até chegar ao momento atual: a agricultura 4.0, marcada pelo uso de máquinas, veículos autônomos, drones, tecnologia de satélite e robôs com sensores.

A robótica é uma tecnologia utilizada para realizar movimentos e atividades humanas, por meio de máquinas autônomas controladas via remoto. Apesar disso, é importante ressaltar que não há a exclusão da mão de obra humana, e, sim, maior capacitação dos trabalhadores para o uso da tecnologia.

Até 2028, de acordo com International Market Analysis Research and Consulting Group, o mercado deve avançar anualmente em torno de 18,42%, alcançando US$ 21,2 bilhões. Atualmente, o mercado promove US$ 7,6 bilhões.

Um dos primeiros avanços tecnológicos da agricultura de precisão foi o Posicionamento Global por Satélite (GPS). A partir disso, tratores começaram a ser guiados por GPS para plantação de sementes, aplicação de defensivos agrícolas e colheita. 

Utilização do Solix Ag Robotics
Utilização do Solix Ag Robotics
(Fonte: Solinftec)

Recentemente, uma nova tecnologia surgiu no setor agrícola: o drone. Esta tecnologia permite monitoramento aéreo de pulverizações e colheita em tempo real e tem sido, para esse serviço, mais acessível que o realizado por satélite.

Isso porque o satélite não está sempre disponível ao agricultor, e alguns fatores podem prejudicar sua qualidade da imagem, como a presença de nuvens. Os drones agrícolas não têm esse problema por portarem suas próprias câmeras de alta resolução.

Essas tecnologias são integradas e conectadas por meio de softwares, sistemas e equipamentos que podem melhorar a produção agrícola. No Brasil, a Solinftec se destaca, com a tecnologia Solix Ag Robotics e a plataforma ALICE AI, monitorando insetos e ervas daninhas, analisando o solo e a nutrição das plantas.

Ou seja, os drones podem ser utilizados para coletar dados do solo, vegetação, clima e terreno, realizando o levantamento da área e otimizando tempo e mão de obra.

Aplicações da robótica na agricultura

Estas são algumas utilizações da robótica na agricultura:

  • Colheita de cereais
  • Análise de solo
  • Plantio
  • Combate às pragas
  • Capinagem
  • Colheita e embalagem de frutas
  • Monitoramento, manutenção e vigilância de plantações
  • Coleta de dados aéreos
  • Pulverização
  • Empilhamento de paletes
  • Higienização de animais leiteiros

Enfatizando a utilidade dessa tecnologia na colheita de frutas, o robô possui a capacidade de identificar se elas estão maduras ou não.

Atualmente, algumas empresas estão trabalhando nesse nicho de mercado. Como a Tevel Aerobotics Technologies, empresa israelense que desenvolve um sistema autônomo de robôs voadores, capazes de detectar tamanho e maturação e distinguir entre frutas, folhagens e outros.

Robô desenvolvido pela Tevel Aerobotics Technologies
Robô desenvolvido pela Tevel Aerobotics Technologies
(Fonte: Olhar Digital)

Outra empresa voltada para a colheita de frutas é a Fieldwork Robotics, desenvolvendo robôs para a colheita de framboesa para suprir a escassez de trabalhadores. A versão final do robô apresentará quatro braços que realizarão a tarefa simultaneamente.

A robótica na pecuária é empregada no monitoramento, alimentação de animais de cortes, aves e suínos e ordenha de vacas leiteiras.

Colhedora de framboesa desenvolvida pela Fieldwork Robotics
Colhedora de framboesa desenvolvida pela Fieldwork Robotics
(Fonte: The Guardian)

Vantagens

Diminuição de riscos à saúde humana e redução do uso de defensivo agrícola

A robótica na agricultura pode substituir atividades que causam riscos à saúde humana, como a aplicação de defensivos agrícolas.

A empresa suíça Ecorobotix desenvolveu o ARA, sistema de pulverização de precisão baseado em inteligência artificial. Essa tecnologia possui GPS, sensores e câmera em sua parte frontal, para identificação de plantas daninhas e aplicação do herbicida diretamente na planta, com a exata quantidade necessária.

Com isso, as novas tecnologias dispensam a necessidade de aplicação de produtos agrícolas na área total. Utilizando GPS, sensoriamento remoto, drones e robôs, é possível aplicar direcionado, diminuindo gastos com água, fertilizantes e defensivos.

