Drone para pulverização: quando a tecnologia vale a pena?

Drone para pulverização: principais vantagens e desvantagens, custo-benefício, informações técnicas e mais!

Os drones ganham cada vez mais mercado e popularidade no agronegócio brasileiro.  Muitas operações agrícolas já vêm sendo realizadas com auxílio desses equipamentos, como os mapeamentos e pulverizações com drones agrícolas.

A utilização de drone para pulverização agrícola, por exemplo, já é uma realidade. Assim como toda nova técnica, existem vantagens e desvantagens do drone na agricultura.

Neste artigo, veja os prós e contras do uso de drones para pulverização agrícola, seu custo-benefício, seus princípios de funcionamento e os principais modelos disponíveis no mercado. Boa leitura!

Importância do uso de drone para pulverização

Estudos da Embrapa Soja na safra 2020/21 mostraram que a aplicação por drones para pulverização agrícola tem um grande impacto na produtividade das culturas.

Esse aumento da eficiência se deve principalmente ao modo de aplicação . Além disso, o drone de passar veneno se mostra eficiente em áreas de difícil acesso.

O drone para pulverização, também conhecido como drone de passar veneno, consegue levar o produto a partes mais internas do dossel, que normalmente não são alcançadas em outros métodos.

Os primeiros testes com drone para pulverização foram realizados em 2017, em Porto Alegre, utilizando o drone Pelicano da Skydrones. A primeira aplicação ocorreu em Pelotas, com uso de herbicida dessecante aplicado com drone para sistema de plantio direto de soja e arroz.

Com o passar do tempo, as aplicações foram se popularizando. Mas a utilização da pulverização com drones ainda é baixa no Brasil.

Como funcionam os drones de pulverização agrícola?

A pulverização realizada com drones para pulverização agrícola (ou VANTs — Veículos Aéreos Não Tripulados) segue os mesmos parâmetros pré-estabelecidos na pulverização convencional.

Geralmente, antes da realização da pulverização, são feitas as avaliações da cultura alvo.

Após a avaliação do estágio da cultura, são escolhidos bico, forma de jato e vazão do produto a ser aplicado.

O preparo do princípio ativo e da calda segue os mesmos modelos da pulverização convencional, como ordens de adição e formulações. Posteriormente, os planos de voo serão inseridos e estes equipamentos vão iniciar a realização das operações em campo.

Registros necessários para a operação na fazenda

Drones em geral, sejam eles utilizados para qualquer fim, se enquadram em categorias diferentes e necessitam de certas autorizações para voo em diversos casos. É necessário o cadastramento da aeronave na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Os drones são considerados aeronaves e, por isso, são obrigados a seguir as leis e regras do Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), Anac, Ministério da Defesa e Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

Para se informar e saber mais sobre a legislação de drone de pulverizacao no Brasil, acesse o site do Decea.

Na contratação de empresas prestadoras desse serviço, confira se ela possui as autorizações e regulamentações dessas instituições do governo.

Como desvantagens do uso de drone para pulverização agrícola, podemos destacar duas principais:

  • Autonomia: Muitos dos drones pulverizadores hoje em dia utilizados para pulverização tem limitação de tempo de vôo e aplicação por motivos como carga de bateria e capacidade de armazenamento de líquidos;
  • Cobertura de área: se comparados a pulverizadores autopropelidos, a capacidade de cobertura de área dos drones pulverizadores ainda é baixa. Enquanto autopropelidos podem fazer 70 ha/h, mesmo os drones mais avançados ainda não alcançam nem a metade dessa cobertura.

Drone pulverizador: preço e custo-benefício

O preço de um drone pulverizador varia entre R$ 60.000,00 e R$ 250.000,00, dependendo do fabricante e das funcionalidades. Modelos com tanque de 50 litros podem custar até R$ 150.000,00.

O investimento em drones agrícolas depende da região, tipo de cultura e custos adicionais, como manutenção e operação.

Muitos produtores compram drones não só para uso próprio, mas também para prestação de serviços, ajudando a amortizar o investimento. Para ficar mais simples a sua escolha de drones, montamos uma tabela a seguir, confira:

Drone agricola: Valor

ModeloCapacidade de CargaÁrea Coberta
por Hora
Preço médio
DJI Agras T5040 Kg21 hectaresR$197 mil
Drone Pulverizador S5040 litros20 hectares R$ 124 mil
XAG P10050 Kg80 hectaresSob consulta
DJI Agras G1010 kg10 hectaresR$ 80 mil
DJI Agras T4040 kg30 hectaresR$ 150 mil

Valor dos Drones Agrícolas

Os drone de pulverização agrícola têm sido cada vez mais utilizados para otimizar operações de pulverização e aplicação de insumos nas fazendas. O valor dos drones agrícolas é frequentemente justificado pelas economias que proporcionam em insumos e mão de obra, além de aumentar a precisão nas aplicações.

  • Retorno sobre investimento (ROI): Investir em um drone agrícola pode parecer caro no início, mas os ganhos em produtividade e eficiência nas operações compensam rapidamente o investimento.
  • Economia de insumos: Com a aplicação precisa de defensivos e fertilizantes, os drones reduzem consideravelmente o desperdício de produtos.
  • Aumento da produtividade: Drones oferecem uma aplicação mais rápida e direcionada, o que se traduz em uma melhor gestão da lavoura e menor perda por pragas ou doenças.

Em resumo, o valor dos drones agrícolas está em sua capacidade de aumentar a rentabilidade da fazenda enquanto reduzem os custos operacionais.

Quanto cobrar para pulverização com drone?

O preço de pulverização com drone pode variar bastante dependendo de vários fatores, como a região, a área a ser coberta, o tipo de cultura, os custos operacionais do drone, entre outros. Abaixo estão alguns pontos para ajudá-lo a calcular quanto cobrar:

Fatores que influenciam o preço

  1. Área a ser pulverizada: O preço costuma ser calculado por hectare. Normalmente, a área mínima para pulverização é de 5 a 10 hectares por operação.
  2. Tipo de insumo: Se for pulverização com defensivos, fungicidas, herbicidas ou fertilizantes, o preço pode variar. Alguns produtos são mais caros do que outros e isso impacta no custo.
  3. Tipo de cultura: Culturas de maior valor, como frutas ou vegetais, podem ter um preço mais alto pela necessidade de maior cuidado e precisão.
  4. Distância e custos de deslocamento: Se a propriedade estiver em uma área mais distante, o custo de deslocamento do operador e do drone deve ser considerado.
  5. Equipamento e manutenção: O custo com o drone (compra, manutenção, treinamento, etc.) também deve ser levado em consideração.
  6. Certificação e regulamentos: Em algumas regiões, é necessário ter certificação ou licença para operar drones, o que pode gerar custos adicionais.

Preço médio:

Em geral, o custo por hectare para pulverização com drone no Brasil gira entre R$ 30,00 a R$ 100,00 por hectare, dependendo dos fatores mencionados. Para grandes áreas, é possível negociar descontos por volume.

Exemplo de precificação:

  • Área grande (acima de 100 hectares): O preço pode ser negociado para R$ 30,00 a R$ 50,00 por hectare, pois o custo por hectare tende a diminuir com o aumento da área.
  • Área pequena (5-10 hectares): Pode cobrar em torno de R$ 80,00 a R$ 120,00 por hectare.
  • Área média (20-50 hectares): O preço pode cair para R$ 50,00 a R$ 80,00 por hectare, devido ao maior volume de serviço.

Qual é o melhor drone pulverizador?

A escolha do melhor drone pulverizador depende de algumas variáveis, como o tipo de cultura, a área de cobertura, a carga útil, o orçamento e as condições de operação.

No entanto, alguns modelos se destacam pela sua performance, características técnicas e confiabilidade no mercado agrícola. Abaixo trazemos informações mais detalhadas de alguns tipos que têm se destacado no mercado.

1. Drones Agras

A marca Agras tem grande aceitação no Brasil e dispõe de modelos com diferentes características, se adaptando bem às necessidades de diversos produtores.

O modelo Agras T40 tem capacidade de carga de pulverização de 40 kg e carga de até 50 kg para sólidos.

Apresenta sistema inteligente de voo e detecção de obstáculos, o que permite boa navegação e capacidade de manobra do drone. O agras t40 preço é estimado em torno de R$ 150.000,00, dependendo do pacote de baterias e acessórios.

O equipamento pode fazer em média 21,3 ha/h com uma autonomia de bateria de cerca de 7 a 10 minutos, que é o mesmo tempo para recarga total da bateria. O kit de 3 baterias permite voo praticamente contínuo como troca e recarga de baterias.

O preço é bastante variável, mas fica em torno de R$ 150.000,00 para um pacote inicial. Ao incluir kits adicionais, o preço tende a aumentar.

Outros modelos da mesma marca são os drones Agras T30 (30L), T20 (20 L) e T10 (8L) com capacidades reduzidas se comparados ao T40. Os preços também variam entre eles, com valores entre R$ 70.000,00 e R$ 150.000,00, dependendo do pacote de ferramentas e baterias incluídos no pacote de compra.

Drone para pulverização Agras T40
Drone DJII Agras T40 (Fonte: Xmobots)

2. Drones Eavision

A empresa EAVISION chegou ao Brasil há pouco tempo mas deve se destacar rapidamente no mercado. Seu drone de maior destaque no momento, apresentado na Agrishow 2023, é o EA-30X PRO.

A sua capacidade é de 30 L para pulverização e 40 L para semeadura. Permite uma cobertura de aplicação de até 22,5 ha/h, com eficiência de até 92%.

A autonomia da bateria é de cerca de 8 a 12 minutos e o carregamento da bateria leva cerca de 10 minutos. Outros modelos da da empresa são o Falcon, o Tucano e o EA-30X.

