About Giuliana Rayane Barbosa Duarte

Sou Agrônoma e Mestre em Fitotecnia pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). Atualmente também trabalho como Técnica em Agropecuária na UFLA.

Gestão rural: como ter mais estratégia e sucesso em sua propriedade

Gestão da propriedade rural, estratégia e passo a passo para o sucesso do seu negócio. Confira agora!

Ter conhecimento sobre tudo que vem ocorrendo na propriedade rural é uma estratégia certeira para tomar melhores decisões. Porém, a importância de realizar um controle eficiente da fazenda muitas vezes passa despercebida pelos empresários rurais

Para atingir bons resultados é preciso analisar uma série de fatores que influenciam na produtividade e na rentabilidade do negócio.

Neste texto, vou te mostrar como melhorar a sua gestão rural e obter uma ampla visão sobre o cenário da sua fazenda.

O que é gestão rural?

Gestão rural é um conjunto de atividades e processos que têm como objetivo aprimorar o planejamento, organização e controle da fazenda, envolvendo tanto os processos produtivos quanto a visão de negócio da empresa rural. Assim, é possível tomar decisões mais conscientes para maximizar a produção, reduzir custos e melhorar os resultados financeiros da propriedade.

Mas nem todo produtor encara a fazenda como uma empresa ou um negócio. É muito comum encontrar pessoas que realizam atividades da forma como os seus antecessores faziam, sem buscar trabalhar de formas mais eficientes.

Para ser tratado como empresário rural, o produtor precisa utilizar recursos voltados ao gerenciamento, planejamento e execução do seu trabalho – sempre visando a melhoria de processos. A gestão rural se caracteriza por isso!

Quando o produtor cumpre papel de gerente e supervisor, ele se torna mais independente, pois adquire o domínio da rotina básica de seu empreendimento rural. Em posse de todas as informações do negócio, o produtor consegue estabelecer relações evolutivas com o mercado, pois começa a lidar com a profissionalização

É crucial, nesse processo de profissionalização, a coleta, o processamento e a análise de uma grande quantidade de dados. 

Por isso, é necessário ter em mãos ferramentas robustas e completas que permitam um estudo generalizado da fazenda, relacionando todos os seus pilares e permitindo resultados produtivos de sucesso. 

Quais são os pilares da gestão rural

Fazer uma boa gestão rural está baseado em quatro conceitos, como: planejar, organizar, dirigir e controlar.

Planejar

No planejamento são definidos os objetivos do negócio e como chegar até eles. Para isso, é necessário discutir as prioridades para fazer um plano de safra que atenda às necessidades do negócio.

Este planejamento deve acontecer com antecedência do início do novo plantio, com o gestor rural estimando a área produtiva, levantando o custo previsto com insumos e traçando metas de produtividade.

Este momento também é o ideal para verificar os erros cometidos em safras anteriores, fazer diagnóticos e correções.

Organizar

A organização está diretamente ligada aos recursos de um negócio. Depois da definição do plano de metas, o gestor se organiza e distribui as funções necessárias para alcançar os objetivos.

Através de uma boa organização, as pessoas certas serão colocadas nos lugares certos, com as normas e as regras do negócio rural sendo melhor definidas.

Durante a organização, o gestor rural é o responsável por revisar os processos como o de gestão de compras, controle de orçamento e das movimentações financeiras.

Neste momento é essencial buscar as melhores estratégias para elevar a produtividade. 

Dirigir

Em um negócio, a direção significa liderar, ou seja, a capacidade de gerir os recursos humanos de uma entidade. 

Diferentemente da etapa anterior, a direção não é sobre distribuir tarefas, mas sim, sobre motivar e influenciar os colaboradores da fazenda.

Para liderar, é necessário que o gestor rural invista na capacidade de se comunicar com os colaboradores, criando um clima agradável no ambiente de trabalho e melhorando a produtividade.

Controlar

Para garantir que o pllanejamento e a distribuição de tarefas sejam cumpridos, cabe ao gestor rural controlar seu negócio.

Este controle deve ser feito através de números e informações, utilizando indicadores técnicos e planilhas gerados diariamente.

Além disso, cabe ao gestor ter comprometimento com seu negócio, devendo acompanhar o andamento das atividades, avaliar os resultados e tomar medidas corretivas sempre que necessário.

Qual a diferença entre administração e gestão rural

Quando se trata de administração rural e gestão rural, existem algumas diferenças conceituais. 

A administração rural envolve conhecimentos técnicos e aplicações práticas no dia a dia da propriedade. Além disso, o planejamento é realizado a partir de uma visão financeira ampla, para que níveis satisfatórios de produtividade e faturamento sejam alcançados.

Por outro lado, a gestão rural está associada a um planejamento mais complexo, que se relaciona tanto com a administração como com ações agrícolas realizadas na empresa rural.

Como deve ser feita a gestão da propriedade rural

A gestão de uma empresa rural envolve diversos eixos: gestão de processos, gestão de pessoas e gestão de informação. Neste tópico explicamos o que são cada um desses eixos.

Gestão de Processos

Assim como em qualquer empresas, as empresas rurais também precisam ter uma integração eficiente entre seus setores. 

Dessa forma, o primeiro passo passa pelo diagnóstico dos processos, com um entendimento melhor de como está a comunicação entre as áreas da  propriedade.

Por exemplo, suponha que na área de operação do campo tem uma máquina parada porque está faltando uma peça. 

Se o responsável pelo setor de suprimentos não for ágil em comprar, receber e disponibilizar a peça para os operadores, você poderá ter atraso na produção por conta de falhas na comunicação.

Então, é preciso entender o nível de maturidade dos processos da fazenda. Se os pequenos gargalos não estão ocorrendo e prejudicando o andamento das atividades.

Além disso, é importante entender qual é a confiabilidade e como é feita a organização das informações dentro da propriedade. Ter o registro de informações dos setores é necessário para entender o andamento de qualquer processo.

Gestão de Pessoas

Para que os pilares da gestão rural funcione, é fundamental ter funcionários engajados nos objetivos do negócio.

Para colocar a gestão de pessoas em prática, é preciso ter comunicação transparente, investimento em treinamento e considerar os diferentes tipos de aprendizagem.

  1. Comunicação transparente

Um caminho para a comunicação transparente é a de fazer uma reunião com todos na fazenda para, por exemplo, o planejamento da safra, dos donos aos operadores. Todos devem estar alinhados com os objetivos de produtividade e as expectativas de colheita.

Nessa reunião, também é interessante trazer os aprendizados da safra anterior e os desafios enfrentados. Da mesma forma, é importante fazer a reunião depois da colheita para compilar aprendizados e conquistas.

Assim, você e sua equipe podem conhecer e melhorar o que não teve um bom andamento e a repetir o que foi realizado de positivo. Esse alinhamento sempre é importante independente do tamanho da equipe.

Outro caminho é fazer pequenas reuniões diárias entre o gerente da fazenda e a equipe. Um alinhamento de 10 minutos sobre as prioridades do dia, com a resolução de dúvidas e a comunicação do andamento das atividades entre os setores.

Esse alinhamento é necessário, principalmente, se a sua propriedade estiver passando por alguma mudança de processo ou plataforma.

Além disso, não se esqueça de definir com clareza as funções e obrigações de todos os envolvidos no negócio. A clareza das informações é indispensável.

  1. Treinamento da equipe

Pode haver um desencontro entre as habilidades necessárias para executar as atividades na fazenda e as experiências profissionais. 

Com a utilização de softwares de gestão rural, como o Aegro, para lançamento das atividades de campo, bem como outras ferramentas semelhantes, os profissionais precisam aprender novas rotinas. Para isso, o treinamento da equipe é fundamental.

É importante que os profissionais estejam sempre em evolução, para que o negócio evolua a cada ano, aumentando a produtividade. 

  1. Diferentes tipos de aprendizagem

Com todos os funcionários da fazenda engajados nos objetivos do negócio e dispostos a aprender novas habilidades, é preciso agora considerar os diferentes tipos de aprendizagem. Ou seja, cada pessoa aprende melhor de um jeito e é preciso reconhecer essas diferenças. 

Por exemplo, um consultor do Aegro, durante a realização de um treinamento presencial na fazenda para implementação do sistema, identificou que alguns funcionários se sentiam pressionados com a epxlicação presencial e não conseguiam aprender bem com alguém ao seu lado.

Dessa forma, para esses colaboradores, o consultor enviou os tutoriais gravados e ficou à disposição para tirar as dúvidas. 

Então, se alguém na sua empresa rural não estiver confortável com um método de aprendizagem de alguma ferramenta ou processos novos, busque caminhos diferentes e veja o resultado.

Gestão de Informação

Existem ferramentas que ajudam na gestão da empresa rural com informações da propriedade. 

A gestão da informação também é fundamental para a boa produtividade da lavoura.

Um exemplo é o de controle das datas de aplicação de fungicida. Se o responsável pela parte agronômica define uma data de 15 dias de intervalo para a aplicação de um fungicida e a informação sobre a data da última aplicação se perder e for feito um intervalo maior, a entrada de uma praga pode se alastrar e o dano econômico ser significativo.

Na área administrativa, se a fazenda não tiver um fluxo de caixa bem organizado e uma provisão de despesas e receitas de curto, médio e longo prazos, a falta de informação também pode gerar prejuízos econômicos.

Uma informação confiável e atualizada do estoque impede que você faça compras baseadas nas indicações de um vendedor, por exemplo, e acabe não fazendo as melhores escolhas. 