Sistema de pulverização de precisão ARA: exemplo de robótica na agricultura
Sistema de pulverização de precisão, ARA
(Fonte: NeoFeed)

Diminuição da contaminação ambiental

Com a eficiência proporcionada pela agricultura de precisão e consequente redução de produtos agrícolas utilizados, a robótica na agricultura diminui o escoamento de produtos químicos nas áreas naturais ao redor da propriedade agrícola.

Diminuição do tempo entre a colheita e a distribuição

Em comparação com a mão de obra humana, os serviços são feitos pela robótica com muita agilidade, o que pode diminuir o tempo de colheita e, consequentemente, seu armazenamento.

Maior precisão operacional

Durante a colheita, a robótica pode diminuir o número de produtos colhidos impróprios para a comercialização e coletar apenas frutas. Isso é possível devido à capacidade de diferenciar frutas, folhagens e galhos.

Jornada de trabalho mais longa

Alguns robôs, como o Robotti LR da Agrointelli, podem trabalhar durante horas antes do reabastecimento.

Robotti LR projetado pela Agrointelli, mais um exemplo de robótica na agricultura
Robotti LR projetado pela Agrointelli
(Fonte: Agrointelli)

Desvantagens

Escassez de mão de obra qualificada

Para operar essas máquinas, é necessário fazer treinamentos específicos para a qualificação dos trabalhadores responsáveis pelos robôs.

Necessário o uso de internet

Cerca de 53% da população do campo no Brasil não tem acesso à internet, o que dificulta bastante a implementação de novas tecnologias na agricultura brasileira.

Depreciação de máquinas agrícolas

Conclusão

As vantagens do uso das novas tecnologias são inúmeras e modificam a vida do produtor rural para melhor. Pela facilidade, podendo controlar drones e robôs de qualquer lugar, utilizando apenas a internet. E o mais importante: a robótica na agricultura aumenta a rentabilidade da fazenda, por sua agilidade de manejo e economia de produtos utilizados.

Devido a isso, pesquisas são realizadas constantemente em diversos países para facilitar o manejo do campo.

Mas é importante que o produtor seja aliado da tecnologia e se diferencie dos antigos modelos de manejo do campo. Atualmente, mais de 84% dos agricultores brasileiros utilizam ao menos uma tecnologia digital para auxiliar a sua produção. 

Porém, é necessário ressaltar que, apesar desse avanço no processo de automação, com estimativa de crescimento anual de aproximadamente 20%, uma parcela de produtores apresenta dificuldade com a tecnologia, como o uso de aplicativos ou redes móveis, principalmente aqueles pertencentes à agricultura familiar.

>> Leia mais:

“Drones e Agricultura de Precisão: 8 pontos para você considerar”

“Smart farming: 5 tecnologias que vão deixar sua fazenda inteligente e rentável”

“Entenda como a antena 5G vai beneficiar sua fazenda”

Você já sabia disso tudo sobre a robótica na agricultura? Aproveite para compartilhar esse artigo com toda sua equipe de produção.

Aviação agrícola: saiba como ela pode beneficiar sua fazenda

Aviação agrícola: entenda que atividades são realizadas e os benefícios agrícolas e econômicos para o seu negócio.

O agronegócio investe em maquinários capazes de diminuir custos ao produtor, aumentar a eficiência e qualidade das aplicações de insumos e proporcionar um aumento de produtividade. Nesse cenário, uma das novas tecnologias que vêm crescendo no mercado é a aviação agrícola.

Utilizada em lavouras de cana-de-açúcar, soja, milho, algodão, café e florestais, a aviação agrícola serve para a aplicação de fertilizantes e defensivos (químicos ou biológicos) e para a semeadura de pastagens.

Neste artigo, você verá como a aviação agrícola pode influenciar e ser vantajosa no manejo da lavoura. Boa leitura!

Aviação agrícola: o que é?

A aviação agrícola é uma tecnologia que beneficia a produção de alimentos, fibras, biocombustíveis e grãos ao agilizar a aplicação de fertilizantes, defensivos e semeadura de pastagens.

De acordo com o Decreto nº 86.765/1981, o Ministério da Agricultura é responsável por propor a política para o emprego da aviação agrícola, coordenando, orientando, supervisionando e fiscalizando estas atividades: emprego de defensivos e fertilizantes, semeadura, povoamento de águas e combate a incêndios em campos ou florestas.

