Guia de controle das principais plantas daninhas do café

Plantas daninhas do café: saiba quais são, conheça seus riscos para o cafezal e aprenda a identificá-las a tempo

As plantas daninhas competem por água, luz e nutrientes. Elas causam prejuízos ao crescimento e produtividade do cafeeiro.

É comum encontrar espécies invasoras na lavoura de café, e elas devem ser controladas.

Ficar de olho na ocorrência de plantas invasoras de difícil controle é fundamental. Assim, é possível utilizar métodos eficientes para contê-las.

Nesse artigo, veja quais os diferentes métodos de controle das principais plantas daninhas do café você pode utilizar. Confira!

As principais plantas daninhas do café

1. Picão-preto

O picão-preto é uma espécie de folha larga comum nas lavouras do Brasil.

Ele preocupa muito os cafeicultores devido à descoberta de daninhas resistentes ao glifosato.

É uma espécie que cresce rápido e se reproduz por sementes. Uma planta produz até 6 mil sementes/ciclo. Ela é encontrada o ano todo na lavoura.

As sementes são dispersas por animais, máquinas, implementos e pelo ser humano.

Imagem de parte de um tecido de roupa com vários pedaços da planta picão-preto agarrados nele.
Sementes de picão-preto sendo dispersas pelo ser humano
(Fonte: Oficina de Ervas)

Ficam em dormência até um período favorável à germinação, e permanecem no solo por até 5 anos.

Além de competir por recursos com o café, é hospedeiro de pragas e doenças.

É interessante controlar o picão-preto na cultura do café especialmente quando a lavoura estiver sendo implantada. O cafezal novo é mais sensível à competição.

As maiores perdas ocorrem de outubro a abril, época do florescimento. Vale controlar as plantas daninhas antes dessa época.

Foto da planta daninha picão-preto no estágio de florescimento. Há duas pequenas flores amarelas em botão no topo da planta.
Planta de Picão-preto florescendo
(Fonte: GoBotany)

Métodos de controle

O manejo biológico é um método de controle eficiente. Manter o solo coberto com plantas ou palhada também.

Além do controle das plantas daninhas do café, a prática disponibiliza nutrientes, regula a temperatura do solo e reduz as perdas de água.

Utilize os recursos internos da fazenda como:

  • restos vegetais da poda e da desbrota do café;
  • palha gerada no beneficiamento.

Utilize mucuna-preta ou mucuna-cinza como cobertura viva nas entrelinhas do café. Essas plantas inibem o crescimento do picão-preto.

Outro método de controle é o controle químico, com a utilização de herbicidas pré ou pós emergentes.

No cafezal jovem, faça a pulverização direcionada de herbicida de pré-emergência em solo limpo ou sob baixa cobertura de plantas daninhas. Veja algumas recomendações de produtos:

  • Goal BR (5 a 6 L p.c./ha);
  • Alaclor (5 a 7 L p.c./ha);
  • Ametrina 800 (1,5 a 2,5 kg p.c./ha);
  • Ametrina 250 + Simazina 250 (5 a 8 L p.c./ha);
  • Flumyzin 500 (150-180 ml p.c./ha).

Na aplicação de pós-emergente, evite a deriva e a fitototoxidade nos cafeeiros. Use herbicidas seletivos, como:

  • Goal BR (6 L p.c./ha);
  • Ametrina 800 (até duas folhas 1,5 kg p.c./ha; mais de 2 folhas 2,5 kg p.c./ha);
  • Ametrina 250 + Simazina 250 (5 a 8 L p.c./ha);
  • Flumyizin 500 (50 ml p.c./ha).

2. Capim-amargoso

O capim-amargoso é uma planta de folha estreita e ciclo perene. Ela forma touceiras, com altura de 50 cm a 100 cm.

Além da reprodução por sementes dispersas pelo vento, também se reproduz por rizomas, o que dificulta o controle.

Foto da planta capim-amargoso na frente de um cafezal.
Capim-amargoso na entrelinha do cafezal
(Fonte: Café Point)

Métodos de controle

Antes de tudo, faça o controle não químico (físico)das plantas daninhas.

Palha e cobertura verde sobre o solo desaceleram a germinação das invasoras. Elas também aumentam os teores de matéria orgânica, retendo mais água e auxiliando durante a seca.

O controle químico do capim-amargoso é realizado em pós-emergência da planta daninha.

Faça o manejo químico com herbicidas seletivos inibidores de ACCAse. O café é isento dessa enzima. Desse grupo, você pode usar:

  • Cletodim 240 (0,45 L p.c./ha);
  • Verdict Max 540 (0,2 a 0,4 L p.c./ha);
  • Kennox (0,5 a 0,7 L p.c./ha);
  • Poquer 240 (0,45 L p.c./ha).

Realize a aplicação com glifosato + óleo.

Na presença de plantas florescidas, entre com a capina (roçadeira) antes da pulverização. Aguarde haver área foliar suficiente para absorção do produto.

3. Capim-pé-de-galinha

O capim-pé-de-galinha é uma planta anual. Ela ocorre em épocas quentes e se adapta bem a solos compactados.

Os colmos podem ser eretos, com até 50 cm de altura. Também podem ser prostrados ao chão, ramificados e achatados. A planta se reproduz via semente (mais de 120 mil sementes por planta).

Foto do capim-pé-de-galinha. A planta tem hastes finas, com diversas pequenas sementes grudadas nas hastes.
Estruturas reprodutivas do capim-pé-de-galinha
(Fonte: Syngenta)

O vento transporta essas sementes até próximo da linha do café.

Se a população da invasora for alta, você terá prejuízos, principalmente em áreas de cafezal novo.

Além da competição por recursos, elas são hospedeiras de patógenos. Por isso, deixam a lavoura vulnerável às doenças. 

Apresentam resistência a herbicidas comuns no dia a dia. Já foram identificadas populações resistentes a 8 mecanismos de ação.

Métodos de controle

Utilize a tecnologia e o manejo integrado como aliados no controle da daninha. Faça o controle biológico, físico e químico, além de rotação de mecanismos de ação.

Não permita que as plantas floresçam e produzam sementes. Isso reduzirá drasticamente a população da invasora. 

Realize triação em plantas jovens na entressafra e controle químico no preparo da colheita.

Em pós-emergência, opte pela utilização de inibidores de ACCAse + glifosato. Assim, você irá proporcionar um bom controle.

Veja alguns produtos recomendados:

  • Inibidores de ACCAse:
    • AUG 126;
    • Fluazifop;
    • Haloxyfop.
  • Inibidores de Protox:
    • Galigan 240 (3 L p.c./ha);
    • Goal BR (2 L p.c./ha).

Pulverize em plantas com até 1 perfilho, pois as chances de sucesso são maiores!

4. Buva

A buva é uma planta anual que se reproduz por sementes. A alta produção de sementes (até 200.000 por planta por ciclo) faz dela uma grande vilã da produção agrícola.

A buva é resistente ao glifosato. Seu controle é dificultado, e deve ser feito quando ainda é nova.

Foto da planta daninha buva, em foco.
Planta de Buva no cafezal
(Fonte: CaféPoint)

Métodos de controle

Use o controle cultural como a cobertura do solo nas entrelinhas do cafeeiro com braquiária como primeira opção. Esta técnica é de grande importância no manejo integrado.

Assim você reduzirá a aplicação de herbicidas, visto que serão realizadas apenas triações químicas na linha.

Preste atenção ao detectar a buva na linha de plantio. Se possível, use o controle físico, arrancando as plantas que conseguir.

A aplicação de produtos químicos pode ser realizada por pulverização direcionada com inibidores de protox. A aplicação sequencial é uma opção dependendo do nível de infestação.

Veja alguns exemplos de ingredientes ativos recomendados:

  • Oxyfluorfen (Galigan 240EC, Goal BR 240EC)
  • Carfentrazona etílica (Aurora 400EC)
  • Saflufenacil (Heat 700WG)

Para que o controle seja mais eficiente, as plantas devem estar menores que 25 cm.

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5. Caruru

Diversas espécies de caruru podem aparecer no cafezal. Além disso, essa planta daninha ataca diferentes tipos de lavouras.

Além da competição por recursos com a planta de café, o caruru é hospedeiro do nematoide Meloidogyne e do vírus do mosaico do tabaco.

A planta tem ciclo anual, altura que varia de 20 cm a 2m, produz inflorescências verdes ou arroxeadas. Ela pode produzir mais de 100.000 sementes por ciclo.

Foto da planta daninha caruru. A planta  da imagem tem hastes felpudas e avermelhadas.
Espécie de Caruru
(Fonte: Mais Soja)

Métodos de controle

O caruru é uma planta de difícil controle por ser resistente a herbicidas. Há uma ampla lista de resistência simples e múltiplos produtos.

Para plantas resistentes a diversos princípios ativos, o manejo integrado se torna ainda mais importante.

Monitore o cafezal, e quando perceber o desenvolvimento de alguma dessas plantas utilize o controle físico. Não deixe o caruru produzir sementes.

Mantenha o solo das entrelinhas coberto com palha, restos do beneficiamento, ou cobertura verde (braquiária).

Quando necessário, entre com o controle químico com aplicação pós-emergente em plantas pequenas, com jato dirigido.

Você pode utilizar o ingrediente ativo Saflufenacil (Heat 700WG) em plantas pequenas (até 5 cm) ou em manejo sequencial para controle de rebrota de plantas maiores.

6. Tiririca

A tiririca é uma daninha perene, muito agressiva, com altura entre 10 a 60 cm e se reproduz por tubérculos. Um tubérculo pode originar várias plantas.

