4 dicas para melhorar a gestão de tempo na fazenda

Gestão de tempo na fazenda: saiba como organizar sua rotina de atividades no campo com o auxílio de processos e ferramenta digital!

Gerir uma fazenda demanda tempo. Mas o que fazer quando não conseguimos administrar esse tempo?

Esse é um desafio de muitos produtores rurais, e tem impacto direto na produtividade de cada safra. 

Felizmente, você pode solucionar esse problema com algumas mudanças práticas que trazem diversos benefícios.

Já te adianto: usar as horas do seu dia da melhor forma é o caminho! 

Por isso, separei 4 dicas fáceis que vão te ajudar a melhorar a gestão de tempo na fazenda. Confira a seguir.

Por que a gestão de tempo na fazenda é importante?

Na rotina do campo, atividades de escritório e operação frequentes, como controle financeiro e decisões de manejo, se misturam a contratempos. 

Em meio a essa quantidade de afazeres, fica difícil conciliar os diferentes setores e dar a atenção necessária a cada tarefa.

Nesse caso, a falta de organização só colabora com a perda de tempo. Isso torna a operação insustentável, enquanto causa estresses desnecessários e afeta a lucratividade.

Para modificar esse cenário, a gestão de tempo na fazenda é a ferramenta ideal

Quando temos noção das tarefas que devem ser realizadas – seus prazos e o empenho que deve ser destinado a cada uma delas – otimizamos nosso dia

Ou seja, você é capaz de executar suas funções em um tempo menor que antes. Isso contribui para um trabalho cada vez mais produtivo, além de outros benefícios, como:

  • mais foco no que é importante;
  • facilidade para planejar e alcançar objetivos;
  • melhor desempenho das equipes;
  • capacidade de identificar problemas com antecedência, reduzindo erros e gastos;
  • maior controle financeiro, diminuindo desperdícios;
  • eficiência para melhorar os resultados.

Todavia, isso exige planejamento, paciência, disciplina e prática. Por isso, listei um passo a passo de como implementar a gestão do tempo em sua propriedade rural.

Dicas de gestão de tempo na fazenda

Comece aos poucos e amplie progressivamente para diferentes atividades e cargos. Lembre-se que a ideia não é complicar ou engessar processos, mas simplificar seu dia a dia.

Na hora de compartilhar as novas estratégias com os funcionários, comunique com clareza. Destaque as vantagens dessa transição e tire todas as dúvidas necessárias.

Sempre que possível, fique disponível para troca cotidiana de experiências e dificuldades.

Esse período que você dedicará para aplicar as mudanças não será em vão, pelo contrário! A partir dele se ganha tempo, qualidade de trabalho e melhorias de gestão. 

1. Mapeie suas tarefas

Visualizar a sequência produtiva de atividades da lavoura, do macro (grandes processos) ao micro (pequenos processos), é o primeiro passo. 

Para isso, comece anotando as atividades que são de sua responsabilidade, partindo do mais amplo para o mais detalhado. 

Por exemplo, se você executa atividades administrativas, dentre elas está o planejamento de safra. Ele envolve definir o orçamento de custos e assim por diante, até as coisas mais simples, como a verificação de e-mails. 

Não economize na descrição dos procedimentos, incluindo cada pequena ação dentro de uma sequência de execuções

Em tarefas que passam por várias mãos, descreva também o responsável por cada etapa e seu setor.

Com o mapeamento pronto, você terá uma melhor compreensão de tudo. Dessa forma, ficará claro o que é dispensável, o que gera atritos e o que deve ser otimizado.

Demonstração do melhor software para a gestão de tempo na fazenda

2. Classifique por níveis de prioridade

Com todas as atividades listadas, vamos ao segundo passo: classificar e priorizar.

Nesse caso, a classificação de período é a inicial, pois é ela que determina a urgência e com qual regularidade você deve executar tal ação: diariamente, semanalmente, a cada início/fim de safra ou esporadicamente

É comum finalizar essa organização e ver uma agenda lotada. 

Como não é possível fazer tudo ao mesmo tempo, mas também não se pode perder o prazo de certas demandas, a solução é criar um cronograma embasado em diferentes níveis de prioridade

Uma das formas mais populares para definir essa categorização é a de “importante ou urgente”. Essa técnica é utilizada por diversos profissionais, e é conhecida como Matriz Eisenhower.

  • Importantes: são todas as tarefas que exigem planejamento e maior tempo de realização;
  • Urgentes: são todas as tarefas que exigem resposta rápida em um menor prazo.
Gráficos que demonstram o quanto de tempo você precisa gastar em tarefas importantes, não importantes, urgentes e não urgentes.
Gráfico de gestão de tempo na fazenda
(Fonte: “Sucesso no Leite”, Paulo Machado)

Além disso, aproveite este momento para determinar os afazeres que podem ser padronizados, substituídos ou automatizados. 

Cada uma dessas modificações ajuda a reduzir situações que ocupam seu tempo indevidamente ou de forma repetitiva. 

3. Crie uma rotina

Com um conhecimento aprofundado de suas prioridades, é mais simples criar e executar uma rotina de trabalho produtiva, saudável e realista

Assim, o terceiro passo é montar um cronograma que te ajude a visualizar as atividades e quando colocá-las em prática

Para que ele seja efetivo, faça uma distribuição viável de tempo para cada demanda. Evite o acúmulo de tarefas e reserve tempo extra para possíveis imprevistos

Outra dica que pode ajudar é descobrir o período do dia em que você se sente mais produtivo e motivado. Independente de quando for, coloque as atividades mais importantes para serem feitas nesse momento.

No Aegro, uma forma eficaz de estipular a rotina para sua fazenda é utilizando a aba de atividades

Nela, você consegue planejar todas as operações da safra, desde o preparo do solo até a colheita. A cada ação, você determina o período para execução, a área, os insumos, o maquinário e a equipe. 

Tela do aplicativo Aegro, na aba de planejamento de atividades de safra.

No Aegro, você consegue planejar e visualizar todas as atividades de safra, sem sair do lugar

Além de facilitar a organização, isso também garante mais autonomia aos funcionários. Eles podem acessar a tarefa pelo aplicativo diretamente da lavoura, mesmo sem internet. 

Outra opção é você gerar um relatório para ser enviado via WhatsApp, como uma ordem de serviço.

Imagem de relatório digital de atividade gerado pelo Aegro.

Relatório de atividade gerado pelo Aegro. Dados fictícios.

Com essa informação em mãos, seus funcionários executam a demanda e depois a registram no aplicativo. Pelo software agrícola, você pode acompanhar a execução dos trabalhos sem se preocupar. 

Imagem de uma tela de celular com o aplicativo Aegro aberto, na aba de aplicações de defensivos.

Acompanhe os registros de todas as atividades pelo Aegro através da tela do seu celular

4. Automatize as tarefas burocráticas recorrentes

Boa parte do cotidiano de uma fazenda é voltada para atividades burocráticas e repetitivas. Com o avanço da tecnologia, o que era feito manualmente pode e deve ser automatizado para a melhor gestão de tempo na fazenda.

Nesse caso, um software de gestão como o Aegro pode ser seu grande aliado, pois ele ajuda a centralizar informações da fazenda e organizar fluxos de trabalho. Isso agiliza tanto a execução quanto a análise dos processos operacionais. 

Um bom exemplo é a opção de planejamento das atividades da safra. Logo que elas são concluídas pela sua equipe, o aplicativo já desconta no estoque os insumos utilizados e contabiliza as horas de trabalho do maquinário.

Quando se trata de financeiro, também existem várias facilidades! Primeiro, as despesas contínuas e padrões, como salários de profissionais, podem ser programadas para se repetirem no futuro de maneira recorrente.

Os custos de compras de insumo e outros podem ser importados por XML ou manualmente. 

Em ambos os casos, é feita a entrada automática da quantidade no estoque. O mesmo vale para o lançamento de uma nova receita, para a qual você também pode emitir a nota fiscal de venda e atualizar a quantidade no silo.  

Outra possibilidade é conectar a sua conta à Sefaz. Assim, todas as notas fiscais emitidas contra o seu CPF são automaticamente importadas para dentro do Aegro. 

Basta confirmar com um clique o registro do custo, mantendo o fluxo de caixa atualizado. 

