About Andre Felipe Moreira Silva

Sou Eng. Agrônomo, formado pela Universidade Estadual de Maringá – Campus Umuarama – PR. Tenho mestrado em Fitotecnia, na área de plantas daninhas, pela USP/ESALQ, atualmente doutorando na mesma área e instituição.

Como fazer o manejo de plantas daninhas em plantio direto

Você faz plantio direto na sua área mas tem problemas com o manejo de plantas daninhas?

Ou fica na dúvida do que aplicar para um controle eficiente nesse sistema?

A cobertura do solo traz muitos benefícios, podendo aumentar sua produtividade em 30%.

Os benefícios incluem o manejo de plantas daninhas, mas requer cuidados.

Além, é claro, de algumas dicas que você precisa saber para um bom manejo.

Confira todas elas aqui e agora:

Benefícios do plantio direto no manejo de plantas daninhas

Se você ainda não sabe os principais benefício do plantio direto, aqui estão eles:

  • Eliminação ou redução das operações de preparo de solo;
  • Manutenção da cobertura morta (palha): maior umidade, menor erosão, efeitos nas plantas daninhas, etc;
  • Rotação de culturas: quebra de ciclo de pragas, doenças e plantas daninhas.

Todos esses pontos têm grande influência no manejo de plantas daninhas, e todos eles podem ser utilizados a favor do controle das plantas daninhas.

Então a resposta é sim, o plantio direto como um todo podem ajudar no manejo de plantas daninhas.

A palha é o principal ponto do plantio direto que afeta o crescimento da população de plantas invasoras no sistema de plantio direto:

Os efeitos da palha no manejo de plantas daninhas em plantio direto

A palha tem 3 diferentes efeitos no manejo de plantas daninhas:

  • Efeitos Alelopáticos: há muitas substâncias que são liberadas pela palha, neste caso, impedindo a germinação do banco de sementes de plantas daninhas;
  • Efeitos Físicos: é preciso que a semente tenha reservas significativas para conseguir transpor a palha, fazendo com que somente sementes grandes germinem; com menos luz chegando ao solo, apenas as sementes fotoblásticas negativas ou neutras (que germinam no escuro ou são indiferentes) conseguem germinar;
  • Efeitos Biológicos: degeneração das sementes por macro ou micro-organismos do solo.

Mas é preciso entender que as práticas de controle precisam ser adaptadas em relação ao sistema convencional de plantio.

Assim se forem adotadas as mesmas práticas de controle, o plantio direto pode vir a atrapalhar o manejo.

Dessa forma, vemos que o principal para o sucesso no seu manejo não é o sistema em si, mas sim, deve ser feita a adoção correta e planejada das mais diferentes ferramentas de controle.

Me acompanhe agora no manejo de plantas daninhas em grandes culturas:

plantio direto com manejo de plantas daninhas

(Fonte: Senar)

Manejo de plantas daninhas no plantio direto e em grandes culturas

Vamos agora abordar alternativas de herbicidas para o controle de plantas daninhas em importantes culturas, especialmente em soja, milho e cana-de-açúcar.

Leia também: >> Devo comprar Defensivos genéricos ou de marca?

Em todas as culturas é necessário realizar uma dessecação bem feita.

Para isso ocorrer saiba quais as plantas daninhas mais problemáticas da sua área para escolher produtos adequados.

Existem algumas plantas invasoras, como grama seda, capim armagoso, trapoeraba.

O importante é saber identificá-las corretamente.

Para isso o manual de identificação e controle de plantas daninhas do Brasil.

Recomendo muito o uso de herbicidas dessecantes (como glifosato, paraquat ou glufosinato) associados a herbicidas residuais.

Assim, em uma única operação, é feito a dessecação e a aplicação do herbicida residual (ou pré-emergente), que terá o papel de manter a cultura sem invasoras durante a parte inicial do seu ciclo.

Adicionalmente, o uso de herbicidas residuais diminuem a pressão de seleção de plantas daninhas resistentes ao glifosato, o que é um grande problema do plantio direto.

Por isso, é importante ter conhecimento do seu campo e fazer o planejamento agrícola bem feito.

Assim, essas estratégias como podem ser pensadas anteriormente, contribuindo para economia de recursos sem perda de produção.

Manejo de plantas daninhas em soja no plantio direto

É claro que a palha ajuda no controle de plantas daninhas, como já vimos o efeito dela no tópico acima.

Estudo de Guerra et al. (2015), por exemplo, mostra que 6 toneladas de diferentes culturas foram eficientes no controle de amendoim-bravo, planta daninha é importante em soja, também conhecida por leiteiro.

Mas temos que nos atentar as plantas daninhas que ocorrem mesmo em plantio direto.

Desse modo, é importante o uso dos herbicidas pré-emergentes (diclosulam, chlorimuron, metribuzim, etc) na dessecação ou na pré-emergência da soja.

O capim-amargoso é uma planta daninha muito problemática no cultivo de soja, ocasionando perdas de até 40% em produtividade na cultura.

capim-amargoso-manejo-plantas-daninhas

(Fonte: Cotrijui)

Em pré-plantio e com o amargoso antes da perenização, é recomendado uma aplicação de inibidor da ACCase.

Se o capim-amargoso já estiver perenizado, faça aplicação sequencial, com a primeira com inibidor da ACCase e a segunda com um produto de contato, como o paraquat.

Após a implantação da soja, pode utilizar herbicidas pré-emergentes (como Spider ou Dual Gold) e pós-emergentes também inibidores da ACCase.

Manejo de plantas daninhas em milho no plantio direto

Para aplicação em pré-emergência na cultura do milho é recomendado a atrazina + s-metolachlor, sendo que essa associação asseguram o controle de gramíneas na área. O mecanismos de ação será mais eficiente.

>> 7 passos infalíveis do planejamento agrícola para acertar na semeadura do milho

A aplicação de amicarbazone em pré-emergente é muito eficaz, especialmente se na sua área o problema é com corda-de-viola ou outras plantas daninhas de folhas largas e sementes grandes.

Além disso, o isoxaflutole tem boa ação em gramíneas, e algumas espécies daninhas de folhas largas, mesmo sobre palha e com alguma estiagem.

O capim-amargoso também tem causado muitos problemas para os produtores de milho, sendo seu manejo em  em pré-plantio igual ao da cultura da soja, como falamos no tópico anterior.

A única diferença fica por conta da necessidade de intervalo de 15 dias entre o graminicida e plantio de milho.

Após a implantação da cultura, uso de Soberan ou Callisto associados a atrazina podem ser utilizados, enquanto que o nicosulfuron não tem boa eficácia para capim-amargoso.

>> Tudo o que você precisa saber na pré-safra sobre as principais pragas de milho e sorgo

>> Não erre mais: tudo o que você precisa saber para a compra de sementes de milho

Manejo de plantas daninhas na cultura de cana-de-açúcar

Existem diferenças entre o cultivo com palha ou sem palha na cultura da cana-de-açúcar?

Se você é produtor de cana, já sabe que sim.

Com a presença de palha do cultivo de cana anterior, devido a proibição da queima para a colheita houve uma mudança radical na comunidade infestante devido a palha.

Anteriormente havia predomínio de plantas daninhas folhas estreitas, com a palha agora temos  domínio de folhas largas, as quais possuem sementes que conseguem atravessar a palha.

corda-de-viola-cana-palha

Canavial infestado por corda-de-viola

(Fonte: Raffaela Rossetto em Embrapa)

Estudos indicam eficácia no controle de controle de corda-de-viola, acima de 90% para aplicação dos seguintes herbicidas:

  • Amicarbazone (1225 g i.a. ha-1);
  • Diuron + hexazinone + sulfumeturon (1386,9 + 391 + 33,35 g i.a. ha-1);
  • Amicarbazone + isoxaflutole (840 + 75 g i.a. ha-1);
  • Sulfentrazone (900 g i.a. ha-1);
  • Imazapic (154 g i.a. ha-1);
  • Tebuthiuron + isoxafluote (900 + 75 g i.a. ha-1).

Estes e outros herbicidas, como saflufenacil e mesotrione, podem ser utilizados no controle de plantas daninhas na palha em cana-de-açúcar.

Nem tudo são flores: atenção no manejo de plantas daninhas em plantio direto

Como sabemos, o preparo de solo no plantio direto é muito reduzido.

O problema é que o preparo do solo é uma alternativa para o manejo de muitas plantas daninhas.

preparo-manejo-de-plantas-daninhas

Preparo do solo para controle de plantas daninhas

(Fonte: Agro Atlas)

Inclusive, em situações extremas, os produtores de grãos estão precisando entrar com o preparo de solo para controle de plantas daninhas agressivas.

É o caso de capim-amargoso, com resistência e/ou dificuldades no controle.

Assim, todo o trabalho de anos de sistema de plantio direto é interrompido.

