Nutrição do solo: Qual o impacto na lavoura?

O solo é a base da produção agrícola e sua qualidade está diretamente ligada ao sucesso das lavouras. Entre os fatores que influenciam a produtividade das culturas, a nutrição do solo ocupa um papel de destaque, fornecendo os nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento das plantas. 

Um solo equilibrado não só garante o fornecimento adequado de nutrientes, mas também contribui para a fertilidade do solo, promovendo uma maior eficiência no uso de insumos agrícolas e reduzindo impactos ambientais.

Um solo bem nutrido apresenta características químicas, físicas e biológicas adequadas para o desenvolvimento radicular e a absorção eficiente dos nutrientes. 

Identificar e corrigir deficiências nutricionais exige um conhecimento aprofundado sobre o processo de nutrição do solo e práticas de manejo que garantam um equilíbrio sustentável.

O que é nutrição do solo?

A nutrição do solo se refere à disponibilidade e ao balanço de nutrientes necessários para o crescimento das plantas. 

Um solo bem nutrido fornece os elementos essenciais para que as plantas completem seu ciclo de desenvolvimento, garantindo um bom desempenho agrícola. 

O padrão de nutrição do solo é determinado pelo equilíbrio entre os nutrientes disponíveis e a necessidade das culturas.

O cuidado envolve o manejo equilibrado de insumos agrícolas, práticas conservacionistas e a adoção de estratégias para melhorar a fertilidade do solo

Esse conjunto de técnicas contribui para a saúde do ecossistema agrícola e para o aumento da eficiência da produção.

Além disso, o solo pode armazenar até 25.000 kg de matéria orgânica por hectare em condições ideais. Essa matéria orgânica é importante para a fertilidade e nutrição do solo, por melhorar a retenção de umidade, disponibilizando nutrientes e estimulando a atividade microbiana.

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Quais são os nutrientes para o solo?

Os nutrientes essenciais para o solo são divididos em macronutrientes e micronutrientes, ambos fundamentais para o desenvolvimento saudável das plantas, sendo eles:

Macronutrientes:

  • Primários: Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K);
  • Secundários: Cálcio (Ca), Magnésio (Mg) e Enxofre (S).

Micronutrientes:

  • Boro (B): Usado para a germinação do pólen e desenvolvimento celular;
  • Cloro (Cl): Ajuda na regulação osmótica e equilíbrio hídrico;
  • Cobre (Cu): Auxilia na fotossíntese e na formação de enzimas;
  • Ferro (Fe): Essencial para a produção de clorofila;
  • Manganês (Mn): Participa da fotossíntese e da ativação enzimática;
  • Molibdênio (Mo): Necessário para a fixação biológica do nitrogênio;
  • Zinco (Zn): Importante para a produção de hormônios de crescimento.

Esses elementos tem funções vitais para a formação e desenvolvimento das plantas, principalmente para a fertilidade e nutrição do solo. A ausência ou excesso de qualquer um deles pode comprometer o desempenho das culturas e reduzir a produtividade.

Quais são os 3 tipos de fertilidade do solo?

A fertilidade não é algo estático, podendo ser classificada de diferentes maneiras, dependendo das condições e do manejo do solo.

Existem três tipos principais de fertilidade, cada uma influencia diretamente o desenvolvimento das culturas e deve ser entendido para aumentar a produtividade das lavouras. Veja mais detalhes a seguir:

  • Fertilidade química: Relacionada à presença de nutrientes no solo e à sua disponibilidade para as plantas. Solos bem equilibrados quimicamente favorecem a absorção eficiente dos nutrientes pelas raízes.
  • Fertilidade física: Diz respeito à estrutura do solo, como a porosidade, aeração e capacidade de retenção de água, que influenciam diretamente o crescimento radicular.
  • Fertilidade biológica: Atividade dos microrganismos benéficos presentes no solo, que auxiliam na decomposição da matéria orgânica, na fixação biológica de nitrogênio e na disponibilização de nutrientes essenciais para as plantas.

Como são classificados os nutrientes do solo?

Os nutrientes do solo são classificados em dois grupos principais, com base na quantidade em que as plantas precisam, e quanto à sua função no crescimento das plantas. Veja abaixo:

  • Essenciais: Fundamentais para o ciclo de vida da planta.
  • Benéficos: Melhoram o crescimento, mas não são essenciais.

A análise de nutrição de solo auxilia na identificação dos teores desses elementos e na aplicação adequada de fertilizantes.

A correta interpretação dos resultados permite ajustes específicos para cada cultura, otimizando o uso dos insumos agrícolas.

Cada nutriente tem um papel específico no desenvolvimento da planta, e a disponibilidade deles no solo é necessária para garantir uma boa produtividade agrícola.

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Como saber se o solo está nutrido?

A melhor forma de avaliar a nutrição do solo é por meio da análise de solo. Esse procedimento indica os níveis de nutrientes e permite correções adequadas com fertilizantes e corretivos. A interpretação correta dos resultados auxilia no ajuste do padrão de nutrição do solo.

Além da análise laboratorial, observações em campo, como a coloração das folhas, o desenvolvimento radicular e o crescimento uniforme da cultura, são indicativos do estado nutricional do solo.

1. Análise de Solo

A maneira mais precisa de saber se seu solo está nutrido é por meio de uma análise de solo, que envolve a coleta de amostras de diferentes partes da lavoura e o envio para um laboratório especializado. A análise indica informações sobre:

  • Níveis de nutrientes (macronutrientes e micronutrientes);
  • pH do solo (acidez ou alcalinidade);
  • Capacidade de troca catiônica (CTC), que indica a capacidade do solo de reter nutrientes;
  • Teor de matéria orgânica.

Com base nos resultados, você pode determinar se o solo está carente de algum nutriente e qual tipo de correção (como a aplicação de fertilizantes ou calagem) é necessária.

2. Observação das Plantas

A saúde das plantas é um reflexo direto da qualidade do solo e caso apresentem sintomas ou aparência incomum, pode ter certeza que alguma coisa está faltando. Fique atento se você notar:

  • Amarelecimento das folhas (indica possível deficiência de nitrogênio, ferro ou enxofre)
  • Folhas murchas ou retorcidas (pode ser falta de potássio ou cálcio)
  • Crescimento fraco ou plantas anãs (pode indicar deficiência de fósforo ou outros nutrientes)

Esses sinais podem indicar que o solo não está nutrido corretamente, ou que a nutrição não está sendo absorvida eficientemente.

3. Testes de pH

O pH do solo influencia a disponibilidade de nutrientes para as plantas e, se estiver muito baixo (ácido) ou muito alto (alcalino), indica que alguns nutrientes estão menos acessíveis.

O nível de pH ideal varia de acordo com a planta cultivada, mas a faixa entre 6 e 6,5 é considerada ideal para a maioria das culturas.

4. Quantidade e Qualidade da Matéria Orgânica

A presença de matéria orgânica no solo é um bom indicador de nutrição, por conta da decomposição que libera ótimos nutrientes para as plantas e melhora a estrutura do solo, facilitando a retenção de água e aeração.

Se seu solo parecer empobrecido ou sem matéria orgânica visível, ele pode precisar de uma adição de composto ou esterco.

5. Índices de Fertilidade

Alguns índices, como a Capacidade de Troca Catiônica (CTC), podem fornecer informações sobre a capacidade do solo de reter nutrientes.

Os solos com alta CTC geralmente têm uma maior capacidade de armazenar nutrientes e são considerados mais férteis.

6. Uso de Fertilizantes

Se você tem aplicado fertilizantes de forma equilibrada, mas ainda percebe que as plantas não estão respondendo como esperado, ou precisa usar grandes quantidades de produto, pode ser um sinal de desequilíbrio de nutrientes no solo.

Esse problema pode estar relacionado a fatores como pH inadequado, antagonismo entre nutrientes ou deficiência de matéria orgânica. Para identificar a causa com precisão e corrigir de forma eficiente, é preciso fazer a análise do solo.

7. Microrganismos do Solo

A presença de microrganismos saudáveis no solo também é um bom sinal de nutrição adequada, por ajudarem na decomposição de matéria orgânica e na liberação de nutrientes.

A atividade microbiológica pode ser verificada de forma indireta, por exemplo, pela presença de minhocas, que são indicadores de um solo bem nutrido e equilibrado.

Com essas práticas, você consegue avaliar a nutrição do seu solo com eficiência e tomar as medidas corretivas necessárias para garantir um bom desenvolvimento das suas culturas.

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Processo de nutrição do solo

O processo de nutrição do solo envolve uma série de práticas que garantem a disponibilidade adequada de nutrientes para as plantas, promovendo um ambiente mais saudável e sustentável. Com isso, são feitos alguns passos, como:

  1. Análise do solo: Determina as condições químicas, físicas e biológicas;
  2. Correção do solo: Uso de calcário, gesso e outros corretivos para ajustar a fertilidade;
  3. Adubação: Aplicar fertilizantes conforme a necessidade da cultura;
  4. Rotação de culturas: Melhora a estrutura e a fertilidade do solo;
  5. Manejo da matéria orgânica: Uso de adubos verdes e cobertura morta para fortalecer o processo de nutrição do solo;
  6. Monitoramento contínuo: Acompanhamento regular dos níveis de nutrientes para ajustes precisos e sustentáveis.

A fertilidade e a nutrição do solo estão diretamente conectadas. Um solo bem nutrido oferece melhores condições para o desenvolvimento das plantas, resultando em maior produtividade e eficiência no uso dos recursos.

Além disso, a fertilidade do solo vai além da simples presença de nutrientes, dependendo da capacidade do solo de reter e disponibilizar esses elementos para as plantas de maneira equilibrada.

