O seguro de colheita pode ser o melhor aliado para reduzir o impacto dos desastres naturais na sua fazenda
As atividades humanas estão alterando a atmosfera e causando mudanças climáticas no planeta. Essas mudanças podem, em um futuro próximo, provocar modificações no cenário agrícola brasileiro.
A agricultura é uma atividade altamente dependente de fatores climáticos, por isso a mudança no clima pode afetar a produção agrícola de várias formas: mudança na severidade de eventos extremos, no número de ondas de calor, modificação na ocorrência e na severidade de pragas e doenças.
Nos últimos anos, o Brasil tem sofrido intensamente com eventos climáticos extremos representados por fortes chuvas e calor intenso que deixam um rastro de destruição em diversos pontos do país.
O seguro da colheita pode ser o melhor aliado do agricultor para que ele não perca sua safra por conta de eventos climáticos e de outros perigos, garantindo a continuidade e o desenvolvimento sustentável da produção.
O que é o seguro de colheita?
O seguro da colheita protege contra prejuízos financeiros devido a adversidades climáticas. Ele garante segurança financeira para o produtor rural, mantendo a estabilidade mesmo diante de eventos climáticos inesperados.
A contratação é flexível e adaptável às necessidades de cada produtor. Planos personalizados levam em conta o tipo de cultura, área cultivada e riscos regionais. Isso torna o seguro efetivamente útil para cada agricultor.
Para quem é o seguro de colheita
O seguro de colheita atende diretamente os agricultores, produtores rurais e fazendeiros, independentemente do porte – pequeno, médio ou grande. Ele é ideal para quem tem como principal atividade a plantação e busca segurança contra imprevistos climáticos.
Adicionalmente, este seguro é adaptável a diferentes culturas e regiões. Isso significa que existe uma cobertura adequada para cada tipo de cultivo ou localização da fazenda. Ou seja, ele é projetado para atender às necessidades específicas de cada produtor, garantindo que a cobertura seja a mais eficiente possível.
Quais as coberturas do seguro de colheita
O seguro proporciona uma ampla variedade de coberturas, essenciais para proteger os agricultores contra as adversidades climáticas.
Incêndio e raio;
Tromba d’água;
Ventos fortes e ventos frios;
Geada;
Granizo;
Seca;
Chuvas excessivas.
O que o seguro não cobre
O seguro de colheita oferece uma ampla proteção, mas há situações que não estão cobertas, como:
Danos intencionais;
Má gestão agrícola;
Doenças e pragas;
Poluição e contaminação;
Conflitos e atos de guerra.
Como acionar o seguro em caso de sinistro
Ao enfrentar um sinistro coberto pelo seguro de colheita é crucial agir de forma rápida e organizada para assegurar a compensação adequada.
Seguir corretamente o processo faclita o processo de indenização, além de garantir que você receba o suporte necessário para recuperar-se das perdas.
Notificação imediata do sinistro: assim que identificar um sinistro, o primeiro passo é notificar a seguradora;
Documentação do sinistro: proceda com a coleta de todas as evidências relacionadas ao sinistro.;
Avaliação da seguradora: a seguradora, por sua vez, irá designar um perito ou uma equipe para avaliar os danos no local;
Processamento da indenização: com base na avaliação dos danos e na apólice contratada, a seguradora determina o valor da indenização;
Recebimento da indenização: uma vez aprovada, a indenização será procesada conforme os termos da apólice;
Reinício das atividades: com a indenizaão recebida, você poderá dar início às atividades de recuperação e planejamento para a próxima safra.
Conclusão
A contratação de um seguro de colheita é uma salvaguarda para os agricultores contra os desastres ambientais, como visto no Rio Grande do Sul em 2024.
Esse tipo de seguro oferece uma certa tranquilidade para que os agricultores possam planejar suas safras, investir em inovaçã e tecnologia e trabalhar para aumentar a produtividade, sem o temor constante de perdas devastadoras.
O solo é um dos recursos mais importantes para a agricultura, não apenas sustenta as plantas, mas também influencia diretamente a qualidade e a produtividade das lavouras.
Quando negligenciado, pode se tornar um ambiente propício para o surgimento de doenças de solo que afetam severamente a produção agrícola.
Estas doenças podem comprometer as raízes, caules e até os frutos prejudicando tanto a qualidade quanto a quantidade colhida
A grande maioria das doenças de solo são causadas por agentes patogênicos como fungos, bactérias, nematóides e vírus que sobrevivem e se multiplicam no solo.
Essas pragas atacam diretamente as plantas comprometendo seu desenvolvimento e em muitos casos levando à morte.
A presença desses organismos no solo é um dos principais fatores que comprometem a longevidade das lavouras e a saúde do ecossistema agrícola.
O que são doenças de solo?
As doenças de solo são originadas por agentes patogênicos como fungos, bactérias, nematoides e vírus, que possuem a capacidade de sobreviver e se multiplicar no ambiente do solo, criando condições desfavoráveis ao desenvolvimento das plantas.
Esses organismos podem permanecer inativos no solo por longos períodos, esperando condições adequadas para se retirarem e atacarem as culturas agrícolas.
É comum agirem diretamente nas raízes e, em alguns casos, nas partes aéreas das plantas, interferindo na absorção de água e nutrientes, enfraquecendo o sistema radicular e limitando o crescimento das culturas.
Além disso, podem causar sintomas como lesões, podridões, murchas e até a morte das plantas, comprometendo seriamente a produtividade e a viabilidade econômica da lavoura.
Um aspecto preocupante é que esses agentes patogênicos se adaptam facilmente às condições do ambiente e podem ser disseminados por meio de água, vento, resíduos de culturas anteriores, ferramentas agrícolas contaminadas ou pelo trânsito demáquinas e implementos entre talhões.
Isso torna o manejo das doenças de solo um grande desafio para os produtores. Entre os exemplos mais comuns estão fungos como Fusarium spp. e Rhizoctonia solani, que causam doenças como tombamento de plântulas e podridão de raízes, além de nematoides como Meloidogyne spp., responsáveis por formar galhas nas raízes.
As principais doenças do solo vão variar conforme a cultura e o patógeno. Algumas delas são mais comuns na lavoura de soja, como a antracnose, mas podem aparecer em outras plantações.
De qualquer forma, existem pelo menos 7 doenças de solo que você deve se preocupar. Acompanhe quais são elas e como tratar.
1. Tamanduá-da-Soja (Sternechus subsignatus)
Sintomas: Corte na base das hastes da soja, murcha das plantas e redução do porte e menor número de vagens.
Principais culturas afetadas: Soja e algumas leguminosas.
Impactos: Perda total da planta afetada e redução na produtividade devido à queda de vagens.
Manejo: Rotação de culturas para evitar a perpetuação do ciclo da praga, controle químico com inseticidas direcionados à fase adulta e Destruição dos restos culturais para eliminar os refúgios da praga.
Sintomas: Perfuração nos frutos do café e grãos ocos ou com perda de qualidade devido à alimentação da larva.
Impactos: Redução da qualidade dos grãos e perdas na produtividade que podem chegar a 30% em infestações severas.
Manejo: Monitoramento com armadilhas de captura, uso de inseticidas específicos em momentos de maior vulnerabilidade e controle biológico com fungos entomopatogênicos, como Beauveria bassiana.
Sintomas: Morte de plântulas logo após a emergência, lesões marrons ou negras no coleto e reboleiras de falhas no estande.
Principais culturas afetadas: Soja, feijão, milho, algodão e hortaliças.
Impactos: Perda de plantas na fase inicial e dificuldade em atingir o estande ideal.
Manejo: Tratamento de sementes com fungicidas específicos, uso de variedades resistentes, adequação do espaçamento e drenagem para evitar excesso de umidade.
Saiba todas as informações sobre tombamento da soja e como fazer o melhor manejo na sua lavoura.
Sintomas: Raízes com galhas ou lesões necróticas, murcha, clorose e plantas de menor porte e reboleiras com falhas no estande.