Além disso, cada ação que você registra no Aegro alimenta indicadores de maneira automática. Saiba, por exemplo, qual é o seu custo por hectare em poucos segundos, sem precisar fazer cálculos ou cruzar diferentes planilhas.

Conclusão

Conforme esses primeiros passos são realizados, você vai notar uma grande diferença. 

Uma vez feitos, não é preciso repeti-los, é só revisar e atualizar as informações de acordo com sua necessidade ou o crescimento da produção.

Mesmo assim, cada fazenda tem sua própria realidade e talvez não seja tão simples de se aplicar as dicas na prática. De qualquer forma, mesmo a introdução da menor modificação já faz a diferença em facilitar sua rotina.

Para tal, conte com a ajuda da Aegro! Nosso software para gestão de fazendas busca otimizar processos do campo ao escritório, podendo ser acessado de qualquer lugar, de forma prática e rápida. 

Aproveite também todos os conteúdos e materiais ricos sobre gestão e agronegócio, disponibilizados gratuitamente aqui no blog!

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Como a gestão agrícola pode trazer mais lucro para sua empresa rural

Aegro Conecta 2: veja o que aconteceu na segunda edição do evento

Como você cuida da sua gestão de tempo na fazenda? Já pensou em usar um software para te ajudar nessa jornada? Faça o teste grátis do Aegro!

Saiba como gerenciar o ciclo de produção agrícola com o Aegro

Ciclo de produção agrícola: sistema digital facilita tomadas de decisões nas diferentes etapas do ciclo de produção 

Cada safra que se inicia representa uma oportunidade de produzir mais e melhor.

Para superar os resultados do ano anterior, o produtor moderno pode somar a sua experiência ao uso de sistemas digitais.

Um sistema como o Aegro ajuda a gerenciar as diferentes etapas do ciclo de produção agrícola. Ele automatiza processos e facilita o acesso às informações.

Assim, sobra tempo para que o fazendeiro pense suas estratégias dentro deste ambiente extremamente complexo que é o agronegócio.

Continue lendo para entender como planejar e executar uma safra de sucesso com o Aegro!

Comece pelo planejamento agrícola

Você precisa saber aonde quer chegar com sua empresa rural a curto, médio e longo prazos

Com uma visão clara de futuro, fica mais fácil traçar as ações necessárias para atingir os seus objetivos.

Comece analisando as tendências de mercado, estabeleça a sua estratégia de rotação de culturas e o sistema de plantio.

Então, inicie o planejamento agrícola com o seu sistema de gestão!

No Aegro, é possível mapear as áreas da propriedade em poucos minutos e definir metas de produtividade para os talhões.

Tela do Aegro, na aba de planejamento de aplicação de insumos.
Com o Aegro, é possível fazer todo o planejamento de aplicação de insumos

Você também pode usar o sistema para programar as atividades de safra, prevendo o uso de insumos e máquinas ao longo dos meses.

Desta forma, você consegue fazer as compras com antecedência e preparar o patrimônio da fazenda para as operações.

Gerenciando o ciclo de produção agrícola com o Aegro

Siga com o planejamento financeiro da safra

Depois de realizar o planejamento agrícola, é importante verificar a viabilidade econômica da sua safra.

A boa notícia é que o Aegro te ajuda nessa etapa do ciclo de produção agrícola.

Você pode montar um orçamento, de forma prática, com base nas atividades que já programou.

Basta inserir no sistema o valor base dos insumos e complementar com outras categorias de gastos, como: administração, fretes e o salário dos funcionários.

A partir das projeções de custos e produtividade, o Aegro calcula o lucro ou prejuízo que a fazenda terá ao final do ciclo produtivo.

Descubra qual é o seu ponto de equilíbrio e avalie quais investimentos realmente cabem no seu bolso.

Esse é o momento de decidir, por exemplo, se você vai fechar barter ou contratar crédito agrícola.

Tela do Aegro, na aba de informações gerais da fazenda, todas reunidas em um só lugar.
Todas as informações da sua fazenda ficam reunidas em um só lugar

Organize o fluxo de caixa da fazenda

À medida que os gastos se concretizam, o Aegro descomplica um dos trabalhos mais burocráticos do ciclo de produção agrícola: o fluxo de caixa.

Você pode cadastrar o seu certificado digital no sistema para receber automaticamente todas as notas fiscais que são emitidas contra o seu CNPJ.

Isso quer dizer que você não precisará mais perder horas juntando comprovantes de abastecimento, ou correndo atrás dos seus fornecedores.

Com alguns cliques, você importa a nota fiscal de compra e a transforma em uma despesa no seu financeiro.

Como consequência, o controle do custo de produção se torna mais detalhado. Além disso, você deixa de atrasar o pagamento de contas por falta de organização.

O Aegro também permite que você emita as suas notas fiscais de venda, gerenciando as receitas da fazenda com precisão. 

Tela do Aegro, na aba de organização do financeiro. A imagem demonstra dados fictícios.
Organização do financeiro de uma fazenda. Dados fictícios.
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Mantenha o registro de atividades agrícolas

Se por um lado você tem os lançamentos feitos no escritório, por outro tem as anotações de campo.

Aquela árdua tarefa de registrar as atividades realizadas na lavoura, abaixo de sol, chuva e poeira.

Mas a confusão das agendas de papel que molham, sujam e se perdem com o tempo já ficou no passado.

O Aegro oferece duas alternativas mais práticas para o controle de operações ao longo do ciclo de produção agrícola.

A primeira delas é o aplicativo para celular, que funciona mesmo sem internet e permite que você faça apontamentos de campo georreferenciados

A segunda é a conexão com sistemas de telemetria, como Climate FieldView™ e John Deere Operations Center. 

A partir dessa conexão, você pode transferir dados de plantio, aplicação e colheita das suas máquinas diretamente para o Aegro.

Tela do Aegro, na aba de controle do maquinário da propriedade rural.
Controle todo o maquinário da propriedade rural durante o ciclo de produção agrícola

Faça o controle de estoque rural

A dificuldade de gerenciar o estoque rural tira o sono de muitos produtores. 

Afinal, ninguém quer paralisar uma operação de última hora por descobrir que não há produto suficiente na fazenda. 

Para reduzir os riscos operacionais relacionados ao estoque, o Aegro automatiza completamente este controle.

Você dá entrada nos insumos ao registrar uma nova compra através do financeiro, e dá baixa ao realizar as atividades de campo.

Com isso, não precisa mais se preocupar em atualizar as planilhas de inventário ao longo da safra.

E você ainda pode definir alertas no sistema para a reposição de itens que considera essenciais, como o diesel, evitando sua indisponibilidade durante o ciclo de produção agrícola.

Tela do Aegro, na aba de estoque da fazenda. A imagem apresenta dados fictícios.
Exemplo de controle de estoque com o Aegro. Dados fictícios.

Acompanhe o resultado dos talhões

À medida que você cadastra custos e operações agrícolas no Aegro, o sistema cruza essas informações para entregar relatórios individualizados de desempenho.

Funciona com um raio-X do talhão, mostrando o que deu certo e o que deu errado.

É possível visualizar, com o apoio de gráficos de fácil entendimento, a margem de lucro ou prejuízo que cada área trouxe para o seu negócio.

Esses relatórios te ajudarão a medir o retorno dos investimentos em seu ciclo de produção agrícola. 

Entenda, por exemplo, se aquele cultivar com melhor potencial produtivo realmente impactou no resultado da safra.

Tela do Aegro, na aba de controle de resultados por talhão.
Controle dos resultados por talhão. Dados fictícios.

Tome melhores decisões no próximo ciclo de produção agrícola

Com o histórico da safra documentado no seu Aegro, é chegada a hora de pensar no próximo ciclo de produção agrícola.

Desta vez, ao invés de contar com a sua memória e intuição, você poderá iniciar o planejamento com base em fatos e dados

Use as informações exatas que o sistema fornece para aprender com o passado e determinar quais serão seus passos seguintes.

Será que você deve trocar a plantadeira de 30 linhas por uma de 35? Será que deve substituir a aplicação interna por uma terceirizada?

O Aegro vai te ajudar com essas decisões que envolvem tantas variáveis. Muitas vezes, elas são tomadas sem confiança.

Assim, você entrará em um processo de melhoria contínua, atingindo maiores níveis de rentabilidade.