Usar estratégias que melhoram a estrutura do solo, aumentam sua capacidade de retenção de água e nutrientes e favorecem a atividade biológica, garantindo um ambiente produtivo e sustentável.

Principais espécies de Brachiaria e características

A brachiaria já foi sinônimo de alimentação para o gado. Mas o papel dessa gramínea vai muito além de oferecer só forragem aos rebanhos. 

Além de melhorar a sanidade do solo e traz ganho de produtividade para outras culturas, principalmente grãos.

Mas quando é a melhor época para semear a forrageira? Quais espécies são as mais indicadas para proteção do solo, palhada ou alimento para o gado? Confira esses e outros pontos no artigo a seguir!

O que é uma Brachiaria?

A Brachiaria é um tipo de gramínea tropical usada em pastagens e na agricultura, como uma forma de melhorar a qualidade do solo

As espécies desse gênero, como Brachiaria brizantha, Brachiaria decumbens e Brachiaria ruziziensis, são conhecidas por sua resistência, alta produtividade e capacidade de adaptação a diferentes condições climáticas e tipos de solo.

Essas gramíneas ainda ajudam na fixação de carbono e no aumento da matéria orgânica no solo, o que contribui para a melhoria da sua fertilidade.

Alguns tipos de Brachiaria também utilizados na recuperação de áreas degradadas e em sistemas de integração lavoura-pecuária, gerando  benefícios no controle da erosão, aumento da cobertura do solo e aumento da produtividade das pastagens.

Qual a importância da Brachiaria para o agronegócio?

Introduzidas nas décadas de 1950 e 60, as espécies do gênero Brachiaria são as principais plantas forrageiras utilizadas no Brasil atualmente. 

Com alta persistência em solos ácidos, a introdução do braquiarão (Brachiaria brizantha cv. Marandu) em 1965 foi a responsável por intensificar a bovinocultura de corte no país.

As espécies do gênero Brachiaria são nativas do continente africano e, salvo algumas diferenças que veremos a seguir, são todas originárias das savanas. Isso mostra seu enorme potencial e adaptabilidade ao nosso clima tropical e ao nosso cerradão.

A intensificação da pecuária de corte no Brasil foi impulsionada pela Brachiaria, que aumentou a produtividade e a capacidade de suporte das pastagens, elevando a taxa de lotação de 0,3 UA/ha para 1,5 UA/ha. 

Esse aumento de produtividade ajudou o Brasil a se tornar o maior produtor de carne bovina do mundo, com a Brachiaria ocupando 80% das pastagens do país.

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Quais são os tipos de Brachiaria?

Entre as principais espécies de Brachiaria se destacam a B. brizantha, a B. decumbens, B. ruziziensis e a B. humidicola.

Apesar das mais de 80 espécies do gênero, esses 4 tipos têm a maior importância econômica no Brasil e representam 80% das pastagens cultivadas no país.

A B. brizantha é de longe a mais utilizada, correspondendo por 50% das pastagens brasileiras atualmente, com três cultivares bem consolidados:

  • Cv. Marandu, famoso Braquiarão;
  • Cv. Piatã, lançado pela Embrapa em 2007;
  • Cv. Xaraés, lançado pela mesma empresa no ano de 2003.

Já com as espécies de Brachiaria decumbens temos a famosa braquiarinha cultivar Basilisk. Importada da Austrália na década de 60, dominou as pastagens brasileiras até a chegada do cv. Marandu. Alcançam até 70 cm de altura.

A espécie B. humidicola se divide em três cultivares: o cv. Lianero, o cv. Comum e o cv. Tupi. Enquanto a B. ruziziensis apresenta um cultivar de maior importância, o cv. Kennedy e um híbrido entre B. decumbens e B. ruziziensis muito utilizado atualmente, o cv. Mulato 2.

Como identificar uma Brachiaria?

A Brachiaria é usada, principalmente, nas áreas de pastagem e integração lavoura-pecuária, por conta da sua adaptação. 

Identificar essas plantas requer atenção a algumas das suas características, como o hábito de crescimento, o tipo de folha e a inflorescência. Confira:

  • Hábito de Crescimento: A Brachiaria geralmente cresce em touceiras, podendo ser ereta ou semi-ereta, dependendo da cultivar. Algumas espécies, como a Brachiaria decumbens, têm crescimento prostrado.
  • Folhas: As folhas da Brachiaria são estreitas, finas e podem ter bordas serrilhadas ou lisas, dependendo da variedade. A Brachiaria brizantha, por exemplo, possui folhas mais largas e com uma coloração verde-vibrante.
  • Crescimento Vegetativo: Apresenta estolões (ramificações que crescem horizontalmente ao longo do solo) em algumas espécies, como a Brachiaria decumbens, o que ajuda na cobertura do solo.
  • Tamanho: A altura pode variar dependendo da espécie, mas a maioria das Brachiarias tem uma altura entre 50 cm e 1,5 metros.
  • Inflorescência: As flores das Brachiarias são pequenas e formam uma inflorescência do tipo panícula, geralmente com várias ramificações. A cor da flor pode variar, mas em geral são de coloração esbranquiçada a amarelada.
  • Sementes: As sementes de Brachiaria são pequenas, geralmente de cor marrom ou preta, e com características específicas de cada cultivar.

Estabelecimento da forrageira após a sobressemeadura, ainda em consórcio com a soja

(Fonte: Embrapa)

Importância da Brachiaria para o plantio direto

Diante do nosso clima tropical, a brachiaria tem um papel fundamental para a adoção do sistema de plantio direto

Apesar de não ser a única alternativa para a produção de palha, ela se destaca pelas características rústicas e pela alta produção de biomassa, com relação C/N mais adequada para a persistência no solo.

A gramínea pode entrar de duas formas no sistema de produção:

  • Semeada em monocultivo após a primeira safra;
  • Consorciada na segunda safra.

Em ambos os casos, a semeadura da brachiaria deve ser realizada durante o período da segunda safra. Isso porque, pelas características do gênero, ela não apresenta crescimento expressivo em baixas temperaturas.

Entre as duas maneiras de incluir a brachiaria no SPD, o consórcio é o mais técnico, mas divide opiniões. Diante disso, trataremos dessa técnica um pouco mais a fundo.

Consórcio com brachiaria

O consórcio de forrageiras, como a brachiaria, com culturas graníferas, teve início com o Sistema Barreirão da Embrapa. 

O sistema consistia no cultivo de arroz de sequeiro consorciado com a forrageira, buscando amenizar custos de renovação da pastagem.

Nessa técnica, o solo passava por um preparo pesado, sem o uso do plantio direto. A ideia era corrigir o perfil do solo em profundidade, reformando a pastagem degradada, sem a intenção de rotacionar a área com agricultura.

Anos depois, a Embrapa lançou o Sistema Santa Fé, que incluiu os princípios do plantio direto ao consórcio e preconizou a rotação entre pastagem e agricultura na área.

A partir disso, o uso de culturas como milho e sorgo no consórcio com brachiaria cresceu exponencialmente, pois muitos experimentos mostraram a manutenção da produtividade dessas culturas na presença da brachiaria.

Integração Lavoura-Pecuária

O uso da integração entre lavoura e pecuária vem aumentando no Brasil nos últimos anos. 

Assim, os pecuaristas buscam reduzir os custos de renovação da pastagem. Já os agricultores visam a diversificação da propriedade e até a renda de uma terceira safra!

Essa técnica, é possível ter uma  safra de verão com soja, por exemplo, uma safrinha de milho ou sorgo consorciado à brachiaria e, após a colheita da safrinha, o gado entra na jogada até o plantio da próxima safra.

Nesse caso, a utilização de capins mais rústicos e produtivos, como o capim Marandu ou Piatã, são as melhores opções.

No entanto a “safrinha de boi”, como ficou conhecida pelos divulgadores da técnica, não é obrigatória, você pode rotacionar as áreas da fazenda entre agricultura e pasto.

Além disso, a forrageira pode entrar de outra maneira no sistema de produção, com a técnica da sobressemeadura da brachiaria na soja, realizada entre a fase de enchimento de grãos e o início da maturação (R5 a R7).

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Características das brachiarias e manejo dos sistemas

Cada cultivar das brachiarias tem suas características específicas, que determinam seu uso e manejo adequado. 

A escolha depende de fatores como resistência a pragas, capacidade de adaptação ao clima e solo, além da produtividade e tolerância ao pastejo. Confira a seguir: 

1. Brachiaria brizantha

A Brachiaria brizantha é uma planta forrageira perene de crescimento ereto ou semi ereto, originária da África. 

Adaptada a altitudes de 80 a 2.000 m e precipitação de 500 a 2.500 mm anuais, tolera solos com pH entre 4 e 8, demonstrando alta capacidade de adaptação.

Introduzida no Brasil em 1967, a cultivar Marandu (braquiarão) se destacou pela produtividade, resistência à cigarrinha-das-pastagens e boa digestibilidade. 

Novas cultivares surgiram posteriormente, como Xaraés (2003) e Piatã (2007), ampliando as opções para pastagem.

