Impactos e perspectivas do novo coronavírus no agronegócio

Coronavírus no agronegócio: confira as principais notícias do setor, as perspectivas do mercado e uma solução para sua gestão. 

O agro não vai parar! Isso é fato, até porque os negócios rurais alimentam o mundo e fornecem matéria-prima para diversos produtos que fazem a economia girar. 

Mas entre tantas incertezas após a chegada do Covid-19, todos ficam apreensivos sobre os próximos acontecimentos e como isso será refletido no mercado. 

Para auxiliar produtores e profissionais rurais, selecionamos as principais informações sobre os impactos e perspectivas durante e após o coronavírus no agronegócio. Confira a seguir!

Logísticas e exportações 

Mesmo com incertezas futuras, os mercados internos e externos de soja, por exemplo, continuam trabalhando com otimismo. 

Isso porque o dólar se valorizou diante das mudanças no cenário econômico mundial e, como resultado, os preços da oleaginosa subiram. 

A demanda chinesa permanece nos portos brasileiros e pretende superar as expectativas de exportações em abril e, ainda, de acordo com o Canal Rural, deve ser assim durante todo o primeiro semestre do ano. 

Essa valorização também se mantém para outras commodities agrícolas como o milho e o café.  

Esse cenário tende a mudar naturalmente no segundo semestre de 2020, por conta de acordos comerciais norte-americanos. 

coronavírus no agronegócio

(Fonte: Canal Rural)

Os produtores podem continuar otimistas? 

Recentemente conversamos sobre este momento com o Francisco Jardim, sócio-fundador da SP Ventures (referência na condução de investimentos em Venture Capital no Brasil e focada em promover o crescimento de negócios inovadores no agronegócio). 

No bate-papo abordamos os cenários dos mercados financeiros e da economia mundial para os produtores e que o otimismo depende da situação de cada negócio rural. 

“Para quem já vendeu e garantiu margem, esse não será um grande desafio, mas a preocupação é o planejamento para a próxima safra. Num cenário de crise, a regra do jogo é liquidez”, relata o especialista. 

Outro assunto comentado durante a conversa é que um dos setores mais atingidos e preocupantes é o da cana – mercado de açúcar e álcool – por conta da queda do preço do petróleo.  

Outro setor de atenção é o de algodão – mercado de fibra, o de flores e plantas ornamentais e também o de hortaliças e frutas por conta da mudança de alimentação.

Entretanto, os cereais estão sendo vistos com bons olhos como já citado acima.

Obrigatoriedades: IR, LCDPR e Crédito Rural

Uma das medidas adotadas pela Receita Federal e seguindo a recomendação de isolamento social da Organização Mundial da Saúde (OMS) foi a prorrogação das obrigatoriedades que aconteceriam em abril. 

A entrega final da declaração do Imposto de Renda de pessoa física, assim como do Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR) serão até o dia 30 de junho de 2020.

É um fôlego a mais para produtores e empresários rurais buscarem os documentos necessários, mas atenção: não deixe para o último momento! 

Sobre o Crédito Rural, no último dia 07 de abril foi sancionado a chamada MP do Agro (Lei 13.986/2020) que amplia o acesso ao financiamento agrícola, expandindo recursos e reduzindo taxas de juros. 

A medida provisória prevê: 

  • Fundo Garantidor Solidário (FGS) – troca de aval entre produtores para dar garantia às empresas, bancos e tradings. 
  • Patrimônio Rural em Afetação – permite ao proprietário rural oferecer parte de seu imóvel como garantia nos empréstimos rurais.
  • Além de equalização de taxas de juros para instituições financeiras privadas, entre outras operações. 

Segundo o especialista, Francisco Jardim, o ideal agora é analisar como está a saúde financeira da fazenda e a gestão para se devolver e evoluir.

Mudança de hábito dos consumidores 

O isolamento social na maioria das cidades brasileiras levou a uma mudança no dia a dia e, sobretudo, na alimentação das famílias. 

E assim também aconteceu com o consumo de carnes, por exemplo. Nos últimos dias, o preço do boi gordo caiu por conta da pressão dos frigoríficos sobre os pecuaristas e como divulgado pelo Canal Rural, apesar dessas projeções o cenário ainda se mantém incerto. 

Por isso, o momento também é de adaptação dentro e fora da porteira para garantir liquidez e trabalhar com produtos que podem ser menos afetados durante a crise.

“Essa crise tem um impacto devastador na demanda e no consumo de formas diferentes, causando uma ruptura na cadeia de suprimentos”, destaca Fernando Jardim.

Como se proteger e cuidar da gestão rural?

“Quem tiver o controle da gestão e uma boa saúde financeira de seu negócio, provavelmente sairá melhor desta crise” ressaltou Francisco Jardim, sócio-fundador da SP Ventures. 

Cuidar do fluxo de caixa, mapear 100% despesas, entender o que pode ser cortado e saber exatamente como está a saúde financeira da fazenda é essencial. Assim, as plataformas que ajudam na gestão do campo ganham ainda mais importância nesse período.

“A melhor forma de disseminar a gestão é via ferramentas tecnológicas, este é o diferencial. Em um cenário de crise, o produtor deve olhar suas operações e saber onde está ganhando, onde está perdendo, se é o momento de investir em agricultura de precisão e como estão seus investimentos, a compra de insumos, etc.”

Isso é possível com um software de gestão, que torna todo o processo e análise mais fácil!

Procurando um aplicativo de gestão? Conheça o Aegro!

O Aegro já ajudou mais de mil produtores rurais a melhorarem a gestão da sua fazenda e tem mais 1,5 milhão de hectares cadastrados.

O aplicativo une as áreas operacional e financeira da fazenda para dar ao produtor uma gestão eficiente da propriedade rural. 

Desenvolvido com ajuda de produtores e agrônomos para se adaptar à rotina no campo, o Aegro é fácil de usar e pode ser utilizado pelo computador ou celular, com cadastro de atividades e consulta de estoque pelo aplicativo mobile, mesmo sem internet.

No final do ciclo produtivo, o Aegro oferece uma análise detalhada sobre os custos de produção e a rentabilidade de cada talhão.

Desta maneira, o produtor pode entender o que deu certo ou errado no plantio e otimizar os processos da sua lavoura.

Com ele sua equipe pode:

  • Planejar, controlar e registrar atividades diretamente do campo, mesmo sem internet;
  • Mapear e medir áreas dos talhões;
  • Registrar observações com geolocalização e fotos;
  • Controlar os abastecimentos e as manutenções de máquinas;
  • Registrar leitura de pluviômetros e acompanhar a quantidade acumulada de precipitação na safra;
  • Realizar o monitoramento de pragas e doenças (MIP);
  • Gerenciar o fluxo de caixa, visualizando contas a pagar e cadastrando novas despesas;
  • Consultar o estoque da fazenda;
  • Trabalhar de forma integrada, com acesso simultâneo ao aplicativo.
aegro

É possível testar o aplicativo de gestão agrícola Aegro de forma gratuita, por meio de:

Boas práticas de prevenção

Além de cuidar da saúde de seu negócio, os produtores devem estar atentos à prevenção do Covid-19 no campo. 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) alerta para os cuidados necessários, reforçando medidas de higiene em todas as etapas da produção. 

São mais de 15 milhões de pessoas que trabalham nos estabelecimentos agropecuários do Brasil (segundo IBGE) e por ser considerado linha de frente e atividade essencial neste momento, os profissionais do agro não podem ficar em isolamento social assim como a grande parte da população. 

Mesmo que as regras higiênicas-sanitárias já são conhecidas pelo produtores, vale lembrá-las principalmente para a circulação de mercadorias, logística e entradas e saídas dos colaboradores da fazenda. 

Veja abaixo as recomendações gerais do Mapa:

  • Lavar, com frequência, as mãos, braços e rosto com água e sabão;
  • Aplicar, frequentemente, e sempre que necessário álcool gel nas mãos;
  • Aumentar a frequência de desinfecção das superfícies de contato de veículos, seja volante do trator e ou câmbio, painel e maçanetas de carros;
  • Manter a distância segura (cerca de 2 metros) entre pessoas nos locais de descanso e evitar aglomerações.