Conclusão

Sem dúvida, a experiência do produtor rural é insubstituível.

Somente ele conhece a fundo todas as particularidades da sua terra e pode tomar as decisões difíceis ao longo do ciclo de produção agrícola. 

Porém, o uso de tecnologia digital pode trazer mais assertividade para as escolhas do dia a dia. 

Neste artigo, mostramos como o Aegro automatiza as rotinas da propriedade e transforma dados em informações de negócio relevantes.

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Avalie o sucesso da safra com ajuda dos indicadores de produção no Aegro

Software agrícola: como ter o controle efetivo da sua fazenda

Aegro Conecta 2: veja o que aconteceu na segunda edição do evento

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Como a agricultura preditiva e autônoma pode impulsionar sua lucratividade

Agricultura preditiva e autônoma: como ela pode auxiliar na detecção de pragas e doenças, na aplicação de insumos, e quais tecnologias fazem parte deste novo cenário do agro

Você já deve ter ouvido falar em agricultura 4.0, não é mesmo?! 

Os avanços e conectividade entre todas as etapas do processo produtivo e a geração de grande volume de dados fazem parte dela.

Até 2022, estima-se que estaremos na agricultura 5.0.

As novas tecnologias permitem que você e o consumidor final acompanhem todas as etapas de produção em tempo real. Isso é possível com a ajuda da inteligência artificial e de máquinas agrícolas.

Esses e muitos outros avanços tecnológicos fazem parte de uma agricultura preditiva e autônoma.

Neste artigo, você verá como ela funciona e quais tecnologias podem ser utilizadas para reduzir custos e otimizar a aplicação de insumos na sua propriedade! Boa leitura!

Mudanças nos mercados agrícolas e perspectivas futuras

São notáveis os grandes avanços do agro. 

Nos últimos dois anos, houve facilitação da conexão com os consumidores finais. 

Além disso, os modelos de mercados digitais e a aplicação de insumos na produção agrícola também vêm sendo otimizados.

Essa otimização busca aumentar a produtividade das áreas. Além disso, busca uma aplicação mais sustentável, com menores danos ao meio ambiente e maior retorno econômico.

O Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) indica que a produção brasileira de grãos deve ultrapassar os 300 milhões de toneladas nas safras 2028/2029.

Através das novas tecnologias, você pode obter maiores produtividades e retorno econômico sem haver maior disponibilidade de áreas agricultáveis.

Com as restrições impostas pelo novo coronavírus, as mudanças que já estavam sendo implementadas a ritmo lento aceleraram.

O mercado precisou se aproximar dos consumidores, que mudaram suas percepções sobre a alimentação. Com consumidores internos e externos mais exigentes, o agro precisou avançar.

A rastreabilidade das culturas e a otimização dos processos produtivos são alguns desses avanços. Eles visam à aplicação mais eficiente de insumos e redução de danos ambientais.

Com essas mudanças, a agricultura preditiva e autônoma também sofreu avanços importantes.

O que é a agricultura preditiva e autônoma?

A agricultura preditiva e autônoma é uma técnica de análise de dados, através de algoritmos e inteligência artificial. Esses dados auxiliam no entendimento e previsão do comportamento de variáveis importantes durante o cultivo.

Essas variáveis incluem:

  • o comportamento do clima, como temperatura e precipitações;
  • ocorrência de doenças nas diferentes culturas (incluindo o comportamento destas  quando realizada a rotação de culturas);
  • fertilidade;
  • desempenho de máquinas.

O acompanhamento em tempo real dos dados gerados pelas máquinas, por exemplo, permite observar e prever problemas.

Assim, é possível realizar a manutenção prévia e evitar que problemas ocorram em épocas de maior demanda, como em semeaduras e/ou colheitas.

Além disso, é possível prever estágios vegetativos e reprodutivos da cultura (fases) e as variáveis climáticas. Dessa forma, pode-se planejar que a fase mais crítica não coincida com períodos em que estresses na cultura possam ocorrer.

A agricultura preditiva e autônoma coleta dados de máquinas e equipamentos e através da inteligência artificial e big data toma decisões.

Em condições de chuvas e temperaturas desfavoráveis, tratores autônomos podem suspender suas atividades.

Também existem os pulverizadores inteligentes

Com a junção de tecnologias baseadas em imagens e inteligência artificial, eles podem aplicar herbicidas apenas em plantas daninhas.

Quando as daninhas não são detectadas, os bicos de pulverização são desativados.  Essa é uma forma de economizar grandes quantidades de produtos e recursos. 

Além disso, também é possível controlar: 

Exemplo do funcionamento de um pulverizador com sensor de infravermelho. A máquina se desloca, detecta a planta através do infravermelho (que permite inclusive a aplicação noturna), aciona os bicos correspondentes apenas onde há presença de plantas daninhas e posteriormente desaciona o bico, economizando produtos

Exemplo do funcionamento de um pulverizador com sensor de infravermelho. A máquina se desloca, detecta a planta através do infravermelho (que permite inclusive a aplicação noturna), aciona os bicos correspondentes apenas onde há presença de plantas daninhas e posteriormente desaciona o bico, economizando produtos
(Fonte: Smartsensing Brasil)

Recursos da agricultura preditiva

Para entender melhor como a agricultura preditiva funciona na prática, alguns conceitos precisam ficar claros. Entenda a seguir a definição de cada um.

Inteligência artificial

A inteligência artificial usa um conjunto de dados para que as máquinas operem tomando decisões.

Desta forma, dados são inseridos no sistema da máquina, que é treinada. Ela aprende a executar tarefas de forma inteligente, próximo ao que a mente humana é capaz de realizar.

As máquinas também são capazes de analisar grande volume de informações.

Internet das coisas 

A Internet das Coisas é a conexão entre dois pontos. Pode ser, por exemplo, entre uma máquina agrícola e o usuário da internet. Os dados gerados na máquina são encaminhados a uma base.

Esta conexão é possível através de GPS, bluetooth e softwares. Os dados podem ser encaminhados à base sem que haja uma conexão com a internet no momento da transmissão. 

Eles ficam armazenados em uma “nuvem digital”.

Machine learning

Em tradução literal, machine learning significa aprendizado de máquinas.

Os algoritmos analisam grandes volumes de dados e identificam soluções ou padrões de comportamento. A machine learning está associada à inteligência artificial.

Algoritmos

Algoritmos são uma sequência de ações executáveis, previamente delineadas. Incluem uma série de raciocínios e instruções que resolvem um problema.

Big data

Big data é um conjunto amplo e complexo de dados. Eles só podem ser interpretados e analisados a partir do seu processamento.

Tecnologias que fazem parte da agricultura preditiva e autônoma

Transborno, logística e transporte em colheitas

Nestas operações, a agricultura preditiva e autônoma auxilia no descarregamento de caminhões e no envio para novas descargas.

O tempo entre os processos pode ser otimizado, sem que haja atrasos em operações de colheita, carga e descarga.

Sensores

Os sensores na agricultura são utilizados de forma independente, e incluem:

  • detecção do nível da água;
  • temperatura do solo;
  • teor de nutrientes e previsão do tempo.

Em função dessas variáveis, alguns acionamentos através de microcontroladores são realizados. Por exemplo, no caso da irrigação por gotejamento.

Sensores imageadores, como a tecnologia de câmeras RGB; multiespectrais (incluindo o infravermelho próximo) e hiperespectrais são utilizados.

Os sensores imageadores detectam mudanças na vegetação, e as imagens são geradas através de:

Essas imagens são posteriormente processadas por softwares computacionais. As mudanças na vegetação podem indicar e monitorar:

  • o surgimento de doenças;
  • ocorrência de pragas;
  • presença de plantas daninhas;
  • estresses nutricionais e hídricos;
  • falhas de semeadura.

Monitorando a lavoura em tempo real, as ações de correções e de tratamentos podem ser localizadas. O efeito disso é a redução de custos e dos impactos negativos ao meio ambiente.

As correções podem ser feitas no caso de pragas e doenças, e até mesmo controle de plantas daninhas.

Distribuição espacial de características de crescimento e fatores ambientais para identificação de áreas anormais no monitoramento de habitat, para avaliar as distribuições de doenças de culturas com base em imagens de satélite e processamento digital de imagens.