Por isso, é preciso manejar muito bem sua lavoura e plantas daninhas mesmo com o plantio direto.

Nesse sentido, indico sempre o uso de pré-emergentes e culturas de cobertura/adubação verde na entressafra.

Essas duas práticas evitam que as plantas daninhas consigam germinar e se tornar uma planta adulta, que produz sementes e se torna difícil de controlar.

Além de evitar o desenvolvimento de plantas daninhas resistentes, especialmente ao glifosato, o que é um grande problema em áreas de plantio direto.

Não são boas práticas você sair aplicando qualquer tipo de herbicida. Eu recomendo você consultar um profissional agrícola para te ajudar neste processo.

Outra prática que nem todo mundo sabe que é fundamental no plantio direto e que traz muitos benefícios é a rotação de culturas:

Baixe grátis o Guia para Manejo de Plantas Daninhas

Rotação de culturas no manejo de plantas daninhas

Rotação de culturas além de um dos pilares do plantio direto, também tem grande influência no manejo de plantas daninhas.

rotação de culturas

(Fonte: Boas Práticas Agronômicas)

Principalmente por representar assim uma rotação nos herbicidas utilizados, o que é importante na prevenção da seleção de ervas daninhas resistentes a herbicidas.

Além do que as plantas daninhas têm elevada capacidade adaptativa, assim em determinado cultivo podem predominar determinadas plantas, enquanto que outro cultivo outras plantas podem ser predominantes.

Assim conhecer as principais plantas daninhas dos seus cultivos ao longo do ano agrícola é fundamental para melhor controle.

>> Leia mais:

“Como utilizar o herbicida 2,4-D e quais cuidados tomar ao usá-lo” 

“Erva-de-passarinho: como livrar a lavoura dessa daninha”

Como fazer Manejo Integrado de Pragas (MIP) na cultura do milho

Manejo Integrado de Pragas em milho: Saiba como fazer esse manejo com as particularidades da cultura do milho e obtenha o controle eficiente dos insetos na lavoura.

Você acha que não dá certo o manejo integrado de pragas no milho? Ou que não conhece bem esse manejo e prefere “não arriscar”?

Neste artigo eu explico tudo o que você precisa saber para começar a fazer o Manejo Integrado de pragas na cultura do milho.

E tenho certeza que assim você conseguirá controlar as principais pragas agrícolas eficientemente, podendo até gastar menos.

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O tal do MIP e a cultura do milho

No MIP são utilizadas todas as técnicas de controle apropriadas, a fim de manter a população da praga em níveis abaixo daqueles capazes de causar danos econômicos.

O Manejo Integrado de Pragas (MIP) surgiu na década de 40 e voltou a tona com as infestações intensas da lagarta Helicoverpa spp., justamente nas lavouras de milho.

o que é MIP

Isso nos mostrou que uma única ferramenta de controle não é sustentável ao longo do tempo e pode até agravar a situação com o desenvolvimento de resistência a inseticidas.

Se você ainda não se convenceu sobre a importância do MIP, pense nele como um mecanismo para evitar a seleção de insetos resistentes.

O MIP é importante para todas as culturas, para o milho não seria diferente.

Muitas pragas atacam o milho e podem causar danos que podem devastar a lavoura, por isso a escolha integrada das ferramentas de controle são fundamentais.

Muitas informações interessantes sobre MIP você vai encontrar nesse outro texto: Tudo o que você precisa saber sobre Manejo Integrado de Pragas.

Como fazer o MIP?

Para fazer o MIP adequadamente entender alguns conceitos importantes:

  • Nível de dano econômico: acima desse nível de população da praga há danos econômicos para o produtor;
  • Nível de controle: é quando devemos fazer alguma medida de controle. É abaixo do nível de dano econômico, pois demora algum tempo para as medidas de controle darem resultados.
  • Monitoramento: a partir do monitoramento você identifica as pragas presentes na lavoura, e assim determina a necessidade ou não de se fazer o controle. E ainda qual a ferramenta deve ser utilizada.
nivel de dano economico

Saiba qual o nível de controle de cada praga e quando você deve aplicar, mantendo tudo organizado. Baixe a planilha gratuita clicando na figura a seguir!

Como começar o manejo integrado de pragas no milho?

Se você já percebeu os benefícios do MIP mas ainda não sabe por onde começar, não se preocupe.

Você não vai precisar gastar rios de dinheiro nem quebrar a cabeça para isso.

Fizemos um passo a passo para iniciantes nesse manejo:

1. Saiba os conceitos do MIP, especialmente de nível de dano econômico e nível de controle (que você viu nesse texto, logo ali em cima);

2. Conheça sua região: quais as pragas que são favorecidas pelo clima, solo e relevo que estou?

3. Conheça sua propriedade: mantenha um histórico das principais pragas que atacaram sua lavoura nas últimas safras;

4. Escolha cultivares de milho que sejam menos suscetíveis ao ataque dessas pragas da região e que costumam te causar problema na fazenda;

5. Faça o controle de plantas daninhas que também podem ser hospedeiras dessas pragas, como ervas daninhas;

6. Não faça duas safras de milho consecutivas na sua área;

7. Faça adubação verde, com diferentes espécies que não sejam atacadas pelas principais pragas da área;

8. Escolha antecipadamente e com calma os produtos que irá utilizar para o controle das pragas. Para isso, faça seu planejamento agrícola e planejamento financeiro;

9. Dentre os produtos, verifique se algum deles pode ser substituído por produto biológico, diversificando  os métodos de controle;

10. Durante a safra, faça monitoramentos frequentes e os guarde em local seguro;

11. Apenas aplique inseticidas quando a praga atingir o nível de controle (você verá mais a frente, ainda nesse texto, o nível de controle das principais pragas de milho);

12. Após aplicações de defensivos, os monitoramentos devem continuar, verificando se houve controle das pragas.

Para te ajudar nesses passos tenho alguns artigos que recomendo a leitura:

>> As perguntas (e respostas!) mais frequentes sobre manejo integrado de pragas

>>Tudo o que você precisa saber para fazer sua lista de defensivos agrícolas na pré-safra

monitoramento-georreferenciado-aegro

Com o Aegro, seu monitoramento de pragas é georreferenciado e guardado com segurança, sem perda de dados ou confusão de não saber ao certo qual talhão foi feito o monitoramento

3 Principais pragas da cultura do milho e seu nível de controle

Bom já falamos do nível de controle, monitoramento e identificação das pragas. Mas quais são as principais pragas da cultura o milho? E quais seus níveis de controle?

Neste artigo listamos as mais importantes e principais pragas do milho. Além de trazer ótimas informações sobre o controle das mesmas.

Abaixo você também pode conferir, dentro do ciclo da cultura, quando as pragas infestam e qual o nível de controle para cada uma delas:

manejo integrado de pragas no milho

Aqui vou destacar 3 importantes pragas!

Cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis)

A cigarrinha-do-milho mede de 3,7 a 4,3mm de comprimento, tem o corpo de coloração amarelo-pálida e possui as asas semitransparentes.

cigarrinha-do-milho

(Fonte: Epagri)

Ela transmite os agentes causais do enfezamento-pálido (espiroplasma), do enfezamento-vermelho (fitoplasma) e da virose-da-risca.

Os enfezamentos reduzem a absorção de nutrientes pelas plantas, por consequência redução na produtividade, ou seja, prejuízo.

Ainda não foi estabelecido ao certo seu nível de controle, mas como esse inseto é vetor de doenças, a tolerância dele na lavoura é baixa.

Para você saber as principais medidas de controle, além de uma planilha exclusiva com todos os produtos químicos e biológicos recomendados para a cigarrinha-do-milho.

Lagarta-do-cartucho do milho (Spodoptera frugiperda)

Uma das principais pragas da cultura do milho, e pode reduzir a produção entre 34 e 52%.

Este inseto pode atacar mais de 100 culturas, entre elas sorgo, soja, arroz, algodão, soja, pastagem, etc.

lagarta-do-cartucho

(Fonte: Epagri)

Apresenta colorações variadas, podendo ser parda, esverdeada e até preta.

Essa lagarta tem quatro pontos escuros e proeminentes no dorso do penúltimo segmento abdominal, que formam os vértices de um quadrado, facilitando seu reconhecimento.

A lagarta-do-cartucho penetra no colmo, criando galerias, o que provoca um sintoma conhecido por “coração morto”, que ocorre por causo do dano no ponto de crescimento da planta.

Monitoramento e controle da lagarta-do-cartucho

Saiba passo a passo como fazer:

  1. Vistoriar semanalmente pelo menos 20 plantas em cinco locais diferentes em cada talhão da lavoura;
  2. Faça essas vistorias até 60 dias depois da emergência do milho;
  3. Até 30 dias depois da emergência, essa praga deve ser controlada quando 20% das plantas estiverem infestadas;
  4. Dos 40 aos 60 dias, aplique inseticidas com 10% de plantas infestadas.