Entretanto, com um planejamento de compras e sabendo exatamente o que você tem de estoque, é possível otimizar as suas compras. 

Vantagens da gestão rural

Melhorar a gestão rural permite:

1. Assegurar que haja estabilidade nas entradas e saídas (fluxo de caixa) mensais de recursos financeiros na propriedade;

2. Equilibrar a combinação dos recursos produtivos ao longo do tempo, em termos de demandas de mão de obra, equipamentos e insumos, bem como as fontes de renda e formas de comercialização dos vários produtos; 

3. Minimizar os riscos do produtor ao selecionar bem as atividades e trabalhar com estudos futuros do mercado; 

4. Preparar o produtor rural para ajustar as atividades em função de diferentes períodos de crise, de preços de insumos e de produtos gerados na propriedade;

5. Viabilizar a adequação ambiental da propriedade rural, assegurando a manutenção dos recursos naturais fundamentais aos processos produtivos. 

Algo que jamais pode ser esquecido é que o processo de gestão deve ser contínuo e permanente. Afinal, manter um histórico produtivo auxilia na tomada de decisões. 

5 Práticas para melhorar sua gestão rural

  1. Controle de custos inteligente

No processo de gestão de um negócio rural, assim como no plantio, o controle de custos de produção também tem sua carga de importância. 

Conhecer todas as entradas e saídas da propriedade rural não é uma atividade tão complexa, mas requer o acompanhamento periódico das contas.

Esse acompanhamento pode ser feito de forma manual, com a inserção de dados em planilhas de Excel.

Todavia, para agilizar a sistematização dessas informações no dia a dia, os produtores rurais podem contar com a tecnologia, com uso de um software e aplicativos rurais

Esta ferramenta vem substituindo os métodos anteriores porque torna mais fácil a manutenção de um fluxo de caixa. 

Mas o principal benefício de um software é a forma como ele faz uma análise global da situação financeira da propriedade através do cruzamento de dados, permitindo tomadas de decisões mais assertivas. 

  1. Fluxo de caixa em dia

Os ajustes no âmbito agrícola devem ser feitos interligando planejamento e controle. Antes de tomar qualquer decisão, o produtor rural deve conhecer bem como está a situação financeira de sua propriedade. 

Esse controle é nomeado como fluxo de caixa, onde serão inseridas as receitas e despesas, ou seja, o cadastro do seu saldo atual, saldo de entrada, saldo de saída, e saldo final.

Neste tipo de controle, subdividir as categorias em grupos facilita a caracterização das despesas e das entradas, aliando ainda, ao período que estão ocorrendo essas movimentações.

Com isso, o produtor consegue identificar onde ocorrem gastos excessivos e tentar de alguma forma contornar a situação, para estabilizar os valores financeiros. 

Desta maneira, as decisões adotadas serão fundamentadas em dados numéricos, propiciando a sustentação da empresa rural. 

  1. Análise de dados

Quando estamos falando de planejamento, logo temos em mente dados. E quanto mais, melhor!

Mas de que adianta uma grande quantidade de dados se quando buscamos respostas não sabemos interpretá-los?

Com isso, uma tendência é a utilização de big data, que consiste no armazenamento de um grande grupo de dados, chegando com rapidez a interpretações que garantem produtividade.

Com essa tecnologia conseguimos manter um negócio rural muito mais produtivo, pois temos um aproveitamento eficaz dos recursos.

  1. Gestão de pessoas 

No processo de gestão de pessoas é necessário definir cargos e tarefas para que as demandas sejam atendidas

Além de elencar o que fazer a estas pessoas é fundamental o ensinamento de como fazer, isto é, treinamento. Visto que cada vez mais vêm ocorrendo mudanças e tecnificação no sistema de gerenciamento. 

O produtor que é bom gestor, também consegue identificar a necessidade de capacitações e consegue reconhecer habilidades e agrupamentos favoráveis de pessoas para a realização de atividades. 

Afinal, de nada adianta usar soluções tecnológicas e ferramentas de gestão se as pessoas não estão familiarizadas com a tecnologia e com a estrutura de gestão da empresa. 

  1. Tecnologia para gestão rural

A melhor maneira de agregar dados estratégicos para a boa gestão da propriedade rural é utilizando um software agrícola como o Aegro.

Essa ferramenta une as áreas operacional e financeira da fazenda, centralizando informações que costumam ficar espalhadas em diferentes sistemas ou planilhas.

Com o Aegro, você automatiza seu fluxo de caixa. É possível vincular diferentes contas bancárias ao sistema e ficar em dia com as parcelas a pagar e receber em cada uma delas. 

Além disso, o software permite que você planeje as atividades realizadas pela sua equipe, definindo quantas horas de trabalho devem ser gastas com cada operação.

No final do ciclo produtivo, o Aegro ainda te oferece uma análise detalhada de rentabilidade. Desta maneira, você pode entender o que deu certo ou errado e otimizar os processos da sua lavoura.

Tudo isso pode ser feito pelo computador ou celular! Confira as principais funcionalidades do software:

  • Gestão de patrimônio e de máquinas;
  • Operações agrícolas;
  • Gestão financeira e comercialização;
  • Monitoramento integrado de pragas;
  • Cotação de seguros agrícolas; 
  • Integração com o Climatempo, para verificar as previsões em tempo real;
  • Imagens de satélite e NDVI;
  • Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR). 

Exemplo de visualização da rentabilidade da safra com uso do software de gestão agrícola Aegro

Confira algumas opções para começar a gerenciar sua propriedade com o Aegro agora mesmo:

  • Teste grátis do sistema completo por 7 dias (clique aqui);
  • Aplicativo gratuito para celular Android (clique aqui);
  • Aplicativo gratuito para celular iOS (clique aqui);
  • Utilize seus Pontos Bayer para contratar a versão completa do Aegro (clique aqui).

Conclusão

Como você conferiu ao longo do texto, as melhores práticas para gestão da propriedade rural ajudam o produtor a identificar pontos de melhoria no seu negócio e alcançar o sucesso.

É possível concluir que a agricultura cada vez mais será sustentada por ferramentas dinâmicas de gestão, como é o caso dos softwares, que possibilitam a associação de informações e rapidez nas interpretações. 

Com gestão, o negócio rural começa a ser mais eficiente e mais produtivo, podendo, então, ser caracterizado como profissional.

>> Ler mais:

“Qual o melhor software de gestão rural?”

“Como melhorar sua gestão rural com o uso de drones”

“Como a gestão agrícola pode trazer mais lucro para sua empresa rural”

“Como sistema de gestão rural trouxe agilidade e economia para fazenda no MS”

Qual a sua maior dificuldade na gestão rural? A forma como vem trabalhando está surtindo efeito produtivo? Compartilhe em suas redes sociais!

Foto da autora Mariana, sorrindo com uma parede vermelha no fundo

Atualizado em 07 de julho de 2023 por Mariana Rezende

Mariana é formada em economia e mestre em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Atualmente doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Economia e graduanda de Ciências Contábeis na mesma instituição.

Conheça as melhores práticas de adubo para feijão

Adubo para Feijão: veja que adubar de forma correta, com estratégias certeiras, pode permitir as produções esperadas.

Todo sucesso na produção está vinculado ao estado nutricional da planta e no feijão isso não é diferente! 

O feijão é uma cultura de ciclo rápido, por isso fazer uma adubação assertiva é o caminho para boas produtividades. 

Assim, aqui vamos relatar a importância do adubo para feijão e como o cultivo pode se tornar mais produtivo quando essa adubação é fornecida no momento certo e de forma exata.

O que devo fazer antes de adubar?

Sabemos que não adianta adubar sem que haja condições ideais, desta forma, a seguir demonstro os passos que devem ser feito antes da adubação.

1- Amostragem do solo

Conhecer a real situação do solo é um fator importante para quem busca respostas produtivas. 

Mas como se consegue averiguar isso? Por meio de amostras de solo que serão submetidas à análise. 

Assim, a amostra enviada ao laboratório (amostra composta) pesando 500 gramas deve ser provinda da mistura de 15 sub-amostras.

Recomenda-se também que sejam coletadas de áreas consideradas homogêneas quanto ao tipo de solo, vegetação, topografia e histórico da área e que não ultrapasse de 10 a 20 hectares

Além disso, aconselha-se realizar a amostragem com dois meses de antecedência à adubação, com a possibilidade de fazer possíveis correções necessárias.

2- Calagem 

Se com o resultado da análise de solo em mãos, você notar que apresenta elevada acidez, altos teores de alumínio trocável e deficiência de cálcio, magnésio e fósforo, será necessário calagem

Entre os benefícios da calagem estão: 

  • Aumento da eficiência dos fertilizantes;
  • Aumento da atividade microbiana (liberação de nutrientes);
  • Melhora das propriedades físicas do solo; 
  • Aumento da produtividade;
  • Elevação do pH; 
  • Fornecimento de Ca e Mg como nutrientes; 
  • Diminuição ou eliminação dos efeitos tóxicos do Al, Mn e Fe; 
  • Diminuição da “fixação” de P;
  • Aumento da disponibilidade do N, P, K, Ca, Mg, S e Mo do solo.

Quando aplicar? Em qualquer época do ano, com 3 meses de antecedência à semeadura.

Quando esse tempo é inferior, recomenda-se a utilização de calcário com maior PRNT para que reaja mais rápido. 

E sua distribuição? Deve ser a mais uniforme possível e incorporada a maior profundidade que conseguir. 

Em sistemas de plantio direto já estabelecido, o calcário é distribuído na superfície do solo sem que haja incorporação, acarretando em efeito mais lento.  