Distribuição espacial de características de crescimento e fatores ambientais para identificação de áreas anormais no monitoramento de habitat, para avaliar as distribuições de doenças de culturas com base em imagens de satélite e processamento digital de imagens.
(Fonte: Yuan et al., 2017)

A junção de informações de imagens com variáveis ambientais estima os locais favoráveis para ocorrência de doenças. Veja o mapa a seguir:

Mapa de habitat adequado para ocorrência de doenças, baseado em variáveis climáticas e imagens de satélites. Em verde, áreas inadequadas para ocorrência, em vermelho, áreas adequadas para ocorrência.

Mapa de habitat adequado para ocorrência de doenças, baseado em variáveis climáticas e imagens de satélites. Em verde, áreas inadequadas para ocorrência, em vermelho, áreas adequadas para ocorrência.
(Fonte: Yuan et al., 2017)

Robótica e automação

No campo da robótica e automação, há diversos exemplos de aplicação.

Com a capina a laser, uma luz infravermelha desorganiza as células das plantas daninhas. Os feixes de luz são controlados por computador;

Com sistemas de irrigação automatizados, sensores que geram dados de evapotranspiração de água no solo são acionados conforme necessidade da cultura.

Eles consideram inclusive os estádios de desenvolvimento. Em estádios reprodutivos, por exemplo, a demanda hídrica da grande maioria das culturas é maior.

Também é possível realizar o monitoramento de fazendas.

Esquema ilustrativo de como a Inteligência Artificial é utilizada em conjunto com a internet das coisas em sistemas de controle de irrigação e predição de ocorrência de pragas e doenças.

Esquema ilustrativo de como a Inteligência Artificial é utilizada em conjunto com a internet das coisas em sistemas de controle de irrigação e predição de ocorrência de pragas e doenças.
(Fonte:. Debauche et al., 2020)

Vantagens e desvantagens da agricultura preditiva e autônoma

Assim como toda tecnologia, a agricultura preditiva e autônoma possui vantagens e desvantagens.

Vantagens

Uma agricultura preditiva e autônoma possibilita prever comportamentos e eventos futuros. Assim, resoluções podem ser antecipadas. 

A possibilidade de aplicações localizadas também é vantajosa. Com o uso da agricultura de precisão, os custos e impactos ao meio ambiente são reduzidos.

Desvantagens

Essa tecnologia ainda é de difícil acesso. 

Essa dificuldade é devido à falta de recursos financeiros, de conhecimento e profissionais qualificados que possam auxiliar na implantação de ferramentas.

A utilização de uma agricultura preditiva e autônoma não é reduzida apenas ao uso de máquinas e implementos de última geração. 

Ela pode ser praticada a partir de ferramentas acessíveis. Sensores, imagens de sensoriamento remoto e dados climáticos são algumas delas.

Porém, essas ferramentas exigem que o profissional seja capaz de analisar e extrair dados relevantes. 

guia - a gestão da fazenda cabe nos papéis

Conclusão

Neste artigo, você viu o que é a agricultura preditiva e autônoma, e quais ferramentas estão associadas a ela. As tecnologias podem prever as safras e monitorar em tempo real o desenvolvimento do seu cultivo.

Essas ferramentas também fazem parte da agricultura de precisão. Sensores são utilizados na aplicação de insumos em taxas variadas e na aplicação de tratamentos fitossanitários.

A junção dessas ferramentas tecnológicas pretendem reduzir custos e impactos ambientais, aumentando em contrapartida os resultados produtivos.

É importante lembrar que a geração de grande volume de dados e ferramentas tecnológicas ainda precisarão da inteligência humana. Isso tanto no desenvolvimento e avanços, quanto na interpretação de resultados.

Restou alguma dúvida sobre a agricultura preditiva e autônoma e sua aplicação na agricultura? Você já tem adotado alguma dessas ferramentas nos seus cultivos? Deixe seu comentário.

Blockchain na agricultura: conheça as 3 principais funções e seus benefícios

Blockchain na agricultura: o que é a ferramenta que reduz custos nas transações e permite registrar as etapas da produção, oferecendo transparência aos negócios

O uso da blockchain na agricultura tem chamado a atenção de toda a cadeia produtiva do agronegócio. Essa é uma ferramenta nova que traz muitos benefícios. 

Por meio dessa tecnologia, é possível estabelecer mais segurança nas negociações digitais de produtos agrícolas.

A blockchain permite compartilhar informações diversas, desde a produção no campo até a venda no varejo. Isso favorece a rastreabilidade de todo o setor.

Conheça, neste artigo, o que é a blockchain, sua origem, os benefícios para os seus negócios no campo e como utilizá-la. Confira!

O que é a tecnologia blockchain? 

Cadeia de blocos. A tradução literal do termo inglês blockchain resume bem o que é essa tecnologia.

A blockchain é consequência da criação dos bitcoins, as famosas moedas virtuais, ou criptomoedas. O artigo acadêmico que deu origem à blockchain apresentava uma proposta de transações financeiras com bitcoins.

Isso aconteceria sem a intermediação de terceiros (como bancos), já que isso gerava gasto duplo nas negociações.

Para que as transações fossem viáveis – e confiáveis –, apresentou-se como solução a criação de uma rede ponto a ponto, interligada do início ao fim.

Essa rede forma uma cadeia contínua de prova de trabalho com o histórico público das transações (data e hora de recebimento e envio de arquivos). As transações não podem ser alteradas sem refazer a prova de trabalho.

Na cadeia estão os blocos, pedaços de códigos gerados online e conectados entre si, como uma corrente. Cada bloco tem uma identificação digital chamada hash, que os interliga.

A cada nova transação é criado um bloco com dois hashes: um hash do novo bloco e o outro do bloco que já existia.

Nesses blocos estão arquivos. Eles só entram no sistema após validação pelos “nós”, computadores que escrevem em blocos e os validam.

Só as partes envolvidas nas negociações têm acesso ao sistema. Por isso, as violações por invasores são praticamente impossíveis, devido aos dois hashes em cada bloco.

Além disso, os blocos ficam armazenados em nuvem digital (cloud computing), o que também dificulta a violação. Qualquer tentativa pode ser bloqueada em segundos. 

Basicamente, a blockchain tornou viáveis as transações com as criptomoedas, mas sua funcionalidade hoje vai muito além das transações financeiras.

Benefícios da blockchain na agricultura

Com o aprimoramento das funções e usos, a blockchain virou um livro-razão contábil. Ali, estão informações que permitem, por exemplo, a rastreabilidade dos produtos.

Na agricultura, a rastreabilidade dos alimentos tem sido cada vez mais cobrada. Essa cobrança acontece sobretudo por parte dos países mais desenvolvidos, e também da sociedade brasileira.

A rastreabilidade permite identificar a origem dos alimentos até o consumidor final.

Através dessa tecnologia, é possível saber, por exemplo:

  • se determinado produto foi cultivado em área que não é de desmatamento ilegal;
  • a procedência de um selo orgânico;
  • se utiliza mão de obra infantil ou análoga à escravidão.

São diversos os setores do agronegócio brasileiro que enfrentam problemas com a transparência na produção dos alimentos, algo que também não é fácil de resolver.

Mas a tecnologia blockchain já mostra caminhos a serem seguidos. O setor de produção de cacau é um dos que já aderiram à tecnologia no Brasil.

Outro setor do país que tem grande potencial para se beneficiar dessa tecnologia é o de grãos, sobretudo soja, e o de pecuária de corte.

A partir do uso da tecnologia blockchain, esses setores podem comprovar diretamente para seus parceiros comerciais toda a origem dos seus produtos, bem como para o consumidor final.

No caso do consumidor, as informações podem ser acessadas por meio de um QR code. A leitura é feita por meio de aparelho celular (Android ou iOS). 

Veja abaixo algumas das aplicações da blockchain no agronegócio:

tabela de aplicações da blockchain no agronegócio com alimento, objetivo, vantagem e resultado. Redução de riscos e aumento da confiança estão entre as vantagens

Redução de riscos e aumento da confiança estão entre as vantagens
(Reprodução: Digital Agro)

>> Leia mais: “5 formas de aproveitar a Internet das Coisas na agricultura e tornar sua fazenda mais rentável”

3 principais funções da blockchain na agricultura 

A tecnologia blockchain possui três funções básicas que você pode aproveitar bastante para dar mais segurança, transparência e reduzir custos da sua produção agrícola

Veja como funciona cada uma delas.