Por esse tipo de reprodução, é considerada uma das daninhas de mais difícil controle na agricultura.

Diversas espécies de tiririca podem ser encontradas na lavoura, com características peculiares.

Foto de diversas plantas tiririca em fileira, perto de um cafezal novo
Tiririca na linha de plantio de cafezal novo
(Fonte: Rehagro)

Métodos de controle

A prevenção é a melhor forma de evitar a tiririca. Não permita que ela se estabeleça em sua lavoura.

Tenha especial atenção com o cafezal jovem, pois a tiririca utiliza muita água e nutrientes. 

Além disso, é bastante tolerante a temperaturas altas, o que afetará muito o estabelecimento do café novo nas épocas mais quentes.

O manejo integrado continua sendo a melhor maneira de controlar, com monitoramento e utilização dos controles físico e mecânico.

Caso note infestação antes da implantação do cafezal, considere o preparo do solo. Ele expõe os tubérculos e induz a brotação. 

Integrado ao controle químico, é eficiente para reduzir a população da tiririca.

O controle químico pode ser realizado com pulverização sequencial, evitando assim possíveis plantas resistentes. Não se esqueça de fazer a rotação dos herbicidas!

Pulverize dirigidamente os herbicidas glifosato e Diurom (Diuron Nortox 800WP). 

Os grupos químicos halosulfuron, imazapic, imazapir e triclopir também são utilizados.

7. Corda-de-viola

A planta daninha corda-de-viola é uma planta do tipo trepadeira com flores muito vistosas.

A reprodução ocorre via sementes. A planta pode atingir até 3m de comprimento e se enrolar sobre as culturas.

Essa situação é grave, pois causa sombreamento do cafezal, além de atrapalhar a colheita e as pulverizações.

Foto da corda-de-viola no cafezal. A planta forma uma espécie de círculo sobre as plantas de café.
Corda-de-viola cobrindo cafezal
(Fonte: Café Point)

Métodos de controle

Utilize a estratégia de controle no início das águas, com as plantas ainda de tamanho pequeno.

Pulverize herbicidas adequados. Você pode fazer uma aplicação sequencial (3 semanas após a primeira) de glifosato ou herbicida com base em 2,4-D.

Os herbicidas carfentrazina (Aurora 400EC), metsulfurom (Ally 600WG) e dicarboxamida (Flumizyn 500SC) também vêm dando bons resultados.

Use o controle físico para as plantas que escapam do controle químico, arrancando manualmente antes de produzirem sementes.

Com ervas já cobrindo os cafeeiros, faça apenas arranquio. Não tire as plantas, pois pode haver queda de frutos do café.

Imagem da corda-de-viola morta sobre o cafezal. As plantas da invasora estão marrons e secas.
Corda-de-viola seca após arranquio manual sobre o café
(Fonte: Café Point)

8. Capim braquiária

O capim braquiária é uma gramínea comum nos cafezais.

A cobertura do solo com braquiária nas entrelinhas é comum para inibir o aparecimento de outras daninhas.

Entretanto, quando mal manejada e muito próxima das plantas de café, pode causar competição e interferência no crescimento.

Respeite sempre a distância mínima de 1 m de cada lado da linha do cafeeiro.

Foto de braquiária nas entrelinhas de um cafezal. A braquiária tem aspecto de capim, e está plantada com espaçamento das plantas de café.
Braquiária nas entrelinhas do cafeeiro
(Fonte: Café Point)

Métodos de controle

As plantas Mucuna, Crotalária e Lablab reduzem o crescimento da Braquiária. Portanto, são boas opções de controle quando a gramínea estiver sendo prejudicial.

Faça roçadas regularmente antes do seu florescimento, para que as sementes não germinem sob a “saia” do cafeeiro.

Os produtos recomendados para o capim-amargoso e para o capim-pé-de-galinha também controlam a braquiária.

9. Poaia-branca

A poaia-branca é uma daninha anual. Ela tem folha larga e se desenvolve via sementes.

Possui grande vigor vegetativo, e pode cobrir todo o solo com uma densa massa vegetal. 

Isso gera competição por nutrientes e água, principalmente quando a poaia se desenvolve na linha das plantas de café.

Em regiões quentes, você verá a planta durante o ano todo. Ela é hospedeira de pragas e doenças que afetam o cafeeiro.

Foto de poaia branca com três flores brancas sobre a planta.
Planta daninha Poaia-branca florescendo
(Fonte: WeedImages)

Métodos de controle

Os controles com cobertura viva ou morta são eficientes no controle desta daninha. Utilize o controle químico em consórcio quando necessário.

Para o manejo químico em cafezal novo, use os ingredientes ativos:

  • glufosinato de amônio (Off road 200SL, Patrol BR 200SL);
  • oxyfluorfen (Galigan 240EC, Goal BR 240EC);
  • glifosato.

No cafezal adulto, além dos citados acima, outros ingredientes ativos podem ser usados:

  • diuron (Cention 500SC);
  • metsulfurom (Nufuron 600WG);
  • carfentrazona+glifosato (Fera Ultra).
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Conclusão

Você certamente já teve de lidar com alguma dessas plantas daninhas do café.

É sempre bom dar preferência aos manejos cultural e mecânico. Também é importante manter linhas do café limpas e as entrelinhas cobertas e roçadas.

As condições de pulverização são importantes. Faça aplicação dirigida ao solo, evite o contato do produto químico com o café e evite a deriva.

Com planejamento correto, seu cafezal será muito mais rentável!

Já teve problema com essas plantas daninhas do café? Conhece mais espécies importantes na cultura? Deixe seu comentário!

Tudo a respeito do novo herbicida terbutilazina

Terbutilazina: saiba quando, onde e como usar esse novo herbicida que promete revolucionar o manejo de plantas daninhas no milho

O controle de plantas daninhas é um desafio nas lavouras de milho.

A terbutilazina é uma molécula nova, como ótima opção de manejo de daninhas de difícil controle.

Ela possui seletividade ao milho e bom controle de diversas espécies invasoras tolerantes ou resistentes a outros mecanismos de ação.

Neste artigo, você irá conhecer essa nova molécula, como age, recomendações de uso e muito mais. Boa leitura!

Terbutilazina: conheça o histórico do herbicida 

O princípio ativo terbutilazina foi desenvolvido na Europa, no final dos anos 1990, com uma molécula do grupo químico das triazinas.

Mas foi só em 2004, com o banimento da atrazina (devido a seu potencial de contaminação) em toda a União Europeia, que maior importância foi dada à terbutilazina.

Entre  2013 e 2016, a companhia detentora da tecnologia fez estudos no Brasil para o registro da terbutilazina para o milho. O registro foi concedido em outubro de 2020.

Os estudos dos efeitos desse herbicida no controle de plantas daninhas do milho duraram 8 anos no Brasil. Houve participação de muitos pesquisadores.

Segundo a indústria fabricante e as pesquisas, esse herbicida substitui a atrazina com alta eficiência na cultura do milho.

Já estão sendo realizados estudos para o registro da terbutilazina em outras culturas. Até o momento, ela mostrou-se eficaz no controle pré e pós emergente inicial de plantas daninhas, com alta seletividade.

Características da terbutilazina

A molécula integra um dos grupos químicos com características herbicidas mais importantes para a agricultura, as triazinas.

Imagem mostra a fórmula química molecular da terbutilazina

Fórmula molecular da terbutilazina

(Fonte: Fitogest)

Terbutilazina é um herbicida seletivo de ação sistêmica. É recomendado para o controle pré-emergente e pós-emergência inicial de plantas daninhas no milho.

É classificado em classe toxicológica 4 (produto pouco tóxico) e classe ambiental 2 (muito perigoso).

Mecanismo de ação

A terbutilazina inibe a fotossíntese no fotossistema 2.

O herbicida mantém-se ativo nos primeiros 5 cm do solo. Por isso, atua no banco de sementes das invasoras, com prolongado residual.

O produto é absorvido pelas folhas e principalmente pelas raízes. Nas folhas, ele interage com a proteína D1, inibe a transferência de elétrons.

Como resultado da ação na planta-alvo, você verá as folhas com clorose (folhas amareladas). Após isso, verá a necrose e a morte da planta daninha.

Foto de uma folha de soja, com sintoma de clorose por inibição do FS II

Sintoma de clorose por inibição do FS II em soja

(Fonte: BoosterAgro)

Eficiência na cultura do milho

O manejo de plantas daninhas do milho, especialmente das fases iniciais, é primordial para que o rendimento seja o melhor possível ao término da safra.

Mas tome cuidado, porque o erro na aplicação de alguns herbicidas faz crescer o número de daninhas resistentes.

A terbutilazina amplia o número de produtos disponíveis para o manejo integrado, com rotação de mecanismos de ação.

O uso desse produto reduz consideravelmente a população de plantas na fase inicial do desenvolvimento do milho. Isso acontece mesmo sob alta pressão de infestação.

Foto de uma lavoura de milho sob alta pressão de infestação de plantas daninhas. Na imagem, diversas daninhas estão no solo, aos pés das plantas de milho.

Lavoura de milho sob alta pressão de infestação de daninhas

(Fonte: Quimiweb)

Estudos demonstram a eficácia desse herbicida no controle de diversas espécies de difícil controle. A terbutilazina é eficiente até mesmo contra plantas daninhas resistentes a outros herbicidas comuns no manejo da cultura.

Espécies controladas pela terbutilazina

Você pode utilizar a terbutilazina para o controle de:

Faça a aplicação da terbutilazina em pré ou pós emergência inicial. Assim, você garante o controle e proporciona um campo limpo na fase crítica de desenvolvimento do milho (a fase inicial).

Como utilizar a terbutilazina?