A aviação agrícola teve um crescimento de 3,4% no Brasil em 2021, chegando a 2.432 aeronaves, sendo 2.409 aviões e 23 helicópteros. Mato Grosso (MT) é o estado que lidera essa atividade, seguido por Rio Grande do Sul (RS), São Paulo (SP) e Goiás (GO).

Vale ainda ressaltar a Portaria Mapa nº 298/2021, que estabelece “regras para operação de aeronaves remotamente pilotadas – ARP’s destinadas à aplicação de agrotóxicos e afins, adjuvantes, fertilizantes, inoculantes, corretivos e sementes”. Os dados registrados são data e hora do início e término de aplicação, altura do voo, dados meteorológicos do momento da aplicação, tipo de atividade e outros, para fins de fiscalização.

Antes de qualquer aplicação de produtos agrícolas, é importante consultar um profissional (como o engenheiro agrônomo) para a recomendação dos produtos corretos.

Após o abastecimento do avião com o produto e o estudo da área, o piloto realiza a aplicação em diversos voos rasantes.

Lembre-se: além de consultar um profissional qualificado para uma aplicação adequada, é importante que o piloto da aeronave possua licenças especiais para a aviação agrícola. O piloto precisa ser registrado no Sipeagro.  

Quando utilizar a aviação agrícola?

Semeadura

Nas pastagens, a semeadura de braquiária, azevém, aveia e trevo ocorre com rapidez e uniformidade utilizando esse modo de aplicação.

Controle de pragas

A agilidade de aplicação também é um diferencial para o controle de pragas. A aeronave realiza em poucas horas o que maquinários terrestres levariam dias, dependendo da área, para realizar o trajeto completo. Com isso, o tempo de ataque da praga diminui e, consequentemente, os prejuízos na lavoura.

Outras atividades realizadas

Inspeções, mapeamentos, sensoriamento remoto, adubação, controle de doenças e ervas daninhas, dentre outros.

Importante: na agricultura, silvicultura e pecuária, o avião agrícola precisa sobrevoar de 3 a 5 metros acima da vegetação. O risco de acidentes aumenta se esse limite não for respeitado.

Culturas atendidas no Brasil pela aviação agrícola

Atualmente, a aviação agrícola é mais utilizada na cultura da soja, com mais de 8,1 milhões de hectares (Mha) plantados atendidos por essa tecnologia. 

A seguir vêm cana-de-açúcar (Mha), milho (1,6 Mha), arroz (0,8 Mha), algodão (0,42 Mha) e laranja (0,27 Mha). No total, a aviação agrícola cobre 13,6 milhões de hectares no Brasil.

Em relação à pulverização, a soja também é a cultura que mais utiliza a aviação agrícola, com 41 milhões de hectares pulverizados, seguida por cana-açúcar (12,5 Mha) e milho (7 Mha).

Aviação agrícola em áreas atendida e pulverizada
Área cultivada atendida e área pulverizada pela aviação agrícola no Brasil em 2013/14.
(Fonte: Jounals OpenEdition)

Essa diferenciação entre área cultivada atendida e área pulverizada se deve ao fato de a aeronave realizar mais de uma pulverização em uma mesma área.

Sendo assim, nessas culturas, são realizadas cinco aplicações por safra, em média.

A soja é principalmente cultivada nos estados de Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, enquanto a cana-de-açúcar é predominante em São Paulo e Minas Gerais e o arroz, na região sul do Brasil, onde maquinários terrestres apresentam dificuldades para o manejo do arroz irrigado.

Quais as vantagens da aviação agrícola?

Como dito anteriormente, a rapidez de aplicação é um diferencial da aviação agrícola. Mas a atividade proporciona outros benefícios. Confira:

Flexibilidade e qualidade

O agricultor vivencia alguns entraves quando utiliza máquinas terrestres. Ele fica impossibilitado de qualquer aplicação após chuvas ou irrigação, por exemplo, por dificuldade de mover essas máquinas sobre o solo molhado.

Além disso, a aeronave não causa compactação no solo e disseminação de doenças e pragas, como ocorre com máquinas terrestres.

Eficiência e uniformidade

Durante o voo, a aeronave mantém praticamente a mesma velocidade e usa sistemas controladores automáticos de vazão, o que proporciona maior uniformidade de aplicação. 

