About Rayssa Fernanda dos Santos

Sou Engenheira Agrônoma pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), mestre em Fitotecnia pela ESALQ/USP. Atualmente, sou doutoranda em Agronomia pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), com ênfase em produção vegetal e realizo MBA em Marketing (Pegece/ ESALQ/USP).

Adubo para plantio de milho: 5 dicas para maximizar a produção

Adubo para plantio de milho: entenda mais sobre a adubação de plantio e confira recomendações para o sucesso de sua lavoura.

Em 2019, o Brasil se tornou o maior exportador de milho e a tendência para 2020 é o crescimento da área plantada da cultura.

Uma das estratégias para aumentar a produtividade e manter o Brasil entre os maiores produtores é a fertilidade do solo.

Por isso, confira agora as cinco dicas que separamos para te ajudar a ter mais sucesso no adubo para plantio de milho. Aproveite!

Orientações: adubo para plantio de milho

O Brasil é um dos maiores produtores de milho do mundo e, segundo o IBGE, as expectativas de produção para 2020 são cerca de 92,7 milhões de toneladas.

Contudo, de acordo com estudos de pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-Minas Gerais) a manutenção de altas produtividades só é possível levando em conta alguns fatores como:

  • Escolha do híbrido;
  • Tratamento de sementes;
  • Condições climáticas;
  • Fertilidade do solo;
  • Manejo de pragas, doenças e plantas daninhas.

Dentre esses fatores, a fertilidade do solo é um dos mais importantes para a produção de grãos.

Por isso, é essencial que você realize um bom planejamento antes do plantio do milho.

Confira a seguir algumas dicas sobre adubação para plantio de milho que podem auxiliar no seu planejamento – maximizando sua produção de grãos.

1ª Dica: Planejamento Inicial

O preparo para a adubação da cultura inicia muito antes da semeadura. Primeiramente, você deve conhecer todo o sistema de produção da lavoura.

Isso inclui tanto as culturas semeadas na área, quanto as análises de solos atuais e as antigas!

Dessa forma, ter em mãos o histórico das análises já realizadas em outras safras é fundamental para você entender o comportamento de seu solo.

Assim, você entende como ele age com a aplicação de corretivos e com a adubação.

A recomendação deve ser realizada em função da análise de solos e exigência da cultura do milho, podendo variar de acordo com a textura de seu solo.

Realize o planejamento antes de adubar sua lavoura, assim você minimizará seus custos e aumentará a rentabilidade de sua propriedade.

adubo para plantio de milho

2ª Dica: Cálculo de adubação para plantio do milho

Após observar a análise de solo, o segundo passo é verificar se a adubação a ser realizada será a de manutenção ou a de correção.

Já falamos aqui no blog sobre esses conceitos, mas vale a pena relembrar!

A adubação de manutenção, nada mais é aquela que colocamos no solo, sendo a quantidade de nutrientes que foram extrapolados pelas plantas, em outras palavras, aqueles nutrientes que foram colhidos (saindo do sistema).

Já na adubação de correção, acrescenta-se nutrientes no solo visando aumentar o estoque.

Outro fator levado em consideração no momento do cálculo de adubação é a cultura anterior e a produtividade média do milho esperada.

Abaixo podemos observar as indicações para aplicação de nitrogênio para o milho segunda safra, no estado do Paraná.

adubo para plantio de milho

Adubação nitrogenada para o cultivo de milho segunda safra no Paraná
(Fonte: Manual de adubação e calagem para o estado do Paraná)

Acima apresento apenas a tabela indicada para a adubação nitrogenada para o cultivo do milho segunda safra no estado do Paraná.

Porém, caso semeie milho na primeira safra no Paraná, fique atento, pois as indicações sofrem algumas alterações.

Agora se você for de outro estado, pode conferir aqui no blog, ou consultar alguma instituição de pesquisa próxima da sua localização.

Mas se você ainda está em dúvida de como calcular sua adubação na prática, não deixe de conferir o vídeo abaixo, do canal AgricOnline:

3ª Dica: Adubo para plantio de milho – macronutrientes

A adubação de macronutrientes é fundamental para o sucesso do estabelecimento do estande inicial.

Isso porque se tornou rotina de boa parte das regiões optar pela utilização dos macronutrientes parceladamente, parte no plantio e o restante em adubação de cobertura.

Porém o indicado é que cada agricultor leve em conta as particularidades e necessidades de sua propriedade, ficando sempre atento às características físico-químicas de seu solo.

Contudo vale a pena lembrar que alguns cuidados sempre devem ser levados em consideração, como por exemplo:

  • Doses elevadas de potássio, que podem prejudicar o estabelecimento do estande adequado e influenciar negativamente as sementes.
  • Altos níveis de nitrogênio no plantio, que podem ser perdidos por lixiviação e, o excesso de sais no sulco, pode prejudicar a qualidade das sementes.

Já a adubação do fósforo deve ser estratégica, pois no solo esse nutriente é pouco móvel. Uma das alternativas tem sido aplicação de nutrientes via tratamento de sementes.

Um exemplo prático é o Fulltec Mais, composto por nitrogênio, fósforo e alguns micronutrientes.

4ª Dica: Adubo para plantio de milho: micronutrientes

Apesar da quantidade requerida de micronutrientes ser bastante pequena, sua ausência pode refletir em menor desenvolvimento das plantas e, consequentemente, menor produtividade.

A aplicação de micronutrientes no solo muitas vezes é inviável, devido ao comportamento complexo de alguns micronutrientes e a influência de inúmeros fatores sobre sua disponibilidade para as plantas.

Por isso, a aplicação no plantio do milho deve ser realizada com cautela e dentro do planejamento, para evitar perda de fertilizantes e dinheiro.

Nesse caso, novamente a aplicação de nutrientes via tratamento de sementes aparece como uma excelente alternativa!

Atualmente no mercado, existem inúmeros produtos compostos por micronutrientes, por isso observe qual a necessidade de sua lavoura. O agricultor deve sempre consultar seu engenheiro(a) agrônomo(a).

5ª Dica: Adubo para plantio de milho: custos

Os fertilizantes compõem em média 25% dos custos de produção de milho no Brasil. Para você calcular os custos e a quantidade de fertilizantes em sua lavoura, você deve considerar:

  • Aplicação de calcário;
  • Aplicação de gesso agrícola;
  • Aplicação de macro e micronutrientes.

Não esqueça de levar em consideração a dose utilizada, quantidade de nutrientes e preço pago por quilo, litro ou tonelada.

Para facilitar, tenha todas as informações na palma da mão em uma planilha ou software de controle agrícola. 

O Aegro é um software de gestão agrícola que atua mesmo offline e auxilia o produtor da semeadura até a colheita, assim como no cálculo dos custos com adubação. Oferece:

  • Gestão de patrimônio e de máquinas;
  • Operações agrícolas como custos e insumos;
  • Gestão financeira e comercialização;
  • Monitoramento integrado de pragas – MIP;
  • Integração com o Climatempo; 
  • Imagens de satélite e análise NDVI;
  • Cotação de seguro rural; 
  • Anotador – ferramenta para os lançamentos do LCDPR;
  • Entre outras funções para o controle da fazenda. 

É possível testar o sistema de gestão agrícola Aegro de forma gratuita, por meio de:

Também existe a possibilidade de utilizar seus Pontos Bayer para contratar a versão completa do Aegro (clique aqui).

Custo de produção agrícola no Aegro

Visualização de custos de uma fazenda com gestão pelo Aegro (dados são ilustrativos)

Conclusão

A adubação para o plantio do milho é de extrema importância para o estabelecimento da cultura.

Mostramos neste artigo algumas dicas para te auxiliar nessa etapa, desde o planejamento inicial aos custos.

Espero que com essas informações, você consiga realizar o plantio de milho e alcançar altas produtividades. Boa safra!

Como você realiza adubação em sua lavoura? Ficou com alguma dúvida sobre adubo para plantio de milho? Deixe seu comentário abaixo!

Milho precoce: vantagens e desvantagens para 1ª e 2ª safra

Milho precoce: entenda mais sobre o ciclo, vantagens, desvantagens, diferentes tecnologias e mais estratégias para o manejo eficiente de sua lavoura!

As expectativas de produção do milho para 2020, de acordo com o IBGE, são cerca de 92,7 milhões de toneladas.

Esse número leva em conta a maior participação do milho safrinha (2ª safra). 

Uma das estratégias para alta produção do milho safrinha é o uso de milho precoce, buscando as melhores condições climáticas para a cultura. 

Aqui você pode conferir as principais vantagens e desvantagens de se utilizar o milho precoce, qual híbrido de milho usar na lavoura e outras dicas para o sucesso de sua produção.