1. O livro-razão distribuído

Todos os participantes têm acesso ao livro-razão, onde estão as informações distribuídas e o seu registro empresarial.

Por ser compartilhado e registrado só uma vez, o livro-razão evita ações duplicadas, como tradicionalmente ocorre nas empresas.  

2. Contratos inteligentes

A tecnologia blockchain possui em seu armazenamento contratos inteligentes, com um conjunto de regras executadas de forma automática.

Essas regras definem, por exemplo, as condições de pagamento, seguros, etc.

3. Registros fixos

Lembre-se: uma vez criado um bloco com informações sobre determinada transação ou informação sobre a rastreabilidade do produto, ele não pode mais ser alterado.

Por isso, é preciso muita atenção com a inclusão das informações para que não haja erro.

A correção só é possível por meio da criação de outro bloco, e ambos ficarão disponíveis para as partes envolvidas na transação.

A depender da situação, seu erro pode ser interpretado como má-fé.

>> Leia mais: “Big data no agronegócio: a revolução dos dados”

Redes de blockchain

Existem quatro tipos de redes:

  • Pública: qualquer um pode participar. As informações dos blocos, como as transações, podem ser visualizadas. Por ser mais aberta, a segurança diminui;
  • Privada: uma organização controla a rede e autoriza ou não a entrada de participantes ao livro-razão. Favorece a segurança dos participantes;
  • Autorizada: geralmente, derivam da rede privada, mas podem ser do tipo pública também. Podem ser impostas regras sobre quem pode participar de certas transações;
  • Consórcio: várias empresas participam e compartilham responsabilidades. É ideal para quando os integrantes necessitam ser autorizados e assumir atribuições.  

Como entrar para o mundo da blockchain

No Brasil e no mundo, há diversas empresas que oferecem soluções em agricultura digital por meio da blockchain. Algumas delas são agtechs, as startups do agronegócio.

Elas podem oferecer serviços exclusivos, como de rastreabilidade, financeiros, seguro da produção, realização de contratos, etc. Avalie suas necessidades e faça uma consulta.

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Conclusão

A blockchain na agricultura, conforme você viu, oferece diversas vantagens: redução de custos nas negociações, rastreabilidade e mais transparência na produção.

O agronegócio brasileiro tem sido muito cobrado por mais informações sobre a origem dos alimentos. A blockchain é uma ferramenta importante para este fim.

Como toda ferramenta tecnológica, ela está em constante evolução. Por isso, você deve verificar suas necessidades e buscar empresas que ofereçam a solução que precisa.

>> Leia mais:

“5 tecnologias que vão deixar sua fazenda mais inteligente e rentável”

“Agricultura 4.0: como ela pode ajudar na rotina da sua propriedade”

Você tem dúvidas sobre a blockchain na agricultura? Já utiliza essa ferramenta? Compartilhe sua experiência aqui nos comentários!

Como o uso de drones na pulverização do cafeeiro pode trazer economia e eficiência nas aplicações

Drones na pulverização do cafeeiro: confira as possíveis vantagens dessa ferramenta que vem ganhando espaço nas lavouras

A utilização de drones na pulverização do cafeeiro chama a atenção de qualquer pessoa que os aviste sobrevoando os cafezais. 

Eles realizam de maneira autônoma um trabalho que só era possível realizar manualmente.

Utilizada também em outras culturas, a pulverização com drones demonstra eficácia no controle de doenças do café, como a ferrugem e a cercosporiose.

Ainda é necessária validação e autorização oficial para aplicação de insumos agrícolas via drones, mas as perspectivas de benefícios são inúmeras. Confira!

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Uso de drones na pulverização do cafeeiro

Apesar de muito recente, o uso de drones na pulverização agrícola no Brasil é uma realidade que tem ganhado cada vez mais espaço no campo, inclusive na produção de café

No agronegócio mundial, o mercado de drones agrícolas deve chegar a US$ 4,8 bilhões em 2024.

No Brasil, são quase 70 mil proprietários de drones cadastrados na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), boa parte deles voltados para serviços no agro.

Vale lembrar que o uso dos drones na agricultura devem seguir regras rígidas, então vale ficar sempre de olho nelas.

Para que servem

Chamados de RPA (aeronaves remotamente pilotadas), os drones agrícolas são usados na aplicação de agrotóxicos, adjuvantes, fertilizantes, inoculantes, corretivos e sementes.

Os drones utilizados para esses serviços pertencem à classe 2 (peso máximo de decolagem maior que 25 kg e até 150 kg) e à classe 3 (peso de decolagem até 25 kg). 

Atualmente, está em discussão no Ministério da Agricultura uma legislação específica para serviços com esses drones, com padrões técnicos operacionais e de segurança.

Enquanto a legislação não fica pronta, o que vale são as regras da Anac para operação com drones.

Drone de pulverização agrícola da linha Agra T20

Drone de pulverização agrícola da linha Agra T20
(Foto: DJI)

Vantagens do uso de drones

Há drones utilizados no agronegócio e em outras atividades profissionais, como:

A eficácia de muitos deles é comprovada em diversos serviços, mas os drones de pulverização agrícola ainda passam por testes de validação e formas de operação.

Uma das áreas do agronegócio que tem recebido experimentos é a da produção de café.

No Brasil, há diversas regiões produtoras, como o sul de Minas Gerais. Regiões como essa possuem topografia irregular, e por isso são um campo aberto para atuação dos drones.

Experimentos com o uso de drones na pulverização do cafeeiro apontam redução de até 80% nos gastos com insumos

Veja algumas vantagens da pulverização com drones:

  • voo entre 3 e 5 metros de altura;
  • economia de água e produtos químicos;
  • aplicação mais eficiente, com bicos abaixo das hélices;
  • redução da deriva de defensivos, com possibilidade de aplicação com ventos de até 30 km/h;
  • baixo custo (R$ 40 a R$ 150/ha) e eficiência operacional;
  • de 20 até 100 vezes mais rápido que o trabalho manual;
  • opera em áreas de difícil acesso.
Operação com drone pulverizador do tipo pelicano

Operação com drone pulverizador do tipo pelicano
(Foto: Daniel Bandeira Estima/Skydrones)

Um experimento recente da Embrapa e da empresa AP Agrícola, numa área de café em Minas, mostrou que os drones são eficientes em locais de difícil acesso.

O equipamento foi testado em florestas, ribanceiras e morros. A qualidade da gota na aplicação do produto e o resultado foram considerados excepcionais. O manejo nutricional (adubação foliar) também está sendo testado.

A Embrapa avaliou, em São Roque de Minas, ser possível aplicar uma calda concentrada que reduz cinco vezes a parcela de produto que não atinge o alvo.

Combate às doenças do cafeeiro

Em Muzambinho, sul de Minas Gerais, o cafeicultor Marcelo Salomão faz a pulverização do cafeeiro com drones há 2 anos.

A tecnologia é utilizada para controlar doenças do cafeeiro, como a ferrugem e a cercosporiose. São aplicados 15 L ha-1 de defensivos, com custo de R$ 150 por hectare

“As aplicações são feitas em duas áreas, uma de 5 hectares e outra de 11 hectares”, disse Salomão, para quem a vantagem principal é a economia de tempo.

“Com drone, fazemos a aplicação de 11 hectares em 2 horas e meia. Se fosse manual, seria um dia para cada hectare. Além disso, economiza muito mais água”, afirmou.

O cafeicultor cita ainda como vantagens o fato de não ter contato direto com agrotóxicos e de economizar água e combustível com o transporte de água para fazer as caldas.

Esquema de operação do drone - drones na pulverização do cafeeiro

Esquema de operação do drone
(Foto: Agras)

Pesquisas aprimoraram eficiência na aplicação

Quem faz a pulverização nas áreas do cafeicultor Marcelo Salomão é o operador de drones Davi Elias, da Drones Solutions Brasil.

Além de atuar com prestação de serviço, Elias realiza pulverizações para pesquisas da Fundação Procafé. Ele usa drones da Agras.

“Uma das constatações sobre a eficiência é a quantidade de aplicação por hectare, para diversos produtos, de forma geral, que tem de ser de 24 L ha-1”, disse Elias.

Outra constatação é que a aplicação deve ser feita com o voo de 3 a 4 metros da copa do cafeeiro, e com ventos de no máximo 30 km/hora.

