Como estimar o custo de produção do café (+ calculadora rápida)

Custo de produção do café: entenda quais fatores devem ser considerados para o cálculo

O custo de produção é sempre motivo de preocupação. É preciso saber quanto se gastou com adubação, manejo fitossanitário e com a colheita.

Mas será que colocamos todas as informações necessárias na hora de calcular o custo?

Existem informações que não podem faltar para que se tenha o custo de produção corretamente. Do contrário, podemos estar perdendo dinheiro e nem saber!

Confira a seguir algumas dicas de como calcular o custo de produção do café.

Cálculo do custo de produção do café

O custo de produção do café deve englobar todos os fatores que foram utilizados. São mudas, adubos, hora/máquina, diesel, pessoal… e até outros fatores que podemos esquecer como depreciação, encargos trabalhistas, impostos, etc.

Fica claro também que o custo de produção do café depende do nível de tecnologia empregado, pois a quantidade de insumos/máquinas utilizada pode variar de acordo com isso.

Pode parecer muita coisa, mas sem essas informações podemos ter a falsa ideia de que nossa atividade está sendo rentável quando, na verdade, estamos perdendo dinheiro.

Frequentemente esse é o caso. Sempre pensamos que o nosso custo é mais baixo, mas quando se coloca na ponta do lápis, não é bem por aí. Fique atento!

Tipos de custo

Os custos de uma lavoura de café podem ser divididos em: custo variável, custo fixo, custo operacional e custo total. O que cada custo desses engloba está exemplificado nas tabelas abaixo.

tabela com composição dos custos de produção
Composição dos custos de produção
(Fonte: Conab)

Esses dados devem ser computados e somados para compor cada um dos tipos de custo da propriedade, como ilustra a tabela abaixo:

Exemplo de planilha de custo de produção para café arábica obtida no site da Conab, na seção "Planilhas de custo de produção”.
Exemplo de planilha de custo de produção para café arábica obtida no site da Conab, na seção “Planilhas de custo de produção”.

Para se ter informações mais palpáveis e fáceis de entender, é comum dividir o custo de produção do café para cada hectare, por saca produzida ou ainda transformá-lo em “número de sacas”. 

Assim, é mais fácil ter uma ideia prática de quanto se deve produzir para pagar as contas.

Fazendo o rateio dos custos

Perceba que as informações necessárias para os cálculos geralmente são obtidas ao nível de propriedade. No caso da existência de mais uma atividade na propriedade, é necessário fazer o rateio dos custos

Por exemplo, o mesmo trator que realiza pulverizações pode ser utilizado na propriedade para puxar uma carreta ou pulverizar outras culturas que não o café. Como dividir o custo para que somente o que foi utilizado com o café seja computado?

Isso pode ser feito dividindo o valor total obtido pela área de cada atividade – ou então contabilizando as horas trabalhadas com cada atividade na hora da divisão. Desse modo, temos o cálculo correto do custo de produção do café.

Organizando a casa

Você deve ter notado que são muitas informações necessárias para o cálculo correto do custo de produção do café. 

Por isso, antes de mais nada, é necessário que se tenha organização para  lidar com esses dados.

Seja no caderninho, em planilhas ou em softwares de gestão, devemos ter rigor ao manter o histórico desses dados. Valor, local de compra, data, estoque, são algumas das coisas que devemos controlar.

Para os dados mais complexos, como depreciação  e remuneração sobre capital, é preciso buscar fontes confiáveis para realizar o cálculo.

Custo de produção do café: onde encontrar informações confiáveis?

Quando não sabemos exatamente onde conseguir o preço de determinado insumo, como realizar o cálculo do custo de produção ou, ainda, se queremos comparar com o custo de outros lugares, precisamos de informações confiáveis.

No portal da Conab podemos encontrar muitas dessas informações de forma gratuita, inclusive os métodos para estimar depreciação, por exemplo.

Caso precisemos de informações sobre o preço de insumos agropecuários, podemos encontrá-las aqui. Nesse site, encontramos preços de fertilizantes, fitossanitários, máquinas e implementos, etc. 

Exemplo de planilha de preços de fertilizantes obtida no site da Conab, na seção “Preços de insumos agropecuários”.
Exemplo de planilha de custo de produção para café arábica obtida no site da Conab, na seção “Planilhas de custo de produção”

Além disso, caso você queira um modelo de planilha de custos do café, também pode encontrá-lo na Conab, na seção de “Planilhas de custo de produção”. Tem para café arábica e conilon.

Agora, se você precisa de algo mais prático e rápido, pode usar também essa calculadora de custo de produção da Aegro. Basta indicar seus custos com defensivos, fertilizantes, mão de obra, entre outros, e o cálculo é feito de forma automatizada. É simples e rápido. 

Vale lembrar que, se você possuir as informações de preços/custos referentes à sua cidade ou região, é sempre melhor usá-los no cálculo para dar detalhamento, desde que sejam de fontes confiáveis.

Custo de produção agrícola: Controle tudo pelo Aegro!

Conclusão

Como pudemos conferir ao longo do texto, o custo de produção do café não é um bicho de sete cabeças para se calcular. No entanto, algumas informações não podem faltar e muitas vezes passam despercebidas por nós.

É essencial considerar os custos relacionados à depreciação de maquinário e benfeitorias, além de impostos. Não precisamos saber os mínimos detalhes, mas entender o que são custos variáveis e fixos e como chegar ao custo total.

Neste artigo, mostramos algumas planilhas que podem ser utilizadas como modelo e uma calculadora gratuita para facilitar a vida.

De qualquer modo, mantenha sempre um histórico detalhado de suas compras para que possa calcular corretamente o seu custo de produção do café.

>>Leia mais:

“Todas as recomendações para o melhor plantio do café”

Restou alguma dúvida sobre o cálculo de custo de produção do café? Conte pra gente os comentários. Grande abraço e até a próxima.

Saiba aproveitar ao máximo os programas de pontos do produtor rural

Programa de pontos do produtor rural: entenda como ele beneficia fazendas e a indústria agro

O dinheiro que você investe na lavoura pode voltar para o seu bolso muito antes da venda da produção.

Com um programa de pontos do produtor rural, é fácil reverter a compra de insumos e equipamentos em diversos benefícios.

Quem ainda não participa de alguma plataforma de resgate de pontos está perdendo a chance de obter produtos e serviços sem colocar a mão no bolso.

Quer conhecer os maiores programas do Brasil e descobrir a melhor forma de aproveitá-los na sua fazenda? Continue lendo!

Como funciona o programa de pontos do produtor rural

Pesquisas indicam que o produtor brasileiro se preocupa cada vez menos com a marca dos seus produtos agrícolas.

Neste sentido, o programa de pontos é uma estratégia da indústria para fidelizar seus clientes. Funciona como um incentivo para que o comprador continue adquirindo de fornecedores parceiros.

Cada nota fiscal de compra equivale a moedas digitais que vão sendo acumuladas até que você tenha o suficiente para trocar por um benefício.

Geralmente, basta se cadastrar no site do programa e começar a pontuar, seja a partir de compras online ou offline.

Algumas plataformas aceitam, até mesmo, compras em lojas que não estão relacionadas ao setor agro, como Amazon, Netshoes e Gaston.

Na hora de resgatar os pontos, é possível encontrar produtos e serviços das mais diversas categorias: softwares para o agronegócio, equipamentos de informática, seguro agrícola, cursos, kit de ferramentas, entre outros.

O acesso facilitado a soluções para a propriedade, além de ser economicamente vantajoso, ainda evita que o produtor perca tempo buscando fornecedores.

A melhor forma de aproveitar o programa de pontos

Depois de comprar insumos e equipamentos para a safra, você estará com milhares de pontos acumulados e uma prateleira de soluções na sua frente.

Um novo eletrodoméstico ou passeio com a família podem chamar atenção à primeira vista. Mas que tal contribuir para o crescimento da sua empresa a médio e longo prazos?

Apostando em tecnologia digital, é possível otimizar os processos da fazenda e aumentar a sua produtividade. Como resultado, crescem os ganhos da atividade agrícola.

Considere investir na categoria de software, por exemplo. Um sistema de gestão rural, como o Aegro, une as rotinas do campo e do escritório para facilitar o seu dia a dia.

Fica mais simples de obter informações fundamentais para a sua tomada de decisão, como:

  • Quais defensivos e técnicas de manejo são mais eficientes;
  • Quais máquinas precisam de manutenção e quais devem ser trocadas;
  • Quanto você precisa ter em caixa para manter a operação da propriedade;
  • Quanto você pode estocar de cada insumo para a próxima safra;
  • Qual será a sua rentabilidade, por talhão, no final da safra.

Com decisões embasadas por fatos e dados, você evita desperdiçar dinheiro nas diferentes etapas do processo de produção e alcança maior margem de lucro.

É por isso que trocar os seus pontos por um sistema de gestão é uma forma de multiplicar o seu dinheiro.

Conheça o aplicativo Aegro para gestão de fazendas

Conheça os maiores programas de pontos do Brasil

Agora que você já entendeu a dinâmica e as vantagens de um programa de pontos do produtor rural, vamos conhecer os principais programas existentes no Brasil.