Principais formas de controle da lagarta-do-cartucho:

Você pode ver os métodos de controle em detalhes neste artigo: “Não cometa erros no manejo: 5 métodos de controle da lagarta-do-cartucho”

Pulgão-do-milho (Rhopalosiphum maidis)

pulgão-do-milho

(Foto: Epagri)

O pulgão-do-milho mede de 0,9 a 2,6mm de comprimento, possui antenas e pernas de coloração preta e o corpo com cores variando de verde-amarelada à azul-esverdeada.

Possui grande importância nos campos de produção de sementes.

Como dano direto, suga a seiva e libera um líquido em que se desenvolve fumagina.

A fumagina diminui a fotossíntese e reduz a liberação de pólen, o que provoca falhas na polinização.

Monitoramento e controle do pulgão do milho:

  1. Fazer 5 amostragens de 20 plantas a cada 10 ha de lavoura;
  2. Avalie com nota zero (0) as plantas sem pulgões;
  3. Avalie com nota 1 quando existirem até 100 pulgões por planta;
  4. Avalie com nota 2 para aquelas plantas com mais de 100 pulgões;
  5. Aplique inseticidas quando pelo menos 50% das plantas estiverem com nota 2, e apenas até a fase de pendoamento do milho.

Embora seja recomendado em alguns casos o tratamento de sementes, em geral, esse método de controle não é muito eficaz.

Isso porque os maiores danos são observados no período de pendoamento da cultura.

Algumas medidas de controle se mostram mais eficientes, como a escolha de cultivares menos suscetíveis ao ataque de pulgões e pulverizações de inseticidas de V4 a VT (pendoamento).

MIP e milho Bt

O milho Bt é aquele transformado geneticamente e que expressa as toxinas da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt).

Essa toxina tem efeito inseticida para várias pragas, como a lagarta-do-cartucho que comentamos aqui.

O milho Bt foi aprovado no Brasil em 2008/2009, permitindo a uma diminuição, nos primeiros anos de uso, da aplicação de inseticidas para o controle de pragas do milho.

No entanto, hoje são necessários outros métodos de controle, realizando o Manejo Integrado de Pragas (MIP).

Isso para assegurar que essa tecnologia funcione e não seja perdida por desenvolvimento de resistência.

Se você quer saber mais sobre pragas resistentes veja: “5 pragas agrícolas resistentes a defensivos agrícolas e como combatê-las”.

Para isso, devemos fazer áreas de refúgio para plantas Bt.

Para saber mais sobre área de refúgio para plantas Bt e como fazer, confira nosso artigo: Tudo o que você precisa saber sobre área de refúgio para plantas Bt [Infográfico]

área-de-refúgio

Conclusão

O controle químico é uma fenomenal ferramenta de controle, e é a prática mais adotada na safra ou safrinha do milho, pela facilidade e visualização rápida do controle.

Contudo, não podemos utilizar só esse método de controle.

Isso causa desequilíbrios e desenvolve a resistência dos insetos aos defensivos agrícolas.

O MIP é um conjunto de medidas que faz o controle de pragas ser ainda mais eficiente, e você pode até gastar menos devido ao menor uso de inseticidas.

Aqui você aprendeu como começar a fazer o manejo integrado de pragas no milho em passos simples e muito eficazes, além de conhecer os principais conceitos desse manejo.

Agora é só colocar tudo isso na prática da lavoura!

O artigo foi útil para você? Tem alguma dúvida sobre Manejo Integrado de Pragas no milho? Deixe seu comentário!

Esteja preparado e não se engane na pré-safra: saiba quais corretivos utilizar

Uma boa correção do solo faz muita diferença. Na cultura do milho, por exemplo, a produtividade pode aumentar em até 50% com correção adequada do solo.

Mas chegou a pré-safra e bate aquela dúvida: fazer a calagem em qual dose? com que formulação?

Será que precisa mesmo de gessagem? E a fosfatagem? Será que é frescura?

Eu realmente acredito que precisamos de mais informações, sobre a propriedade e sobre esses insumos, para chegar nas respostas certas.

E precisamos de mais informações para chegarmos na melhor correção da acidez do solo.

É por isso que hoje eu trouxe conceitos fundamentais para você não se enganar e fazer corretamente a correção do solo.

Eu tenho certeza que você vai aproveitar muito todas essas dicas quando pensar em corrigir o solo de sua fazenda. Confira!

Correção do solo: por que fazer?

Os solos brasileiros em sua maioria apresentam acidez.

A acidez é representada basicamente pela presença dos íons H+ e Al+3 e tem origem pela lixiviação dos nutrientes do solo.

Isso quer dizer que com o passar de milhares de anos, pela ação da natureza (especialmente chuvas), os nutrientes foram escoando do perfil do solo, deixando a terra com íons H+ e Al+3 ,ou seja, com acidez.

Outros motivos da acidez dos solos são a retirada dos nutrientes catiônicos pela cultura (sem a devida reposição), e a utilização de fertilizantes de caráter ácido.

Por isso, a calagem é fundamental para nossos solos ácidos!

A calagem é responsável pela correção do solo, nestes casos.

E a pré-safra é o momento oportuno para os agricultores se dedicarem na aplicação de calcário e gesso agrícola.

Quais são os principais benefícios da calagem?

Claro que eliminar a acidez do solo, mas existem outros benefícios. A calagem fornece cálcio e magnésio (ca e mg) para as plantas.

O cálcio fortalece o sistema radicular das plantas e ainda melhora as propriedades físicas do solo.

O também magnésio é um nutriente fundamental para as plantas, especialmente na fotossíntese.

Em solos ácidos ocorrem limitações ao desenvolvimento da sua lavoura, devido ao aumento do alumínio e manganês em níveis tóxicos, e também pela indisponibilidade de nutrientes para a lavoura.

Você pode ver na figura abaixo que valores de pH menores que 5,5 resultam em baixa disponibilidade dos nutrientes de plantas.

grau-de-disponibilidade

Relação entre a disponibilidade de nutrientes e pH no solo

(Fonte: Malavolta, 1979)

Assim, com medidas medidas simples, como a correção do solo, você pode aumentar a produtividade de sua lavoura, sendo que em soja a média de produtividade pode aumentar pelo menos 20%.

Porém calagem em excesso pode afetar negativamente a disponibilidade de alguns micronutrientes, o que indica que devemos tomar alguns cuidados.

Mas então, você ainda tem dúvidas sobre a calagem? Qual corretivo utilizar? Tem dificuldades na interpretação da análise do solo? Outras correções do solo, fosfatagem, como fazer?

Vamos então para alguns pontos que vão lhe auxiliar nessa etapa tão importante.

Como fazer o cálculo da calagem

Informativo da IPNI traz informações muito interessantes sobre exigências em fertilidade e calagem para soja.  Com o cálculo da calagem pela saturação por bases do solo.

A partir dos resultados da análise química do solo determina-se a quantidade de calcário necessária para se elevar a saturação por bases (V%) a um valor considerado ideal.

Em geral o V deve ser elevado para em torno de 60%, porém, este valor pode variar em função da cultura.

Para o cerrado, pensando em uma lavoura de soja, o valor de V deve ser elevado por volta de 60%.

Para lavouras do Paraná e São Paulo, entre 60% e 70%.

A Necessidade de Calagem (NC) pode ser calculada levando em conta as análises de solo.

Confira como fazer na imagem a seguir:

O que é PRNT?

Esta é a sigla para Poder Relativo de Neutralização Total, do calcário a ser utilizado. O PRNT é uma medida de qualidade dos corretivos.

Quanto maior o PRNT, mais rápida é a reação do calcário no solo.

Contudo as recomendações de calagem são baseadas em PRNT 100%, a dose a ser aplicada deve ser corrigida com base no PRNT do material disponível.

Dose a ser aplicada (t ha-1) = Recomendação (t ha-1) x 100/PRNT

Por exemplo, com base na sua análise de solo, você chegou a uma recomendação de 2 t ha-1, e o calcário a ser utilizado tem um PRNT de 85%.

Dose a ser aplicada (t ha-1) = Recomendação (t ha-1) x 100/PRNT

Dose a ser aplicada (t ha-1) = 2 t ha-1 x 100/85

Dose a ser aplicada (t ha-1) = 2,35 t ha-1

Nesse artigo, ensinamos com mais detalhes como fazer o cálculo de calagem.

cálculo de calagem Aegro

Qual calcário utilizar?

Os calcários que contém até 5% de MgO são denominados calcíticos, os que apresentam entre 5 a 12% são denominados de magnesianos; e superior a 12% são chamados de dolomíticos.

Em solos com deficiência de Mg, como por exemplo os solos do cerrado, recomenda-se utilizar calcário dolomítico ou magnesiano.

Além disso, voltamos no PRNT. Quanto maior o PRNT, menos calcário você precisa aplicar, menor o seu custo.