Tenha conhecimento de quais plantas daninhas estão presentes em sua lavoura. Saiba também qual a pressão de infestação delas.

Para isto, é necessário um bom planejamento, gerenciamento de aplicações e controle da safra.

Para te ajudar a fazer um bom controle da aplicação da terbutilazina, preparamos uma planilha para você. Baixe gratuitamente clicando na imagem abaixo.

Procedimento de aplicação

Antes da aplicação, fique de olho nas condições ideais de solo e clima. Observe principalmente a umidade do solo, para que a eficácia do produto seja a maior possível.

Não aplique a terbutilazina em solo seco. Para maior eficiência do produto, o solo deve estar úmido durante a aplicação.

Aplique a terbutilazina logo após a semeadura, em pré-emergência. Faça isso em área total, via terrestre.

Podem aparecer plantas daninhas de folhas largas e estreitas após o milho germinar. Nesses casos, aplique em pós-emergência quando elas estiverem com até 6 folhas.

Não aplique terbutilazina com o solo seco. A umidade é necessária para que a molécula seja absorvida pelas plantas.

Dose

Utilize a dose de 1-3 L/ha para um volume de calda de 250 a 400 L/ha. Use esse volume para a aplicação tanto em pré quanto em pós emergência.

No preparo da calda, siga todos os procedimentos de segurança. Deixe todo o equipamento de pulverização em perfeita ordem. Aqui no blog,  nós já mostramos como fazer a limpeza do pulverizador agrícola de forma eficiente. Confira!

Durante a aplicação, use todos os equipamentos de proteção indicados e registrados para a tarefa.

Foto de um homem vestindo equipamento de proteção individual indicado para agroquímicos. Ele usa luvas, sapatos, roupa cinza e um capuz na cabeça. No fundo há um campo aberto, e ao lado, ícones em desenho que mostram cada parte da vestimenta adequada para aplicação de defensivos.

Equipamentos de proteção individual indicado para agroquímicos

(Fonte: CropLife)

Para a sua segurança, não entre nas áreas tratadas por pelo menos 24 horas após a aplicação do herbicida.

Esse intervalo de segurança serve para garantir a secagem da terbutilazina e minimizar possíveis intoxicações.

Produtos comerciais

Atualmente, estão registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento três produtos comerciais à base de terbutilazina. São eles:

  • Click;
  • Sonda;
  • Terbutilazina Oxon 500 SC I.

Todos os produtos citados são seletivos para a cultura do milho e apresentam formulação suspensão concentrada.

Na classificação toxicológica, esses herbicidas são considerados pouco tóxicos (Categoria 4).

Do ponto de vista ambiental, eles são classificados como muito perigosos ao meio ambiente (Classe II). Em caso de dúvidas sobre esses produtos, consulte a plataforma Agrofit do Mapa.

Conclusão

A variação de mecanismos de ação é muito importante para reduzir o banco de sementes de espécies daninhas resistentes.

A terbutilazina é uma molécula nova, presente em dois produtos comerciais que prometem revolucionar o manejo de plantas invasoras no milho.

Nesse artigo, você ficou sabendo que o herbicida causa clorose e morte nas folhas. Conferiu qual dose utilizar, o volume de calda ideal e os cuidados que devem ser tomados no momento da aplicação.

Inicie a safra livre da infestação de plantas daninhas, faça os manejos necessários e planeje-se!

E você? Já precisou utilizar a terbutilazina em sua lavoura de milho? Percebeu a eficiência desse herbicida? Adoraria ler seu comentário abaixo!

Como funciona o herbicida tembotrione para controle de plantas daninhas

Herbicida tembotrione: conheça como funciona, a quais plantas daninhas atinge, recomendações de uso, sua eficiência em conjunto com outros herbicidas e mais!

O controle de plantas daninhas é um grande desafio na cultura do milho no Brasil.

O tembotrione é um herbicida de bom desempenho no controle dessas plantas e da resistência a certos modos de ação.

Sua alta seletividade ao milho e amplo espectro de controle e eficiência fazem dele uma importante opção de manejo.

Neste artigo, você saberá mais como o herbicida tembotrione age e quais as recomendações de uso ideais. Boa leitura!

O que é o herbicida tembotrione

O herbicida tembotrione ou tembotriona pertence à família das tricetonas.

É um agroquímico seletivo. Ele possui um amplo espectro de controle, com ação sobre várias espécies de folhas largas ou estreitas.

Tembotrione é amplamente utilizado no controle de plantas daninhas do milho. Vêm sendo uma importante ferramenta no manejo de espécies resistentes.

Como o tembotrione age nas plantas

O herbicida tembotrione age interrompendo a biossíntese de carotenóides através da inibição da enzima hidroxifenil-piruvato-dioxigenase (HPPD).

Quando ocorre essa inibição, a planta daninha fica com coloração esbranquiçada. Essa coloração evolui para secamento das folhas e morte da planta.

Aspecto de planta com injúria de tembotrione

Aspecto de planta com injúria de tembotrione
(Fonte: USP)

A coloração esbranquiçada ocorre por causa da degradação da clorofila, o pigmento que dá coloração verde às plantas.

Você verá em poucos dias a coloração esbranquiçada nas plantas. Esse aspecto claramente define a atuação do produto.

A clorofila é responsável por absorver a energia que é usada na fotossíntese

Portanto, sem clorofila não há energia; sem energia não há fotossíntese; sem fotossíntese não há meios da planta sobreviver.

Esse mecanismo de ação é o mesmo do herbicida mesotrione, bastante difundido no mercado.

Importância do tembotrione no manejo de plantas daninhas

A eficácia dos herbicidas no controle de plantas daninhas em grandes culturas é variável. Depende das condições ambientais, da planta daninha e da época de aplicação.

Muitos casos de resistência aos principais herbicidas do mercado surgiram nos últimos anos, e um manejo integrado deve ser feito.

O uso incorreto de herbicidas não controla todas as daninhas. Elas se reproduzem e expressam seus genes de resistência no banco de sementes do solo.

Faça a rotação de herbicidas com o glifosato, atrazina, 2,4-D e tembotrione, por exemplo. Esse é um manejo sustentável ambiental e economicamente.

infográfico com mecanismos de ação que podem ser usados em rotação

Mecanismos de ação que podem ser usados em rotação
(Fonte: Mais Soja)

Tembotrione é um importante herbicida recomendado para uso em pós-emergência do milho. Vêm controlando satisfatoriamente as plantas daninhas da cultura.

Não utilize o tembotrione indiscriminadamente, pois isso pode inviabilizar o seu uso no futuro.

Eficiência na cultura do milho

O sistema do milho é acometido por uma diversidade de plantas daninhas. Fique de olho para que a colheita da cultura antecessora ocorra na ausência de plantas daninhas.

Faça o manejo correto na dessecação pré-plantio do milho. Utilize herbicidas com residual no solo, para a cultura se estabelecer rapidamente sem interferências.

As plantas daninhas podem persistir na lavoura mesmo com o efeito residual pré-emergente

Quando isso ocorrer, realize o manejo químico das plantas daninhas entre os estádios fenológicos  V3 e V5. Assim você evitará a competição e, consequentemente, a redução da produtividade.

Plantas daninhas folha estreita na fase inicial do milho

Plantas daninhas folha estreita na fase inicial do milho
(Fonte: Embrapa)

O tembotrione tem sido peça chave para um efetivo sistema de rotação de mecanismos de ação de herbicidas no milho.

Utilize esse mecanismo de ação também no controle da soja guaxa ou tiguera. Ela sobrevive após a dessecação da lavoura com glifosato.

Na utilização deste mecanismo de ação, respeite o estádio de desenvolvimento da planta daninha:

  • folhas largas: até 6 folhas desenvolvidas;
  • gramíneas: até 2 perfilhos.

Sintomas de fitotoxicidade por tembotrione no milho

Em aplicações com doses maiores ou com sobreposição de produto, as plantas de milho recebem uma quantidade maior de herbicida que podem suportar. Elas podem apresentar sintomas de fitointoxicação.

Os sintomas de intoxicação por tembotrione são branqueamento das plantas de milho com posterior necrose, além de morte dos tecidos vegetais em cerca de 1 a 2 semanas. 

Plantas daninhas controladas pelo tembotrione

O herbicida tembotrione é eficaz para diversas plantas daninhas que afetam a cultura do milho. Veja quais são:

Recomendação de uso do herbicida tembotrione

Utilize este produto como uma opção no manejo de plantas daninhas resistentes a outros mecanismos de ação.

Faça a rotação de princípios ativos de acordo com um planejamento de safra. Essa é uma forma de evitar o desenvolvimento de banco de sementes de plantas daninhas resistentes.

Continue utilizando o tratamento pré-semeadura do milho. Assim as plantas irão emergir e desenvolver inicialmente “no limpo”.

Algumas daninhas podem surgir mesmo com o manejo pré-semeadura

Nesse caso, em uma nova pulverização, use o tembotrione no início do desenvolvimento do milho. Dessa forma você evita a matocompetição e não sofre perdas econômicas.

Apesar de não causar danos, não aplique o herbicida tembotrione com a cultura bem desenvolvida. Ele tem o controle reduzido pelo “efeito guarda-chuva”.

Mistura de tanque

Você pode fazer mistura de tanque com glifosato e atrazina.

Estudos indicam que a mistura com glifosato aplicada em pós-emergência do milho pode gerar algum efeito de fitotoxicidade

No entanto, há um valor máximo de 8% nos 7 dias após emergência, e sem redução de produtividade.

Fique por dentro das doses corretas, para que esse efeito não seja maior e prejudique a sua lavoura.