Principais culturas afetadas: Soja, milho, feijão, algodão, cana-de-açúcar e hortaliças.
Impactos: Redução na capacidade de absorção de água e nutrientes, e queda significativa na produtividade.
Manejo: Uso de cultivares resistentes ou tolerantes, rotação de culturas com plantas não hospedeiras, controle biológico com agentes como Bacillus spp. ou Pasteuria spp e uso de nematicidas em casos severos.
6. Lagarta-Elasmo (Elasmopalpus lignosellus)
Sintomas: Ataque ao coletor (base do caule), causando murcha e morte das plantas, e plântulas mortas em reboleiras.
Principais culturas afetadas: Milho, soja, sorgo, algodão e feijão.
Impactos: Perda de plantas na fase inicial, comprometendo o estande.
Manejo: Tratamento de sementes com inseticidas, manejo da palhada para reduzir populações iniciais, monitoramento e controle químico em áreas de alta infestação.
7. Coró-da-Soja (Phyllophaga spp.)
Sintomas: Corte das raízes e morte das plantas em reboleiras e murcha causada pela perda de capacidade de absorção de água e nutrientes.
Principais culturas afetadas: Soja, milho, pastagens e trigo.
Impactos: Redução do estande e produtividade, plantas enfraquecidas e maior suscetibilidade a estresses.
Manejo: Rotação de culturas com espécies menos suscetíveis, tratamento de sementes com inseticidas sistêmicos e manejo integrado, incluindo controle biológico com nematóides entomopatogênicos.
Como evitar doenças de solo?
A melhor forma de evitar doenças de solo é a implementação de práticas agronômicas que protejam as plantas e promovam a saúde do solo, reduzindo a presença e a atividade de agentes patogênicos.
As medidas a seguir são essenciais para minimizar os impactos e, ao mesmo tempo, garantir uma lavoura mais resiliente e produtiva. Confira:
1. Rotação de culturas
Alterar as culturas no mesmo talhão ao longo das safras é uma técnica eficaz para reduzir a pressão de patógenos.
Ao introduzir plantas que não são hospedeiras, como crotalária antes da soja ou milho, é possível interromper o ciclo de vida de fungos, nematoides e outras pragas.
Além disso, essa a rotação de culturasa diversificar os sistemas de cultivo, promovendo um equilíbrio biológico no solo.
2. Cobertura do solo
As plantas de cobertura, como crotalária, braquiária e milheto, desempenham um papel importante no manejo de doenças.
Sua função é criar uma barreira física que dificulta a proliferação de pragas e patógenos, além de melhorar a estrutura do solo e contribuir para a retenção de umidade e nutrientes.
A cobertura também reduz a erosão e previne o aparecimento deplantas daninhasque podem servir como hospedeiras de doenças.
3. Higienização de equipamentos
A movimentação de máquinas e implementos agrícolas entre talhões pode disseminar patógenos, como fungos e nematoides.
O uso de desinfetantes específicos e a eliminação de resíduos de solo e vegetais aderidos às máquinas ajudam a evitar a contaminação cruzada entre áreas.
4. Adubação equilibrada
Fornecer nutrientes em quantidades adequadas é uma medida excelente para fortalecer as plantas e tornar a lavoura menos vulnerável a doenças.
Solos bem nutridos e com balanço adequado demacro e micronutrientesproporcionam um ambiente mais favorável ao desenvolvimento das culturas e menos propício à proliferação de patógenos.
A aplicação de matéria orgânica e compostos orgânicos também pode melhorar a atividade microbiológica do solo, inibindo a ação de organismos prejudiciais.
5. Análise periódica do solo
Realizar análises regulares do solo permite identificar a presença de patógenos e avaliar as condições gerais da área.
Com base nos resultados, é possível implementar práticas corretivas, como o ajuste do pH ou a aplicação de produtos biológicos que favorecem a saúde do solo.
6. Uso de produtos biológicos
O uso de bioinsumos, como microrganismos antagonistas, são ferramentas importantes no manejo de doenças de solo.
A aplicação em fungos como Trichoderma spp. e bactérias como Bacillus spp. podem ser aplicados para combater diretamente os patógenos e melhorar o equilíbrio biológico do solo.
Doenças do solo: Um desafio constante
As doenças de solo são desafios constante que exigem atenção contínua e práticas bem planejadas.
Conhecer os patógenos, entender as particularidades do solo e adotar medidas de manejo adequadas são ações indispensáveis para garantir a saúde das culturas e a sustentabilidade da produção agrícola.
Ao aplicar soluções como rotação de culturas, uso de sementes certificadas e controle biológico, o é possível minimizar muito os impactos dessas doenças e preservar sua lavoura ao longo dos ciclos.
Outro ponto que também ajuda é o monitoramento regular da lavoura. No Software Aegro é possível ter esse tipo de cuidado por NDVI, além de fazer manejo integrado de pragase registrar cada evolução no próprio sistema.
Em 2024, a expectativa para a safra de café está cercada por incertezas, especialmente em relação às mudanças climáticas.
Eventos como seca prolongada e irregularidades na distribuição das chuvas têm impactado a produtividade, em especial nas regiões tradicionais como Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo.
Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil segue como líder mundial, mas enfrenta desafios para atender às crescentes demandas do mercado interno e externo.
As safras maiores, somadas a uma possível redução na demanda estimada pela pesquisa, podem levar a um excedente global de café – o que impactaria diretamente os preços.
Qual a previsão da safra de café para 2025?
As projeções para a safra de café 2025/26 no Brasil indicam a continuidade dos desafios das condições climáticas adversas.
A seca prolongada e as altas temperaturas da safra 2024 afetaram negativamente as lavouras, especialmente nas principais regiões produtoras.
Esses fatores podem resultar na redução da produtividade e na qualidade dos grãos na próxima safra.
Além disso, a escassez de chuvas durante períodos críticos do desenvolvimento das plantas comprometeu o florescimento adequado, essencial para uma boa formação dos frutos.
Especialistas alertam que, mesmo com a retomada das precipitações, os danos já causados podem não ser totalmente revertidos, impactando negativamente a produção de 2025.
A expectativa é que a safra de café 2025/26 apresente uma redução na produção em comparação aos anos anteriores, o que pode influenciar os preços no mercado interno e externo.
Qual o período da safra de café?
A safra de café no Brasil varia conforme a região produtora. Em estados como Minas Gerais e São Paulo, a colheita ocorre entre maio e agosto.
Já nas regiões do Norte e Nordeste, como Bahia e Rondônia, a colheita pode iniciar mais cedo, em abril, devido às diferenças climáticas.
Essa variação é determinada pelas condições locais de solo e clima, que influenciam diretamente o ciclo de desenvolvimento das plantas.
Por isso, entender o período de safra é essencial para planejar o manejo e atender às demandas do mercado no momento certo.
Produção de café no Brasil: regiões de destaque
O Brasil é o maior produtor mundial de café, respondendo por cerca de 40% da produção global. As principais regiões produtoras incluem:
Sul de Minas Gerais: Reconhecida pela alta qualidade do grão, com destaque para o café arábica;
São Paulo (Mogiana): Caracterizada pelo equilíbrio entre acidez e doçura dos grãos;
Espírito Santo: Líder na produção de café conilon, conhecido pela resistência e alta produtividade;
Bahia: Crescente no mercado, com produções em áreas irrigadas que garantem constância na oferta.
Cada região apresenta particularidades que influenciam o sabor, aroma e qualidade final do café, o que contribui para a diversificação de produtos no mercado nacional e internacional.
Tabela 1. Produção Mundial de Café estimada para a safra 2023: 174.340 (1000 sacos de 60 kg).
Relação entre a safra de café e as mudanças climáticas
As mudanças climáticas são um fator de grande preocupação para os produtores de café. O aumento das temperaturas médias, seca prolongada e chuvas em períodos inadequados têm alterado o ciclo produtivo da cultura.