Redução de custos

Um avião pode percorrer 90 hectares ao longo de uma hora, enquanto um trator pode realizar o mesmo trabalho por apenas 25 hectares. Essa rapidez de aplicação diminui gastos com trabalhadores e aluguel de maquinários, além de reduzir o uso de combustível.

Impacto ambiental

Com o avanço de estudos direcionados à aviação agrícola, bicos de pulverização de agrotóxicos são desenvolvidos para menor deriva, o que diminui a contaminação dos ambientes naturais.

Desvantagens

Apesar dos benefícios expostos neste artigo, é importante que o agricultor respeite as condições ambientais necessárias para a aviação agrícola: 

  • umidade relativa do ar mínima de 50%;
  • ventos com velocidade entre 3 e 10 km/h;
  • e temperatura máxima de 30ºC

Assim, há redução do risco de deriva e contaminação do ambiente próximo. 

A pulverização aérea causa o deslocamento de 49% e 19% dos agrotóxicos para o solo e outras áreas, respectivamente. Apenas 32% ficam retidos nas plantas. Por isso, o manejo correto é essencial.

Kit de gestão do maquinário da fazenda

Conclusão

A demanda pela aviação agrícola só tende a aumentar nos próximos anos, principalmente as pilotadas remotamente, pelo impacto relevante dos seus benefícios.

É necessário que profissionais especializados recomendem os produtos agroquímicos e as doses adequadas dos insumos, para que a lavoura não seja prejudicada as áreas naturais ao redor da plantação tenham menor risco de contaminação. Além de pilotos com licenças para o uso de aviação agrícola, respeitando as obrigatoriedades da legislação vigente.

Já sabia da importância da aviação agrícola para o agronegócio? Aproveite para compartilhar este artigo com sua equipe e assine a nossa newsletter!

Genética na agricultura: qual a importância e por que ela vai mudar sua lavoura

Genética na agricultura: qual é o papel na agricultura, os impactos em soja, milho, café e algodão e fique por dentro das vantagens e desvantagens

Novas tecnologias são necessárias para alto rendimento e produtividade agrícola. Buscar inovações para prevenir e tratar doenças, pragas, nematoides e diminuir as consequências das mudanças ambientais é fundamental. 

Para conseguir todos esses objetivos, a presença da genética na agricultura é indispensável. Assim, saber como isso funciona e como aplicar é o primeiro passo para alcançá-los.

Nesse artigo, veja como o melhoramento genético pode influenciar no manejo da lavoura e entenda os impactos nas principais culturas agrícolas. Boa leitura!

Para que serve o melhoramento genético na agricultura?

Inicialmente, o melhoramento genético era feito pela escolha e cruzamento de espécies iguais ou muito parecidas. Porém, isso tornava a obtenção do resultado lenta e com possíveis modificações indesejáveis, já que não era uma técnica totalmente controlada.

Com os estudos direcionados à engenharia genética e à biotecnologia na agricultura, pesquisadores conseguiram modificar o DNA das plantas.

O papel da engenharia genética na agricultura é definir características agronômicas importantes a serem passadas para os seus descendentes.

Tudo isso é feito sem a necessidade de esperar o desenvolvimento da planta para assegurar que os genes foram repassados. Esse processo ocorre principalmente pelas sementes transgênicas.  

Atualmente, 92% da soja, 90% do milho e 47% do algodão cultivados em território nacional são modificados geneticamente. Ainda, vale lembrar que os organismos geneticamente modificados podem ser de primeira, segunda ou terceira geração. 

  • 1ª geração: plantas geneticamente modificadas com características agronômicas desejáveis, como resistência a herbicidas, pragas e vírus;
  • 2ª geração: plantas melhoradas nutricionalmente em quantidade e qualidade;
  • 3ª geração: plantas para a síntese de produtos especiais, como vacinas, hormônios e anticorpos.

Como é a aplicação da genética na agricultura?

Além da transgenia, existem outras técnicas empregadas no melhoramento genético: a seleção genética, a cisgênese, o silenciamento e a edição genética. Confira mais sobre eles a seguir.

Seleção genética

A seleção genética é feita através da seleção de plantas que apresentam características desejáveis. A partir disso, é feito o cruzamento para obter plantas híbridas com essas características.

Cisgênese

Essa técnica faz a transferência de DNA entre organismos compatíveis. É uma prática que acelera o processo natural. Ao invés de realizar diversos cruzamentos entre indivíduos da mesma espécie, apenas é feita a adição do gene necessário.