A mistura de tanque com glifosato e mesotrione apresenta maior fitotoxicidade e menor controle de algumas plantas daninhas importantes.

tabela de eficiência de controle do tembotrione em mistura com atrazine

Eficiência de controle do tembotrione em mistura com atrazine
(Fonte: Mais Soja)

Dose de aplicação

Use um volume de calda de 150 a 200 litros por hectare em aplicação terrestre para todas as situações. Tenha o seu pulverizador em perfeitas condições para a aplicação.

Faça todas as aplicações com segurança e seguindo as recomendações da bula e do receituário agronômico!

Pontos de atenção na aplicação de tembotrione nas plantas

Não aplique o produto em plantas daninhas ou culturas que estejam sob estresse hídrico. Além disso, procure:

  • evitar aplicações quando as plantas daninhas estiverem molhadas ou com presença de orvalho. Isso pode causar escorrimento da calda de aplicação;
  • respeitar um período de 6 horas sem ocorrência de chuvas e orvalho para o adequado funcionamento do herbicida;
  • respeitar o prazo de 30 dias para semeadura de girassol, algodão e feijão, em áreas que receberam aplicações deste herbicida.

Controle da soja guaxa

Para controle da soja guaxa, uma dose de 180 mL de produto comercial por hectare é o recomendado para um controle eficiente.

Controle de plantas daninhas de folha larga

Para demais plantas de folha larga, com duas até 6 folhas desenvolvidas, no máximo, utilize dose de 240 ml/ha.

Controle de gramíneas

No controle de plantas daninhas monocotiledôneas ou gramíneas, use a dose de 240 ml/ha em plantas com até dois perfilhos.

Use uma dose de 180 ml/ha para plantas menores, com duas a seis folhas

Tembotrione no consórcio milho-braquiária

No cultivo do milho consorciado com braquiária é comum o uso de gramicidas. O tembotrione é uma das opções disponíveis no mercado.

Afinal, esse herbicida é seletivo à cultura do milho e é efetivo no controle das gramíneas.

Porém, a aplicação do tembotrione no consórcio milho-braquiária requer um certo cuidado. Isso é necessário para que a braquiária do consórcio não seja eliminada.

Mesmo a aplicação de subdoses de tembotrione pode atrasar o estabelecimento da braquiária e prejudicar a produção de palha do consórcio.

Produto comercial

Atualmente, o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), em que os produtos são registrados, possui um herbicida comercial com esse princípio ativo.

O Soberan é um herbicida de detenção da empresa alemã Bayer.

Embalagem do Soberan, Tembotrione registrado no Mapa

Embalagem do Soberan, Tembotrione registrado no Mapa
(Fonte: Vila Verde Agro)

Veja as características do produto:

  • composição: Tembotriona – 420g/L; Outros – 783 g/L;
  • classe toxicológica: categoria 4 – produto pouco tóxico;
  • classificação do potencial de periculosidade ambiental: III – produto perigoso ao meio ambiente.
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Conclusão

O controle de plantas daninhas no milho é de grande importância. A utilização de variados herbicidas com diferentes mecanismos de ação é essencial.

O tembotrione age nas plantas causando o branqueamento das folhas antes das daninhas morrerem.

Você conferiu a melhor maneira de aplicar o produto: época, dose, mistura e volume de calda no tanque. Também conheceu o produto comercial que utiliza o ingrediente ativo tembotrione

Planeje-se para a aplicação do herbicida assim que notar a presença das plantas daninhas em sua lavoura.

>> Leia mais:

“Como fazer o manejo de herbicida para milho”

“Vassourinha de botão: como identificar e manejar”

Este conteúdo sobre herbicida tembotrione foi útil para você? Assine nossa newsletter e receba nossos artigos direto em seu e-mail!

Como reduzir os custos da gestão de herbicidas e tornar o manejo mais eficiente

Gestão de herbicidas: quais cuidados você deve tomar para um manejo eficiente e econômico de herbicidas

A qualidade e produtividade das plantas e a colheita mecanizada são negativamente afetadas pela presença de plantas daninhas.

Sem os herbicidas, o controle de plantas daninhas seria realizado manualmente.

O custo do controle pode triplicar quando há plantas resistentes a um ou mais modos de ação de herbicidas na lavoura. Por isso, plantas resistentes a herbicidas na lavoura merecem atenção redobrada!

Neste artigo, você verá como praticar a gestão de herbicidas e ter maior produtividade e qualidade do produto com o controle das plantas daninhas.   

Importância do uso e da gestão de herbicidas

A utilização de herbicidas é importante na produção agrícola brasileira porque permite minimizar a competição das culturas de interesse com plantas daninhas, e assim, maximizar os rendimentos da lavoura.

Culturas como soja, milho, trigo, feijão, algodão e cana-de-açúcar são produzidas em larga escala em grandes áreas e são dependentes dos herbicidas para reduzir a matocompetição.

A matocompetição é a “disputa” por espaço, luz, água e nutrientes de plantas daninhas com as cultivadas. Além de reduzir a produtividade das culturas, as espécies invasoras comprometem a qualidade dos grãos/sementes/pluma e a colheita mecânica.

Capim-amargoso (Digitaria insularis) na soja

Capim-amargoso (Digitaria insularis) na soja
(Fonte: Agronegócio em foco)

Não é só a falta de controle das plantas daninhas que gera prejuízos. Estratégias mal elaboradas ou falta de planejamento também resultam em danos. 

O gerenciamento adequado do uso de herbicidas envolve a diversificação dos produtos. Ela deve ser realizada pela rotação de moléculas com diferentes mecanismos de ação. 

Também é essencial que sejam respeitadas as orientações quanto à dosagem. Essas estratégias contribuem para prevenir a seleção de genótipos resistentes.

Ainda é importante conhecer o momento correto para a aplicação dos herbicidas. Ele é determinado pelo estádio de desenvolvimento da planta daninha e da cultura.

Má gestão dos herbicidas, aplicações não planejadas no estádio inadequado de desenvolvimento da cultura ou da daninha, além das sub ou super doses são comuns no campo. 

Tudo isso pode gerar problemas sérios, como a seleção de plantas resistentes.

Resistência de plantas daninhas aos herbicidas

Os índices de resistência de plantas daninhas a herbicidas vem crescendo de forma alarmante, resultado do uso equivocado de herbicidas.

No Brasil, algumas plantas invasoras já apresentaram resistência ao glifosato. A buva (Conyza spp.)  e o capim-amargoso (Digitaria insularis) são os principais exemplos.

Em um estudo realizado em 2017 pela Embrapa, foi determinado que no sistema de produção da soja, os prejuízos causados pela resistência de plantas a herbicidas se aproximam de R$ 5 bilhões anualmente.

Hoje, o custo com o manejo de plantas daninhas pode triplicar em lavouras com plantas resistentes quando comparado a um cenário sem elas.

Em lavouras com a presença de espécies resistentes aos herbicidas, os custos com o manjo podem triplicar. Isso quando comparados ao controle feito em áreas sem genótipos resistentes.

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Custo do controle de daninhas

Operações de pulverização com herbicidas são um custo relevante na safra. As diversas aplicações e o valor dos produtos tornam essencial o gerenciamento desta prática.

O conhecimento do histórico da área, das espécies predominantes ou existência de plantas resistentes auxilia o produtor na escolha de diferentes tratamentos.

O custo varia de acordo com o tamanho da área, com o grau de infestação da lavoura e da estratégia de manejo utilizada.

Não procure a forma mais barata de manejar plantas daninhas, mas sim a mais eficiente. Doses fora do recomendado e produtos inadequados selecionam plantas resistentes.

Veja na tabela abaixo como os custos aumentam à medida que há uma ou mais plantas com resistência na área, e entenda como a falta de gerenciamento pode encarecer o manejo.

tabela com custo (em 2017) do controle de diferentes plantas resistentes ao glifosato

Custo (em 2017) do controle de diferentes plantas resistentes ao glifosato
(Fonte: Embrapa Soja)

Em áreas em que não há presença de plantas resistentes, o manejo se resume a uma aplicação (de glifosato) na dessecação e uma ou duas em pós-emergência.

Segundo a Embrapa, o custo médio para o controle de plantas espontâneas é de R$ 120 por ha por safra.

No entanto, numa área onde há plantas com resistência ao glifosato, é necessário a combinação de mais de um produto para garantir a eficiência do manejo. 

Em caso de resistência múltipla, as opções de herbicidas são ainda mais restritas. Nesse caso, os custos podem chegar a R$ 380 por ha por safra.

Como controlar as plantas daninhas de forma eficiente

Para que a aplicação dos herbicidas seja eficiente, você precisa ter planejamento e saber como e quando irá fazer. Para isso:

  • Respeite as orientações da bula do produto quanto à dosagem e modo de aplicação;
  • Siga as orientações relativas às normas de segurança e ao uso de equipamento de proteção individual;
  • Realize a aplicação do herbicida somente sob condições climáticas favoráveis;
  • Em caso de mistura de produtos, avalie a compatibilidade dos herbicidas;
  • Utilize equipamentos limpos, regulados e calibrados;
  • Conheça as plantas invasoras predominantes na área e a melhor época para realizar o controle.

Como a agricultura de precisão pode ajudar na gestão de herbicidas

Uma boa forma de controlar a aplicação de herbicidas é gerenciar através de planilhas o histórico de cada área ou talhão, registrando, por exemplo:

  • espécies daninhas presentes, com ou sem resistência;
  • produtos utilizados (modo de ação, ingrediente ativo);
  • estádio da planta daninha e comercial no momento das pulverizações;
  • custo de aplicação (considerar todas as variáveis);
  • produtividade e valor de venda do produto.