Impulso Bayer

Este programa de relacionamento beneficia compradores da Agro Bayer Brasil.

Ao cadastrar suas notas fiscais no Aegro, o cliente acumula pontos em apenas um clique na ferramenta, enviando suas notas direto para a plataforma Orbia.

Com essa pontuação, o usuário ganha estrelas que lhe permitem acessar um pacote crescente de vantagens, como uma consultoria 360 e o plano plus do sistema Climate Fieldview. 

O resgate de produtos e serviços é feito através da plataforma Orbia, que ainda possui outros parceiros além da Bayer.

Se você não conhece a Orbia, talvez já tenha ouvido falar na Rede AgroServices. Foi assim que a plataforma nasceu há 10 anos, no seu primeiro formato.

Hoje mais de 160 mil produtores rurais participam da plataforma, que também oferece a compra de insumos e a venda de commodities.

Vale destacar que o Aegro é um dos produtos mais resgatados na Orbia, podendo ser adquirido a partir de 65.100 pontos.

Você também pode resgatar soluções integradas ao Aegro, como:

página da plataforma Orbia do Impulso Bayer com o resgate de pontos para assinar o software de gestão Aegro

Resgate o software de gestão Aegro com os seus pontos Bayer

Agrega BASF

Para pontuar no programa de relacionamento da BASF, o produtor precisa adquirir produtos agroquímicos na rede de distribuidores parceiros.

Cada R$ 1 em produtos equivale a 1 ponto na plataforma. A pontuação é liberada automaticamente em 35 dias e tem validade de 24 meses a partir da data de compra.

Você consegue conferir o catálogo de serviços e soluções disponíveis após a inscrição no site Agrega. Além dos prêmios, o programa dá acesso a campanhas exclusivas e inovações digitais da BASF.

É possível adquirir o Aegro a partir de 205.979 pontos BASF. Os adicionais de MIP, Aegro Imagens e Livro Caixa Digital também estão disponíveis na plataforma.

AGREGA - Novo Programa de Relacionamento da BASF

Acessa Agro

A plataforma de benefícios da Syngenta oferece ferramentas de agricultura digital, serviços técnicos, programas educacionais, viagens de relacionamento, entre outros.

Você pode se cadastrar no programa pelo site ou aplicativo. Em seguida, é só comprar produtos Syngenta para acumular pontos.

O software Aegro e suas soluções adicionais para manejo de pragas, mapas NDVI e livro caixa digital podem ser resgatados na Acessa Agro.

Seedz

Diferentemente das opções anteriores, a empresa Seedz desenvolveu um programa de fidelidade independente que possui múltiplos parceiros.

Os pontos podem ser revertidos na aquisição de máquinas, insumos, cursos e até mesmo pagamento de contas de luz.

Qualquer produtor pode se cadastrar pelo CPF ou CNPJ. Na plataforma Seedz, você tem uma carteira digital que acumula moedas automaticamente mediante compras em fornecedores conveniados.

Conclusão

Em suma, mostramos que o programa de pontos do produtor rural traz vantagens tanto para a indústria quanto para os agricultores.

Portanto, vale a pena se atentar às plataformas existentes e realizar suas compras em fornecedores conveniados.

Também explicamos neste artigo que trocar pontos pela assinatura de um software de gestão é uma forma de profissionalizar as rotinas da fazenda para alavancar o lucro a médio e longo prazo.

5 formas de aproveitar a Internet das Coisas na agricultura e tornar sua fazenda mais rentável

Internet das Coisas na agricultura: como ela pode te ajudar a otimizar a produção e, consequentemente, alcançar mais lucro com a lavoura

A internet trouxe grandes avanços em termos de facilidade e agilidade para nossas vidas – e na agricultura não é diferente.

Máquinas conectadas com sensores e computadores já conseguem prever quebras de peças, locais que demandam de mais insumos e regiões com problemas de pragas e doenças.

A Internet das Coisas (IoT) permite uma comunicação direta entre os equipamentos por meio de sensores e conexões sem fio. 

Por meio dela, você pode ganhar agilidade nas tomadas de decisão, aumentando a eficiência operacional e produtiva do sistema de produção.

Quer saber mais sobre as aplicações da Internet das Coisas e como ela beneficia sua fazenda? Confira a seguir!

O que é e para que serve a Internet das Coisas?

Internet das Coisas ou apenas IoT (abreviação do termo em inglês Internet of Things) refere-se à tecnologia de conectar equipamentos, objetos ou itens usados no dia a dia a uma rede mundial de computadores.

E essa transformação do mundo físico em digital está cada vez mais presente no campo.

As máquinas, que antigamente eram apenas pedaços de ferro pesados, frios e sujos, estão se transformando em verdadeiros computadores, cada vez mais tecnológicos e eficientes. 

A palavra Internet das Coisas tem sido muito utilizada para objetos que estão conectados à internet e são também chamados de inteligentes.

Para que um equipamento possa ser considerado inteligente ele deve:

  1. ter um nome ou endereço na internet;
  2. ter a capacidade de enviar ou receber informações de outros dispositivos;
  3. ser capaz de interagir e responder, de alguma forma, às informações recebidas;
  4. possuir alguma capacidade de processar os dados;
  5. possuir algum sensor (físicos, químicos, como velocidade, luz, umidade, temperatura etc.). 

Como aplicar a Internet das coisas na agricultura

A Internet das Coisas pode ser aplicada de diversas formas na agricultura, desde sistemas de telemetria, softwares computacionais, levantamento de dados e controle de automação de maneira eficiente. 

A IoT é, certamente, uma grande tendência no agronegócio, possibilitando que dados sejam gerados e analisados com intuito de melhorias nas atividades realizadas na fazenda.

As máquinas e os sistemas empregados no campo geram muitos dados detalhados e de forma contínua. Estes dados podem ser armazenados e combinados com outras fontes de informações para otimizar as aplicações e operações nas fazendas.

1 – Irrigação Inteligente

No Brasil, a cada dia que passa, temos um apelo maior pela sustentabilidade e uso racional da água no campo.

Tecnologias de IoT já possibilitam a irrigação inteligente nas fazendas.

Sensores podem ser instalados para medir a umidade dos solos, podendo estar acoplados a sistemas que indicam a textura daquele solo. Assim, de maneira automática, conseguem controlar a irrigação em taxas variadas em cada seção ou bico do pivô central.

sistema de gerenciamento de pivô por meio de internet das coisas na agricultura

(Fonte: Precision Farmer Dealer)

Além do uso mais eficiente da água, é possível selecionar a melhor hora do dia para realizar a irrigação. E, dependendo do horário do dia, o custo da energia pode até ser mais barato, já que ele pode variar ao longo do dia.

Saber exatamente a necessidade de água em cada metro quadrado da lavoura, bem como a hora mais barata para a irrigação, auxiliam na redução de custos na fazenda e ganhos em eficiência.

2 – Controle de pragas e doenças

Sensores portáteis ou acoplados a drones e satélites conseguem levantar mapas diversos das lavouras. 

Tais mapas podem estar integrados a sistemas ou plataformas computacionais que auxiliam na identificação de pragas e doenças nas lavouras. 

Após sua identificação, os mapas de biomassa como NDVI, NDRE, RGB ou outros índices levantados podem ser enviados às máquinas para atuação apenas nos locais selecionados.

O manejo localizado garante otimização dos insumos aplicados, pois não há aplicação em área total se não houver necessidade. Isso gera economia e aumenta a lucratividade das fazendas.

Sensores acoplados às máquinas conectadas também podem levantar informações e tomar decisões de maneira automática, em tempo real, da dosagem e da necessidade de aplicação dos produtos nas lavouras.

Sistemas de IoT estarão cada vez mais presentes no campo para identificação de pragas e doenças nas lavouras. E, se identificados e combatidos em tempo ideal, tais fatores podem ser a diferença entre o sucesso ou o fracasso das lavouras.

>> Leia mais:

Sensores no manejo integrado de pragas: por que você deve começar a usar

3 – Telemetria

A telemetria possibilita que os dados dos equipamentos que estão realizando as atividades em campo sejam coletados e compartilhados de forma remota.

Muito utilizada na Fórmula 1, a telemetria chegou ao campo agregando muito valor às tomadas de decisões.

Os equipamentos conectados à central podem ser visualizados em tempo real, desde que estejam com sinal de internet, e as operações podem ser corrigidas, se necessário.

sistema de telemetria John Deere conectado no maquinário no campo - internet das coisas na agricultura

(Fonte: John Deere)

Por meio da telemetria é possível checar se as máquinas estão trabalhando na rotação e velocidade ideais, com temperaturas e pressões corretas, a fim de gerar economias de combustível e realização corretas das operações.

Os relatórios gerados podem ser analisados para otimizar as máquinas e as operações em campo, reduzindo custos na propriedade.

4 – Robótica

Os avanços em robótica, impressoras 3D e automações no campo estão facilitando a criação e implantação de tecnologias, como por exemplo, estufas inteligentes.

Dotada de sensores e luzes artificiais, já existem estufas automatizadas produzindo alimentos, baseando seus manejos no conceito de agricultura vertical.