Silenciamento gênico

Diferente da transgênese e cisgênese, essa técnica “desliga” a função de um determinado gene. As plantas são alteradas para produzirem RNAi (RNA de interferência). Quando ingeridas por pragas ou patógenos, inativam genes fundamentais para sua sobrevivência.

Edição gênica

A edição gênica consiste em retirar e/ou adicionar trechos específicos de DNA. Atualmente, é muito utilizada na cana-de-açúcar, tornando-a mais tolerante à seca.

diagnostico de gestao

Vantagens e desvantagens do melhoramento genético

O melhoramento genético proporciona benefícios ao meio ambiente. Pela resistência ao ataque de pragas, diminui o uso de defensivos agrícolas. Consequentemente, diminui o consumo de água para o preparo dos defensivos e de combustíveis.

Afinal, isso reduz o uso de tratores e máquinas para a aplicação dos produtos. Porém, a utilização de produtos transgênicos pode proporcionar a eliminação de plantas que não foram modificadas geneticamente, devido à seleção natural. 

Além disso, o melhoramento genético pode diminuir espécies benéficas para a cultura utilizada, como abelhas. Em alguns casos, pode causar resistência a determinados defensivos.

Agora, veja mais detalhes sobre a importância da genética na agricultura nas culturas da soja, do milho, do café e do algodão. Confira:

Impactos na soja

Na soja, o melhoramento genético possibilitou melhoria na qualidade dos grãos, aumento do potencial produtivo e adaptação às condições ambientais. Além disso, o melhoramento ajuda na resistência às principais pragas da soja, na tolerância aos herbicidas e à seca.

Impactos no milho

O melhoramento genético no milho aumentou a produtividade e a eficiência na absorção do nitrogênio nas plantas. Além disso, também melhorou a resistência à seca.

Impactos no café

Uma das principais pragas que ataca o café é a broca do cafeeiro. Estudos são realizados por meio do melhoramento genético, para que o cafeeiro possa agir contra esse inseto.

Impactos no algodão

Pesquisas foram realizadas para que o algodoeiro recebesse genes da bactéria Bacillus thuringiensis. Esses genes estão presente na tecnologia Bollgard II RR FLEX™ (registrada pela Bayer), atuando contra as principais lagartas da cultura: 

  • curuquerê-do-algodoeiro (Alabama argillacea)
  • lagarta-rosada (Pectinophora gossypiella)
  • lagarta-da-maçã (Chloridea virescens)
  • falsa-medideira (Chrysodeixis includens). 

Essa tecnologia flexibiliza o manejo de plantas daninhas do algodão, devido à resistência à aplicação do glifosato.

O uso de produtos transgênicos faz mal à saúde?

Até o momento, não houve relatos sobre consequências negativas para a saúde humana e animal. No Brasil existe a Lei 11.105/05, que regula as atividades com transgênicos, sendo uma das mais rigorosas do mundo.

A CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) é o órgão responsável por avaliar cada organismo geneticamente modificado, seguindo as normas estabelecidas pela lei 11.105/05.

Além disso, um transgênico é estudado durante anos antes de chegar à mesa da população, isso para garantir a segurança alimentar e ambiental. Vale ressaltar que esse tempo depende da cultura, mas pode chegar a até 20 anos para ser desenvolvido.

Produtos transgênicos aprovados no Brasil pela CTNBio de 1998 a 2023
Produtos transgênicos aprovados no Brasil pela CTNBio de 1998 a 2023
(Fonte: CropLife Brasil)

Conclusão

Plantas modificadas geneticamente são uma excelente escolha para quem quer aumentar a produtividade da sua lavoura, diminuir custos com defensivos agrícolas e danos ao ambiente. 

Além disso, plantas geneticamente modificadas causam melhorias na qualidade nutricional dos alimentos, como o aumento do teor de vitaminas e proteínas. 

Para que novas tecnologias sejam desenvolvidas, é fundamental o apoio a investimentos em pesquisas. E para garantir o melhor uso de sementes geneticamente modificadas, é necessário buscar ajuda de profissionais da agronomia.

Já sabia sobre genética na agricultura? Aproveite para compartilhar esse artigo com a equipe responsável pela escolha da cultivar da sua lavoura.