Qual a melhor a época de aplicação?

Para que o calcário cumpra o papel de corrigir a acidez é preciso que a calagem seja realizada antes da semeadura da sua lavoura de verão.

momento-calagem

(Fonte: Prefeitura de Vitor Meireles)

Em geral, as recomendações são de 2 a 3 meses antes do plantio. O importante é que o solo esteja em boas condições de umidade.

No cerrado a calagem deve ser realizada antes do fim da estação chuvosa, assim haverá tempo do calcário reagir no solo antes do plantio da próxima safra.

Importante lembrar que em áreas de plantio direto a calagem é realizada em superfície, então antes de iniciar esse sistema é fundamental corrigir a acidez em profundidade.

Gessagem

O gesso agrícola é um subproduto da fabricação de fertilizantes fosfatados, constituído por cálcio, enxofre, fósforo e flúor.

Pode ser utilizado como um melhorador do ambiente radicular no perfil do solo, importante lembrar que o gesso não corrige acidez!

Fornece cálcio e enxofre, e reduz a quantidade de alumínio tóxico das camadas mais profundas do solo.

Mas quando você deve realizar a gessagem?

O gesso deve ser aplicado quando análise de solo indicar, na camada de 20-40 cm, saturação por alumínio maior que 20%.

Também deve ser aplicado quando o teor de cálcio for menor que 0,5 cmolcdm-3.

A aplicação ainda possui efeito residual, cerca de 5 anos!

>> O que você precisa saber sobre as diferenças entre calagem e gessagem

A gessagem vai proporcionar um maior desenvolvimento radicular das plantas de soja ou milho, e assim uma maior absorção de água e nutrientes.

Outro ponto importante aplicação de gesso pode ser realizada de maneira simultânea com a calagem. Não ocorrem interferências negativas na correção da acidez.

gessagem

(Fonte: 3rlab)

Fosfatagem

O fósforo é importante para aumentar a produtividade da soja. Para aumentar a eficiência da adubação fosfatada deve-se fazer calagem anterior.

O método de recomendação do P é através da análise do solo.

Veja as imagens abaixo para saber a dose indicada de adubação fosfatada de acordo com a análise de solo:

>> Como fazer amostragem de solo com estes 3 métodos diferentes

tabelas-interpretação-e-correção-do-solo-fosfatagem

(Fonte: Embrapa)

Duas alternativas são apresentadas para a indicação de adubação fosfatada corretiva:

a) correção total: quando a é colocada a dose total de fósforo de uma só vez no solo, visando elevar os níveis de fósforo até o teor crítico.

O teor crítico é um valor obtido pela pesquisa para obtenção de um rendimento, na média, de 90% (85 a 95%) do rendimento máximo econômico da cultura.

É um investimento alto, mas que traz um retorno em termos de produtividade e que perdura por 3 a 5 anos, dependendo do manejo.

b) correção gradual: é aplicação de P em dois cultivos quando os teores do nutriente estão compreendidos nas faixas muito baixo e baixo, a dose recomendada deve ser aplicada 2/3 no primeiro cultivo, e 1/3 no segundo cultivo.

No entanto, quando o teor de P está na faixa médio ou maior, a fosfatagem deve ser feita de uma só vez (correção total).

Isso porque a dose recomendada nesses casos é pequena, não compensando a aplicação em dois momentos diferentes.

Conclusão

Calagem, gessagem e fosfatagem são medidas muito importantes na condução da sua lavoura, sendo o primeiro passo para uma lavoura de sucesso.

Seja na correção da acidez ou no fornecimento de nutrientes.

Agora você já sabe tudo o que precisa considerar na Calagem, gessagem e fosfatagem.

Aproveite as dicas e boa correção do solo!

>> Leia mais:

“Como analisar o DNA do solo pode te ajudar a prevenir problemas e fazer um manejo mais efetivo da lavoura

Gostou do texto? Você tem outras dúvidas sobre a aplicação de corretivos? Deixe seu comentário, ele é muito importante para nós!

Tudo o que você precisa saber para fazer sua lista de defensivos agrícolas na pré-safra

Lista de defensivos agrícolas: Quais dúvidas você tem na hora de elaborar a sua? Neste artigo explicamos o passo a passo para não errar mais.

Está chegando a hora de começar mais um ciclo de cultivo. O solo já está para ser preparado, ou a cobertura morta já está sendo formada. Os vizinhos estão comentando sobre as sementes, adubos e, claro, os defensivos.

Se você não sabe por onde começar  no planejamento da safra, nem como fazê-lo, não se preocupe, a maioria dos produtores se sente assim.

O fato é que a agricultura demanda muito trabalho e é completamente normal esse sentimento.

Mas hoje eu posso te ajudar, pelo menos quanto aos defensivos agrícolas!

Hoje vamos conversar sobre sua lista de defensivos agrícolas e como fazê-la da melhor forma, conseguindo ótimos resultados para sua lavoura e, claro, seu negócio!

Lista de defensivos agrícolas: Quando comprar?

Se atente para ao mercado, acompanhando a flutuação dos preços. Geralmente o valor cai fora do período da safra, já que a procura é menor nesse momento.

Historicamente, a venda de defensivos, e também os custos, são maiores no segundo semestre ano, quando a safra de verão é iniciada.

A compra antecipada de defensivos e outros insumos é uma prática que vem crescendo, especialmente quando o câmbio se apresenta favorável antes do começo da safra. Por isso, além do mercado nacional fique de olho no câmbio.

Nós falamos sobre aplicativos que te ajudam nisso, além de outras ferramentas, no artigo abaixo, vale a pena conferir.

>> 5 Aplicativos Para Planejamento Agrícola Que Você Deveria Conhecer

O crescimento da compra antecipada de insumos é uma prova do maior planejamento dos produtores rurais nos últimos anos.

Conhecendo o seu campo e fazendo o planejamento com certa antecedência, você poderá ter uma maior janela de tempo para a procura de melhores preços, podendo antecipar ou não suas compras.

Como sei quais defensivos comprar?

Isso você vai saber por meio do monitoramento e histórico da área, e melhor será sua estimativa quanto mais detalhado for seu planejamento agrícola, como separar sua área por talhão.

Confira como fazer isso e fazer uma lista de defensivos agrícolas muito mais assertiva:

Monitoramento

Esse ponto já foi abordado em outro artigo meu aqui no blog, que listo abaixo. Mas é sempre bom reforçar esse aspecto.

>> 5 dicas infalíveis para uma aplicação de defensivos agrícolas mais eficaz

O monitoramento é simplesmente ir para o campo e ver o que está acontecendo. Você com certeza já faz isso, mas é preciso fazer com uma certa frequência e registrar  o que você encontra.

monitoramento-aegro

Monitoramento de pragas feito em Aegro

(Fonte: Aegro)

Histórico da área

Os registros dos monitoramentos das safras passadas resultarão no histórico da sua propriedade.

Por isso que para saber na pré-safra o que utilizar e quanto utilizar você verifica o histórico da área, já que não há cultura para fazer o monitoramento.

Com o registro de monitoramentos anteriores (histórico da área) você tem certeza de quais produtos precisa.

E com as observações sobre o nível de infestação das invasoras, insetos ou doenças, também é possível estimar a dose que será usada.

Isso porque os problemas de uma safra, provavelmente serão os mesmos da próxima.

Especialmente se for a mesma cultura de alguma safra anterior que você tenha registros, ou se as pragas atacarem as mesmas culturas que você cultivou e vai cultivar.

Com as informações de dose por hectare e sabendo quantos hectares você plantará, fica fácil estimar de quantos litros de cada produto você precisa comprar.

Recomendo que você coloque 10% a mais nessa conta, em caso de maiores infestações no momento da aplicação ou de outros imprevistos.

Detalhe seu planejamento agrícola e financeiro por talhão

Como já falamos aqui, sobre a importância do planejamento agrícola,  saber o que já foi feito em cada talhão nos últimos anos também é fundamental.

Isso lhe dá uma direção antecipadamente de quais defensivos devem ou não serem utilizados. Isso também fará você entender como está seu solo, pragas, etc.

Ou seja: entender sua propriedade.

Se você já utiliza agricultura de precisão, parabéns! Você está um passo à frente.

Lembre-se de anotar nos seus monitoramentos a eficácia dos produtos também, já que se determinado defensivo vem perdendo a eficácia ao longo dos anos, é melhor escolher outros produtos.

Ressaltando ainda a necessidade de rotacionar os defensivos mesmo que não venham perdendo a eficiência, no sentido de prevenir a seleção de pragas resistentes a defensivos.

Se você tem dúvidas sobre resistência a defensivos agrícolas recomendo a leitura:

Onde consultar os defensivos agrícolas permitidos?

No Brasil, o processo de registro de um defensivo envolve avaliação toxicológica, que é de responsabilidade da Anvisa e do Ministério da Saúde.