Milho precoce: como é o ciclo e como varia dependendo da data de semeadura

O milho precoce nada mais é que híbridos que se desenvolvem em um menor período de tempo, possuindo um ciclo entre plantio e colheita menor quando comparados com materiais denominados como normais.

Os materiais de ciclo precoce permitem uma colheita em um menor período de tempo, mantendo a qualidade dos grãos.

Além disso, a utilização do milho precoce na safrinha (2º safra) pode ser uma excelente alternativa para evitar longos períodos de seca ou geada. 

Como comentamos acima, é a principal estratégia dos produtores para garantir boas condições para o milho safrinha.

Mas fique atento para a escolha de seu híbrido, pois o ciclo pode apresentar variação de acordo com a data de semeadura, condições climáticas e região.

Veja como o ciclo de um mesmo híbrido pode variar de acordo com a época de semeadura:

Variação do ciclo da cultura de milho Embrapa

Variação do ciclo da cultura de milho em função da época de plantio para a produção de milho verde
(Fonte: SANS et al. citados por PEREIRA FILHO & CRUZ (1993), adaptado por Embrapa)


Além disso, tenha em mente que, em geral, a duração média de cada ciclo é esta:

  • Superprecoce: Ciclo menor que 120 dias
  • Precoce: Ciclo entre 120 e 130 dias
  • Normais: Acima de 130 dias

Milho precoce: vantagens e desvantagens

Vantagens

  • Redução dos riscos de estresses
  • Menor pressão de doenças
  • Redução dos riscos com variabilidade do clima
  • Escalonamento da colheita
  • Possibilidade do plantio subsequente de outra cultura
  • Cobertura do solo
  • Aumento da janela de plantio

Desvantagens

Com a redução do ciclo do cultivo, a principal desvantagem do milho precoce é que a cultura frente à uma condição climática adversa apresenta um curto período de tempo para se recuperar.

Até por isso, o milho precoce exige alta necessidade de manejo e adubação.

De modo geral, as vantagens e desvantagens do milho primeira e segunda safra são bem parecidas!

Cabe ao engenheiro(a) agrônomo(a) responsável juntamente com o empresário rural estabelecer qual a melhor estratégia para o sucesso da lavoura!

Diferentes híbridos de milho precoce

Para o sucesso de sua lavoura, tanto em primeira quanto em segunda safra, a palavra-chave é planejamento.

Analise qual o melhor híbrido para sua fazenda e não se esqueça de pensar na safra subsequente. Para te ajudar, abaixo separei alguns híbridos de milho precoce disponíveis no mercado:

DKB 360 PRO3

É um híbrido de milho precoce, com excelente performance em todos os ambientes de produção.

Tem excelente potencial produtivo, alta qualidade de grãos com boa tolerância a grãos ardidos. Também possui tolerância à cercóspora e à mancha branca.

DKB 363 PRO3

É um híbrido de milho precoce com ampla adaptação e alto teto produtivo. Possui uniformidade de espigas e alta sanidade.

Além disso, apresenta excelente resposta no manejo fertilidade e de fungicidas. Tolerante à mancha branca e polysora.

2B688PW

Possui precocidade, com excelente qualidade bromatológica da silagem e estabilidade com potencial produtivo e qualidade de colmo.

2A510PW

Possui precocidade, alto potencial produtivo com boa uniformidade e padrão de espiga. Além disso, apresenta grande sanidade foliar.

Defender Viptera

Possui precocidade com estabilidade, ampla adaptabilidade e alto potencial produtivo. Possui boa tolerância a doenças foliares e colmo, além de alta qualidade de grãos.

Contribuindo para o manejo de plantas daninhas, é tolerante aos herbicidas:

  • Callisto + Primóleo (0,25 + 3,0 L/ha);
  • Nicosulfuron + atrazina (0,5 + 3,0 L/ha);
  • Tembotriona + atrazina (0,24 + 2,0 L/ha).

Supremo

Elevado potencial produtivo e precocidade com estabilidade. Boa resposta a manejo, ampla adaptação e alta qualidade de grãos. O Supremo possui baixo fator de reprodução de nematoides.

Milho Precoce: outras dicas para uma estratégia de sucesso

Realizar um planejamento adequado é fundamental para maior lucratividade, principalmente no milho safrinha, onde a cultura pode ficar exposta a condições adversas.

Por isso, a escolha da cultivar e de algumas técnicas de manejo são essenciais para plantar milho precoce com segurança.

Além dos cuidados no momento da semeadura, para o sucesso de sua lavoura não deixe de ter atenção com:

Tratamento de sementes

Essa técnica é uma forte aliada para o estabelecimento do estande adequado da lavoura, principalmente em condições adversas.

Um tratamento de sementes de milho de qualidade reflete em maior produtividade.

milho-precoce

(Fonte: Blog do Aegro)

Residual de herbicidas

Esse ponto é muito importante! Antes de realizar o plantio do milho, observe quais herbicidas foram utilizados para o manejo da cultura anterior.

Alguns herbicidas podem apresentar efeito residual, influenciando no estabelecimento da cultura.

Manejo da cultura

Em cultivos de ciclo precoce, fique atento aos manejos! Eles são fundamentais para garantir alta produtividade.

Primeiro realize a análise de solo em sua fazenda, em seguida efetue a adubação!

Lembre-se: faça o manejo preventivo de pragas e doenças!

Além do controle de plantas daninhas, que podem influenciar negativamente na sua lucratividade.

Rotação de culturas

Planeje a rotação de culturas de sua propriedade e a realize de modo correto!

Assim, este manejo será benéfico para sua lavoura a pequeno, médio e longo prazo!

Colheita

O momento da colheita é planejado no plantio. Evite períodos chuvosos para que, principalmente, a colheita do milho não influencie a semeadura da cultura subsequente.

planilha de planejamento da safra de milho

Conclusão

Neste artigo vimos o que são híbridos precoces de milho e quais as principais vantagens e desvantagens.

Mostramos os principais híbridos de milho precoce disponíveis no mercado.

Você também conferiu a importância do manejo em híbridos de milho precoce e algumas dicas para melhorá-lo na lavoura.

Espero que com essas dicas você alcance ainda mais sucesso em sua empresa rural!

>>Leia mais:

Como escolher as variedades de milho mais produtivas para sua lavoura

“O que esperar do milho safrinha em 2021?”

“O que é e por que adotar o sistema de combinação de híbridos”

“Safra de milho: conheça as previsões para 2022/23”

Você utiliza milho precoce? Realiza o manejo adequado? Deixe seu comentário! 

5 dicas para o plantio de algodão de alta produtividade

Plantio de algodão: Pré-plantio, manejo de solo, escolha da variedade e outros pontos importantes para alcançar altas produtividades.

O Brasil é o 5º maior produtor de algodão do mundo, com colheita estimada em 2,7 milhões de toneladas de pluma apenas nesta safra.

Nas últimas safras, também vimos um aumento de área bem significativo desta cultura.

Para alcançar altas produtividades e se manter entre os maiores produtores de algodão do mundo, o plantio requer uma atenção especial.

Confira as 5 dicas que separamos para te ajudar a ter mais sucesso em sua produção de algodão. 

1ª dica: Cuidados com a área e rotação de culturas no plantio de algodão

Para obter sucesso em sua lavoura, dê preferência por áreas planas, de fácil mecanização e com boa drenagem. 

A rotação de culturas em seu pré-plantio ajuda na melhor estruturação do solo e, consequentemente, melhor drenagem. Essa técnica também irá auxiliar a reduzir os custos com pragas e doenças da cultura.

Para fazer a rotação, opte por espécies de fácil condução e alta produção de matéria seca. Mas fique atento se a espécie escolhida não é hospedeira de pragas, doenças e nematoides.

Se você ainda não realiza a rotação, tente utilizar esse manejo em uma parte de sua área.

Tenho certeza que na safra seguinte você irá ampliar sua utilização, pois a rotação de culturas auxilia na “saúde” de sua área.

Temos algumas matérias que podem te ajudar nesta escolha de espécies para rotação:

2ª: Plante no limpo

As plântulas de algodão são muito sensíveis à competição. Por isso, o estabelecimento da cultura deve ocorrer no limpo, ou seja, sem a presença de plantas daninhas.

Nos primeiros 80 dias após a semeadura, até um pequeno número de plantas daninhas pode afetar o crescimento e consequentemente a produtividade.

plantio de algodão

(Fonte: Grupo Cultivar)

Entretanto, a cultura deve estar “no limpo” durante todo o ciclo, pois a qualidade do produto final é muito importante.