Marcelo Jordão, pesquisador da Fundação Procafé, informou que resultados mais concretos sobre a pulverização com drones serão conhecidos em setembro deste ano.

Dificuldades com drones na pulverização do cafeeiro

Agrônomo e pesquisador da cafeicultura, José Braz Matiello explica que o cafeeiro tem particularidades que precisam ser melhor observadas na pulverização com drones.

Uma delas é a área foliar. “Se formos observar, há muitos cafezais que possuem 5 mil plantas por hectare, e cada planta pode chegar a 20 m² de área foliar”, disse Matiello.

Para o pesquisador, um dos desafios da pulverização com drones é no combate à broca-do-café, pois o inseto fica “escondido” na planta, o que dificulta a pulverização.

“No controle do bicho-mineiro, por exemplo, creio que o drone terá eficiência, pois ele entra pela copa da árvore, então a pulverização já vai em cima”, comentou.

Drone em operação no cafeeiro

Drone em operação no cafeeiro
(Foto: Drosol)

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Conclusão

A pulverização com drones na produção de café vale a pena no combate à ferrugem e à cercosporiose do cafeeiro.

Conforme você viu neste artigo, a aplicação de insumos com drones gera economia de custos, de tempo e possibilita uma pulverização mais eficiente.

É importante você lembrar que essa é uma tecnologia cuja eficácia ainda está sendo validada para diversos serviços de pulverização do cafezal.

Assim, não é qualquer praga ou doença que a pulverização com drone conseguirá combater, e o manejo nutricional também está sendo testado. 

Por isso, é interessante observar a experiência de produtores rurais que utilizam essa ferramenta, e avaliar se os drones são uma boa opção para o seu cafezal.

Você já cogitou usar drones na pulverização do cafeeiro? Já utilizou em seu cafezal? Então deixe um comentário contando sua experiência ou sua opinião.

6 vantagens de fazer MIP com o Aegro

MIP com o Aegro: entenda como um software de gestão agrícola torna o seu Manejo Integrado de Pragas mais eficiente

Provavelmente você tem ouvido falar cada vez mais no MIP (Manejo Integrado de Pragas), sobre o quanto ele é importante para a sustentabilidade da produção e como pode ajudar a melhorar o manejo e a rentabilidade da sua lavoura.

Mas você sabe de fato o que ele é e como pode te ajudar nesses aspectos?

Neste artigo, vamos te ajudar a entender por que fazer o MIP com o Aegro, quais os benefícios e como o software pode facilitar o seu trabalho.

O que é o MIP?

O Manejo Integrado de Pragas é um conjunto de práticas que procura manter as pragas abaixo do NDE (Nível de Dano Econômico).

No MIP, a intenção não é eliminar as pragas agrícolas existentes, mas sim manter sua população abaixo da quantidade que causaria prejuízo econômico.

Para isso, o manejo integrado de pragas baseia-se em 4 pontos principais:

  • monitorar;
  • explorar o controle natural;
  • conhecer o nível de tolerância das plantas aos danos causados pelas pragas;
  • conhecer sobre a ecologia e biologia das pragas e da cultura.

Com isso, você promove o equilíbrio entre as pragas e seus predadores e pode até evitar algumas aplicações de defensivos agrícolas.

Mas como manter essas pragas abaixo do nível de dano? Monitorando e sabendo quando e como agir!

Monitoramento

Você já deve ter ouvido a expressão “é o olho do dono que engorda o gado”. Pois é!

O monitoramento é um ponto fundamental do manejo e vai ser um grande aliado na sua tomada de decisão. A escolha do método de monitoramento depende muito da cultura e das pragas a serem observadas.

Alguns dos métodos mais comuns são:

  • inspeção de plantas;
  • contagem de plantas;
  • pano de batida;
  • armadilhas.

Confira como realizar a amostragem por pano de batida, o método mais comum nas lavouras.

metodo-pano-de-batida

Quando e como agir

Para saber quando agir, é importante que você conheça alguns conceitos:

  • Nível de dano econômico: é aquela quantidade mínima de pragas necessárias para causar prejuízo econômico;
  • Nível de controle: é a quantidade limite de pragas para realizar algum tipo de controle e evitar o prejuízo;
  • Nível de equilíbrio: momento em que as pragas e seus predadores estão em equilíbrio, sem causar prejuízo.

Esses níveis são estabelecidos de acordo com o conhecimento da tolerância das plantas ao ataque e da dinâmica das populações de insetos presentes.

Agora que você já monitorou e decidiu se precisa ou não fazer controle naquele momento, vamos conhecer as práticas empregadas no MIP?

Práticas

Como já vimos, o manejo integrado de pragas trabalha com várias técnicas de manejo em conjunto.

A escolha dessas práticas depende de cada cultura, da disponibilidade de produtos e do investimento necessário para cada método.

Os métodos utilizados podem ser enquadrados em:

  • culturais: medidas preventivas, para evitar ou desfavorecer o crescimento populacional, como plantio na época certa, rotação de culturas, eliminação de restos culturais e limpeza da área;
  • biológicos: manutenção ou liberação de inimigos naturais, utilização de produtos seletivos naturais;
  • comportamentais: utilização de armadilhas, iscas com feromônios para atração de insetos;
  • varietais: liberação de machos estéreis a fim de reduzir o crescimento populacional;
  • genéticos: uso de variedades resistentes de plantas;
  • físicos: ação direta para impedir dano, inundação de áreas e formação de barreiras físicas como ensacamento de frutos.
  • químicos: aplicação de inseticidas químicos.

Além disso, não se esqueça de sempre cumprir as medidas legislativas de prevenção, como serviço quarentenário, controle obrigatório de pragas previsto em lei, comercialização e utilização correta de produtos químicos.

Por que fazer?

A utilização dessas técnicas em conjunto contribui para um ecossistema mais equilibrado e um cultivo mais saudável.

Usando vários métodos, você não precisa depender de uma única forma de controle nem de um calendário de aplicação.

Realizando o monitoramento de forma correta, frequente e conhecendo bem sua cultura e as pragas presentes nela, é possível reduzir o número de aplicações de inseticidas.

Reduzir seus custos com aplicação pode ser um ponto-chave para alavancar sua rentabilidade.

Agora que você já sabe como e porquê fazer o monitoramento integrado de pragas, venha conhecer as vantagens de fazer o MIP com o Aegro.

Vantagens de fazer MIP com o Aegro

Para qualificar o processo de MIP na sua lavoura, você pode contar com o apoio do Aegro

Esse software de gestão agrícola possui um módulo dedicado ao controle de pragas e doenças, que já é utilizado para monitorar mais de 1 milhão de hectares em todo o Brasil.

Entenda como o Aegro facilita a prática do manejo integrado!

1. Planejando as atividades de MIP

Um ponto decisivo para o sucesso do seu controle de pragas é manter a regularidade do monitoramento.

No Aegro, você pode montar um cronograma de trabalho para garantir que as amostragens sejam coletadas conforme a frequência estabelecida.

Comece definindo a data em que o monitoramento será realizado e atribua as atividades para os membros da sua equipe.

Depois você consegue acompanhar o progresso das atividades pelo aplicativo, verificando quais pontos já foram inspecionados.

Tela de monitoramento do progresso das atividades

2. Monitoramento orientado por GPS

Ao planejar o monitoramento, você pode determinar quais pontos da lavoura serão inspecionados.

O Aegro oferece tecnologia de georreferenciamento para tornar o seu MIP mais preciso.

Assim, quando os monitores estiverem no campo, eles conseguirão consultar pelo aplicativo o local exato em que deve ser coletada a amostragem

Basta ativar o localizador do celular e abrir o Aegro, que o aplicativo indica o ponto de coleta mais próximo.

3. Registro de amostragens pelo celular

O Aegro acaba com a confusão dos cadernos de campo. Com ele, é possível registrar o monitoramento de pragas pelo celular, e você evita perder qualquer informação.

Você informa a quantidade de pragas encontradas na amostra e ainda pode inserir informações complementares, como estande de plantas e estádio fenológico.

O aplicativo também permite que você anexe fotos durante a coleta dos dados para garantir um registro ainda mais detalhado.

E a melhor parte é que o Aegro funciona mesmo sem internet!