Conclusão 

Vimos que todos os setores do agro estão em oscilações por conta da pandemia do coronavírus que atinge o mundo todo. Alguns setores são mais preocupantes e outros ainda se mantêm em evolução, como os grãos e cereais. 

Portanto, quem saber cuidar de sua gestão, de forma digital e remotamente, com certeza se sairá melhor durante e após os impactos do Covid-19. Para isso, um bom aplicativo de gestão fará toda a diferença.  

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Como fazer a contabilidade de fazenda? Descubra!

Contabilidade de fazenda: planejamento tributário, gestão financeira e patrimonial, entre outros pontos importantes para organizar as finanças da sua propriedade rural.

Assim como a contabilidade da vida pessoal, a contabilidade da fazenda é algo vital para o sucesso no campo. Fazê-la permite conhecer a saúde financeira do negócio.

É por meio da contabilidade que se sabe o valor dos ativos, passivos, entradas e saídas da empresa rural.

Se você possui uma boa contabilidade agrícola, consegue visualizar a rentabilidade e lucratividade do negócio. Além disso, as tomadas de decisões se tornam mais assertivas.

Acompanhe neste artigo como fazer a contabilidade de fazenda de forma simples e produtiva.

Pontos de atenção na contabilidade de fazenda

Se o controle de estoque é uma coisa que te deixa nervoso, imagine desconhecer a contabilidade de toda a sua fazenda.

Muitos produtores limitam suas receitas por não terem uma contabilidade e gestão financeira apuradas na propriedade.

Uma vez que as atividades rurais estão sendo tratadas como verdadeiros negócios, a gestão financeira da fazenda deve ser realizada diariamente.

Desta forma, a contabilidade é uma boa forma de realizar o controle das contas da empresa rural.

Dentro do agronegócio existem dois fatores que podemos considerar essenciais para o sucesso e o crescimento das atividades de campo: 

  1. Tamanho das fazendas
  2. Capacidade de produzir

Muitos agricultores ainda não praticam a gestão e, principalmente, a contabilidade da fazenda. 

Isso acontece por falta de costume, de conhecimento técnico sobre o assunto ou até mesmo devido à desorganização presente “dentro da porteira”.

A contabilidade é necessária, uma vez que o sucesso no campo pode se dar por três motivos principais:

  1. Fluxo de caixa e capital para compra de novas áreas;
  2. Possibilidade de arrendar novas áreas;
  3. Aumento de produtividade nas áreas atuais.

Ganhos em produtividade vêm do investimento em manejo correto, tecnologia aplicada nas áreas, boas práticas agrícolas, etc.

Atualmente, é possível utilizar um aplicativo de gestão para fazer a contabilidade de fazenda, comentaremos sobre ele a seguir.

Três áreas da contabilidade de uma fazenda

A contabilidade da fazenda é fundamental para o bom funcionamento das propriedades rurais.

Sendo que a boa contabilidade permite que você conheça de maneira correta os custos da fazenda, além de auxiliar no cálculo correto de impostos e praticar corretamente a gestão das atividades.

Frente a isso, separamos três áreas para se atentar durante este processo: planejamento tributário, gestão financeira e gestão do patrimônio.

Planejamento tributário

Falando em impostos, a contabilidade é essencial para que sejam realizados estudos e projeções dentro da sua fazenda que possibilitem a escolha do regime tributário mais adequado a cada cenário.

Quais os impactos disso sobre seus custos?

Os estudos tributários são, normalmente, realizados com base nas receitas e despesas da fazenda que só são conhecidas uma vez que a contabilidade do agronegócio esteja em dia.

Dessa maneira, pode-se escolher a melhor forma, desde que dentro da legislação, de pagar menos impostos. 

O enquadramento correto da atividade evita possíveis problemas com o recolhimento de tributos.

>> Leia Mais: Planejamento tributário de fazenda em 5 passos

Gestão financeira

Na gestão financeira, podem-se citar as despesas, receitas, vendas e o fluxo de caixa, os quais  detalharemos a seguir.

O fluxo de caixa da fazenda deve conter todas as movimentações financeiras, demonstrando saldos iniciais, aplicações em curto e longo prazo, despesas e receitas de cada mês.

É por meio do fluxo de caixa que você sabe a saúde financeira do negócio agrícola. E, com estes números em mãos, é possível checar quanto você tem para investimentos em necessidades futuras. 

Assim, o fluxo de caixa proporciona uma organização financeira da propriedade, contabilizando gastos e entradas de capital de forma detalhada, sendo muito útil em análises mais abrangentes quando cruzadas com relatórios de custos, despesas e receitas de cada período. 

>> Leia Mais:6 passos para fazer o planejamento financeiro da sua fazenda

Gestão do patrimônio

A gestão do patrimônio engloba a realização do levantamento de seus ativos e passivos dentro da fazenda.

Com isso, dentro da gestão se deve considerar o capital financeiro na sua conta, máquinas e implementos da propriedade, galpões, contas a pagar, contas a receber, o valor da terra em questão, entre outros patrimônios que você possa ter.

Após o levantamento desses dados de patrimônio é importante saber separar despesas pessoais de despesas da empresa agrícola.

Grande parte do fracasso das atividades agrícolas é proveniente da não separação entre contas pessoais e contas profissionais.

Separando contas e bens, você terá maior controle tanto do seu negócio quanto da sua vida pessoal.

O que é ano agrícola?

A contabilidade rural se diferencia da contabilidade tradicional em alguns aspectos.

O ano agrícola geralmente inicia com o cultivo do solo e encerra com a colheita.

Diferentemente da contabilidade geral, na qual o exercício social equivale a um ano, de 1º de janeiro até 31 de dezembro, na contabilidade rural o exercício social corresponde ao ano agrícola, que é o período que abrange os processos de plantação, colheita e comercialização da safra.

O exercício social da atividade agrícola se encerra com o ano agrícola, que corresponde normalmente ao período de 12 meses, a partir do início do cultivo.

Isso ocorre porque a produção agrícola é sazonal. E se uma fazenda tiver mais que uma atividade rural, deve-se considerar aquela com maior representatividade financeira.

A grande diferença de uma contabilidade tradicional para uma rural é que as empresas possuem receita durante todo o ano, enquanto as fazendas só possuem receita no período da colheita.

Dessa forma, se o ano agrícola terminar em junho, o exercício social será encerrado em 31/07, devendo ser avaliados os resultados dos produtos agrícolas da empresa nesse período.

Como é feita a contabilidade rural?

A contabilidade rural deve ser iniciada medindo, controlando e registrando todos seus resultados e, com isso, buscando melhorias e otimizações em tempos e recursos.

Com análises de anos anteriores é possível criar metas futuras para investimentos e novas aquisições.

A simples implementação de um software para gestão pode ajudar a criar rotinas dentro das fazendas e melhorias nos processos operacionais.

Uma vez que temos todos os dados centralizados em relatórios fica bem mais simples o planejamento de objetivos, metas e planos de ação.

Tudo isso tem início no registro de entradas e saídas de dinheiro da fazenda.

Visto que já temos a noção das entradas e saídas de todos os custos envolvidos na nossa atividade agrícola, é possível definir pró-labores, capital de giro e ainda conhecer os resultados reais de sua fazenda.

Aplicativo Aegro para contabilidade da fazenda

A contabilidade rural pode ser realizada com o auxílio de um aplicativo de gestão agrícola como o Aegro

Desta forma, o controle do fluxo de caixa se torna mais preciso e automatizado. Você tem uma visão clara das parcelas a pagar e a receber e consegue fazer a conciliação de extrato bancário por arquivo OFX.

Além disso, a sua contabilidade fica integrada à área operacional da propriedade. No Aegro, cada compra de insumo é direcionada ao estoque e os gastos com abastecimento são vinculados ao seu maquinário.

Assim, você descobre o seu custo real de produção e analisa a viabilidade financeira das próximas safras.

O Aegro também oferece relatórios para que você avalie a rentabilidade da safra. É possível comparar os resultados de diferentes colheitas, cultivares e talhões a fim de entender quais são as estratégias de manejo mais lucrativas.

Por meio de indicadores, ainda é possível acompanhar a evolução patrimonial da fazenda para fazer investimentos mais assertivos no futuro.