Cultivares Principais
MaranduXaraésPiatã
Altura de 1 a 1,5 mCrescimento ereto, altura de 1,5 mPorte médio (0,8 a 1 m)
Boa adaptação ao clima tropicalAlta produtividade e prolongamento do pastejo na secaProdução entre 17 e 20 t de matéria seca/ha
Alta produção (até 20 t de matéria seca/ha)20% mais capacidade de suporte que MaranduBoa resistência às cigarrinhas 
Resistente à cigarrinha e livre de fotossensibilidadeSuscetível à mela das sementes e cigarrinhasTolerância moderada a solos mal drenados
Manejo com 20 cm (pastejo contínuo) ou 25 cm/15-18 cm (pastejo rotacionado)Manejo com 25 cm (pastejo contínuo) ou 30 cm/15-20 cm (pastejo rotacionado)Manejo com  35 cm (pastejo rotacionado)

As cultivares de Brachiaria brizantha são adequadas para integração lavoura-pecuária, com recomendação de menor densidade de plantas (6 a 12 plantas/m²) quando consorciadas com milho, a fim de evitar perda de produtividade. 

Para dessecação, as plantas podem apresentar resistência moderada ao glifosato, sendo indicada a aplicação de 3 a 4 L/ha.

2. Brachiaria decumbens

A Brachiaria decumbens cv. Basilisk é uma das gramíneas tropicais mais cultivadas, desde a expansão para o Brasil entre 1968 e 1974.

Sua adaptação a solos ácidos e de baixa fertilidade favorece o estabelecimento e competição com a vegetação nativa. 

Com crescimento prostrado (50-100 cm), alta emissão de estolões e folhas curtas e eretas, é resistente a curtos períodos de seca (mínimo de 800 mm de água/ano), mas não tolera solos encharcados.

Produz entre 8 e 10 toneladas de matéria seca/ha/ano, sendo 80% no período chuvoso e suas sementes têm dormência de até 12 meses, dificultando a erradicação.

Brachiaria e Cobertura do Solo

A Brachiaria decumbens é eficiente na cobertura do solo, seja consorciada com milho/sorgo ou semeada sobre a soja. 

No entanto, sua difícil erradicação e dormência prolongada tornam seu controle desafiador, enquanto outras espécies, como a ruziziensis, podem ser mais indicadas para essa função.

Embora tenha valor nutricional semelhante a outras braquiárias, a decumbens apresenta menor produtividade e resposta à adubação quando comparada à B. brizantha

Além disso, é suscetível às cigarrinhas-das-pastagens, o que pode comprometer sua viabilidade em sistemas de longo prazo.

Para integração lavoura-pecuária, espécies mais produtivas e eficientes no aproveitamento de adubação residual podem ser alternativas mais vantajosas.

3. Brachiaria humidicola

Para terrenos mal drenados, a principal indicação são as cultivares da B. humidicola. Elas apresentam crescimento estolonífero e boa adaptação a solos com baixa fertilidade. 

Mas apenas a cultivar comum apresenta tolerância às cigarrinhas das pastagens. Em geral, todas as cultivares têm um estabelecimento lento devido ao menor enraizamento dos estolões.  

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4. Brachiaria ruziziensis

A B. ruziziensis é a espécie mais utilizada no sistema de plantio direto na palha. Ela tem rápido estabelecimento e fácil dessecação e controle. 

Porém, possui baixa adaptação a solos ácidos e de baixa fertilidade, alta suscetibilidade às cigarrinhas das pastagens e baixa competição com as invasoras. Tudo isso limita sua escolha na hora de implantar o sistema.

Semeadura da brachiaria

A semeadura da forrageira em consórcio com milho ou sorgo pode ser tardia, na adubação de cobertura (V3-V5). Isso diminui a competição com a cultura principal e, consequentemente, a produção de forragem.

A semeadura da forrageira pode ser feita também junto com o plantio do milho, a lanço, na entrelinha da cultura ou na linha, semeada em maior profundidade. 

Esse tipo de estabelecimento aumenta a produção de forragem e pode ser uma escolha mais interessante quando a forrageira for utilizada para recria e engorda do gado de corte.

Para diminuir a competição na semeadura conjunta das duas espécies, você pode lançar mão da utilização de graminicidas em subdosagem aliados à atrazina.

O herbicida atrazine deve ser usado na dose de 1500 g i.a./ha (3 L p.c./ha) para o controle de plantas daninhas dicotiledôneas. 

Já o nicosulfuron é recomendado na dose de 4 a 8 g i.a./ha (0,1 a 0,2 L p.c./ha), visando o controle das invasoras de folha larga e a diminuição do crescimento da forrageira, sem matá-la.

brachiaria

(Fonte: Adaptado de Tsumanuma, 2004 e Pantano, 2003)


O que é agricultura?

A agricultura é a prática de cultivar a terra para a produção de alimentos, fibras, combustíveis e outras commodities essenciais para a sobrevivência e o desenvolvimento humano.

Desde os primórdios da civilização, a agricultura tem sido a base da subsistência humana, permitindo a formação de sociedades complexas e o avanço econômico, envolvendo um conjunto de técnicas e conhecimentos, como:

  • Cultivo de plantas: Como grãos (soja, milho, trigo), hortaliças, frutas, cana-de-açúcar, café, entre outros;
  • Criação de animais: Como gado, aves, suínos, ovinos, caprinos, entre outros, para a produção de carne, leite, ovos, lã e outros produtos;
  • Agroindústria: O processamento de produtos agrícolas em bens de consumo, como alimentos, bebidas, biocombustíveis e produtos têxteis;
  • Pesquisas e inovações: Tecnologias aplicadas à agricultura, como a agricultura de precisão, que visa aumentar a produtividade e reduzir os impactos ambientais.

A agricultura garante a segurança alimentar, o desenvolvimento das economias rurais e a sustentabilidade global, além de ser uma das principais fontes de emprego e renda em diversos países, especialmente no Brasil.

No Brasil, a prática é o centro da economia, sendo responsável por uma parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) e das exportações.

Tipos de agricultura

  • Agricultura tradicional: Utiliza métodos rudimentares e geralmente depende mais da mão de obra humana e animal;
  • Agricultura moderna: Emprega máquinas, insumos químicos e tecnologia para aumentar a produtividade;
  • Agricultura sustentável: Busca equilibrar a produção com a preservação ambiental, usando práticas como rotação de culturas e agroecologia;
  • Agricultura de precisão: Usa sensores, drones e softwares para otimizar o uso de insumos e melhorar a eficiência da lavoura;
  • Agricultura comercial: Voltado para a venda em larga escala, destinado a mercados nacionais e internacionais;
  • Agricultura patronal intensiva: Caracterizado pelo uso intensivo de tecnologia, insumos e mão de obra especializada em grandes propriedades ou empresas do agronegócio.

No Brasil, a agricultura ocupa cerca de 30% do território nacional e emprega diretamente mais de 18 milhões de pessoas.

O país é um dos maiores produtores mundiais de soja, milho, café e carne bovina, exportando para mais de 160 países.

Mesmo com números positivos, a agricultura como um todo enfrenta desafios com as mudanças climáticas, escassez de água e degradação do solo, exigindo inovações para garantir a produção sustentável no futuro.

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História da agricultura

A agricultura teve início há aproximadamente 12.000 anos, quando comunidades humanas começaram a domesticar plantas e animais, passando de um estilo de vida nômade de caça e coleta para a sedentarização em aldeias agrícolas.

Essa transição permitiu o desenvolvimento de excedentes alimentares, o que, por sua vez, levou ao crescimento populacional e ao surgimento de civilizações complexas.

As primeiras evidências arqueológicas de práticas agrícolas foram encontradas na região conhecida como Crescente Fértil, no Oriente Médio, abrangendo áreas dos atuais Iraque, Síria, Líbano, Israel e Egito.

Culturas como trigo e cevada começaram a ser cultivadas sistematicamente. Simultaneamente, em outras partes do mundo, como na China e nas Américas, povos indígenas desenvolveram práticas agrícolas independentes, cultivando arroz e milho, respectivamente.

No Brasil, as práticas agrícolas indígenas já estavam estabelecidas muito antes da chegada dos colonizadores europeus. 

Culturas como mandioca, milho e batata-doce eram amplamente cultivadas por diversas etnias indígenas. Com a colonização, novas culturas foram introduzidas, e a agricultura virou uma atividade econômica central, especialmente com o cultivo de cana-de-açúcar e café.

Onde surgiu a agricultura?

A agricultura surgiu há cerca de 10.000 anos durante o período Neolítico, quando os seres humanos passaram de caçadores-coletores para sociedades agrícolas.

Esse processo aconteceu de forma independente em diferentes partes do mundo, mas os primeiros registros estão na região do Crescente Fértil, que inclui partes do Oriente Médio, como o atual Iraque, Síria, Turquia e Irã.

Foi durante este período que alguns países se tornaram os centros de origem da agricultura, com as seguintes culturas:

  • Crescente Fértil (Oriente Médio): Cultivo de trigo, cevada e lentilha;
  • China: Produção de arroz e painço;
  • Mesoamérica (México e América Central): Domesticação do milho, feijão e abóbora;
  • Andes (América do Sul): Cultivo de batata e quinoa;
  • África Ocidental: Primeiros cultivos de sorgo e milhete.

Quais são as atividades econômicas da agricultura?

As atividades econômicas relacionadas à agricultura vão além do cultivo de plantas e criação de animais.

Essas atividades auxiliam no desenvolvimento e na modernização do setor, tornando a agricultura não apenas a base de várias cadeias produtivas, mas também um pilar de inovação na economia global.

Neste contexto, as principais atividades econômicas da agricultura incluem:

  • Agroindústria: Processamento de produtos agrícolas em alimentos, bebidas, têxteis e biocombustíveis.
  • Comercialização: Distribuição e venda de produtos agrícolas nos mercados interno e externo.
  • Serviços agropecuários: Prestação de serviços como consultoria agronômica, pesquisa e desenvolvimento, e assistência técnica.

O que são sistemas agrícolas?

Sistemas agrícolas são os modelos de produção usados para cultivar plantas e criar animais, variando de acordo com fatores como clima, solo, tecnologia e objetivos econômicos.