Bem como avaliação ambiental, responsabilidade do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente.

Além da avaliação agronômica, que avalia a eficácia contra as pragas-alvo, e a seletividade para as plantas cultivadas, que é realizada pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.

Ou seja, são amplamente estudados e testados, para serem seguros e eficazes na proteção da lavoura. Atualmente o número produtos comerciais com registro para uso no Brasil é de 1868. Todos estes passaram por essas avaliações citadas anteriormente.

O portal Agrofit do MAPA traz a relação de todos os produtos com registro para uso no Brasil.

É possível fazer a busca por classe de defensivo, praga agrícolas, cultura, etc. Eu já falei sobre isso em outro artigo meu. Você pode usar o Agrofit como sua base de busca.

Mas sempre consulte um engenheiro(a) agrônomo(a), pois só ele pode fazer a recomendação adequada e o receituário agronômico para a compra dos produtos.

planilha de compras de insumos

Comprar defensivos de marca ou genéricos?

Só sobre este ponto dá para falar muita coisa, é um tema difícil e até polêmico.

Mesmo sendo polêmico, falamos sobre isso neste artigo:

>>”Defensivos agrícolas genéricos ou de marca: a batalha definitiva do que usar na sua propriedade

Por exemplo, você vai usar glifosato em sua lavoura, serão duas aplicações em uma área de 100 ha.

Você já definiu a dose, agora resta o produto comercial. Então faz uma busca no Agrofit.

lista de defensivos agrícolas na agrofit

Vamos então ao resultado da busca!

agrofit-2

São 81 produtos comerciais a base de glifosato, com registro para uso em soja, agora qual usar?

Isto acontece não apenas para o glifosato, diversos outros produtos possuem várias marcas comerciais, de diferentes empresas.

Desde empresas consagradas, até pequenas empresas de produtos genéricos.

De um lado você tem as grandes empresas, o custo para o lançamento de um novo produto é altíssimo.

Estudo da consultoria McDougall estimou o custo para o ano de 2008, desde a descoberta da molécula até o registro, em US$ 256 milhões.

Isso em 2008, hoje esse valor é bem maior. Assim isso ajuda a explicar por que muitas vezes os produtos são caros.

De outro lado, em 2015 segundo dados do SINDIVEG, 75% das importações de defensivos feitas pelo Brasil foram de defensivos genéricos.

Isto devido a redução nos custos de produção. Os defensivos genéricos representam menores custos de produção.

O importante é se informar e conhecer suas necessidades para escolher o que for mais indicado para sua propriedade.

Independente da marca a ser escolhida, siga as recomendações da bula e busque assistência técnica de qualidade.

Controle de estoque

Parece básico, e na realidade é! Só que ainda tem muito produtor que não tem controle dos defensivos em seu estoque.

Como já falamos, o monitoramento e histórico da área são essenciais na hora da definição de quais produtos e qual quantidade comprar.

Isso ajuda, a saber, a quantidade a ser comprada ainda nesta safra, e na próxima. Já pensou chegar na hora de aplicar o seu inseticida e descobrir que não tem a quantidade suficiente?

Pode acontecer ainda de o produto estar em falta no mercado, e ainda com preços mais altos. Por isso o planejamento é fundamental!

Mas para você ter um estoque muito mais fácil e simples de visualizar, além de seguro, você pode pedir a demonstração grátis da Aegro aqui.

Para saber ainda mais sobre controle de estoque veja nosso texto “5 motivos para você começar agora a controlar seu estoque”.

Conclusão

Os defensivos são fundamentais para você produtor garantir a produtividade da sua lavoura!

Uma boa lista de defensivos agrícolas é um conjunto de fatores. Escolha dos produtos envolve conhecimento, planejamento, essa é uma fase muito importante da condução da lavoura, para ser conduzida que qualquer maneira.

Custo e qualidade devem ser levados conjuntamente em consideração, nunca opostamente uma a outra.

Agora com todo o conhecimento de quando comprar, o que comprar e sobre a importância do estoque você pode fazer sua lista de defensivos agrícola muito mais assertiva e eficiente!

>> Leia mais: “Armazenagem de defensivos agrícolas: Como fazer e o que é preciso saber”

Gostou do texto? Tem mais dicas sobre a escolha de defensivos? Seu comentário é muito importante para nós! Adoraria ver seu comentário abaixo.

Custos de produção agrícola: Entenda e esteja no comando de sua fazenda

Custos de produção agrícola: saiba o que são, como calcular, quais são os tipos de custo, como diretos, indiretos, fixos, variáveis e muito mais!

O Brasil registrou na safra de 2022/23, a produção de 322,8 milhões de toneladas de grãos, segundo dados da Conab. Esses dados demonstram grande produtividade da agricultura brasileira. Para garantir uma lucratividade tão alta quanto esses números, conhecer os custos de produção agrícola é essencial.

Neste artigo, saiba como calcular o custo de produção agrícola e como o mercado impacta esse cálculo. Boa leitura!

O que é custo de produção agrícola?

O custo de produção é um conceito econômico que se aplica a quase todos os negócios.

As pequenas margens de lucro e os altos riscos da atividade agrícola exigem que você entenda o custos de produção agrícola e a receita associada da propriedade, e é nesse ponto que entra o custo de produção.

Os custos de produção agrícola são o custo médio de produção de uma unidade de uma commodity (por exemplo, R$ 35 por saca de 60 Kg de milho).

Esse valor é calculado totalizando todos os custos associados à atividade agrícola e dividindo esse total pelo resultado (rendimento) produzido.

À primeira vista, isso parece ser simples, mas o custo total de uma empresa rural inclui uma complexidade de diferentes categorias de custos, o que gera alguma confusão. Especialmente se não for gerenciado corretamente.

E é por isso que a estimativa e a gestão dos custos de produção agrícola exigem uma grande quantidade de informações. Veja aqui como você pode diminuir seus custos com planejamento agrícola.

Isso requer diferentes conhecimentos para permitir que você compreenda melhor suas necessidades, subsidiando o planejamento agrícola.

É importante deixar claro que os custos de produção agrícola variam de fazenda para fazenda e de talhão a talhão. Por este motivo é tão importante conhecer sua propriedade.

Entenda os custos de produção agrícola

Para calcular os custos de produção agrícola, você precisa considerar no cálculo os custos fixos e custos variáveis. Alguns exemplos de custo de produção são: gastos administrativos, transporte, insumos, impostos, salários, aluguel, entre outros.

Agora, veja um pouco mais a fundo sobre os custos fixos, variáveis e custo médio de produção.

Custos fixos

Os custos fixos são aqueles que não variam com a produção, como salários, volume de vendas, seguro, depreciação, impostos e aluguel. 

Os custos fixos fazem parte da estrutura do negócio. Por isso, são importantes para a tomada de decisões de médio a longo prazo sobre quais empresas devem investir.

Custos variáveis

Os custos variáveis mudam com o nível de produção da fazenda, e incluem insumos, fertilizantes, combustível, reparos, etc.

Custos variáveis ​​influenciam nas decisões de curto prazo, especialmente em relação à próxima safra. A soma dos custos fixos com os custos variáveis resulta nos custos totais da produção agrícola.

Custo médio de produção

Também é possível calcular o custo médio de produção. O custo médio de produção de um produto é o valor de cada unidade produzida. Para esse cálculo, você pode somar o valor da média dos custos variáveis e fixos. 

Qual a diferença entre custo, despesa e gasto

Para entender a importância de calcular o custos de produção agrícola, é preciso entender a diferença entre custo, despesa e gasto.

Custo

O custo é todo investimento que o gestor precisa aplicar que seja possível produzir como, por exemplo, matéria-prima, água, eletricidade, manutenção e depreciação do maquinário, transporte, logística, entre outros.

Despesa

As despesas são valores que a empresa precisa ter para manter o funcionamento da estrutura mínima. Esses valores se aplicam em softwares de gestão, folha de pagamento, plano de telefone, arrendamento e material de escritório.

Gastos

Os gastos são os valores que a empresa não previu no orçamento, mas que são necessários para não prejudicar o fluxo de produção. Alguns exemplos são substituição de peças com defeitos, assistência técnica de urgência, entre outros.

Quais são os tipos de custos do processo produtivo

Veja abaixo quais são os principais tipos de custos de produção agrícola que devem servir como base de cálculo e como as informações devem ser utilizadas.

Mão de Obra

Os custos com mão de obra incluem os salários de todos os colaboradores. Entretanto, para o cálculo do custo, considere não só os salários, mas todo valor destinado ao pagamento da força de trabalho. 

Nesta conta estão incluídos também os gastos com benefícios, encargos sociais e trabalhistas.

Sementes

Para ter maior controle, você deve separar os custos das sementes comuns das cultivares

Dessa forma, você saberá que nas partes A e B do terreno, o custo de produção foi maior ou menor porque utilizou os cultivares específicos (sementes com mais tecnologia, com resistência a insetos e herbicidas).