Drone para pulverização EA-30X
Drone EAVISION EA-30X (Fonte: EAVISION)

3. Drones Jiyi Uav

O principal drone da empresa é o C-50 que tem capacidade de 50 L de líquido para aspersão. Outros modelos variam de 6 a 30 kg (ou L) e se adaptam às necessidades de diferentes produtores.

Drone para pulverização C-50
Drone Jiyi Uav C-50 (Fonte: Jiyi)

4. Drones XAG

O principal drone da XAG é o XAG P100 que tem capacidade de 40 L e 60 L para líquidos e sólidos. Outros modelos com menores capacidades de tanque também estão disponíveis.

Os grandes avanços dos drones recém lançados pela empresa são relacionados à baixa necessidade de interação com um operador. Os sistemas de defesa de voo e detecção de obstáculos são bastante desenvolvidos.

Drone para pulverização XAG P100
Drone XAG P100 (Fonte: Megadrone)

Drones de maior capacidade

Os drones de maior capacidade são indicados para fazendas de grande porte que necessitam de operações intensivas de pulverização ou semeadura em grandes áreas.

  • Drones de 100 litros: Drones como o drone pulverizador 100 litros preço são capazes de cobrir grandes áreas com uma única carga, sendo ideais para culturas de larga escala.
  • Autonomia prolongada: Com maior capacidade de carga, esses drones requerem menos recargas, o que aumenta a eficiência no campo.
  • Preço e retorno sobre investimento: Embora o preço do drone pulverizador 100 litros seja mais alto, a economia em tempo e a maior produtividade justificam o investimento.

Esses drones são recomendados para produtores que desejam maximizar a produtividade e reduzir custos em grandes áreas de cultivo.

Vantagens e desvantagens de drone para pulverização

O uso de drones para pulverização apresenta grandes particularidades, e sua indicação de uso precisa ser muito bem estudada. Veja as principais vantagens dessa técnica.

  • Precisão: os drones pulverizadores podem efetuar a aplicação de produtos em áreas bastante específicas da lavoura. O drone para lavoura facilita o tratamento das plantas de forma precisa, atingindo até as áreas mais difíceis de acesso;
  • Eficiência no uso de produtos: por ser mais preciso e poder ser rastreado por sistemas de GPS agrícola, os drones agrícolas pulverizadores podem pulverizar diferencialmente em áreas contrastantes, gerando economia e aumentando eficiência do processo;
  • Diminuição no uso de água: normalmente as aplicações por drones pulverizadores utilizam cerca de 10 a 15 L de calda/ha, enquanto que máquinas terrestres necessitam aplicar 80 a 100 L/ha de calda;
  • Diminuição da necessidade de mão de obra: esses equipamentos podem voar por conta própria ou controlados por apenas uma pessoa. Isso diminui os riscos de erros humanos e também a exposição de operadores a produtos;
  • Diminuição da compactação do solo e danos às plantas: o uso de drones não causa compactação do solo e nem danos de derrubada ou arranquio de plantas, comuns em outras técnicas;
  • Aplicação de herbicida com drone: Os drones também são utilizados para a aplicação de herbicidas de forma mais precisa, evitando o desperdício de produtos químicos e minimizando os impactos ambientais.
  • Terrenos em declive ou com alta umidade de solo: as condições do terrenos muitas vezes limitam a entrada de máquinas mais pesadas, o que não acontece com o drone;
  • Uso específico para algumas culturas: culturas como o milho, em estágio avançado de desenvolvimento, limitam a entrada de certas máquinas pela altura da planta. Isso também não ocorre com uso de drones.

Manutenção e Desafios Técnicos dos Drones Agrícolas

Apesar das grandes vantagens que os drones de pulverização agrícola oferecem no agronegócio, é fundamental considerar a manutenção preventiva desses equipamentos para garantir seu bom funcionamento a longo prazo.

A vida útil de um drone agrícola pulverizador, como o drone DJI Agras T40, depende diretamente do cuidado com suas peças, como baterias, motores e hélices. Um plano de manutenção eficiente pode reduzir o risco de falhas durante as operações, evitando paradas imprevistas e perdas de produtividade.

Outro desafio comum para quem utiliza drones profissionais para agricultura é a autonomia limitada. Por exemplo, um drone pulverizador 50 litros ou até mesmo o drone T40 exige trocas frequentes de baterias para cobrir grandes áreas de cultivo.

Isso pode impactar o valor do drone pulverizador a longo prazo, já que a frequência de recargas ou substituições precisa ser calculada com precisão para manter a operação viável.

As condições meteorológicas, como ventos fortes e chuvas, também afetam o desempenho, tornando fundamental o planejamento das atividades em momentos ideais.

Além disso, conhecer os custos de manutenção e operação de modelos como o drone para pulverização ou o drone agrícola de 30 litros pode ajudar os produtores a determinar quanto custa um drone pulverizador ao longo de sua vida útil.

Isso inclui não apenas o preço inicial do drone para lavoura, mas também os custos operacionais associados à sua manutenção.

Compreender esses desafios técnicos e preparar-se para eles pode garantir uma maior eficiência no uso dos drones agro no campo, otimizando os custos operacionais e aumentando a rentabilidade agrícola.

Drone para pulverização AEGRO

Drones Agro: Inovações e Avanços Tecnológicos

Os drones agrícolas estão se tornando ferramentas essenciais na modernização do agronegócio. Eles não são utilizados apenas para a pulverização, mas também para outras operações como a semeadura e o mapeamento. Nos últimos anos, os drones agro evoluíram significativamente, trazendo diversas inovações tecnológicas:

  • Aumento da capacidade de armazenamento: Drones com maior capacidade de carga conseguem cobrir áreas maiores com menos interrupções para recarga.
  • Maior autonomia de voo: As melhorias na autonomia das baterias e na eficiência de voo permitem maior tempo de operação contínua, resultando em mais produtividade no campo.
  • Monitoramento inteligente: Sistemas avançados de monitoramento e controle de voo, que reduzem a necessidade de intervenção humana, aumentam a precisão e a segurança das operações.
  • Tecnologia de mapeamento e aplicação de insumos: Utilizando sensores e GPS, os drones agro aplicam defensivos e fertilizantes com extrema precisão, minimizando o desperdício e maximizando os resultados das operações.

Os drones agrícolas não só oferecem eficiência e precisão nas atividades, mas também contribuem para uma agricultura mais sustentável, economizando água e produtos químicos.

Para saber mais sobre como os drones estão transformando a agricultura, confira nosso artigo completo sobre drones na agricultura.

Banner de chamada para o download da planilha de cálculos de insumos

Como Aegro pode auxiliar na gestão agrícola?

A gestão eficiente das atividades agrícolas é essencial para maximizar a produtividade e reduzir custos, principalmente com o uso de tecnologias avançadas como drones.

A plataforma de gestão agrícola da Aegro oferece ferramentas que ajudam os produtores a planejar, monitorar e otimizar suas operações agrícolas de maneira integrada. Com Aegro, você pode:

  • Planejar e registrar todas as atividades agrícolas, desde o plantio até a colheita;
  • Acompanhar o uso de insumos e aplicar defensivos de forma mais eficiente;
  • Controlar os custos operacionais e melhorar a rentabilidade da fazenda;
  • Gerar relatórios detalhados para acompanhar os resultados das operações agrícolas.

Embora Aegro não gerencie ainda diretamente drones, sua plataforma oferece suporte completo para a gestão agrícola, facilitando a integração de novas tecnologias nas fazendas.

5 ferramentas gratuitas que todo consultor agrícola deve conhecer

Consultor agrícola e suas ferramentas: Conheça várias ferramentas digitais gratuitas que vão agilizar sua rotina de trabalho e facilitar seu dia a dia.

Todo profissional precisa de ferramentas. Com o consultor agrícola não é diferente.

O carro é indispensável, sendo que uma lupa e um canivete são sempre bem-vindos.

Hoje algumas outras ferramentas, especialmente as digitais, provam seu valor. Por exemplo, qual consultor trabalha sem o WhatsApp?

Aqui trazemos outras opções de ferramentas gratuitas que você deveria conhecer para facilitar sua rotina de trabalho e ser ainda mais eficiente!

1ª ferramenta: monitoramento das condições climáticas

A agricultura é, fundamentalmente, o setor econômico com maior dependência e sensibilidade para a variação e comportamento do tempo e do clima para seu funcionamento.

E é especialmente interessada nas condições climáticas para a obtenção dos melhores resultados.

Por isso é tão importante o uso de informações e monitoramento climático para conhecer, de forma antecipada, as condições climáticas para o planejamento das atividades diárias.

O monitoramento também é necessário para a definição de estratégias de curto e médio prazo (quando semear, quando realizar pulverização, quando colher).

Alguns dos melhores sites para informação climática são:

  • Instituto Nacional de Meteorologia
  • Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos
  • Climatempo

Mas você também pode monitorar as condições climáticas por aplicativos gratuitos de celular.

Um dos melhores que conheço é o do Climatempo (o mesmo do portal).

consultor agrícola

Com ele é possível ter a previsão horária diária e para os próximos 14 dias, além de imagens de satélite para todo Brasil, com análise de meteorologistas.

Outro, menos conhecido mas tão bom quanto o Climatempo, é o AccuWeather.

Ele promete previsão do tempo com informações confiáveis sobre o clima e em tempo real utilizando uma tecnologia própria, a accuracy ™.

Você recebe alertas de tempestade e mudanças de tempo repentinas com avisos meteorológicos para você não ser pego de surpresa.

Sem falar que a previsão diária possui com informações detalhadas como umidade do ar, temperatura e sensação térmica.

2ª ferramenta para consultor agrícola: compêndio de defensivos agrícolas

O Agrofit é um banco de dados disponibilizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. É possível pesquisar defensivos agrícolas por marca comercial, ingrediente ativo, cultura, classificação toxicológica ou classificação ambiental.

Para usar, basta acessar o Agrofit e faça buscas pelo nome vulgar (comum) ou científico da doença.