Todas as informações possíveis de registrar são importantes, permitindo ao final da safra avaliar qual

Quanto mais informações forem coletadas melhor. Isso permite avaliar quais áreas merecem mais atenção, qual manejo foi mais eficiente e economicamente viável. 

Essas informações são muito importantes para o gerenciamento das próximas safras.

A informatização dos dados com a agricultura de precisão reúne técnicas que vêm se tornando comuns nas propriedades agrícolas, e auxiliam no gerenciamento da informação e do manejo.

Mapa digital de identificação de plantas daninhas - gestão de herbicidas

Mapa digital de identificação de plantas daninhas
(Fonte: Avantagro)

Hoje há equipamentos que fazem o mapeamento de plantas daninhas na lavoura através de sensores, e junto da tecnologia de aplicação em taxa variável, reduzem o número de aplicações de 40% a 60%.

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Conclusão

Para o controle eficiente das plantas daninhas, realize a aplicação dos herbicidas seguindo as recomendações abordadas neste artigo. 

Use os produtos e doses indicadas, no momento certo, analisando a espécie invasora e a cultura que será ou está plantada, para não errar o manejo. Isso irá te auxiliar no controle dos gastos com herbicidas.

Tenha a gestão de herbicidas como uma rotina na propriedade, para que não surjam casos de plantas daninhas resistentes. Assim, você irá aumentar sua produtividade sem elevar custos.

Tome muito cuidado com as daninhas resistentes. Elas podem se tornar um gasto muito grande. Utilize a rotação de princípio ativo e modo de ação para evitar esta dor de cabeça.

E por fim, utilize as ferramentas disponíveis no mercado, inove na sua propriedade, busque novos conhecimentos com pessoas capacitadas e invista em novas tecnologias.  

Todos esses passos te ajudarão a gerenciar e aumentar seus lucros!

>> Leia mais:

Tudo o que você precisa saber sobre plantas daninhas na pré-safra

Como fazer o controle não químico das plantas daninhas

“Tudo a respeito do novo herbicida terbutilazina”

Este artigo te ajudou a entender melhor como a gestão de herbicidas pode aumentar sua lucratividade sem elevar os seus custos? Conte-nos sua experiência aqui nos comentários!

Principais recomendações de manejo dos herbicidas para arroz

Herbicidas para arroz: confira os produtos mais recomendados para arroz de sequeiro e irrigado, além do posicionamento mais adequado

Um dos grandes problemas que afetam a produtividade dos cultivos é a ocorrência de plantas daninhas na lavoura. 

Você sabia que a estimativa de perda de produção agrícola devido às plantas daninhas é de 15%? Há casos em que as perdas podem chegar a 90%, quando nenhum método de controle é utilizado.

Para o melhor manejo dessas plantas indesejadas, o uso de várias práticas de controle é essencial. Esses métodos podem desde evitar a entrada de plantas daninhas na área até  eliminar as já existentes através da aplicação de herbicidas.

Quer saber mais sobre como realizar o controle químico de forma adequada e evitar perdas na sua lavoura? Então confira as dicas a seguir! 

Interferência das daninhas na cultura do arroz

A interferência das plantas daninhas no cultivo do arroz pode ocorrer de várias formas. A principal delas é pela perda por competição de água, luz e nutrientes. Também pode acontecer devido ao parasitismo ou por hospedar pragas e doenças.

Além disso, a presença das daninhas pode causar uma série de consequências como:

  • contaminações na pós-colheita;
  • aumento no custo de produção;
  • desgaste e maior consumo das máquinas;
  • diminuição do valor das terras;
  • degradação do solo, ambiente e risco à saúde humana e animal.

Para ter um controle eficiente, vários métodos devem ser empregados. O ideal é que você os utilize em conjunto

Para o sucesso da lavoura, é fundamental que você opte por sementes de qualidade. Além disso, faça a semeadura “no limpo” e mantenha sempre um baixo nível de infestação, principalmente durante o período crítico de competição (PCC).

Período crítico de competição

  • Período anterior à interferência (PAI): período até aproximadamente 15 dias após a emergência do arroz (DAE). Neste momento, as plantas daninhas e o arroz podem conviver sem redução na produtividade.
  • Período crítico de prevenção à interferência (PCPI): em torno de 15 – 45 DAE. Neste período, o controle é obrigatório para que não haja perdas na quantidade e qualidade da produção.
  • Período total de prevenção da interferência (PTPI): período da emergência até aproximadamente 45 DAE. Nessa etapa, quando não houver competição, a planta de arroz expressa seu melhor potencial.

A contagem de dias após a emergência é um balizador para o seu controle, mas não esqueça: além da fase, dependendo do nível de infestação e o tipo de planta daninha existente, podem ocorrer mais ou menos danos.

Principais plantas daninhas

Confira aqui as principais espécies de plantas daninhas encontradas na cultura do arroz

Folhas largas

  • Angiquinho – Aeschynomene Rudis
  • Corriola – Ipomoea grandifolia
  • Cruz de malta – Ludwigia spp
  • Erva-de-bicho –  Polygonum hidropiperoides 

Folhas estreitas

  • Arroz vermelho – Oryza sativa
  • Papuã/Campim marmelada – Brachhiaria spp
  • Junquinho/Tiririca – Cyperus
  • Milhã/Capim-colchão – Digitaria spp
  • Capim-arroz – Echinochloa spp
  • Capim-pé-de-galinha – Eleusine indica
  • Cuminho – Fimbristylis miliacea 
  • Aguapé – Heteranthera reniformis 
  • Capim do banhado – Panicum dichtomiflorum; 
  • Grama-de-ponta – Paspalum distichum 
  • Sagitária – Sagittaria spp
Plantas daninhas em lavoura de arroz

Plantas daninhas em lavoura de arroz podem trazer perdas de até 90% na produtividade se não controladas adequadamente
(Fonte: CPT)

Aplicação dos principais herbicidas para arroz

Tanto no cultivo de arroz de sequeiro quanto no de arroz irrigado, grande parte do manejo é feito através do controle químico com o uso de herbicidas pré e pós emergentes.

Veja quais são os principais herbicidas para arroz e como utilizá-los da melhor maneira possível.

Gladium

Cultivo: Arroz irrigado.

Quando usar: na pré e pós-emergência das plantas infestantes. Aplique entre o estádio de 2.ª folha até o 3.º perfilhamento. Realize no máximo 1 aplicação por ciclo da cultura.   

Espectro de controle: eficiente no controle de plantas daninhas de folha larga e estreita, como angiquinho, tiriricas, cuminho e sagitária.

Dosagem recomendada: aplique de 100 a 133,3 g de produto comercial por hectare.

Cuidados: O intervalo de segurança é de 50 dias.

Herbadox 

Cultivo: Arroz de sequeiro.

Quando usar: na pré-emergência.

Espectro de controle: controla grande parte dos capins, como capim-marmelada, capim-arroz, capim-colchão e capim-pé-de-galinha. É eficaz também no manejo do caruru de mancha.

Dosagem recomendada: de 3L a 4,5L de produto comercial por hectare, dependendo do tipo de solo. As menores doses são recomendadas para solos arenosos e as maiores para os argilosos. Somente uma única aplicação é necessária.

Cuidados: faça a aplicação na hora do plantio ou logo após. Cuide para que as sementes estejam bem cobertas pelo solo e nunca aplique após a germinação.

Gamit 

Cultivo: Arroz de sequeiro e irrigado.

Quando usar: na pré-emergência.

Espectro de controle:

  • para arroz de sequeiro: capim-pé-de-galinha, picão grande, trapoeraba, corriola;
  • para arroz irrigado: Angiquinho, capim-colchão, capim-marmelada e capim-arroz.

Dosagem recomendada: 

  • para arroz de sequeiro:  1,7L a 2L de produto comercial por hectare;
  • para arroz irrigado: 1,1L a 1,7L de produto comercial por hectare.

Cuidados: Para a utilização desse produto, as sementes de arroz devem ter sido previamente tratadas com Safener (produto específico para proteção da cultura quanto a aplicação do herbicida). 

No momento da aplicação, o solo deve estar livre de torrões e com uma umidade mínima para a ativação do produto. 

Caso precise fazer o controle de plantas já germinadas, cuide para que não haja muita movimentação de solo no processo, de modo a  manter o defensivo na camada superficial.

Basagram 

Cultivo: Arroz de sequeiro e irrigado.

Quando usar: na pós-emergência.

Espectro de controle: 

  • Para arroz de sequeiro: trapoeraba e corriola;
  • Para arroz irrigado: erva-de-bicho e tiriricas.

Dosagem recomendada: de 1L a 1,6 L por hectare, utilizando doses menores quando as folhas estiverem molhadas por neblina ou orvalho.

Cuidados:  Ao aplicar em lavouras de arroz irrigado, retire a água para deixar as folhas das plantas daninhas bem expostas. Caso seja preciso voltar com a irrigação, faça isso após 48h. O intervalo de segurança é de 60 dias.

Only 

Cultivo: Exclusivo para arroz Clearfield.

Quando usar: em dose única na pós-emergência ou sequencial, sendo uma em pré e outra em pós-emergência.

Espectro de controle: herbicida chave para controle de arroz vermelho, também controla capim-arroz e tiririca.

Dosagem recomendada: 

  • Em pós-emergência: 1L/ha, entre 4 folhas e primeiro perfilho do arroz;
  • Sequencial: 0,75L + 0,75L/ha entre 4 folhas e primeiro perfilho do arroz.

Cuidados: utilize adjuvante variando de 0,5% a 1% v/v. Para um bom funcionamento do produto, é necessário  que ocorra chuva nos próximos 5 dias ou que a área seja irrigada. O intervalo de segurança é de 60 dias.