Esses sistemas são responsáveis por determinar a forma como os recursos naturais e insumos são manejados. Alguns exemplos incluem:

  • Sistema agroflorestal: Integra o cultivo de árvores com culturas agrícolas e/ou criação de animais, promovendo benefícios ecológicos e econômicos;
  • Sistema de plantio direto: Técnica que evita o revolvimento do solo, mantendo a cobertura vegetal para preservar a umidade e a estrutura do solo;
  • Sistema hidropônico: Cultivo de plantas sem solo, onde as raízes recebem uma solução nutritiva balanceada.

Cada sistema agrícola tem suas vantagens e desafios, sendo escolhido de acordo com as condições ambientais, a disponibilidade de recursos e os objetivos do cultivo.

Agricultura moderna e agricultura tradicional: O que muda?

A agricultura tradicional preserva técnicas herdadas ao longo de gerações, com menor mecanização e menor dependência de insumos químicos. Costuma valorizar o equilíbrio ambiental e o uso de práticas sustentáveis, como a rotação de culturas e o manejo manual do solo.

Já a agricultura moderna faz uso intensivo de tecnologia, incluindo maquinário agrícola, irrigação controlada e biotecnologia, permitindo maior eficiência no uso dos recursos.

Enquanto a agricultura tradicional é mais sustentável a longo prazo, a agricultura moderna tem sido essencial para atender à crescente demanda mundial por alimentos.

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O que é agricultura comercial?

A agricultura comercial é dedicada para produção em larga escala, com o objetivo de vender os produtos no mercado, seja nacional ou internacional.

Diferente da agricultura de subsistência, que busca suprir apenas as necessidades de uma família ou comunidade, a agricultura comercial foca no lucro e na eficiência.

Suas principais características são a produção em larga escala, em grandes áreas de terra para o cultivo de monoculturas, como soja, milho, algodão, café e cana-de-açúcar.

Esse modelo também faz uso intensivo de tecnologia, com máquinas agrícolas, irrigação avançada, insumos químicos, como fertilizantes e defensivos agrícolas, e até drones para otimizar a produtividade.

Além disso, tem um forte foco na exportação, com muitos de seus produtos, como grãos, carne e frutas, sendo comercializados em mercados internacionais.

Normalmente, as propriedades agrícolas são especializadas em um ou poucos tipos de cultura ou criação de animais, o que favorece a eficiência e a escalabilidade.

No Brasil, esse tipo de agricultura é uma das principais forças econômicas, sendo um dos maiores setores responsáveis pelo PIB e pelas exportações.

Qual o papel dos agroquímicos na agricultura?

Os agroquímicos incluem fertilizantes, defensivos agrícolas e reguladores de crescimento, sendo usados para aumentar a produtividade e proteger as culturas de pragas e doenças. 

Mesmo sendo importantes para aumentar a produtividade, os agroquímicos trazem preocupações ambientais e de saúde, como a resistência das pragas, contaminação de solos e águas e riscos para os trabalhadores e consumidores.

O recomendado é que sejam usados de forma responsável, seguindo as orientações de aplicação e buscando alternativas mais sustentáveis, como o uso de biopesticidas ou práticas agrícolas integradas.

Sabendo isso, existem alguns tipos de agroquímicos, cada um com a sua determinada função de uso. Confira:

  • Defensivos agrícolas (pesticidas): Protegem as culturas contra pragas, fungos e ervas daninhas, evitando perdas na produção.
  • Fertilizantes: Fornecem nutrientes essenciais para o crescimento das plantas, melhorando a qualidade e o rendimento das lavouras.
  • Reguladores de crescimento: Estimulam ou inibem processos fisiológicos das plantas, auxiliando no florescimento e no amadurecimento.

Qual a importância da agricultura no Brasil e no mundo?

A agricultura no Brasil é responsável por uma parcela grande do Produto Interno Bruto (PIB), geração de empregos e exportações.

Em 2023, o setor agropecuário brasileiro registrou um crescimento de 15,1%, alcançando R$ 677,6 bilhões. Esse desempenho impulsionou o PIB nacional, que aumentou 2,9% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 10,9 trilhões.

Além disso, houve uma receita de US$ 159 bilhões em 2022, contribuindo para o saldo comercial do país com US$ 62 bilhões. O Brasil é o maior exportador global de commodities agrícolas, como soja, milho, café, carne bovina, aves, açúcar e celulose.

Desafios e perspectiva da agricultura brasileira

A agricultura enfrenta desafios como mudanças climáticas, regulamentações internacionais e infraestrutura deficitária. No entanto, avanços tecnológicos e práticas sustentáveis podem garantir o crescimento do setor. 

O investimento em biotecnologia, gestão hídrica e sistemas agrícolas inteligentes é preciso para manter a competitividade global.

Desafios da agricultura

  • Mudanças climáticas: Eventos extremos, como secas e enchentes, impactam diretamente a produtividade agrícola;
  • Pressões ambientais: A expansão da agricultura em áreas sensíveis exige práticas de conservação e monitoramento;
  • Infraestrutura logística: Melhorias no transporte e armazenamento são necessárias para reduzir perdas e custos.

Perspectivas para o futuro da agricultura

  • Expansão do uso de biotecnologia: O desenvolvimento de cultivares mais resistentes pode aumentar a produtividade.
  • Sistemas agrícolas sustentáveis: Integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e manejo eficiente da água são tendências em crescimento.
  • Agroindústria: Desenvolvimento de novos produtos processados, como alimentos orgânicos e derivados da soja, pode aumentar a competitividade e a rentabilidade do setor.
  • Mercado Global de Alimentos: O Brasil é visto como um “celeiro do mundo” e continua sendo um dos maiores fornecedores de alimentos, especialmente para mercados da Ásia, Europa e América do Norte. A demanda global por alimentos, com o crescimento da população e mudanças nos padrões alimentares, oferece uma perspectiva positiva para as exportações brasileiras.
  • Automação e digitalização: A agricultura de precisão permite um melhor uso de recursos e maior eficiência produtiva.

A agricultura brasileira está em uma encruzilhada entre desafios ambientais, sociais e econômicos, mas também tem um grande potencial de crescimento.

A adoção de novas tecnologias, práticas sustentáveis e a diversificação das exportações são importantes para assegurar o futuro do setor, posicionando o Brasil como líder global em produção agrícola sustentável.

Previsão do preço do milho para 2025: Saiba o que esperar

O milho é um cereal com produção mundial que ultrapassa 1,2 bilhão de toneladas por safra, com os Estados Unidos liderando com aproximadamente 30% desse total, seguidos pela China e pelo Brasil. 

No Brasil, terceiro maior produtor global, a produção atingiu cerca de 100 milhões de toneladas na safra 2019/2020, consolidando o país como um dos principais exportadores do grão. 

A cultura do milho tem importância estratégica no agronegócio brasileiro, sendo o segundo principal produto da safra nacional.

Se você produz essa commodity agrícola, deve ficar de olho nas oscilações do mercado, já que para a safra 2025, é esperado uma forte queda na produção nacional de milho.

Mercado Físico do Milho: Atualização 2025

O preço do milho segue estável em algumas regiões, enquanto outras registraram leve alta nas últimas cotações.

Em Não-Me-Toque (RS) e Nonoai (RS), a saca de 60 kg permanece cotada a R$ 66,00, sem variação. Já em Ubiratã (PR) e Marechal Cândido Rondon (PR), a cotação subiu para R$ 64,00, um aumento de 1,59%.

Em Pato Branco (PR), o milho foi cotado a R$ 68,00, com alta de 1,49%, e em Sorriso (MT), a cotação atingiu R$ 60,95, apresentando crescimento de 1,58%. No Mato Grosso, os valores variam entre R$ 63,00 em Campo Novo do Parecis e R$ 71,00 em Rondonópolis.

Na região do Centro-Oeste, o milho apresentou poucas oscilações. Rio Verde (GO) e Jataí (GO) mantêm o preço de R$ 66,00, sem alterações.

Em Campo Grande (MS), a cotação subiu para R$ 67,00, um aumento de 1,52%, enquanto em Maracaju (MS), o valor ficou em R$ 68,00, representando um crescimento de 1,49%.

Os portos brasileiros também registram preços diferenciados para o milho disponível. Em Paranaguá (PR), a cotação se mantém em R$ 72,00, enquanto no Porto de Santos (SP), as negociações para agosto/setembro de 2025 indicam R$ 74,00 por saca.

Médias Regionais do Milho

  • Sul do Brasil (RS, PR, SC): Média de R$ 67,00 por saca, com algumas variações positivas;
  • Centro-Oeste (MT, MS, GO, DF): Média de R$ 65,00, com destaque para Rondonópolis (MT) em R$ 71,00;
  • Sudeste (SP, MG): Média de R$ 70,00, com Campinas (SP) liderando a cotação a R$ 81,00;
  • Nordeste (BA, SE, TO): Média de R$ 60,00, com preços mais baixos devido à oferta elevada na região.
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Expectativas para o Mercado do Milho

As projeções indicam que o preço do milho pode sofrer oscilações nos próximos meses, dependendo da demanda interna e das exportações. 

A safra atual no Brasil teve impactos climáticos que podem afetar a produção e, consequentemente, os preços ao longo do ano. Além disso, fatores externos, como a demanda da China e os estoques globais, podem influenciar a precificação da commodity.

Oscilação entre oferta e demanda, condições climáticas adversas, política externa, cotação do milho na CBOT e custos de produção, também são alguns dos principais fatores que ter influência no valor de mercado.

Como está o desenvolvimento das lavouras de milho em 2025?