Mas, em quais momentos posso aplicar herbicidas sem ocasionar danos? Veja: 

  • Pré-plantio;
  • Pré-emergência da cultura;
  • Pós-emergência da cultura;
  • Dessecação de plantas.

Para saber qual o melhor herbicida, conheça as plantas daninhas presentes em sua lavoura e não deixe de realizar um planejamento com seu consultor!

3ª: Preparo do solo para plantio de algodão

Devido à maior permanência da umidade, normalmente os solos médios a argilosos permitem que a cultura mostre seus melhores resultados.

Contudo, as boas práticas são fundamentais para o sucesso de lavoura. Por isso, realize uma análise de seu solo.

Os solos escolhidos para implantação da cultura devem apresentar características físicas, químicas e biológicas favoráveis ao algodoeiro.

Caso seu solo apresente alguma limitação física, por exemplo, faça a correção prévia antes do plantio do algodão.

Não semeie em solos compactados e mal drenados: a cultura do algodão é altamente suscetível. A mesma dica vale para solos com limitações químicas ou biológicas.

Fique atento: o algodoeiro é muito sensível à acidez do solo. Realize o manejo conforme a necessidade de seu solo.

Caso seja necessário e possível, a correção do solo deve iniciar 3 meses antes do plantio.

manejo plantio de algodão

Manejo do solo para plantio de algodão
(Fonte: AMIPA)

>>Leia mais: “6 funcionalidades do Aegro que vão te ajudar durante o plantio

Adubação 

Para o algodão, a adubação pode ocorrer em diferentes momentos para suprir as necessidades da cultura. Na semeadura, ocorre normalmente no sulco.

A recomendação de macro e micronutrientes acontece em função da análise de solo.

Porém, a recomendação para nitrogênio é baseada na produtividade esperada e no histórico da área.

Caso seja necessário, pode ser realizada a adubação de cobertura de forma única ou parcelada.

Assim, as coberturas devem ser realizadas:

1ª – Entre 30 e 35 dias após a emergência;

2ª – Entre 20 e 30 dias após a primeira.

Alguns produtores ainda utilizam aplicações aos 80 dias após a emergência, mas fique atento, pois esta aplicação pode ocasionar danos à cultura.

Baixe a planilha gratuita de cálculo da produtividade de algodão!

4ª dica: Variedades, espaçamento e época de semeadura

Variedades do plantio de algodão

Opte por variedades tolerantes a pragas e doenças, nematoides e herbicidas, e, principalmente, com alto potencial produtivo.

A escolha da semente pode influenciar diretamente no estabelecimento da cultura. Escolha sementes que tenham boa adaptabilidade em sua região e opte pela diversificação de variedades em sua propriedade!

Antes de iniciar a semeadura, realize um teste de emergência em um canteiro da fazenda.

Algumas variedades de algodão disponíveis no mercado para sua safra são:

  • BRS 187 8H;
  • BRS 371 RF;
  • TMG 81 WS;
  • TMG 62 RF;
  • IAC 24;
  • IAC 25 RMD;
  • DP 1536 B2RF.

Para mais opções, confira o portfólio das empresas. 

Espaçamento

Quanto maior o número de plantas em uma mesma área, maior será a competição entre elas, tanto por água quanto por luz e nutrientes.

Mas como escolher o melhor espaçamento?

O melhor espaçamento é aquele em que a planta tem ótimo aproveitamento e pode expressar suas melhores características. Para o plantio de algodão, geralmente, são indicados:

  • Espaçamento entre fileiras de 0,76 m a 0,90 m; 
  • Optando pelo cultivo adensado, o espaçamento muda para 0,45-0,50 m;
  • Densidade de 8 m² a 10 plantas por m².

Caso você opte por variedades que apresentam porte mais elevado, a densidade não deve ser maior que 8 plantas por m².

Lembrando: maiores densidades são indicadas para variedades de menor porte e para solos arenosos.

Época de plantio

A época de plantio deve ser determinada, principalmente, pelo zoneamento e regime de chuvas regionais.

Quando escolhida sem planejamento, pode acarretar em perdas de produtividade.

produtividade algodoeiro Fundação MT

Produtividade do algodoeiro em função da localidade e época de semeadura
(Fonte: Fundação MT)

Pode-se realizar o plantio do algodão em “época normal” ou “safrinha”, dependendo do tipo de sistema realizado na propriedade.

Na chamada semeadura em época normal, é realizada apenas uma safra por ano. Neste sistema, a produção de algodão pode expressar sua máxima produtividade.

Já a semeadura safrinha, que ocorre após a colheita da soja, normalmente se inicia em fevereiro – ou assim que possível.

Na prática, para garantir um estabelecimento adequado do estande: 

  • Regule seu maquinário antes de iniciar a semeadura;
  • Utilize sementes de alta qualidade;
  • Semeie na época adequada: com temperatura e umidade ótimas;
  • Observe se a profundidade está uniforme no momento do plantio.

5ª: Custos e planejamento do plantio de algodão

O Imea aponta que o custo do algodão para o mês de outubro em Mato Grosso, para a safra 2019/20, aumentou em relação à safra 2018/19 para os custos variáveis e operacionais, os quais tiveram um crescimento de 5,80% e 5,70%, respectivamente. 

Os principais fatores do aumento dos custos se deram em virtude de:

  • Alta do dólar;
  • Despesas com macronutrientes e fungicidas, que tiveram um avanço anual de 12,00% e 9,70% respectivamente;
  • Mão de obra do trabalhador rural, pois boa parte da remuneração é paga em sacas de soja, oleaginosa que teve uma valorização nos preços.  

Para conseguir ter rentabilidade mesmo com esses custos, o planejamento é muito importante na empresa rural e deve ser realizado em todas as etapas, inclusive no plantio de algodão.

Planejando as suas atividades, você pode conhecer quais são seus principais custos. Isso auxilia sua tomada de decisão, do plantio à comercialização.

Por isso, é fundamental que você tenha todas as informações de sua lavoura registradas.

Como sabemos, o algodão é uma cultura que envolve muito investimento, sendo considerada uma das culturas mais “caras”. Assim, qualquer detalhe pode fazer muita diferença em sua rentabilidade!

Com o Aegro você consegue ter acesso a todos seus custos a qualquer momento e com segurança. Dados ilustrativos.

Conclusão

O plantio do algodão é de extrema importância para o sucesso dessa cultura de custo tão elevado.

Mostramos neste artigo algumas dicas para te auxiliar nessa etapa, desde o pré-plantio à emergência da cultura.

Espero que com essas informações, você consiga realizar o plantio de seu algodão e alcançar altas produtividades. Boa safra!

>> Leia mais:

“Como evitar e combater a mela do algodoeiro na sua lavoura”

Como você realiza o plantio de algodão em sua lavoura? Ficou com alguma dúvida? Deixe seu comentário!

Silos para grãos: vender ou guardar sua produção?

Silos para grãos: Quando vale a pena armazenar a produção, diferentes tipos de silos e seus custos.

Começa a safra, seu planejamento e começam também as dúvidas.

Uma das mais importantes é sobre o final dela: devo vender a minha produção ou armazená-la em silos?

As duas opções podem resultar em ganhos ou em perdas na rentabilidade.

Neste artigo, vamos mostrar as vantagens e desvantagens do armazenamento em silos para grãos, diferentes tipos e seus custos para que você tome a melhor decisão. Confira!

Armazenar ou vender os grãos?

O momento mais importante após a colheita é a comercialização. Todos pensam em vender seus grãos por um bom preço, mas qual seria o ponto-chave para maior rentabilidade? Planejamento!

Traçar uma estratégia de comercialização é fundamental para obter mais lucratividade.

Desde o momento da semeadura, você já deve pensar qual o melhor momento para vender seus grãos.

Para isso, a dica é colocar todos os custos de armazenamento na ponta do lápis.

Outro ponto importante é acompanhar o cenário econômico do Brasil e dos países produtores de grãos. Esse fato irá interferir diretamente no preço de venda, então fique atento.

Você pode ainda contar com a ajuda de um consultor que, analisando o mercado, pode te indicar qual o melhor momento para a venda.

Como já falamos aqui no Blog do Aegro, investir em diferentes modalidades de comercialização, de forma planejada, diminui riscos e aumenta as chances de uma venda rentável.

Mas observe com cautela quais modalidades se encaixam em seu perfil! Sobre isso, vamos falar mais a seguir.

silos para grãos

(Fonte: Bio Rural)

Armazenamento: silos para grãos

O armazenamento correto de seus grãos pode se refletir em maior lucratividade!