Depois da colheita, é possível identificar se o custo com essas sementes compensou.

Fertilizantes e defensivos

Ao fazer um planejamento correto, é possível identificar quanto de fertilizantes e defensivos serão aplicados por hectare e qual foi o custo disso.

Este controle também evita que sobre ou falte muito fertilizante ou defensivo no seu estoque. 

Maquinário

Dentro do custo com máquinas, considere gastos com:

Desse modo, é possível identificar qual item mais impacta nos custos com maquinário.

Por exemplo, se existem muitos gastos com manutenção, isso pode indicar um mau uso dessa máquina ou que a máquina precisa ser trocada.

Outros custos de produção

Uma empresa agrícola tem diversas outras despesas que são próprias da atividade. Todas elas devem ser consideradas para o custo de produção final. 

Energia elétrica, água, frete, gastos administrativos e encargos devem ser calculados no momento do uso e proporcionalmente. Dessa forma, o custo de produção demonstrará a realidade econômica da empresa rural.

Portanto, conhecer o histórico do preço dos insumos também é fundamental. 

Além disso, também é importante fazer bons acordos com fornecedores. Assim você consegue preços e condições de pagamento melhores, reduzindo o custo de produção do seu negócio.

Como calcular os custos de produção agrícola 

De forma resumida, para calcular os custos de produção agrícola é necessário somar o preço da matéria prima, da mão de obra e os custos indiretos de produção. Em outras palavras, custo de produção = matéria prima + mão de obra + custos indiretos.

Existem três tipos de custos de produção agrícola que podem ser calculados.

A estrutura original do custo de produção é separada por três itens. 

Esses são os três tipos básicos de custos envolvidos na produção: COE (Custo Operacional Efetivo), o COT (Custo Operacional Total) e o CT (Custo Total). 

Agora, veja como calcular o COE, COT e CT da sua fazenda:

Custo Operacional Efetivo (COE)

O COE inclui todos os itens considerados variáveis ou custos diretos com dispêndio de dinheiro no ano agrícola, envolvendo todos os componentes de custos gerados pela relação entre quantidade utilizada e os seus preços. Também se enquadram os custos administrativos e os custos financeiros do capital de giro.  São considerados no COE:

Os componentes do COE são renovados a cada ciclo produtivo.

Custo Operacional Total (COT)

O COT é formado pela soma do COE com os custos indiretos representados pela depreciação de máquinas, implementos e benfeitorias e taxas associadas ao processo de produção.

O COT indica a possibilidade de reposição da capacidade produtiva do negócio no longo prazo, além da remuneração do responsável pelo gerenciamento da atividade (pró-labore).

Custo Total (CT)

O CT é a soma do COT com o custo de oportunidade de uso do capital e da terra.

Este custo indica a situação econômica do empreendimento considerando todos os custos implícitos.

O custo de oportunidade dos bens de capital corresponde à aplicação de uma taxa de juros sobre o capital médio investido em máquinas, implementos, benfeitorias, lavouras e rebanhos.

O custo de oportunidade do capital circulante próprio também corresponde à aplicação de uma taxa de juros sobre o capital médio utilizado. 

O custo de oportunidade da terra é equivalente ao valor de aluguel (arrendamento) de terras semelhantes na mesma região.

Portanto, para avaliar a atratividade da atividade produtiva, é necessário comparar a receita bruta com o custo de produção.

Demonstração de custos de produção agrícola operacionais totais e totais
Escala dos custos de produção agrícola em relação à receita bruta
(Fonte: CNA)

Fatores que interferem nos custos de produção agrícola

Fertilizantes e defensivos agrícolas podem apresentar baixas nos preços em períodos em que não são muito utilizados na lavoura. Esse é o momento de repor os estoques e economizar.

A instabilidade da oferta mundial por causa do conflito entre Rússia e Ucrânia elevou os preços de fertilizantes, defensivos agrícolas e diesel em 2022. 

Este fato encarece os custos de produção agrícola. Por isso, é sempre importante planejar o orçamento de sua propriedade.

O orçamento nada mais é que a listagem de todos os custos e receitas estimadas durante um período específico de tempo, como uma safra ou um ano. 

Os orçamentos formalizam o processo de planejamento, permitindo que os produtores tenham uma imagem clara de seus custos de produção agrícola. Com essa informação, você pode projetar a produtividade ou o preço de venda necessários para gerar lucro.

Um software de gestão agrícola, como o Aegro, pode te auxiliar na automatização do planejamento e no controle do seu custo de produção.

Planilha de custos de produção agrícola

É muito importante saber o histórico das culturas em cada talhão da fazenda. A ocorrência de pragas, plantas daninhas e nematoides e como foi o manejo de cada um desses itens devem ser considerados.

Por exemplo, os custos de produção da soja podem aumentar entre 42% e 222% devido à resistência de plantas daninhas ao glifosato. Esses dados são de um estudo da Embrapa 

Além disso, é preciso ter o histórico tanto dos preços dos insumos quanto dos produtos vendidos. Assim é possível identificar, ao longo dos anos, em quais situações essa ou aquela cultura foi mais rentável. 

Essa é a melhor forma de fazer a estimativa correta do orçamento de insumos.

Fazer esses cálculos pode parecer um pouco complicado. Para te ajudar nesse momento, separamos uma planilha de custo de produção gratuita que fará o processo para você. 

Basta clicar na imagem a seguir para baixar:

Calcule seus custos e compare com outras fazendas

Como a tecnologia pode ajudar a melhorar sua gestão

De nada adianta fazer acordos de compra e venda, saber o histórico de flutuação dos preços e acompanhar a concorrência se você continuar anotando tudo apenas no papel.

Cadernos, e até mesmo planilhas, podem ser perdidos. Além disso, essas formas de controle dificultam um diagnóstico preciso da saúde do seu negócio.

Por isso, gerenciar a sua fazenda com um software de gestão rural é a melhor opção. Você garante que o seu histórico financeiro esteja seguro para futuras análises.

Com o Aegro, por exemplo, você realiza e armazena todo o seu planejamento agrícola em um só lugar. É possível montar um orçamento para a safra e estabelecer metas de produtividade.

Calcular os custos de produção agrícola é possível com o Aegro

O Aegro também te auxilia a manter um fluxo de caixa organizado e um bom capital de giro em conta. Você registra com facilidade as despesas e receitas da fazenda, categorizando cada parcela e ficando em dia com os pagamentos.

No final do ciclo produtivo, o Aegro cruza essas informações para te oferecer indicadores e relatórios de custo de produção e rentabilidade, talhão por talhão.

Além de aproveitar todas essas funcionalidades no computador, você também pode instalar o app Aegro no seu celular para ter acesso rápido aos principais indicadores financeiros da fazenda.

Custo de produção agrícola: Controle tudo pelo Aegro!

Conclusão

Os custos de produção agrícola são uma parte essencial para a gestão da propriedade rural. Ele envolve o conhecimento de custos fixos e  custos variáveis em cada fase da lavoura.

Com essas informações, você pode calcular o custo operacional efetivo, operacional total e total da sua fazenda. 

Esse é o passo fundamental para garantir uma boa saúde financeira do seu negócio.

>> Leia mais:

5 passos para calcular o custo de produção de feijão por hectare

Como estimar o custo de produção do café (+ calculadora rápida)

Saiba como calcular o custo de produção de arroz por hectare

Calcule seu custo de produção de milho por hectare

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Atualizado em 30 de novembro de 2023 por Mariana Rezende.

Mariana é formada em economia e mestre em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Juiz de Fora. É doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Economia e graduanda de Ciências Contábeis na mesma instituição.

Você sabe onde está o gargalo do seu planejamento agrícola?

Gargalo do planejamento agrícola: Saiba onde você pode estar errando e saiba exatamente o que fazer para aumentar sua produtividade.

Dúvidas sobre rentabilidade agrícola,  custos da lavoura, produtividade por talhão, entradas e saídas do estoque, planejamento agrícola, etc…

Já viu essa situação antes? Ainda se vê assim?

Com a gestão agrícola você pode saber a resposta certa dessas questões. Para isso, é necessário entender os gargalos do planejamento agrícola da sua fazenda.

Claro que planejar não é uma tarefa simples, muitos gargalos podem fazer seu planejamento não alcançar o sucesso esperado.

Neste artigo abordarei  alguns pontos que vão melhorar seu planejamento estratégico da produção agrícola e, consequentemente, na sua produtividade.

1° Gargalo do planejamento agrícola: Faça o Mapeamento de sua propriedade

Tem muitos produtores que converso que ainda  não sabem ao certo o tamanho de sua propriedade.

Muito menos o tamanho de suas áreas de proteção permanente, a área exata de cada cultivo na última safra ou ainda o tamanho de cada talhão.