Mas o Aegro não ajuda apenas na sua contabilidade rural. Ele é um sistema completo que acompanha o agricultor desde o planejamento da semeadura até venda do cultivo.

Estas são as principais funcionalidades do Aegro:

  • Gestão de patrimônio e de máquinas;
  • Operações agrícolas;
  • Gestão financeira e comercialização;
  • Livro caixa digital do produtor rural;
  • Monitoramento de pragas e doenças;
  • Cotação de seguros agrícolas; 
  • Integração com a Climate FieldView™;
  • Integração com o Climatempo, para verificar as previsões em tempo real.

O aplicativo está disponível para computadores e dispositivos móveis

Teste você mesmo o sistema de gestão agrícola Aegro:

Além de possibilitar a realização de todos os processos que foram citados neste artigo, o aplicativo é armazenado em nuvem, propiciando segurança ao arquivamento dos seus dados.

Conclusão

Uma contabilidade bem feita auxilia na tomada de decisões futuras na propriedade. Uma vez que você conhece seu fluxo de caixa, fica simples planejar as futuras atividades da fazenda. 

Desta forma, uma opção para realização da contabilidade de fazenda é com um auxílio de um software agrícola.

Os benefícios de uma contabilidade bem feita são muitos. Desde a administração das terras de maneira otimizada, gestão dos custos de produção e criação de metas futuras passíveis de serem atingidas.

Cabe a cada produtor escolher se realiza a contabilidade da propriedade em um aplicativo agrícola, planilha de Excel ou terceirizar esse tipo de serviço.

O que não podemos é deixar de registrar o que ocorre na fazenda diariamente e não ter dados e relatórios para a busca constante de melhorias. 

>> Leia mais:

“Entenda os impactos da reforma tributária no agronegócio e nas contas da sua fazenda”

Como você realiza a sua contabilidade de fazenda? Sabia que existem softwares dedicados a isso? Restou alguma dúvida? Adoraria ver seu comentário abaixo!

Como fazer o preparo do solo para plantio de feijão

Preparo do solo para plantio de feijão: confira os tipos de solos, condições ideais para cultivo e outras dicas para uma boa produção. 

Nos últimos anos, o feijão esteve entre os cinco grãos mais produzidos no Brasil, com uma média de 3 milhões de toneladas por ano

Toda essa produção é dividida, basicamente, em três safras ao longo do ano.

  • safra de verão ou “das águas”, semeada entre outubro e novembro;
  • – safra outonal ou “da seca”, que é plantada entre fevereiro e março;
  • – safra de inverno entre abril e junho.

Isso garante uma oferta constante de feijão para o mercado, sendo consumido ao longo de todo o ano. 

Essas três safras só são possíveis graças ao ciclo curto da cultura e ao uso da irrigação.

Desta forma, o cultivo de feijão pode ter altos retornos financeiros, o que viabiliza uma agricultura mais intensiva com cada vez mais investidores e produtores para o setor.

Veja neste texto como tudo começa nesse cultivo, aprendendo mais sobre o preparo do solo para plantio de feijão, a época ideal e das características ambientais exigidas pela cultura.

Tipo de solo para plantar feijão

O feijoeiro é uma planta que se adapta a diferentes características do solo, podendo ser cultivado desde texturas arenosas até uma textura argilosa pesada. 

Contudo, o principal aqui é observar a drenagem do solo.

Solos com texturas mais argilosas e tendência de má drenagem devem ter a semeadura evitada na safra de verão, evitando assim um possível problema nas raízes da planta.

Isso porque a má drenagem propicia o ataque da semente por fungos do solo, o que diminui a emergência das plântulas, afetando a população do feijoal. 

Outra característica que afeta muito o feijoeiro é a compactação de solo

A planta apresenta um sistema radicular modesto, que limita a exploração do solo por água e nutrientes e, por essa razão, solos compactados podem reduzir a produtividade em até 75%!

preparo do solo para plantio de feijão

Produtividade do feijoeiro em função do grau de compactação do solo
(Fonte: Alves et al. (2003))

Quanto à fertilidade e acidez do solo, o feijoeiro não é diferente da maior parte das nossas culturas, sendo até de maior importância dado a falta do desenvolvimento do sistema radicular vigoroso, que apresenta 85% das raízes nos primeiros 20 cm de solo.

Agora uma consideração extremamente importante: a sucessão do cultivo de feijão sobre feijão ou sobre soja (quando feito logo em sequência) deve ser evitada ao máximo.

Essa prática pode aumentar a incidência de doenças como antracnose, podridão radicular, Rhizoctonia, mofo-branco e também de pragas.

Preparo do solo para plantio de feijão

Bom, temos três principais meios para o preparo do solo para plantio de feijão ou de qualquer cultura anual.

O primeiro deles é o velho conhecido preparo convencional, que tem o objetivo de revolver a camada superficial do solo. 

Esse preparo é realizado normalmente com discos como arados, grades pesadas ou arado de aiveca.

O importante é evitar o uso recorrente da mesma profundidade dos implementos e trabalhar o solo com o teor de umidade ideal. Tudo isso para evitar camadas de compactação que, como vimos, prejudicam muito a produtividade do feijoeiro.

O segundo método é o preparo reduzido, que visa reduzir o número de operações e dos problemas com erosão. 

O principal implemento para a realização da operação é o arado escarificador que deve ser utilizado com o solo de 30% a 40% da capacidade de campo.

E o terceiro método de manejo do solo é a semeadura direta ou plantio direto na palha, da qual já falei bastante aqui no blog.  

A semeadura direta visa o não revolvimento do solo e também a cobertura total do solo por resíduos vegetais.

Componentes da produtividade do feijoeiro

Componentes da produtividade do feijoeiro em cinco sistemas de preparo do solo (médias de quatro anos)1
(Fonte: Stone & Moreira (2000))

Como podemos ver na tabela, a semeadura direta tende a aumentar os teores de matéria orgânica do solo.

Além de reduzir a erosão causada pelas chuvas, aumentar a disponibilidade de água e diminuir a compactação do solo. 

Mas os benefícios desse sistema de plantio direto acontecem apenas quando temos constantemente uma camada de palha cobrindo todo o solo.

Quais as condições ideais para plantar feijão?

O feijoeiro pode ser cultivado praticamente em todo o Brasil, porque suas exigências de temperatura são enquadradas em pelo menos 1 de suas 3 safras em quase todo o território nacional.

As temperaturas críticas da planta ficam na faixa de 15 a 29º C, sendo considerada uma faixa ótima entre 20 e 22º C – importantes na época de florescimento da cultura.

Por outro lado, a ocorrência de baixas temperaturas pode reduzir ou atrasar a germinação e a emergência de plântulas, consequentemente reduzindo a produção. 

Já as altas temperaturas prejudicam especialmente no florescimento da cultura do feijoeiro.

Portanto, temperaturas acima de 29º C provocam o abortamento das flores e acima disso há a esterilização do grão de pólen. 

É possível evitar essa situação planejando a semeadura para que o florescimento da planta não corresponda a altas temperaturas médias.

Conclusão

Vimos os passos iniciais para a instalação de uma lavoura de feijão, as características de solo desejáveis, opções de preparo de solo até a influência do clima no feijoal.

A cultura do feijão pode se adaptar a praticamente todas as regiões do Brasil, sendo preciso apenas planejar o ciclo da cultura com as condições climáticas locais.

O cultivo de feijão pode ser uma ótima opção no sistema de produção, principalmente em sistemas irrigados onde conseguimos colher três safras no ano!

>> Leia Mais:

5 passos para calcular o custo de produção de feijão por hectare”

Feijão Guandu: Como ele pode melhorar seu sistema de produção

Inoculante para feijão caupi: Por que e como utilizar

Qual tipo de preparo do solo para plantio de feijão você utiliza? Restou dúvidas ou tem alguma dica para compartilhar? Deixe nos comentários abaixo!

Rotação de culturas: entenda as vantagens e desvantagens dessa prática

A rotação de culturas é uma técnica agrícola tradicional e amplamente utilizada, que envolve a alternância de diferentes tipos de plantas em uma mesma área ao longo de várias temporadas de cultivo. 

Uma das suas principais vantagens é a melhoria da saúde do solo, que ajuda a manter o equilíbrio de nutrientes, prevenir a degradação e melhorar sua estrutura. 