Além disso, regiões que historicamente eram adequadas para o cultivo estão enfrentando novos desafios, enquanto áreas menos tradicionais começam a ganhar destaque.
Para mitigar os impactos, muitos produtores têm investido em tecnologias como irrigação, manejo de sombra e escolha de variedades mais adaptadas às novas condições climáticas.
Figura 3. Lavoura de café em formação, bem nutrida, sem competição com plantas daninhas e livre de pragas e doenças. Foto: Laís Teles.
Principais doenças que afetam a safra de café
As doenças de solo e as pragas representam desafios constantes para os produtores de café. Entre as principais doenças estão:
Ferrugem do café (Hemileia vastatrix): Provoca a queda precoce das folhas, reduzindo a capacidade produtiva da planta;
Cercosporiose (Cercospora coffeicola): Causa manchas nos frutos, comprometendo a qualidade do grão;
Podridão radicular: Associada a condições de solo encharcado, afeta diretamente o sistema radicular;
O manejo preventivo, com uso de variedades resistentes, práticas culturais adequadas e monitoramento constante, é indispensável para evitar prejuízos significativos.
A fase de pós-colheita é decisiva para preservar a qualidade dos grãos. Práticas inadequadas podem comprometer todo o esforço realizado ao longo da safra. Os cuidados incluem:
Secagem: Realizar em terreiros ou secadores mecânicos para evitar fermentação indesejada;
Armazenamento: Utilizar armazéns bem ventilados, com controle de temperatura e umidade, evitando contaminações;
Classificação: Separar os grãos por qualidade, atendendo às exigências do mercado;
Essas práticas garantem que o café mantenha suas características sensoriais, valorizando o produto na comercialização.
Quanto está a saca de café?
O preço da saca de café é influenciado por fatores como qualidade, volume de produção e condições do mercado internacional. Em 2024, os preços acabaram oscilando um pouco. Confira:
Café Arábica Em novembro de 2024, a saca de 60 kg do café arábica (tipo 6 bebida dura bica corrida), foi cotada a R$ 1.670,00 em Guaxupé/MG. Já no início de novembro, o café arábica cereja descascado de bom preparo, era negociado entre R$ 1.550 e R$ 1.600 por saca.
Café Conilon (Robusta): Até setembro de 2024, os preços do café conilon superaram a marca de R$ 1.500 por saca de 60 kg, renovando recordes nominais em reais.
Essas variações são o reflexo das condições de oferta e demanda, bem como os impactos climáticos nas regiões produtoras. Mesmo com isso, a alta qualidade do grão brasileiro, mantém o produto competitivo, mesmo em cenários desafiadores.
Previsão da saca de café para 2025
As projeções para os preços do café em 2025 indicam uma tendência de alta, influenciada por diversos fatores, entre eles:
Condições Climáticas Adversas: A seca prolongada e as altas temperaturas em regiões produtoras, como Minas Gerais e São Paulo, vão afetar a produtividade das lavouras, especialmente do café arábica, mais sensível às variações climáticas.
Oferta e Demanda: A oferta global de café está mais restrita, com a previsão de que a produção supere a demanda em apenas 150.000 sacas na temporada de outubro de 2024 a setembro de 2025, uma redução significativa em relação ao excedente de 700.000 sacas em 2023/24.
Mercado Futuro: Os contratos futuros de café arábica subiram acima de US$ 2,58 por libra, mantendo-se próximos ao nível mais alto desde meados de outubro de 2024, refletindo as expectativas de preços elevados no mercado internacional.
Diante desse cenário, são esperados preços mais altos ao longo de 2025, impactando tanto os produtores quanto os consumidores finais.
A demanda por agricultura sustentável no Brasil está transformando as cadeias produtivas.
O país tem buscado formas de aumentar a produção sem expandir áreas, unindo eficiência econômica e preservação ambiental.
Por conta disso, essa mudança é impulsionada por exigências do mercado e pela legislação que protege áreas naturais.
A preocupação com a sustentabilidade, surge como uma solução para uma produção maior, e com menor impacto ambiental. Tecnologias como novas cultivares e sistemas integrados são as principais ações para atender essas demandas.
O que é agricultura sustentável?
A agricultura sustentável é um conjunto de práticas agrícolas que promovem a produção de alimentos de maneira responsável em termos ambientais, sociais e econômicos.
O objetivo é atender às necessidades das gerações atuais e futuras, buscando um equilíbrio entre três pilares fundamentais: econômico, ambiental e social.
Esse modelo é adotado para garantir que a produção alimentar não comprometa a saúde do planeta e o bem-estar das comunidades.
Sustentabilidade na Agricultura do Brasil
O Brasil, como um grande produtor de alimentos, enfrenta o desafio de garantir a segurança alimentar de forma sustentável.
Atualmente, a agricultura no país é responsável por uma significativa parte do consumo de água e contribui para o desmatamento e as emissões de gases de efeito estufa.
Portanto, a transição para práticas agrícolas sustentáveis é importante para enfrentar esses desafios, preservando os recursos naturais e contribuindo para amitigação das mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que se busca inovação e eficiência no setor.
Principais práticas sustentáveis na produção de grãos no Brasil
A produção de grãos no Brasil, por lei, requer a adoção de práticas sustentáveis para atender à demanda por alimentos e preservar os recursos naturais. Por isso, separamos as mais utilizadas no momento em nossa agricultura.
1. Plantio Direto
Atualmente, cerca de 9 milhões de hectares são dedicados ao sistema de Plantio Direto (SPD).
Essa prática oferece diversos benefícios, como maior retenção de umidade, prevenção da erosão, flexibilidade no plantio e redução de custos, resultando em maior eficiência e rendimento na produção de grãos como milho e soja.
2. Rotação de culturas
A rotação entre culturas, especialmente entre soja e milho, é fundamental para melhorar a fertilidade do solo, controlar pragas e doenças, e reduzir o risco de erosão.
Essa prática não só equilibra a demanda por nutrientes, mas também melhora a estrutura do solo, aumentando sua capacidade de retenção de água.
3. Uso de tecnologia de precisão
A tecnologia de precisão revoluciona a produção agrícola ao permitir a aplicação exata de insumos como água e fertilizantes.
Isso reduz o desperdício e minimiza os impactos ambientais, ao mesmo tempo que possibilita monitoramento em tempo real, promovendo um manejo mais eficiente e sustentável.
4. Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF)
A ILPF combina diferentes atividades agrícolas em uma mesma área, trazendo benefícios como a melhoria do solo, redução da erosão, captura de carbono e conservação da biodiversidade.
Além disso, essa prática contribui para a resiliência dos sistemas agrícolas e para um equilíbrio ecológico.
5. Manejo Integrado de Pragas e Doenças (MIPD)
O MIPD é uma abordagem sustentável que reduz o uso de defensivos agrícolas e preserva a biodiversidade.
A técnica utiliza estratégias de controle biológico e preventivas para gerenciar pragas, evitando a resistência a produtos químicos e promovendo a saúde dos ecossistemas agrícolas.
6. Conservação de áreas de preservação permanente (APPs)
A proteção da vegetação nativa em torno de corpos d’água e áreas de conservação é necessária para manter a biodiversidade e proteger os recursos hídricos, assegurando um ambiente agrícola mais sustentável.
7. Uso eficiente da água
A gestão desistemas de irrigação eficientes costuma ser uma opção para reduzir o consumo de água e evitar desperdícios, contribuindo para uma agricultura mais sustentável.
8. Agricultura de baixo carbono (ABC)
A ABC envolve práticas que diminuem as emissões de gases de efeito estufa, como técnicas deplantio direto e a fixação biológica de nitrogênio, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas.
9. Certificação sustentável
A adesão a programas de certificação que comprovam práticas sustentáveis na produção de grãos garante a rastreabilidade e a responsabilidade socioambiental, promovendo uma agricultura ética.
10. Leis ambientais e monitoramento da propriedade
O cumprimento das leis ambientais e o monitoramento das atividades agrícolas são essenciais para identificar e mitigar impactos negativos no meio ambiente, assegurando a sustentabilidade a longo prazo.