Kifix 

Cultivo: arroz de sequeiro e irrigado, exclusivo para arroz Clearfield.

Quando usar: na pré e pós-emergência das daninhas.

Espectro de controle: amplo espectro de controle, controlando folhas largas e estreitas, inclusive arroz vermelho.

  • Para arroz de sequeiro: algumas das invasoras controladas são, capim-colonião,   capim-amargoso, trapoeraba, leiteiro, corriola; 
  • Para arroz irrigado: espécies como, arroz vermelho, angiquinho, sagitária, tiriricas, cuminho, papuã e capim-arroz. 

Dosagem recomendada: 

  • Para arroz de sequeiro: de 100g/ha a 140 g/ha ou 70g + 70g, se sequencial;
  • Para arroz irrigado: 140g de produto comercial por hectare.

Cuidados: para esse produto também utilize adjuvante 0,5% v/v. Para uma boa ação deste herbicida no arroz irrigado, é importante que a entrada da água ocorra entre 48h e 72h após a aplicação. O intervalo de segurança é de 60 dias.

O Sistema Clearfield é uma tecnologia desenvolvida pela Basf, onde sementes geneticamente selecionadas toleram a aplicação de herbicidas específicos do grupo das imidazolinonas.

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Conclusão

Nesse artigo, você viu como as plantas daninhas afetam a produtividade do arroz, e que dependendo do período e do nível de infestação, seu cultivo pode ser mais ou menos afetado.

Você também ficou por dentro das plantas daninhas mais recorrentes na cultura e quais os principais herbicidas para arroz indicados para o controle dessas invasoras.

Não se esqueça de sempre usar as boas práticas de manejo e aplicação para um controle eficiente e seguro! 

Além disso, conte sempre com a ajuda do seu engenheiro-agrônomo e siga as recomendações do fabricante. 

>> Leia mais:

“Pragas do arroz: como identificar e combatê-las na cultura”

“Como fazer o controle não químico para plantas daninhas” 

Você já precisou lidar com as plantas daninhas na sua plantação? Conhecia os principais herbicidas para arroz? Conte para a gente sua experiência aqui nos comentários!

As 6 principais plantas daninhas do algodão e como controlá-las

Plantas daninhas do algodão: confira as espécies mais problemáticas para a cultura e o que fazer para ter um manejo adequado!

O controle das plantas daninhas é de extrema importância, principalmente quando se trata de uma cultura tão sensível à competição quanto o algodoeiro.

Além dos problemas durante a safra e a colheita, as invasoras também podem prejudicar a qualidade da fibra do algodão, contribuindo para o aumento da umidade nos fardos. E isso pode prejudicar significativamente seu lucro com a lavoura, não é verdade?

Quer saber mais sobre as principais plantas daninhas do algodão e como fazer um controle mais efetivo dessas espécies em sua lavoura? Confira essas e outras informações a seguir!

6 principais plantas daninhas do algodão

1. Buva

Muito agressiva e amplamente disseminada por todo o Brasil, a buva (Conyza spp.) também é conhecida por voadeira, rabo-de-foguete e margaridinha-do-campo.

Produz quantidades elevadas de sementes que se dispersam com facilidade na área, o que justifica sua presença em grande parte do país.

A buva é uma das plantas daninhas que já apresentaram resistência ao glifosato, o que a torna de difícil controle.

foto de Buva (Conyza bonariensis)

Buva (Conyza bonariensis)
(Fonte: Manual de Identificação e Controle de Plantas Daninhas, 2006)

2. Corda-de-viola

Também conhecida por corriola, campainha e jetirana, a corda-de-viola (Ipomoea sp.) é uma planta daninha de grande importância econômica na agricultura. 

De hábito trepador, ela se enrola no algodoeiro, podendo causar estrangulamento e acamamento da planta. 

Durante a colheita do algodão, a corda-de-viola também compromete o funcionamento dos componentes móveis da colhedora, causando mau funcionamento da máquina. 

foto de planta daninha Corda-de-viola com flor vermelha (Ipomoea hederifolia)

Corda-de-viola (Ipomoea hederifolia)
(Fonte: Herbário Vale do São Francisco)

3. Capim-amargoso

O capim-amargoso (Digitaria insularis) é uma gramínea que causa danos a diversas culturas de interesse econômico. Dependendo da região, pode ser conhecido como capim-flecha e capim-milhã.

Trata-se de uma planta com metabolismo fotossintético C4, que tem a capacidade de se desenvolver durante todo o ano.

Essa planta daninha forma volumosas touceiras a partir de rizomas e, assim como a buva, é de difícil controle por já ter apresentado resistência ao glifosato.

foto de planta daninha Capim-amargoso (Digitaria insularis)

Capim-amargoso (Digitaria insularis)
(Fonte: Manual de Identificação e Controle de Plantas Daninhas, 2006)

4. Caruru

O caruru (Amaranthus spp.), também conhecido por bredo e crista-de-galo, é outra planta daninha com ampla janela de adaptação, ou seja, se desenvolve mesmo em situações adversas. 

Essa planta tem rápido crescimento e elevada produção de sementes, o que garante sua disseminação por todo o território. É também uma planta de difícil controle devido à resistência ao glifosato.

duas fotos de caruru (Amaranthus hybridus var. paniculatus e Amaranthus hybridus var. patulus), plantas daninhas do algodão

Caruru (Amaranthus hybridus var. paniculatus e Amaranthus hybridus var. patulus)
(Fonte: Adaptado de Manual de Identificação e Controle de Plantas Daninhas, 2006)

5. Leiteiro

Também conhecido por amendoim-bravo e café-do-diabo, o leiteiro (Euphorbia heterophylla) tem trazido grandes prejuízos às lavouras. Sua presença causa diminuição da produção e da qualidade do produto colhido. 

O leiteiro apresenta deiscência explosiva (bolocoria). Isso quer dizer que seus frutos têm a capacidade de lançar as sementes longe da planta-mãe, o que facilita sua disseminação.

Também é uma planta daninha que, ao longo dos anos, adquiriu resistência ao glifosato. 

planta daninha Leiteiro (Euphorbia heterophylla)

Leiteiro (Euphorbia heterophylla)
(Fonte: Embrapa)

Plantas daninhas que interferem na qualidade da fibra do algodão 

Algumas espécies de plantas daninhas também interferem diretamente na qualidade da fibra do algodão, como é o caso do picão-preto (Bidens pilosa), capim-carrapicho (Cenchrus echinatus), carrapicho-de-carneiro (Acanthospermum hispidum) e capim-colchão (Digitaria horizontalis)

As sementes dessas plantas apresentam estruturas que aderem à fibra, reduzindo a qualidade do produto e, consequentemente, seu valor de mercado. 

Além disso, a presença de impurezas aumenta os custos de beneficiamento do algodão.

Da direita para a esquerda: sementes de picão-preto (Bidens pilosa), capim-carrapicho (Cenchrus echinatus), carrapicho-de-carneiro (Acanthospermum hispidiu.) e capim-colchão (Digitaria horizontalis)

Da direita para a esquerda: sementes de picão-preto (Bidens pilosa), capim-carrapicho (Cenchrus echinatus), carrapicho-de-carneiro (Acanthospermum hispidiu.) e capim-colchão (Digitaria horizontalis
(Fonte: Adaptado de Manual de Identificação e Controle de Plantas Daninhas, 2006)

Quando controlar as plantas daninhas do algodão?

É fundamental conhecer o histórico da área em que será implantada a lavoura. O conhecimento prévio da comunidade infestante permite estabelecer um plano de ação eficiente, que deve ser iniciado antes da semeadura e se estender até o momento da colheita. 

Tendo em vista que o algodoeiro é muito sensível à competição, qualquer interferência externa pode comprometer a produtividade. Assim, o cultivo e a colheita devem ser feitos com a área sem plantas invasoras, ou seja, “no limpo”.

Métodos de controle das daninhas do algodão

Controle preventivo

O controle preventivo tem intuito de evitar que novas sementes procedentes de outros locais sejam introduzidas na área cultivada. 

Para isso, é preciso:

  • fazer a limpeza de máquinas e implementos antes de transferi-los de uma área a outra. Essa medida evita que torrões de solo contendo sementes de plantas daninhas sejam levados para outra área de cultivo;
  • utilizar sementes de algodão certificadas;
  • fazer o controle das plantas daninhas também na bordadura das lavouras e nos carreadores, pois o trânsito de animais e até mesmo o vento podem levar sementes indesejadas para a área cultivada.

Controle químico

No mercado, é possível encontrar diversos produtos para o controle de espécies daninhas na cultura do algodão. No entanto, a escolha do herbicida deve ser pautada em alguns fatores, como: 

  • cultivar do algodão;
  • grau de seletividade;
  • espécie e estágio de desenvolvimento das plantas daninhas;
  • tipo de solo;
  • condições climáticas;
  • tecnologia de aplicação.

Também é importante evitar o uso de produtos isolados com resistência comprovada.

Dentre as moléculas disponíveis para o controle de plantas daninhas na cultura do algodão temos:

  • haloxifope-P-metílico;
  • carfentrazona-etílica;
  • diurom;
  • dibrometo de diquate;
  • cletodim.

Mas, o processo de escolha de herbicidas é complexo, o que remete à necessidade de acompanhamento por um engenheiro agrônomo.

Práticas de manejo integrado 

A rotação de herbicidas com diferentes mecanismos de ação é uma das técnicas que deve ser adotada pelo cotonicultor. 

Essa medida amplia o número de espécies controladas, diminui o banco de sementes do solo e dificulta a seleção de biótipos resistentes. 