Registros de amostragens

4. Mapa com os níveis de infestação

Após a coleta das amostras, você pode conferir o resultado do seu monitoramento pelo computador.

O Aegro prepara um mapa de calor que apresenta a quantidade de pragas encontrada em cada ponto da plantação:

  • a cor verde significa que nenhuma praga foi registrada;
  • amarelo e laranja representam áreas que estão no nível de controle;
  • vermelho indica infestações acima do nível de controle.

Esses mapas te ajudam a entender quando e onde é necessário entrar com medidas de controle.

Você passa a pulverizar de maneira mais assertiva e reduz custos com defensivos agrícolas.

Mapa de calor

5. Alerta sobre a incidência de pragas

Para assegurar que nenhuma situação de perigo passe despercebida, é possível configurar alertas no Aegro.

Desta forma, o aplicativo notifica seu computador e seu celular sempre que uma praga atinge o nível de controle.

Com um clique na notificação, você descobre o local da infestação e toma providências rapidamente.

Este recurso é excelente para quem precisa se manter atualizado mesmo a distância.

6. Histórico detalhado dos talhões

A grande vantagem de integrar o MIP à gestão da fazenda é obter uma visão completa da lavoura.

No Aegro, você visualiza o histórico de pragas de cada talhão junto ao seu controle de manejo. Ou seja, fica mais fácil analisar se as suas aplicações tiveram o impacto esperado nas pragas.

Use essas informações para descobrir os produtos mais eficazes e direcionar seus investimentos no futuro.

Quer ver todas essas funcionalidades de perto? Então peça uma demonstração gratuita do Aegro!

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Vale a pena investir em tecnologia?

Caso você tenha dúvida se vale a pena apostar em tecnologia para o MIP, fique atento aos dados da Embrapa.

De acordo com a instituição, um monitoramento de pragas bem-feito pode reduzir a aplicação de defensivos em quase 50%

Em outras palavras, investir em aplicativos como o Aegro gera um potencial de economia gigante para a sua propriedade.

Logo, o retorno produtivo e financeiro dessas ferramentas se torna evidente.

Conclusão 

Implementar o Manejo Integrado de Pragas é fundamental para proteger a lucratividade da sua fazenda.

Adotar práticas como o monitoramento te ajudam a identificar a presença de invasores na lavoura antes que haja dano econômico.

Considere utilizar aplicativos como o Aegro, que facilitam a rotina de monitoramento e oferecem uma visão mais clara das infestações.

Primeira antena 5G em área rural: entenda como essa tecnologia vai beneficiar sua fazenda

Primeira antena 5G em área rural: instalação impulsiona a agricultura digital e de precisão e reforça o protagonismo do Brasil no agronegócio

O Brasil ganhou, em maio de 2021, sua primeira antena 5G em área rural, instalada em uma fazenda experimental de produção de algodão, em Mato Grosso.

Mais que uma ferramenta tecnológica, a instalação do 5G em uma fazenda representa um passo importante do país em seu protagonismo no agronegócio mundial.

Com ela, produtores rurais ampliam investimentos em agricultura digital e de precisão e fortalecem a eficiência, a competitividade e a sustentabilidade econômica e ambiental.

Saiba o que já está sendo feito no campo através do sinal 5G e quais são as possibilidades de ampliação do uso dessa tecnologia.

A tecnologia 5G e seus avanços 

O 5G é a quinta geração de tecnologia para rede de internet móvel. Ela surge da evolução natural das gerações anteriores — 2G, 3G e 4G.

O sinal 5G é 10 vezes mais rápido que o 4G. Isso possibilita o avanço da automação no campo, com o uso da inteligência artificial e da robótica.

A tecnologia traz diversos avanços para a sociedade, para além do aumento da velocidade na conexão.

Dentre os avanços, destacam-se: 

  • a Internet das Coisas, com aparelhos inteligentes e conectados entre si;
  • aumento da densidade de conexões por metro quadrado (cerca de 1 milhão);
  • a automação e a robotização;
  • eficiência energética, com redução do consumo e mais sustentabilidade;
  • maior eficiência espectral, em decorrência do aumento da potência;
  • o Big Data e a computação em nuvem. 

Especialistas afirmam que os avanços do 5G terão maior impacto no mundo dos negócios, sobretudo nos processos produtivos, gerenciais e comerciais do setor agrícola.

Salto para a agricultura 5.0

A Embrapa Informática Agropecuária considera que o 5G no setor agrícola favorece a introdução da agricultura 5.0, caracterizada pela automação de toda a cadeia produtiva.

Desse processo, fazem parte a inteligência artificial, a robótica, a biologia sintética (que permite a impressão 4D) e a agricultura vertical.

No Brasil, a maioria das fazendas que utilizam tecnologia estão na fase da agricultura 3.0, e algumas já estão em transição para a agricultura 4.0.

3 benefícios da tecnologia 5G para sua fazenda

O 5G é tão importante para o agronegócio no Brasil que os primeiros sinais foram instalados, de forma experimental, em fazendas de Goiás e Mato Grosso.

No Brasil, a tecnologia foi inaugurada em dezembro de 2020, em Rio Verde, Goiás.

A instalação foi resultado de uma parceria entre as empresas Claro, a chinesa Huawei (detentora da tecnologia 5G), a Prefeitura de Rio Verde e Governo do Estado de Goiás.

1. Monitoramento da lavoura em tempo real

Em Goiás, os aparelhos com sinais de transmissão 5G foram instalados na Fazenda Nycolle (1.100 hectares) e no Ceagre (Centro de Excelência em Agricultura Exponencial).

Além disso, foi disponibilizada uma torre móvel de transmissão e aproveitada a estrutura de uma torre com sinal 4G da Claro, que passou a operar com o 5G. 

Na fazenda de soja, milho e pecuária de leite, a tecnologia permite que um drone e um rover, equipados com câmeras de 360 graus, façam o monitoramento.

As imagens são transmitidas em tempo real para óculos de realidade virtual usados pelo fazendeiro Cairo Arantes, que não precisa sair da sede da propriedade para acompanhar tudo o que acontece pela fazenda.

Rover utilizado no monitoramento na Fazenda Nycolle com tecnologia 5G

(Foto: Edinan Ferreira/Fapeg)

2. Ganho de tempo no serviço

O mesmo trabalho que o fazendeiro faz em uma manhã com o sinal 5G, da forma convencional era feito em três a quatro dias.

Arantes também realiza experimentos com a tecnologia na pecuária de leite, para aprimoramento dos processos reprodutivos, como na detecção do cio em vacas.

Um estudo recente mostrou, inclusive, que o uso de sensores instalados em cochos favorece a identificação do cio em vacas-leiteiras com 6 horas de antecedência.

3. Potencialização do trabalho 

Álvaro Salles, diretor executivo do IMAmt (Instituto Mato-Grossense de Algodão), informou ao blog da Aegro que o 5G potencializará o trabalho com máquinas agrícolas e automatização do tratamento com animais

“Com o 5G, há possibilidade de utilizar a inteligência artificial para analisar dados, fazer o monitoramento com máquinas, câmeras, sensores. Facilita muito, é mais rápido”, disse.

Segundo Salles, uma das ideias com a legalização do sinal 5G no Brasil é avançar com a tecnologia para a área comercial e realizar contratos digitais de negociação.

Vitrine tecnológica em Mato Grosso

Um experimento semelhante ao de Goiás é realizado em Mato Grosso, a partir do monitoramento da lavoura em tempo real com drone e óculos de realidade virtual.

Em Mato Grosso, a instalação da primeira antena 5G (que possui 45 metros de altura), uma vitrine tecnológica do agronegócio será montada em uma fazenda modelo.

A propriedade rural, localizada em Rondonópolis, pertence ao IMAmt, que investiu R$ 200 mil com a instalação da antena.

A tecnologia da finlandesa Nokia possui sinal de 700 MHz que alcança 15 km², em área plana. A Nokia usa o 5G standalone, conhecido como 5G puro.

Antena 5G instalada em Mato Grosso

(Fonte: IMAmt)

Leilão do 5G apontará diretrizes da tecnologia no país 

A realização dos experimentos são apenas demonstrativos, já que o sinal 5G ainda não tem autorização para funcionar no Brasil.

A autorização virá após a realização de um leilão pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), previsto para o primeiro semestre de 2021.