Como determinar a necessidade de calcário (NC)? A NC pode ser calculada por dois métodos: da neutralização da acidez trocável e elevação dos teores de cálcio e magnésio trocáveis e, pelo método da saturação por bases. 

Confira a equação do método da neutralização da acidez trocável e elevação de Ca e Mg:

NC=Y[Al3+– (mt . t/100)] + [X – (Ca2++Mg2+)]

E a equação do método da soma de bases: 

NC= T(Ve – Va)/100

Então, qual quantidade aplicar de calcário (QC)? Calculando a NC, não levamos em consideração a porcentagem da superfície do terreno a ser coberta (SC), qual a profundidade de incorporação (PF) e o poder relativo de neutralização total do calcário (PRNT). Dessa forma, a quantidade de aplicação será feita pela seguinte fórmula:

QC= NC x (SC/100) x (PF/100) x (100/PRNT)

3- Gessagem 

O gesso é um sulfato de cálcio di-hidratado responsável por condicionar a subsuperfície do solo. 

As vantagens em sua utilização são: 

  • Diminuição do alumínio trocável nas camadas mais profundas, aumentando assim o cálcio;
  • Fornecimento de enxofre a baixo custo;
  • Propicia condições para o crescimento radicular em subsuperfície, permitindo que a planta explore maior volume de solo, acessando mais água e nutrientes. 

Quando aplicar? No momento em que o solo apresentar em análise de 20 a 40 cm, valores de cálcio menor que 4,0 mmol/dm-3  e/ou saturação por alumínio (m%) maior que 30%. 

E quanto aplicar? A quantidade a aplicar pode ser feita com base na textura do solo, no teor de fósforo remanescente e no NC calculado pelo método de neutralização da acidez (equações contidas na 5ª aproximação – recomendações para uso de corretivos fertilizantes em MG).

Qual o melhor adubo para feijão?

É fundamental que os adubos sejam colocados à disposição para as plantas em local e tempo certo. 

No feijão isso é bem pontual devido ao seu ciclo curto e por seu sistema radicular ser pouco profundo. 

Relata-se que a cada 1000 kg de grãos de feijão são exportados:

  • 35,5 kg de N
  • 4,0 kg de P
  • 15,3 kg de K
  • 3,1 kg de Ca
  • 2,6 kg de Mg 
  • 5,4 kg de S
adubo para feijão

Marcha de absorção do feijoeiro 
(Fonte: Haag et al. (1967))

Nitrogênio 

O nitrogênio é absorvido durante todo o ciclo do feijoeiro, mas em maior quantidade entre o 35º e 50º dia após emergência (DAE). 

Diferente da soja, no feijão somente a fixação biológica de nitrogênio não é suficiente – demandando assim adubação. 

Desta forma, normalmente a adubação é feita com ⅓ na semeadura e ⅔ na cobertura de 25 a 30 DAE

As doses de N variam de 40 a 120 kg/ha, dependendo do nível de tecnologia e produtividade esperada.

Fósforo

A época de maior velocidade de absorção de fósforo vai desde aproximadamente 30 dias até os 55 dias da emergência, acentuando-se no final do florescimento e no início de formação das vagens. 

Por isso, recomenda-se que sua aplicação seja toda na semeadura, ao lado e abaixo das sementes. 

Suas dosagens variam de 30 a 110 kg/ha a depender da produtividade esperada, do nível de tecnologia empregado e dos teores desse nutriente no solo.

Potássio 

O potássio tem comportamento de absorção diferente dos nutrientes anteriores. 

Desta maneira, existem dois picos de absorção: um marcado pela diferenciação dos botões florais (25 a 35 DAE) e outro no florescimento e formação das vagens (45 a 55 DAE).

A recomendação desse nutriente varia de 20 a 50 kg/ha, de acordo com a produtividade, tecnologia e teor presente no solo. 

Em solos arenosos, por exemplo, existem recomendações de parcelamento, sendo feito metade da dose na semeadura e a outra metade na cobertura de 25 a 30 DAE. 

Para outros solos, a dosagem pode ser fornecida toda no plantio

Cálcio e Magnésio 

Ambos são fornecidos pela aplicação de calcário, que além de corrigir o pH disponibiliza esses dois nutrientes.

Enxofre 

O feijoeiro responde bem a adubações de enxofre quando o solo apresenta baixos teores, por isso, recomenda-se aplicar 20 kg/ha desse nutriente, podendo ser fornecido por adubos nitrogenados ou fosfatados que o contém. 

Esse elemento também é disponibilizado pelo gesso, enfatizando mais uma vez a importância de fazer a gessagem.

Zinco e Boro 

Constatando baixo teores de boro no solo, deve-se realizar a aplicação de 1 kg/ha

E, se notar a de zinco, também deve-se aplicar de 2 a 4 kg/ha, preferencialmente junto com a adubação de plantio.

Condições do solo e Fórmula de adubo para feijão

Quando o solo apresenta condições nutricionais adequadas, outra estratégia é a adubação trabalhada em valores de extração e exportação, como mostra a tabela a seguir. 

nutrientes feijão

Extrações e exportações de nutrientes segundo diferentes autores
(Fonte: Brasil IPNI)

No mercado é possível encontrar inúmeras formulações de adubo e diferentes fontes de adubos. 

A escolha deve ser baseada no nível de tecnificação adotada, na produção esperada, nos teores de nutrientes no solo e, além disso, no valor que o produtor pretende investir. 

A seguir elenco algumas formulações de NPK utilizadas no feijoeiro: 

08-24-12
06-26-12
08-20-15

Adubação orgânica para feijão

A cultura do feijão responde bem à adubação orgânica.

Com adubações de 15 a 20 t/ha de esterco de curral e até 4 a 8 t de esterco de galinha ou cama de frango de corte, percebe-se o efeito residual dessa adubação em até o 3º ano. 

Adubos orgânicos devem ser aplicados a lanço e, em seguida, serem incorporados com o auxílio da grade.

Adubo foliar para feijão

A adubação foliar é importante no diagnóstico de qualquer deficiência, principalmente de micronutrientes.

Porém, não pode ser tratada como substituta da adubação via solo e nem é muito recomendada para culturas anuais, como é o caso do feijão.

Mas em casos pontuais e para respostas rápidas, essa pode ser uma estratégia que não provoca efeito algum sobre a cultura subsequente. 

Atente-se à dosagem dessas aplicações, pois podem provocar fitotoxicidade severas quando muito altas. 

Na cultura do feijão, pode ser efetuada aplicação via foliar de 60 g/ha de molibdênio (154 g/ha de molibdato de sódio ou 111 g/ha de molibdato de amônio) entre 15 e 25 DAE.

Conclusão

Vimos que antes de adubar deve ter atenção a várias práticas, tudo para aumentar a eficiência dos fertilizantes. 

Além disso, destacamos a importância das dosagens e aplicações dos nutrientes no feijoeiro e informamos algumas formulações utilizadas. 

Citamos também a importância da adubação orgânica e da adubação via foliar para o sucesso produtivo do feijoeiro. 

>> Leia Mais:

Veja como identificar as principais pragas do feijão

Inoculante para feijão caupi: Por que e como utilizar

Plantas daninhas em feijão: principais espécies, manejo e combate

E você, como realiza a adubação do seu feijoeiro? Tem alguma dica? Deixe nos comentários abaixo. 

Solo arenoso: como fazer o melhor plantio nesse tipo de terra

O que é solo arenoso, suas características, alternativas para melhor resultado produtivo e como recuperar a fertilidade. 

Quando tratamos de produção, uma das primeiras coisas que se vem à mente é o solo. Existem diversos tipos de solo, com diferentes texturas, estruturas, profundidades e riquezas

Mas como a produção é demandada, temos que aprender a lidar com as peculiaridades de cada um e, dentre esses, vamos destacar aqui os solos arenosos. Eles constituem cerca de 8% do território nacional e podem obter produções satisfatórias.

Confira a seguir as principais estratégias de utilização e de manejo do solo arenoso!

O que é um solo arenoso?

Solo arenoso, também chamado de solo de textura leve, é caracterizado pelo alto teor de areia (superior a 70%) e menor teor de argila (inferior a 70%) em sua composição. É um tipo de solo normalmente granuloso, pobre em nutrientes e com baixo teor de matéria orgânica.

gerador de triângulo textural

(Fonte: Gerador de Triângulo Textural)

A grande parte dos solos arenosos está presente na região Nordeste, sendo um dos maiores problemas para agricultura. 

Entretanto, esses solos também podem ser encontrados em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Pará, Maranhão, Piauí e Pernambuco, ocorrendo ainda no Norte de Minas Gerais, Alagoas, Ceará, Amazonas, Roraima, Rondônia, Tocantins e Goiás.

Características do solo arenoso

  1. Consistência granulosa (grãos grossos, médios e finos);
  2. Alta porosidade e permeabilidade, devido ao arranjo das partículas;
  3. Pouca umidade;
  4. Pobreza em nutriente;
  5. Baixo teor de matéria orgânica;
  6. pH ácido;
  7. Alta possibilidade de erosão.

Por que o solo arenoso é pobre em nutrientes: dificuldades no cultivo

Os solos arenosos são constituídos quase que exclusivamente por grãos de areia, ou seja, quartzo, desta maneira são pobres em nutrientes.  Além disso, esses solos se esgotam rapidamente com poucos anos de uso, necessitando de manejo planejado para continuar oferecendo condições à produção. Os baixos teores de matéria orgânica (menor que 1%) agravam essa situação. 