Glufosinato de amônio: como fazer aplicação certeira em milho

Glufosinato de amônio: nomes comerciais, como e quando usar, quais plantas são tolerantes ao produto e as condições adequadas para aplicação

O uso incorreto de herbicidas pode trazer prejuízos ao produtor. Por isso, algumas informações são importantes para evitar danos irreversíveis à cultura agrícola em uso.

Além disso, ficar por dentro de quais híbridos de milho são tolerantes a esse produto e entender bem o quanto e como aplicar é fundamental.

Nesse artigo, veja como controlar plantas daninhas durante o plantio de milho, com o uso de glufosinato de amônio. Boa leitura!

O que é glufosinato de amônio?

O glufosinato de amônio é um herbicida de contato utilizado no controle de plantas daninhas do milho e de outras culturas. Ele provoca a destruição dos cloroplastos, redução da taxa fotossintética e na produção de aminoácidos das espécies invasoras.

Como consequência, os principais sintomas após a aplicação desse herbicida é a rápida clorose. Após alguns dias, acontece necrose e morte das plantas. Ainda, plantas não tolerantes podem apresentar folhas anormais, com coloração roxa ou redução do tamanho.

Especificamente para o milho safrinha, o glufosinato de amônio se torna uma alternativa para o controle de plantas daninhas. Além disso, pode ser um excelente substituto do paraquat e glifosato, quando se trata do controle da buva.

Milho não tolerante no estágio inicial, com sintomas causados pelo glufosinato de amônio
Milho não tolerante no estágio inicial, com sintomas causados pelo glufosinato de amônio
(Fonte: Geneze sementes)

Como funciona a tolerância ao herbicida?

O glufosinato de amônio pode ser utilizado como dessecante em culturas agrícolas que não são tolerantes a ele. Isso principalmente em plantio direto, antes da emergência da cultura, para proporcionar uma cobertura vegetal importante para o manejo.

Atualmente, pesquisas são realizadas para desenvolver novas tecnologias que apresentem resistência a determinados herbicidas. Alguns milhos híbridos contêm a presença de genes conhecidos como bar e pat, que os tornam tolerantes ao glufosinato de amônio. 

Os genes convertem o princípio em uma forma não tóxica, tornando-o inativo. Abaixo, são citados alguns híbridos de milho tolerantes ao ingrediente ativo glufosinato de amônio:

  • Herculex (registrado pela Pioneer® e Dow AgroSciences)
  • Intrasect (registrado pela Pioneer®)
  • Leptra (registrado pela Pioneer®)
  • Agrisure TL (registrado pela Syngenta Group Company)
  • Agrisure Viptera 2 (registrado pela Syngenta Group Company)
  • Agrisure Viptera 3 (registrado pela Syngenta Group Company)
  • Power Core (registrado pela Corteva Agriscience)
  • Power Core Ultra (registrado pela Corteva Agriscience)

Apesar da existência de milhos tolerantes ao glufosinato de amônio, é fundamental ficar atento à recomendação da dosagem do produto. Alguns sintomas podem ocorrer no milho, como estrias amarelas nas folhas, diminuição do tamanho da planta e deformação das espigas.

Vale lembrar que isso pode acontecer caso haja a aplicação excedente do produto na lavoura.

Quanto e como aplicar esse herbicida?

É muito importante aplicar o herbicida nos estágios iniciais das plantas daninhas. Isso acontece por causa da dificuldade de mobilização do princípio dentro da planta. Além disso, observe o tipo de planta presente na sua propriedade. 

Afinal, o tempo de aplicação depende dessa informação, visto que em alguns casos é aplicado no início do perfilhamento. Enquanto isso, em outros casos, pode variar entre a emissão da terceira até sexta folha, dependendo da espécie.

Apesar de abranger ampla diversidade de plantas daninhas, algumas desenvolvem mecanismos de resistência ao glufosinato de amônio. Exemplos disso são o capim pé-de-galinha e o azevém. 

Nesses casos, recomenda-se o uso de herbicidas que atuem com outros mecanismos de ação. Agora, veja mais detalhes sobre como aplicar em milho não tolerante e em milho híbrido.

Bula do glufosinato para milho não tolerante

É importante ler a bula de cada produto e seguir a dosagem recomendada. O modo de aplicação pode variar de acordo com a cultura agrícola utilizada, sendo tolerante ou não ao glufosinato de amônio.