Depois da busca você terá um relatório descrevendo a doença ou praga, sintomas controle, fotos e outros:

consultor agrícola

Mas nada melhor do que estar no campo e ter um aplicativo que responda facilmente o que você está vendo na lavoura.

Para isso, indico alguns aplicativos confiáveis que auxiliam no manejo fitossanitário:

3ª: mapas de recursos naturais

Outra ferramenta muito importante e que é oferecida online são os chamados mapas de recursos naturais, que trazem uma grande quantidade de informação geográfica digital.

Nestes mapas é possível obter:

  • Informações como dados topográficos;
  • Modelos digitais do terreno;
  • Limites administrativos;
  • Fotografias aéreas do local;
  • Imagens de satélite;
  • Dados hidrológicos em tempo real e outros
consultor agrícola


(Fonte: Bruna Moreira Schrammel)

Alguns dos melhores sites de mapas de recursos naturais são:

>>Leia mais: “Consultoria agro de MS se destaca utilizando tecnologia

4ª ferramenta para consultar: aplicativo de gestão agrícola

Software para fazenda tem sido uma maneira eficiente de você fazer uma gestão agrícola segura.

Com uma gestão agrícola você pode controlar o custos de produção agrícola, ter uma administração rural mais eficiente e implementar novas tecnologias que te ajudam a otimizar seu tempo.

Com Aegro você pode:

  • Ter todos seus talhões mapeados   
  • Registrar atividades e aplicações direto do campo  
  • Tirar fotos, monitorar estande e pragas  
  • Controlar os gastos e abastecimentos das máquinas  
  • Marcar e receber notificações sobre manutenção das máquinas   
  • Fazer orçamentos e controlar todos os custos  
  • Cada funcionário pode ter seu perfil, com permissões específicas   
  • Controlar o estoque da propriedade  
  • Relatórios e indicadores de sua safra

Com a versão gratuita você pode organizar as atividades na sua fazenda através de um planejamento de safra, mapear os talhões, registrar observações, realizar controle dos abastecimentos de máquinas.

Teste por você mesmo o sistema de gestão agrícola Aegro. Temos algumas opções grátis para você começar agora:

5ª: mercado financeiro e bolsa de mercadorias e futuros

O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Esalq/USP) tem um aplicativo para que você possa acompanhar os preços dos principais produtos agropecuários diariamente.

Já a Scot Consultoria apresenta aplicativo também gratuito. Ele que viabiliza a coleta, análise e divulgação de informações de mercado.

Nele, é possível verificar mercado futuro do boi,mercado do boi gordo,mercado da vaca gorda,mercado de atacado,mercado do leite,mercado de reposição, soja e milho.

>> Leia mais: “Por que produtores não mantêm seus dados organizados e como sua consultoria pode resolver isso

O papel das ferramentas digitais na agricultura atual

Um dia comum do consultor agrícola inclui visitas de campo, discussões com os agricultores sobre problemas nas plantações e recomendações sobre como lidar com eles.

Por isso, toda ferramenta que possa ajudar os consultores é bem-vinda nessa rotina pesada de trabalho.

No futuro, em uma fazenda totalmente digital, as lavouras serão cultivadas usando agricultura de precisão detalhada, os tratores serão autônomos, a colheita pode ser determinada por imagens digitais dos campos, e o agricultor estará trabalhando com um consultor para fornecer conhecimento tecnológico.

Ainda não chegamos neste patamar, mas todas essas tecnologias já começam a aparecer e sempre o objetivo será de facilitar o dia a dia de todos, desde o funcionário de campo até o consultor agrícola.

Além da clara e direta importância da agricultura digital, que permitem a automação e o controle ainda mais preciso de todas as operações, essas ferramentas também têm outros efeitos importantes.

Elas permitem um acompanhamento preciso de cada operação agrícola, do preparo da terra até a comercialização, em todos os pontos de uma propriedade rural.

Algumas delas nos permitem monitorar os movimentos do mercado, outras nos oferecem relatórios financeiros detalhados, planejamento antecipado e demais funções que hoje são essenciais para tomar a melhor decisão.

>> Leia mais: “Novas tecnologias no agro que prometem aumentar seu lucro

Conclusão

Com a evolução tecnológica, faz-se necessário estar cada vez mais atento e atualizado sobre as necessidades, ferramentas e modernizações disponíveis para seu projeto.

Também é interessante destacar que, por meio da democratização do acesso à internet e ferramentas como smartphones, tablets e notebook, mais e mais pessoas têm acesso à informações disponíveis na rede.

A conectividade está  desfazendo o isolamento do campo e tornando o trabalho de rotina mais ágil e eficiente. Aproveite as ferramentas aqui apresentadas para tornar o seu trabalho também mais ágil e ainda mais eficiente!

>> Leia mais:

Consultoria agrícola: Como expandir e ser ainda melhor

Consultoria contábil para o agronegócio: 5 dicas para ganhar mais espaço e crescer

“Consultora economiza R$ 70 mil em utilização de insumos

Você adicionaria outras ferramentas consultor agrícola a essa lista? Tem experiência com algumas dessas ferramentas? Deixe seu comentário!

Barter soja: O que é e as dicas para realizar essa operação

Barter soja: Entenda como funciona e as dicas para utilizá-lo e conseguir negociações ainda melhores para sua propriedade rural.

Você já ouviu falar em Barter?

É um tipo de negociação muito utilizada no agronegócio, principalmente no caso da soja.

Por meio do Barter é possível a aquisição e pagamento de insumos com a produção de soja futura.

É uma estratégia financeira que garante o preço mínimo de venda e pode ser benéfico para negociar sua produção.

Acompanhe neste artigo as dicas, orientações e muito mais sobre a modalidade de Barter soja!

Afinal, o que é Barter?

Qual é o conceito de Barter? Barter é uma operação financeira que envolve a troca dos produtos finais produzidos pelos agricultores por adubo, herbicida, ou qualquer outro tipo de insumos em geral.

Isso significa que, por meio desse tipo de operação, produtores de grãos podem trocar sacas de soja, milho, cereais e etc., por insumos necessários.

Estes insumos, que serão utilizados na condução da lavoura, podem ser adquiridos sem a necessidade do pagamento antecipado em dinheiro.

O termo “Barter” vem do inglês e, ao ser traduzido, pode ter alguns significados como: permuta, troca, comércio de permuta. E reflete muito bem esse tipo de operação financeira.

Os produtores que optarem por esse tipo de operação farão uma troca com a cooperativa ou com uma trading e oferecerão seus produtos em troca dos insumos adquiridos.

No Brasil, antigamente, esse tipo de operação financeira era conhecida como “soja verde”.

Mencionei acima “trading”, então vou explicar seu significado! A palavra trading vem do inglês e significa negociar.

No trading, o objetivo é lucrar por meio da compra e venda das ações, matérias-primas ou moedas, vendendo a um preço mais alto que aquele pelo qual se comprou.

Então, o objetivo das tradings é um investimento a curto prazo.

Vou mostrar agora quando e como a operação de Barter soja é realizada.

barter soja
Para o agronegócio, Barter representa um mecanismo de financiamento de safra
(Fonte: Roberto A. S. Lima baseado em Azimute Agronegócios)

Quando o Barter é utilizado?

O Barter é utilizado por muitas cooperativas e tradings, que realizam essa troca de insumos (sementes, adubos, defensivos) por produtos agrícolas como milho, soja, algodão, café, boi etc.

Esse tipo de negociação é oferecido aos produtores por grandes companhias como a FMC, Bayer, Adama, Bunge, Cargill, Monsanto. Além disso, há inúmeras cooperativas que podem ter demanda por esse tipo de negociação.

Na maioria dos casos, as operações de Barter são atreladas à Cédula de Produto Rural (CPR) e exigem certos cuidados de ambas as partes no preenchimento e formulação do contrato.

Segundo o advogado Tobias Marini de Salles Luz, existem vários casos em que o instrumento foi mal feito e acabou por impedir que a empresa fizesse a devida cobrança de seu crédito.

Existem também cenários em que os produtores tiveram que pagar mais que o realmente devido pela má formulação do acordo.

Então, muito cuidado no momento de formulação dos contratos de ambas as partes. É sempre válido buscar auxílio de um profissional especializado nesse tipo de transação financeira.

Barter soja: Mercado em ascensão

Com créditos cada dia mais escassos para custear plantio, o Barter soja é uma solução que os produtores podem utilizar para adquirir insumos e tecnologias.

O Barter geralmente envolve 3 instituições: o próprio produtor; uma trading; e uma companhia ou cooperativa de insumos.

Já existem casos registrados deste tipo de operação até para financiamento de grandes colheitadeiras – de até R$ 1 milhão.

O sistema de financiamento por meio do Barter para colheitadeiras estreou no Brasil com a New Holland em 2015. Diversos negócios foram fechados naquele ano nessa modalidade financeira.

A New Holland aceita soja na operação. E, com o apoio da americana Cargill, que tem interesse em ficar com a oleaginosa para processamento ou exportação, abriu o mercado para esse tipo de transação financeira.

No caso das colheitadeiras, Jefferson Kohler, então gerente de marketing da New Holland, explicou que os produtores normalmente querem usar suas futuras sacas de soja para arcar com uma entrada de cerca de 10% do valor total da máquina.

O restante era financiado pelo Finame Agrícola (BNDES). Mas houve casos em que o Barter representou 40% do valor negociado do equipamento.

Para participar do Barter soja, o produtor rural precisa de um avalista e da CPR correspondente ao volume de soja ou cultura envolvida, se o negócio ficar em até US$ 250 mil.

Para valores acima de US$ 250 mil é exigido uma hipoteca da terra.

O mercado brasileiro passa por uma fase de safras recordes, onde os preços tendem a ficar pressionados frente à grande demanda dos produtos no mercado.