A deficiência de água em solo arenoso é um fator agravante para a produção agrícola, pois apresenta uma drenagem excessiva devido à sua constituição de areia e pequena retenção de água, favorecendo a lixiviação de nutrientes.

Outra dificuldade é sua baixa capacidade de retenção de cátions, assim como também é comum encontrar saturação acima de 50% de alumínio tóxico, o que pode resultar em produções baixas. 

Mas uma das maiores limitações dos solos arenosos quanto à utilização agrícola é que são propensos à erosão, ainda mais quando comparados aos solos argilosos e, principalmente, em relevo suave-ondulado ou ondulado. 

O processo erosivo inicia no momento em que esses solos são desmatados ou utilizados pelo gado. 

Se ocorrer nas cabeceiras de vertentes ou margeando os mananciais, a erosão tende a desenvolver voçorocas. 

Em solos arenosos a mecanização só é viável em áreas de relevo plano, devido a esta propensão à erosão. Assim, recomenda-se restringir operações mecanizadas com grande potência.

Como recuperar a fertilidade?

Solos arenosos não são sinônimos de solos inférteis ou improdutivos, eles apenas são mais sujeitos à deficiência nutricional e reduzida quantidade de MO, uma vez que este fator está relacionado à rocha de sua formação e à ação de fatores climáticos, como o intemperismo. 

Devido a isso, é indicado a aplicação de resíduos vegetais e adubos orgânicos (bagaço de cana, bagaço de coco e estercos de animais) com fosfato e potássio.

Sobre a acidez, recomenda-se adição de calcário com objetivo de aumentar o pH, neutralizar o alumínio tóxico e também auxiliar na disponibilização de cálcio e magnésio. 

O indicado é que a adubação seja feita de forma constante, parcelada e equilibrada, sendo necessário coordenação e análise de solo das condições locais, da cultura, da cultivar e dos resultados esperados.

Como e o que plantar em solos arenosos 

Com a utilização de novas práticas de manejo sustentável e por meio da tecnologia, as áreas de solos arenosos estão entrando no sistema produtivo e conseguindo mostrar o seu potencial. 

A seguir elenco algumas estratégias de manejo que vão melhorar e facilitar o sucesso em solos arenosos:

Sistema de Plantio direto (SPD)

Com objetivo de preservar o solo, o plantio direto vem sendo uma ferramenta necessária para a utilização produtiva de solos arenosos. 

Este sistema permite a conservação do solo e da água por meio de práticas que:

  • Minimizam a erosão; 
  • Aumentam a retenção de água e nutrientes no solo; 
  • Melhoram os atributos biológicos do solo; 
  • Reduzem os picos de temperatura no solo; 
  • Diminuem a infestação de plantas daninhas
  • Permitem maior agilidade operacional nas atividades agropecuárias. 

Além disso, nesse sistema se consegue elevar os teores de matéria orgânica do solo, aumentando assim sua capacidade de troca catiônica e retenção de água – características correlacionadas ao sucesso produtivo. 

solo arenoso

Cultivo de soja em plantio direto

Adubação verde 

A utilização de adubos verdes e/ou plantas de cobertura em solos arenosos faz toda a diferença quando se quer resultados produtivos. 

A adubação verde consiste no uso de plantas, podendo ser gramíneas ou leguminosas, visando a proteção superficial dos solos bem como a melhoria das condições físicas, químicas e biológicas do solo. 

As plantas que estão sendo bastante empregadas em solos arenosos são as gramíneas milheto, brachiaria e panicum, por conta do grande aporte de palhada e por terem um sistema radicular bem agressivo. 

Mas ainda é utilizado as crotalárias e o feijão guandu, pois da mesma forma apresentam um bom aporte de palhada e, além disso, fixação biológica de nitrogênio. 

Fazendo a utilização da adubação verde, os solos arenosos ficam menos propensos à erosão, com aumento do teor de matéria orgânica e de nutrientes. 

Sucessão e consórcio de cultura

Sendo que a decomposição dos materiais vegetais ocorrem de maneira distinta por causa da composição dos mesmos, a sucessão e rotação de culturas aparece como uma estratégia essencial na manutenção de palhada em solo arenoso. 

Palhas de leguminosas tendem a decompor mais rapidamente devido à baixa relação carbono/nitrogênio, mas por outro lado são ricas em nitrogênio. 

Já as gramíneas, apresentam uma palha que fica por um longo período sob o solo, porém são mais carentes em nitrogênios, ou seja, possuem grande quantidade de carbono em sua constituição. 

Assim, vêm sendo empregado as seguintes sucessões:

  1. Soja na safra, seguida de milho + braquiária na safrinha (consórcio). A soja fornece o aporte de nitrogênio para as duas culturas posteriores. Em seguida, o milho é colhido e a braquiária pode se desenvolver melhor sendo aporte de cobertura do solo para a próxima safra. 
  2. Soja na safra, seguida de pastagem + guandu (consórcio). Nesse sistema, a pastagem consorciada com guandu favorece sua qualidade nutricional e física do solo promovidas pela leguminosa.

Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF)

Pensando em manejo sustentável, muitos produtores vêm utilizando o sistema ILPF para garantir uma produção de sucesso.

Diferente do que ocorre em monocultura, a interação de atividade agrícola e pecuária na mesma área resulta em aumento de produtividade, pois existe uma sinergia entre ambas. 

Nesse sistema, as principais vantagens são: 

  • Manter a fertilidade
  • Contribuir para evitar o aquecimento excessivo do solo; 
  • Reduzir as perdas de água por evaporação;
  • Servir de barreira física para evitar a entrada de fungos causadores de doenças; 
  • Conforto animal. 

A manutenção desse sistema em solo arenoso consiste basicamente em mantê-lo permanentemente vegetado, com ciclagem de nutrientes e de raízes ao longo do ano para promover a construção física e química do solo.

Divulgação do kit de 5 planilhas para controle da gestão da fazenda

Conclusão

Neste artigo abordamos o que são solos arenosos e quais as suas limitações quanto à utilização agrícola. 

Vimos como lidar com com suas deficiências nutricionais e quais cuidados devemos ter quanto ao cultivo nesse tipo de solo. 

Ainda demos dicas de como manejá-lo com o enfoque no manejo sustentável e integrado. 

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Você tem solo arenoso em sua propriedade? Como faz o manejo para um cultivo sustentável? Se restou alguma dúvida, deixe nos comentários abaixo. 

Deficiência de magnésio na soja: orientações para isso não acontecer

Deficiência de magnésio na soja: conhecendo e sabendo a função do nutriente na sua cultura, fica fácil o sucesso produtivo. 

Plantas bem estabelecidas, ou seja, bem nutridas é o primeiro passo para o sucesso na produção, incluindo no cultivo de soja.

Assim, o magnésio (Mg) está entre os nutrientes cruciais por ser constituinte da molécula de clorofila, essencial para a vida vegetal. 

Sabemos que sua disponibilidade em solos arenosos tropicais ácidos e com baixo teor de matéria orgânica é um pouco limitada. 

Então, o que acha de conhecer mais esse nutriente, suas peculiaridades e formas de aumentar a eficiência na utilização? Confira a seguir!

Importância do magnésio na soja

Bom, o magnésio é o terceiro cátion mais abundante, sendo superado apenas pelo cálcio e hidrogênio. 

Além disso, o magnésio é um elemento classificado como macronutriente secundário, sendo tratado como essencial para as plantas. Mas você sabe o por quê?

Na soja e assim como em outras plantas, o magnésio (Mg) é conhecido como um componente da molécula de clorofila. 

deficiência de magnésio na soja

Estrutura das clorofilas a e b
(Fonte: Scielo)

O magnésio exerce ainda outras funções, como a ativação enzimática que atua como cofator de enzimas fosforilativas, que estão relacionadas à carga energética da célula (ATP ou ADP).

Além desta, outra função desse nutriente está relacionado à assimilação de CO2 e dos processos relacionados à produção de açúcar e amido, importante pois o magnésio ativa a RuBP carboxilase. 

Desta forma, podemos dizer que o magnésio está associado a várias atividades das plantas que requerem e fornecem energia, a exemplo da fotossíntese, respiração, síntese de moléculas (proteínas, lipídeos, carboidratos) e absorção iônica. 

Percebe-se que o Mg é de grande importância para as culturas, como podemos ver abaixo na tabela que consta os valores de composição da soja, chamando a atenção para magnésio que é o 7° em valor. 

Composição elementar de uma cultura de soja

Composição elementar de uma cultura de soja (31 de grãos e 51 de restos, matéria seca)
(Fonte: Prof. Faquin – Nutrição Mineral de Plantas)

Como identificar deficiência de magnésio na soja

Inicialmente ocorre uma coloração verde-pálido nas bordas, evoluindo para uma clorose marginal nas folhas mais velhas, em seguida a clorose avança para dentro das folhas, entre nervura. 

deficiência de magnésio na soja

(Fonte: Geagra – UFG)

Os sintomas iniciais se manifestam nas folhas basais, porém com prosseguimento dos sintomas de deficiência as folhas novas são afetadas devido à baixa produção de clorofila.

Esta ordem dos acontecimentos quanto dos sintomas de deficiência indicam que o Mg, assim como o nitrogênio (N) e o fósforo (P), é móvel na planta. 

Em alguns casos a deficiência de Mg pode induzir a formação de pintas que lembram ferrugem e manchas necróticas irregulares podendo aparecer entre as nervuras, nos folíolos intermediários e no topo da planta.

