Ramulária no algodão: entenda os principais sintomas, as perdas causadas e como controlar essa doença do algodoeiro.
A ramulária ou mancha de ramulária tem sido um dos principais problemas fitossanitários da cultura do algodão.
Essa doença tem causado grandes problemas no Cerrado e ataca folhas e até maçãs do algodão, reduzindo a sua produção e também a qualidade da fibra.
Mas em um passado não tão distante assim, a ramularia não era tão problemática. O que aconteceu?
Para te ajudar a entender, separamos algumas informações sobre como a ramulária se desenvolve, como identificá-la e controlá-la. Confira!
O que é a ramulária no algodão e qual sua importância
Ramulária, também chamada de falso-oídio, é uma doença causada pelo fungo Ramularia gossypii– conhecido antigamente como R. aureola – e está presente em todas as regiões produtoras do país desde seu primeiro relato no Brasil, em 1890.
Essa doença era característica de final de ciclo e considerada secundária nas principais regiões produtoras de algodão do passado – Sudeste e Nordeste.
Contudo, com a migração das lavouras de algodão para o Centro-Oeste, que hoje detém 74% da produção nacional, a ramulária passou a ocorrer durante todo o ciclo e tornou-se a principal doença do algodoeiro.
E por que isso ocorreu?
Bem, de lá para cá, muita coisa mudou. Como veremos a seguir, as mudanças no sistema de produção e a mudança de região produtora favoreceram a ocorrência da ramulária.
Volume de produção de algodão pelas regiões brasileiras (Fonte: Conab)
Condições favoráveis e sintomas da ramulária no algodão
Primeiramente, vamos relembrar alguns conceitos sobre o ataque de doenças nas plantas. A doença ocorre devido à interação de três fatores: o ambiente, o patógeno e o hospedeiro. Para isso, dá-se o nome de triângulo da doença.
Triângulo da doença
O fungo da ramulária (patógeno) necessita de hospedeiros para sobreviver nos sistema e se desenvolver, nesse caso, o próprio algodão e seus restos culturais. Além disso, ele necessita de condições ambientais favoráveis para se disseminar e se desenvolver. A interação desses fatores determinará a intensidade do ataque da doença.
Portanto, além da grande capacidade do patógeno se desenvolver, o ambiente do Centro-Oeste favoreceu o aumento da doença, além do uso de plantas suscetíveis e mal controle do algodão tiguera (hospedeiro).
Condições favoráveis
O fungo da mancha de ramulária do algodão é favorecido por condições de alta umidade, temperaturas entre 25℃ e 30℃ e alta pluviosidade.
Isso quer dizer que na época chuvosa é que os problemas são mais recorrentes. Além disso, em plantios com maior densidade, onde o microclima favorece a ocorrência dessas condições, os problemas serão maiores.
Da mesma forma, o baixeiro da planta será mais atacado.
Sintomas e danos
A ramulária do algodão é disseminada principalmente pelo vento e se manifesta em ambas as faces das folhas da planta de algodão. Inicialmente, têm-se lesões anguladas de 1 mm a 3 mm, delimitadas pelas nervuras das folhas.
Essas lesões têm coloração branca e, conforme a infecção avança, tornam-se amarelas e com aspecto pulverulento, principalmente na face inferior das folhas.
Detalhe dos sintomas de ramulária no algodão (Fonte: Embrapa)
Sintomas de ramulária nas folhas de algodão (Fonte: Embrapa)
Ataques mais severos levam à desfolha e podem causar apodrecimento das maçãs do baixeiro da planta.
Nas cultivares mais suscetíveis à doença, as perdas em produtividade podem chegar a 70%. Plantas sem controle de ramulária tiveram produtividade 45% menor em relação às que receberam controle químico.
Então, como podemos manejar a mancha de ramulária no algodão?