Por meio do Barter soja, produtores travam o preço de uma entrega na formalização do contrato. Essa operação impede a variação de preço das commodities e dos preços dos produtos.

Isso ajuda a entender o forte crescimento deste tipo de operação comercial no mercado.

Barter soja: O caso Bayer

Eduardo Roncaglia, diretor de Operações Estruturadas da Bayer, afirma que, com as grandes safras, os produtores acabam ficando em dúvida na tomada de decisão de gerenciamento do negócio.

Com um bom planejamento, os produtores podem ter ótimos resultados de vendas.

Ele lembra que, quem travou seus preços na safra 2017, acabou tendo um bom resultado financeiro (cerca de 30% melhor), pois as cotações despencaram desde 2016.

Nesse caso específico da Bayer, após a colheita, os produtores não entregam seus produtos para a empresa.

Quem recebe os produtos agropecuários são as tradings. Mas a Bayer possui estrutura para auxiliar o produtor a travar seu preço, incluindo uma mesa de negócios que opera na bolsa de Chicago.

Para o caso da Bayer aqui citada, existem 3 modalidades de Barter:

  • A primeira aproveita um contrato que o produtor já tem fixado com uma trading (no qual o produtor repassa à empresa de defensivos o direito de receber o pagamento);
  • A segunda é a “financeira (na qual a Bayer trabalha com opções de venda e compra e ajuda o produtor a se proteger da volatilidade do mercado);
  • A terceira é a “física” (em que ocorre a venda do produto negociado com o agricultor).

Assim, o Barter é uma modalidade de negócios mais segura, pois trava preços das mercadorias e trabalha com contratos.

Os encargos geralmente também são menores, ajudando a impulsionar as vendas das empresas de insumos.

O Barter permite que os envolvidos trabalhem num ambiente de baixo risco. As empresas envolvidas vendem maior volume de seus produtos; os produtores também conseguem benefícios como a troca de seus produtos futuros por insumos.

A modalidade viabiliza redução da necessidade de financiamentos de safra em bancos. Isso pode ser percebido como um grande benefício, pois os produtores receberão seus insumos via operações de permuta.

Tipos de Barter soja

Vamos apresentar algumas das mais usuais modalidades de Barter encontradas nas negociações dos produtos agropecuários brasileiros.

As classificações podem ser visualizadas no vídeo da Marina Piccini.

Compra de Contrato

A compra de contrato é quando o produtor já fechou negócio com a trading.

A empresa que está vendendo os insumos pede que o produtor faça uma cessão de crédito.

Isso funciona da seguinte maneira: quando, por exemplo, as sacas de soja forem entregues pelo produtor à Trading, de acordo com aquilo que foi negociado em contrato, esta possuirá subsídio para pagar o fornecedor que comercializou esses insumos.

Normalmente, a cooperativa que vendeu os insumos já possui a CPR com penhor daquele volume que foi negociado com a Trading.

Basicamente, é uma venda a prazo normal que, depois de faturada, ou mesmo antes de faturar, o produtor faz essa cessão de crédito para a empresa.

Campanha da Indústria/Cooperativa com a Trading

Essa modalidade de Barter soja ocorre geralmente quando a indústria ou cooperativa decide fazer campanha para aumentar suas vendas em parceria com uma trading.

Nessa prospecção de novos negócios, a indústria pode criar um pacote promocional com preços diferenciados aos produtores rurais. A trading, por sua vez, entra com uma cotação de preço para aquela safra futura.  

Essa modalidade de Barter é mais comercial e usual por ter maior potencial de alavancar vendas das indústrias ou cooperativas.

barter soja
Com operação de Barter, produtor consegue manter protegido capital de giro
(Fonte: Advertising Week)

Indústria ou Cooperativa assume o preço

Geralmente, nestes casos, a indústria ou cooperativa assume o risco e vi sozinhas (sem o auxílio de uma trading) ao mercado negociar com os produtores.

As empresas montam seus pacotes de insumos e cobram um valor pré-determinado em sacas de soja para a permuta na operação de Barter.

Nestes casos, as indústria ou as cooperativas devem estar estruturadas para calcular estes valores. Também precisam contar com profissionais que entendam de mercado futuro para minimizar seus riscos de perda de dinheiro.

É importante frisar que as empresas devem ter estabelecido no contrato social que elas podem comercializar esses tipos de commodities.

Por fim, a área contábil dessas indústrias/cooperativas também deve estar altamente envolvidas nesse tipo de operação. No momento de entrada do ativo, ela deve realizar uma marcação a mercado para vender bem os produtos em cada situação.

Conclusão

A operação financeira de Barter soja está cada dia mais frequente no agronegócio.

A possibilidade de permuta de produtos produzidos por insumos com pagamento futuro pode ser uma das alternativas mais viáveis frente a créditos bancários com diversas taxas de juros.

É evidente que, na maioria dos casos, a compra dos insumos agrícolas à vista é a melhor opção de negócio.

Porém, quando você não possui tal disponibilidade financeira, o Barter pode ser uma modalidade interessante.

Vale analisar sua situação, optando por crédito bancário ou realizar uma operação de Barter. Aproveite esse conhecimento e analise suas opções!

>> Leia mais:

O que é hedge e por que você deveria ter essa opção

“Venda da soja: como garantir uma boa negociação de forma antecipada”

Você já tinha ouvido falar em Barter soja? Já praticou ou conhece alguém que realiza esse tipo de operação? Compartilhe sua experiência nos comentários!

Secagem de grãos de milho: entenda quando vale a pena e como aprimorá-la

Secagem de grãos de milho: Veja qual a melhor alternativa e confira algumas dicas para não perder a qualidade dos seus grãos.

Vai chegando próximo à colheita e a principal dúvida é se realmente é necessário realizar a secagem dos grãos.

Até porque muitos deixam o milho um pouco mais no campo para diminuir os custos com a secagem… Mas, afinal de contas, o que vale mais a pena?

Vou mostrar aqui as principais vantagens e desvantagens da manutenção das plantas de milho no campo e da secagem artificial.

Veja também as principais dicas para realizar a secagem de grãos de milho mais adequada à sua propriedade. Confira!

Secagem de grãos de milho no campo

A secagem das plantas de milho no campo ainda é uma prática muito comum entre os produtores de milho.

Mas inúmeras pesquisas indicam perda da qualidade dos grãos com a manutenção da cultura do campo.

Na prática, a cultura fica exposta um maior período de tempo ao ataque de pragas, doenças e intempéries climáticas. Isso pode resultar na incidência de grãos ardidos, por exemplo.

secagem de grãos de milho
Incidência de grãos ardidos em milho. (a): grãos sadios; (b) grãos ardidos
(Fonte:cRibeiro e Colaboradores, 2016)

Mas, se você seguir alguns cuidados, poderá retardar sua colheita e colher seu milho com menor umidade, sem muitas perdas na qualidade do grão.

E melhor: diminuindo seus custos. Vou explicar melhor. Vamos lá!

O que considerar para a secagem do milho no campo

O primeiro passo é conhecer o histórico de sua área e de sua região!

Quais as pragas e doenças de final de ciclo são mais comuns? E quais os problemas mais corriqueiros durante a fase de colheita?

Após conhecer os possíveis problemas, você deve ir para a fase de planejamento!

Nesta fase, você irá planejar todas as etapas de sua lavoura, da semeadura à colheita.

A escolha da semente ideal é fundamental. Você pode optar por cultivares/híbridos que possuam resistência ou tolerância às principais pragas e doenças da cultura, principalmente as de final de ciclo.

Assim, você irá fazer uma escolha inteligente de seu híbrido/cultivar. E isso será fundamental para manutenção da cultura no campo até atingir baixa umidade.

O sucesso de sua colheita será reflexo de seu manejo durante todo ciclo da cultura, então capriche!

Outro fator bastante importante é conhecer o clima de sua região no final do ciclo.

Uma chuva no período em que seu grão está secando no campo, por exemplo, pode ser extremamente prejudicial para sua qualidade.

Caso o ano seja extremamente seco, a secagem no campo pode ser uma alternativa. Caso contrário, opte pela a secagem artificial.

Vamos citar aqui as principais vantagens e desvantagens na utilização da secagem natural no campo.

Secagem de grão de milho no campo: Vantagens e desvantagens

A principal vantagem da manutenção das plantas no campo até atingir umidade próxima à 14% é a diminuição dos custos de produção.

Assim, você não terá gastos com a secagem!

secagem de grãos de milho
Após o ponto de maturidade fisiológica, umidade do milho para colheita permanece alta
(Fonte: Luiz Carlos)

Se você não sabe quanto gasta com a secagem, aqui no blog nós já explicamos como fazer esse cálculo. Confira: “Secagem e armazenamento de grãos: diferentes tipos e seus custos

Já como desvantagens, observamos:

  • Risco de queda de plantas devido à presença de patógenos ou ventos fortes;
  • Dependência das condições climáticas;
  • Altos riscos de danos mecânicos na colheita;
  • Falta de padronização do teor de umidade para armazenagem;
  • Aumento na porcentagem de perdas na colheita;
  • Perdas na qualidade dos grãos.

Caso não tenha orçamento para realizar a secagem, você pode colher seu grão com umidade mais elevada e optar pela técnica de secagem natural. É um método utilizado por vários produtores.

guia de manejo do milho

Secagem de grãos de milho artificialmente

Se você quer investir um pouco mais na sua pós-colheita e manter uma padronização na umidade de seus grãos, realize a secagem!

A secagem artificial é a mais utilizada no setor produtivo hoje pela praticidade e, principalmente, pela qualidade final do grão, permitindo um armazenamento mais seguro.

Contudo, quando se fala em secagem artificial, algumas perguntas vêm à mente.

Afinal de contas, vale a pena o investimento? Quando devo secar? Quais as melhores condições para secagem de grãos de milho na prática?