Outro sintoma causado pela deficiência de Mg em soja é uma aparente maturação precoce.

Além disso, pode ocorrer o enrugamento das margens das folhas para baixo e o amarelecimento das folhas partindo das margens para o interior, havendo um bronzeamento de toda a superfície da folha. 

Em solos arenosos tropicais ácidos e com baixo teor de matéria orgânica é mais frequente a deficiência de magnésio, assim como de cálcio, mas pode ser prevenido pela correta aplicação de calcário.

Também é comum notar deficiência de Mg em cultivos de soja em solos com baixo teor de magnésio (Mg < 8 mmolc dm-3) e/ou baixa saturação (Mg/CTC < 13%) e relação Mg/K menor que 3,0. 

Fonte de magnésio para adubação na soja

A principal forma de disponibilizar magnésio é por meio da aplicação de calcários, ou seja, via solo.

Mas para solos que demandam mais do que o fornecido pelos calcários, deve-se realizar a aplicação adicional dessa adubação com fertilizantes. 

Atualmente no mercado existem diversos produtos que fornecem magnésio de forma isolada e/ou com algum nutriente, como mostra a tabela a seguir. 

Fonte% de Mg
Calcário calcítico 2
Calcário magnesiano 3-7
Calcário dolomítico >7
Sulfato de magnésio 9-16
K-Mag18
Termofosfato 19
Hidróxido de magnésio69,1
Multifosfato magnesiano(Fosmag)5-3,5
Óxido de magnésio (Magnesita)50-90
Silicato de magnésio 40,2
Sulfato duplo de potássio e magnésio 11
Nitrato de magnésio 9,3

(Fonte: do autor – compilado da Microquímica com Agrolink)

A principal aplicação de magnésio é via solo, porém existem alguns produtos que podem ser aplicados via adubação foliar, a exemplo do sulfato de magnésio. 

Em estudos, relata-se que há efeito positivo de aplicação via foliar como mostra os dados e gráficos abaixo, entretanto muito ainda se discute sobre isso. 

Descrição dos tratamentos para avaliação de doses de magnésio aplicado foliar em três estádios na cultura da soja
(Fonte: Fundação MS)

deficiência de magnésio na soja

(Fonte: Fundação MS)

Fatores que aumentam a eficiência do magnésio na soja 

Alguns pontos devem ser considerados quando se busca eficiência na utilização do Mg na soja, sendo eles:

1- Condições ideais de pH para disponibilização do magnésio situado em valores superiores a 5,4. 

2- Além do pH, a saturação de magnésio mais adequada à cultura da soja são as seguintes:

CTC < 80 mmol dm-3  ,o Mg apresenta-se na faixa de 13% a 18% e 
CTC > 80 mmol dm-3  ,o Mg apresenta-se na faixa de 13% a 20%

3- Interações nutricionais: 

Fósforo x Magnésio

Entre esses dois nutrientes ocorre a interação chamada de sinergismos, isto é, a absorção de fósforo (P) é máxima em solos que apresentam teores adequados de magnésio. 

O Mg é um carreador de P, porque o Mg participa da ativação das ATPases da membrana responsáveis pela absorção iônica.

absorção de fósforo em função da concentração de Mg

Velocidade de absorção de fósforo em função da concentração de Mg na solução nutritiva
(Fonte: AgroMag)

Magnésio x Cálcio x Potássio

Para a cultura da soja, a relação entre os nutrientes magnésio, cálcio e potássio varia de acordo com a CTC (capacidade de troca catiônica), sendo os valores seguintes:

  • Em solos com CTC menor que 80 mmol dm-3, a relação Ca/Mg e Mg/K mais adequada à cultura da soja é de 1 a 2 e de 5 a 10, respectivamente.
  • Em solos com CTC maior que 80  mmol dm-3, a relação Ca/Mg e Mg/K mais adequada é de 1,5 a 3,5 e de 3 a 6, respectivamente.

Causas do excesso do magnésio na soja 

Normalmente, casos de excesso de magnésio são raros, porém essa situação pode ocorrer.

Com a utilização contínua de calcário com relação cálcio/magnésio de 1:1 e fazendo cálculos baseados somente no valor de Ca, tem-se uma superestimação da quantidade aplicada de Mg.

Como consequência, isso pode ocasionar deficiência de potássio e comprometer a sua produção de grãos. 

E como evitar isso? Fazendo o monitoramento visual e, ainda, aliando com análises de laboratório, tanto de solo quanto foliar, para que possa ser tomada as providências para a próxima safra, principalmente sobre a escolha do calcário a ser utilizado.

planilha de produtividade da soja

Conclusão 

Neste artigo, vimos a importância do Mg para as plantas, elencamos as principais formas de identificar a deficiência de magnésio nas plantas de soja e também informamos algumas fontes do nutriente.

Também pontuamos características que aumentam a eficiência na utilização de Mg na soja.

>> Leia Mais: 
Como identificar e evitar a deficiência de boro na soja
Manejo do zinco na soja: Como utilizá-lo para potencializar sua produção

Já ocorreu deficiência de magnésio na soja em sua lavoura? Como vem trabalhando com esse nutriente em sua plantação? Deixe o seu comentário abaixo!

Regularização Fundiária: entenda como funciona e as últimas atualizações

Regularização Fundiária: Dicas e as mudanças recentes para você legalizar sua propriedade rural.

Problemas vinculados à terra sempre existiram e por isso que os governantes vêm buscando estratégias para regularizar a situação fundiária. 

Relata-se que desde a criação do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) foram implantados 9.469 assentamentos para 974.073 famílias, porém apenas 5% desses foram consolidados e somente 6% receberam títulos da terra. 

Para vencer essa burocratização do serviço público, foi publicado uma medida provisória que altera alguns tópicos da lei anterior para agilizar e modernizar todo o processo. 

Conheça a seguir mais sobre essa medida provisória e como realizar sua declaração para a correta regularização fundiária. Confira! 

O que é Regularização Fundiária?

A regularização fundiária consiste no conjunto de medidas jurídicas, ambientais e sociais com o objetivo de legalizar e titularizar as pessoas ocupantes de terras da União.

Realizando a regularização, o proprietário tem a garantia de função social da propriedade rural e direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. 

Últimas atualizações sobre a regularização fundiária

Você sabia que recentemente foi publicada uma medida provisória (MP) que trata de algumas mudanças sobre regularização fundiária?

Pois bem, no dia 10 de dezembro de 2019 o presidente assinou a MP nº 910 alegando que as mudanças são para agilizar o processo de regularização fundiária, modernizando em alguns aspectos. 

De início, o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) relata que a medida vai beneficiar cerca de 300 mil famílias com títulos, mas o governo deseja emitir o dobro em três anos.  

Vejamos agora quais foram as mudanças com essa MP:

Autodeclaração para áreas maiores: de acordo com a medida provisória, imóveis com até 15 módulos fiscais poderão ser declarados pelo próprio ocupante da propriedade, estando sujeito à responsabilidade penal, civil e administrativa.

O que mudou nesse contexto foi apenas o tamanho que é permitido para realizar a autodeclaração, de 4 para até 15 módulos fiscais (75 a 1650 hectares).

regularização fundiária

(Fonte: G1/Rodrigo Sanches)

Exigência do Cadastro Ambiental Rural – CAR e, em caso de necessidade, o proprietário deverá aderir ao Programa de Regularização Ambiental (PRA). 

3º Alteração de data: antes os ocupantes das áreas poderiam pedir a titularidade da propriedade somente se estivesse ocupado até 2008, agora essa data foi alterada para 5 de maio de 2014.

4° Fiscalização: a lei permite a utilização de tecnologia (drones, dentre outras ferramentas) para fazer a checagem das áreas. 

5° Regularização gratuita: propriedades com até 4 módulos fiscais têm o processo de fiscalização de forma gratuita. 

6° Imóvel e empréstimos: o imóvel pode ser dado como garantia em financiamentos rurais. 

Utilização de apenas uma legislação facilitando todo o processo. 

8° Certificado digital: o processo será tramitado online, desta forma e a fim de agilizar, ocorrerá a emissão do CCIR (Certificado de Cadastro de Imóvel Rural) online. 

Dicas para realizar o processo de regularização fundiária

O que é preciso para realizar a declaração? 

É necessário a apresentação do CAR para atender ao código florestal e ainda será necessário um memorial descritivo assinado por um responsável habilitado, constando as coordenadas geográficas do imóvel rural.

E qual a obrigação de quem fizer o pedido? 

  • O solicitante não pode ter outras propriedades rurais; 
  • Deve exercer ocupação e exploração direta, mansa e pacífica desde antes de 5 de maio de 2014; 
  • Praticar cultura efetiva na área; 
  • Não ser servidor público (no Ministério da Economia, Mapa, Incra ou em órgãos estaduais e distrital de terras); 
  • Não manter trabalhadores em condições parecidas às de escravos em sua propriedade;
  • E o imóvel não deve ter infração ambiental. 

E quem é responsável pela checagem da documentação? 

O Incra é o órgão que se responsabiliza por checar a documentação e anexar em plataforma digital.

Nesta medida provisória, o órgão calcula que possa existir cerca de 900 mil títulos que podem ser concedidos em assentamentos da reforma agrária e pelo menos 300 mil regularizações em outras áreas.

Para que fazer a regularização fundiária?

Um dos argumentos levantados pelo governo brasileiro é a redução nos conflitos de terras que ocorrem com maior frequência nos estados do Pará e de Rondônia.

Geralmente são motivados pela falta de título e de documento que comprove a posse da propriedade. 