Tipos de agricultura sustentável
A agricultura sustentável é meio de preservar o meio ambiente que se popularizou com os anos.
Por conta disso, hoje em dia existem vários tipos dessa agricultura, que podem ser adaptadas para diversas culturas. Confira abaixo:
1. Agroecologia
A agroecologia é uma abordagem científica que aplica os princípios da ecologia à agricultura.
Sua principal característica é a diversificação de cultivos e a conservação do solo e da água, promovendo um sistema agrícola mais equilibrado e responsável.
Culturas que mais utilizam a prática: Hortaliças e frutas, grãos(feijão, milho e arroz),café, cacau, leguminosas (entilhas e grão-de-bico) e cana-de-açúcar.
2. Agricultura Orgânica/Ecológica
Esse sistema de produção exclui o uso de agrotóxicos e fertilizantes químicos. Utiliza práticas como adubação verde, compostagem e controle biológico de pragas, promovendo uma agricultura mais saudável e sustentável.
Culturas que mais utilizam a prática: hortaliças (alfaces, tomates, cenouras, brócolis e outras verduras), frutas (maçãs, peras, morangos, bananas e citros), grãos (arroz, milho e feijão), café, cacau e ervas e temperos (manjericão, orégano, alecrim e outras ervas).
3. Permacultura
A permacultura é um sistema de design que cria sistemas agrícolas perenes e autossuficientes.
Inspirada na natureza, esse tipo de agricultura sustentável, foca na resiliência e na interconexão entre diferentes elementos do ecossistema.
Culturas que mais utilizam a prática: hortaliças, frutas (maçãs, peras, pêssegos e frutas cítricas), café, cacau, leguminosas (feijão, lentilha e grão-de-bico), cereais (milho e trigo) e ervas (alecrim, manjericão, hortelã e outras).
4. Agricultura Natural
A agricultura natural visa criar um ambiente ideal para o desenvolvimento das plantas, minimizando intervenções humanas. Entre as práticas mais comuns, estão a cobertura morta e a compostagem, que favorecem o equilíbrio ecológico.
Culturas que mais utilizam a prática: Arroz, milho, hortaliças, frutas (como maçãs, peras e frutas) e leguminosas (como feijão, lentilha e ervilha).
5. Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF)
Esse sistema combina agricultura, pecuária e florestas em uma mesma área, promovendo a diversificação da produção, a recuperação do solo e a preservação da biodiversidade.
Culturas que mais utilizam a prática: Grãos (como soja, milho e feijão), pastagens, frutas (como maçã, pêssego e outras frutas de clima temperado), madeira (como eucalipto e seringueira), plantas forrageiras (como brachiária e capim-elefante) e culturas de cobertura (como crotalária e nabo forrageiro).
6. Agricultura de Precisão
Ao utilizar tecnologias avançadas, a agricultura de precisão não só otimiza o uso de insumos, como também aumenta a produtividade, enquanto, ao mesmo tempo, minimiza os impactos ambientais.
A prática ainda inclui técnicas como mapeamento de solo e controle individual de plantas.
Culturas que mais utilizam a prática: Soja, milho, trigo, algodão, cana-de-açúcar, frutas (como maçãs, uvas e citros), hortaliças (como tomate e alface) e café.
7. Agricultura Sintrópica
Baseada na interação entre diferentes espécies de plantas, a agricultura sintrópica busca criar sistemas mais produtivos e resilientes, reduzindo a necessidade de insumos externos.
Culturas que mais utilizam a prática: Café, cacau, frutas (como abacate, manga e citros), hortaliças (alface, tomate e cenoura), grãos (milho, feijão e outras leguminosas) e pastagens (forragens e árvores em sistemas sintrópicos).
8. Agricultura Regenerativa
Esse sistema vai além da sustentabilidade, buscando a regeneração dos recursos naturais. A agricultura regenerativa é conhecida pelas práticas de rotação de culturas e compostagem para melhorar a saúde do solo e aumentar a capacidade de sequestro de carbono.
Culturas que mais utilizam a prática:Grãos (soja, milho e trigo), cana-de-açúcar, café, frutas (maçã, pera e citros), hortaliças e leguminosas (feijão e lentilha).
Por que a agricultura sustentável é importante?
A agricultura sustentável acaba sendo importante para criar sistemas agrícolas que preservem os ecossistemas e promovam a biodiversidade.
Além disso, é uma prática que garante segurança alimentar, a saúde do planeta e influência no dia a dia da fazenda, refletindo na produtividade, também contribuindo parar:
Preservação do Solo: Práticas sustentáveis, como rotação de culturas e cobertura do solo, ajudam a manter a saúde e a fertilidade do solo, prevenindo a erosão e a degradação.
Gestão Eficiente da Água: Sistemas de irrigação eficiente e técnicas de conservação da água garantem que os recursos hídricos sejam usados de maneira responsável, essencial em regiões com escassez.
Biodiversidade: Promover a diversidade de culturas e práticas agroecológicas favorece a biodiversidade, ajudando a controlar pragas naturalmente e melhorar a resiliência do sistema agrícola.
Redução de Insumos Químicos: A adoção de práticas orgânicas e de manejo integrado de pragas diminui a dependência de pesticidas e fertilizantes sintéticos, beneficiando a saúde do solo e dos ecossistemas.
Segurança Alimentar: A produção de alimentos de forma sustentável garante um suprimento constante e seguro, contribuindo para a saúde da comunidade local e a economia rural.
Viabilidade Econômica: A sustentabilidade pode levar à redução de custos a longo prazo, através da eficiência no uso de recursos e do aumento da produtividade, resultando em maior lucratividade.
A agricultura sustentável dentro de uma fazenda garante um sistema mais equilibrado e viável para o futuro, permitindo que a lavoura se mantenha saudável com as condições climáticas e outros aspectos da natureza.
IMPORTANTE! A parte sustentável é um dos pontos mais importantes dentro de uma fazenda, mas você também precisa ficar de olho na sua operação. Confira o material abaixo e entenda como reduzir perdas e custos operacionais.
O trigoé um dos cereais mais cultivados globalmente e é parte importante na dieta humana.
Sua produção, que atingiu 764,3 milhões de toneladas na safra de 2019/20, representa um crescimento em relação ao ano anterior.
A colheita de trigo é vital não apenas por sua contribuição nutricional, mas também por sua importância econômica, alimentando cerca de um terço da população mundial.
A China se destaca como o maior produtor, mas o acesso a alimentos derivados do trigo é importante em diversas nações, incluindo o Brasil.
Continue acompanhando o conteúdo e saiba o que esperar da colheita de trigo nesta safra.
Trigo no Brasil e no mundo
No Brasil, o consumo de trigo varia entre 10 a 12 milhões de toneladas, posicionando o país como um dos maiores importadores do grão.
Apesar dos esforços para aumentar a produção, a safra de 2022 resultou em 10,55 milhões de toneladas, com uma área cultivada de 3,086 milhões de hectares e uma produtividade média de 3.420 kg por hectare.
Esses números refletem um cenário desafiador, onde a produção e colheita de trigo ainda não é suficiente para atender à demanda interna.
Qual a importância econômica do trigo?
O trigo é o terceiro cereal mais cultivado no mundo, após arroz e milho, e sua ampla distribuição geográfica resulta em uma diversidade de características, influenciadas pelas variações climáticas e de solo.
Essa diversidade permite classificar o trigo em categorias, como trigo de inverno e trigo de primavera, além de diferenciá-lo pelo teor de glúten, a principal proteína presente no grão.
Condições climáticas e colheita de trigo no Brasil
Nas primeiras semanas de setembro, o clima predominou quente e seco na maior parte do Brasil, resultando em um aumento significativo de queimadas, especialmente nos estados de Mato Grosso e Pará.