Mas antes de tomar essa decisão, você deve observar a situação atual de sua empresa rural

Você tem estrutura para armazenar seus grãos ou é parceiro de alguma cooperativa, por exemplo? 

O armazenamento deve ser planejado e está diretamente ligado à gestão de sua propriedade. 

Afinal de contas, não podemos perder uma boa safra no armazenamento!

Para planejar o armazenamento, conhecer as opções de mercados e custos dos silos é muito importante!

Por isso, abaixo vamos mostrar algumas opções para armazenamento de seus grãos e seus custos.

Tipos de silos para grãos e seus custos

Existem diversas formas de armazenar seus grãos. E, utilizando uma estrutura de qualidade, você terá mais tranquilidade para vender seus grãos.

Além disso, investindo em silos para armazenamento, você economiza com transporte e pode vender seus grãos na entressafra, o que se traduz em ganhos de até 55%!

YouTube video player

Silos metálicos

São fabricados em aço e construídos por empresas especializadas, com tempo médio de 6 meses para entrega – considerando um tamanho médio, com capacidade de 100 mil sacas.

Esses silos podem conservar seus grãos por aproximadamente um ano, não influenciando na qualidade do grão.

Possuem custo médio de R$ 2 milhões (fora os gastos com a base de concreto, que podem variar).

A durabilidade muda conforme as condições ambientais. As empresas citam por volta de 30 anos!

Silos bolsas

Essa opção é para quem busca uma solução rápida e com custo um pouco mais baixo.

Esse tipo de silo também é fabricado por empresas especializadas e o tempo de entrega normalmente é de algumas semanas.

Possui capacidade de 180t a 250 toneladas em cada bolsa. Os grãos podem ficar armazenados por até 18 meses.

Contudo, realize todos os cuidados necessários para evitar problemas com doenças.

O custo médio por bolsa é de R$ 1.500.

Apesar do baixo custo, o material tem uma durabilidade de apenas 18 meses após a armazenagem dos grãos.

Caso opte por esse tipo de silo, será necessária a utilização de uma máquina extratora de grãos, além de uma ensiladora ou embutidora.

Nesse caso, para diminuir os custos, você pode solicitar o serviço de empresas terceirizadas.

silos bolsas

(Fonte: Brasilagro)

Silo de concreto

Esse tipo de silo vem ganhando mercado principalmente nas regiões produtoras de milho e arroz!

São construídos com a supervisão de um especialista. A mão de obra pode ser contratada por você e a construção dura em média 20 dias.

Com uma capacidade de cerca de 1.800 toneladas e um custo médio de R$ 360 mil.

Quando armazenados nestes silos, em condições ideais, os grãos podem manter sua qualidade por até quatro safras. Além disso, eles têm alta resistência e durabilidade.

Contudo, antes de optar por este tipo de silo para grãos, planeje bem quais culturas pretende semear nas próximas safras!

Silos de alvenaria

Esse tipo de silo é bastante resistente, mas demanda manutenção periódica.

O tempo de construção depende muito do tamanho. Um silo pequeno (de até 600 sacas), por exemplo, leva em média uma semana para ficar pronto.

Fique atento, pois quanto menor o silo, maior é a manutenção da qualidade do grão! 

Em média, o tempo indicado para armazenagem para esse tipo de grão é de apenas um ano.

O custo varia de acordo com a região, ficando em torno de R$ 27 mil!

Se você optar por construir um destes silos em sua fazenda, confira a Instrução Normativa nº 15, do MAPA, de 09 de junho de 2004, pois seus grãos devem ser armazenados em condições ideais, conforme os padrões de comercialização.

silos para grãos

(Fonte: Cooperagri)

Silos para grãos: Armazenamento em cooperativas

Outra opção bastante utilizada por produtores é o armazenamento em conjunto nas cooperativas.

Atualmente, elas são responsáveis por 25% da capacidade estática de armazenagem no país.

Antes de optar por essa modalidade de armazenamento, observe pontos como:

  • Localização (tanto da cooperativa quanto de sua propriedade);
  • Acordos firmados para os cooperados;
  • Benefícios;
  • Obrigações;
  • Custo (transporte, taxas…).
armazenamento de silos

(Fonte: Globo Rural)

Silos para grãos: Qual escolher?

Após observar algumas das opções de silos disponíveis, é comum ter dúvidas sobre qual escolher.

Como vimos acima, existem diversos tipos de silos para grãos, com diferentes custos e especificidades.

Na hora de decidir qual silo utilizar ou implantar em sua propriedade, leve em consideração:

1. Gestão da propriedade

Quais grãos você costuma cultivar e quais pretende armazenar nesta safra e nas próximas?

Além disso, mantenha o registros das áreas colhidas, quantidade de cada uma delas e para onde foi cada produção.

aegro

Exemplo de gestão da colheita dentro do software agrícola Aegro.

2. Custo

Compare o custo de transporte de seus grãos. Observe também quais seriam seus custos caso resolva armazenar os grãos em silos de terceiros ou cooperativas. 

Além disso, leve em conta seus custos durante o armazenamento.

3. Planeje a safra

Planejando a semeadura, você consegue colher seus grãos em épocas diferentes, podendo planejar a logística de uso de seu silo. Além disso, sempre estime sua produtividade.

4. Manutenção do silo para grãos

Observe se o silo escolhido necessita de manutenção por profissionais especializados e quanto isso costuma custar.

Atenção! Antes de armazenar, lembre-se de verificar a umidade da massa de grãos. O processo de secagem é essencial para a manutenção da qualidade de seu produto.

>> Leia mais: “Entenda os diferentes métodos de amostragem de grãos e como eles podem impactar a comercialização da sua safra”

Conclusão

Após uma boa safra, escolher o momento certo para a comercialização é fundamental.

Neste artigo, você conferiu algumas dicas para definir se é melhor vender a produção logo após a colheita ou se armazenar é a melhor opção.

Mostramos os principais tipos de silos para grãos e os custos envolvidos na construção ou utilização de um silo terceirizado.

Espero que com essas informações, você consiga traçar estratégias para uma comercialização mais rentável.

>> Leia mais:
Secagem de grãos de milho: Quando vale a pena e como aprimorá-la
Secagem do arroz: tudo sobre esse processo
Qual o teor de umidade de armazenamento da soja?

Você realiza o armazenamento em silos para grãos ou vende logo após a colheita? Esperamos que este texto tenha sido útil para você. Assine nossa newsletter para receber nossos artigos em seu e-mail!

Soja precoce: entenda mais sobre e escolha sua cultivar

Soja precoce: Qual melhor grupo de maturação para sua área, diferentes tecnologias e outras dicas para o sucesso da lavoura.

Soja precoce é muito utilizada quando queremos fazer o milho safrinha, ou mesmo para tentar escapar da ferrugem-asiática.

Porém, quanto menor o ciclo do cultivo, menor sua capacidade de recuperação após a ocorrência de problemas.  

Por isso, a escolha da cultivar e algumas técnicas de manejo são essenciais para plantar soja precoce com segurança. 

Neste artigo, mostraremos algumas cultivares que você pode usar na lavoura e 7 dicas para melhorar sua produtividade. Confira!

Soja precoce: grupos de maturação

A soja precoce nada mais é que cultivares que se desenvolvem em um menor período de tempo.

Na prática, são materiais que possuem um ciclo entre plantio e colheita menor quando comparados com outros.

As cultivares de ciclo precoce permitem uma colheita antecipada mantendo a qualidade dos grãos!

Mas, no momento da escolha, é preciso se atentar, pois uma mesma cultivar pode apresentar uma variação de 10 a 12 dias em seu ciclo de uma região para a outra.

Porém, com o lançamento de muitas cultivares, características novas foram surgindo e o termo “precoce” acabou ficando muito generalista e confundindo muitos produtores.

Assim, as cultivares de soja chamadas de ciclo super-precoce, precoce, semi-precoce, médio e tardio vêm sendo substituídas pelos “grupos de maturação”.

Mas, para você não ficar na dúvida, abaixo mostramos o que ciclo precoce, por exemplo, corresponde na tabela de grupos de maturação:

  • Número abaixo de 6.0: super-precoces
  • Número entre: 6.0 a 6.5: precoces
  • Números próximos de 7.0: ciclo normal
  • Até o número próximo ou igual a 10: tardias

De acordo com pesquisadores, essa nova nomenclatura ajuda a escolher as cultivares com melhor adaptação para cada região.

soja precoce

(Fonte: Monsoy)

Olhando o mapa, você consegue visualizar qual o grupo de maturação indicado para sua fazenda. Para isso, é levado em conta o fotoperíodo de cada região.