Além disso, relatam que regularizando a situação da terra é possível dar condições para que os assentados prosperem e passem a fazer parte do sistema produtivo, como por exemplo, ter acesso a financiamento rural, à tecnologia e à assistência técnica rural capacitada. 

Também dizem que não é apenas conceder a terra, mas que é importante a inclusão dos produtores na cadeia de produção, nem que seja a mais simples, a local.

O título da propriedade é fundamental para garantir o acesso dos pequenos produtores ao crédito agrícola e a programas governamentais, assim como o fornecimento de alimentos para a merenda escolar, creches, asilos, dentre outros. 

Incra regularização fundiária

(Fonte: Incra)

O que é legitimação fundiária?

A legitimação fundiária constitui forma originária de aquisição do direito real de propriedade, conferido por ato do Poder Público, e é concedida quando:

1- Não for o beneficiário concessionário, foreiro ou proprietário de imóvel urbano ou rural; 

2- Não for o beneficiário contemplado por legitimação de posse ou fundiária de imóvel urbano com a mesma finalidade, ainda que situado em núcleo urbano distinto; 

3- Quando o imóvel urbano com finalidade não residencial for reconhecido pelo Poder Público o interesse público de sua ocupação.

Banner de chamada para portal de consultores agrícolas

O que é a legitimação da posse?

É um ato do Poder Público destinado a conferir título de reconhecimento de posse do imóvel, com a devida identificação do ocupante e do tempo e natureza da posse. 

Mas por que legitimar posse ao invés de fundiária? 

Porque o município pode não estar seguro quanto à legitimação fundiária a determinado ocupante, preferindo se respaldar fornecendo a posse, a qual é conversível automaticamente em propriedade após o transcurso de ao menos cinco anos da expedição da Legitimação de Posse – podendo ser um prazo maior dependendo da área. 

O que é a Reurb?

O Reurb (Regularização Fundiária Urbana) é a técnica por meio da qual se garante o direito à moradia digna daqueles que residem em assentamentos irregulares localizados nas áreas urbanas.

Consiste no agrupamento de medidas jurídicas, urbanísticas, ambientais e sociais destinadas à inclusão dos núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial urbano e à titulação de seus ocupantes. 

A regularização fundiária, conforme o art. 13 da Lei Federal 13.465/2017, é classificada em regularização fundiária de interesse social (REURB-S) e interesse específico (REURB-E).

Isto serve para identificar os responsáveis pela implantação das melhorias, sendo que na Reurb-S será o município e na Reurb-E será o particular (ou loteador faltoso ou o ocupante).

E para que serve a REURB? Para compatibilizar o registro de imóveis com a realidade, desta maneira, o resultado da regularização é o direito real registrado no cartório de imóveis, garantindo a segurança jurídica na posse para o morador do imóvel regularizado.

banner que convida o leitor para baixar um informativo, de diagnóstico de gestão 360º da propriedade rural

Conclusão 

Neste texto vimos o que é a regularização fundiária e o porquê de fazermos a mesma!

Mostramos o que mudou com a publicação da medida provisória que se trata da regularização fundiária. 

Ainda demos dicas do que é necessário para realizá-la, quais as peculiaridades de quem pede a titulação e ainda informamos qual órgão responsável pela emissão da declaração. 

>> Leia Mais: 

Imposto de renda para produtor rural: Leis e normas para ficar atento
Imposto de Renda Produtor Rural: Esclareça as principais dúvidas sobre a declaração
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E você, tem alguma dúvida sobre regularização fundiária? O que acha da nova medida provisória? Deixe nos comentários abaixo!

Como fazer a aplicação de fósforo para milho de altas produtividades

Fósforo para milho: doses recomendadas e mais estratégias para potencializar sua produção com este nutriente. 

O sucesso na produção é baseado no equilíbrio do solo, da planta e do ambiente. 

No solo, quando os nutrientes estão em níveis adequados as plantas conseguem completar seu ciclo com excelência, o que resulta em ganhos produtivos. 

Quando falamos de nutrientes e produção em milho, jamais esquecemos do fósforo (P), essencial para a lavoura.

A seguir vamos mostrar como fazer as recomendações de fósforo para milho, quais os fatores de interferência e mais. Vamos lá!

Importância do fósforo para o milho 

É normal que a fertilidade de solos de clima tropical seja considerada baixa, com teores de fósforo bem reduzidos. 

Desta forma, a adubação mineral fosfatada permite explorar melhor o potencial produtivo da planta de milho, conseguindo aumentar a produtividade

O P está envolvido na fotossíntese, respiração, armazenamento e transferência de energia, divisão celular, crescimento das células, além de contribuir na qualidade do grão de milho

Sua disponibilização deve ser feita desde o início da cultura, pois plantas mais jovens apresentam maiores absorções, acarretando crescimento dinâmico e bom desenvolvimento de raízes. 

Porém, no milho o fósforo é um dos macronutrientes de menos exigências, ficando somente na frente do enxofre. Em estudos, relata-se que a planta de milho extrai cerca de 10 Kg de P para cada tonelada de grão produzido. 

Mas, por que grande parte do total de gastos com fertilizantes é devido ao fósforo? 

Bom, esse nutriente tem uma forte interação com as partículas sólidas do solo, o que o torna indisponível para a planta e ainda se relata que 80% a 90% do P absorvido é exportado para os grãos, o que requer reposição constante. 

Assim, para conseguir maximizar essa aplicação de fósforo, temos algumas dicas que você pode ver a seguir.

O que conhecer antes de estabelecer as doses de adubação?

1- Expectativa de produtividade

Conforme aumenta a produtividade, tem-se maior extração de fósforo e, portanto, precisamos fornecer maiores doses.

extração média de fósforo pelo milho

(Fonte: IPNI)

2- Análise de solo em toda safra

Conhecer a disponibilidade real do fósforo no solo exige que sejam feitas análises em toda safra, considerando também as manchas de solo.

Vemos alguns agricultores que fazem só a “receita de bolo” da dose de 400 kg/ha de NPK 08 28 16, ano após ano. 

Nos primeiros anos a receita dá certo, muito provavelmente devido aos teores naturalmente baixos de fósforo nos solos brasileiros.

Porém, com o passar do tempo e dependendo do tipo de solo, os teores de fósforo vão aumentar e não será mais necessário essa fórmula (que por sinal, é cara). 

Assim, podemos chegar em outras formulações mais baratas e que vão atender plenamente a produção, além de gerar economia no final da safra.

Também é necessário conhecer seu solo por meio dessas análises.

Por exemplo, se for uma área com maior teor de matéria orgânica, já sabemos que menos fósforo estará disponível para as plantas, já que o P é fortemente ligado a essas moléculas.

3- Condições climáticas

Volume de chuvas, temperatura, dentre outras condições climáticas, interferem na disponibilidade dos nutrientes. 

Quanto mais seco estiver, menos solução do solo temos para que a planta absorva água e nutrientes.

4- Objetivo da cultura

Se o milho é para semente, apenas produção de grãos ou silagem, as doses recomendadas de fósforo podem mudar.

Para silagem, além dos grãos, a parte vegetativa também é removida. Por isso, como mostra a tabela anterior, há alta extração e exportação de nutrientes.

Consequentemente, problemas de fertilidade do solo deverá se manifestar mais cedo na produção de silagem do que na produção de grãos.

No entanto, para fósforo em silagem não muda muito em termos de doses de adubação, já que 80% deste nutriente ficam nos grãos da espiga.

Extração média de nutrientes pela cultura do milho destinada à produção de grãos e silagem, em diferentes níveis de produtividades
(Fonte: Embrapa)

5- Momentos certos de aplicação

É importante conhecer como a planta de milho exporta e acumula fósforo na sua matéria seca, para que possamos saber o momento correto de disponibilizar o nutriente.

fósforo para milho

(Fonte: INPI)

Como suprir a demanda de fósforo do milho: Recomendações de adubação

Primeiro, verifique o nível de fertilidade que deve ser feito se baseando nos valores da análise de solo, podendo inferir se os teores de fósforo estão muito baixos, baixos, médios, altos ou muito altos, de acordo com o teor de argila.

Interpretação das classes de teores de fósforo nos solos e doses recomendadas para milho

Interpretação das classes de teores de fósforo nos solos e doses recomendadas para milho
(Fonte: Coelho e França; Embrapa e IPNI)

Feito isto, o produtor poderá vincular o teor com a produtividade desejada e desta forma conseguirá obter uma quantidade em kg/ha de P2O5 como mostrado nas tabelas a seguir.

Recomendações de fósforo no sulco de plantio
Recomendações de fósforo no sulco de plantio safrinha

Recomendações de fósforo no sulco de plantio
(Fonte: IPNI)

No entanto, existem outras estratégias de adubação que o produtor pode seguir.

Quais as estratégias de manejo do fósforo na sua lavoura de milho? 

A utilização eficiente dos fertilizantes fosfatados é resultante da interação de boas práticas que afetam diretamente a disponibilidade de P no solo e seu uso pelas plantas de milho.

Tanto o milho safra, quanto o safrinha e o para silagem existem três estratégias básicas de manejo.

A primeira consiste no aumento da disponibilidade do elemento no solo através da adubação corretiva, a segunda visa manter a fertilidade do solo pela adubação de manutenção e a terceira tem o intuito de reposição

Relação entre o rendimento relativo de uma cultura e o teor de um nutriente no solo
(Fonte: Recomendações de Adubação)

Dose corretiva: esta é utilizada quando se deseja elevar os teores de fósforo no solo até condições ótimas, ou seja, elevar a classe do teor de P com o intuito de ultrapassar o teor crítico.