Além disso, ajuda a interromper os ciclos de vida de pragas e doenças específicas de determinadas culturas, reduzindo a necessidade de pesticidas e promovendo um ambiente agrícola mais sustentável.

Continue acompanhando o conteúdo para mais informações sobre a rotação de culturas!

O que é rotação de culturas?

A rotação de culturas é uma técnica que alterna diferentes espécies de plantas cultivadas em uma mesma área ao longo do tempo. 

A técnica é usada para melhorar a saúde do solo, reduzir pragas e doenças, aumentar a produtividade e ajudar a manter o equilíbrio de nutrientes

Ou seja, após uma safra de milho, por exemplo, você pode plantar feijão ou trigo, para ter maior diversidade no sistema agrícola e reduzindo os impactos do monocultivo

Além de aumentar a biodiversidade, a rotação ainda ajuda para a sustentabilidade agrícola, evitando a degradação do solo, melhorando sua estrutura e capacidade de retenção de água. 

Quanto mais a rotação for usada em uma lavoura, maior será o equilíbrio ecológico, a rentabilidade e a longevidade da área cultivada.

Quais as vantagens da rotação de culturas?

A rotação de culturas apresenta muitas vantagens ao sistema de produção, principalmente em relação aos defensivos. 

O uso dos mesmos herbicidas, fungicidas e inseticidas todos os anos é um prato cheio para a seleção natural. 

Com isso, vemos surgir um número expressivo de plantas daninhas resistentes a várias moléculas de herbicidas, o que torna o controle delas ainda mais complicado.

Considerando esse fato, a prática de rotação de culturas se torna ainda mais importante em uma fazenda, especialmente pelas seguintes vantagens:

1. Melhoria da saúde do solo

Sem dúvidas, a maior vantagem da rotação de culturas é a melhoria da saúde do solo e a sua própria manutenção

A diversidade de plantas cultivadas promove variações na absorção e devolução de nutrientes, prevenindo a exaustão de elementos específicos. 

Sendo assim, leguminosas, como feijão e ervilha, por exemplo, fixam nitrogênio atmosférico no solo, enriquecendo para culturas seguintes que demandam esse nutriente. 

Além disso, a rotação contribui para a estruturação do solo, aumentando sua porosidade e capacidade de retenção de água, essenciais para o desenvolvimento radicular e resistência à erosão.

2. Redução de pragas e doenças

A rotação de culturas é uma estratégia eficaz para interromper os ciclos de vida de pragas e patógenos específicos de determinadas culturas. 

Monoculturas contínuas criam um ambiente favorável para a proliferação de pragas e doenças que se adaptam a uma única espécie vegetal. 

Ao alterar culturas, será mais difícil o estabelecimento e a disseminação desses organismos, reduzindo a necessidade de intervenções químicas

Isso não apenas diminui os custos com pesticidas, mas também mitiga os impactos ambientais negativos associados ao seu uso.

Leia também: 

3. Aumento da biodiversidade

Ao atrair organismos benéficos, como polinizadores e predadores naturais de pragas, promovendo o equilíbrio do ecossistema, a rotação de culturas também acaba sendo uma vantagem para uma maior biodiversidade na lavoura. 

Essa diversidade fortalece a resiliência do sistema agrícola, reduzindo sua vulnerabilidade a estresses causados por pragas, doenças e condições climáticas adversas, tornando a produção mais sustentável e equilibrada.

4. Redução do uso de químicos

Outra vantagem da rotação de culturas é a contribuição para a redução do uso de químicos ao controlar pragas e doenças de forma natural, interrompendo seus ciclos de vida. 

Alternar espécies diferentes diminui a proliferação de organismos associados ao monocultivo e melhora a saúde do solo, reduzindo a necessidade de fertilizantes e defensivos agrícolas.

Tudo isso torna o sistema produtivo ainda mais sustentável e menos dependente de insumos químicos.

5. Implicações econômicas

Embora a rotação de culturas exija um planejamento detalhado e possa envolver investimentos adicionais, seus benefícios econômicos são significativos. 

A melhoria da saúde do solo e a redução de pragas e doenças resultam em menores custos de produção e maiores rendimentos a longo prazo. 

Além disso, a diversificação de culturas pode abrir novos mercados e fontes de receita para os agricultores, mitigando os riscos econômicos associados à dependência de uma única cultura.

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Rotação de culturas x monocultura

A rotação de culturas alterna diferentes espécies em uma mesma área ao longo das safras, melhorando diversos aspectos, em especial o solo e a quebra do ciclo de pragas e doenças, promovendo  sustentabilidade.

Já a monocultura é o cultivo contínuo de uma única espécie, priorizando a produtividade de um produto específico. Essa abordagem pode exaurir o solo, aumentar a dependência de químicos e tornar a lavoura mais suscetível a pragas e doenças.

A rotação favorece o equilíbrio ecológico, enquanto a monocultura pode comprometer a sustentabilidade a longo prazo.

Rotação de culturas x rotação de terras

A rotação de terras pode ser uma prática para complementar a rotação de culturas, já que melhora a sustentabilidade agrícola e a qualidade do solo.

Ao alternar o uso de diferentes áreas de cultivo, a rotação de terras permite que algumas áreas descansem, o que favorece a recuperação da estrutura do solo e a reposição de nutrientes.

Isso ajuda a evitar o esgotamento de nutrientes em uma área específica, permitindo que as culturas sejam alternadas de forma mais eficaz.

Além disso, a rotação de terras reduz o risco de compactação do solo, que pode ocorrer com o uso constante de máquinas pesadas, e melhora a drenagem e a aeração do solo.

Quais as desvantagens da rotação de culturas?

Uma desvantagem crítica da rotação de cultura está ligada ao fato de não cultivar a mesma cultura todos os anos. 

Geralmente, as microrregiões das culturas são tão especializadas que dificilmente se encontra maquinário ou, até mesmo, mercado na região para outras diferentes culturas.

Contudo, a rotação d pode ser feita de uma forma mais simples, semeando plantas de cobertura ou variando apenas a área semeada com soja e milho na primeira safra.

Mesmo com esses pontos, e outras diversas vantagens, é importante que você entenda os pontos negativas da rotação de culturas, que podem ser: 

  • Complexidade de manejo: Exige mais planejamento e conhecimento sobre diferentes culturas.
  • Custo inicial: Pode haver um aumento nos custos de implementação, como o investimento em sementes e equipamentos para diferentes culturas.
  • Espaço limitado: Pode ser difícil em áreas com grande demanda por uma cultura específica.
  • Necessidade de adaptação: A mudança de culturas pode exigir ajustes no manejo, o que pode levar a uma curva de aprendizado.

Rotação de culturas x sistema de plantio direto

A rotação de culturas e o Sistema de Plantio Direto (SPD) são práticas complementares, mas com objetivos diferentes. 

A rotação de culturas envolve alternar as plantas cultivadas para melhorar a saúde do solo e reduzir pragas, enquanto o SPD visa minimizar o preparo do solo, mantendo a cobertura vegetal e evitando a erosão. 

Juntas, essas práticas favorecem a sustentabilidade agrícola, com a rotação diversificando as culturas e o SPD preservando a estrutura do solo, ambos contribuindo para maior produtividade e conservação ambiental.

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Como implantar rotação de cultura na lavoura?

A rotação de culturas pode ser implantada facilmente e o maior segredo aqui é o planejamento!

Comece avaliando o solo e identificando as condições climáticas da sua região para selecionar culturas que se complementem em termos de necessidade de nutrientes e adaptação ao ambiente.

Outro segredo para ter sucesso, é seguir as dicas abaixo e implementar na sua organização para iniciar a rotação. Confira:

  1. Analise o solo: Faça testes de fertilidade e textura do solo para identificar suas necessidades e potenciais limitações;
  2. Escolha culturas adequadas: Combine culturas que tenham diferentes características, como gramíneas (milho, trigo) e leguminosas (soja, feijão);
  3. Planeje os ciclos de plantio: Determine a sequência de plantio para evitar a repetição de espécies que tenham as mesmas pragas ou doenças. Por exemplo, plante soja após milho para se beneficiar da fixação de nitrogênio pela soja.
  4. Inclua culturas de cobertura: Entre safras, cultive espécies que protejam o solo, como braquiária ou aveia, para evitar erosão e melhorar a retenção de nutrientes.
  5. Registre e monitore as práticas: Utilize ferramentas como a Aegro para registrar os talhões, ciclos de plantio e resultados.
  6. Capacite sua equipe: Certifique-se de que todos os envolvidos na lavoura compreendam a importância da rotação e saibam identificar pragas, doenças ou sinais de melhoria do solo.
  7. Avalie os resultados regularmente: Após algumas safras, analise os impactos da rotação na produtividade e saúde do solo para fazer ajustes no planejamento.