As estufas protegidas e os cultivos inteligentes possuem melhores controles sobre pragas e doenças, melhor utilização da água, energia elétrica e insumos aplicados.

Tratores e máquinas autônomas já estão presentes. Futuramente, é possível que haja redução e substituição da mão de obra no campo com a inserção deste tipo de tecnologia.

robô de precisão digital desenvolvido pela ecoRobotix que identifica plantas daninha e aplica o herbicida correspondente

(Fonte: Dinheiro Rural)

5 – Rastreabilidade e monitoramento

Mais comuns nas fazendas agropecuárias, as ferramentas e tecnologias de IoT como chips RFID e QRcode têm auxiliado o produtor rural com os dados coletados de localização, peso, consumo de ração e bem-estar dos animais.

As informações coletadas são enviadas a uma central que consegue monitorar animais doentes, animais em período fértil para inseminação, entre outros, auxiliando no manejo do gado e reduzindo custos com mão de obra.

As origens e rastreabilidade dos alimentos devem ser cada vez mais presentes no nosso dia a dia – e cobradas pelo consumidor final. Oferecer essa rastreabilidade desde já pode agregar valor ao preço dos produtos da fazenda.

>> Leia mais: “Blockchain na agricultura: conheça as 3 principais funções e seus benefícios”

guia - a gestão da fazenda cabe nos papéis

Conclusão

Com o avanço da conectividade no campo, no futuro teremos muitas máquinas conectadas e enviando dados pela internet a todo momento.

Por meio da internet das coisas na agricultura será possível avançar com as análises de big data e ser ainda mais eficiente na fazenda.

Como você conferiu, a internet das coisas possibilita que otimizações sejam executadas em tempo real no dia a dia das operações agrícolas. Isso, é claro, impacta e pode trazer o aumento da produtividade agrícola e redução dos custos no campo.

>> Leia mais:

5 tecnologias que vão deixar sua fazenda mais inteligente e rentável

Big data no agronegócio: a revolução dos dados

“Primeira antena 5G em área rural: entenda como essa tecnologia vai beneficiar sua fazenda”

Quais os avanços da Internet das Coisas na agricultura são mais impactantes para você? Restou alguma dúvida? Deixe seu comentário!

Como montar um projeto de consultoria rural: 7 dicas que vão te ajudar

Como montar um projeto de consultoria rural: saiba o que é necessário e veja 7 dicas do que não pode faltar ao estruturar um projeto!

Ao elaborar um projeto de consultoria rural, o conhecimento sobre gestão e funcionamento da propriedade rural é fundamental.

Para que o projeto seja funcional é necessário, antes de planejá-lo, diagnosticar particularmente a fazenda para saber a fundo os principais entraves.

Neste artigo, você verá 7 dicas do consultor Emerson Rossi, que atua na gestão administrativa, financeira e contábil de empresas rurais, de como montar um projeto de consultoria rural, aprendendo a estruturá-lo para agregar valor ao seu trabalho. Confira!

O que você precisa saber antes de montar um projeto de consultoria rural

Um projeto, para que atenda às necessidades do produtor, é preciso planejamento e dedicação.

Iniciar um projeto requer conhecimento sobre quais rumos você irá seguir, quais estratégias podem ser adotadas e quais resultados esperar.

Para isso, é preciso saber o que está ocorrendo na fazenda, qual modelo de gestão será realizado no negócio e o plano de ação do projeto que será efetivado.

Algumas respostas são necessárias, portanto, para iniciar um projeto.

Segundo o consultor Emerson Rossi, antes de elaborar um projeto, é preciso saber responder às seguintes questões sobre a propriedade:

  • Qual custo de produção?
  • Como está o fluxo de caixa da propriedade?
  • Quanto se investe de insumos por safra? Há separação de gastos com os insumos por categoria, como sementes, fertilizantes e defensivos?
  • Quais os gastos da propriedade com máquinas, combustível, peças, manutenção?
  • A propriedade tem estoque? O que há no estoque?
  • Tem anotações de datas das operações com aplicação de defensivos?
  • Qual a produção por talhão e qual é a rentabilidade de cada área? Há talhões com produtividades menores? Por quê?

Estas são algumas perguntas que você, como consultor, deve saber antes de iniciar um projeto.

Além disso, deve considerar a aceitação de novas ferramentas e tecnologias que as pessoas que trabalham na fazenda terão que adotar.

Para tanto, é importante inserir aos poucos essas mudanças, explicando a importância de cada ação realizada e considerar esse tempo na metodologia do projeto.

Imagem de divulgação do webinar sobre como criar relações duradouras com o produtor rural em texto à esquerda. À direita, a imagem do palestrante

Dicas para estruturar o projeto de consultoria rural

Sabendo as estratégias que você pode adotar, alguns pontos são fundamentais para a elaboração e estruturação do projeto.

A seguir, vou mostrar 7 dicas que te ajudarão a montar um projeto de consultoria rural. 

1 – Diagnóstico

O diagnóstico é uma análise aprofundada da empresa que contrata seus serviços de consultor. 

Sem saber o diagnóstico da fazenda, a elaboração do projeto fica condenado ao erro. O intuído da assistência técnica é organizar e ensinar o produtor as ferramentas para manter a organização da fazenda e do sistema que foi implantado no programa da consultoria.

O consultor Emerson Rossi faz uma analogia sobre a importância do diagnóstico para o projeto.

Segundo ele, “elaborar um projeto sem saber como a empresa está é como receitar um defensivo sem saber a praga”.

Desse modo, os consultores devem sempre fazer o diagnóstico da empresa e, a partir desse ponto, oferecer um projeto específico para aquela propriedade.

2 – Apresentação

Outra dica é realizar uma apresentação do escritório de consultoria no início do projeto.

Nesta descrição é importante conter a experiência do(s) consultor(es) que compõem aquela empresa de consultoria.

O portfólio da empresa deve abranger informações que mostre ao produtor suas linhas de atuação, assim como as estratégias utilizadas.

“Conhecendo a empresa, o produtor é capaz de saber o que você, como consultor, consegue agregar para a fazenda”, diz Rossi.

Banner do plano produtividade para consultores agrícolas

3 – Problemática 

Ao contratar a consultoria, o produtor tem um problema a ser resolvido e, ao fazer o diagnóstico, pode-se determinar os fatores responsáveis pelo problema, verificando se há mais problemas além dos relatados pelo produtor. 

Desse modo, é necessário deixar claro no projeto os problemas que serão superados, apresentando suas causas.

É elencando os problemas que será determinado o tipo de estratégia que aquela fazenda específica precisa.

Por meio da problemática é que o consultor tomará a decisão da implantação dos processos financeiros, administrativos e operacionais.

Além de saber quais os treinamentos que serão desenvolvidos no projeto e na implementação do sistema.

Emerson Rossi explana alguns treinamentos possíveis de serem abordados em um projeto:

  • Treinamento de processos administrativos, que ensina a utilizar procedimentos para melhorar as atividades, tanto no campo como no escritório.
  • Treinamento interpessoal para os colaboradores.
  • Capacitação para implantação de uma política administrativa.
  • Treinamento geral para uso de ferramentas como o Aegro, que engloba as áreas financeira, operacional e de gestão.

4 – Objetivo

Uma dica é abordar o objetivo do projeto com clareza, destacando os principais pontos de entrave.

O objetivo é o momento de mostrar ao produtor o porquê dele te contratar, pois é nesse tópico que você será capaz de indicar o que pretende atingir.

É relevante apresentar um objetivo geral que defina qual a intenção do trabalho para a melhoria dos sistemas da fazenda, além de objetivos específicos que definem as etapas do trabalho que serão desenvolvidos para que se alcance o objetivo geral.

>> Leia mais: “Quanto cobrar? Dicas de precificação da consultoria rural

5 – Ferramentas  

Existem diversas ferramentas de gestão que auxiliam na execução do projeto.

É importante destacar quais ferramentas serão inseridas no decorrer do acompanhamento realizado, esclarecendo o funcionamento e as informações geradas.

Assim, após seu serviço como consultor, todas as pessoas que compõem a empresa poderão continuar utilizando essas ferramentas.

Para tal, é de suma importância o consultor saber utilizar o software que será implantado, conhecendo quais os indicadores e relatórios fornecidos.

Um software de gestão agrícola como o Aegro tem utilização facilitada e centraliza informações da fazenda, gerando relatórios de forma automatizada. 

O papel da consultoria é organizar e ensinar as pessoas que compõem a fazenda a utilizar e manter os sistemas implantados. Assim, é importante que o software seja didático e prático.

“A tecnologia, vem ao encontro na centralização das informações, melhorando o controle financeiro, controle operacional e oferecendo ao produtor o resultado de suas atividades”, comenta Rossi.

Pensando nisso, o Aegro disponibiliza um plano exclusivo para consultores agrícolas com as funções essenciais para registro e acompanhamento das atividades, oferecendo aos clientes a melhor experiência para tomarem decisões assertivas baseadas em seu histórico, detecção de problemas e monitoramento da lavoura.

Exemplo de visualização de dados possível com utilização do software Aegro

6 – Resultados pretendidos  

Ao montar um projeto de consultoria rural, o resultado é a parte mais esperada pelo produtor.