Em seguida, é só consultar na descrição de sua cultivar se o grupo de maturação que ela pertence é indicada para sua região!

Mas você quer entender na prática como isso funciona? 

Abaixo vamos mostrar algumas cultivares de ciclo precoce e você pode observar isso na descrição da cultivar!

Diferentes cultivares de soja precoce

A chave para o sucesso de sua lavoura é o planejamento. E planejar e analisar qual é a melhor cultivar para sua fazenda é essencial!

Planeje sua semeadura de soja pensando na segunda safra.

E não se esqueça: opte sempre por sementes certificadas, que tem qualidade garantida.

Para te ajudar, abaixo separamos algumas cultivares de soja precoce.

BRASMAX GARRA IPRO (63I64RSF IPRO)

É uma cultivar de soja precoce, que permite a antecipação de semeadura, ampliando a janela de plantio para a segunda safra.

Tem excelente potencial produtivo, inclusive em áreas com incidência a Phytophthora.

Além disso, é tolerante a sulfonilureias, contribuindo para o manejo de plantas daninhas.

Como podemos observar na tabela abaixo, algumas empresas, como a Brasmax, ainda disponibilizam ao produtor as duas nomenclaturas “ciclo precoce” e “grupo de maturação”.

soja precoce

(Fonte: Sementes Maua)

BS 2606 IPRO

É uma cultivar precoce, com grande agressividade radicular, o que possibilita tolerância a períodos de estresse hídrico.

Possui alto potencial produtivo e tolerância ao complexo de podridões radiculares.

NA 5909 RG

Possui alta estabilidade em diferentes ambientes, possibilidade de escalonamento de plantio.

Precocidade e alta produtividade. Além disso, possui uma arquitetura favorável ao controle de doenças.

soja precoce

(Fonte: Nidera)

M5917 IPRO

Possui precocidade com alto teto e ciclo excelente para regiões de safrinha, além de estabilidade produtiva.

Registra melhor desempenho nos ambientes de maior potencial produtivo e tem resistência ao acamamento.

Mostramos aqui, algumas variedades e seus pontos fortes! Para mais opções confira o portfólio das empresas!

Soja precoce: 7 dicas para o sucesso da lavoura

Cultivares precoces são bastante exigentes e o manejo é fundamental, principalmente porque essas plantas possuem pouco tempo para absorção e produção de grãos de qualidade.

Vamos mostrar aqui, algumas dicas para você alcançar altas produtividades.

1º Dica: Realize o tratamento de suas sementes

Essa técnica é forte aliada para o estabelecimento do estande adequado da lavoura, refletindo, é claro, em maior produtividade média.

Antes de escolher quais produtos utilizar, tenha em mãos o histórico da área.

2º Dica: Inoculação de sementes

A utilização de inoculantes reduz a necessidade de fertilizantes químicos, particularmente os fertilizantes nitrogenados.

Além disso, pode aumentar em até 15% a produtividade da soja.

3º Dica: Época de semeadura da soja precoce

Observe as indicações da cultivar escolhida e planeje sua semeadura pensando na segunda safra (como o plantio de milho, por exemplo).

Planejamento é fundamental para o sucesso de sua safra!

4º Dica: Adubação

Realize a análise de solos de sua propriedade para definir a adubação. Não economize aqui. Uma boa adubação irá refletir diretamente em seu rendimento.

5º Dica: Manejo de pragas e doenças

Realize o manejo preventivo e o acompanhamento regular de pragas e doenças.

Qualquer descuido poderá acarretar na perda de produtividade. Utilize manejos alternativos!

6º Dica: Manejo de plantas daninhas

Realize o manejo de plantas daninhas com herbicidas pré e pós-emergentes.

Cuidado com herbicidas que possuam residuais. Eles podem influenciar negativamente a emergência da cultura.

7º Dica: Colheita

Realize o planejamento da colheita de forma que não influencie a semeadura de milho.

(Fonte: Revista Globo Rural)

planilha de produtividade da soja

Conclusão

Neste artigo vimos o que são cultivares precoces de soja e quais as alterações na nomenclatura.

Mostramos as principais variedades de soja precoce disponíveis no mercado.

Você conferiu a importância do manejo em cultivares de soja precoce e algumas dicas para melhorá-lo na lavoura.

Espero que com essas dicas você alcance ainda mais sucesso em sua empresa rural!

>> Leia mais:

“O que é e por que adotar o sistema de combinação de híbridos”

Você utiliza soja precoce? Realiza o manejo adequado? Deixe seu comentário!

Consultoria contábil para o agronegócio: 5 dicas para ganhar mais espaço e crescer

Consultoria contábil: Como impulsionar o serviço prestado e as ferramentas que facilitam o trabalho com a empresa rural.

A contabilidade é fundamental para o sucesso da fazenda, e é por isso que as consultorias contábeis tendem a crescer nesse ramo.

A necessidade de desenvolvimento dos negócios rurais, juntamente com a competição cada vez mais acirrada do mercado, contribuem para que isso ocorra.

Neste artigo, vamos mostrar algumas dicas de como a consultoria contábil pode ser realizada de forma descomplicada.

Mostramos também como consultores e produtores podem crescer trabalhando juntos! Confira!

5 dicas para ganhar mais espaço em sua consultoria contábil

1ª dica: Ofereça mais do que apenas serviços de preparação de impostos 

Que o Brasil é “campeão” de impostos, todo mundo sabe. Isso representa uma grande oportunidade de mercado para os contadores especializados em ajudar os produtores.

O desafio é fazer com que seus clientes escolham uma consultoria contábil em vez de um negócio tributário ou mesmo fazer por conta própria.

Por isso, ofereça mais do que apenas serviços de prestação de impostos. Auxilie na gestão financeira como um todo, desde o controle de estoque até o fluxo de caixa.

Com isso, a construção de uma relação de confiança fica mais fácil e até mesmo o trabalho tributário se torna menos confuso.

consultoria contábil

(Fonte: Freepik)

2ª: Rede para encontrar novos clientes

No coração de um negócio em crescimento, existem fortes relacionamentos. Antes de poder construir relacionamentos com novos clientes, você precisa fazer uma rede para encontrá-los. 

Quanto tempo você deve gastar em rede depende da rapidez com que deseja ver o crescimento. 

No passado, existiam sites de mídia social para conectar indivíduos. Hoje eles são usados ​​em parte para uma finalidade diferente: publicidade. 

Sites de mídia social como Facebook e Instagram apresentam oportunidades incríveis de marketing para micro e pequenas empresas de contabilidade que não têm um orçamento enorme para marketing. 

Os líderes dessas empresas de consultoria devem aproveitar as oportunidades de marketing gratuitas (ou quase gratuitas) oferecidas pela mídia social. 

Impressionantes 94% dos compradores de B2B (empresa para empresa) realizam pesquisas online antes de tomar uma decisão de compra. Segundo LaFollette, do CPA.com, essa tendência continuará.

“Os clientes vão cada vez mais comprar e selecionar profissionais com base exclusivamente na presença digital desse profissional, tornando sua ‘marca digital’ e ‘pegada digital’ cada vez mais importantes”, diz ele. 

“Se a sua empresa não está à altura ou à frente da indústria – 57% estão no LinkedIn, 50% estão no Facebook, 22% no Twitter e 15% no blog -, é hora de estabelecer uma presença. A chave é ser ativo, útil e genuíno”, reforça.

3ª: Estratégia

Tomada de decisão estratégica e execução com base em dados financeiros são fundamentais para qualquer empresa.

Os dados financeiros são essenciais para fins orçamentários e fiscais e são necessários para a tomada e execução estratégicas de decisões. 

Aquisições, investimentos e outras compras estratégicas devem ser feitas apenas com base em bons dados financeiros. E as consequências podem ser devastadoras para as empresas que não o fazem.

Além de mostrar ao produtor os recursos que ele pode investir para expandir sua empresa rural, os departamentos de contabilidade bem-sucedidos analisarão as finanças da empresa em busca de oportunidades para reduzir custos e liberar ainda mais recursos para oportunidades de crescimento. 

As decisões estratégicas devem sempre ser tomadas com muito cuidado, com base em informações financeiras históricas e atualizadas.

Ao combinar dados históricos e atuais, você pode criar fortes preditores de desempenho e tendências futuras.

4ª dica: Realize o controle financeiro de seu cliente de novas formas

Com esse gerenciamento feito de maneira correta, produtor e consultor conseguem visualizar exatamente tudo que foi gasto ou investido. 

Mas o controle da parte financeira qualquer consultor pode oferecer. O controle financeiro de forma centralizada, fácil, simples do cliente entender, não é qualquer um.