Além dessas dicas, você pode dividir a propriedade e semear pequenos talhões, alternando os talhões em rotação ao longo dos anos, para não ter nenhum tipo de surpresa financeira.

Por exemplo: um talhão dividido em quatro partes, sendo que a primeira parte é semeada com milho ou girassol, algodão, etc. no primeiro ano e o restante com soja

Na próxima safra, outra parte do talhão será semeada com alguma outra cultura e o restante com a soja, e por aí vai.

3 exemplos de rotação de culturas

1. Soja → Milho → Braquiária

    A soja fixa nitrogênio no solo, beneficiando o milho na safra seguinte. Depois do milho, a braquiária melhora a matéria orgânica e estrutura do solo, reduzindo a compactação e o risco de erosão.

    2. Trigo → Soja → Milheto

    O trigo é cultivado no inverno, seguido pela soja no verão, aproveitando a adubação residual. Após a colheita da soja, o milheto é plantado como cobertura, ajudando na reciclagem de nutrientes e controle de pragas.

    3. Arroz → Feijão → Crotalária

    O arroz, de ciclo curto e exigente em nutrientes, é seguido pelo feijão, que aproveita o solo já corrigido. A crotalária, como adubo verde, melhora a fertilidade e reduz nematoides para a próxima safra.

    Essas rotações ajudam a melhorar a fertilidade do solo, reduzir pragas e doenças e aumentar a produtividade de forma sustentável.

    Como o Aegro pode ajudar na rotação de culturas?

    No Aegro você consegue registrar e acompanhar todas as etapas do processo da fazenda, desde o plantio até a colheita, proporcionando uma visão clara sobre o desempenho das culturas ao longo do tempo. 

    Esse tipo de utilização ajuda a fazer a análise do histórico de tudo o que foi feito em cada talhão, ajudando a tomar decisões sobre a rotação de culturas.

    Por exemplo, ao usar a rotação com milho e soja, o Aegro pode monitorar o impacto de cada safra sobre o solo e auxiliar na escolha da melhor cultura de inverno ou de verão para otimizar os resultados. 

    Com o uso de funcionalidades como o planejamento financeiro e de recursos, o sistema prevê os custos e lucros, garantindo que a rotação seja economicamente viável.

    A plataforma também oferece  monitoramento de saúde do solo e de culturas, além de integrar dados com outras áreas do gerenciamento agrícola, como o controle de insumos e a gestão de produtividade​

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    Qual a melhor época para plantar feijão?

    Confira qual a melhor época para plantar feijão em cada região do país, além dos componentes, ciclo da cultura e estratégia de produtividade. 

    O feijão é um dos principais alimentos da mesa do brasileiro e por conta do período de quarentena devido ao Covid-19, as vendas no mercado interno e externo cresceram.

    Segundo o Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), em 2019 a exportação de feijão já era de  US$ 57,1 milhões nos sete primeiros meses do ano, um avanço de 34% em relação aos US$ 42,7 milhões do mesmo período de 2018.

    O mercado que já vinha aquecido, nesse momento só tende a crescer. 

    Sendo uma vantagem para você produtor planejar bem a sua safra, pois a compra é garantida. 

    Por isso, vamos falar justamente sobre qual a melhor época para plantar feijão e seu ciclo em cada parte do Brasil. Acompanhe a seguir!

    A produção de feijão no país

    Por ser um alimento rico pela sua fonte nutricional e também pela sua alta durabilidade, atualmente o feijão vem sendo ainda mais consumido. 

    A espera é que a segunda safra de 2020 seja boa para que o mercado interno fique abastecido e a demanda de exportação se mantenha. 

    Desta forma, são três os principais tipos de feijões produzidos: 

    • Feijão comum-preto; 
    • Comum-cores; 
    • Feijão caupi. 

    Vamos entender melhor sobre esta cultura e a melhor época de plantio.

    Os componentes da planta

    Para compreender o ciclo da feijão, precisa-se antes conhecer as partes que compõem sua planta.

    O feijão (Phaseolus spp.) é uma planta herbácea pertencente à família Fabaceae, a mesma da soja.

    São muitos os tipos de feijão, mas o nome científico do comum em que o mercado mais consome é Phaseolus vulgaris, principalmente o feijão-carioca, o feijão-preto  e o feijão-branco. 

    Também temos suas variáveis como o feijão caupi, conhecido como feijão de corda – Vigna unguiculata.

    As sementes do feijão apresentam germinação epígea, e seu sistema radicular é pivotante, com uma raiz principal e muitas ramificações (raízes secundárias).

    A profundidade das raízes do feijoeiro podem chegar a alcançar cerca de 1,1 metro de profundidade, mas grande parte da densidade radicular se concentra nos 0,63 cm/cm³ do solo.

    Outra característica é que o feijoeiro possui dois tipos de folhas: as folhas simples são as primárias, já presentes no embrião, e as demais folhas são trifolioladas.

    A disposição das flores favorece a autofecundação e essas possuem diferentes colorações como brancas, branco-amareladas, róseas, purpúreas e ainda violetas. 

    Além disso, o hábito de crescimento do feijoeiro pode ser determinado ou indeterminado. 

    Crescimento determinado: o caule principal termina numa inflorescência, ou seja, quando inicia-se o florescimento o crescimento vegetativo finaliza. 

    Crescimento indeterminado: na extremidade do caule existe gema vegetativa ou floral e vegetativa, ou seja, quando inicia o florescimento, o crescimento vegetativo pode continuar.
     

    Qual a melhor época para plantar feijão: ciclo

    Existe uma certa variabilidade no ciclo do feijão e a média geral se completa em 70 a 110 dias, dependendo da cultivar e das condições climáticas.

    Diferente da soja que atualmente mudou suas nomenclaturas do ciclo de duração para grupos de maturação, o feijão mantém a mesma.  

    A divisão entre a duração do ciclo pelas cultivares se dá entre superprecoces, precoces, médias e tardias.

    Uma das recentes cultivares precoces do mercado tem a duração do ciclo abaixo dos 65 dias – a BRS FC 104 lançada pela Embrapa.

    E falando em ciclo, as características morfológicas utilizadas na identificação de cultivares do feijoeiro, envolvendo as fases vegetativa e reprodutiva são muito importantes de serem conhecidas, pois interferem nos períodos em que se realiza o plantio (considerando o momento ideal das condições climáticas).

    qual a melhor época para plantar feijão


    Estádios de desenvolvimento da planta de feijoeiro
    (Fonte: Embrapa)

    Melhor época de plantio em cada região 

    No Brasil, durante todo o ano ocorre a produção de feijão. Mas existem três safras mais pré-definidas no país. 

    Na região Sul, o plantio é iniciado na segunda quinzena de agosto, quando se considera que não terá problemas com geadas. Essa é a conhecida “safra das águas”, que em geral vai de dezembro a fevereiro para realização da colheita. 

    Na região Nordeste e Norte o plantio acontece de outubro em diante, indo até as colheitas de janeiro a abril. 

    Na região Sudeste o plantio também se inicia em outubro, seguindo a colheita de janeiro a abril. 

    Já na região Centro-Oeste ocorre em um período um pouco diferente, na conhecida “safra de inverno” que inicia com o plantio de maio a agosto.