Deixar esse tópico de modo claro é necessário para evitar divergências durante a execução e finalização do projeto.

Na agricultura, diversos fatores influenciam nos resultados alcançados, alguns, como o clima, exercem um papel direto nos resultados e não são controlados.

Assim, é recomendável dar projeções de resultados, apresentando os cenários que o produtor poderá encontrar no final da safra.

Elucidar nesse tópico do projeto que, durante o processo de implementação dos sistemas, podem ocorrer adequações para a melhoria dos resultados.

Emerson Rossi diz que apresentar indicadores, como custo de dessecação, custo de maquinário, entre outros, é algo que ajuda o produtor a ver onde pode chegar e qual a melhor tomada de decisão.

>> Leia mais: “Consultor gera economia de R$ 20 mil em operações de máquina usando software rural

7 – Acompanhamento 

Ao final do projeto de consultoria rural, é necessário indicar como será realizado o acompanhamento das atividades.

É importante realizar visitas na fazenda, para acompanhar o dia a dia dos funcionários e auxiliá-los na implantação dos sistemas de software, por exemplo.

Nas visitas e reuniões é o momento de verificar a adaptação das pessoas integrantes da fazenda quanto às mudanças e se é necessário realizar adequações.

É hora também de indicar as programações para realizar os treinamentos, evitando épocas de alta intensidade de trabalho, como época de plantio e colheita.

Além disso, tem que constar a periodicidade dos relatórios que serão entregues aos gestores, contendo os indicadores e o acompanhamento que será realizado.

Conteúdos do projeto 

Um projeto deve ser completo, detalhado e minucioso, para que seja adotado e efetivado na propriedade.

Pela dica do consultor, o projeto deve apresentar no geral: objetivos do projeto, objetivos do negócio, requisitos do projeto, fases de implantação, restrições e cronograma.

Deve conter também requisitos que agregam valor ao seu serviço como:

  • Análise financeira: conciliações de saldos, fluxo de caixa, entre outros;
  • Análise do resultado: como fechamentos de custos, rateios por safra e talhão;
  • Relatório utilizando rentabilidade e custo realizado;
  • Indicadores contendo os custos de produção como: custo total, custo insumos, custo administrativo, custo manutenção e colheita.

>> Leia mais: “Como fazer com que o produtor participe da gestão da fazenda junto ao consultor?

consultoria Aegro

Conclusão

Antes de montar um projeto de consultoria rural, conheça a propriedade e seus entraves.

Faça um projeto detalhado, contendo todas as informações relevantes de modo didático e claro.

Mostre seus objetivos e resultados esperados, e como seu auxílio, pelos acompanhamentos realizados, é importante.

Saiba implementar ferramentas de gestão, que lhe auxiliarão tanto durante a montagem do projeto quanto na junção das informações ao longo de sua execução.

Quer profissionalizar sua empresa e melhorar seu projeto de consultoria rural? Conte com o Aegro: conheça nosso programa de consultores aqui!

7 fatores que influenciam o aumento da produtividade agrícola e como melhorá-los

Aumento da produtividade agrícola: o que você precisa saber para impulsionar os resultados da fazenda sem precisar de mais área cultivável

A produção agrícola é sempre um desafio. São muitos os aspectos e fenômenos incontroláveis, desde o clima que afeta diretamente a lavoura ao preço que o mercado oferece.

Aumentar a produtividade é fazer crescer a produção. Mas, por si só, ter uma produtividade elevada também não é sinônimo de eficiência.

Neste artigo, elenco 7 fatores que influenciam a produtividade agrícola e o que você pode fazer para melhorá-los em sua fazenda. Confira!

O que impacta o aumento da produtividade agrícola?

Pensar em produtividade é impossível sem falar em uma boa administração dos mais variados fatores que compõem o resultado da sua empresa rural

É preciso considerar não só a produtividade em si, mas o potencial de evolução da sua propriedade. 

Alguns pontos vão impactar bastante a produtividade a longo prazo como: solo, insumos, escolhas técnicas de manejo de plantas daninhas, escolha tecnológica, mão de obra e investimentos financeiros.

E na produção de commodities, na qual o mercado dita “o jogo”, você se torna um tomador de preço. Por isso, para ter lucratividade, é importante investir de forma assertiva e racionalizar os custos.

É preciso promover o máximo potencial da sua propriedade, tornando-a inteligente e o seu trabalho mais eficaz. 

A seguir, veja alguns fatores que impactam sua produtividade e o que fazer para que ela se torne maior em sua fazenda.

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1 – Manejo do solo

O objetivo com o manejo do solo é evitar que ele tenha compactação ou erosão e garantir que haja quantidades adequadas de matéria orgânica. 

Por isso, diagnosticá-lo faz toda a diferença! Fazer análises de solos periodicamente é essencial.

Com a análise em mãos, é possível identificar as correções necessárias de pH e fazer a melhor adubação de acordo com a cultura que será implantada e suas exigências. 

A prática de zonas de manejo, onde uma amostragem estratificada é tirada para diagnóstico das camadas do solo (0-10, 10-20 e 20-40 cm) é super importante também. Assim, você tem a possibilidade de analisar melhor o balanço nutricional da sua área.

As práticas conservacionistas são o melhor caminho para a qualidade do seu solo a longo prazo. O Sistema de Plantio Direto (SPD) é um investimento para que as melhores  características de um solo sejam mantidas. 

A compactação é um grande desafio nas lavouras. Utilizar arado ou subsoladores ajuda a resolver parte do problema, pois remove a compactação, mas também desfaz os agregados do solo. 

O melhor é investir em plantas de cobertura com sistema radicular mais agressivo, pois com isso você ainda adiciona matéria orgânica ao solo, favorecendo as ciclagens de nutrientes. 

Sem falar que estamos avançando muito nas análises biológicas do solo, como o exame de bioanálise desenvolvido pela Embrapa. 

Aqui também temos uma tabela para cálculo de calagem que pode te ajudar. Aproveite para baixar clicando na imagem abaixo!

2 – Qualidade da semente

O objetivo ao implantar uma lavoura é que, após o plantio, a germinação seja sempre bem estabelecida e uniforme, na qual possamos confiar no potencial produtivo. 

Uma semente de qualidade vai determinar seu potencial de desempenho a campo.

E o que é uma semente de qualidade? Uma das primeiras coisas que recomendo para avaliar a semente é considerar seus atributos físicos como danos mecânicos, de insetos e o tamanho da semente padrão para facilitar o plantio. 

Os atributos sanitários também são muito importantes, pois as sementes são um dos principais meios de disseminação de doenças, principalmente em novas áreas. 

É fundamental utilizar sementes certificadas, por isso, sempre confira o boletim da semente. 

Você pode salvar a sua própria semente para uso exclusivo na sua propriedade – mas também é super importante testá-la. 

Para ter uma ideia de como será o desempenho da semente a campo, sempre utilize canteiro de teste. Se possível, teste até o tratamento de semente que irá utilizar com essas sementes do canteiro.

Lembrando que somente com condições adequadas de solo, nutrição, bom tratamento da semente e sem competição com plantas daninhas, ela poderá expressar seu máximo potencial produtivo.

3 – MIP e controle biológico 

Falar de MIP (Manejo Integrado de Pragas) é falar de monitoramento constante das área, porque muitas populações de insetos só são percebidas no momento em que causam perdas. 

Fazer um bom levantamento da área e depois utilizar várias técnicas para manter as populações abaixo do nível de dano econômico é o objetivo do MIP. 

Dentre as diferentes práticas, o controle biológico pode ajudar muito no resultado produtivo da sua propriedade.

Alguns exemplos são o uso de insetos predadores vivos, nematoides entomopatogênicos, patógenos microbianos, controle comportamentais com o uso de substâncias hormonais ou armadilhas atraentes para suprimir populações de diferentes insetos-praga. Experimente alguma em sua propriedade!

Primeiro porque você vai notar diferença na forma como o sistema reage e, se bem feito, verá que ele contribui para o nível de equilíbrio (NE) da lavoura. 

Segundo porque começará a ver outras possibilidades de manejo, rotacionando e posicionando os produtos químicos de forma diferente na lavoura e, consequentemente, diminuindo seu uso.

4 – Manejo de plantas daninhas

As plantas daninhas são super adaptáveis às condições edafoclimáticas e têm muita facilidade na sobrevivência e dispersão. O segredo delas é que, dentro de uma mesma população, possuem variações genéticas. 

O objetivo é prevenir e controlar as plantas daninhas nas lavouras. Por isso, é preciso identificar quais as principais invasoras da área e conhecer suas características mínimas. 

E o mapeamento das plantas daninhas é uma ótima opção a ser realizada neste caso. Falamos aqui no blog sobre o assunto no artigo “Tudo o que você precisa saber sobre mapeamento de plantas daninhas”.

Mas o básico de monitoramento convencional já faz toda a diferença. Para ajudar neste trabalho, você pode contar com alguns aplicativos para identificação de invasoras, inclusive.

Para manejo, a melhor opção é fazê-lo de forma integrada. Rotacione herbicidas em conjunto com rotação de culturas, utilize sementes certificadas e efetue a limpeza dos equipamentos também. 