Manejo da ramulária no algodão
O manejo de qualquer doença deve ser integrado, ou seja, usar de diversas técnicas de controle – cultural e químico, por exemplo – quando os níveis de dano forem economicamente viáveis para realização do controle.
Vamos lembrar do triângulo da doença: podemos atuar no ambiente, no hospedeiro ou controlando o patógeno!
Para isso, é necessário monitoramento diário da lavoura e a correta identificação do patógeno da ramulária, observando a ocorrência de seus sintomas característicos.
Controle químico
Constatado o ataque do fungo nas folhas mais velhas (baixeiro), as aplicações podem ser iniciadas. Um critério que otimiza as aplicações é realizá-las quando as lesões atingem 5% da área foliar sem atingir o terço médio da planta.
Utilizando esse critério, recomenda-se três aplicações espaçadas em 15 dias, com produtos eficientes. Isso evita que o problema se intensifique e otimiza as aplicações.
Vale lembrar que é ideal alternar o uso de fungicidas com diferentes modos de ação para evitar a resistência do patógeno. No Agrofit, existem 136 produtos registrados para combater a mancha de ramulária no algodão.
Além disso, existem outros métodos de controle para serem usados em conjunto.
Controle cultural
O uso de cultivares suscetíveis à ramulária do algodão é um dos principais responsável pelos grandes danos causados por essa doença. Prefira as cultivares tolerantes/resistentes disponíveis.
Essa informação você pode encontrar no site da Embrapa, que disponibiliza um catálogo das cultivares de algodão disponíveis. Além desses, as empresas de sementes também disponibilizam seus catálogos.
Exemplo de catálogo de cultivares de algodão mostrando as recomendações e características de cada cultivar (Fonte: Embrapa)
Lembre-se que espaçamentos mais abertos propiciam um microclima que desfavorece a doença, pois reduz a umidade do sistema.
Um bom manejo da soqueira, evitando algodão tiguera, propicia que não haja hospedeiro para a sobrevivência do fungo para a próxima safra. Por isso, capriche no manejo!
Conclusão
Como você pôde acompanhar ao longo do texto, a ramulária ganhou importância nos últimos anos devido à migração do algodão para outra região produtora.
Nessas novas condições, a ramulária encontrou um ambiente favorável para se desenvolver. Além disso, deficiências de manejo, como o uso de cultivares suscetíveis e mal manejo de soqueira possibilitaram maiores danos dessa doença.
O manejo depende de monitoramento e de medidas integradas, como o uso de cultivares resistentes, manejo da soqueira e espaçamentos maiores.
Como alternativas de controle químico, pode-se aplicar fungicidas no momento e frequência correta, alterando modos de ação para evitar resistência.
Você já teve problemas com a ramulária no algodão? Quais os principais problemas que enfrenta? Conte para gente nos comentários Grande abraço e até a próxima!
Vaquinha da soja: aprenda a identificá-la, saiba em quais estádios ela causa mais problemas e a melhor forma de controle.
A vaquinha da soja é uma praga agrícola que causa grandes danos à cultura tanto na fase de larva quanto adulta.
É considerada bastante problemáticas na lavoura, pois ocasiona grande desfolha, prejudica a área fotossintética e influencia no crescimento e desenvolvimento da soja e também do milho.
Isso, claro, se reflete em perda de produtividade e de lucratividade.
Mas como fazer o manejo eficiente da vaquinha da soja? A seguir, trago as principais recomendações para que você tenha sucesso no controle dessa praga agrícola.
Características da vaquinha da soja
Existe um complexo de besouros Crisomelídeos que tem por nome comum “vaquinha”. Dentre as várias espécies existentes, a Diabrotica speciosa é a de maior ocorrência no Brasil, sendo popularmente conhecida também como vaquinha-verde ou patriota.
Essa praga provoca grandes problemas tanto na fase de larva quanto adulta, principalmente na cultura do milho, soja e feijoeiro.