Saber o tamanho exato sua propriedade e suas reservas é um do princípios de uma boa administração rural.

Mapeamento de áreas Aegro

Mapeamento de área e talhões com Aegro
(Fonte: Aegro)

Sem saber o tamanho da área fica difícil saber quais são seus custos e sua produção real.

Além de saber qual a necessidade real de insumos em sua lavoura.

E esse conhecimento é fundamental para planejar sua atividade e resultar em rentabilidade.

Não basta saber o tamanho da área, temos que saber o que  há nela.

2° Gargalo do planejamento agrícola: Tenha o histórico da propriedade

Saber o que já foi feito em cada talhão nos últimos anos é fundamental.

Com destaque neste contexto para a rotação de culturas, um dos pilares do plantio direto e manejo integrado de pragas.

Tão importante quanto fazer a rotação é saber quais culturas foram usadas, em quais safras e o quanto foi produzido.

Isso fará você entender como está seu solo, pragas, etc,

Ou seja: entender sua propriedade.

rotação de culturas

(Fonte: Embrapa)

Faça o histórico não apenas das culturas, mas também da ocorrência de pragas, plantas daninhas e nematoides.

E claro, tenha o histórico das aplicações de defensivos agrícolas.

Assim você sabe exatamente quais produtos foram aplicados, e assim fica mais fácil fazer rotação de produtos, dificultando a seleção de espécies resistentes.

É assim também que você sabe qual produto falhou no controle, ou se há casos de resistência na sua propriedade.

Isso porque a aplicação do mesmo herbicida, inseticida ou fungicida ao longo dos anos pode resultar em seleção de pragas resistentes.

Infelizmente, os casos de resistência são muitos.

Um grande problema para produção de grãos é a resistência de plantas daninhas aos herbicidas, como buva e capim-amargoso.

buva

(Fonte: Fernando Adegas em Embrapa Soja)

Estudo da Embrapa diz que custos de produção da soja podem subir até 222% devido às ervas daninhas resistentes a glifosato.

Aqui neste artigo você pode encontrar tudo o que você precisa saber sobre resistências a defensivos agrícolas.

Ainda não tem o histórico da sua área?

Comece então agora com o monitoramento das lavouras!

3° Gargalo do planejamento agrícola: Monitore sua lavoura e ganhe tempo

Ao realizar seu planejamento agrícola, um ponto muito importante é monitorar sua lavoura, desde o pré-plantio até a colheita.

Além de verificar o andamento das atividades, registrando esse monitoramento isso se tornará o histórico da safra para os próximos anos.

Alguns pontos importantes a serem monitorados são:

4° Gargalo do planejamento agrícola:  Solo

Fundamental no diagnóstico da fertilidade, planejar a aplicação de fertilizantes e escolha de cultivos mais ou menos exigentes de acordo com os resultados da análise.

Falamos mais sobre as análises de solo e sua importância neste artigo aqui.

Ciclo-de-Agricultura-de-Precisão

Conhecer histórico da área e o solo da propriedade resultam em recomendação adequada de fertilizantes
(Fonte: SLC Agrícola)

5° Gargalo do planejamento agrícola: Acompanhamento do clima

Será que vai chover?  Você ainda acompanha a previsão do tempo pelo telejornal?

Existe uma série de aplicativos que trazem previsões detalhadas do tempo. E cada vez mais o nível de acerto vem aumentando.

O conhecimento prévio das condições climáticas é fundamental em toda condução da lavoura. Por exemplo, plantio e aplicação de defensivos agrícolas.

Eu recomendo o aplicativo Yr, ele está disponível para notebooks e smartphones (e é gratuito).

Mesmo sendo em inglês, é só digitar sua cidade no campo de busca e ver a previsão, que é bem fácil de entender:

Piracicaba_no YR no planejamento agrícola

(Fonte: Yr)

6° Gargalo do planejamento agrícola: Monitoramento e identificação das pragas

É muito importantes conhecer bem seus problemas, para assim melhor controlá-los.  Sejam insetos, doenças ou plantas daninhas.

Existem ótimos aplicativos de smartphones para identificação de pragas. Dois bons exemplos são os aplicativos FMC Agrícola e ADAMA Alvo.

Além dos aplicativos existem também livros disponíveis em pdf para baixar na internet te ajudando na identificação e manejo de plantas daninhas, insetos e doenças.

Para saber de mais aplicativos que te ajudarão na lida do campo veja os 5 aplicativos para planejamento agrícola que você deveria conhecer.

software para planejamento agrícola

7° Gargalo do planejamento agrícola: Tecnologia

Em todos os pontos tocados sobre o planejamento agrícola a tecnologia foi apresentada como opção para uma melhor gestão de sua lavoura.

Coincidência? Acho que não.

Embora ela possa ser aplicada a praticamente todos os momentos decisivos da gestão agrícola, ainda tem muito produtor que não a utiliza.

Pode ser por desconfiança, ou falta de conhecimento. Mas por que não experimentar?

Fazenda-Inteligente

(Fonte: Agrosmart)

Comece aos poucos, com um aplicativo de identificação de pragas, ou além de anotar tudo no papel, porque não também ter uma planilha no Excel?

Tem dificuldade? Todos nós temos. Tudo o que é novo assusta no começo.

Peça ajuda aos seus filhos, ao marido, à esposa. Aos poucos você irá notar as diferenças e as melhorias que a tecnologia pode trazer a sua lavoura.

Então, não dá para realizar um ótimo planejamento, fazer análise de solo, mapear a propriedade, identificar as pragas, e continuar anotando tudo no papel, ou ainda em alguns casos apenas na cabeça.

Vejo que a não utilização da tecnologia é o maior gargalo no planejamento agrícola.

E isso por falta de conhecimento de quão facilitadora ela pode ser para a sua lavoura.

Computadores e celulares com acesso a internet, drones, aplicativos, planilhas inteligentes, enfim diversas ferramentas.

Todas estas tecnologias estão disponíveis e servem de apoio para seu planejamento e gestão agrícola.

Um software de gestão agrícola pode ser muito importante para você se planejar melhor, e aumentar a sua produtividade.

aegro-software-de-gestão-agrícola-da-fazenda

Conclusão

A tecnologia pode ajudar a evoluir seu negócio fazer seu planejamento agrícola ser muito mais simples e prático.

Mas não se esqueça do conhecimento técnico.

Assistência técnica de qualidade é fundamental, não basta ter um belo mapa de fertilidade e não fazer a adubação correta.

Então tenha o mapa da sua área, faça o monitoramento da safra (que no futuro se tornará o histórico da propriedade), tenha sempre acompanhamento técnico e , assim, faça bom uso da tecnologia!

Criamos um checklist de como fazer um bom planejamento agrícola para facilitar seu processo. É só baixar aqui. É gratuito.

checklist de planejamento agrícola Aegro

>> Leia mais:

6 passos para fazer o planejamento financeiro da sua fazenda com sucesso

Calendário agrícola: saiba organizar as atividades da fazenda de maneira estratégica

O que achou do texto? Você vê outro gargalo do planejamento agrícola que não citei? Adoraria ver seu comentário abaixo.

5 dicas infalíveis para uma aplicação de defensivos agrícolas mais eficaz

Aplicação de defensivos agrícolas: como proteger sua lavoura com eficiência e otimização de recursos.

Mais de 45% das aplicações de defensivos agrícolas são desperdiçadas por erros cometidos pelo próprio agricultor.

Alguns estudos chegam a mostrar perdas de 10% a 12% em produtividade, devido à aplicação de defensivos agrícolas mal feita.

E você sabe bem a importância do uso de defensivos na lavoura?

Sabia que seu mau uso pode aumentar os custos de produção, não proteger a lavoura e ainda trazer riscos ao meio ambiente e ao homem?

Importante lembrar que os defensivos agrícolas são chamados oficialmente de agrotóxicos. Embora seja um termo que gera controvérsias, é o termo oficial da legislação brasileira (Lei 7.802/89 e Decretos 98.816/90 e 4.074/2002).

Outros termos também são comumente utilizados, como: produtos fitossanitários, pesticidas, agroquímicos.

O Prof. Dr. José Otávio Menten, da USP/Esalq, trata de pontos importantes como benefícios e riscos do uso de defensivos no Brasil.

Dada a importância da aplicação de defensivos agrícolas para a proteção da lavoura, vou mostrar 5 dicas infalíveis de como torná-la mais eficiente.

Algumas dicas envolvem conhecimento prático e outras, tecnologia de aplicação. Então confira!

1. Consulte a bula antes da aplicação de defensivos agrícolas

Para uma aplicação eficaz, nada melhor do que realmente conhecer o que se está aplicando.

aplicação de defensivos agrícolas

Classes De Classificação Toxicológica dos Produtos Fitossanitários
(Fonte: Seagro)

Você pode buscar informação em diversas plataformas, como a plataforma nacional de consulta de produtos fitossanitários, o Agrofit.