Outra opção recomendada é fazer o controle não químico das plantas daninhas.

5 – Mecanização da propriedade e Agricultura de Precisão 

A mecanização agrícola traz grandes contribuições para aumento da produtividade agrícola. Além disso, é uma importante aliada na eficiência de aplicação e economia de produtos, além da possibilidade de manejar áreas maiores. 

Uma das coisas que mais aprendi na fazenda é que tratores, implementos, colheitadeiras e semeadoras bem reguladas e limpas são um investimento de tempo super necessário e importante.

Se possível, padronize as marcas dos seus implementos também. Em médio e longo prazos, isso pode facilitar muito suas manutenções. 

Quanto à Agricultura de Precisão, ela é uma das ferramentas mais avançadas para ajudar a potencializar a sua produtividade. 

Se você ainda não tem um projeto implantado, comece a usar seu próprio GPS para marcar onde fez as coletas do solo, onde tirou uma amostra da lavoura, onde identificou plantas daninhas e população de insetos. Seu próprio celular te ajuda nisso.

Não tenho dúvidas de que, quanto mais informações coletar das áreas, maiores serão as implicações diretas no diagnóstico e desempenho da produção.

E já que estamos falando em mecanização da propriedade, separei aqui uma ferramenta que vai te ajudar a calcular o custo operacional da frota da sua fazenda. Clique na imagem abaixo para acessar!

6 – Gestão agrícola para aumento da produtividade

A produção elevada, por si só, não indica boa produtividade de uma fazenda. É preciso ter uma visão sistêmica e global da propriedade – o que é possível com gestão agrícola.

Um dos primeiros e fundamentais passos para isso é ter uma boa organização dos dados da fazenda. E isso se torna mais fácil e prático com ajuda de um software de gestão agrícola como o Aegro, por exemplo. 

Com a organização das informações, você consegue ter mais controle da sua produção, saber quais talhões foram mais produtivos e quais áreas trouxeram mais rentabilidade.

Isso te ajuda a tomar decisões certeiras, sabendo onde investir ou reorganizar seu planejamento financeiro e operacional.

Invista mais seu tempo em analisar informação e entender as causas do que acontece na fazenda, em vez de somente reagir aos problemas. E a entressafra é um bom momento para começar a fazer isso!

O importante é realizar de forma qualificada a coleta dos dados, para poder confiar nas informações e no que está planejando fazer. 

Não dá para fazer gestão da propriedade somente olhando o saldo na conta bancária. Você precisa entender se está tendo retorno do investimento. Organizar o gerenciamento das informações aumenta a precisão da suas decisões!

7 – Equipe e conhecimento

Não tem como falar em aumento da produtividade agrícola sem pensar na gestão das pessoas envolvidas nisso – seja você e sua família ou uma equipe de funcionários.

Serviço é algo que nunca falta em uma propriedade: sempre tem o que se fazer! Nesses últimos dois anos, tenho trabalhado com gestão de granjas e posso dizer, sem dúvidas, que garantir um tempo para investir na sua equipe faz toda diferença!

Insira no planejamento um tempo para alinhamento e formação do seu pessoal. Organize a “casa” de forma que as informações possam chegar às pessoas certas no momento certo para atuarem. Faça divisão do time, reuniões de alinhamento. 

Na fazenda onde trabalhei, a reunião no café da manhã com a equipe que entraria no turno fazia toda a diferença. Quando ela não ocorria por algum motivo, usávamos o rádio o dia todo para colocar as coisas no lugar. 

Você pode pensar: “nossa, como vou conseguir incentivar minha equipe se tenho tanta coisa para resolver na propriedade?”… Mas, aí é o ponto! Você pode e deve investir também em si mesmo para se desenvolver como líder e ajudar a equipe. 

Além disso, é preciso investir em conhecimento da agronomia em si. Conheça e garanta que sua equipe tenha entendimento da cultura que está sendo implantada, de plantas daninhas, realização de manejos, etc.

Coloque tudo isso dentro de um cronograma e orçamento. Recomendo filtrar e escolher iniciar com algumas ferramentas digitais que podem fazer toda diferença na sua rotina na propriedade.

Já falamos aqui no blog sobre a como a agricultura 4.0 pode ajudar na rotina da sua propriedade. Confira: é simples e, ao mesmo tempo, fantástico!

Conclusão

Aumentar a produtividade de forma eficiente é possível. 

Certifique-se de acertar o básico como ter uma boa gestão agrícola, fazer a análise de solo, utilizar semente de qualidade, fazer o manejo integrado e ter um time entusiasmado!

A tecnologia também pode contribuir muito com tudo isso e, futuramente, haverá ainda mais oportunidades de melhorias na produção, com manejos mais inteligentes, sustentáveis e eficazes.

Espero que, considerando bem esses pontos apresentados aqui, você consiga ter uma ótima safra. 

O que você tem feito para alcançar o aumento da produtividade agrícola? Restou alguma dúvida sobre os pontos tratados no artigo? Deixe seu comentário abaixo!

Como ter mais eficiência operacional na colheita mecanizada do arroz

Colheita mecanizada do arroz: veja os pontos que merecem atenção na regulagem e manutenção das máquinas para evitar perdas de grãos

A colheita é uma etapa fundamental para garantir a rentabilidade da lavoura de arroz.

Colheitas bem realizadas podem manter a integridade e qualidade dos grãos, agregando maior valor final recebido nessa cultura.

Existe uma infinidade de máquinas e tipos de colheita utilizados para a rizicultura. Neste artigo, falarei sobre as colheitas mecanizadas e semimecanizadas de arroz, regulagens e pontos de atenção que você deve ter antes de iniciar esse processo na lavoura. Acompanhe!

Métodos de colheita do arroz

Os métodos de colheita podem ser segmentados em manuais, semi mecanizados e mecanizados. Vou explicar melhor cada uma delas:

Manuais

As etapas de corte, recolhimento e trilha são realizados manualmente e, dependendo do números de funcionários envolvidos na colheita, o rendimento operacional pode ser baixo.

Em pequenas lavouras, o rendimento da colheita manual chega a 10 dias para colheita de 1 hectare por funcionário.

O corte é quase sempre realizado com cutelos e os feixes amontoados transversalmente para facilitar o recolhimento. 

Após coletar os feixes, são diferidos golpes nas panículas para que ocorra o desprendimento dos grãos.

Semimecanizados

As etapas de corte e recolhimento são geralmente realizados manualmente e a operação de trilha é realizada com o auxílio de máquinas.

O rendimento operacional é geralmente maior, uma vez que se utilizam trilhadoras estacionárias.

Mecanizados

Todas as etapas de corte, recolhimento e trilha são realizadas com o auxílio de uma colhedora.

No mercado existem máquinas denominadas ceifadoras, trilhadoras e as colhedoras. Sobre elas, vou falar a seguir.

Quais máquinas utilizar na colheita mecanizada de arroz

Ceifadoras

As ceifadoras são mais utilizadas em pequenas lavouras de arroz. São máquinas montadas sobre duas rodas, com a presença de um motor, barra de corte e molinete. 

Algumas ceifadoras presentes no mercado possuem depósitos para plantas colhidas, que são descarregadas em leira ou de maneira intermitente em campo.  

Trilhadoras

As trilhadoras são máquinas responsáveis por separar os grãos das panículas de arroz. 

Os modelos de trilhadoras no mercado podem apresentar: cilindro trilhador de dentes de impacto, barras de fricção ou de fluxo axial.

Essas máquinas podem ser acionadas pela TDP do trator ou por motores estacionários. Podem ser abastecidas de maneira contínua ou intermitente com fluxo de arroz colhido e, em casos mais simples, serem acionadas por pedal.

foto de agricultor em trilhadora de arroz

(Fonte: Ruraltins)

As trilhadoras são excelentes opções para fazendas menores. Se operadas corretamente, podem propiciar bons rendimentos operacionais e boa qualidade do produto final.

Os rendimentos operacionais variam de acordo com cada máquina e modelo de equipamento. 

Atualmente existem trilhadoras com rendimentos de mais de 2.400 kg/h de arroz em casca.

Colhedoras

As colhedoras possuem em uma mesma máquina os sistemas de corte, recolhimento, trilha, separação, limpeza e armazenamento.

Essas máquinas podem apresentar pneus arrozeiros, esteiras ou pneus duplados para facilitar o tráfego e reduzir a compactação em terrenos alagados, por exemplo.

As colhedoras podem ser automotrizes ou montadas e acionadas com o auxílio de um trator.

Partes constituintes de uma colhedora de arroz:

  • plataforma de corte
  • molinete
  • condutor helicoidal ou caracol
  • cilindro degranador
  • côncavo
  • batedores
  • saca palhas ou rotor
  • peneiras: superior e inferior
  • ventilador
  • condutores helicoidais
  • tanque graneleiro
foto de colheitadeira CR 7.90 arrozeira - colheita mecanizada do arroz

Colheitadeira CR 7.90 arrozeira
(Fonte: Cultivar)

As colhedoras realizam todas as operações na mesma máquina, iniciando no corte das plantas de arroz, mecanismos de trilha, cilindro degranador, côncavo e batedores, até chegar ao saca palhas, peneiras e ventilador, para retirar o resto de impurezas, e condutores para levar os grãos até o tanque graneleiro.