Invista em planilhas dinâmicas ou softwares para construir essa diferenciação. Assim, é mais fácil visualizar onde está sendo empregada a maior parte dos recursos, reduzir gastos, planejar investimentos. 

Desta forma você também pode planejar e indicar qual o melhor caminho para cada empresa rural de maneira individualizada.

5ª: Ferramentas para auxiliar na consultoria contábil

Lauren Clemmer, diretora executiva da Association for Accounting Marketing, reforça que, assim como impactou todos os outros setores, a tecnologia é cada vez mais forte na contabilidade.

“A tecnologia não substituirá pessoas e relacionamentos. De fato, isso tornará o trabalho das pessoas mais importante porque elas precisam traduzir os dados que a tecnologia pode calcular, ajudando seus clientes a entender como esses números se aplicam aos seus negócios. A chave é identificar oportunidades e articular como a empresa pode ajudar o cliente a aproveitar essas oportunidades”, diz.

Ela recomenda que as empresas adotem a tecnologia certa para suas necessidades e, em particular, entendam a web e o papel das mídias sociais.

A era digital substituiu o papel por ferramentas digitais!

O Excel é considerado importante por qualquer consultor contábil. Além disso, o certificado digital também pode ser um ótimo aliado, pois é possível assinar contratos digitalmente, com validade legal em qualquer local!

Outra ferramenta interessante é o Farejador, que está conectado à Secretaria da Fazenda. Essa ferramenta permite saber quem emitiu a CTe ou uma NFe e pode armazenar arquivo em nuvem.

Já se você quer centralizar as informações das fazendas atendidas e possuir o histórico de informações para realizar um controle eficiente, o Aegro pode te ajudar.

Com o Aegro, consultor e produtor conseguem visualizar as informações da propriedade na palma da mão! Isso facilita a comunicação e a tomada de decisão.

consultoria contábil

Você pode começar uma gestão bem-sucedida na sua fazenda agora mesmo utilizando o Aegro

Consultoria contábil: Importância para a fazenda

A consultoria contábil é uma prestação de serviço que vai muito além do tradicional serviço contábil e financeiro. Ela é responsável pelo controle de folha de pagamento, demonstrativos de fluxo de caixa e apuração de impostos (carga tributária) também.

De modo geral, a consultoria funciona pela identificação e detalhamento da situação atual da empresa rural. E, em seguida, é realizada uma assessoria contábil.

A consultoria contábil traz benefícios tanto para produtor quanto para consultores.

O produtor rural tem a segurança de ter um profissional especializado auxiliando na tomada de decisões, com relatórios sobre o andamento da empresa rural e possíveis mudanças para atingir maior lucratividade.

Já o consultor pode expandir seus ganhos com o serviço de consultoria, oferecendo mais opções e alcançando maior público.

De acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, 54% dos empresários entrevistados pagariam até 20% a mais para um contador que prestasse consultoria!

Portanto, não perca esta oportunidade no meio rural e conheça agora o programa de consultores Aegro aqui e veja como começar!

fluxo de caixa Aegro

Conclusão

A consultoria contábil vem crescendo consideravelmente em empresas rurais. Neste artigo, mostramos como ganhar espaço e otimizar essa prestação de serviços na fazenda.

Vimos também algumas dicas e ferramentas para auxiliar no planejamento tributário e melhoria da empresa rural.

Espero que com essas dicas passadas aqui você possa desenvolver ainda mais sua consultoria e fortalecer a parceria com os empresários rurais!

Como vai sua consultoria contábil? Restou alguma dúvida? Adoraria ver seu comentário abaixo!


Todas as orientações para tratamento de sementes de soja

Tratamento de sementes de soja: Opções de produtos para diferentes pragas, como fazer o tratamento na fazenda e outras dicas para assegurar altas produtividades!

O tratamento de sementes é uma prática que vem sendo utilizada por um número cada vez maior de sojicultores.

Essa técnica é forte aliada para o estabelecimento do estande adequado da lavoura, refletindo, é claro, em maior produtividade.

Mas você sabe quais os principais cuidados para realizar essa técnica com sucesso em sua área?

Confira neste artigo dicas para que o tratamento de sementes de soja seja realizado de forma correta e traga melhor resultado para você!

Tratamento de sementes de soja: O que é e qual sua importância?

A produção de soja no país vem crescendo consideravelmente nos últimos anos. Deste modo, a utilização de boas práticas de manejo é fundamental para garantir altas produtividades.

O manejo correto do solo, utilização de sementes de alta qualidade, a época de semeadura e a utilização correta de herbicidas são essenciais para o sucesso de sua lavoura de soja.

Contudo, muitas vezes a semeadura da soja não é realizada em condições ótimas, comprometendo o estabelecimento da lavoura do estande inicial. Assim, é necessário muitas vezes realizar a ressemeadura.

Nessas situações, o tratamento de sementes de soja entra como um forte aliado, sendo considerado um manejo preventivo!

Mas, afinal de contas, o que é tratamento de sementes?

O tratamento de sementes é a aplicação de produtos/substâncias sobre as sementes, sejam eles defensivos químicos e/ou biológicos, que preservem o desempenho das sementes, permitindo que elas expressem seu potencial.

Essa técnica é como uma garantia adicional ao produtor, auxiliando no estabelecimento do estande inicial das plântulas, principalmente em condições adversas.

Na prática, o tratamento com produtos vai proteger a semente do contato inicial com o solo até a fase inicial de formação das plantas.

Tratamento de sementes de soja com inseticida

O primeiro passo antes de definir qual inseticida será utilizado em seu tratamento, é identificar quais as principais pragas que afetam a cultura.

Além disso, você deve se atentar a alguns fatores como:

  • Histórico da área
  • Tipo de manejo utilizado (cultivo mínimo, plantio direto)
  • Cultura anterior utilizada
  • Pragas comuns na região e na fazenda.

Com essas informações em mãos, você poderá escolher qual o melhor inseticida a ser utilizado contra o ataque dessas pragas em sua lavoura.

Isso irá proporcionar melhor manejo e minimizar o custo com produtos.

Quando for escolher seu inseticida, leve em consideração o modo de ação, espectro de controle e se o mesmo pode causar fitotoxidade à semente.

Confira as principais pragas em soja e qual inseticida você pode utilizar:

Lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus)

Inseticidas sistêmicos (por exemplo: fipronil, imidacloprido + tiodicarbe e clorantraniliprole).

Mosca-branca (Bemisia sp.): 

Inseticidas neonicotinóides. Eles podem ajudar a reduzir ou retardar o estabelecimento da praga.

Lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis):

Inseticidas sistêmicos (ex: clorantraniliprole).

Antes de escolher seu inseticida, não deixe de consultar seu engenheiro agrônomo!

Tratamentos de sementes de soja com fungicidas

As doenças são um grande problema na produção de soja, podendo diminuir consideravelmente o potencial produtivo da cultura.

Deste modo, identificar qual o melhor tratamento de sementes de soja é fundamental para garantir o estabelecimento do estande inicial e maior rentabilidade.

O primeiro passo antes de escolher qual fungicida irá utilizar é realizar a análise sanitária de sua semente.

Assim, você poderá identificar quais patógenos estão presentes em seu lote de sementes e pode escolher com precisão qual o melhor fungicida.

Quando for escolher seu fungicida, leve em consideração: modo de ação, espectro de controle e se o mesmo causa fitotoxidade à semente.

De acordo com a Embrapa Soja, combinar fungicidas sistêmicos com de contato tem sido uma excelente alternativa de controle, já que o espectro de ação da mistura é ampliado pela ação de mais produtos.

tratamento de sementes de soja

Tratamento de sementes com fungicidas: esquema do modo de ação do fungicida de contato (A) e sistêmico (B), quando aplicados isolados
(Fonte: Augusto César Pereira Goulart)

Patógenos em soja e qual fungicida você pode utilizar:

Fusarium semitectum: 

Fungicidas sistêmicos (ex: carbendazim).

Sclerotinia sclerotiorum:  

Combinação de fungicidas sistêmicos e de contato  (ex: carbendazin + thiram ou carboxin + thiram).

De acordo com Pesquisadores da Embrapa, os principais patógenos presentes em sementes de soja podem ser controlados por fungicidas do grupo dos benzimidazóis.

Dentre os fungicidas sistêmicos, carbendazin, tiofanato metílico e thiabendazole são os mais indicados para o tratamento de sementes de soja.

Entre os fungicidas de contato, captan, thiram e tolylfluanid possuem bom desempenho na emergência das sementes.

tratamento de sementes de soja

Fungicidas e doses para o tratamento de sementes de soja
(Fonte: Embrapa)

Tratamento de sementes de soja: Opções de como tratar

O tratamento de sementes pode ser realizado de duas maneiras: na fazenda, conhecido como tratamento “on farm”; ou na indústria, chamado de tratamento industrial de sementes “TIS”.