Enquanto as chuvas mais volumosas foram registradas no Noroeste do Amazonas, em Roraima e na região Sul, essas precipitações beneficiaram os cultivos de inverno, além dasemeadura de feijãoe milho da primeira safra.
No Sul, o aumento da intensidade e abrangência das chuvas também contribuiu para o início da semeadura da soja.
Contudo, as chuvas não foram suficientes para aliviar os efeitos da estiagem e das altas temperaturas em algumas lavouras de trigo, especialmente na fase de enchimento de grãos no Oeste e Norte do Paraná.
Na região Centro-Oeste, a umidade do solo se manteve baixa, limitando a semeadura a áreas irrigadas.
A análise espectral indica um atraso no desenvolvimento inicial dos cultivos de inverno no Sudoeste do Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
No entanto, dados recentes mostram uma condição favorável para a safra atual e a colheita do trigo, com o índice de vegetação (IV) próximo ou acima da média em comparação com a safra anterior.
Trigo: Produção por estado brasileiro
De acordo com o relatório World Agricultural Production (WAP) de outubro, do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a produção de trigo no Brasil para 2024/25 deve alcançar 9 milhões de toneladas, uma queda de 5% em relação à previsão anterior.
O resultado é 11% maior que o ciclo passado e 19% acima da média dos últimos cinco anos.
Já a colheita do trigo está estimada em 3 milhões de hectares, uma redução de 14% em relação ao mês anterior e ao mesmo período do ano passado, mas 10% acima da média histórica.
O rendimento médio previsto é de 3 toneladas por hectare,11% maior que no mês anterior e 29% acima do ano passado, superando em 9% a média dos últimos cinco anos.
Após uma safra difícil em 2023, marcada por chuvas excessivas no Rio Grande do Sul, o trigo brasileiro se recupera. Acompanhe abaixo um panorama da produção de trigo em alguns estados do país:
1. Rio Grande do Sul
As chuvas na terceira semana de setembro melhoraram a umidade do solo nas regiões Noroeste, Missões e Fronteira Oeste, favorecendo o desenvolvimento das lavouras.
Embora tenha havido casos pontuais de doenças fúngicas, os tratamentos fitossanitários foram beneficiados pela maior incidência solar.
2. Goiás
As lavouras irrigadas na região Leste estão na fase final de colheita de trigo, com grãos de boa qualidade e rendimento satisfatório.
3. Minas Gerais
A colheita de trigo foi concluída com boas produtividades e qualidade nas lavouras irrigadas.
Ao todo, o estado rendeu em torno de 420 mil toneladas de trigo, contribuindo para o aumento da produtividade na região.
4. Mato Grosso do Sul
A colheita também foi finalizada, mas as produtividades foram afetadas pela seca prolongada, que afetou a fase de enchimento dos grãos.
Essa condição climática adversa resultou em menor rendimento por hectare, prejudicando o potencial de colheita.
5. Bahia
O clima seco favoreceu a colheita de trigo, que atingiu 70% da área total.
As condições climáticas favoráveis reduziram a incidência de doenças e facilitaram o manejo na fase final do ciclo.
Algumas regiões receberam pouca chuva, afetando a produtividade média, porém o estado tem mostrado potencial para expandir a área cultivada,
6. Paraná
A colheita alcançou 35% da área, mas a escassez de chuvas e altas temperaturas impactaram o potencial produtivo de algumas lavouras.
As condições climáticas desse tipo, prejudicaram o desenvolvimento das plantas, resultando em um rendimento abaixo do esperado em algumas partes do estado.
7. Santa Catarina
O baixo volume de precipitações no início do mês prejudicou a qualidade das lavouras, favorecendo doenças e interferindo nos tratos culturais.
Apesar disso, a elevada radiação solar e as chuvas recentes proporcionaram uma condição satisfatória, com algumas lavouras iniciando o enchimento de grãos.
Qual o clima ideal para o cultivo de trigo?
A instabilidade do clima, especialmente em anos de fenômenos como El Niño, pode provocar excesso de chuvas e aumento das temperaturas, impactando negativamente o desenvolvimento das lavouras.
Durante a primavera, a maior nebulosidade e a redução da radiação solar afetam diretamente o enchimento dos grãos, levando a uma diminuição na produtividade.
No Sul do Brasil, onde a cultura é mais concentrada, as chuvas frequentemente superam os valores normais, alterando as condições ideais para o cultivo.
Apesar dessas adversidades climáticas, algumas regiões têm se destacado pela alta produtividade do trigo, como:
Guarapuava (PR) com produção de 7.028 kg/ha;
Coxilha (RS) registrou 6.589 kg/ha;
Vacaria (RS) obteve 6.347 kg/ha.
O aumento de 20% a 30% na produtividade média do trigo poderia transformar o Brasil de um importador para um exportador desse cereal.
Junto disso, investir em pesquisa, desenvolvimento de variedades resistentes e em técnicas de cultivo podem ajudar a mitigar os impactos das condições climáticas.
Contar com ferramentas que oferecem previsão do tempo e controle de produtividade, também fazem toda a diferença.
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A agricultura familiar é uma das principais atividades que promove a sustentabilidadee a redução do impacto ambiental.
Caracterizada pela gestão e trabalho predominantemente familiar em pequenas propriedades rurais, ela é responsável por uma parcela significativa da produção de alimentos no país.
A prática também é responsável por garantir a segurança alimentar, impulsionando a economia local e fortalecendo comunidades rurais por várias partes do país.
O que é Agricultura Familiar?
A agricultura familiar é definida como a atividade agrícola gerida e executada por uma família, onde a maior parte da força de trabalho é fornecida pelos próprios membros familiares.
No Brasil, a Lei nº 11.326/2006 estabelece critérios específicos para classificar um produtor como agricultor familiar:
Área de até quatro módulos fiscais: O módulo fiscal varia conforme o município, podendo representar de 5 a 110 hectares;
Predominância de mão de obra familiar: Pelo menos metade da força de trabalho utilizada deve ser da própria família;
Renda proveniente da propriedade: A maior parte da renda familiar deve originar-se de atividades econômicas desenvolvidas no estabelecimento;
Gestão familiar: a administração do estabelecimento deve ser feita pela família.
Esses critérios visam diferenciar a agricultura familiar de outros modelos agrícolas, destacando sua relevância social e econômica.
Importância da Agricultura Familiar no Brasil
A agricultura familiar é responsável por cerca de 70% dos alimentos que chegam às mesas dos brasileiros, segundo dados do IBGE. Unindo sustentabilidade, segurança alimentar e desenvolvimento social, esse tipo de agricultura representa:
78% dos estabelecimentos agropecuários: cerca de 3,7 milhões de propriedades;
67% da população ocupada no campo: aproximadamente 10 milhões de pessoas;
23% do valor bruto da produção agropecuária: equivalente a R$ 107 bilhões.
Além disso, a agricultura familiar é responsável por uma parcela significativa da produção de diversos alimentos essenciais, como:
Esses números evidenciam a importância da agricultura familiar na garantia da segurança alimentar e na geração de empregos no meio rural.
Impacto Econômico da Agricultura Familiar
A agricultura familiar não é importante apenas pelo volume de alimentos que coloca à mesa dos brasileiros, mas também pela capacidade de dinamizar economias locais e regionais.
Dados do IBGE revelam esse tipo de agricultura é responsável por cerca de 67% da ocupação no meio rural, empregando mais de 10 milhões de pessoas diretamente, o que a torna um importante instrumento para a redução do desemprego e do êxodo rural.
Isso não apenas mantém as comunidades locais vivas, mas também evita a sobrecarga dos centros urbanos, que já enfrentam desafios em relação à infraestrutura e aos serviços públicos.
No que diz respeito à produção de alimentos, assegura uma parcela significativa do que é consumido diariamente pelos brasileiros. Produtos básicos, como mandioca, leite, feijão, arroz e hortaliças, têm uma expressiva participação desse modelo produtivo.
Por exemplo, a mandioca, é 70% produzida por agricultores familiares, assim como 64% do leite e quase metade das bananas consumidas no país.