Perdas na cultura do arroz

As perdas na cultura do arroz podem acontecer antes e durante a colheita.

As perdas antes da colheita devem ser evitadas com o manejo adequado da cultura e são:

  • degrana natural
  • acamamento
  • ataques de pássaros
  • excesso de umidade
  • excesso de ventos
  • doenças e pragas

As perdas durante a colheita são:

  • impacto da plataforma nas panículas
  • velocidade inadequada do molinete
  • calibrações inadequadas no cilindro trilhador
  • erros de calibração do saca palhas
  • peneiras com espaçamentos inadequados
  • presença de plantas daninhas

O impacto da plataforma de corte e a velocidade inadequada do molinete provoca degrana da cultivar no momento da colheita e desprendimento prematuro dos grãos.

Calibrações inadequadas no espaçamento do cilindro e do côncavo também resultam em trilhas ineficientes, comprometendo a qualidade final dos grãos, com danos mecânicos ou grãos presos nas panículas.

Como evitar as perdas na colheita 

A colheita no tempo ideal é fundamental para assegurar maior produtividade.

Colheita com grãos muito úmidos pode acarretar grãos imaturos, gessados e mal formados, que irão se quebrar no beneficiamento, descasque e polimento do arroz.

Colheita com grãos muito secos também não é ideal, pois pode ocorrer maior perda natural por degrana e quebra dos grãos no beneficiamento, perdendo qualidade do produto.

É ideal evitar a colheita do arroz pela manhã ou com os grãos umedecidos pelo orvalho. Se ocorrer uma chuva, o ideal é esperar que o arroz seque para iniciar a colheita.

Na maioria das cultivares, a umidade ideal deve estar entre 18% e 23% para colheita.

Na falta de aparelhos para mensurar os teores de umidade, você pode olhar a cor da casca e considerar ideal quando dois terços dos grãos ainda estiverem maduros.

Outra opção é apertar os grãos: se amassar, ainda está imaturo. Se quebrar, já estão aptos para a colheita.

Como aumentar a eficiência operacional na colheita mecanizada do arroz

Para aumentar a eficiência operacional e evitar perdas, a regulagem da colhedora é um fator crucial no manejo em campo.

O arroz é uma cultura que apresenta grandes perdas quando comparado à soja, feijão ou milho. Parte destas perdas ocorrem na colheita, armazenamento e outras também no processamento.

A regulagem deve ser realizada principalmente nas partes internas e externas das máquinas, dando maior atenção às plataformas de corte das máquinas, velocidade do molinete, regulagem do cilindro batedor, saca palhas e peneiras.

Veja os pontos que merecem atenção na regulagem e manutenção das colhedoras:

  • navalhas quebradas da barra de corte
  • peças e rotação do molinete
  • velocidade do cilindro batedor
  • espaço do cilindro degranador
  • peneiras superior e inferior
  • velocidade e fluxo de ar
  • tubos e condutores helicoidais

Regulagem da velocidade

A velocidade do molinete deve ser ajustada de acordo com o porte da cultura a ser colhida, devendo ser suficiente para puxar as plantas para o interior da máquina, podendo ser até 25% superior à velocidade de deslocamento da máquina.

A relação da velocidade do molinete e de deslocamento da máquina não deve ser superior a 1,25, uma vez que cerca de 70% das perdas na cultura o arroz ocorrem devido à má regulagem na plataforma de corte e velocidade do molinete.

Operações realizadas com velocidades excessivas podem provocar desgaste prematuro de peças da colhedora e maior perda na colheita.

Quanto à velocidade do cilindro batedor, ela pode variar conforme a umidade dos grãos, mas deve ser entre 20 a 25 m/s e a velocidade rotacional de cerca de 500 a 700 rotações por minuto, com intuito de separar 90% dos grãos da palhada segundo a Embrapa.

Em lavouras acamadas, a velocidade de operação da colhedora deve ser reduzida. O molinete precisa ser regulado com menor altura e mais avançado em relação à barra de corte para melhor recolhimento das plantas em campo.

A colheita, nesses casos, deve seguir o sentido do acamamento. Mesmo que haja redução no rendimento operacional, será mais eficiente.

No mecanismo de trilha, o cilindro trilhador deve operar com velocidades entre 16 ms-1 e 25 ms-1. A abertura entre o cilindro e o côncavo deve ser ajustada com intuito de minimizar o descascamento dos grãos.

A regulagem correta nos sistemas de separação e limpeza é muito importante para garantir a qualidade do produto final e reduzir perdas na colheita e processamento.

Acompanhamento das atividades em campo

Atualmente existem softwares de gestão que permitem analisar os dados de campo e gerar relatórios personalizados para otimizar o manejo.

Com o Aegro, por exemplo, você planeja o uso das máquinas nas atividades agrícolas e tem um controle detalhado de eficiência operacional. Veja com clareza o total de horas trabalhadas pela máquina, a área percorrida durante a operação e o seu consumo. 

Você ainda pode definir alertas periódicos de manutenção para a regulagem ou troca de peças, a fim de garantir o máximo desempenho dos equipamentos na lavoura.

Na época da colheita, você registra a produtividade dos talhões pelo celular, mesmo sem internet. Também é possível registrar as cargas de colheita, direcionando os romaneios para as unidades de armazenamento.

A partir deste controle, o Aegro te entrega indicadores precisos sobre a rentabilidade da safra. Avalie quais áreas da plantação custaram mais e quais apresentaram os melhores resultados.

Assim, fica mais fácil de entender quais métodos e máquinas foram mais efetivos na sua colheita do arroz. 

O que acha de gerenciar a sua colheita com ajuda do Aegro? Peça aqui uma demonstração gratuita do software!

planilha para estimativa de perdas na colheita Aegro

Conclusão

As colhedoras de arroz auxiliam os produtores a obter maior rendimento operacional.

Fazendas de menor porte podem optar por ceifadoras e trilhadoras estacionárias, que possuem ótimos custos-benefícios.

O acompanhamento dos dados das máquinas e das operações possibilita melhorias no manejo e otimização das atividades em campo.

A regulagem correta das colhedoras é fundamental para assegurar maior qualidade do grão e pode ser a diferença entre o sucesso ou fracasso da sua lavoura de arroz.

Como garantir uma boa negociação da venda da soja de forma antecipada

Venda da soja: diferentes opções de negócios e as dicas do que considerar antes de fechar o contrato de comercialização do grão

A incerteza da venda de um produto agrícola, principalmente do preço de venda, pode ser uma dor de cabeça. E a dúvida, independente do ano, é sempre a mesma: “será que vou conseguir vender por um bom preço?”.

A venda antecipada é muito comum para commodities, principalmente os grãos. Mas afinal, o como garantir uma boa negociação antecipada para a venda da soja? Quer saber mais sobre esse assunto? Confira!

Venda da soja antecipada: modalidades de comercialização

A atual redução nos estoques brasileiros de soja, acompanhados da alta do dólar, manteve os preços domésticos firmes para a venda da soja em grão.

Isso garantiu avanços surpreendentes na venda antecipada da safra 2020/2021, que está 3 vezes maior que o habitual e pode chegar a até 50% da produção esperada!

A fim de garantir sempre maior rentabilidade na venda da soja, é muito importante ter cautela, e, além disso, sempre negociar com empresas e pessoas idôneas

As negociações da soja podem ocorrer em 4 diferentes mercados:

  • mercado físico (spot, cash ou à vista);
  • mercado a termo;
  • mercado futuro;
  • mercado de opções.

Esses quatro mercados são praticados no mundo todo, inclusive no mercado interno brasileiro. Conhecê-los pode trazer um diferencial na busca pelo melhor preço. É claro que cada mercado apresenta vantagens e desvantagens e abordaremos isso a seguir.

Mercado físico

No mercado físico – spot, cash ou à vista – os negócios são imediatos, ou seja, a compra e a entrega do produto ocorrem no mesmo momento

Vantagens: possibilita aproveitamento de oportunidades pontuais do mercado e garante disponibilidade financeira imediata.

Desvantagens: sujeito às oscilações no preço.

Para realizar a venda da soja no mercado físico, os negócios devem ser feitos com as tradings ou outros compradores.

Mercado a termo

No mercado a termo, também conhecido como hedge, as transações ocorrem em dois ou mais momentos no tempo.

Nos contratos a termo, tudo é acordado de forma antecipada, desde a mercadoria, entrega, local, meio de transporte, forma de pagamento e qualquer outro ponto necessário.

Vantagens: garantia de preços sem necessidade de gastos e grande flexibilidade de modelos de transação.

Desvantagens: impossibilidade de aproveitar oportunidades do mercado; risco de não cumprimento do contrato.

Para a venda no mercado a termo, os produtores devem combinar o contrato com empresas compradoras.

Mercado futuro

O mercado futuro da soja, assim como outras commodities, é negociado na Bolsa BM&FBovespa ou ainda CBOT (Bolsa de Chicago).