Em 2025, as lavouras de milho no Brasil apresentam um cenário positivo, com estimativas de crescimento na produção.

A Conab prevê 122 milhões de toneladas, um aumento de 5,5% em relação ao ano anterior, impulsionado por uma expansão de 2,1% na área cultivada e recuperação na produtividade projeta 120,6 milhões de toneladas, crescimento de 5,1%, com rendimento médio de 5.613 kg/ha .

No Sul, as chuvas favoreceram o plantio do milho, que atingiu 37% da área projetada, com produtividade estimada em 7.116 kg/ha .

Em Goiás, a primeira safra foi concluída antes do previsto, com 27,5% das lavouras em enchimento de grãos até janeiro .

Entretanto, no Cerrado e no Centro-Oeste houveram em atrasos no plantio da soja e do milho, exigindo estratégias de mitigação . Apesar disso, a boa oferta do grão poa estabilização dos preços internos .

De forma geral, as lavouras de milho no Brasil é promissora para 2025, consolidando o país como um dos líderes globais na produção e exportação do cereal .

Previsão do preço da soja para 2025

O mercado da soja é um dos pilares da economia global e o Brasil, um dos maiores produtores e exportadores da cultura, tem um papel estratégico no abastecimento mundial.

A soja, presenta na alimentação humana, na produção de ração animal e ba fabricação de biocombustíveis, ter uma forte influência na balança comercial brasileira.

Nos últimos anos, o preço da soja apresentou variações, impulsionado por fatores climáticos, geopolíticos e econômicos.

Produção de Soja no Brasil para 2025

O Brasil segue como um dos principais produtores e exportadores de soja do mundo. Para a safra 2024/25, a produção está estimada em 169 milhões de toneladas, um aumento em relação às safras anteriores. 

Esse crescimento reflete o avanço da tecnologia agrícola, a expansão da área plantada e o uso de práticas de manejo mais eficientes.

As principais regiões produtoras, como Mato Grosso, Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, devem manter uma participação expressiva na produção nacional. 

No entanto, as condições climáticas, como a influência do El Niño ou La Niña, podem impactar diretamente o desempenho das lavouras e, consequentemente, o preço da soja.

Qual a previsão para a safra de soja 2025?

A previsão da safra de 2025 aponta para um volume recorde de 169 milhões de toneladas no Brasil. Esse resultado depende de fatores climáticos favoráveis e de uma boa gestão agronômica. 

No cenário internacional, é esperado uma produção global de 427,1 milhões de toneladas, com destaque para a recuperação da produção na Argentina, estimada em 50 milhões de toneladas.

A implementação de estratégias de manejo adequado e monitoramento contínuo vão ajudar a garantir que a safra alcance seu potencial máximo e contribua para a manutenção da competitividade do Brasil no mercado global.

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Estoques globais e o impacto no preço da soja

A expectativa é de que os estoques finais globais alcancem 131,9 milhões de toneladas, representando um aumento de 17,6% em relação ao ciclo anterior. 

Esse crescimento ocorre devido à expansão da produção global, não acompanhada pelo consumo no mesmo ritmo.

No Brasil, o estoque final da safra 2024/25 está projetado em 33,5 milhões de toneladas, acima dos 28 milhões de toneladas da safra anterior, mas ainda abaixo dos níveis observados em anos anteriores.

Estoques elevados tendem a pressionar o preço da soja para baixo, uma vez que indicam maior disponibilidade do grão no mercado. 

As políticas de exportação dos países produtores, variações no câmbio e os custos logísticos também influenciam a formação dos preços.

A demanda chinesa, que representa a maior fatia das importações globais de soja, será um fator determinante para a sustentação das cotações, especialmente diante das incertezas no mercado internacional.

Diante desse cenário, o monitoramento constante das tendências de mercado e o uso de estratégias de comercialização vão fazer diferença para otimizar a rentabilidade da safra.

Fatores que influenciam o preço da soja

Os impactos climáticos são um dos principais fatores de impacto na produção e, consequentemente, nas cotações da soja

A dinâmica de oferta e demanda global, os estoques finais, os custos logísticos e as políticas comerciais dos principais países produtores e importadores influenciam diretamente o mercado, além de:

  • Taxa de câmbio: A valorização ou desvalorização do real frente ao dólar influencia diretamente a competitividade da soja brasileira no mercado internacional.
  • Custo de produção: Os preços dos insumos agrícolas impactam o custo final da produção e, consequentemente, o preço da soja.
  • Política internacional: Questões geopolíticas podem afetar o fluxo comercial e as cotações da soja.
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Qual o valor da soja 2025?

As projeções indicam que o preço da soja deve variar entre US$21,4 e US$22,0 por saca no mercado internacional, considerando o período entre janeiro e julho de 2025.

No Brasil, com um câmbio estimado em torno de R$6,00, o preço da soja deve se manter abaixo de R$140,00 por saca.

As oscilações no câmbio e nos custos logísticos podem impactar diretamente a competitividade da soja brasileira no mercado externo.

Outro ponto de atenção é o comportamento dos prêmios de exportação nos portos brasileiros, que podem alterar os valores pagos ao produtor.

Caso a safra americana tenha alguma quebra de produção ou a demanda global aumente além do esperado, os preços podem apresentar recuperação ao longo do ano.

Qual a probabilidade da soja subir?

A probabilidade da soja subir em 2025 está ligada a fatores como: quebras de safra em países produtores, aumento da demanda internacional e oscilações cambiais significativas.

Se ocorrerem condições climáticas adversas em regiões produtoras importantes, a tendência é de alta nas cotações da soja

Por outro lado, os estoques globais elevados podem limitar o potencial de valorização.

Qual a previsão do preço da soja no futuro?

As previsões para o preço da soja em 2025 tem algumas divergências entre os analistas. De acordo com portais de notícias, é esperado que o preço da soja se mantenha abaixo de R$140,00 por saca, considerando um câmbio de R$6,00 por dólar, por conta da produção e estoques mundiais recordes.

É prevista uma recuperação nos preços, fundamentada no aumento contínuo da demanda global e na expectativa de estoques estáveis, o que poderia impulsionar os preços no mercado internacional

É importante entender que o mercado de soja é influenciado, principalmente, pelo clima e as políticas comerciais, o que pode resultar em volatilidade nos preços ao longo do ano.

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Nota Fiscal para exportação de produtos agrícolas: Principais Informações

A exportação de produtos agrícolas é uma grande oportunidade para produtores rurais que desejam expandir seus negócios para o mercado internacional.

No entanto, para que essas operações ocorram de forma regular e sem complicações, é preciso compreender a Nota Fiscal para Exportação de Produtos Agrícolas.

Esse documento é obrigatório e garante que a transação esteja em conformidade com a legislação brasileira e as exigências do país de destino.

Emitir nota fiscal produtor rural corretamente evita problemas com a Receita Federal, simplifica processos logísticos e assegura que a mercadoria possa sair do país sem entraves burocráticos.

O que é a Nota Fiscal para Exportação de Produtos Agrícolas?

A nota fiscal de exportação é um documento eletrônico que formaliza a saída de produtos agrícolas do Brasil para outros países.

A partir disso, é possível registrar todas as informações da transação, garantindo que o governo tenha controle sobre os produtos exportados e o cumprimento das obrigações fiscais.

Esse tipo de nota não tem incidência de impostos como ICMS, PIS e COFINS, pois as exportações são incentivadas pelo governo com isenção fiscal.

No entanto, a emissão da nota exige um processo correto para garantir que a mercadoria possa ser embarcada e desembaraçada no país de destino sem dificuldades.

Quem deve emitir a Nota Fiscal para Exportação?

A emissão da nota fiscal para exportação de produtos agrícolas é obrigatória para todos os produtores rurais que realizam vendas diretas para compradores estrangeiros.

As empresas intermediárias, como tradings e cooperativas, também precisam emitir esse documento quando atuam como responsáveis pela comercialização da produção para o exterior.

Se o produtor rural vende sua mercadoria para uma empresa nacional que, por sua vez, irá exportar o produto, a NF emitida será uma nota fiscal de venda no mercado interno, e a responsabilidade da exportação será da empresa compradora.

Mas, se o próprio produtor estiver enviando os produtos para fora do Brasil, ele precisa emitir a nota fiscal eletrônica de exportação diretamente.

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Quais informações devem constar na Nota Fiscal de Exportação?

Para que a nota seja aceita e válida para os processos de exportação, ela deve conter informações detalhadas sobre a operação. Entre os principais dados obrigatórios, estão:

  • Descrição detalhada dos produtos exportados, incluindo espécie, variedade e unidade de medida.
  • Quantidade e valor total da mercadoria, especificando a moeda utilizada na transação.
  • Código Fiscal de Operações e Prestações (CFOP), que identifica a natureza da operação. Para exportação, os códigos mais comuns são:
    • 7501 – Exportação direta.
    • 7502 – Exportação por meio de empresa comercial exportadora.
  • Dados do comprador no exterior, incluindo nome, endereço e país de destino.
  • Número do Registro de Exportação (RE), caso seja exigido pela Receita Federal.
  • Informações sobre frete e seguro, indicando quem é o responsável pelo transporte da mercadoria.

A legislação para emissão de nota fiscal de exportação determina que o documento seja emitido no formato eletrônico (NF-e), devidamente assinado digitalmente e transmitido à Receita Federal para validação.

Qual o CFOP para exportação?

O CFOP usado para operações de exportação é o 7900. O código é específico para identificar operações de venda de mercadorias para o exterior, ou seja, quando há exportação de produtos.