Para reconhecê-la no campo, é preciso atenção a alguns detalhes. A vaquinha possui três instares larvais: ovo, larva e pré-pupa e pupa. Os ovos da espécie são de coloração amarela e medem cerca de 0,5 mm de diâmetro.
A oviposição é realizada pelo adulto normalmente em solos mais úmidos e escuros e ao redor das plantas.
A larva possui 10 mm de comprimento, com coloração branca e partes (como cabeça, pernas e tórax) na cor preta.
Fique atento, pois cerca de 90% das larvas costumam ficar ao redor das plantas!
A pré-pupa e pupa apresentam coloração branca e tamanho de aproximadamente 5 mm.
Já o adulto é de fácil identificação, pois possui cor verde com três manchas amarelas em cada élitro, tíbias e tarsos negros e cabeça marrom, lembrando as cores do Brasil. Possuem cerca de 6 cm de comprimento.
O ciclo biológico dessa praga varia de 24 a 40 dias, dependendo das condições climáticas da região.
Os períodos de cada fase de desenvolvimento variam de acordo com a temperatura. Geralmente, o período de incubação é de cerca de 7 dias. Passado esse período, temos a larva, de 14 a 26 dias e, em seguida, a pupa, com 6 dias em média.
Ciclo biológico de Diabrotica speciosa (Fonte: Embrapa)
Danos causados às lavouras
Os ataques da vaquinha ocorrem em diferentes fases da cultura da soja e do milho.
Na fase larval, essa praga ataca raízes e sementes. Além disso, é possível observar perfurações nas folhas cotiledonares.
Na prática, as raízes não absorvem bem água e nutrientes, o que deixa a planta debilitada.
Na cultura do milho, por exemplo, o ataque da larva danifica consideravelmente as raízes, ocasionando sintomas que são confundidos comdeficiência nutricional.
Podem ainda ocasionar sintomas na planta conhecidos como “pescoço de ganso”, em que a planta desenvolve o colmo em forma curvada.
Estudos realizados pela Embrapa Milho e Sorgo verificaram que a incidência de larvas da vaquinha por planta de milho podem reduzir consideravelmente o peso de grãos.
Danos larval da Diabrotica speciosa em raízes de milho (Fonte: Embrapa)
Em soja, apesar dessa praga ser considerada secundária, também vem gerando muitos problemas, em especial em áreas de soja precedida por milho safrinha.
Ela reduzir o estande na área e consequentemente o potencial produtivo. Por isso, o monitoramento é fundamental!
Na fase adulta, a vaquinha é considerada uma das mais problemáticas, pois ocasiona grande desfolha, prejudica a área fotossintética e influencia no crescimento e desenvolvimento de milho e soja.
Essa praga se alimenta de folhas, brotos, frutos e pólen de plantas, o que pode ocasionar inclusive falhas na formação de grãos.
Como fazer o manejo da vaquinha no milho e na soja
O primeiro passo para o manejo de vaquinha é analisar o histórico de pragas em sua fazenda para, assim, iniciar o planejamento de manejo.
Realize o monitoramento de sua lavoura constantemente. Esse é o ponto decisivo para saber quando é necessário entrar com medidas de controle.
Para isso, você pode contar com um auxílio de um software agrícola como o Aegro.
Sabendo que há possibilidade de se deparar com a vaquinha, você pode se preparar com alguns métodos como:
Controle cultural
A presença da vaquinha na safra anterior, é motivo de alerta, principalmente se você utilizar o sistema soja-milho.
Para evitar problemas com essa praga, realize um bom preparo do solo e elimine possíveis plantas hospedeiras.
Controle químico
O controle químico é o principal método de controle da vaquinha. No momento da escolha do inseticida, opte por ingredientes ativos com alta persistência (6 a 10 semanas), para que a planta esteja protegida no estabelecimento do estande.
A pulverização no sulco de plantio e o uso de granulados são alternativas bastante eficientes para o controle da larva.