Essa relevância na cadeia produtiva alimentícia é um dos fatores que torna esse modelo de produção estratégico para a segurança alimentar e para a soberania nacional.
A agricultura familiar ainda contribui para a circulação de riquezas nas comunidades locais, fortalecendo pequenos negócios como agropecuárias, cooperativas e feiras.
Além disso, lidera inovações no campo com práticas sustentáveis e tecnologias de baixo custo, valorizando o turismo rural e as culturas locais, gerando novas fontes de renda.
Resiliente em crises econômicas, a agricultura familiar foca no mercado interno, mantendo maior estabilidade em comparação com grandes propriedades voltadas à exportação.
Agricultura Familiar e Agronegócio: Qual a relação?
No Brasil, a agricultura familiar e o agronegócio coexistem, embora apresentem diferenças significativas.
Enquanto o agronegócio é caracterizado por grandes propriedades, produção em larga escala e foco na exportação, se concentra em pequenas propriedades, com produção diversificada voltada principalmente para o mercado interno.
Apesar das diferenças, ambos os setores são fundamentais para a economia brasileira. A agricultura familiar garante a produção de alimentos básicos para a população, enquanto o agronegócio contribui significativamente para o PIB e as exportações do país.
Características da Agricultura Familiar
A agricultura familiar tem características específicas que a diferenciam de outros modelos de produção agrícola.
Uma dessas características é a integração com a comunidade local. A produção é frequentemente destinada ao mercado local, fortalecendo a economia regional e promovendo a coesão social.
As propriedades familiares tendem a cultivar uma variedade de produtos, o que contribui para a segurança alimentar e a sustentabilidade do sistema produtivo.
A gestão familiar também é algo bem marcando, já que a administração e as decisões sobre a propriedade são realizadas pelos membros da família, fortalecendo os laços familiares e comunitários;
Muitas famílias ainda adotam práticas agrícolas sustentáveis, como arotação de culturase o uso de adubos orgânicos, preservando o meio ambiente.
Evolução Histórica da Agricultura Familiar no Brasil
Historicamente, a agricultura familiar no Brasil esteve associada a práticas tradicionais e de subsistência.
As famílias cultivavam pequenas parcelas de terra, utilizando técnicas passadas de geração em geração, com foco no autoconsumo e na venda de excedentes em mercados locais.
A produção era diversificada, incluindo culturas como milho, feijão, mandioca e hortaliças, além da criação de pequenos animais.
Agricultura familiar atualmente
Com o passar dos anos, aprática passou por transformações significativas. A modernização agrícola, o acesso a políticas públicas de incentivo e a integração a mercados mais amplos permitiram que muitas famílias adotassem práticas mais eficientes e sustentáveis.
Hoje, a agricultura familiar não se limita à subsistência, desempenhando um papel vital na economia nacional e na exportação de produtos.
Agricultura Familiar e Práticas Agrícolas
A agricultura familiar, com suas propriedades de pequeno porte, adota práticas agrícolas que não só visam à produção de alimentos, mas também ao equilíbrio entre produtividade e sustentabilidade. Algumas das principais práticas agrícolas adotadas incluem:
Essas práticas, além de garantirem a produção de alimentos saudáveis e de qualidade, ajudam a proteger o meio ambiente e a promover a sustentabilidade das propriedades no longo prazo.
Muitas propriedades também estão adotando práticas agroecológicas, sistemas agroflorestais e tecnologias de baixo custo, que combinam a preservação ambiental com ganhos econômicos consistentes.
Descubra como vender sua produção agrícola com mais lucro! Conheça as estratégias essenciais para maximizar seus resultados na venda de produtos agrícolas. Aprenda a acompanhar os preços das commodities, diversificar sua carteira de clientes e utilizar tecnologia a seu favor.
A venda da produção agrícola é um ponto crucial para o sucesso de qualquer empreendimento no setor.
Para garantir o máximo retorno financeiro, é essencial implementar estratégias eficazes que levem em consideração diversos fatores, incluindo o momento oportuno para a comercialização e a análise do mercado de commodities.
Neste artigo, vamos explorar estratégias essenciais para vender a produção agrícola com lucratividade máxima, considerando aspectos como o acompanhamento dos preços das commodities, a diversificação da carteira de clientes e o uso de tecnologia para gerenciar a produção de forma mais eficiente.
Vamos mergulhar nesse universo dinâmico da venda agrícola e descobrir como alcançar melhores resultados financeiros.
A importância da venda assertiva
Na jornada agrícola, da semeadura à colheita, o planejamento da comercialização é essencial para garantir eficiência e rentabilidade.
Desde o cultivo até o momento da venda, cada etapa demanda estratégias cuidadosas para que os grãos, como soja e milho, alcancem o consumidor final, impulsionando toda a cadeia produtiva.
Para o produtor rural, além de cultivar de forma sustentável, é crucial compreender o mercado e o funcionamento da cadeia produtiva.
No cenário atual, conhecer as nuances da comercialização de grãos é fundamental para aproveitar as oportunidades e superar os desafios, maximizando os resultados das safras.
A comercialização agrícola é um pilar essencial para a economia nacional, abrangendo desde a produção até a distribuição de produtos agrícolas, envolvendo etapas como plantio, colheita, transporte, processamento e armazenamento.
A comercialização agrícola
Este sistema complexo conta com uma série de agentes que desempenham papéis cruciais, desde o cultivo até a entrega dos produtos agrícolas.
Desde a aquisição de insumos e o planejamento da safra, o produtor rural avalia as possibilidades de venda dos grãos que serão produzidos, considerando uma variedade de fatores para embasar suas decisões comerciais.
A comercialização não se limita à conclusão do ciclo produtivo, mas abrange todas as operações desde a aquisição dos insumos até a venda dos produtos.
Este processo envolve uma rede de agentes, incluindo produtores rurais, cooperativas, empresas de transporte, distribuidores e varejistas, cada um desempenhando um papel específico na cadeia de comercialização.
Essa interação entre oferta (setor produtivo) e demanda (consumidor final) é crucial para a eficiência e rentabilidade do setor agrícola. A dinâmica desse sistema fundamenta os estágios da cadeia produtiva, desde a produção até a entrega dos produtos ao consumidor final.
Modalidades de comercialização/vendas
Na comercialização agrícola, diversas atividades especializadas são desempenhadas por diferentes agentes. Aqui está uma visão geral dos principais atores envolvidos:
Corretor: Atua como intermediário na aproximação entre compradores e vendedores, facilitando negociações sem estocar bens, financiar ou assumir riscos.
Facilitador: Influencia o processo de distribuição sem possuir os bens ou negociar diretamente a compra ou venda.
Representante de Fabricante: Empresa que vende bens de vários fabricantes de forma independente.
Comerciante: Influencia a compra, assume a posse dos bens e os revende posteriormente.
Varejista: Responsável por vender bens ou serviços diretamente ao consumidor final.
Agente de Vendas: Procura clientes e negocia em nome de um fabricante, sem assumir a propriedade dos bens.
Força de Vendas: Grupo de pessoas que vendem produtos e serviços em nome de uma empresa.
Atacadista: Empresa que vende bens ou serviços adquiridos para revenda ou uso empresarial.
Esses agentes desempenham papéis específicos ao longo do canal de comercialização ou distribuição, que representa a sequência de etapas pelas quais o produto agrícola passa até chegar ao consumidor final.
Estratégias para venda eficiente
Para estabelecer uma estratégia de comercialização bem-sucedida, é essencial seguir alguns passos que garantam assertividade no processo. Aqui estão as etapas fundamentais:
Conheça os Custos de Produção: Tenha em mãos os custos de produção da safra ou um orçamento detalhado. Isso inclui não apenas os custos diretos, mas também os custos operacionais, depreciação e custos econômicos associados à produção agrícola.
Defina Estratégias de Venda: Considere as diferentes estratégias de venda disponíveis, levando em conta fatores como sazonalidade do mercado, demanda esperada e concorrência. Estabeleça metas claras e objetivas para orientar suas ações de comercialização.