Esse aumento de teor de fósforo não é tão fácil, devido ao comportamento desse nutriente quando estamos tratando da sua relação com os coloides do solo.

Desta forma, nota-se que nesse tipo de adubação são exigidos dosagens pesadas, visto que essa adubação servirá tanto para aumentar a disponibilidade de P no solo quanto para a planta suprir sua demanda. É aqui que fazemos a fosfatagem.

Essa estratégia é mais voltada para solos com baixa fertilidade, o que não é difícil de verificarmos aqui no Brasil.

Dose de Manutenção: é uma adubação na qual é utilizada para manter os níveis de fertilidade do solo para os anos subsequentes, sendo uma adubação baseada na extração da planta.  

Dose de Reposição: é uma adubação baseada somente na exportação da planta de milho, isto é, o quanto daquele nutriente é colhido em forma de produto devendo ser reposto.  

Como calcular as doses nessas outras estratégias de adubação?

De maneira geral, para esse tipo de adubação você deve apenas verificar a tabela de extração e exportação abaixo, pegar um valor de extração que ache mais correto dependendo do trabalho (ou a média deles) e multiplicar para a transformação de P2O5 (multiplicar por 2,29136). 

Nutrição de Safras

(Fonte: Nutrição de Safras)

Sem contar com a eficiência desse fertilizante, o que para P geralmente é apenas 20% devido à sua fixação no solo.

Por exemplo, para a dose de reposição:

Média de exportação pelo milho = 3,15 Kg de P por tonelada de grãos de milho.

Se eu pretendo produzir 10 toneladas de milho por hectare, então a cultura exportará 31,5 Kg de P.

Mas, como o fertilizante é em P2O5, tenho que multiplicar esse valor por 2,29:

2,29 x 31,5 = 72,2 Kg/ha

Como normalmente a eficiência é de apenas 20%, temos como dose final:

(100 x 72,2)/20 = 361 Kg/ha

Adubação de fósforo para milho em plantio direto e para milho safrinha

Diversos trabalhos mostram resultados de que o fósforo também pode ser aplicado a lanço no sistema de plantio direto sem perda de produtividade, mas desde que os níveis desse nutriente estejam adequados.

Outra dúvida que sempre fica é a questão de antecipar a adubação de fósforo na cultura de verão, esperando suprir a demanda de nutriente para o milho safrinha

Ressaltamos que isso é possível também sem perda de produtividade, mas há ressalvas. Nesse caso, isso só dá certo se o solo estiver com quantidades significativas de fósforo, sendo necessário apenas a adubação de exportação.

Se esse for o seu caso, então some a adubação de seu cultivo de verão (normalmente soja, na famosa dobradinha soja-milho) com a adubação de milho.

Baixe grátis a planilha de Estimativa da Produtividade do Milho

Conclusão 

Neste artigo vimos a importância crucial do fósforo para as lavouras de milho e ainda citamos como este nutriente auxilia na potencialização de produção.

Levantamos os fatores importantes que devem ser estudados antes de realizar a adubação fosfatada. 

Além de demonstrarmos as recomendações e as metodologias utilizadas, cada qual com a sua finalidade. 

>> Leia mais: 

Potássio para milho: Por que é tão importante e como fazer seu manejo

Restou alguma dúvida quanto à adubação estratégica do fósforo para o milho? Como você realiza esse manejo em sua plantação? Deixe seu comentário abaixo!

5 Planilhas de Excel para administração rural grátis para usar agora

Planilhas de Excel para administração rural grátis: baixe ferramentas para controle de estoque, fluxo de caixa, custos de safra, depreciação de máquinas e controle de custos!

As planilhas possibilitam maior domínio sobre a fazenda, podendo controlar atividades, produtos e recursos.  Mas nem sempre é fácil começar uma planilha do zero, ainda mais com tantos fatores a serem considerados na atividade rural.

Alguns modelos prontos que separamos aqui vão te ajudar muito com controle de custos, estoque, fluxo de caixa e até depreciação de máquinas. Assim fica mais fácil gerir sua produtividade, finanças e lucratividade a partir de planilhas de Excel para administração rural grátis.

Tem alguma dúvida sobre como extrair o melhor desses materiais? Confira a seguir.

Por que usar planilhas?

Inúmeras atividades requerem controle preciso na fazenda. Desta forma, é usual a utilização de planilhas que se atualizem instantaneamente com a inserção de dados. 

As planilhas vêm sendo cada vez mais utilizadas como ferramenta para o gerenciamento rural. Elas podem, através dos números, auxiliar em estratégias que garantam mais sucesso na produção.

Existem inúmeras planilhas de Excel para administração rural grátis que auxiliam a ter a fazenda em suas mãos, garantindo a utilização de recursos com eficiência. Abaixo, separamos 5 planilhas de Excel que podem direcionar bastante seu gerenciamento agrícola. Aproveite! 

1ª planilha de Excel para administração rural grátis: Fluxo de caixa

Em um negócio rural, para tomadas de decisões, é necessário que se saiba do estado financeiro da empresa, não é mesmo? Esse controle, chamado de fluxo de caixa, pode ser realizado por planilhas. Com elas, pode-se ter o domínio de todo o recurso que sai (despesas) e que entra (receitas) na empresa rural.

Nessa planilha de fluxo de caixa da Aegro, os registro são feitos periodicamente. Desta forma, você consegue inserir as informações facilmente. Ainda, ao final, é possível:

  • verificar o total de entradas;
  • total de saídas;
  • saldo acumulado;
  • saldo mensal. 

Como essa planilha detalha cada gasto e receita, é possível discriminar em qual setor está ocorrendo os maiores gastos. Você também pode ver quais geram as maiores entradas e tudo isso permite a adoção de estratégias embasadas em dados financeiros.  Baixe a planilha gratuita:

2ª planilha: Controle de estoque

Uma das atividades que requer maior atenção dentro da fazenda é o controle de estoque. É através dele que temos conhecimento de todo movimento de entrada e saída de mercadorias da propriedade. 

Isso implica no bom funcionamento da empresa. Afinal, sempre que demandado, o produto estará de imediato em mãos, resultando em um sistema eficaz.  Nas planilhas de Excel para administração rural grátis normalmente existem três abas:

  • controle de estoque;
  • entrada de estoque;
  • saídas. 

A aba de controle é utilizada para discriminar por categoria o que se tem e qual a quantidade do produto no estoque.  Além disso, com ela se pode determinar precisamente a quantidade mínima de cada produto no estoque. 

Já as outras duas abas serão as responsáveis por abastecer as saídas e entradas de produtos no estoque. Desta forma, tem-se o controle do estoque da fazenda com precisão. Clique na imagem abaixo para baixar a planilha gratuita:

planilha de controle de estoque

3ª planilha de Excel para administração rural grátis: Custos de safra

Planilhas que controlam o custo da safra são essenciais para gestão do agronegócio. É através delas que conseguimos estimar preço de mercado (venda) e determinar em qual categoria estamos elevando os preços. 

Conseguimos elencar ainda estratégias de manejo que estejam direcionadas ao bom funcionamento financeiro do negócio. Planilhas de custo de safra são normalmente muito detalhadas e categorizadas, baseando-se nos gastos com:

  • insumos;
  • custo de manutenção de máquinas;
  • investimentos;
  • colheita;
  • transporte, etc.   

Tudo isso facilita a gestão com foco na rentabilidade. Para acessar a planilha, basta clicar na imagem abaixo:

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4ª planilha: Depreciação de máquinas agrícolas

A depreciação de máquinas agrícolas significa o quanto ela se desvaloriza com o passar do tempo. E ter o controle disso é crucial para os dados financeiros do negócio rural.  A forma como calculamos a depreciação pode ser embasada no tempo de utilização ou desgaste da máquina.

Em planilhas de Excel grátis ocorrem os cálculos de depreciação Fiscal e Gerencial. O primeiro é muito utilizado para precificar a atividade enquanto o cálculo gerencial é mais voltado à tomada de decisão em casos de venda (indicando também quando deveria ocorrer essa venda). 

Clique na imagem abaixo para baixar a planilha gratuita:

Banner de chamada para o download da planilha de depreciação de máquinas agrícolas

5ª planilha de Excel para administração rural grátis: Controle de custos com insumos 

O custo de produção é essencial na precificação do produto visando um negócio lucrativo. Porém, dentro do custo de produção, os insumos são a parte mais considerável de gastos.

Em planilhas que fazem esse tipo de controle, é de suma importância a categorização dos produtos (sementes, fertilizantes, defensivos agrícolas, máquinas e outros). O detalhamento das categorias é o que direciona o gestor, que pode fazer uma melhor distribuição de recursos. 

Além de planilhas, a demonstração gráfica auxilia na visualização da situação como um todo. Para facilitar mais ainda na interpretação da situação, recomenda-se o registro por talhões, o que facilita no gerenciamento de decisões de maneira pontual. 

Clique na imagem abaixo para baixar a planilha gratuita:

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Planilhas x softwares agrícolas: O que vale mais a pena?

As planilhas ajudam a organizar as informações da sua fazenda, mas será que são a melhor alternativa? A resposta depende de cada gestão agrícola. As planilhas agrícolas são ótimas para começar a gestão da empresa rural. Com o passar do tempo você vai notar que:

  • Seu conhecimento e gestão da fazenda melhoraram muito;
  • As planilhas podem ser difíceis de analisar.