    Abaixo segue as recomendações do calendário agrícola para se plantar feijão em cada uma  das três safras que ocorrem no país: 

    1º Safra

    Região Norte

    • Tocantins:
      Primavera – plantio: novembro
      Verão – plantio/colheita: fevereiro

    Região Nordeste

    • Piauí:
      Primavera – plantio: dezembro
      Verão – plantio/colheita: janeiro a fevereiro
    • Bahia:
      Primavera – plantio: outubro a dezembro 
    • Maranhão:
      Primavera – plantio: dezembro
      Verão – plantio: janeiro

    Região Centro-Oeste 

    • Mato Grosso:
      Primavera – plantio: outubro a novembro
    • Mato Grosso do Sul:
      Primavera – plantio: outubro a novembro
    • Goiás – Distrito Federal:
      Primavera – plantio: outubro a dezembro

    Região Sudeste

    • Minas Gerais:
      Primavera – plantio: outubro a dezembro
    • Espírito Santo:
      Primavera – plantio: novembro a dezembro
    • Rio de Janeiro:
      Primavera – plantio: outubro a novembro
    • São Paulo:
      Inverno – plantio: agosto a setembro
      Primavera – plantio: outubro

    Região Sul

    • Paraná:
      Inverno – plantio: agosto a setembro
    • Santa Catarina:
      Inverno – plantio: setembro
      Primavera – plantio: outubro a dezembro
    • Rio Grande do Sul:
      Inverno – plantio: agosto a setembro
      Primavera – plantio: outubro
    qual a melhor época para plantar feijão

    Mapa da produção agrícola – Feijão primeira safra
    (Fonte: Conab)

    2º Safra

    Região Norte

    • Roraima:
      Inverno – plantio: setembro
      Primavera – plantio: outubro a novembro
    • Rondônia:
      Verão – plantio: fevereiro a março
    • Acre:
      Verão – plantio: fevereiro a março
    • Amazônia:
      Inverno – plantio: julho a setembro
      Primavera – plantio: outubro a dezembro
    • Amapá:
      Outono – plantio: maio a junho
    • Tocantins:
      Verão – plantio: fevereiro a março
      Outono – plantio: abril a maio 

    Região Nordeste

    • Piauí:
      Verão – plantio: março
      Outono – plantio: abril a maio 
    • Ceará:
      Verão – plantio: janeiro a março
      Outono – plantio: abril
    • Rio Grande do Norte: 
      Verão – plantio: fevereiro a março
      Outono – plantio: abril
    • Paraíba:
      Verão – plantio: janeiro a março
    • Pernambuco:
      Verão – plantio: fevereiro a março
      Outono – plantio: abril 
    • Maranhão:
      Verão – plantio: março
      Outono – plantio: abril a maio

    Região Centro-Oeste 

    • Mato Grosso:
      Verão – plantio: fevereiro a março 
    • Mato Grosso do Sul:
      Verão – plantio: fevereiro a março
      Outono – plantio: abril
    • Goiás:
      Verão – plantio: janeiro a março 
    • Distrito Federal:
      Verão – plantio: janeiro a fevereiro

    Região Sudeste

    • Minas Gerais:
      Verão – plantio: janeiro a março
      Outono – plantio: abril
    • Espírito Santo: 
      Verão – plantio: fevereiro a março
      Outono – plantio: abril
    • Rio de Janeiro:
      Verão – plantio: fevereiro a março
      Outono – plantio: abril
    • São Paulo:
      Verão – plantio: janeiro a março

    Região Sul

    • Paraná:
      Inverno – plantio: dezembro
      Verão – plantio: janeiro a março
    • Santa Catarina:
      Verão – plantio: janeiro a março
    • Rio Grande do Sul:
      Verão – plantio: janeiro a fevereiro 

    3º Safra

    Região Norte

    • Pará:
      Outono – plantio: abril a junho
    • Tocantins:
      Outono – plantio: maio a junho
      Inverno – plantio: julho

    Região Nordeste

    • Ceará:
      Outono- plantio: junho
      Inverno – plantio: julho
    • Paraíba:
      Outono- plantio: abril a junho 
    • Pernambuco:
      Outono- plantio: maio a junho
      Inverno – plantio: julho
    • Maranhão:
      Verão – plantio:
      Outono- plantio: abril a junho

    Região Centro-Oeste 

    • Mato Grosso:
      Outono- plantio: maio a junho
      Inverno – plantio: julho
    • Mato Grosso do Sul:
      Inverno – plantio: julho a setembro 
    • Goiás:
      Outono – plantio: abril a junho
    • Distrito Federal:
      Outono- plantio: maio a junho

    Região Sudeste

    • Minas Gerais:
      Outono – plantio: abril a junho
      Inverno – plantio: julho a setembro
    • São Paulo:
      Outono- plantio: maio a junho
      Inverno – plantio: julho

    Região Sul

    • Paraná:
      Verão – plantio: março
      Outono – plantio: abril e maio.

    Mesmo com essas safras determinadas, sabemos que o clima tem se modificado e que nem sempre as estações estão pré-definidas. 

    Por isso, é recomendada a semeadura em condições climáticas com menor probabilidade de ocorrência de estresse hídrico possível, principalmente na fase vegetativa da cultura.

    Considerando que essa condição interfere diretamente na quantidade de plantas por área, tanto a escassez quanto o excesso podem contribuir para baixa produtividade da cultura.

    E a tecnologia sempre pode auxiliar, como essa ferramenta desenvolvida pela Embrapa que orienta os períodos ideais de semeadura com menor risco climático e as cultivares de acordo com o ciclo.

    >>Leia mais: “Irrigação de feijão: quando vale a pena investir

    Como aumentar a produtividade no plantio de feijão

    Os rendimentos acompanhados nas três safras são variados. E um dos fatores que contribui diretamente nesse resultado é a umidade do solo

    Essa variação de produtividade pode ser resumida em dois fatores: 

    1. O plantio em épocas com bom volume de chuvas;
    2. Evitar que a colheita seja feita em períodos com maior probabilidade de ocorrência de chuvas.

    Além disso, seguir o vazio sanitário estabelecido na sua região é extremamente importante. Sendo que na cultura do feijão, um dos principais motivos do vazio é em função da mosca branca – vetor do mosaico dourado e também do carlavírus, que atinge o feijão e a soja. 

    Veja mais no artigo: Prepare-se na pré-safra: Como combater as principais doenças de milho, feijão e sorgo. 

    E claro, temperatura ideal, condição do solo rico em matéria orgânica e adubação bem feita são muito importantes para os resultados da sua safra. 

    Assim como a inoculação da cultura de feijão também é uma das práticas para desenvolvimento e crescimento das plantas. Já falamos sobre o assunto, confira aqui.

    Conclusão 

    Acertar na época do plantio garante maior probabilidade de redução das perdas na lavoura por intempéries. É a escolha certa para a rentabilidade dos produtores rurais!

    O mercado do feijão tem apresentado muitas vantagens econômicas e o investimento no plantio da cultura tem se mostrado bem vantajoso. 

    Mas vimos que para garantir boas safras, a gestão dos manejos durante o ciclo é fundamental.

    >> Leia Mais:
    Feijão Guandu: Como ele pode melhorar seu sistema de produção

    Veja como identificar as principais pragas do feijão

    Inoculante para feijão caupi: por que e como utilizar

    Restou alguma dúvida sobre qual a melhor época para plantar feijão? Tem alguma dica? Deixe nos comentários abaixo!

    Quais são as principais pragas do trigo e como combatê-las

    Pragas do trigo: Conheça melhor as principais pragas da cultura desde o campo até o armazenamento 

    A cultura do trigo tem importância global devido à forte demanda na produção de alimentos, sendo uma matéria-prima base. 

    É um dos cereais mais abundantes mundialmente, podendo ser produzido em regiões bastante distintas.

    E, como toda cultura agrícola, existem doenças e pragas que podem prejudicar a produção.

    Mas você sabe quais são as principais pragas do trigo e como combatê-las? Vou te explicar a seguir.

    Principais pragas do trigo 

    As pragas do trigo podem variar dependendo do local em que a cultura está sendo produzida, mas, de forma geral, as principais são:

    • pulgões;
    • lagarta-do-trigo;
    • lagarta-militar;
    • percevejos;
    • corós;
    • gorgulhos.

    Esses são insetos-pragas que acometem a cultura de forma geral, desde a implantação no campo até o armazenamento. Para facilitar nossa conversa, vamos dividi-las em pragas de campo e pragas de armazenamento.

    Pulgões

    Os pulgões do trigo são afídeos que causam danos diretos pela sucção da seiva, reduzindo o poder germinativo das sementes, o número de grãos por espiga, o tamanho e peso dos grãos. 