Para a aplicação no milho não tolerante, é recomendado usar entre 1,5 L/ha e 2 L/ha do produto, em única aplicação. Ainda, é recomendado aplicar em jato dirigido nas entrelinhas da cultura.  Essa medida serve para controlar as seguintes plantas daninhas:

Vale lembrar que, para o capim-colchão e capim-marmelada, a aplicação deve acontecer no início do perfilhamento. Nas demais culturas citadas, a aplicação deve deve acontecer entre a e folha emitida.

Uma maior dosagem é recomendada quando houver maior incidência das gramíneas. Ainda, é recomendado adicionar 0,2% v/v de adjuvante agrícola à base de óleo mineral ou vegetal. Essas recomendações são baseadas na bula do produto Patrol SL.

Para o milho não tolerante, a aplicação deve ser realizada por meio de jato dirigido nas entrelinhas. Assim, isso diminui o risco de contaminar a cultura agrícola e causar sintomas gerados pelo herbicida.

Exemplo de aplicação de herbicida por meio de jato dirigido nas entrelinhas do milho
Exemplo de aplicação de herbicida por meio de jato dirigido nas entrelinhas do milho
(Fonte: Mais soja)

Bula do glufosinato para milho (transgênico)

Em milho transgênico, as recomendações são diferentes. Para controlar o capim-marmelada e o leiteiro, a dosagem recomendada é entre 1,5 L/ha e 3 L/ha em única aplicação. Para essas culturas, é necessário aplicar em pós-emergência da cultura.

Ainda, é necessário observar sempre o estádio de desenvolvimento das plantas daninhas antes de começar o controle:

  • 3 perfilhos: capim-marmelada;
  • 6 folhas: leiteiro, corda-de-viola e caruru.

No caso do controle da corda-de-viola, é recomendada a dosagem entre 1,5 L/ha e 3 L/ha, mas em aplicação sequencial. É necessário aplicar em pós-emergência, usando a dose 1,5 L/ha + 1,5 L/ha.

A primeira aplicação deve ser feita quando o milho estiver com 3 ou 4 folhas. A segunda deve ser feita quando o milho estiver com 5 ou 6 folhas.  Também é necessário observar o estádio de desenvolvimento das plantas daninhas para começar o controle:

  • 2 folhas: leiteiro, corda-de-viola e caruru;
  • 3 folhas: capim-marmelada.

Condições adequadas para aplicação do dessecante e herbicida

É necessário aplicar o glufosinato de amônio entre 5 e 6 horas, no mínimo, sem chuva e luz. Temperaturas amenas (20 ºC a 25 ºC) e umidade relativa do ar acima de 50%.

Além disso, o produto tem funcionamento na fase pós-emergência, e não deve ser utilizado na pré-emergência para o controle de plantas daninhas. Por ser um herbicida de contato, é preciso que haja precisão durante a aplicação.

Assim, o produto será eficiente e atingirá diretamente as plantas a serem eliminadas.

Glufosinato de amônio: preço e nomes comerciais

Atualmente, existem alguns produtos à base de glufosinato de amônio no mercado. O preço pode variar de acordo com a região, marca, quantidade adquirida e demanda do mercado. Você pode encontrar o glufosinato de amônio com esses nomes comerciais:

  • Glufair, registrado pela Rainbow Defensivos;
  • Liberty, registrado pela Bayer;
  • Glufosinato Nortox, registrado pela Nortrox;
  • Finale, registrado pela Basf S.A;
  • Patrol SL, registrado pela Adama;
  • Biffo, registrado pela Sumitomo.
planilha pulverização de defensivos agrícolas

Conclusão

O glufosinato de amônio é um excelente herbicida para manejo de plantas daninhas, abrangendo diversas culturas. Em milho não tolerante, deve ser aplicado nas entrelinhas, após a emergência das plantas daninhas. 

É fundamental aplicar a dosagem correta do produto. Caso contrário, poderão surgir sintomas por fitotoxicidade, prejudicando a produtividade e rendimento.

Além disso, com dosagens superiores a recomendada, o herbicida pode selecionar plantas resistentes. Em todo caso, procurar assistência técnica de uma pessoa especialista da agronomia é essencial para evitar erros e garantir sucesso no manejo das daninhas

Já usou o glufosinato de amônio na sua lavoura? Aproveite para compartilhar esse artigo com a equipe responsável pela aplicação de herbicidas na sua fazenda.