Vamos mostrar aqui um pouquinho de cada uma dessas técnicas.

6 Dicas para o tratamento na fazenda

Para você que prefere realizar o tratamento de sementes de soja em sua fazenda, vamos mostrar 6 dicas para o sucesso da operação:

1º dica:

Opte apenas por produtos registrados para a cultura da soja!

2º dica:

Dê preferência aos produtos que combinem: fungicidas e inseticidas. Contudo, observe se o princípio ativo dos produtos escolhidos controlam as principais pragas e doenças de sua região.

3º dica: 

Escolha um local adequado para tratar suas sementes longe de animais e pessoas. Utilize o equipamento de proteção individual.

4º dica: 

Use luvas sempre que manusear sementes tratadas. Os produtos utilizados apresentam alto nível de toxidade.

5º dica: 

Fique atento ao volume de calda! O indicado é que o volume de calda final não ultrapasse 600 mL/100 Kg de sementes. Isso inclui: produtos + água.

6º Dica: 

Caso utilize inoculantes, confira algumas orientações sobre essa técnica que já demos aqui no blog: “Inoculação: Todos os tipos e +7 dicas para tirar o máximo proveito dela

tratamento de sementes de soja

(Fonte: Portal do Agronegócio)

Tratamento industrial

As sementes que recebem o tratamento industrial chegam na fazenda já tratadas. A empresa utiliza-se de máquinas especiais para realizar esse tratamento.

Nesta técnica, o produtor não tem contato direto com o produto e o volume de defensivo aplicado é mais preciso!

Visualmente, já é possível observar a melhor cobertura do produto sobre a semente!

Contudo, no momento da compra, observe se os produtos aplicados na semente são realmente aqueles que você precisa!

E, principalmente, quando foi realizado o tratamento de sementes e quanto tempo essa semente ficou armazenada!

Não deixe de conversar com seu agrônomo!

Antes de iniciar a semeadura, realize um teste de emergência em um canteiro em sua propriedade.

tratamento de sementes de soja

(Fonte:Agro-sol)

Principais produtos nos tratamentos de sementes de soja

Atualmente inúmeros produtos são indicados para o tratamento de sementes de soja. Vamos mostrar aqui alguns deles!

Fortenza Duo®

 A utilização desse produto é indicado para pragas como helicoverpa, mosca-branca (Bemisia tabaci), Coró-da-soja (Liogenys fuscus), vaquinha-verde-amarela (Diabrotica speciosa), dentre outras.

É composto por dois inseticidas: ciantraniliprole e tiametoxam. Proporciona maior espectro de controle de pragas e tem efeito residual prolongado. 

Avicta Completo®  (Avicta 500FS, Maxim Advanced e Cruiser 350FS):

A utilização desse produto é indicado para nematoide das galhas (Meloidogyne incognita); nematoide das lesões (Pratylenchus brachyurus); mancha púrpura da semente (Cercospora kikuchii); podridão de esclerotinia (Sclerotinia sclerotiorum); fusariose (Fusarium pallidoroseum); coró-da-soja (Liogenys fuscus); vaquinha-verde-amarela (Diabrotica speciosa), dentre outras.

Esse produto oferece ao produtor tripla proteção. É composto por nematicida, fungicida e inseticida abamectina + fludioxonil + metalaxil-M + tiabendazol + tiametoxam, o que garante amplo espectro de controle.

Standak Top®

A utilização desse produto é indicada para antracnose (Colletotrichum dematium var. truncata); broca do colo (Elasmopalpus lignosellus); coró-da-soja (Phyllophaga cuyabana); vaquinha-verde-amarela; mancha púrpura da semente; podridão seca (Phomopsis sojae), dentre outras.

Oferece ao produtor inseticida e fungicida: fipronil + piraclostrobina + tiofanato-metílico, com a mistura de produtos de contato e sistêmico, proporcionando alto espectro de controle.

Cropstar®

A utilização deste produto é indicada para vaquinha-verde-amarela; broca do colo (Elasmopalpus lignosellus); nematoide das galhas; nematoide das lesões, entre outras.

Oferece ao produtor inseticida e nematicida: tiodicarbe + imidacloprido. Essa mistura de produtos proporciona alto espectro de controle.

Essas são algumas das muitas opções de tratamento químico com fungicidas, inseticidas e nematicidas disponíveis no mercado.

Além desses produtos comumente utilizados você pode optar em inserir em seu tratamento de sementes: 

  • Reguladores de crescimento;
  • Micronutrientes;
  • Inoculantes;
  • Revestimento de sementes e outras opções disponíveis no mercado!

Tratamento de sementes: Quanto custa?

O custo com o tratamento de sementes pode variar de acordo com a região!

De modo geral, os custos para o tratamento de sementes de soja representa de 1,5% a 3% dos custos totais.

Contudo, pelos benefícios e garantia de um bom estabelecimento da cultura, esse custo não é alto.

Antes de optar pela utilização dessa técnica, realize os cálculos de custo e verifique qual é a melhor opção para sua propriedade!

planilha de produtividade da soja

Conclusão

Neste artigo vimos a importância do tratamento de sementes de soja e como ele pode aumentar a produtividade de sua lavoura.

Você conferiu quais os tipos e tratamentos mais utilizados e os custos relacionados a essa prática. Também apresentamos orientações de como escolher o tratamento correto!

Espero que com essas dicas você alcance ainda mais sucesso em sua empresa rural!

>> Leia mais:

Soja RR: Tire suas dúvidas e consiga melhores resultados

Como escolher as melhores cultivares de soja para sua lavoura

Soja precoce: Entenda mais sobre e escolha sua cultivar

Você realiza o tratamento de sementes de soja em sua fazenda? Quer saber mais sobre o assunto? Adoraria ver seu comentário!

Inoculação: entenda seus benefícios e como fazer

Inoculação de sementes: entenda o processo, os benefícios, quais os tipos de inoculantes e conheça os cuidados necessários para obter sucesso nesta prática!

Um dos nutrientes mais demandados pelas culturas, é o nitrogênio (N). Ele é necessário para o desenvolvimento vegetativo das plantas e para suprir o teor de proteínas que os grãos precisam. Logo, uma quantidade adequada de N garante altas produções.

Uma prática simples que incrementa o teor de N de forma biológica, é a inoculação de sementes. Isso é possível graças à descoberta de algumas bactérias capazes de fixar N e deixá-lo prontamente disponível para as plantas.

Dessa forma, a inoculação elimina ou dispensa a necessidade de uso de adubos nitrogenados, proporcionando economia, além de promover ganhos de rendimento na lavoura.

Agora, vamos entender tudo sobre inoculação de sementes, quais os tipos de inoculantes e como fazer essa prática. Confira!

O que é inoculação?

Antes de falar sobre inoculação, vamos entender o que é a fixação biológica de nitrogênio (FBN). Neste processo, o nitrogênio (N2) presente na atmosfera é convertido em formas que podem ser utilizadas pelas plantas. 

O que acontece, é que as bactérias fixadoras de nitrogênio, denominadas rizóbios, possuem enzimas nitrogenases, que fazem essa reação em simbiose com algumas plantas leguminosas (família da soja, do feijão, da ervilha, entre outras).

Infelizmente, a simbiose não ocorre em todas as espécies, a principal cultura é a soja. Ela resulta na formação de estruturas especializadas nas raízes, que são os nódulos. É dentro deles que ocorre o processo de fixação do N.

Raiz de soja com a presença de nódulos, por efeito da inoculação com Bradyrhizobium sp.
(Fonte: Embrapa)

Outras espécies de bactérias capazes de fixar o N2 atmosférico já foram encontradas em associação com gramíneas como o milho, o trigo e a cana-de-açúcar

Porém, nessas plantas, não ocorre a formação de nódulos nas raízes e as quantidades de N são muito baixas. Por isso, não é possível dispensar a utilização de adubos nitrogenados na lavoura. 

Podemos entender a inoculação como o processo em que as bactérias fixadoras de nitrogênio, que são selecionadas pela pesquisa, são adicionadas às sementes antes da semeadura. O produto utilizado na inoculação é chamado de inoculante ou biofertilizante.

Os inoculantes são formulados com base biológica, ou seja, são insumos biológicos!

Eles são produzidos de acordo com protocolos estabelecidos pela Relare (Rede de Laboratórios para Recomendação, Padronização e Difusão de Tecnologia de Inoculantes Microbiológicos de Interesse Agrícola), e registrados pelo MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária).