O produtor pode fixar o preço de venda na Bolsa com a garantia de que receberá o valor esperado no futuro.

Vantagens: proteção a variações negativas do mercado, garantia do recebimento (não há possibilidade de calote) e a bolsa oferece liquidez nas negociações.

Desvantagens: impossibilidade de aproveitar variações positivas do mercado, necessidade de capital para composição de margem de garantia, ajustes e taxas de corretagem e influência das oscilações de câmbio (operações em dólares).

Para realizar negociações nessa modalidade, o produtor deve trabalhar com uma corretora cadastrada na bolsa, fazendo as negociações através dela.

Mercado de opções

O mercado de opções está intimamente ligado ao mercado futuro e também ao hedge, do mercado a termo.

Neste caso, são contratos que asseguram o direito de compra e venda de algum ativo, que pode ser físico ou futuro.

O direito de compra, também chamado Call, o comprador pode comprar um contrato futuro com base num preço pré-estabelecido.

Já a obrigação de venda, ou Put, o vendedor tem a obrigação de vender caso seja desejo do comprador adquiri-lo.

Vantagens: proteção de baixa dos preços, sem ficar atrelado a preços pré-estabelecidos. 

Desvantagens: necessita desembolso financeiro, vulnerável às oscilações do câmbio, risco de precisar aplicar mais recursos financeiros, principalmente, caso não haja variação positiva.

Para adquirir direitos de compra ou venda, os produtores devem contatar corretoras cadastradas na Bolsa – e assim a corretora cuidará dos trâmites.

Outras opções

É claro que existem diversas modalidades para a venda da soja e outros grãos, como o barter, que podem ser alternativas interessantes e que valem a pena ser conhecidas.

4 dicas do que considerar antes de fazer a venda da soja

Mas, afinal, agora que já conhecemos as opções de mercado para venda da soja, a pergunta que todo mundo quer saber: qual delas é a melhor?

E os únicos que podem responder a essa questão são os próprios produtores.

Veja bem, cada caso é único, cada fazenda tem suas dificuldades e objetivos a serem superados e alcançados. Mas com algumas das dicas que separei para vocês, isso pode ficar mais fácil:

Dica 1 – Planejamento

Essa é sempre a dica número 1, com um planejamento bem feito, todas as etapas do processo produtivo fluem com facilidade, principalmente na hora da comercialização.

checklist planejamento agrícola Aegro

Dica 2 – Conheça suas necessidades

Como já diz o ditado, “nenhum vento sopra a favor de quem não sabem para onde ir”. 

Portanto, conhecer a sua fazenda, os custos, a rentabilidade e a produtividade são essenciais para definir o melhor caminho.

“Quanto eu posso negociar? Quanto eu já negociei? Esse preço cobre meus gastos? Qual meu histórico de produtividade?”

São todas perguntas que devemos saber a resposta antes de fechar negócio!

E nessa horas, precisão é tudo. Usar um software para produtor rural pode ser a diferença entre o acerto e o erro!

painel de controle Aegro
Softwares como o Aegro podem fazer a diferença na precisão da gestão da sua fazenda

Dica 3 – Diversificação

Lembre-se que, na hora da venda da soja, diversificar as vendas é uma excelente alternativa para garantir flexibilidade e maximizar a rentabilidade.

Dica 4 – De olho no mercado

O agronegócio é mundial e tudo o que acontece no setor pode impactar positiva ou negativamente os preços de venda da soja.

Portanto, estar atento às perspectivas do mercado dos países produtores e compradores é essencial.
Assim, você tem embasamento na hora de tomar as decisões.

Para garantir os melhores preços, é importante estar antenado no mercado internacional e nas condições climáticas.

Banner de chamada para portal de consultores agrícolas

Conclusão

Atualmente, temos diversas operações financeiras que podem ser realizadas para a venda da soja, sempre buscando os melhores preços para o produtor.

A escolha de como realizar a venda da soja cabe a cada produtor, com base em planejamento e gestão atrelado sempre às mudanças do mercado nacional e internacional.

Trabalhar com a diversificação da venda da soja, optando por mais de uma modalidade evita prejuízos e garante lucratividade.

Agora você conhece quatro formas para negociar a venda da sua soja, escolha aquela que melhor reflete e satisfaz suas preocupações.

Você fez a venda da soja antecipada nesta safra? O que considerou na negociação? Aproveite e compartilhe este artigo com outros produtores em suas redes sociais!

Como melhorar a gestão de fazendas?

Melhor a Gestão de fazendas: como fazer um bom gerenciamento operacional e administrativo, e as ferramentas que podem te auxiliar nesse processo!

A gestão da fazenda é um dos principais fatores para aumentar a rentabilidade no campo.

Muitas vezes focamos na compra de equipamentos tecnológicos na busca por mais eficiência, mas deixamos em segundo plano o controle de processos administrativos e operacionais da propriedade. 

Contudo, ter conhecimento aprofundado dos resultados da empresa rural é fundamental para crescer, lucrar mais e atingir resultados consistentes.

E então, como superar os desafios diários e fazer a gestão de fazendas da melhor maneira possível? Confira a seguir.

O que é gestão de fazendas?

A gestão de fazendas engloba diversos processos administrativos e operacionais planejados pelo gestor agrícola com o intuito de melhorar os resultados na fazenda e prosperar nas atividades executadas.

Ela está diretamente relacionada à capacidade de administração de tudo o que acontece dentro das propriedades.

O gestor deve se atentar a uma visão macro do negócio e realizar mensurações, seja através de softwares dedicados ou planilhas eletrônicas que possibilitem a análise desses resultados e a otimização dos processos.

Os conceitos de gestão de fazendas envolvem desde a área de finanças, máquinas e implementos agrícolas, manejos operacionais e relacionamento das pessoas que fazem parte do negócio rural.

Como melhorar a gestão da fazenda?

O investimento em cursos de capacitação dos gestores e da equipe é uma excelente opção se você deseja melhores resultados nas suas fazendas.

O gestor deve conhecer de administração rural, sendo fundamental o conhecimento de cada setor dentro da fazenda para conseguir visualizar, de uma forma macro, toda a cadeia produtiva envolvida.

Também é preciso ter colaboradores capacitados em cada área da fazenda, sendo necessárias reuniões para alinhamento de cronogramas e planejamentos eficientes em cada área de atuação.

A aquisição de um software de gestão presente no mercado – e que seja capaz de mensurar e gerar relatórios otimizados – é um excelente começo.

Muitos são os processos na fazenda que podem ser melhorados e as medições constantes são essenciais para fornecer dados para o gestor. Assim, fica mais fácil otimizar os custos e os manejos em campo.

Busque atuar com gestores proativos e focados em atingir metas e objetivos previamente determinados.

Quais são os quatro pilares da gestão rural?

Dentro da gestão de uma propriedade rural, existem quatro pilares que ajudam a garantir a eficiência, sustentabilidade e lucratividade.

Ao entender esses conceitos, é mais fácil identificar os pontos que precisam de melhoria e definir a melhor estratégia. Confira

1. Gestão Ambiental e Sustentabilidade

Envolve o uso responsável dos recursos naturais, práticas conservacionistas, manejo do solo e da água, e cumprimento das normas ambientais para garantir a sustentabilidade da produção no longo prazo.

2. Gestão Financeira

Concentra o controle de custos, receitas, investimentos e financiamentos. Além disso, ferramentas como balanço patrimonial e fluxo de caixa ajudam a manter a saúde financeira da fazenda.

3. Gestão de Produção

Diz respeito ao planejamento e acompanhamento das atividades agrícolas e pecuárias, incluindo uso de insumos, manejo do solo, controle de pragas e doenças, e adoção de tecnologias para aumentar a produtividade.

4. Gestão de Pessoas

São todas as responsabilidade que envolve à administração da equipe, capacitação dos colaboradores, divisão de tarefas e motivação dos trabalhadores rurais para garantir eficiência e um bom ambiente de trabalho.

Liderança Feminina: Gestão de  Pessoas no Agro

Quais os benefícios de melhorar gestão de fazendas?

Ao melhorar gestão rural você consegue entender os principais gargalos de seus modelos produtivos, propiciando melhorias e maior rentabilidade agrícola.

A gestão agrícola baseada em metas e objetivos futuros auxilia nas tomadas de decisões e ajuda a promover:

  • Redução de custos
  • Otimização das atividades
  • Estruturação do negócio rural
  • Alocação correta dos recursos financeiros
  • Delegação correta das atividades
  • Saúde financeira e fluxo de caixa

Como identificar problemas de gestão na fazenda?

A gestão eficiente é o segredo sucesso para qualquer produtor rural, mas em um setor tão dinâmico como o agronegócio, identificar gargalos e oportunidades de melhoria pode ser um desafio.

Segundo dados do Censo Agropecuário de 2017, apenas 6,3% dos estabelecimentos agropecuários brasileiros utilizavam algum tipo de software de gestão.

Essa baixa adesão a ferramentas de controle e análise pode dificultar a identificação de problemas e impactar diretamente a produtividade e a rentabilidade da fazenda.