Avalie as Formas de Pagamento: Analise as diferentes formas de pagamento disponíveis, como crédito bancário, troca de produtos (barter) ou uso de capital próprio. Escolha a opção que melhor se adapte às suas necessidades e objetivos financeiros.
Determine a Margem Esperada: Defina a margem de lucro esperada para sua produção, considerando os custos envolvidos e as condições do mercado. Se necessário, busque orientação de especialistas para analisar cenários de preços e tomar decisões embasadas.
Aproveite Oportunidades de Mercado: Esteja atento às flutuações de preços no mercado. Quando os preços estiverem elevados, aproveite para vender sua produção, seguindo as estratégias definidas previamente.
Não Espere Preços Ideais: Em alguns casos, pode ser necessário vender mesmo que o preço esteja abaixo do esperado, especialmente se houver o risco de uma queda ainda maior. No entanto, nunca comprometa seus lucros vendendo a um preço que resulte em prejuízos significativos.
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Técnicas avançadas para vendas agrícolas
As estratégias de comercialização agrícola são fundamentais para avaliar a viabilidade do sistema produtivo em uma fazenda, envolvendo desde o acompanhamento do mercado até a tomada de decisões baseadas nos custos de produção.
O produtor rural se mantém atualizado com as notícias e tendências do mercado ao longo das safras, planejando seus investimentos com base nos custos por hectare.
Uma das técnicas mais importantes nesse contexto é a estruturação e o planejamento da venda dos produtos agrícolas após a colheita.
Um exemplo comum e que proporciona segurança ao produtor é o Barter, onde ocorre a troca dos insumos utilizados no cultivo pelo pagamento em produção de grãos.
Outra técnica relevante é o Hedge, que fixa o preço dos grãos de acordo com a cotação da bolsa de valores, permitindo ao produtor prever sua margem de lucro.
Além dessas, há outras modalidades de comercialização:
Comercialização pela Cooperativa: Nesse modelo, a cooperativa atua como intermediária na venda, recebendo os grãos, armazenando e realizando o escoamento da safra.
Pré-Fixação e Pré-Pagamento: Nessas modalidades, a negociação dos grãos ocorre com um preço pré-estabelecido. No pré-pagamento, o comprador antecipa o pagamento ao produtor, que se compromete a entregar os grãos após a colheita, com pagamento de juros.
Tradings e Corretoras: Empresas especializadas em commodities agrícolas facilitam a venda dos grãos, intermediando as negociações com compradores nacionais e internacionais.
Estratégias para vender bem a produção de milho e soja
A comercialização eficiente da produção de milho e soja requer uma abordagem estratégica e bem planejada, levando em consideração diversos fatores para maximizar os resultados.
Análise de Mercado
Realizar uma análise detalhada do mercado é fundamental para identificar oportunidades e tendências. É importante entender a demanda por milho e soja nos mercados local, regional e global, acompanhar as flutuações de preços e identificar potenciais compradores.
Diversificação de Clientes
Buscar diversificar a base de clientes é uma estratégia importante para mitigar riscos e aumentar as oportunidades de venda. Além de vender para grandes compradores, como indústrias e cooperativas, explorar mercados locais, regionais e internacionais pode ampliar os canais de distribuição e maximizar os lucros.
Gestão de Custos
Controlar os custos de produção é essencial para garantir uma margem de lucro satisfatória na comercialização de milho e soja. Monitorar de perto os custos relacionados ao cultivo, como insumos agrícolas, mão de obra, maquinário e logística, e buscar maneiras de otimizá-los sem comprometer a qualidade e a produtividade é fundamental.
Utilização de Contratos Futuros
A utilização de contratos futuros pode ser uma estratégia eficaz para garantir preços mais estáveis e previsíveis. Esses contratos permitem fixar o preço do milho e da soja antes da colheita, protegendo o produtor contra possíveis quedas nos preços de mercado.
Adoção de Tecnologia
A tecnologia desempenha um papel crucial na otimização da comercialização de milho e soja. O uso de sistemas de gestão agrícola, aplicativos de cotação de preços, análise de dados e monitoramento de mercado pode fornecer informações valiosas para tomar decisões mais informadas e estratégicas na venda da produção.
Investir em estratégias de marketing também pode ajudar a aumentar a visibilidade e a atratividade da produção de milho e soja no mercado.
Ao implementar essas estratégias de forma integrada e bem planejada, os produtores podem maximizar os lucros e garantir o sucesso na comercialização de suas safras.
Como o Aegro ajuda na venda
Para planejar o preço de venda, é necessário saber todos os custos e identificar o valor ideal para venda do produto.
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Tela de colheita do Aegro
Conclusão
A comercialização agrícola não é apenas um aspecto crucial para o sucesso de um empreendimento no setor, mas também um processo estratégico que envolve diversos aspectos, desde o planejamento até a execução. Ao longo deste artigo, exploramos as estratégias essenciais para vender a produção agrícola com lucratividade máxima.
Desde o acompanhamento dos preços das commodities até a diversificação da carteira de clientes e o uso de tecnologia para gerenciar a produção de forma mais eficiente, destacamos a importância de entender o mercado e a cadeia produtiva para maximizar os resultados financeiros.
Além disso, discutimos as diversas modalidades de comercialização, como o Barter, o Hedge e a pré-fixação/pré-pagamento, que oferecem alternativas para o produtor rural garantir a segurança e previsibilidade na venda de seus produtos.
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Fiagro: modalidade de fundo de investimento que possibilita investir no agronegócio brasileiro de forma simples
A economia brasileira e a agropecuária andam de mãos dadas. O setor foi o principal pilar de sustentação do crescimento da economia brasileira em 2023.
Em meio à grande expansão do agronegócio no país, com números que chegam na casa dos trilhões de reais, o investidor brasileiro pode aplicar seu capital nessa vertente da nossa economia, via mercado de capitais, de uma maneira simples e prática.
Isso pode ser feito por meio do Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindutriais (Fiagro). Neste texto vamos explicar tudo sobre Fiagro, o que são, quais são, vantagens, entre outros. Boa leitura!
O que é o Fiagro?
Fiagro são fundos de investimentos que foram lançados no Brasil em 2021, cujo objetivo é captar recursos de investidores para aplicar em ativos do agronegócio.
Esses fundos são regidos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), via instrução 555. Eles foram regulamentados em março daquele ano e lançados cinco meses depois na Bolsa de Valores, a B3.
Isto é, são fundos de agronegócio que visam aumentar o acesso da agropecuária à captação de recursos financeiros que, em geral, se dá através dos investidores institucionais.
Para ser criado, esse fundo foi inspirado na regulamentação de Fundos de Investimentos, com aprimoramentos para tornar o ativo mais atrativo.
Quais são os tipos de Fiagro?
O Fiagro pode ser divididos em três categorias, com características distintas e vantagens e desvantagens. É importante conhecer cada uma das categorias e, assim, determinar aquela que melhor se encaixa no perfil do investidor:
O Fiagro-FIDC é um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios. Portanto, quando uma FIDC tem o foco na agroindústria, isso significa que o fundo tem como objetivo investir em direitos creditórios da agroindústria.
As empresas agrícolas precisam manter um fluxo constante de caixa com o objetivo de conseguir financiar suas produções, pois a receita é obtida de tempos em tempos.
Ou seja, os recursos não entram com frequência. Para evitar a falta de dinheiro em datas importantes, como é o caso do período de plantio, o agronegócio precisa dos FIDCs para conseguir levantar recursos e, assim, financiar suas operações por um juro menor e mais atraente.
Por outro lado, os investidores têm acesso a crédito de qualidade e retornos compatíveis com o mercado de FIDC.
O Fiagro-FII tem como objetivo investir em terras agrícolas e assim conseguir valorizar o investimento e rentabilizar o mesmo por meio das distribuições.