Adubação nitrogenada: confira as recomendações para potencializar a produçãoda sua lavoura de milho, arroz, feijão e trigo.
O nitrogênio é um dos nutrientes mais demandados para o desenvolvimento das plantas.
E, com índices de produtividades cada vez mais altos, estratégias de manejo que permitam explorar o total potencial das plantas são sempre bem-vindas! Neste cenário, podemos destacar a adubação nitrogenada.
A seguir, explicarei melhor a importância dessa adubação e algumas estratégias que auxiliam no sucesso produtivos de algumas culturas.
Importância da adubação nitrogenada nas culturas
O pleno desenvolvimento vegetal é pautado na disponibilidade de todos os nutrientes tratados como essenciais.
Dentro desse grupo podemos destacar o nitrogênio (N), elemento essencial e ainda caracterizado como macronutriente. Isto é, um nutriente requerido pelas plantas em maior quantidade.
Essa maior demanda é justificado pelo fato do N ser utilizado para a síntese de proteínas e outros compostos orgânicos.
Sua baixa disposição pode acarretar diminuição drástica da produção, pois limita o crescimento vegetal, reduz a expansão e divisão celular, além de comprometer a área foliar e diminuir a taxa fotossintética.
Desta forma, os fertilizantes nitrogenados têm sido usados para o suprimento adequado desse nutriente, sustentando os altos índices de produtividade.
Demanda da adubação nitrogenada nas culturas
Devido ao uso intensivo dos solos, é preciso fazer a reposição dos nutrientes, incluindo o N.
A seguir mostro a adubação nitrogenada das culturas do milho, arroz, feijão e trigo.
Adubação nitrogenada do milho
O milho, uma gramínea, pode apresentar variação quanto à absorção de N devido à quantidade de raízes, condições ambientais e, logicamente, a seu estágio fenológico.
O manejo do nitrogênio para a produção de grãos de milho deve ser feito considerando aspectos como:
Em geral, a absorção de N nessa gramínea é mais acentuada no começo do crescimento vegetativo, chegando ao maior valor no início da fase reprodutiva, decaindo em seguida.
A dosagem depende de muitos fatores como: estado de fertilidade do solo, cultivar utilizada, expectativa de produção e condições climáticas, dentre outras.
(Fonte: Pionner Sementes)
A adubação nitrogenada para milho é recomendada tanto na semeadura como na cobertura.
Na semeadura, é recomendável utilizar até 30 kg/ha de nitrogênio. Estudos relatam que dosagens superiores a isso podem apresentar efeito tóxico para as plantas devido ao nitrato.
Quanto à aplicação na cobertura, como já dito, deve ser aplicado no momento de maior absorção desse nutriente. Dependendo da dosagem, pode-se aplicar em dose única quando as plantas encontram-se em V3 e V4.
Porém, se há uma expectativa de produção alta e é preciso fazer uma alta reposição de N, é aconselhável fazer o parcelamento com objetivo de reduzir as perdas e aumentar a eficiência na utilização dos fertilizantes.
A época recomenda para a aplicação da segunda cobertura gira em torno de V7 e V8, fase essa que as plantas ainda estão exigindo e absorvendo bastante N.
Adubação nitrogenada do arroz
A adubação nitrogenada no arroz requer alguns cuidados, pois sua falta pode acarretar redução direta na produtividade por afetar o desenvolvimento vegetal.
O excesso de N também é prejudicial nessa cultura, pois causa problemas de acamamento e esterilidade das espiguetas, além de favorecer o aparecimento de doenças.
Segundo o Irga (Instituto Rio Grandense do Arroz), é recomendável a aplicação de 10 kg/ha a 20 kg/ha de N no momento do plantio.
Já na adubação nitrogenada de cobertura, recomenda-se que o restante da dosagem seja parcelada, sendo ⅔ quando a planta estiver com três a quatro folhas e ⅓ com oito a nove folhas expandidas.