Veja como é simples:

Passo 1: Acesse a lista de defensivos agrícolas e faça buscas por pragas e doenças.

aplicação de defensivos agrícolas

É possível conseguir informações sobre os produtos registrados e recomendados para o controle de pragas, plantas daninhas e doenças, com direito a textos explicativos e fotos para facilitar a consulta.

O sistema também conta com dados do Ministério da Saúde e do Ministério do Meio Ambiente, oferecendo melhores informações em defensivos agrícolas para você.

Passo 2: Insira o nome vulgar ou científico da doença.

aplicação de defensivos agrícolas

Passo 3: Realize a busca e veja as informações que aparecerão na sua tela. Você pode ter um relatório descrevendo o que é a ferrugem asiática, sintomas da doença, Bioecologia, controle, fotos da doença e lista de produtos para combater.

aplicação de defensivos agrícolas

Simples e prático! Agora você pode obter informações sobre os produtos mais recomendados para “Ferrugem Asiática”.

Outros sistemas de consulta

Outra opção é a a SEAB/PR. Embora seja estadual, é até mais completa que o Agrofit.

Nesses dois portais é possível consultar os defensivos agrícolas por princípio ou ingrediente ativo; por marca comercial; classe (fungicida, inseticida, herbicida, etc.); cultura recomendada; praga, entre outros. Há, inclusive, links para as bulas dos produtos.

Além disso, outros portais também oferecem informações sobre aplicações de defensivos, como Embrapa, Andef (Associação Nacional de Defesa Vegetal) e os sites das próprias fabricantes.

Essas informações são essenciais para saber:

  • Em que momento da cultura é ideal aplicar o produto;
  • Se é preciso o uso de adjuvantes;
  • Qual o volume de calda ideal;
  • Para quais plantas daninhas, insetos e doenças são indicados;
  • Em qual estágio dessas pragas a eficiência do produto é melhor e etc.

Ao contrário do que muitos pensam, ter o produto ideal no momento ideal da cultura e da praga não é o suficiente para uma aplicação de defensivos agrícolas eficaz!

Para isso a manutenção e regulagem são fundamentais:

2. Manutenção e regulagem do pulverizador

Ajustar corretamente o equipamento de pulverização eleva a produtividade e reduz custos com produtos agrícolas em até 30%.

Fundamental para a aplicação de defensivos agrícolas eficiente, o pulverizador tratorizado, pulverizador autopropelido ou até um pulverizador costal de 20 L devem estar bem calibrados e com manutenção em dia.

aplicação de defensivos agrícolas

(Fonte: Dinheiro Rural)

Antes das aplicações:

  1. Observe se os bicos não estão entupidos e se são adequados para o tipo de aplicação;
  2. Verifique a barra de pulverização;
  3. Coloque água no tanque do pulverizador;
  4. Regule o pulverizador;
  5. Aplique em uma área plana e de tamanho conhecido;
  6. Durante a aplicação, verifique o volume de água que sai em cada bico de pulverização por determinado tempo (normalmente 10 segundos) e, assim, veja se algum está com problemas;
  7. Somando o volume de água coletado em todos os bicos, você pode verificar se o volume de calda é o desejado.

O volume de calda, quando não adequado, pode representar aplicação de doses acima ou abaixo das recomendadas.

Isso ocasiona um controle não eficaz ou ainda intoxicação das plantas da lavoura (fitotoxicidade).

O volume de calda recomendado é apresentado na bula do produto, variando de acordo com o equipamento.

Em geral, o volume de aplicação recomendado fica entre 100 e 300 L/ha. Aplicações entre 100 e 200 L/ha tem se mostrado eficientes operacionalmente e eficazes no controle.

Como já citado, a escolha dos tipos de bicos é importante. Existem de diversos modelos e vazões para tamanhos de gotas, que se encaixam em diferentes situações:

Bicos para a redução de deriva, bicos mais indicados para aplicação de fungicidas, inseticidas, herbicidas pré-emergentes, herbicidas pós-emergentes.

A lista de defensivos da TeeJet® traz ótimas informações acerca disso.

aplicação de defensivos agrícolas

(Fonte: TeeJet)

Para tornar suas aplicações mais eficientes você deve conhecer sobre os adjuvantes:

3. Auxilie sua aplicação de defensivos agrícolas com adjuvantes

Adjuvante é qualquer composto adicionado ao tanque de pulverização que auxilie a aplicação de defensivos agrícolas.

Podem ter diferentes funções e vantagens como regular o pH da calda, reduzir a deriva e, o mais buscado, oferecer uma melhor distribuição na folha da cultura ou da planta daninha… Tudo depende da situação.

aplicação de defensivos agrícolas

(Fonte: Aenda)

Novamente, busque as informações na bula do defensivo a ser aplicado. Nela estão as informações do adjuvante a ser utilizado, volume etc.

É importante ressaltar que alguns produtos não necessitam do uso de adjuvantes, pois já são adicionados na fábrica, ou seja, já vem na formulação.

Nestes casos, o uso do adjuvante pode atrapalhar a eficácia do produto e ainda causar fitotoxicidade para cultura. Assim, você estará jogando dinheiro fora.

4. Limpeza de equipamentos

De nada adianta seguir todas as recomendações anteriores, usar tecnologia de ponta, se você não realizar a limpeza adequada de todos componentes da aplicação.

Em algumas situações, recomenda-se até separar os pulverizadores para cada uma das classes de defensivos. Mas (claro) nem sempre isso é possível.

Assim, uma boa limpeza é a melhor solução.

aplicação de defensivos agrícolas

Sintoma de 2,4D na soja (clorose e deformação) por contaminação de tanque (sem lavagem entre aplicações)
(Fonte: Campeonato Brasileiro De Herbologia)

Alguns produtos merecem mais atenção, pois podem depositar no fundo do tanque ou entupir os bicos. Nestes casos, o cuidado deve ser redobrado.

Uma situação comum é a contaminação do tanque por produtos devido à falta de lavagem.

Vou te dar um exemplo! Após a aplicação de herbicidas em milho (com nicosulfuron e atrazina), será realizada aplicação em soja.

Mas estes dois herbicidas não são recomendados para a soja. Portanto, se não for realizada uma boa lavagem do pulverizador, sintomas de fitotoxicidade severos serão observados.

Existem até mesmo produtos comerciais indicados para limpeza do pulverizador com diferentes recomendações e que te ajudarão na lavagem.

5. Levantamento de pragas e manejo integrado

Conhecer o seu problema é a melhor forma de controlá-lo. É muito importante saber quais são os insetos-praga presentes na sua lavoura.

Para tanto, é preciso realizar amostragens, fazer panos de batida, identificar e realizar as contagens dos insetos.

Umas da maneiras de você fazer amostragem é utilizando software para gestão agrícola.

A partir de uma determinada população da praga é que se recomenda a aplicação. Isso é chamado de nível de ação de controle – ou simplesmente nível de controle.

aplicação de defensivos agrícolas
Monitoramento de pragas na lavoura pode ser feito de forma fácil e eficiente com o Aegro

Para tanto, é imprescindível conhecer a infestação da lavoura e o histórico ao longo dos anos.

Para plantas daninhas, por exemplo, você deve saber se há algum caso de resistência a herbicidas. Essas informações são cruciais na escolha do produto aplicado.

Além de conhecer o problema, você precisa utilizar diferentes ferramentas para controlá-lo, como: 

  • Rotacionar os mecanismos de ação dos defensivos; 
  • Utilizar outras medidas de controle; 
  • Cobertura do solo com restos culturais da cultura anterior;
  • E, em determinadas situações, fazer o controle biológico.

Esse é o manejo integrado.

A utilização de diferentes ferramentas para administração rural, não apenas o controle químico, vai tornar o controle mais eficiente e sustentável ao longo do tempo, bem como garantir a eficiência da aplicação dos defensivos agrícolas.

aplicação de defensivos agrícolas

Monitoramento de pragas da soja
(Fonte:  Foto RRRufino em Embrapa)

Conclusão

Essas são algumas dicas infalíveis para ter uma melhor eficiência na aplicação de defensivos agrícolas. Na lavoura, você sabe que, mesmo seguindo estas e outras recomendações, podem acontecer problemas.

A lavoura está sujeita a condições climáticas adversas, problemas econômicos, entre outros. Mas se esses problemas já causam impactos até mesmo quando se faz ‘tudo certo’ imagina quando isso não ocorre.

Seguindo essas e outras recomendações, com planejamento agrícola, as chances do sucesso e a eficácia da aplicação de defensivos agrícolas serão com certeza maiores.

E claro, sempre consulte um engenheiro agrônomo.

>> Leia mais:

Como fazer controle de estoque de defensivos agrícolas em 5 passos

6 dicas de compra de defensivos agrícolas para potencializar o manejo da sua lavoura

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