    Mas, mesmo quando não há população significativa para causar danos diretos, os pulgões causam danos indiretos sendo vetores de doenças, principalmente de espécies de Barley yellow dwarf virus (BYDV)

    As espécies pertencem à família Aphididae dentro da ordem Hemiptera, sendo que os pulgões mais frequentes na cultura são:

    1. Pulgão-do-colmo-do-trigo – Rhopalosiphum padi

    pragas do trigo

    (Fonte: Defesa Vegetal)

    2. Pulgão-da-folha-do-trigo – Metopolophium dirhodum 

    Pulgão-da-folha-do-trigo

    (Fonte: Defesa Vegetal)

    3. Pulgão-da-espiga-do-trigo – Sitobion avenae 

     Pulgão-da-espiga-do-trigo

    (Fonte: Defesa Vegetal)

    4. Pulgão-verde-dos-cereais – Schizaphis graminum 

    Pulgão-verde-dos-cereais

    (Fonte: Defesa Vegetal)

    Como controlar os pulgões?

    Antes de decidir qual controle você deve fazer é recomendado realizar um monitoramento da área para a tomada de decisão.

    Monitoramento e critérios para tomada de decisão no controle de pulgões em trigo
    (Fonte: Informações Técnicas para Trigo e Triticale)

    O controle biológico pode ser realizado para reduzir a população de pulgões que podem causar danos diretos com o uso de insetos parasitoides e predadores, como microhimenópteros e joaninhas.

    Porém, devido aos danos indiretos causados pela transmissão de doenças, também existe a necessidade do uso do controle químico. 

    Para isso, existem muitos produtos registrados no site do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), dentre eles piretroides e neonicotinoides.

    Lagartas desfolhadoras

    As lagartas desfolhadoras atacam desde plântulas até espigas na cultura tritícola e podem causar perdas significativas se não controladas. 

    As três principais espécies que pertencem à família Noctuidae, ordem Lepidoptera, são: 

    1. Lagarta-do-trigo – Pseudaletia adultera

    pragas do trigo

    Adulto (a) e lagarta de Pseudaletia adultera (b)
    (Fonte: Agrolink)

    2. Lagarta-do-trigo – Pseudaletia sequax

    Lagarta-do-trigo

    Adulto (a) e lagarta de Pseudaletia sequax (b)
    (Fonte: Defesa Vegetal e Agrolink)

    3. Lagarta-militar – Spodoptera frugiperda 

     Lagarta-militar

    (Fonte: Agro Bayer Brasil)

    Como controlar as lagartas desfolhadoras?

    Para o controle das lagartas também é ideal que se faça monitoramento. 

    Sendo assim, as amostragens devem ser semanais e é importante avaliar não somente as plantas, mas também o solo ao redor. 

    Monitoramento e critérios para tomada de decisão no controle de lagartas em trigo
    (Fonte: Informações Técnicas para Trigo e Triticale)

    Para a lagarta-militar, o monitoramento deve ter início logo após a emergência das plantas e a tomada de decisão deve ser realizada com lagartas pequenas. 

    Com o espigamento, deve-se intensificar o monitoramento para lagartas-do-trigo e ainda fazer observações da redução da folha bandeira. 

    O controle biológico, tanto o natural como o aplicado, reduzirão efetivamente as lagartas desfolhadoras da lavoura. 

    Caso seja necessário o uso de inseticidas, prefira aqueles específicos para as lagartas e que sejam registrados no Mapa. Além disso, devem ser seletivos aos inimigos naturais.

    Percevejos

    Os percevejos mais frequentes na cultura do trigo são do gênero Dichelops. Pertencem à família Pentatomidae, da ordem Hemiptera. 

    Podem causar problemas no período do emborrachamento do trigo como desenvolvimento atrofiado, redução da altura da planta e má formação das espigas, deixando-as sem grãos ou com formação parcial. 

    As espécies que ocorrem são Dichelops furcatus e Dichelops melacanthus, sendo conhecidos como percevejos-barriga-verde.

    pragas do trigo

    Dichelops furcatus (a) e Dichelops melacanthus (b)
    (Fonte: Embrapa)

    Como os insetos são bastante semelhantes, é recomendado que você saiba identificar cada espécie. Veja na tabela abaixo: 

    Características fenológicas de adultos dos percevejos barriga-verde que permitem separar as duas espécies mais comuns
    (Fonte: Embrapa Trigo)

    Como controlar o percevejo-barriga-verde?

    Para controlar os percevejos, você deve monitorá-los nos períodos vegetativos e reprodutivos. 

    Monitoramento e critérios para tomada de decisão no controle de percevejos barriga-verde em trigo
    (Fonte: Informações Técnicas para Trigo e Triticale)

    Atualmente, o controle dos percevejos é basicamente realizado com uso de inseticidas. Mas reforço que existem insetos que atuam naturalmente parasitando ou predando estes percevejos.

    Sempre opte por inseticidas que sejam específicos para o controle de percevejos, como os inseticidas sistêmicos. Evite inseticidas de amplo espectro.

    Corós

    Os corós são as pragas de solo que mais causam problemas ao triticultor. São insetos grandes que se alojam no solo a uma profundidade de cerca de 10 cm.

    As infestações ocorrem em reboleiras e variam muito de um ano para o outro, devido ao ciclo reprodutivo das pragas, à mortalidade natural provocada por predadores e parasitoides e devido às condições climáticas. 

    Atacam sementes, raízes e plântulas, podendo puxar as plantas para dentro do solo. 

    As espécies mais comuns são:

    1. Coró-das-pastagens – Diloboderus abderus

    pragas do trigo

    Adultos (A) e Larva (B)
    (Fonte: Embrapa Trigo)

    2. Coró-do-trigo – Phyllophaga triticophaga

    Coró-do-trigo

    Adulto (A) e Larva (B)
    (Fonte: Embrapa Trigo)

    Como controlar os corós?

    Uma maneira de evitar surtos é saber o histórico da sua área. Esses insetos podem permanecer na área por um período maior do que o do próprio cultivo do trigo

    O monitoramento deve ser realizado antes da semeadura.

    Monitoramento e critérios para tomada de decisão no controle de corós em trigo
    (Fonte: Informações Técnicas para Trigo e Triticale)

    O controle cultural para os corós com aração e gradagem pode reduzir bastante a população. Porém, quando a realidade é plantio direto, esse método é incompatível.

    O tratamento de sementes é o método mais indicado para controle destas pragas.

    Pragas do trigo: armazenamento

    Seria bem mais fácil se, após a colheita, o trigo estivesse totalmente seguro em um local de armazenamento. Mas não é bem isso que acontece!

    Existem diversas pragas, primárias e secundárias, que atacam o trigo no armazenamento. 

    Os insetos primários atacam diretamente os grãos sadios e os secundários atacam os grãos já danificados. 

    Além dos danos diretos, causam danos indiretos por facilitarem a contaminação fúngica e presença de micotoxinas.

    Podemos destacar insetos-praga da ordem Lepidoptera, das famílias Curculionidae e Bostrichidae. Os principais são:

    1. Gorgulho-do-milho – Sitophilus zeamais

    pragas do trigo

    (Fonte: Termitek)

    2. Gorgulho-do-arroz – Sitophilus oryzae

    Gorgulho-do-arroz

    (Fonte: Defesa Vegetal)

    3. Besourinho-dos-cereais – Rhyzopertha dominica

    Besourinho-dos-cereais

    (Fonte: Defesa Vegetal)

    Como controlar as pragas de armazenamento?

    Neste caso, deve-se avaliar o histórico do ambiente em que se armazena o seu trigo. 

    Você pode realizar medidas como:

    • Preventivas – armazenamento com teor de umidade abaixo de 13%, higienização e limpeza dos silos, eliminação de focos de infestação e pulverizações das instalações com inseticidas.
    • Monitoramento – o trigo deve ser monitorado durante todo o período em que permanecer armazenado. Deve-se amostrar as pragas e medir temperatura e umidade com frequência. 
    • Curativas – fazer expurgo dos grãos com produtos à base de fosfina, registrados pelo Mapa, e fazer vedação total.

    Conclusão

    A cultura do trigo tem importância mundial e pode ser cultivada em diversas regiões.