Como o investimento em terras agrícolas é complexo, exigindo, muitas vezes, um grande aporte de capital, este fundo de investimento vem para democratizar o investimento dando oortunidade aos pequenos investidores.
O Fundo de Investimento em Participações (FIP) reúne investidores dispostos a participar como sócios de uma empresa do agronegócio.
O FIP é uma forma dos pequenos investidores terem a oportunidade de investir em empresas da área agrícola, sem necessidade de aportar um grande volume financeiro.
Através desse fundo de investimento, o investidor tem a possibilidade de investir em um negócio formado e estruturado, ficando somente com a parte boa, os ganhos e a possível valorização do negócio.
Quais são as vantagens do Fiagro?
Fiagro têm inúmeras vantagens, as quais podemos citar:
Diversificação: com esses fundos de investimento, é possível diversificar os investimentos e, assim, diluir os riscos da carteira.
Segurança: o setor do agronegócio se desenvolve mesmo com crises, sendo um setor mais resiliente às flutuações de cenário.
Benchmark: muitos Fiagros oferecem a opção de investir em produtos agrícolas na Bolsa, como é o caso das commodities.
Praticidade: com os Fiagros, reduziram as burocracias para aportar capital no agronegócio. Com esses fundos de investimento ficou mais fácil investir em um dos principais setores da economia brasileira.
Quais são os riscos do Fiagro?
Apesar de terem facilitado o investimento no agronegócio, na hora de investir em Fiagro é preciso considerar alguns riscos. Uma vez que o mercado de capitais é dinâmico e os fundos de investimento são aplicações de renda variável.
Sazonalidade: uma limitação dos Fiagros está ligada à própria operacionalização da agricultura. O setor enfrenta sazonalidade com períodos determinados de plantio e colheita. Logo, os rendimentos não são constantes e têm períodos determinados para caírem na conta do investidor.
Volatilidade: muitos produtos agrícolas são atrelados ao dólar, o que aumenta a volatidade do setor. Há ainda riscos como o clima e pragar, que aumentam os riscos na agricultura.
Como funciona o Fiagro?
Os recursos captados nos Fiagros são utilizados para investir em imóveis rurais e atividades da produção do setor agroindustrial.
Além disso, o investimento também pode ser feito em títulos de crédito ou em valor mobiliários, emitido por pessoas físicas ou jurídicas que integrem a cadeia produtiva agroindustrial.
Outro modo é por meio dos direitos creditórios do agronegócio e títulos de securitização emitidos com lastros em direitos creditórios.
A principal característica do Fiagro é que os recursos captados são investidos no setor do agronegócio e cadeia produtiva agroindustrial.
É importante estar ciente de que os ganhos de capital obtidos na venda de cotas de Fiagro estão sujeitos à tributação pelo Imposto de Renda.
A alíquota do imposto é de 20% sobre o lucro auferido e o investidor deve realizar o pagamento pelo Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) até o último dia útil do mês subsequente à venda.
É fundamental estar atento a essas informações para evitar problemas com a Receita Federal e garantir o cumprimento das obrigações legais.
Quais são os Fiagros disponíveis no mercado?
Atualmente existem 36 Fiagros disponíveis para os investidores brasileiros na B3. Sendo 32 Fiagros-FII e 4 Fiagros-FIDC.
Veja a lista dos ativos disponíveis na B3 até 15 de dezembro de 2023:
TIPO DE FIAGRO
TICKER
NOME
CNPJ
FIAGRO-FII
AAZQ11
AZ QUEST SOLE FDO DE INV
44.625.826/0001-11
FIAGRO-FII
AGRX11
FDO INV CAD PRO AGRO EXES ARAGUAIA
43.951.911/0001-07
FIAGRO-FII
BBGO11
BB FDO DE INV DE CRÉDITO FIAGRO
42.592.257/0001-20
FIAGRO-FII
CPTR11
CAPITANIA AGRO STRATEGIES
42.537.579/0001-76
FIAGRO-FII
DCRA11
DEVANT FDO INV NAS CAD PROD AGROIND
42.888.360/0001-11
FIAGRO-FII
EGAF11
ECOAGRO I FDO INV CADEIAS PROD AGROIND
41.224.330/0001-48
FIAGRO-FII
FGAA11
FG AGRO FDO DE INVEST
42.405.905/0001-91
FIAGRO-FII
FZDA11
051 AGRO FDO INV NAS CAD PROD AGRO
44.625.694/0001-28
FIAGRO-FII
GCRA11
GALÁPAGOS RECEBÍVEIS DO AGRONEGÓCIO
37.037.297/0001-70
FIAGRO-FII
HGAG11
HIGH FUNDO DE INVESTIMENTO AGRO FIAGRO IMOB
40.343.867/0001-64
FIAGRO-FII
JGPX11
FDO INV CADEIAS PROD AGROIND JGP CRED
42.888.292/0001-90
FIAGRO-FII
KNCA11
KINEA CRÉDITO AGRO FIAGRO
41.745.701/0001-37
FIAGRO-FII
LSAG11
LESTE FDO INV CAD PROD AGROIND
42.592.476/0001-09
FIAGRO-FII
NCRA11
NCH RECEBÍVEIS DO AGRONEGÓCIO – FIAGRO IMOBILIÁRIO
42.537.438/0001-53
FIAGRO-FII
OIAG11
OURINVEST INNOVATION
41.218.352/0001-03
FIAGRO-FII
RURA11
ITAU ASSET RURAL FIAGRO
42.479.593/0001-60
FIAGRO-FII
RZAG11
FDO INV CADEIAS PROD AGRO RIZA AGRO
40.413.979/0001-44
FIAGRO-FII
FLEM11
051 AGRO FAZENDAS II FDO DE INV FIAGRO IMOBILIÁRIO
Dependendo do tipo de fundo, a rentabilidade pode ser mais regular ou volátil. Quando analisamos os Fiagro-FIDC, a rentabilidade costuma ser menos volátil, visto que estamos tratando de direitos creditórios.
Esses direitos incorrem em juros e ganhos com deságio, portanto, a logística financeira mais interessante e fácil de ser aplicada a estrutura do Fiagro.
Já os Fiagros FII e FIP, podem contar com mais volatilidade noss rendimentos. As distribuições mensais até podem ocorrer, porque o fundo pode trabalhar com uma estrutura financeira capaz de compensar meses que não ocorrem pagamentos.
Como estamos tratando de empresas que vão receber seus ganhos somente nos períodos de safra, as receitas acabam sendo concentradas em determinados momentos do ano. Isso exige que o fundo trace alguma estratégia para manter o fluxo de pagamentos constante.
Observando que os Fiagro-FII, possuem uma rentabilidade compatível com a modalidade dos FII de tijolo (rendimento próximo dos 4% ao ano). Assim, a princípio, esses tipos de fundos não têm uma rentabilidade tão atraente.
Porém, é importante considerar que parte das receitas oriundas do arrendamento de terras vem por meio do recebimento de parte das safras como pagamento.
Isso significa que os ganhos do fundo estão vinculados a produtos agrícolas indexados ao dólar. Como há uma tendência natural do dólar sempre a valorizar, principalmente, no longo prazo, a rentabilidade desses FIIs tendem a ser maiores com o passar dos anos.
Isso gera mais estabilidade e segurança aos investidores. O rendimento que hoje é por volta de 4%, amanhã pode acabar sendo maior.
Entretanto, é importante salientar que, como os Fiagros são investimentos de renda variável, não existe um ganho certo e o rendimento pode variar para mais ou para menos.
Conclusão
Neste artigo explicamos tudo sobre os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindutriais (Fiagros). Esses fundos de investimento permitem captar recursos de investidores para aplicar em ativos do agronegócio.
Por um lado, é uma boa possibilidade para os produtores rurais levantarem mais recursos para seu negócio. Por outro lado, possibilita o investimento no agronegócio por uma gama maior de pessoas.
Dessa forma, os Fiagros podem representar uma excelente oportunidade de investimento para os investidores brasileiros.