Vamos conhecer os tipos de inoculantes utilizados para a inoculação? Acompanhe!

Principais tipos de inoculantes

Os inoculantes são insumos baratos e fáceis de serem encontrados. 

Para um microrganismo ser registrado, primeiro ele é estudado e selecionado por cientistas. Para ser usado em um inoculante comercial, a empresa deve obter a cepa registrada e recomendada a partir de um banco de germoplasma homologado.

O MAPA disponibiliza uma lista com microrganismos e cepas registrados e autorizados para produção de inoculantes para cada cultura. Esta lista é atualizada periodicamente. A seguir, vamos ver algumas espécies autorizadas:

  • Soja: Bradyrhizobium japonicum e Bradyrhizobium elkanii;
  • Feijão: Rhizobium tropici;
  • Ervilha e lentilha: Rhizobium leguminosarum bv. viceae;
  • Trigo, milho e arroz: Azospirillum brasilense;

Bradyrhizobium sp., Rhizobium sp. e Azospirillum:

Bradyrhizobium é o gênero de bactéria mais utilizado em inoculação. Cerca de 80% dos inoculantes utilizados na agricultura brasileira são à base de espécies de Bradyrhizobium

Como vimos na lista acima, é amplamente utilizada na cultura da soja, mas também pode ser usada para feijão-caupi.

Já as bactérias do gênero Azospirillum são menos empregadas, representando 10% dos inoculantes produzidos. Elas fazem a  fixação biológica do nitrogênio em gramíneas (embora em baixas quantidades), como milho, trigo, arroz e também cana-de-açúcar.

Além de fixar nitrogênio, os Azospirillum também são conhecidos por produzirem hormônios vegetais que estimulam o crescimento das raízes de diversas espécies de plantas. 

As demais espécies e cepas disponíveis, como Sinorhizobium sp., Mesorhizobium sp., Nitrospirillum amazonense e Rhizobium sp., correspondem a 10% dos inoculantes produzidos. 

O gênero Rhizobium sp. é amplamente utilizado em feijão, mas também pode ser empregado em outras culturas, como lentilha e ervilha.

Benefícios da inoculação

A utilização de inoculantes melhora o desempenho da cultura em associação. Por isso, além do incremento no rendimento, está associado com os seguintes aspectos:

  • Produção de hormônios promotores de crescimento das plantas;
  • maior resistência aos estresses ambientais (planta mais vigorosa e saudável);
  • maior eficiência na absorção de água e nutrientes;
  • redução do custo de produção (menor necessidade de adubação nitrogenada).

Em algumas culturas como o milho, a inoculação por Azospirillum brasiliensis não é capaz de suprir toda a demanda de nitrogênio, sendo necessário realizar adubação nitrogenada na semeadura e na cobertura para garantir o sucesso na produção.

Inoculação na soja: por que utilizar?

A bactéria que fixa o N não ocorre naturalmente nos solos brasileiros. Por isso, fique atento, principalmente se a área nunca foi cultivada com soja antes. É indispensável que se faça a inoculação nessas condições para garantir altos rendimentos.

Realizar a inoculação na soja anualmente pode trazer um aumento de rentabilidade superior a 8%.

A coinoculação, uma formulação com as bactérias Bradyrhizobium + Azospirillum, pode potencializar os benefícios da inoculação, proporcionando um incremento de até 6 sacas/ha na produtividade

Na soja, o N é o macronutriente que a planta precisa em maior quantidade, devido ao fato de seu grão ser composto por alto teor de proteínas, e a inoculação realizada pelas bactérias fixadoras é capaz de suprir toda essa demanda!

Porém, tenha cuidado! Maiores rendimentos são alcançados desde que as boas práticas de inoculação sejam respeitadas. Realizando o manejo adequado, nenhuma complementação com adubo nitrogenado se faz necessária em qualquer estágio da cultura.

Como é feita a inoculação?

Os inoculantes estão disponíveis na forma líquida, em gel, ou sólida (turfa). Cada tipo de inoculante tem forma de aplicação específica. É importante seguir rigorosamente as orientações de inoculação descritas pelos fabricantes.

  1. Inoculação da semente com inoculante turfoso:

O inoculante deve ser preparado com solução açucarada ou outra substância adesiva. Em seguida deve-se adicionar o inoculante, homogeneizar e deixar secar à sombra. Este tipo de inoculante só pode ser aplicado via semente.

  1. Inoculação com inoculante líquido:

O inoculante deve ser aplicado nas sementes, em seguida deve-se homogeneizar e deixar secar a sombra.

  1. Inoculação com inoculante líquido no sulco de semeadura:

Deve-se aplicar o inoculante diluído em água (aproximadamente 50 L/ha) no sulco da semeadura. A dose deve ser seis vezes superior à dose indicada para semente.

Este método traz a vantagem de evitar o contato direto das bactérias com fungicidas e micronutrientes, e reduzir seus efeitos tóxicos. Isso reduz a mortalidade das bactérias, que são organismos vivos!

Boas práticas de inoculação: dicas para obter sucesso

Para que a inoculação traga os benefícios que promete, alguns cuidados básicos devem ser tomados. Vamos entender melhor a seguir:

1ª dica – Produto

Observe se o produto escolhido realmente tem registro no Ministério da Agricultura. Fique atento à data de vencimento indicada no rótulo.

É importante, também, ter certeza de que o inoculante foi transportado e conservado de maneira correta. Afinal, as bactérias são organismos vivos,e  não devem ficar expostas ao sol ou temperaturas muito altas (superior a 30°C).

Essa dica também serve para você: armazene o inoculante em local adequado ou pode perder o produto!

2ª dica – Momento da inoculação

Cuidado com as condições climáticas no dia da inoculação. Realiza sempre na sombra e mantenha sua semente pós inoculação longe do sol e do calor, sempre com o intuito de não “matar” o inoculante.

3ª dica – Dose de aplicação

Para realizar o cálculo da dose, siga as instruções fornecidas pelo fabricante. Mas lembre-se: aplique no mínimo 1,2 milhões de células por semente.

Se a formulação for líquida, a dose não deve ser menor que 100 ml de inoculante para cada 50 Kg de sementes.

Se o produto for turfoso, recomenda-se que as sementes sejam umedecidas com água açucarada a 10%.

4ª dica – Combinação de inoculantes com outros produtos

Se você deseja aplicar algum produto químico junto com a inoculação no tratamento de sementes, não realize no mesmo momento.

O segredo é aplicar o produto químico, esperar secar e somente depois aplicar o inoculante. Lembre-se: são microrganismos vivos!

Outra opção é a inoculação no sulco. Nesse caso, o mercado até disponibiliza alguns kits que podem auxiliar.

Antes de iniciar o processo, observe as recomendações prescritas na bula.

5ª dica – Inoculação na caixa semeadora

Evite a utilização de inoculante direto na caixa semeadora, pois esse manejo dificulta a aderência das bactérias à semente, e interfere na eficiência da prática.

6ª dica – Semeadura x Inoculação

Após a inoculação, quanto tempo posso esperar para realizar a semeadura?

Inúmeros estudos indicam que o maior sucesso da lavoura se dá quando a semeadura é realizada no mesmo dia da inoculação, especialmente se a semente for tratada.

Caso isso não seja possível, o indicado é realizar a semeadura em, no máximo, 24 horas após a inoculação.

Além disso, fique atento à temperatura no momento da semeadura!

Altas temperaturas no depósito de sementes podem ser prejudiciais, do mesmo modo que semear “no pó”. Os microrganismos são sensíveis ao dessecamento.

Planilha de cálculo do funrural ao fundo uma foto com uma mão segurando moedas

Conclusão

As bactérias fixadoras de nitrogênio são fortes aliadas do produtor no aumento do rendimento da lavoura, e também na redução de custos com fertilizantes nitrogenados.

Como elas normalmente não estão presentes no solo na quantidade ideal, podem ser adicionadas através do uso dos inoculantes.

Na soja, elas são capazes de suprir toda a necessidade de nitrogênio da cultura. Mas em outras culturas gramíneas, como o milho, é necessário complementação.

Para que a inoculação tenha sucesso, devem ser seguidas as boas práticas de inoculação. Atente para os cuidados principais e tire o melhor rendimento da sua lavoura, além de economizar recursos!

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Redatora Priscila Marchi

Atualizado em 25 de agosto de 2023 por Priscila Marchi.

Priscila é engenheira agrônoma formada pela Universidade Federal de Santa Maria, Mestra em Ciências (Fruticultura) e Doutora em Ciências (Fitomelhoramento), ambos pela Universidade Federal de Pelotas.