Vou responder a essas perguntas e indicar as vantagens e desvantagens desse processo!

secagem de grãos de milho
(Fonte: Geagra)

O que considerar para a secagem artificial

O primeiro passo para a tomada de decisão é conhecer a cultura do milho e a região na qual você está inserido.

Conhecer a cultura irá auxiliá-lo no processo decisório de qual o melhor momento para a colheita.

Caso opte por colher com a umidade mais elevada, o processo de secagem será essencial para a manutenção da qualidade do grão.

Contudo, é recomendável se atentar à umidade inicial dos grãos para a escolha correta de qual sistema de secagem utilizar.

Além disso, outro cuidado a ser tomado é a temperatura de secagem do ar forçado aquecido (fluxo contínuo ou intermitente). Altas temperaturas podem ocasionar danos nos grãos, o que irá prejudicar a qualidade.

Então, não acelere o tempo de secagem utilizando altas temperaturas!

Quando você colher seus grãos com umidade elevada, opte pela secagem lenta. Assim você irá evitar danos físicos.

O tempo de secagem pode variar de acordo com a umidade inicial, tamanho do grão e umidade relativa do ar, até o grão atingir o equilíbrio higroscópico.

Investir em secagem é importante para a manutenção da qualidade de seus grãos. E isso irá se refletir em alta rentabilidade.

Na prática, você deve secar sempre que colher com umidade acima de 14%. E a secagem deve ser realizada logo após a colheita.

Durante o processo de secagem, fique atento à temperatura da sua massa de grãos. Ela não deve ultrapassar 60°C.

Desta forma, você evita danos e mantém a qualidade de seu produto.

secagem de grãos de milho
(Fonte: Mayra Rodrigues)

Vantagens e desvantagens da secagem artificial

Ainda está em dúvida sobre quais as vantagens e desvantagens dos secadores artificiais?

A principal vantagem é que você não depende das condições climáticas para realizar esse processo.

Em seguida, podemos citar praticidade, rapidez e padronização da umidade de seus grãos.

Quando realizada de maneira adequada, a secagem artificial mantém a qualidade dos grãos.

Já como desvantagens dessa técnica podemos citar: o custo e os riscos de danos. Quando não é feita/monitorada por uma pessoa capacitada, ela pode prejudicar a qualidade dos grãos.

Conclusão

Entender sobre a secagem de grãos de milho é fundamental para a manutenção da qualidade de seus grãos.

Neste artigo vimos como a secagem pode ser realizada na prática.

Mostramos também as principais vantagens e desvantagem da secagem de grãos de milho no campo e artificialmente.

Você pôde conferir ainda algumas dicas para uma secagem de sucesso.

Espero que essas informações te ajudem a decidir qual procedimento de secagem adotar e como melhorá-la para evitar problemas na qualidade final de seus grãos!

>>Leia mais: “Colheita de soja: 7 dicas para torná-la ainda melhor”

>> Leia mais: “Vender ou guardar a produção em silos de grãos

E você, como realiza sua secagem? Tem alguma dúvida sobre a secagem de grãos de milho? Adoraria ver seu comentário abaixo!

Guanxuma: 5 maneiras de livrar sua lavoura dessa planta daninha

Guanxuma: época certa para controle, quais herbicidas utilizar e  as principais dicas para evitar prejuízo na lavoura.

A guanxuma é um grande problema na lavoura.

Ela causa interferência direta na plantação, reduzindo o rendimento dos grãos na cultura da soja, por exemplo.

Além disso, sua presença pode indicar uma possível compactação do solo, demonstrando que o cultivo está suscetível à seca e ao tombamento.

Neste artigo, mostrarei como identificar, manejar e controlar a guanxuma na sua lavoura. Confira!

Identificação das principais espécies de guanxuma no Brasil

No Brasil as espécies mais comuns são:

Sida glaziovii

Ocorre frequentemente em solos arenosos das regiões tropicais do Brasil. Infesta principalmente áreas de pastagens, beiras de estrada, carreadores pomares e culturas perenes em geral.

É uma das principais infestantes em áreas de novos canaviais no cerrado.

Pode ser reconhecida pela coloração prateada de suas folhas.

guanxuma
Planta adulta de Sida glaziovii
(Fonte: Mercadante, 2015)

Sida spinosa

Planta medianamente frequente, infesta geralmente cultivos anuais ou perenes, pomares e pastagens, nas regiões centro e sul do País.

Muito comum em áreas de solo arenoso e tolera solos ácidos e pobres.

guanxuma

Planta adulta de Sida spinosa
(Fonte: Weedimages)

Sida rhombifolia

Dentre as espécies de guanxuma, é a mais comum em áreas cultivadas do país. Infesta principalmente lavouras anuais e perenes, pomares e pastagens.

É mais frequente em cultivos de cereais em sistema de plantio direto.

É curiosamente conhecida como relógio, devido à pontualidade com que suas flores se abrem e se fecham diariamente.

guanxuma

Planta adulta de Sida rhombifolia
(Fonte: Mercadante, 2013)

Interferência de guanxuma nas culturas

A guanxuma tem crescimento inicial lento, o que a torna um planta daninha pouco competitiva. Porém, em estádios mais avançados, possui maior competitividade com culturas e se torna de difícil controle.

Pesquisas demonstram que 10 plantas de guanxuma por m² podem reduzir em 6% o rendimento de grãos da cultura da soja.

Além dos problemas de interferência direta, essa planta daninha pode ser hospedeira de pragas e doenças.

A guanxuma pode ser hospedeira de nematoides das galhas e das lesões.

Sua presença na lavoura também pode ser indicadora de compactação do solo.  

Tome muito cuidado com sinais de compactação!

A compactação limita o crescimento e desenvolvimento das raízes à camada superficial de solo, deixando o cultivo muito suscetível à seca e tombamento.

Guanxuma: principais pontos sobre essa daninha

É muito importante salientar que não foram registrados casos de resistência a herbicidas para as espécies de guanxuma no Brasil!

Mundialmente, registrou-se apenas um caso nos Estados Unidos para a espécie Sida spinosa resistente a imazaquin.  

Desta forma, é muito importante entender a biologia destas espécies para traçar estratégias de manejo eficientes e não selecionar ervas daninhas resistentes.

Esta planta daninha produz em média 510 sementes por planta, podendo a chegar até 28 mil sementes m-2, que são indiferentes à luz. Ou seja, são capazes de germinar no claro e no escuro.

Sua germinação é favorecida com alternância de temperatura em 20°C a 30°C. Já a profundidade de enterrio não possui influência sobre a emergência desta planta daninha.

Mesmo com profundidade de 5 cm, as sementes possuem boa germinação!

Por outro lado, a deposição de matéria orgânica na superfície do solo (palhada) dificulta a emergência das sementes devido à baixa quantidade de reserva nas sementes.  

Nestas condições, a plântula gasta uma grande quantidade de reserva para atravessar essa barreira. Isso a torna mais suscetível ao efeito de herbicidas.  

O grande problema está nas sementes de guanxuma que possuírem dormência, ou seja, mesmo com condições ideais, a germinação não ocorre devido a um impedimento natural.

guanxuma
Sementes da espécie Sida rhombifolia
(Fonte: Teo, 2014)

E o que essas características influenciam no manejo?

Plantas daninhas com dormência apresentam vários fluxos de emergência, muitas vezes fora do período de aplicação de herbicidas, o que dificulta o seu manejo.

Além disso, essa planta daninhas possui características morfológicas que dificultam seu manejo quando estão em estágio de desenvolvimento avançado.

Quando adulta, suas folhas possuem maior acúmulo de tricomas (pelos) e ceras, o que dificulta a absorção e transporte do herbicida na planta.

guanxuma
Estruturas presentes na superfície foliar da espécie Sida rhombifolia  
(Fonte: Albert e Victoria Filho, 2002)

Por isso, é importante que o controle seja feito com plantas pequenas de até 4 folhas.

>>Leia mais: “Guia para o controle eficiente da trapoeraba

Manejo de guanxuma na entressafra do sistema soja-milho

Herbicidas pós-emergentes

O principal ponto no manejo eficiente de guanxuma em pós-emergência é a aplicação em plantas pequenas (até 4 folhas). Elas absorvem maior quantidade de herbicidas e possuem menor capacidade de rebrota.

Outro ponto muito importante é a tecnologia de aplicação utilizada. Como são plantas que podem ter menor capacidade de absorção, é importante seguir estas dicas:

  • Garantir uma boa cobertura do alvo;
  • Utilizar bons adjuvantes, de acordo com as necessidades dos herbicidas;
  • Aplicar em condições climáticas ideias;
  • Cuidar com incompatibilidade de calda, na mistura de tanque de produtos fitossanitários.

Os dois principais herbicidas pós-emergentes em áreas sem cultivos são:

Glifosato

Quando em estádios iniciais (até 4 folhas), é muito eficiente no controle desta planta daninha. Recomendações de dose de 2 L ha-1.

Fui uma importante solução para o controle de guanxuma em pós-emergência da soja (com tecnologia RR), fornecendo ótimo controle sem afetar o cultivo.

2, 4 D

Pode ser utilizado na entressafra para o controle de plantas pequenas (até 4 folhas). Recomendações de dose de 1 a 1,5 L ha-1.

Cuidado com antagonismo em mistura com outros herbicidas!

Herbicidas pré-emergentes

O uso de herbicidas pré-emergentes para o controle dessa planta daninha é essencial!

Como suas sementes possuem dormência, ou seja, com vários fluxos de emergência, estes herbicidas reduzem a necessidade de aplicações em pós-emergência. Eles ainda aumentam a possibilidade da cultura fechar no limpo!

Diclosulam

Herbicida com ação residual para controle de banco de sementes.

Utilizado na primeira aplicação do manejo outonal associado a herbicidas sistêmicos (ex: glyphosate e 2,4 D). O solo deve estar úmido.

Recomendações de dose de 29,8 a 41,7 g ha-1.