Além do 7900, existem outros códigos relacionados à exportação, como:

1. Exportação Direta (realizada pelo próprio produtor ou empresa)

  • CFOP 7.101 – Venda de produção própria para exportação
  • CFOP 7.102 – Venda de mercadoria adquirida de terceiros para exportação

2. Exportação Indireta (quando a venda é feita para uma trading/exportadora no Brasil)

  • CFOP 5.501 – Venda de produção própria para empresa comercial exportadora (dentro do estado)
  • CFOP 6.501 – Venda de produção própria para empresa comercial exportadora (fora do estado)

3. Exportação Temporária (quando o bem sai do Brasil, mas deve retornar depois)

  • CFOP 7.501 – Remessa de mercadoria para exportação temporária

4. Exportação Ficta (quando a mercadoria é vendida para o exterior sem sair fisicamente do Brasil)

CFOP 7.127 – Venda de mercadoria adquirida ou recebida de terceiros, destinada a exportação ficta.

Cada operação pode ter particularidades dependendo do estado e da legislação fiscal vigente. É sempre bom confirmar com um contador ou consultar a Sefaz para garantir o uso certo.

4 tipos de Exportação e a Emissão da Nota Fiscal

Cada tipo de exportação requer a emissão de uma nota fiscal específica, que podem ocorrer de quatro formas diferentes, cada uma com suas particularidades na emissão da NF-e. Veja a seguir:

  1. Exportação Direta: Quando o próprio produtor rural vende e envia seus produtos diretamente para um comprador estrangeiro. Neste caso, a NF-e de exportação deve ser emitida pelo produtor.
  2. Exportação Indireta: O produtor vende a mercadoria para uma empresa intermediária, como uma trading ou cooperativa, que fará a exportação. Aqui, o produtor emite uma nota de venda comum, enquanto a empresa intermediária emite a NF-e de exportação.
  3. Exportação Temporária: Quando produtos agrícolas são enviados para o exterior temporariamente, por exemplo, para testes ou feiras internacionais. A nota fiscal deve conter essa informação específica para evitar incidência de tributos.
  4. Exportação Consignada: Quando os produtos são enviados para o exterior sem venda imediata, ficando em estoque no país de destino até que um comprador adquira a mercadoria. A NF-e deve informar que se trata de uma remessa para consignação.

Cada modalidade tem exigências próprias, e o produtor deve estar atento à correta emissão da nota fiscal para evitar problemas alfandegários.

Como emitir a Nota Fiscal de Exportação?

O processo de gerar nota fiscal para exportação de produtos agrícolas exige alguns documento, como a nota fiscal eletrônica comum. A maior diferença, é que você vai precisar garantir a conformidade aduaneira da operação. Veja mais informações:

  1. Tenha um Certificado Digital: Esse documento eletrônico garante a autenticidade da nota e é necessário para sua validação na Receita Federal;
  2. Utilize um Sistema Emissor de NF-e: A nota fiscal eletrônica deve ser emitida por meio de um software autorizado, que pode ser privado ou fornecido pelo governo estadual;
  3. Preencha corretamente todos os dados da NF-e, incluindo descrição dos produtos, valores, CFOP adequado, informações do comprador estrangeiro e demais exigências legais;
  4. Envie a NF-e para a Receita Federal, por meio do sistema emissor, para que seja validada;
  5. Gere o Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (DANFE), que acompanha a mercadoria no transporte e é utilizado para conferência pelos órgãos alfandegários;
  6. Declaração Única de Exportação (DU-E): Após a emissão da NF-e, faça a DU-E no Portal Único Siscomex, que controla todas as operações de comércio exterior.
  7. Despacho Aduaneiro: Com a DU-E validada, a mercadoria está pronta para o despacho aduaneiro. Este processo envolve a apresentação da NF-e e a DU-E.

É importante destacar que a NF-e de exportação deve ser gerada antes do início do transporte das mercadorias até o local de embarque.

O prazo é de até 24 horas após a saída dos produtos do estabelecimento do exportador. Caso a nota não seja emitida, ou contenha erros ou omissões, o exportador pode ser penalizado com multas e juros, além do risco de cancelamento da operação pela Receita Federal.

Milho Safrinha: Tudo o que o produtor rural precisa saber

O milho é cultivado em praticamente todos os continentes, se destacando como uma commodity para alimentação humana, ração animal e matéria-prima para a indústria. 

De acordo com a FAO, a produção mundial de milho ultrapassa 1 bilhão de toneladas anuais, com os Estados Unidos liderando o ranking como maior produtor global.

No Brasil, o milho ocupa uma posição estratégica na agricultura, sendo cultivado em diferentes regiões e condições climáticas. Os principais estados produtores incluem Mato Grosso, Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, que juntos respondem por mais de 70% da produção nacional. 

O território brasileiro é o terceiro maior produtor de milho do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China, se consolidando também como um dos principais exportadores globais.

O que é milho safrinha?

A safrinha do milho é o cultivo realizado após a colheita da safra principal, geralmente sem a dependência das chuvas mais regulares, características do período de verão. 

O termo “safrinha” significa literalmente “pequena safra”, mas, na prática, isso mudou. Hoje, em muitas regiões, ela representa produções expressivas, até mesmo superiores às da primeira safra.

A safrinha normalmente ocorre entre fevereiro e setembro, dependendo da região e do calendário da safra anterior, principalmente da soja, cultura comumente utilizada no sistema de rotação.

Qual a época de plantar milho safrinha?

A época ideal para plantar milho safrinha varia conforme a região e o calendário climático, mas costuma ser logo após a colheita da soja, entre janeiro e março.

O fator mais importante é a janela climática porque o milho safrinha depende da umidade residual do solo e pode sofrer com a falta de chuvas no final do ciclo.

Por conta disso, o grão é plantado em sistema de sequeiro, aproveitando a umidade residual do solo.

Calendário de plantio do milho safrinha:

  • Centro-Oeste: Plantio entre janeiro e fevereiro, colheita de junho a agosto;
  • Sudeste: Plantio de fevereiro a março, colheita de julho a setembro;
  • Sul: Plantio em março e abril, colheita entre agosto e outubro.

Atenção ao ZARC (Zoneamento Agrícola de Risco Climático) do governo, que define períodos de menor risco para cada município. O planejamento deve considerar o ciclo da cultivar escolhida e a previsão climática para evitar estiagens ou geadas tardias.

O milho safrinha pode ser cultivado em todo o Brasil?

Sem irrigação, ao contrário do que muitos pensam, o milho 2ª safra não pode ser cultivado em todo o Brasil.

Atualmente, com o avanço da importância da safrinha na economia brasileira, novos centros de pesquisas e empresas privadas estão investindo tempo e dinheiro para desenvolvimento de novas variedades.

Frente a isso, novas variedades estão aparecendo no mercado, o que facilita o plantio em certas regiões do Brasil que ainda não aparecem no mapa de zoneamento.

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Qual a diferença entre milho safrinha e milho primeira safra?

Antes de explorar as diferenças, é importante entender que o milho da safra principal e o milho safrinha são cultivados em contextos diferentes, o que impacta diretamente o manejo, a produtividade e o destino da produção. 

O milho da safra principal é cultivado durante o período chuvoso, enquanto o milho safrinha ocorre em uma época de menor disponibilidade hídrica, exigindo práticas de manejo mais específicas. Veja mais detalhes abaixo:

CaracterísticaMilho Safra PrincipalMilho Safrinha
Época de PlantioPrimavera/verão (outubro-dezembro)Verão/outono (janeiro-março)
Disponibilidade de ÁguaAlta (período chuvoso)Baixa (período seco)
ProdutividadePotencial elevadoVariável
FinalidadeAlimentação humana e sementesRação animal e indústria
Riscos ClimáticosMenores riscos de estresse hídricoRisco de seca e geadas

A tabela destaca que o milho safrinha, apesar de enfrentar desafios como menor disponibilidade de água e maior exposição a riscos climáticos, tem se consolidado como uma importante fonte de grãos para o mercado interno e externo. 

O uso de tecnologia e o manejo têm permitido que a produtividade da safrinha se aproxime da safra principal em algumas regiões.

O ciclo do milho safrinha difere da safra normal?

Em geral, não existe diferença entre a cultivar de milho da safra normal e da safrinha. Mas a época que o milho é cultivado faz com que o ciclo mude um pouco, por conta das temperaturas menores e as horas de sol também.

Assim, há o prolongamento do ciclo do milho safrinha até a colheita se compararmos com o milho na safra normal.

Esse prolongamento pode chegar até a um mês, especialmente na região sul e sudeste do país, devido à menor disponibilidade de calor. Por essa razão, apenas parte dos híbridos no mercado pode ser cultivado nas condições ambientais da safrinha (outono-inverno e sem irrigação).

Quanto mais as plantas de milho prolongam seu ciclo nessa época, maior a probabilidade de falta de água. Além disso, menor será a temperatura e a radiação solar, já que vamos nos aproximando do inverno.

O ciclo do milho safrinha pode variar bastante. Híbridos superprecoces de milho completam o ciclo entre 105 e 125 dias, enquanto o ciclo dos precoces varia de 115 a 130. Já o ciclo dos híbridos normais varia entre 125 e 140 dias.

As cultivares de milho tendem a prolongar seu ciclo quanto mais tarde é o semeio, mesmo levando em consideração sua precocidade.

Por isso, nos casos em que a safra de verão teve sua colheita atrasada, é interessante a utilização de milho 2ª safra mais precoce. Assim, a planta sairá do campo antes e sofrerá menos os déficit ambientais (água, luz e temperatura).

Como fazer o plantio de milho safrinha?

O milho safrinha representa cerca de 75% da produção total de milho do Brasil, sendo um dos principais produtos para abastecer o mercado interno e a exportação.