Neste momento de maturidade da gestão, os softwares podem facilitar muito mais esse trabalho. Um software rural concentra todas as informações espalhadas em diferentes planilhas e facilita a análise de dados da fazenda.

Além disso, as informações ficam disponíveis em nuvem, podendo ser acessadas de qualquer lugar, inclusive do celular – mesmo em locais com difícil acesso à internet.

Se nas planilhas você precisa dar baixa no que entra e sai do estoque, inserir os custos de insumos e calcular o custo da safra, com um software agro isso pode ser feito em um clique. Essa facilidade agiliza muito a tomada de decisão. Um software agrícola permite outras vantagens como:

  1. Redução de custos na produção agrícola, pois você consegue saber onde estão os gastos excessivos e pontos de melhoria na questão financeira da produção;
  2. Aumento da produtividade dos talhões, realizando controle detalhado e sabendo precisamente sua demanda;
  3. Segurança financeira da safra devido ao total controle das despesas;
  4. Dados e informações em qualquer lugar e momento, além de análises de como está o seu negócio.
Software de gestão agrícola Aegro para computador, celular e tablet

Teste você mesmo o sistema de gestão agrícola Aegro. Temos algumas opções grátis para você começar agora:

Para conhecer o sistema completo, fale com um de nossos especialistas aqui!

Conclusão 

Organizar e controlar os dados da fazenda é essencial para obter mais rentabilidade com o negócio rural.

Neste artigo mostramos as vantagens da utilização de planilhas e disponibilizamos cinco modelos prontos para usar na sua propriedade. Com eles você tem melhor controle de custos, estoque, fluxo de caixa, dados sobre depreciação de máquinas e custos de safra.

Também falamos sobre as diferenças e quando optar pelo uso de planilhas ou de um software rural. Assim, fica mais fácil planejar melhor os próximos passos da sua empresa rural.  Aproveite as informações trazidas aqui e melhore a gestão do seu negócio!

Gostou das planilhas de Excel para administração rural grátis? Você já utilizava alguma delas? Compartilhe conosco suas experiências nos comentários!

Manejo do zinco na soja: como utilizá-lo para potencializar sua produção

Zinco na soja: Entenda o papel desse micronutriente na lavoura, como fazer a adubação e identificar sintomas de deficiência ou toxicidade na soja.

Têm dúvidas sobre a adubação de zinco na soja?

O zinco é um micronutriente que faz toda a diferença na produção. Afinal, ele atua no crescimento da soja e na formação de grãos.

No entanto, ele é pouco móvel na planta e os muitos fatores podem afetar na sua disponibilidade.

Acompanhe neste artigo as dicas de como manejar o zinco na soja e alcançar mais produtividade na lavoura!

Para que serve o zinco na planta?

Com o passar dos anos e com a alteração no sistema de produção, produtores começaram a se atentar às mudanças associadas à adubação. 

Uma dessas mudanças foi o despertar com relação à importância dos micronutrientes, que começam a ser mais estudados e mostram que os resultados fazem diferença na produção.

Na soja, por exemplo, a cada 1 tonelada de grãos, a planta precisa absorver cerca de 40g de zinco (Zn). E, desse montante, 66% vão para o grão, demonstrando um alto valor de extração.

exigências nutricionais soja Embrapa

Exigências nutricionais para a produção de 1t de grãos de soja (Embrapa, 1993)
(Fonte: IPNI) 

Apesar dessa grande extração, o zinco se encontra adsorvido na argila de matéria orgânica, o que reduz a disponibilidade para as plantas.

Estudos relatam que o zinco está na solução do solo em uma concentração muito baixa e que ainda estão cerca de 60% como complexos orgânicos solúveis. 

Além disso, o zinco bem como outros micronutrientes, é geralmente disponível na solução do solo em pHs mais baixos (ácido a neutro).

pHs do solo

Disponibilidade de macros e micronutrientes em diferentes pHs do solo. Note que a maioria dos micronutrientes está mais disponível em solos com pH de ácido a neutro.
(Fonte: 360 Yield Center)

Por isso sua correta adubação é tão importante. O zinco atua principalmente na síntese de proteínas e no crescimento meristemático por atuar na formação do aminoácido triptofano, precursor do ácido indolilacético. 

O zinco para a soja no solo deve estar com no mínimo de 1,0 mg/dm³, o que garante plantas sem manifestação de deficiência. Assim, garante-se o bom desenvolvimento das enzimas relacionadas a esse nutriente.

Algumas enzimas contendo zinco encontradas em plantas superiores e inferiores
(Fonte: DCS

>> Leia mais: “Tipos de adubos químicos na cultura da soja”.

Zinco: Absorção, transporte e redistribuição 

As plantas absorvem o zinco na forma catiônica de Zn²+. Mas nos estudos, existem dúvidas se elas o absorvem por processo passivo ou ativo. 

Além do que, alguns outros nutrientes em altas concentrações podem afetar a absorção do zinco, levando a planta a desenvolver sintomas de deficiência. 

Como exemplo, podemos elencar o fósforo. Esse nutriente, quando aplicado em altas dosagens, pode inibir a absorção de Zn pela planta. 

Podemos justificar essa situação com inúmeras afirmações, mas a mais aceita é a do “efeito de diluição”, que consiste num crescente aumento de absorção de P.

Isso acarreta aumento na matéria seca e, por consequência, desencadeia a diluição do zinco que estava presente na planta. 

Sobre a mobilidade na planta, ao ser absorvido, o Zn é transportado pelo xilema na forma de quelato. Porém, sua redistribuição via floema é limitada. Ou seja, o zinco é pouco móvel.

E quais as causas da imobilidade? No floema, o micronutriente encontra um pH alcalino (em torno de 8) e muitos íons de fosfato. Isso favorece a ocorrência de complexos de baixa solubilidade (óxidos de zinco, hidróxidos e fosfatos), acarretando menor redistribuição para as partes das brotações.

Por isso, em situações de deficiência, a ocorrência de sintoma é manifestada em  folhas novas

planilha de produtividade da soja

Adubação com zinco 

Vendo que nossos solos são altamente intemperizados e nossas rochas de origens não tão ricas, torna-se essencial a adubação com micronutrientes. 

O zinco pode ser aplicado na cultura da soja das seguintes formas:

  1. Via solo, com intuito de uma correção lenta, gradual e corretiva, a exemplo dos oxi-sulfatos de zinco na dosagem de 5 kg/ha;
  2. Via folha, buscando uma correção mais imediata, menos duradoura e corretiva. Neste caso, recomenda-se utilizar sulfato de Zn na dosagem de 75g/100L de água a 20℃;
  3. Via semente

Para prevenção de deficiências de zinco em solos de cerrado, recomenda-se aplicação de 4 kg/ha a 6 kg/ha em solos com baixo teor. Isso independentemente da fonte ser solúvel ou insolúvel. 

Em casos de reaplicação, recomenda-se a utilização da análise foliar, que pode ser feita a cada dois anos.

Nos casos de culturas anuais, essa dose pode ser dividida em 3 partes iguais e aplicadas no sulco de semeadura em cultivos sucessivos.

Em solos com teor médio de zinco, recomenda-se a utilização de ¼ da dose aconselhada anteriormente, devendo ser aplicada no sulco de plantio.

manejo do zinco na soja

Interpretação de resultados de análise de solos para micronutrientes para culturas anuais na região dos cerrados.
(Fonte: INPI)  

Toxicidade e deficiência de zinco na soja

Níveis ótimos de zinco podem variar de 20 mg/kg a 120mg/kg de matéria seca de planta.

Normalmente, a deficiência está associada a teores mais baixos que 20 mg/kg, e a toxicidade a uma quantidade superior a 400 mg/kg.

Como citamos acima, os sintomas de carência de zinco vão se manifestar em folhas mais novas devido a pouca mobilidade na planta. 

Os sintomas mais característicos são o encurtamento dos internódios e produção de folhas novas pequenas, com sinais de clorose e lanceoladas, tendo como resultado plantas anãs. 

Além disso, folhas mais novas podem ficar com clorose internerval de coloração amarelo-ouro e as nervuras com cor verde-escura.

deficiência de zinco

Sintoma inicial de deficiência de zinco nas folhas novas com clores internerval com cor amarelo-ouro.
(Fonte: Agrolink

manejo do zinco na soja

(Fonte: IPNI)

A deficiência de zinco pode ocorrer devido à origem natural do solo, como os derivados de arenitos, que apresentam baixa disponibilidade desse micronutriente.

Aplicações muito elevadas de calcário e fósforo, como comentado anteriormente, também podem favorecer a deficiência de zinco. 

O problema também pode ocorrer em regiões com baixa quantidade de chuvas. 

Em casos de toxicidade, as plantas se manifestam com coloração avermelhada nas nervuras e pecíolos.

>> Leia mais: “Cuidados que você deve ter para evitar deficiência de potássio na soja

Conclusão

Neste artigo, falamos sobre a importância do zinco na soja e suas funções. Relatamos como é seu comportamento no solo, na planta e sua absorção. 

Vimos como a adubação desse micronutriente deve ser realizada, garantindo mais sucesso produtivo em sua lavoura.

Descrevemos ainda os sintomas de deficiência e toxicidade na planta.

Espero que você tire o máximo proveito dessas informações e as aplique em sua propriedade!

>> Leia mais:

Por que adubação foliar em soja pode ser uma cilada

Cálculo de adubação para soja

Como cobalto e molibdênio na soja podem elevar sua produtividade

Restou alguma dúvida sobre o zinco na soja? Tem alguma dica para compartilhar? Adoraria ler seu comentário!