Flumioxazin

Herbicida com ação residual para controle de banco de sementes.

Utilizado na primeira aplicação do manejo outonal associado a herbicidas sistêmicos (ex: glyphosate, 2,4 D e imazetapir) ou no sistema de aplique plante da soja. Recomendação de dose de 50 a 120 g ha-1.

Sulfentrazone

Herbicida com ação residual para controle de banco de sementes.

Utilizado na primeira aplicação do manejo outonal associado a herbicidas sistêmicos (ex: glyphosate e 2,4 D). Recomenda-se dose de até 0,5 L ha-1, pois apresenta grande variação na seletividade de cultivares de soja.

Recomendado principalmente para áreas onde também ocorre infestação de tiririca!

Manejo na pós-emergência das culturas de soja e milho

Soja

Cloransulam

Utilizado em pós-emergência da soja, na dose de 35,7 g ha-1.

Imazetapir

Utilizado em pós-emergência precoce da guanxuma e na soja com até 2 trifólios, na dose de 1,0 L ha-1.

Milho

Atrazina

Quando em estádios iniciais (até 4 folhas) é muito eficiente no controle dessa planta daninha.

Recomendações de dose de 4 a 5 L ha-1, dependendo das características do solo.

Mesotrione

Aplicar de 2 a 3 semanas após semeadura do milho, sobre plantas daninhas em pós-emergência precoce (2 folhas). Recomendações de dose de 0,4 L ha-1 + óleo mineral.

>> Leia mais: “O guia completo para o controle do capim-pé-de-galinha

Conclusão

Neste artigo vimos a importância econômica que a guanxuma possui e como realizar um manejo eficiente em lavouras de grãos.

E entendemos a importância de conhecer a biologia da planta daninha antes de manejá-la.

Vimos que o estádio de aplicação, uso de correta tecnologia de aplicação e inclusão de pré-emergentes são determinantes no controle dessa planta daninha.

Espero que com as dicas passadas aqui você consiga realizar um manejo eficiente da guanxuma!

>> Leia mais:

“Planta tiguera: Quais os manejos mais eficientes para sua lavoura”

“Guia do manejo eficiente da buva”

“Como fazer o manejo eficiente do capim-amargoso”

Você já teve problemas com infestação de guanxuma em sua lavoura? Quais técnicas utilizar para manejá-la? Adoraria ver seu comentário abaixo!

Como declarar Imposto de Renda atrasado? Saiba o que você deve fazer

Atualizado em 06 de maio de 2022.

Como declarar Imposto de Renda atrasado: veja o passo a passo de como regularizar sua situação e evitar problemas com a Receita Federal

Ficar em dia com o Imposto de Renda é fundamental para evitar problemas com o fisco. 

Se você ainda não correu atrás da documentação e não vai conseguir entregar a tempo, não se preocupe! Sempre há tempo de regularizar a situação. 

Neste artigo, veja como declarar seu Imposto de Renda atrasado e quais são as multas. Saiba mais a seguir!

O que acontece com quem não declara o Imposto de Renda? 

Quem deixa de declarar o Imposto de Renda pode ter de pagar multa de, no mínimo, R$ 165,74, e ficar como a situação irregular na Receita Federal, o que pode culminar no bloqueio do CPF.

Estar com o CPF bloqueado impede algumas atividades como: 

  • abertura de conta bancária;
  • emissão de passaporte;
  • emissão de certidão negativa na venda de imóveis;
  • ter acesso a financiamento rural e crédito rural;
  • prestar concurso público.

O contribuinte também corre o risco de ser denunciado pelo crime de sonegação fiscal.

No ano-calendário 2022, estão obrigados a declarar o Imposto de Renda Pessoa Física quem recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 28.559,70 (ao longo de 2021).

No caso da atividade rural, quem teve receita bruta acima de R$ 142.798,50 em 2021 também precisa prestar contas ao Leão.

Como declarar Imposto de Renda atrasado? Veja o passo a passo para regularização

A regularização do Imposto de Renda atrasado pode ser feita pela internet, baixando o programa gerador do imposto de renda referente ao ano correspondente. Veja como regularizar o imposto de renda atrasado seguindo estes dois passos:

1. Emitir o Darf para pagamento em atraso

O pagamento do Darf será realizado após a data de vencimento. Por isso, ele deverá ser feito com os acréscimos legais, como multa e juros de mora.

Imprima o Darf (Documento de Arrecadação da Receita Federal) utilizando uma das opções abaixo:

  • Extrato da DIRPF: Consulte o “Demonstrativo de Débitos Declarados” para saber o quantitativo de quotas solicitadas e a situação de cada uma delas. Em seguida, clique no ícone “Impressão” para emitir o Darf do mês desejado.
  • Programa para cálculo e emissão do Darf das quotas do IRPF
  • Preenchimento manual do Darf.

Onde pagar o Darf do IR atrasado?

Depois de gerar o Darf, você precisa pagá-lo dentro do prazo estabelecido no documento. Isso é possível de duas formas: através do seu banco físico ou através do aplicativo do seu banco, instalado no seu celular.

Pelo celular, você pode escanear o código de barras para fazer o pagamento. No banco físico, basta inserir o código do Darf para pagar.

2. Regularizar o pagamento em atraso realizado sem juros ou multa 

Caso o pagamento em atraso seja realizado sem os acréscimos legais ou com o cálculo menor, o valor do principal não será totalmente quitado. Ficará um saldo pendente de quitação.

Você precisa consultar o saldo devedor e emitir o Darf para pagamento no Extrato da DIRPF ou na Pesquisa de Situação Fiscal.

print da tela de pagamento do Darf

(Fonte: reprodução Receita Federal)

O programa de preenchimento da declaração do IRPF 2022, ano base 2022, está disponível no site da Receita Federal. Também é possível preencher e enviar o documento por meio do aplicativo Meu Imposto de Renda para tablets e celulares.

Agora também é possível fazer a declaração online. Para isso, basta acessar o sistema com as credenciais da conta gov.br. Por meio do aplicativo, é possível ainda fazer retificações.

Quanto custa para declarar o Imposto de Renda atrasado? 

O valor da multa pela entrega do imposto de renda atrasado é de 1% ao mês, sobre o valor do imposto devido, calculado na declaração, respeitando-se o mínimo de R$ 165,74, podendo chegar a 20%.

Na multa do imposto de renda atrasado, também serão cobrados juros de acordo com a taxa Selic. Eles estão ao redor de 11,75% ao ano.

Além disso, serão aplicados juros de 1% ao mês para os impostos chamados devidos. Após a finalização da declaração do IR, o total do tributo devido fica disponível ao contribuinte.

Assim que emitir a declaração, você deve receber a notificação da multa. Você tem até 30 dias a partir da entrega em atraso para realizar o pagamento.

Se você não tem imposto a pagar e tem restituição, a multa pode ser descontada do valor a receber. Para entregar a documentação, não é preciso baixar um novo programa. 

O próprio sistema faz a atualização dos valores na hora de imprimir a guia de arrecadação.

Quem tem direito a receber a restituição do IR atrasado?

Uma dúvida que sempre surge é se o contribuinte que declara o IR em atraso tem direito à restituição do imposto. A boa notícia é que sim! O contribuinte não perde o direito à restituição do imposto. 

Se você pagou mais imposto do que deveria, mesmo que em atraso, a Receita pagará o valor restituído. Ele será descontado do valor da multa.

Quando é paga a restituição do imposto de renda atrasado? 

Após entregar sua declaração, você pode acompanhar o processamento pelo site da Receita Federal, no Portal e-Cac.

No caso de restituição, o pagamento é feito ao decorrer do ano, se a declaração não ficar retida em malha. Em 2022, o primeiro lote será pago em 31 de maio.

A partir daí serão mais 4 lotes mensais, até setembro, pagos entre os dias 29 e 31 de cada mês. Mensalmente, a Receita abre consultas a esses lotes e você pode verificar a liberação da sua restituição pela internet.

A prioridade no recebimento é para pessoas com mais de 60 anos, contribuintes com deficiência e os que têm doença grave. Depois, o pagamento costuma seguir a ordem de entrega da documentação.

É possível declarar Imposto de Renda de anos anteriores?

Sim. Se você não declarou o Imposto de Renda em determinado ano, a Receita Federal dá o prazo de até 5 anos para enviar a declaração pela internet. Se você tem pendências com a malha fina, também tem 5 anos para fazer as retificações.

Mas se você era obrigado a declarar o IR e não o fez no prazo de 5 anos, só existe uma solução. Você precisa regularizar sua situação indo pessoalmente até uma unidade da Receita Federal

As regras de regularização se aplicam a todos os contribuintes, inclusive para o produtor rural. Você vai precisar retificar os dados enviados errados, como documentos faltantes nas declarações anteriores.

Conclusão

Muitos produtores rurais são obrigados a declarar o Imposto de Renda. Quem desrespeita o prazo fica sujeito a multa sobre o imposto devido, além de uma série de outros problemas. 

Por isso, faça seu planejamento e deixe sempre sua documentação em ordem para não perder nenhum prazo.

Neste artigo, você viu o passo a passo para regularizar sua declaração do imposto de renda atrasado.

Não deixe de regularizar sua situação e de começar a se preparar para a declaração do ano que vem!

>> Leia mais:

O que é e como é feita a recuperação de ICMS de produtor rural

Como fazer o ITR 2021: quem precisa declarar e o passo a passo da documentação + Nirf

Gostou desse texto? Agora que você já sabe como declarar imposto de renda atrasado, regularize sua situação! 

Foto da autora Mariana, sorrindo com uma parede vermelha no fundo

Atualizado em 06 de maio de 2022 por Mariana Rezende.

É formada em economia e mestre em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Economia e graduanda de Ciências Contábeis na mesma instituição.

Além da produção agrícola: liderança e gestão de pessoas na fazenda

Liderança e gestão de pessoas na fazenda: como melhorar essas habilidades e ter pessoas comprometidas para o sucesso do negócio rural.