Por ser uma safra que acontece em um período do ano com maior risco de estiagens, temperaturas elevadas e ataques de pragas, o plantio requer atenção especial a alguns fatores:

1. Escolha da cultivar

Prefira híbridos de ciclo precoce ou superprecoce, tolerantes ao estresse hídrico e com resistência a pragas e doenças comuns no período seco.

Segundo informações da Embrapa, o uso de híbridos adaptados pode aumentar a produtividade em até 15%.

2. Correção do solo

Mantenha o solo bem nutrido, com atenção para nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K).

O milho safrinha geralmente é plantado após a soja, o que pode reduzir a disponibilidade de nitrogênio no solo.

A recomendação é aplicar de 80 a 150 kg/ha de N, dependendo do histórico da área e da expectativa de produtividade.

3. Preparo da área

O plantio direto é uma prática comum, que preserva a umidade do solo e melhora a estrutura física, reduzindo riscos de erosão.

Estudos apontam que essa técnica pode manter até 30% mais umidade no solo em comparação ao plantio convencional.

4. Densidade de semeadura

Ajuste conforme o potencial hídrico da região e o espaçamento entre linhas. Em áreas com maior risco de estiagem, é recomendado populações entre 50.000 e 65.000 plantas/ha.

Já nas regiões com maior disponibilidade hídrica, é possível trabalhar com até 80.000 plantas/ha para maximizar a produtividade.

5. Época de plantio

A janela ideal varia conforme a região, mas a semeadura deve ocorrer logo após a colheita da soja, geralmente entre janeiro e março, para evitar riscos climáticos como a estiagem e geadas tardias.

O atraso no plantio pode reduzir o potencial produtivo, já que a cultura entra em estágios críticos de desenvolvimento durante períodos de menor disponibilidade hídrica.

6. Manejo fitossanitário

A pressão de pragas como a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) tem aumentado. O monitoramento e o controle integrado são essenciais para evitar perdas significativas, que podem chegar a até 70% em casos de infecção severa por enfezamento.

Qual híbrido escolher para minha safrinha?

A escolha do híbrido para a safrinha de milho deve considerar condições climáticas, tipo de solo e objetivos de produtividade, por envolver um ciclo de cultivo mais curto e maior exposição a condições climáticas instáveis.

A adaptação do híbrido às características regionais e ao perfil de solo também devem ser levadas em consideração para garantir uma boa produtividade e reduzir riscos. Aqui vão alguns pontos a serem analisados:

  1. Ciclo do híbrido;
  2. Tolerância ao estresse hídrico;
  3. Resistência a pragas e doenças;
  4. Potencial produtivo;
  5. Adaptação regional.

Exemplos de híbridos com características favoráveis para a safrinha:

  • Pioneer 30F53: Híbrido de ciclo curto e resistência a doenças e pragas, com boa adaptação para o milho safrinha.
  • Dekalb 30A20: Híbrido precoce, resistente ao estresse hídrico e com bom potencial produtivo para a safrinha.
  • BASF 2B710: Híbrido com boa tolerância a pragas e doenças, ideal para o clima da safrinha.
  • Syngenta 2B710: Híbrido precoce, com boa resistência ao estresse e ao acamamento.

Como é a adubação no milho safrinha?

Estudos mostram que o milho safrinha cultivado em solos corrigidos não responde significativamente à adubação de macro e micronutrientes, exceto ao nitrogênio (N).

Por isso, a recomendação é focar na reposições dos nutrientes conforme a exportação de nutrientes pelas plantas de milho.

Para definir a dose de adubação, é importante calcular com base na quantidade de nutrientes que a planta vai retirar do solo, conforme a tabela de exportação abaixo.

Em lavouras com soja como cultura anterior, a fixação biológica de nitrogênio pode deixar um residual de 35 a 45 kg de N por hectare no solo, o que deve ser descontado da dose de adubação nitrogenada.

Se optar por aplicação de nitrogênio em cobertura, é preciso fazer a aplicação no início do ciclo, entre as fases V2 ou V3, devido à menor quantidade de chuvas e à instabilidade climática nesse período.

Para solos corrigidos e na safrinha de milho, não há necessidade de se preocupar com a adubação de Cálcio (Ca), Magnésio (Mg) e Enxofre (S), pois esses nutrientes geralmente estão presentes em quantidade suficiente no solo.

calcule a adubação da cultura do milho

Quais as principais pragas da safrinha de milho?

O milho safrinha, apesar de ser rentável, passa por desafios fitossanitários significativos pelo plantio em uma época mais seca e quente.

Um clima desse tipo favorece o ataque de pragas que podem causar prejuízos à produtividade, reduzindo o potencial produtivo e comprometendo a qualidade dos grãos.

O manejo eficiente dessas pragas depende de estratégias como monitoramento frequente, controle químico e biológico, rotação de culturas e o uso de cultivares resistentes, especialmente híbridos Bt (Bacillus thuringiensis), que apresentam resistência a lagartas.

A melhor estratégia para as pragas do milho do milho safrinha, é conhecer quais são as principais e os melhores métodos para acabar com elas. Confira:

1. Cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis)

  • Dano: Transmite os enfezamentos pálido e vermelho e vírus da risca, que reduz a produtividade em até 70%;
  • Sintomas: Folhas amareladas ou vermelhas, crescimento atrofiado e redução do número de grãos por espiga. O enfezamento pode causar o murchamento e quebra precoce das plantas;
  • Controle: Uso de híbridos tolerantes, tratamento de sementes com inseticidas sistêmicos e manejo com inseticidas foliares.

Confira mais informações sobre a Cigarrinha-do-milho.

2. Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda)

  • Dano: Ataca as folhas, reduzindo a área fotossintética e prejudicando o desenvolvimento das plantas. Pode perfurar a espiga, afetando a qualidade do grão;
  • Sintomas: As folhas ficam com buracos irregulares e furo nas espigas, levando à desfolha prematura. Em ataques severos, a planta pode perder até 50% da área foliar;
  • Controle: Uso de cultivares Bt, rotação de inseticidas e monitoramento regular.

Confira mais informações sobre a Lagarta-do-cartucho.

3. Percevejo-barriga-verde (Dichelops spp.)

  • Dano: Ataca as plântulas logo após a emergência, causando deformações e até a morte das plantas;
  • Sintomas: As plantas ficam com pontos necróticos nas folhas jovens, distorção e murchamento das folhas. Em ataques mais intensos, as plantas podem morrer ainda na fase inicial;
  • Controle: Tratamento de sementes e aplicação de inseticidas no início do desenvolvimento da lavoura.

Confira mais informações sobre Percevejo no Milho.

4. Pulgão-do-milho (Rhopalosiphum maidis)

  • Dano: Sugam a seiva da planta, enfraquecendo e transmitindo viroses.
  • Sintomas: Amarelecimento das folhas e enrolamento das pontas. Quando há infecção viral, pode ter distorções nas folhas e redução do vigor das plantas.
  • Controle: Monitoramento, controle biológico com inimigos naturais e, se necessário, aplicação de inseticidas seletivos.

5. Lagarta-rosca (Agrotis ipsilon)

  • Dano: Corta as plântulas na base do caule, causando falhas no estande.
  • Sintomas: Quebra das plantas na base, deixando tombadas, ou buracos nas raízes. O ataque pode levar à morte das plantas ainda na fase inicial em casos mais severos.
  • Controle: Tratamento de sementes e aplicação de iscas tóxicas.

Confira mais informações sobre Lagarta-rosca.

6. Helicoverpa (Helicoverpa zea)

  • Dano: Ataca principalmente as espigas, reduzindo a qualidade dos grãos e favorecendo infecções por fungos;
  • Sintomas: Buracos nas espigas, grãos danificados e presença de fezes nas espigas, o que favorece a contaminação por fungos, como a Fusarium;
  • Controle: Manejo integrado com uso de cultivares Bt, controle biológico e monitoramento com armadilhas.

Confira mais informações sobre Helicoverpa.

O controle dessas pragas exige monitoramento constante e estratégias integradas, como o uso de híbridos resistentes, rotação de culturas e controle químico quando necessário. Para não ter erro, opte pelo Monitoramento Integrado de Pragas.

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Colheita do milho safrinha

A colheita do milho safrinha acontece quando o grão atinge a umidade ideal, entre 13% e 15%. A colheita precoce pode gerar custos adicionais de secagem e risco de perda de qualidade, além de prejudicar o rendimento, já que os grãos podem não ter atingido o peso ideal.

Por outro lado, a colheita tardia pode aumentar o risco de perdas por acamamento, deterioração dos grãos e maior exposição a pragas, como broca-do-milho e fungos que comprometem a qualidade dos grãos e a sanidade da lavoura.

É importante observar que o milho atinge a maturação fisiológica quando o grão atinge a firmeza e a casca se torna dura.

Esse é o melhor momento para a colheita, garantindo maior eficiência no processo e qualidade do produto final.

Uma boa prática é monitorar a umidade de cada talhão da lavoura com medidores de umidade e observar a coloração das espigas, para evitar perdas e a otimizar os custos com secagem.

E se o clima estiver muito úmido, pode considerar a colheita antecipada para evitar o risco de grãos brotados ou a proliferação de fungos durante o armazenamento.

Dicas para uma colheita segura

  1. Realize calibrações periódicas das máquinas;
  2. Monitore a umidade dos grãos durante a colheita;
  3. Evite colheitas em dias de alta umidade relativa do ar;
  4. Verifique e ajuste a velocidade da colhedora conforme as condições da lavoura;
  5. Mantenha as lâminas e facas da colhedora afiadas;
  6. Faça inspeções regulares para evitar perdas por vazamentos;
  7. Utilize peneiras adequadas para diferentes condições de grãos;
  8. Evite o acúmulo excessivo de material na plataforma da colhedora;
  9. Planeje a logística de transporte para evitar o acúmulo de grãos colhidos no campo;
  10. Realize treinamentos periódicos para operadores de máquinas.