Outra técnica é a rotação de culturas, que traz inúmeros benefícios como a diversificação da produção, melhoria das qualidades físico-química e biológica do solo e controle de plantas infestantes. 

Cada cultura requer um manejo específico e os efeitos dos diferentes sistemas de produção contribuem para a diminuição do banco de sementes.

Na entressafra, deve ser dada atenção especial ao manejo das plantas daninhas. As medidas adotadas nesse período refletirão diretamente na próxima safra tanto no que se refere ao tamanho da população invasora quanto ao número de aplicações de herbicidas.

planilha de produtividade do algodão Aegro

Conclusão

Buva, corda-de-viola, capim-amargoso, caruru, leiteiro, picão-preto, capim-carrapicho, carrapicho-de-carneiro e capim-colchão são algumas das plantas daninhas que causam sérios prejuízos à cultura do algodão.

Como você viu neste artigo, o controle eficiente das plantas daninhas está pautado na adoção de práticas de manejo integradas. Utilize controle preventivo e químico, faça um bom manejo na entressafra, aposte na rotação de culturas e de produtos com mecanismos de ação diferentes.

Vale lembrar que cada área produtora deve ser avaliada isoladamente, considerando fatores técnicos, ambientais e econômicos. Dessa forma, você garante maior produtividade e reduz os custos de produção do algodão!

>>Leia mais:

Capim-rabo-de-raposa (Setaria Parviflora): guia de manejo

Restou alguma dúvida sobre plantas daninhas do algodão? Quais as espécies que dão mais dor de cabeça aí em sua lavoura? Aproveite e baixe aqui um e-book gratuito sobre o controle de plantas daninhas!

Referências

Lorenzi, H. Manual de identificação e controle de plantas daninhas: plantio direto e convencional. 6ª Edição. Nova Odessa, São Paulo. Instituto Plantarum, 2006.

O que você precisa saber sobre identificação, danos e controle da planta daninha corda-de-viola

Planta daninha corda-de-viola: confira as principais características e os herbicidas mais eficientes para controle dessa invasora

Corriola, campainha, amarra-amarra… a planta daninha corda-de-viola pode ser conhecida por vários nomes e, em todos os casos, pode causar sérios danos às culturas se não for manejada corretamente!

Estudos apontam que a presença dessa invasora pode reduzir em quase 50% a produtividade da lavoura, sendo as culturas de verão as mais afetadas.

Além disso, por ser tolerante ao glifosato, é preciso haver um controle especial para evitar sua dispersão na produção e arredores da lavoura.

Quer aprender a identificar e controlar de maneira eficiente a corda-de-viola? Confira a seguir!

Principais características da planta daninha corda-de-viola 

A corda-de-viola (Ipomea sp.) é uma planta daninha de coloração vistosa tanto nas folhas quanto nas flores. 

Possui folhas largas que, dependendo da espécie, podem ser inteiras ou recortadas. Já suas flores podem ser de diferentes cores, variando do branco ao roxo.

A reprodução da corda-de-viola ocorre por sementes e ela cresce como uma trepadeira, com hábito de se enrolar sobre as culturas, podendo atingir até 3 m de comprimento.

Seu caule e ramos são finos, fibrosos e alongados, que se prostram sobre o chão ou sobem em obstáculos (culturas na lavoura). Sendo assim, dificulta muito a colheita em culturas como soja, feijão e milho.

duas fotos de exemplares de Ipomea sp. (Corda-de-viola)

Exemplares de Ipomea sp. (Corda-de-viola)
(Fonte: Mais soja)

Segundo relatos, há mais de 140 espécies da planta-daninha corda-de-viola, que está presente em todas as regiões do Brasil. 

Além de competirem por água, luz e nutrientes com as culturas de valor econômico, também atrapalham muito o processo mecânico de colheita, como explicarei a seguir.

Culturas afetadas e problemas causados 

Diversas espécies de interesse econômico sofrem danos devido à disseminação da corda-de-viola nas lavouras.

Arroz, cana-de-açúcar, milho e soja são as mais afetadas devido à planta daninha ser de crescimento anual e ocorrer na mesma época dessas citadas.

Como a corda-de-viola apresenta tolerância ao herbicida glifosato, é comum também estar presente em lavouras onde cultivares geneticamente modificadas (RR) são cultivadas.

planta daninha corda-de-viola na cultura da soja

Corda-de-viola na cultura da soja
(Fonte: Feis/Unesp)

foto de planta daninha corda-de-viola no milho

Corda-de-viola no milho
(Fonte: Embrapa)

No caso da soja, a presença da planta daninha corda-de-viola na lavoura pode reduzir em mais de 40% a produtividade da cultura, como mostra estudo

A alta população dessa planta daninha nas culturas traz uma série de problemas como:

  • inviabilização da operação mecânica de colheita;
  • embuchamento da colhedora;
  • desgaste de componentes da plataforma de corte;
  • arrastamento e tombamento;
  • impacto no rendimento final das culturas;

E tudo isso, claro, causa prejuízos econômicos.

Outro estudo aponta que até 20 sacas de milho por hectare podem ser deixados para trás em lavouras infestadas com a daninha.

Colhedora de cana-de-açúcar “embuchada” por causa da corda-de-viola

Colhedora de cana-de-açúcar “embuchada” por causa da corda-de-viola
(Fonte: LPV/ESALQ/USP)

Como fazer o manejo da corda-de-viola na lavoura

Para minimizar ou eliminar os problemas causados pela planta daninha corda-de-viola na lavoura, faz-se necessário executar técnicas de manejo específicas, evitando a proliferação da planta invasora e reduzindo o banco de sementes no solo.

Um manejo bastante tradicional, simples e eficaz, é a aplicação de herbicidas específicos.

Como a reprodução da espécie se dá por sementes, é interessante o controle pré-emergente ou pós inicial, antes do desenvolvimento do hábito trepador. Passada essa fase, fica complicado o controle de maneira seletiva, evitando competição e problemas na colheita.

O controle na fase inicial também evita a produção de sementes, reduzindo o banco de sementes da invasora. Com o manejo correto, ao longo do tempo esse banco será reduzido a um nível que não cause mais danos econômicos.

A seguir, deixo alguns exemplos de herbicidas recomendados para o controle de Ipomea sp.

Flumioxazin

É uma alternativa eficaz e possui registro para diversas culturas, dentre elas soja, algodão e cana-de-açúcar. 

Controla na pré e pós-emergência com alta seletividade e longo residual na dose de 50 g ha-1 para a cultura da soja.

Pesquisadores de campo relatam que o uso de misturas tem obtido bons resultados no controle da corda-de-viola. A associação com glifosato, 2,4 D e/ou imazetapir amplia o espectro de controle.

2,4 D

O 2,4 D controla plantas daninhas de difícil controle, especialmente as plantas de folhas largas, como a corda-de-viola.

Esse herbicida seletivo pode ser utilizado para o controle da corda-de-viola nas culturas do trigo, milho, soja, arroz, aveia, sorgo, cana-de-açúcar, café e pastagem de braquiária.

Na soja,, a aplicação deve ser feita 7 dias antes da semeadura. No café, a aplicação deve ser feita em jato dirigido, evitando o contato do produto com a cultura.

Oxyfluorfen

Possui até 95% de controle na maioria das espécies de Ipomea sp. (Corda-de-viola). Há indicação de uso no arroz irrigado em pré e pós-emergência na dose de 1,0 – 4,0 l ha-1.

Também pode ser recomendado para outras culturas de lavoura como algodão e cana-de-açúcar.

Sulfentrazone

Mais um herbicida utilizado na pré-emergência da planta daninha. Possui indicação para soja com uma exceção: não aplicar em solos arenosos. Nesta cultura há recomendação de 0,4 a 1,2 l ha-1.

Possui ação residual para controle do banco de sementes, podendo ser usado em associação a herbicidas sistêmicos (glifosato, 2,4 D e chlorimuron).

Amicarbazone

Herbicida com alto controle na pré e pós-emergência inicial. Recomendado para controle da corda-de-viola em lavouras de milho e cana-de-açúcar na dose de 0,4 e 1,5-2,0 kg ha-1, respectivamente.

Em cana-de-açúcar, pesquisas demonstraram que este ingrediente ativo apresentou controle total de diversas espécies de corda-de-viola em pós-emergência inicial, além de ótimo efeito residual, reduzindo drasticamente eventuais danos à cultura.

No controle de plantas adultas, os herbicidas à base de 2,4-D possuem bons resultados, e são registrados para a maioria das grandes culturas de lavoura.

Importante verificar a tecnologia das cultivares na utilização de misturas:

É importante consultar um profissional da agronomia em todas as práticas de aplicação de defensivos agrícolas.

A recomendação e receituário tem o intuito de evitar a aplicação de doses excessivas ou subdoses de herbicida. 

Uma dose inadequada é muito prejudicial, seja pela fitotoxicidade causada às plantas, seja pelo controle falho e surgimento de resistência ou tolerância das daninhas.

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Conclusão

A planta daninha corda-de-viola é uma invasora comum no Brasil, possui hábito trepador e crescimento preferencial no verão.

Além da competição por água, luz e nutrientes com as culturas de interesse econômico, ela prejudica a colheita mecanizada, o que traz perdas econômicas significativas.

Como você viu neste artigo, o manejo da corda-de-viola deve ser realizado na pré-emergência ou pós-emergência inicial.

A reprodução da invasora por sementes exige um bom controle e uso de herbicidas com longo efeito residual.

Misturar herbicidas inibidores da Protox com glifosato é uma boa alternativa para controle da corda-de-viola.