Para ajudar você nisso processo, separamos algumas dicas importantes que vão ajudar a identificar problemas e melhorar a gestão da fazenda. Confira:

1. Analise seus resultados

  • Compare seus números: Compare os resultados da sua fazenda com os de outras propriedades na região ou com médias do setor. Se seus números estiverem abaixo da média, pode haver um problema de gestão.
  • Avalie seus indicadores: Analise seus indicadores de desempenho, como produtividade, custos, eficiência e rentabilidade. Se você notar alguma queda ou estagnação, investigue as causas.
  • Use ferramentas de gestão: Utilize softwares e planilhas para coletar e analisar dados da sua fazenda. Essas ferramentas podem te ajudar a identificar padrões e problemas.

Para identificar problemas de gestão em sua fazenda, é crucial estar atento a diversos indicadores e adotar uma abordagem proativa. Aqui estão algumas dicas importantes:

1. Analise seus resultados

  • Compare seus números: Compare os resultados da sua fazenda com os de outras propriedades na região ou com médias do setor. Se seus números estiverem abaixo da média, pode haver um problema de gestão.
  • Avalie seus indicadores: Analise seus indicadores de desempenho, como produtividade, custos, eficiência e rentabilidade. Se você notar alguma queda ou estagnação, investigue as causas.
  • Use ferramentas de gestão: Utilize softwares e planilhas para coletar e analisar dados da sua fazenda. Essas ferramentas podem te ajudar a identificar padrões e problemas.

2. Observe sua equipe

  • Motive seus funcionários: Uma equipe desmotivada pode ser um sinal de problemas de gestão. Invista em treinamento, reconhecimento e comunicação interna.
  • Delegue tarefas: Se você centralizar todas as tarefas, pode ficar sobrecarregado e impedir o desenvolvimento da sua equipe. Confie em seus funcionários e delegue tarefas de acordo com suas habilidades.

3. Avalie seus processos

  • Mapeie seus processos: Desenhe um fluxograma de todos os processos da sua fazenda, desde o plantio até a venda dos produtos. Isso te ajudará a identificar gargalos e oportunidades de melhoria.
  • Otimize seus processos: Busque formas de tornar seus processos mais eficientes, eliminando etapas desnecessárias e utilizando novas tecnologias.
  • Automatize tarefas: Automatize tarefas repetitivas e manuais, como a coleta de dados e o controle de estoque. Isso te poupará tempo e evitará erros.

4. Monitore o mercado

  • Fique atento às tendências: Acompanhe as tendências do mercado, como novas tecnologias, produtos e demandas dos consumidores. Isso te ajudará a identificar oportunidades e ameaças.
  • Adapte-se às mudanças: Esteja pronto para adaptar seus processos e produtos às mudanças do mercado. A flexibilidade é fundamental para o sucesso da sua fazenda.
  • Inove: Não tenha medo de experimentar novas técnicas e tecnologias. A inovação é importante para manter sua fazenda competitiva.

5. Busque ajuda externa

  • Consulte especialistas: Se você estiver com dificuldades para identificar problemas de gestão, procure a ajuda de um consultor especializado em agronegócio.
  • Participe de cursos e eventos: Participe de cursos, encontros e eventos do setor para aprender novas técnicas e trocar experiências com outros produtores.
  • Use a tecnologia a seu favor: Utilize softwares de gestão, aplicativos e outras ferramentas tecnológicas para otimizar seus processos e tomar decisões mais assertivas.

3 Ferramentas para melhorar a gestão de fazendas

A gestão de fazendas está muito relacionada a mensurações de todas as informações e atividades realizadas dentro da propriedade.

Se as fazendas mensuram o que acontece em cada pedaço da lavoura, fica mais fácil para o gestor analisar os relatórios e tomar decisões que otimizam as atividades agrícolas.

Softwares de gestão nos mostram quais são os custos operacionais em tempo real de cada hectare da propriedade, bem como de cada trator do maquinário agrícola disponível.

Os relatórios personalizados permitem decisões baseadas nos seus números reais. 

Se a fazenda possui relatórios personalizados, como os custos de cada máquina, custos com reparo e manutenção, custos operacionais de consumo de combustível e horas trabalhadas, fica mais fácil selecionar as máquinas mais eficientes para cada atividade.

Hoje em dia temos tecnologias que cabem no bolso de todos os produtores, seja para fazendas de 50 ou 100 mil hectares.

As fazendas menores podem utilizar softwares gratuitos para criação e processamento dos mapas, além de planilhas eletrônicas, como o Excel, para tabulação de dados e geração de relatórios. 

Outra opção são os softwares de gestão agrícola que trazem todos esses resultados de forma automatizada e fácil de entender. 

1. Software de gestão agrícola

O Aegro é um software de gestão de fazendas que facilita a rotina integrando caderno de campo, controle de estoque, controle financeiro e muito mais.

A plataforma permite o registro detalhado de despesas, como insumos e custos de safra, para proporcionar uma visão clara da rentabilidade.

Também é organizar as operações diárias, com a possibilidade de planejar atividades e registrar tarefas diretamente do campo, otimizando os processos e ajudando a garantir a viabilidade econômica da propriedade a longo prazo.

2. Geração de mapas de produtividade

Softwares gratuitos como QGIS ou o Google Earth Pro podem auxiliar nos desenhos dos talhões da propriedade e na identificação exata do tamanho das áreas produtivas de cada porção da lavoura.

Um mapa simples, identificando as áreas de cada talhão, a fertilidade dos solos e as variedades ou híbridos semeados, auxilia no correto entendimento de áreas mais produtivas das fazendas.

Sabendo quantos hectares serão semeados, uma planilha operacional pode auxiliar na gestão da compra de sementes, herbicidas e outros insumos para serem aplicados nas doses exatas.

O erro de cálculo, em apenas 5 hectares, pode encarecer o custo na compra de sementes de soja em valores de R$ 2 mil a R$ 5 mil em nossas fazendas.

Custos que podem ser evitados com um mapa simples com desenho de seus talhões e a quantificação em hectares de cada área produtiva da sua propriedade. 

Um detalhe interessante, esse mapa pode ser confeccionado utilizando ferramentas gratuitas disponíveis na internet, a custo zero.

3. Mapas de altimetria

Outro exemplo de mapa gratuito, disponível na internet, são os mapas de altimetria proveniente de satélites com sensores-radar.

O mapa de altimetria auxilia na gestão das fazendas mostrando qual é o relevo da propriedade e quais são as áreas de difícil mecanização.

Eles podem ser confeccionados com auxílio de drones e, uma vez que o produtor rural tenha ciência das áreas mais planas dentro da sua propriedade, o planejamento de plantio e colheita pode ser otimizado.

Áreas mais declivosas acarretarão menor rendimento operacional e, consequentemente, aumento dos custos envolvidos na operação.

Essas áreas com relevo acidentado podem ser separadas para reserva legal ou APP nas fazendas, uma vez que corremos o risco de capotamento de máquinas durante a operação em áreas com declividade acima de 15%.

Quais os desafios de melhorar a gestão da fazenda?

Para melhorar gestão da fazenda é essencial em qualquer modelo produtivo que busque melhores resultados. 

Mas, para alcançar essa gestão de excelência, há muitos desafios. Um dos principais é ter na mão todos os resultados do negócio rural. Sem isso, fica mais difícil saber, por exemplo, se de fato o valor de venda da produção está superando os custos necessários.

Os profissionais envolvidos na gestão da fazenda, portanto, devem estar capacitados para realizar as mensurações dos custos e ganhos e fazer as devidas otimizações, desde o operacional até as relações interpessoais.

A gestão de pessoas, aliás, também é um dos desafios na gestão de fazendas, que pode ser minimizado com treinamentos e valorização da equipe.

Além disso, outras qualidades de um bom gestor de fazendas – e que contornam os desafios da gestão rural são:

  • Capacidade de liderança;
  • Proatividade;
  • Otimização dos custos;
  • Capacidade de trabalho em grupo;
  • Conhecimento de softwares e tecnologias.

Gestores com capacidade de liderança e proatividade são os mais indicados para realização das boas práticas agrícolas dentro das fazendas.

A empresa rural deve ser fundamentada na excelência, tanto no setor operacional, quanto financeiro e administrativo.

Conclusão

“Aquilo que não se pode medir não se pode melhorar”. Essa frase, de Lord Kelvin, reflete muito bem o processo de gestão das fazendas. 

Produtores rurais que não contabilizam os dados e não computam resultados não conseguem expandir seus negócios, uma vez que não têm noção do montante envolvido nas atividades agrícolas.

A gestão de fazendas envolve desde o controle de estoque de produtos, operações agrícolas, insumos aplicados em cada área, até serviços de terceiros e manutenções das máquinas.

Cabe a cada gestor selecionar as melhores ferramentas para o momento atual das propriedades rurais e analisar os relatórios para traçar planos estratégicos de longo prazo. 

Assim, é possível ter uma tomada de decisão assertiva e melhorar o desempenho da fazenda.

>> Leia mais:

“4 dicas para melhorar a gestão de tempo na fazenda”

Restou alguma dúvida sobre o processo de gestão de fazendas? Você já utiliza um software de gestão ou planilha eletrônica? Aproveite e faça um diagnóstico de sua gestão aqui!