Uma empresa rural precisa ser eficiente para se destacar no mercado. Mais do que dominar as técnicas e ter as melhores máquinas, é preciso focar em algo além da produção agrícola: seus colaboradores.

Uma boa liderança e gestão de pessoas é fundamental para que seu pessoal se torne mais eficiente e comprometido com o trabalho.

O sucesso da empresa rural depende disso!

Confira a seguir algumas dicas de como se tornar um líder e fazer uma boa gestão de pessoas na fazenda.

Liderança e gestão de pessoas na fazenda: o que são?

As funções de liderar e gerir devem sempre andar juntas, mas não necessariamente um mesmo perfil reúne tais características.

A figura do gestor propriamente dita, que focava em processos e resultados, esquecendo muitas vezes das pessoas que comandava, está saindo de cena.

Apesar da importância inegável dessa figura no passado, hoje o mercado  e o sucesso das empresas exigem outro perfil: o de líder.

Bons líderes conhecem muito bem os processos que compõem as atividades da empresa. Mas, acima de tudo, sabem lidar com pessoas: os seus colaboradores.

É função da liderança fazer com que seus colaboradores entendam os valores e o objetivo da empresa rural. Assim, cria-se o ambiente de trabalho ideal para que sua equipe atinja potencial máximo.

Como melhorar sua liderança e gestão de pessoas

Certas habilidades são exigidas em quem ocupa cargos de liderança.

Organização, disciplina, bons relacionamentos interpessoais, resolução de conflitos, inteligência emocional… e por aí vai.

Engana-se quem pensa que alguém nasce com todos esses requisitos. Tais habilidades podem ser desenvolvidas e trabalhadas, desde que se queira melhorar.

A seguir, trago alguns pontos importantes para melhorar a liderança e gestão de pessoas na sua fazenda.

liderança e gestão de pessoas
Líder é visto como um exemplo a ser seguido pelos colaboradores
(Fonte: CPB Educacional)

1. Conhecer a empresa e a si mesmo muito bem

As ações da liderança devem estar ligadas ao objetivos da empresa, por isso, conhecer detalhadamente a empresa é essencial.

Além disso, um bom líder deve conhecer a si mesmo e como isso pode afetar o funcionamento da empresa rural.

O líder deve entender que ele mesmo possui limitações, e portanto, precisa de ajuda para supri-las.

Conseguimos isso com um bom time de liderados.

2. Comece com o pé direito: Contrate as pessoas certas

Ao formar uma equipe, devemos escolher os colaboradores com perfis que não apenas estejam alinhados com os objetivos da empresa, mas que podem suprir as limitações do próprio líder.

As grandes empresas do agro já utilizam plataformas de recursos humanos que auxiliam neste direcionamento de colaboradores com perfil adequado à vaga disponível.

Essa tecnologia pode parecer um pouco distante ainda nas propriedades rurais, mas fato é que contratar a pessoa correta para a sua equipe faz toda diferença.

O perfil do colaborador é importante principalmente no modo como se relaciona com outras pessoas.

É mais fácil capacitá-lo com conhecimentos técnicos que lhe faltam do que mudar más condutas que ele possa apresentar.

Um mal funcionário pode criar um péssimo ambiente  de trabalho e ainda “piorar” seus colegas.

liderança e gestão de pessoas
Processo de contratação é fundamental para uma boa liderança e gestão de pessoas
(Fonte: Hinc)

3. Desenvolvimento pessoal é essencial

Quanto mais capacitadas forem as pessoas, melhores serão os frutos de todo o trabalho. Isso vale tanto para os líderes como para colaboradores.

Como já falamos, o líder é visto como exemplo por seus liderados. Para se tornar uma melhor liderança, invista em conhecimento sobre o assunto. Busque cursos livres ou uma pós-graduação, troque experiências com outros líderes e gestores, etc.

Desenvolva suas habilidades tanto para as atividades do dia a dia no campo como para melhorar sua gestão de pessoas.

Da mesma maneira, invista no seu pessoal: dias de campo, treinamentos, dicas, etc. Assim ele estará contente com o papel que desempenha e proporcionará os melhores resultados para a empresa.

liderança e gestão de pessoas
(Fonte: Revista Exame)

4. Informe a equipe sobre o desempenho

É fundamental mostrar resultados aos seus colaboradores também. Indique como estão desempenhando suas funções; onde devem melhorar; e onde devem seguir com o bom trabalho.

Nesse sentido, invista em processos e tempo para que as funções e atividades do período estejam bem definidos, bem como as datas de início e término das tarefas.

liderança e gestão de pessoas
Com o Aegro você pode registrar atividades agrícolas com datas de início e término, além de colocar um responsável pela tarefa

Institua um feedback mensal sobre o desempenho de seus colaboradores, com dicas de como melhorar e cumprimentos pelo bom trabalho.

Desse modo, cada um consegue compreender como seu trabalho está sendo avaliado e tem oportunidades para mudar e fazê-lo da melhor forma possível.

O contato direto com seus colaboradores facilita a realização das atividades. Facilita também a comunicação entre as partes e a avaliação dos resultados, o que nos leva ao próximo passo….

5. Diminua as distâncias: Aproxime-se de seus liderados

Liderar pessoas não é dar ordens. É também ouvir as sugestões que seus liderados tem a dar sobre determinado assunto.

Encurte as distâncias entre você e seus colaboradores. Dê espaço para as ideias deles.

Ser mais acessível a novas ideias torna o ambiente mais produtivo e eficiente, pois seus colaboradores sentem que são parte fundamental da empresa. Isso também facilita na hora de resolver conflitos.

A palavra final pode até ser sua, mas uma ajuda para planejar e prever possíveis problemas é sempre bem-vinda!

Lembre-se que você não é capaz de analisar tudo e que duas cabeças (ou mais) pensam melhor do que uma.

liderança e gestão de pessoas
(Fonte: Dinheiro Rural)

6. Organize-se

Enquanto a parte da liderança se ocupa mais com as pessoas da empresa, a gestão se preocupa mais com fazer os ajustes para que tudo siga no caminho correto até os objetivos da empresa.

Devemos ter cada vez mais disciplina e organização para manter a empresa nos trilhos.

Designar as atividades que cada colaborador ou equipe deve realizar de forma clara é necessário.

É possível fazer isso através de cronogramas e planilhas, mas além de trabalhoso, pode ser confuso.

Existem softwares de gestão agrícola que podem facilitar sua vida.

O Aegro permite que você planeje e direcione cada atividade, detalhando os talhões, a equipe e as máquinas e insumos utilizados. Tudo de forma organizada e de fácil acesso.

liderança e gestão de pessoas
Exemplo de controle de atividades fácil e rápido com uso do software de gestão agrícola Aegro (dados ilustrativos)

Divulgação do kit de 5 planilhas para controle da gestão da fazenda

Conclusão

Como pudemos conferir, as pessoas são parte fundamental de uma empresa. As atividades que elas desempenham determinam o sucesso do empreendimento.

Um pessoal competente e que gosta do trabalho que faz é fundamental para isso.

Sendo assim, é essencial uma liderança focada em pessoas e que sirva de referência.

Como líder e gestor, você deve criar o melhor ambiente para que essas pessoas desempenhem seu papel.

Isso permite aumentar a eficiência e diminuir a rotatividade de funcionários dentro da empresa.

>>Leia mais: “3 maneiras de lucrar mais com um software de gestão agrícola

Gostou do texto? Já pensou como melhorar a liderança e gestão de pessoas na sua fazenda? Qualquer dúvida, deixe nos comentários. Grande abraço!

Saiba sua produção de milho por hectare através de 3 métodos (+planilha grátis)

Atualizado em 25 de abril de 2022.

Produção de milho por hectare: saiba como estimar, calcular seus custos e a produtividade da sua lavoura de milho

Estima-se que mais de 115,6 milhões de toneladas de milho sejam colhidas em 2022 no Brasil. Mas essa projeção é ampla.

Dentro da porteira, quem produz se pergunta sobre a sua estimativa e sobre o retorno financeiro para pagar as contas.

Se essa é uma preocupação para você, saiba que existem vários métodos para estimar a produtividade da sua plantação de milho.

Neste artigo, veja em passos simples como estimar sua produção de milho por hectare mesmo antes da colheita. Boa leitura!

Como fazer as estimativas de produção de milho por hectare?

Saber como será a produtividade do campo antes da colheita é uma forma de você organizar e planejar melhor atividades futuras. Investimentos, transporte, armazenagem e possíveis ações de colheita e pós-colheita são exemplos.

Você provavelmente coleta amostras representativas da lavoura para a previsão da produtividade de milho. A seleção dos locais para a amostragem é muito decisiva.

Características individuais de um determinado híbrido de milho, condições ambientais diferentes ou fatores de manejo podem afetar a precisão das estimativas.

Lembre-se de escolher sempre plantas que sejam o mais parecidas possível com o restante da lavoura.

Depois disso, é hora de estimar a produção de milho por hectare. Existem 3 diferentes métodos para isso, uns mais simples e outros nem tanto.

Agora, veja quais são esses métodos na cultura do milho e escolha o que mais se encaixa na sua realidade. 

Método 1: Estimativa da produtividade de milho por hectare de forma simples

Para te ajudar nesse método, fizemos uma planilha para automatizar a estimativa de produtividade de milho. Você pode baixá-la gratuitamente preenchendo seus dados no formulário abaixo:

Agora, veja o passo a passo desse método.

Passo 1: Colete algumas espigas de sua lavoura

Recomendamos pelo menos 1 planta a cada 2-6 hectares, sempre lembrando de manchas de solo.

Se você possuir um mapa de produtividade, melhor ainda.

Aproveite as manchas desse mapa para direcionar sua coleta de plantas. Assim você pode estimar sua produtividade nessas diferentes partes de sua propriedade.