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Você já enfrentou dificuldade no manejo da planta daninha corda-de-viola? Restou alguma dúvida sobre esse assunto? Deixe seu comentário!

Como funciona e o que fazer sobre a resistência de plantas daninhas a herbicidas

Resistência de plantas daninhas a herbicidas: o que é, quais os principais mecanismo e como evitar esse problema em sua lavoura. 

Atualmente, o Brasil apresenta 28 espécies de plantas daninhas com resistência simples ou múltipla a vários herbicidas.

E, novos casos surgem todos os anos, enquanto pouquíssimos herbicidas novos entram no mercado.   

Por isso, é essencial saber identificar e manejar plantas daninhas resistentes em sua lavoura, pois sua presença pode diminuir a produtividade da cultura e aumentar o custo de manejo em mais de 200%.

Pensando nisso, separei algumas informações sobre resistência de plantas daninhas. Confira!

O que é resistência de plantas daninhas? 

A resistência de plantas daninhas a herbicidas pode ser definida como habilidade hereditária de uma planta sobreviver e se reproduzir após a exposição a uma dose de herbicida normalmente letal para o biótipo selvagem da planta.

Isso ocorre devido a mutações que aumentam a variabilidade genética das plantas daninhas, tratando-se de um processo natural para assegurar a sobrevivência da espécie. 

Na prática, podemos pensar que, de maneira natural, surgiu em sua lavoura uma planta daninha com uma mutação, tornando-se resistente a um herbicida.

Assim, conforme esse herbicida é utilizado em sua lavoura, as plantas suscetíveis morrem e as resistentes sobrevivem e geram descendentes. 

Com o passar dos anos utilizando esse mesmo manejo, baseado em apenas um determinado herbicida, o produto perderá a eficiência. 

Esse fenômeno foi facilmente observado com o uso intensivo do glifosato em sistema RR, em que plantas como a buva desenvolveram resistência e se espalharam pelo Brasil inteiro pela falta de manejos alternativos. 

Agora vamos entender melhor como funcionam essas mutações e porque possibilitam que uma planta daninha sobreviva ao herbicida. 

O que é mecanismo de resistência de plantas daninhas a herbicidas?

Antes de falarmos sobre como as plantas sobrevivem a um herbicida, precisamos entender primeiro por que um herbicida mata uma planta.

Cada herbicida possui um modo de ação que determina como ele vai atuar na planta e quais injúrias irá causar. 

O mecanismo de ação do herbicida é o primeiro passo bioquímico ou biofísico no interior celular a ser inibido pela atividade herbicida.

Somente esse processo pode ser suficiente para matar plantas daninhas suscetíveis. Entretanto, geralmente são necessárias diversas outras reações ou processos para matar uma planta, cujo somatório é denominado modo de ação

Os mecanismos de ação geralmente estão associados à inibição de uma rota metabólica vital para as plantas ou à produção de espécies reativas tóxicas que degradam as células da planta. 

Por isso, para entendermos o mecanismo que torna uma planta daninha resistente a um herbicida é importante conhecer o modo de ação daquele herbicida. Assim, podemos compreender quais alterações poderiam impedir que o herbicida atue na planta.  

Essas alterações fisiológicas e/ou morfológicas que impedem que o herbicida controle uma planta daninha naturalmente suscetível são denominadas mecanismo de resistência de plantas daninhas a herbicidas. Eles podem ser classificados em dois grupos:

Mecanismos de resistência no sítio de ação ou específicos 

São mecanismos que estão ligados diretamente com o local de ação do herbicida, por exemplo, uma alteração na enzima que impede sua inibição.  

Mecanismos de resistência fora do sítio de ação ou não específicos

São mecanismos que não estão ligados diretamente ao sítio de ação, mas interferem no modo de ação do herbicida, impedindo sua atividade no local alvo, por exemplo, metabolização do herbicida.  

Principais mecanismos de resistência de plantas daninhas a herbicidas

Atualmente existem pelo menos seis mecanismos que conferem a plantas daninhas resistência a herbicidas. 

Contudo, é importante entender que, em uma mesma planta, podem ocorrer mais de um destes mecanismos, proporcionando resistência a herbicidas de um ou mais modos de ação.   

Mecanismos de resistência no sítio de ação

Alteração no sítio de ação do herbicida

Esse mecanismo altera a conformação ou forma do sítio de ação (geralmente uma enzima ou proteína) de modo que a molécula herbicida fica incapaz de se ligar apropriadamente ao local onde atua como agente inibidor. 

Desta forma, a rota metabólica segue seu curso natural e a planta não é mais afetada pelo herbicida. 

Este tem sido o mecanismo de resistência que ocorre com maior frequência nas populações resistentes de plantas daninhas. 

Amplificação gênica

Esse mecanismo ocorre devido a uma alteração genética que aumenta significativamente o número de cópias da sequência de DNA que codifica a expressão gênica de síntese da enzima relacionada à ação do herbicida. 

Assim, as plantas daninhas com esse mecanismo sintetizam inúmeras cópias da enzima alvo do herbicida, o que torna a dose utilizada ineficiente para inibir todas as cópias.

Devido à quantidade muito maior de cópias, geralmente, o aumento de dose do produto fica inviável do ponto de vista econômico e ambiental, inviabilizando o herbicida. 

Metabolização ou desintoxicação do herbicida

Esse mecanismo ocorre devido ao metabolismo da molécula herbicida a compostos não tóxicos. As principais enzimas envolvidas neste mecanismo são as mono-oxigenases do citocromo P450 e a glutationa.  

Absorção foliar e translocação diferencial do herbicida

Esse mecanismo promove menor absorção e translocação do herbicida na planta, retendo o máximo possível do produto nas folhas tratadas. 

Esse processo se dá muitas vezes por alterações morfológicas na superfície foliar (espessamento de cutícula, maior acúmulo de cera, maior número de tricomas e menor número de estômatos), que prejudicam a absorção do herbicida. 

Devido a essas barreiras desenvolvidas pela planta, a quantidade de herbicida que chega no sítio de ação não é suficiente para ocasionar sua morte. 

Translocação diferencial de herbicida de biótipos de azevém resistente (R) e suscetível (S) a glifosato - resistência de plantas daninhas a herbicidas

Translocação diferencial de herbicida de biótipos de azevém resistente (R) e suscetível (S) a glifosato
(Fonte: Fernández-Moreno et al, 2017)

Sequestro ou compartimentalização do herbicida

A base deste mecanismo é aprisionar as moléculas de herbicida em locais onde não tenham contato com o sítio de ação. Assim, as plantas sequestram o herbicida e acumulam em organelas onde não têm atividade, geralmente os vacúolos.  

Rápida necrose 

Esse mecanismo de resistência foi registrado recentemente no Brasil para um biótipo de buva. Como estratégia de defesa, a planta necrosa os tecidos que tiveram contato com o herbicida rapidamente, impedindo que o mesmo transloque pela planta. 

Devido à grande capacidade de rebrota da buva, poucas semanas após tratamentos, as plantas recuperaram os tecidos necrosados pelos herbicidas. 

RÁPIDA NECROSE DE 2,4-D EM BUVA em até 8 horas após aplicação

Como identificar a ocorrência de plantas resistentes em sua lavoura

Sempre que houver a suspeita de um novo caso de resistência em uma lavoura, é importante descartar totalmente a possibilidade de falhas no controle. 

Por isso, ao identificar um possível caso de resistência de um planta daninha, é preciso se fazer as seguintes perguntas: 

  • Os herbicidas e doses recomendados tem um bom histórico de controle daquela planta daninha? 
  • O produto foi aplicado no estádio ideal de controle?
  • A tecnologia de aplicação utilizada proporcionou uma boa cobertura do alvo? 
  • A calda de aplicação não teve problemas com incompatibilidade de produtos, dureza da água ou pH?
  • As falhas de controle ocorreram apenas para uma espécie de planta daninha?
  • Em anos anteriores, já vinha notando escape de algumas plantas da espécie ou escutava reclamações de controle em áreas vizinhas? 

Caso a resposta para todas essas perguntas seja afirmativa, é interessante que você contate uma instituição de pesquisa próxima de sua região para obter mais informações sobre possíveis casos de resistência. 

Confirmado o caso de resistência, esse contato rápido acelera os estudos de combate à resistência e facilita a contenção e manejo deste novo problema.  

9 dicas para evitar novos casos de resistência 

Para garantir que não haja seleção de resistência para novos herbicidas ou disseminação de populações resistentes para novas áreas, é muito importante que o você siga estas dicas:    

  1. Conheça o histórico de resistência da área e região;  
  2. Realize rotação de mecanismo de ação de herbicidas;
  3. Inclua herbicidas pré-emergentes no manejo;
  4. Siga os princípios básicos da tecnologia de aplicação;
  5. Realize aplicações em pós-emergência sobre plantas pequenas;
  6. Realize corretamente aplicações sequenciais;
  7. Priorize controle na entressafra;
  8. Realize rotação de culturas e adubação verde;
  9. Realize limpeza correta de máquinas ou implementos antes de utilizá-los em novas áreas.
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Conclusão

Neste artigo vimos o que é a resistência de plantas daninhas a herbicidas e conceitos importantes desta área.

Também vimos os principais mecanismos que ocasionam resistência e entendemos quais as principais perguntas para saber se há um novo caso de resistência na lavoura. 

Além disso, acompanhamos as principais dicas para manejar plantas daninhas resistentes e evitar o surgimento de novos casos. 

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Você enfrenta ou enfrentou casos de resistência de plantas daninhas a herbicidas em sua lavoura? Quais as mais problemáticas? Adoraria ver seu comentário abaixo!