    Porém, é uma cultura atacada por pragas desde o campo até o armazenamento.

    Aqui você conheceu as principais pragas e como combatê-las de acordo com o MIP.

    >> Leia Mais:

    Tudo que você precisa saber sobre as plantas daninhas do trigo

    “3 fatores que determinam a qualidade do trigo e o preço de venda dos seus grãos”

    Quais as pragas do trigo que mais acontecem em sua lavoura? Restou dúvidas? Deixe seu comentário abaixo! 


    Qual o melhor software agrícola?

    Software agrícola: veja quais as funcionalidades que um bom aplicativo precisa ter para o controle eficaz da fazenda  

    Softwares rurais são ferramentas especificamente criadas para melhorar a gestão da fazenda.

    Eles facilitam tanto o acompanhamento da rotina de manejo da lavoura quanto a gestão administrativa e financeira do negócio rural, unificando e organizando as informações.

    Você já se perguntou quais funcionalidades um software agrícola precisa ter para atender todas as necessidades da sua propriedade? Confira!

    O que um bom software agrícola precisa ter?

    Para fazendas de médio e grande porte, a gestão da informação é essencial, principalmente para unir dados e permitir que pessoas de diversas áreas se comuniquem.

    Pois quando todas as atividades da fazenda são geridas da maneira correta, o produtor rural tem maior confiança para planejar o futuro, diminuindo assim os riscos para realizar novos investimentos.

    Na prática, por exemplo, quando a empresa rural precisa adquirir um implemento agrícola, necessita de altos investimentos e para isso é fundamental o planejamento!

    Não apenas pensando na compra do equipamento, mas também nas manutenções e consertos no tempo certo.

    Ainda, realizando uma boa gestão, o produtor consegue realizar um planejamento adequado para a compra de fitossanitários que são essenciais na proteção de cultivos. Controlando assim as entradas e saídas de produtos para não ser pego de surpresa no momento da aplicação.

    A seguir, fiz uma lista das principais funcionalidades que um bom aplicativo para produtor rural precisa ter, pensando em todas as informações importantes que se deve ter acesso para gerenciar a fazenda de maneira descomplicada.

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    Gestão de patrimônio e máquinas agrícolas com software para agricultura

    A gestão do patrimônio é essencial para qualquer negócio, possibilitando que os investimentos feitos durem mais tempo e ajudem a alcançar altas produtividades. 

    Dentre os patrimônios da fazenda, os maquinários costumam ocupar uma grande fatia dos investimentos, demandando muitos cuidados. Por isso o produtor deve estar sempre atento às manutenções, consertos e planejamento de renovações de frota. 

    Muitas vezes a aquisição dessas máquinas é por meio de financiamentos, por isso a contabilidade da fazenda deve estar sempre a par destes investimentos. Além disso, o produtor deve ter um bom dimensionamento de frota para evitar super ou subutilização dos equipamentos. 

    Para resolver isso, um bom software para gestão agrícola deve controlar as operações das máquinas mostrando de maneira detalhada seu desempenho.

    Indicadores de desempenho e custos de máquinas agrícolas no software Aegro
    Exemplo de controle de custos e atividades do maquinário com o software Aegro

    Planejamento de safra

    Um bom planejamento da safra é o segredo de altas produtividades!

    Antes do início da safra, o produtor com auxílio de um engenheiro agrônomo, seja ele consultor, técnico de cooperativa ou funcionário da fazenda, deve planejar todas as operações que serão realizadas para implantação e condução das culturas escolhidas.

    Decidindo assim qual variedade utilizar, qual o espaçamento, preparo do solo (calagem, gessagem, adubação) e quais defensivos agrícolas serão necessários durante a safra.

    Neste processo de planejamento, as informações de safras anteriores, bem como as especificações de cada talhão, são fundamentais para a tomada de decisão – sendo uma maneira de visualizar a viabilidade do manejo utilizado na safra anterior e quais ajustes podem ser realizados, otimizando processos e diminuindo custos. 

    Além disso, as recomendações decididas no planejamento devem estar acessíveis para todos os funcionários que vão realizá-las, de maneira simples e didática.

    Assim, o processo produtivo fluirá melhor. 

    Listagem e detalhes de operações agrícolas no software Aegro
    Organize o calendário agrícola e as suas recomendações de manejo pelo Aegro

    Monitoramento de pragas em um software agro

    Um importante aliado da recomendação agronômica é o levantamento de pragas! O software para agronegócio ideal deve gerar informações detalhadas de infestações de insetos, doenças e plantas daninhas presentes em cada talhão. 

    Desta forma, o engenheiro agrônomo responsável pode melhorar o planejamento da safra ou modificá-lo conforme a necessidade. 

    Muitas vezes todo o investimento para aumento de produtividade é perdido por problemas no manejo, por isso escolha um software para gestão de fazendas que te ajude a manter sua lavoura em segurança

    Mapa de calor mostrando os focos de pragas e doenças na lavoura
    Mapeie as infestações existentes na lavoura com ajuda do Aegro

    Gestão financeira e comercial

    Muitas vezes o produtor possui ótima capacidade técnica no manejo de sua lavoura, porém tem grandes dificuldades de organizar suas finanças e planejar a venda de seus grãos.

    Por isso, ter um software rural que organize todos os seus custos e ajude no controle de pagamentos, de cobranças e gere fluxo de caixa é essencial para a sanidade financeira do seu negócio.

    Essa função digital será fundamental para a comunicação com o seu setor financeiro ou assistente contábil, auxiliando fortemente na gestão do negócio rural. 

    Desta forma o proprietário pode realizar inspeções sobre as finanças de seu empreendimento a qualquer momento!

    Listagem de despesas e receitas de uma fazenda no software Aegro
    Fluxo de caixa automatizado no software de gestão agrícola Aegro

    O software para fazendas deve ser baseado na nuvem

    Com o avanço das redes de telecomunicações, o acesso à internet no campo é cada vez maior. 

    Por isso, um bom software de gestão rural deve manter todas as informações disponíveis, utilizando nuvens de armazenamento

    Assim mesmo que o tratorista esteja no meio da fazenda, ele terá diversas informações sobre a operações que vai realizar – otimizando o tempo e aumentado a eficiência do trabalho. 

    E mesmo que este tratorista esteja offline, todas as informações deverão estar disponíveis no seu celular ou tablet e quando voltar a rede devem ser atualizadas.  

    Registro de operação agrícola no aplicativo Aegro
    O app Aegro funciona mesmo sem internet e garante sincronização automática dos seus dados

    Além disso, opte por um software agro em que o produtor rural possa cadastrar novos colaboradores no sistema, dando acesso aos mesmos, indiferente de onde estejam, sendo uma forma de facilitar vários processos do sistema produtivo. 

    Estando na nuvem, todas as operações e processos podem ser atualizados em tempo real, o que facilita o planejamento de atividades e controle de estoque. 

    Qual é o melhor software agrícola?

    Baseado em todas as funcionalidade que consideramos importantes para um bom software agrícola, recomendamos para você o Aegro. Esse aplicativo une as áreas operacional e financeira da fazenda na nuvem e pode ser acessado pelo computador ou celular, mesmo sem internet. 

    Com ele, toda a sua equipe trabalha de forma mais integrada em uma plataforma de fácil usabilidade. Veja abaixo um resumo de suas funcionalidades de administração rural:

    • Gestão de patrimônio e de máquinas;
    • Operações agrícolas;
    • Gestão financeira e comercialização;
    • Monitoramento integrado de pragas – MIP;
    • Imagens de satélite e NDVI;
    • Integração com o Climatempo; 
    • Cotação de seguro rural; 
    • Anotador – ferramenta para preenchimento do Livro Caixa Digital do Produtor Rural;
    • Entre outras funções para o controle da fazenda. 
    Aplicativo Aegro para computador, celular e tablet

    Comece a usar o aplicativo de gestão agrícola Aegro agora mesmo:

    Conclusão

    Vimos neste texto a influência da tecnologia para altas produtividades e a importância de um software agrícola para maior rentabilidade.

    Elencamos também as principais funcionalidades para um controle completo da fazenda: gestão de máquinas e patrimônio, planejamento da safra, monitoramento de pragas, gestão financeira e comercial e a acessibilidade destas informações.