Para cada mancha de solo, de produtividade ou talhão, você vai utilizar a fórmula a seguir.

Por isso, é importante que você identifique as plantas coletadas em cada uma dessas diferentes partes da fazenda.

Achou trabalhoso? Você pode pedir para sua equipe coletar essas espigas ao realizar qualquer atividade de rotina. Por exemplo, no monitoramento de pragas do milho, aplicação de defensivos, etc.

Passo 2: Calcule o peso médio de grãos de cada uma delas

Retire os grãos de milho da espiga e saiba o peso por espiga.

Anote os resultados e faça a média do peso. Para isso, some os valores e divida pela quantidade de espigas utilizadas. Exemplo:

  • Espiga 1= 175 g; 
  • espiga 2= 169 g; 
  • espiga 3= 162 g; 
  • espiga 4= 172 g; 
  • espiga 5= 180 g; 
  • espiga 6= 174 g; 
  • espiga 7= 183 g.

O peso médio dos grãos é a soma de todos os pesos dividido pela quantidade de amostras = (177 + 179 + 176 + 173 + 181+ 174 + 185) / 7

Ou seja, o peso médio dos grãos nesse exemplo é 178 g.

Passo 3: Saiba a população de plantas da área

Se você não tem esse dado em seu planejamento agrícola, também é possível descobrir:

  • Conte quantas plantas existem em 10 metros de linha da lavoura em uma parte homogênea da área;
  • Divida esse número por 10 e você terá o número de plantas por metro linear;
  • Divida 10.000 (valor de m², correspondentes a 1 hectare) pelo espaçamento da sua lavoura (em metros);
  • O resultado dessa divisão deve ser multiplicado pelo número de plantas por metro linear. Assim você terá a população de plantas por hectare.

Veja um exemplo para ilustrar:

O número de plantas em 10 metros da minha lavoura foi de 50 plantas. Então, divido 50/10. O resultado é 5 plantas por metro linear.

O espaçamento da minha lavoura é de 90 centímetros (0,9 m). Então, basta calcular 10.000 dividido por 0,9. O resultado é 11 111,11.

Agora, basta multiplicar o número de plantas por metro linear (5) pelo resultado da divisão acima. Ou seja, 5 x 11 111,11 = 55 555,55.

Assim, a população da minha lavoura de milho é de 55 555,55 plantas por hectare.

Passo 4: Utilize a fórmula de estimativa da produtividade de milho por hectare

Após ter o peso médio de grãos de cada espiga, basta multiplicar pelo número total de plantas encontradas no talhão. 

Veja o exemplo:

  • Peso médio dos grãos: 185 g = 0,175 kg
  • População de plantas: 55.555,55 plantas/ha
  • Produção estimada = 0,178 x 55.555,55
  • Produção estimada = 9.888,9 kg/ha

Lembre-se de considerar a umidade do milho. Afinal, a comercialização é feita com grãos que estejam o mais próximo de 13% de umidade.

Se a umidade estiver muito maior que isso, será necessário descontar a umidade. Isso é possível através da conta:

  • Umidade dos grãos em campo (Uc) = 23 %
  • Umidade desejada (Ud) = 13 %
    • Peso com umidade corrigida x peso de campo × [(100 – Uc) ÷ (100 – Ud)]
    • Pcu = 9888,9 × [(100 – 23) ÷ (100 – 13)]
    • Pcu = 8.752,2 kg/ha

>> Leia mais: “Não erre mais: tudo o que você precisa saber para a compra de sementes de milho

Método 2: Baseado no cálculo “Corn Yield Calculator” da Universidade de Illinois

Passo 1: Conte o número de espigas em 4 m²

Dependendo do espaçamento da sua lavoura, você deve medir o comprimento para resultar em 4 m². Depois, deve contar as espigas das plantas presentes em duas linhas.

tabela que mostra como calcular a quantidade de milho por hectare

(Fonte: Tiago Hauagge em Pioneer Sementes)

Guarde esse dado de quantidade de espigas, pois usaremos mais tarde.

Passo 2: Conte as fileiras das espigas

Escolha três destas plantas e colete as espigas que considere representativas da área. Conte o número de fileiras de grãos e o número de grãos por fileira de cada espiga.

Mas, atenção! Desconsidere os grãos da extremidade que sejam menores que a metade do tamanho de um grão normal.

Passo 3: Utilize a fórmula de produtividade de milho

Com todos esses dados em mãos, utilize a fórmula para cada uma das 3 espigas:

Cálculo de quantidade de milho por hectare

(Fonte: Tiago Hauagge em Pioneer Sementes)

Feito isso, calcule a média de produção estimada das três espigas.

Assim, você terá a estimativa da produtividade para aquela região da propriedade que você coletou as espigas.

Passo 4: Repita as etapas em vários pontos do talhão

Para ter uma estimativa melhor da produção de milho por hectare, o ideal é repetir esses passos em vários pontos.

Novamente, mapas de solo e de produtividade podem te ajudar a direcionar esses pontos de coleta. Calcule a média dos resultados para estimar a produtividade final da área.

Método 3: Recomendado pela Emater

Passo 1: Conte o número de espigas em 10 metros

Escolha um ponto representativo da área. Faça a medição de 10 m de linha e conte as espigas. Guarde esse dado para utilizar depois. 

Passo 2: Tenha o peso de grãos de 3 espigas

Naqueles 10 m, escolha 3 espigas representativas da área. Pese seus grãos e faça a média como apresentado anteriormente.

Passo 3: Utilize a fórmula

A produtividade de milho por hectare estimada é obtida pela seguinte fórmula:

  • Produtividade (toneladas/ha) = [(NE x P) / EM] / 1000
    • NE = número médio de espigas em 10 m lineares
    • P = Peso médio de grãos por espiga
    • EM= espaçamento entre linhas (m)

Lembre-se de verificar a umidade dos grãos e corrigir o peso!

Para melhorar a estimativa, é interessante repetir esses passos em vários pontos da área. 

Agora que você já sabe como prever a sua produção de milho por hectare, é preciso saber seus custos por hectare.

É necessário ter um equilíbrio entre o que foi produzido e o que foi gasto. Isso resulta no lucro bruto da colheita do milho.

Custo de produção de milho por hectare

De acordo com a Conab, a produtividade média de milho no Brasil foi de 4.366 kg/ha na safra 2020/2021. O Brasil é o terceiro maior produtor de milho do mundo, com estimativa média de produtividade do nosso país de 5.443 kg/ha

Isso nas três épocas de produção, com aumento crescente da produção.

produção de milho no Brasil de 2015 até 2022

Produção de milho brasileira

(Fonte: Conab)

A expectativa é que, mesmo que o custo tenha subido, ocorra um aumento de 6,5% da área plantada. Isso acontece devido a alta de preço de comercialização desse cereal.

Vários fatores interferem no custo de produção do milho. Entretanto, há grandes aumentos dos preços dos insumos, o que reflete diretamente no custo de produção.

Nos últimos anos o custo foi aumentando. Hoje, quem produz milho deve planejar corretamente seus gastos e prever sua produção. Assim é possível saber qual valor mínimo de venda.

Sabendo o custo correto de produção, você consegue saber por qual preço compensa realmente vender sua produção. 

Na safra 2015/16, por exemplo, muitos produtores anteciparam a venda de até 70% da produção do milho para cobrir seus custos.

Mas as condições climáticas daquele ano não ajudaram. A produção acabou não sendo a estimada.

Por isso, o preço aumentou e muitos produtores não tinham milho para aproveitar esse momento.

É daí que vem a importância de saber seu custo de produção, a margem de lucro esperada. 

Além disso, ter atenção constante ao preço é essencial para ter maior poder de negociação. E não esqueça de ficar de olho no clima. Condições como a geada no milho podem ter muito impacto nos seus resultados.

Importância de conhecer a produtividade de milho por talhão

Conhecer todos os desníveis de sua propriedade, o histórico de mancha de solo, pragas e doenças é essencial. Saber qual talhão é mais produtivo também.

Existe variabilidade em toda a área. Isso causa níveis diferentes de produção em cada talhão. Conhecer todos esses detalhes é fundamental para o planejamento, e exigirá de você o uso da agricultura de precisão.

Devido a essas diferenças, a produtividade de uma cultura pode ser bem mais baixa ou mais alta do que esperado.

Para essa tarefa, você pode contar com um aplicativo de gestão rural, como o Aegro. Assim, é muito mais fácil conhecer a sua lavoura e manter um histórico completo de cada talhão.

Rentabilidade por talhão com o Aegro

Com Aegro, você sabe sua rentabilidade por talhão de modo simples e fácil

Ter essas informações centralizadas em um só aplicativo pode facilitar muito o seu manejo e sua estimativa de produtividade.

Esse pode ser o seu diferencial para sair na frente da concorrência.

Da safra à safrinha de milho, alcance mais produtividade com Aegro. Ao lado do texto, duas mãos seguram grãos crus de milho.

Conclusão

A previsão da produção te possibilita saber quais as necessidades futuras de transporte e armazenamento do produto. O mesmo vale para prováveis ganhos na sua comercialização.

Existem diferentes métodos para estimar a produtividade de milho por hectare. Cabe a você escolher qual se adequa mais à sua realidade.

Para um controle real do lucro, é preciso saber também seu custo de produção por hectare. A tecnologia de aplicativos de gestão rural como o Aegro deixam essas informações mais acessíveis a você e à sua equipe.

Aproveite todas as dicas e os métodos do artigo para melhorar ainda mais o seu negócio! Boa colheita!

Gostou do texto? Usa algum outro método de estimativa de produção de milho por hectare que não citei aqui? Deixe seu comentário abaixo!

Foto da redatora Carina, no meio de uma plantação

Carina é engenheira-agrônoma formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), mestre em Sistemas de Produção (Unesp), e doutora em Fitotecnia pela Esalq-USP.