Como fica o custo de produção do milho safrinha?

O custo de produção do milho safrinha pode ser mais vantajoso em comparação com o milho da safra principal, principalmente devido a algumas características específicas dessa modalidade de cultivo, como:

1. Preços mais baixos de insumos

    Como o milho safrinha é cultivado fora da safra convencional, os preços dos insumos tendem a ser mais baixos.

    Isso ocorre devido à oferta e demanda fora da janela de pico, com menor demanda para fertilizantes e outros insumos, o que reduz os custos.

    2. Aproveitamento de insumos da safra anterior

    Na safrinha, é possível aproveitar muitos dos insumos utilizados na soja ou outras culturas anteriores, o que diminui a necessidade de novos aportes. Isso reduz o custo de fertilizantes e corretivos para o solo.

    3. Preços de venda durante a entressafra

    Embora os preços de venda do milho possam ser menores em alguns períodos, a colheita do milho safrinha ocorre na entressafra, quando a oferta de grãos no mercado é menor. Isso pode resultar em preços mais vantajosos, pois a oferta do produto é reduzida no mercado.

    4. Maior produtividade para compensar preços baixos

    Mesmo que os preços de venda estejam ruins, a maior produtividade do milho safrinha, devido ao seu ciclo mais curto, pode compensar a queda nos preços.

    A chave está em aumentar a produção, com o auxílio de boas práticas agrícolas e escolha de híbridos eficientes.

    Saiba estimar a produtividade de milho em 3 minutos!

    Praga da Ásia: O perigo do percevejo-de-pintas-amarelas no Brasil

    Recentemente, uma notícia alarmante revelou que uma praga da Ásia, o percevejo-de-pintas-amarelas, chegou ao Brasil pelo Porto de Santos.

    O agronegócio brasileiro enfrenta um novo desafio que pode comprometer a produtividade de diversas culturas: a chegada do percevejo-de-pintas-amarelas, uma praga exótica originária da Ásia. 

    Detectado recentemente no Porto de Santos, em São Paulo, o inseto já acendeu um alerta entre especialistas e produtores rurais devido ao seu alto potencial de disseminação e aos prejuízos que pode causar.

    Com o histórico de outras pragas invasoras que afetaram a agricultura nacional, o aparecimento do percevejo-de-pintas-amarelas reforça a importância de uma vigilância fitossanitária rigorosa e da adoção de estratégias de manejo eficientes para mitigar seus impactos. 

    O que é a praga asiática?

    O percevejo-de-pintas-amarelas (Erthesina fullo) é uma praga originária da Ásia, conhecida por sua capacidade de se adaptar rapidamente a novos ambientes

    O inseto pertence à família Pentatomidae, a mesma de outras pragas já conhecidas na agricultura brasileira. 

    O percevejo tem um corpo marrom-acinzentado, com características pintas amarelas nas laterais do abdome, que facilitam sua identificação.

    No Brasil, embora ainda não tenha causado danos significativos, passou a ser considerado uma praga quarentenária devido ao seu potencial de proliferação rápida e aos danos significativos que causa nas culturas agrícolas. 

    Além disso, sua alta mobilidade e capacidade de sobreviver em diversas condições climáticas o tornam uma ameaça constante.

    percevejo-de-pintas-amarelas (Erthesina fullo) — Foto: Yan Lima
    Figura 1. Percevejo-de-pintas-amarelas (Erthesina fullo) — Foto: Yan Lima e G1 Globo (2025).

    Características do Percevejo-de-Pintas-Amarelas

    O Erthesina fullo é um inseto polífago, ou seja, se alimenta de diversos tipos de plantas. No continente asiático, é responsável por danos em algumas culturas.

    Mesmo com a presença confirmada, no Brasil, ainda não há dados suficientes para afirmar se a espécie representa uma ameaça para as plantas cultivadas.

    O inseto atinge de 1,2 a 1,5 cm de comprimento, com um corpo que pode variar entre verde e amarelo, marcado por pintas amarelas que facilitam sua identificação visual.

    Quanto à reprodução, a fêmea deposita entre 50 a 200 ovos por vez, o que contribui para a rápida expansão da espécie em áreas infestadas. 

    O ciclo de vida completo do percevejo-de-pintas-amarelas dura de 4 a 6 semanas, desde a fase de ovo até a fase adulta, que pode se estender entre 2 a 4 meses, dependendo das condições ambientais e da disponibilidade de alimento.

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    Quais os perigos do percevejo-de-pintas-amarelas?

    O principal perigo do percevejo-de-pintas-amarelas está na sua capacidade de causar prejuízos diretos à produção agrícola. Esse inseto se alimenta da seiva de plantas, perfurando folhas, frutos e caules, o que compromete o desenvolvimento das culturas. 

    Entre os impactos estão a redução da qualidade dos frutos, com o surgimento de manchas e deformidades, tornando os produtos menos atrativos para o mercado. 

    Além disso, há o comprometimento da produtividade, pois a alimentação excessiva do percevejo pode levar à queda prematura de frutos, prejudicando o rendimento final das safras. 

    Outro fator de risco é a possibilidade de o inseto atuar como vetor de doenças fúngicas e bacterianas, o que agrava ainda mais os danos, especialmente em culturas comerciais de grande valor econômico.

    Quais culturas a praga asiática ataca?

    O percevejo-de-pintas-amarelas é altamente polífago, ou seja, se alimenta de uma grande variedade de plantas. As culturas mais vulneráveis incluem:

    • Soja e milho: Comprometimento dos grãos e da produtividade;
    • Frutíferas: Como maçã, pêssego e uva, afetando diretamente a qualidade dos frutos;
    • Hortaliças: Prejuízos em culturas de tomate, pimentão e berinjela;
    • Plantas ornamentais e nativas: o que amplia o potencial de dispersão da praga.

    Essa diversidade de hospedeiros torna o controle da praga ainda mais desafiador. Na China, programas de controle atuais para o percevejo, dependem principalmente de inseticidas químicos convencionais de amplo espectro, que nem sempre são compatíveis com programas de MIP

    Como se preparar para as principais pragas agrícolas

    Manejo correto do percevejo-de-pintas-amarelas

    O manejo eficiente do percevejo-de-pintas-amarelas requer uma abordagem integrada, que combina diferentes estratégias para minimizar o impacto da praga.

    Algumas técnicas recomendadas incluem o monitoramento constante, para a identificação precoce da praga. 

    O uso de armadilhas de feromônio é eficaz para monitorar a presença do percevejo e avaliar a densidade populacional.

    Além disso, o controle cultural com práticas agronômicas, como a rotação de culturas e o manejo adequado da vegetação espontânea, ajuda a reduzir os locais de abrigo e reprodução da praga. 

    O controle biológico, com a utilização de inimigos naturais, como vespas parasitoides, tem se mostrado uma alternativa promissora para o controle do percevejo em outros países. 

    Em casos de infestações severas, pode ser necessário o uso de inseticidas, mas o uso excessivo de produtos químicos deve ser evitado para prevenir o desenvolvimento de resistência.

    O que a praga da Ásia pode causar na lavoura?

    O dano direto ocorre pela sucção da seiva das plantas, resultando em murchamento das folhas e frutos, manchas escuras e necrose nos tecidos vegetais, deformidades em frutos e grãos, redução da capacidade fotossintética da planta e queda prematura de frutos e sementes. 

    Esses prejuízos podem levar a perdas econômicas significativas, afetando tanto pequenos produtores quanto grandes propriedades.

    A praga asiática pode prejudicar a safra 2025/26?

    Sim, o percevejo-de-pintas-amarelas representa uma ameaça real para a safra 2025/26, especialmente se a praga conseguir se estabelecer e se espalhar rapidamente pelo território nacional.

    O impacto pode ser devastador, com prejuízos econômicos devido à perda de produtividade nas principais culturas agrícolas.

    Além disso, haverá um aumento nos custos de produção, pois os produtores precisarão intensificar as práticas de manejo para controlar a praga, incluindo o uso de defensivos agrícolas e medidas preventivas.

    Outro ponto de preocupação é o impacto ambiental, já que o uso descontrolado de produtos químicos pode afetar a biodiversidade e a saúde dos ecossistemas agrícolas.

    Medidas de prevenção e controle para produtores

    Para minimizar os riscos associados ao percevejo-de-pintas-amarelas, os produtores devem adotar uma série de práticas integradas.

    Realizar inspeções frequentes nas lavouras é essencial, especialmente em regiões próximas a portos e áreas urbanas, onde a praga pode ter maior facilidade de entrada e dispersão.

    Além disso, implementar o manejo integrado de pragas (MIP) permite combinar diferentes estratégias, como controle biológico, práticas culturais e o uso criterioso de defensivos agrícolas.

    É importante manter contato constante com técnicos e órgãos de defesa agropecuária, que podem fornecer orientações atualizadas sobre o monitoramento e as melhores práticas de manejo.

    Outra medida é evitar o transporte de materiais vegetais de áreas infestadas sem a devida inspeção fitossanitária, reduzindo o risco de disseminação da praga para novas regiões.

    A Aegro está atenta às novidades do setor e pronta para apoiar os produtores na adoção
    de boas práticas de manejo.

    Fique atento e compartilhe essas informações com outros profissionais do campo para juntos enfrentarmos esse novo desafio.