O leilão prevê a oferta das frequências de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz. Segundo o Governo Federal, elas são as mais adequadas para a expansão do serviço no país.

Além de prover a tecnologia 5G, as vencedoras do leilão terão de atender com 4G ou superior áreas com mais de 600 habitantes, o que favorece muito as áreas rurais.

Cidades com mais de 30 mil habitantes terão tecnologia 5G. 

Ilustração da Embrapa sobre a Agricultura Digital

(Fonte: Embrapa Tecnologia Agropecuária)

Conclusão

Neste artigo, você viu a importância da instalação da primeira antena 5G em área rural para o agronegócio no Brasil e os avanços decorrentes dessa tecnologia.

É importante ressaltar a evolução da agricultura e os avanços que podem ser alcançados com a tecnologia 5G, o que abre oportunidades diversas para os produtores rurais.

Os avanços aconteceram rapidamente: em 1990, estávamos na agricultura 3.0; em 2015, na 4.0; e agora, após 6 anos, já vemos a agricultura 5.0 bater à porta.

Isso mostra como você deve acompanhar a evolução e ter cada vez mais a tecnologia como aliada para melhorar o gerenciamento da fazenda.

>> Leia mais: “Quais os impactos da nanotecnologia na agricultura?”

Qual a sua opinião sobre a instalação da primeira antena 5G em área rural? Vamos continuar essa discussão aqui nos comentários!

5 passos para realizar o fechamento de safra de forma prática e rápida

Fechamento de safra: como é feito, o que influencia e como a tecnologia pode ser sua aliada nesse processo

Toda a produção é voltada para a rentabilidade! Quantas vezes você pensou se a safra te daria ou não o retorno esperado? Se pagaria todas as aplicações e operações feitas?

Para você não perder noites e dias pensando a respeito, algumas atitudes durante os meses de produção podem e devem ser tomadas. 

Saber o que foi gasto, quanto foi colhido e por quanto foi vendido te ajuda neste processo, mas apenas isso não basta

Neste artigo, te mostrarei 5 passos para você saber se sua safra foi rentável e qual sua lucratividade. Confira!

Produção, custo e fechamento de safra 

Neste ano, a cultura da soja obteve uma produção recorde estimada em 135,4 milhões de toneladas, sendo 8,5% superior à safra 2019/2020.

O mesmo está ocorrendo com as demais culturas de primeira safra. O milho, com crescimento de 3,7% superior em relação à safra passada, estima 106,4 milhões de toneladas.

Esse aumento de produção foi reflexo da expansão das áreas de produção para as culturas de milho e soja, principalmente.

O que impulsionou esse aumento de área foram os preços elevados dos grãos dessas culturas, no segundo semestre de 2020.

Entretanto, o custo de produção também foi superior, com aumento de fertilizantes, defensivos, sementes, dentre outros insumos necessários para produção.

gráfico com comparativo dos custos de produção da soja

(Fonte: Canal Rural)

Ao finalizar a colheita, não basta apenas ver o valor recebido pela sua produção e achar que tudo foi lucro. Para saber sua lucratividade exata você precisa fazer um planejamento, antes mesmo de iniciar a lavoura.

Veja nos tópicos abaixo algumas informações que te ajudarão a fazer o fechamento de safra de modo fácil e correto.

Por que fazer o fechamento da safra? 

O aumento do valor pago na saca do produto colhido foi um estímulo ao produtor.

Entretanto, ao final da safra, também olhe o valor gasto para a implantação, manutenção e colheita da sua lavoura. Somente assim você saberá sua rentabilidade exata.

Fechar a safra é fazer o cálculo de tudo que foi gasto com a lavoura, inclusive mão de obra, energia, escritório. Também tenha em mãos tudo o que você recebeu com a venda do produto.

Assim, o cálculo do fechamento fornece informações importantes, como onde foi o maior gasto de dinheiro desta safra.

Através dessas informações, você pode chegar a conclusões como: 

  • Por que determinada atividade gastou este valor?
  • O que fazer para reduzir este custo?
  • Qual foi a margem de lucro?
  • Qual foi a rentabilidade desta atividade?
  • O que é necessário mudar para a próxima safra e garantir mais lucro?

Ao saber o destino do dinheiro da sua lavoura, você consegue tomar decisões mais assertivas sobre como economizar mais, além de fazer o planejamento para a próxima safra.

Saber quanto foi gasto e recebido te permite entender quanto terá em caixa para a próxima safra.

Como fazer o fechamento da safra?

Antes de conferir o passo a passo, veja algumas informações sobre neste vídeo que eu separei:

Como fazer o fechamento da safra

Para o cálculo de final de safra, são necessários dados do início da atividade, que muitas vezes começa antes mesmo da semeadura.

Fazer o balanço de quanto foi gasto e quanto foi recebido é importante. Você anota tudo o que gasta, inclusive as despesas cotidianas? 

Pensando em auxiliar você nessa etapa final da safra, separei alguns passos para te ajudar.

1. Faça o planejamento 

A agricultura é uma atividade de ciclos, então é possível planejar o que e quando será semeado.

Sabendo o que será cultivado, você consegue comprar os produtos antecipadamente, conseguindo tempo para pesquisar e negociar preços.

Esse é um passo importante, porque ao planejar, você diminui seus custos, sabe aproximadamente quanto irá gastar na safra, e com isso, determina o valor mínimo necessário de venda.

Não se preocupe se você não fez o planejamento da safra atual. Ainda é possível fazer o fechamento.

2. Tenha todos os gastos anotados 

Anotar todos os gastos, inclusive aqueles que você tem no cotidiano da fazenda, como parafusos, mangueiras de máquinas, por exemplo, é de extrema importância.

Fazer o fluxo de caixa te auxilia em diversos momentos. 

infográfico com composição do fluxo de caixa

(Fonte: MPinvest)

Para te ajudar a fazer um fluxo de caixa rápido e sem complicações, separei uma planilha gratuita. Para baixar, clique na figura a seguir:

3. Separe suas despesas pessoais das despesas da fazenda 

Um erro muito comum é misturar as contas pessoais com as contas da fazenda.

Já que muitas vezes a agricultura é uma atividade familiar, os gastos acabam se misturando.

Ter controle do que foi gasto com a fazenda faz com que seus custos fiquem mais corretos, e consequentemente, o valor da sua lucratividade também.

4. Acompanhe os preços de venda 

Os preços de venda da maioria das culturas agrícolas estão em alta nos últimos meses, acompanhados por grande volatilidade dos preços pagos ao produtor.

Sabendo seu fluxo de caixa e seu custo de produção, é possível saber qual o preço mínimo de venda da produção para pagar os gastos e ter uma margem de lucro.

É muito importante sempre acompanhar o preço pago pelo seu produto.

Lembre-se, no entanto, de que os preços podem sofrer quedas e altas em curto espaço de tempo. Fique atento(a)  para fazer a melhor negociação para sua empresa rural.

>> Leia mais: “Como usar software para agricultura para melhorar seu custo de produção”

5. Faça as contas 

Tendo todos os dados, é possível fazer as contas e saber realmente qual foi sua lucratividade. Então tire um tempo após a finalização da safra e faça as contas.

Utilize todas as informações anotadas durante a safra e pronto, você saberá quais foram seus gastos, seus recebimentos e sua rentabilidade.

Utilizando tecnologia no fechamento de safra

A tecnologia te auxilia em diversos momentos, e no fechamento da safra não é diferente!

Um aplicativo de gestão agrícola como o Aegro facilita o controle de despesas e receitas ao longo de todo o processo produtivo.

Assim, quando você chega no final da safra, bastam alguns cliques para descobrir quais talhões da fazenda deram lucro ou prejuízo.

relatório de rentabilidade no software de gestão rural Aegro

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Conclusão

O fechamento de safra deve ser realizado para você ter a melhor noção possível da situação do seu negócio e saber se ele foi rentável.

Ao fazer o fechamento, você saberá quanto tem em caixa, e se esse valor será suficiente para custear a próxima safra.

Para te auxiliar nessa jornada, existem tecnologias como o software da Aegro. Com ele, suas contas ficaram mais claras, corretas e rápidas.

Você faz o cálculo dos valores gastos e recebidos na sua lavoura? Já utilizou o software Aegro para te auxiliar a fazer o fechamento de safra? Deixe seu comentário abaixo!