O feijoeiro é considerado uma planta exigente em nutrientes em função do ciclo curto e do pequeno e pouco profundo sistema radicular.
A absorção de nitrogênio ocorre praticamente durante todo o ciclo da cultura, mas a época de maior exigência e absorção ocorre dos 35 aos 50 dias após a emergência (DAE) da planta (florescimento). Neste período, relata-se que a planta absorve de 2 kg a 2,5 kg N/ha por dia.
No feijoeiro é comum ocorrer a associação simbiótica, porém a quantidade de N fixado só é considerável a partir de 35 DAE, requerendo um suprimento antecipado de N visto que as plantas irão demandar antes deste período.
Desta maneira, depois de analisar os parâmetros de solo, de cultivar, de condições climáticas, da extração/exportação, da expectativa de produção da lavoura, tem-se a dosagem.
É recomendável a aplicação de ⅓ da dose no sulco de plantio. O restante (⅔) deve ser aplicado até os 20 dias de emergência.
Em solos arenosos, pode-se parcelar essa dose da cobertura em até duas vezes, aplicando a primeira até os 20 DAE e o restante até uns 35 dias.
Adubação nitrogenada do trigo
No trigo, a maior parte da absorção do nitrogênio acontece entre as fases de alongamento do caule e de espigamento, chegando ao máximo na antese.
A dose de aduboa aplicar na planta de trigovaria de 60 kg a 120 kg/ha de N em função do teor de matéria orgânica do solo, cultura anterior, condições climáticas e expectativa de produção.
É bastante usual aplicar de 15 kg a 20 kg/ha de N na semeadura, com o intuito de estimular o vigor inicial.
O restante deve ser aplicado nos estádios de perfilhamento e alongação do colmo da cultura
A aplicação nessa fase é crucial por ser o momento em que a planta de trigo está definindo os componentes de produção como, por exemplo, o número de espiguetas por espiga e número de afilhos.
Inoculação da soja supre a demanda da planta?
De acordo com estudo da Embrapa, a adubação nitrogenada da soja é desnecessária, seja na semeadura como em qualquer fase do desenvolvimento.
A inoculação bem feita garante o suprimento da demanda de N da planta de soja.
As bactérias Bradyrhizobium que são utilizadas para a produção dos inoculantes conseguem captar o N atmosférico e deixá-lo de uma forma assimilável para as plantas.
No caso dessas bactérias, é possível notar a sua presença por meio da formação de nódulos nos sistema radicular das plantas.
Ainda segundo a Embrapa, o inoculante pode aportar mais de 300 quilos de nitrogênio por hectare (kg de N/ha) para a soja, com um custo até 95% menor em comparação ao fertilizante nitrogenado.
Existe inoculante em outras culturas?
Sim, o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) permite a utilização de bactérias Azospirillum brasiliense para a formulação de inoculantes para milho e trigo (gramíneas).
O nitrogênio por elas fixado ocorre em menor quantidade que o fixado pelas bactérias do gênero Bradyrizobuim. Assim, não são capazes de fixar grande quantidade do nutriente requerido para o alcance de elevadas produtividades.
Portanto, nesse caso, faz-se a inoculação com o objetivo de reduzir os gastos com fertilizantes nitrogenados, mas não dispensa sua utilização.
Conclusão
O nitrogênio assume papel fundamental quando estamos nos referindo à produtividade de diversas culturas, principalmente por ser bastante requerido para o desenvolvimento vegetal.
Por isso, a adubação nitrogenada deve ser planejada de acordo com as peculiaridades da fazenda, sempre buscando a maior eficiência dos recursos.
Vimos que a inoculação com microrganismos fixadores de N é uma boa estratégia, garantindo maior rentabilidade devido à redução dos gastos com adubos nitrogenados.
Qualidade da fibra do algodão: entenda quais são as características desejadas e quais as práticas de manejo podem influenciar.
Na cadeia produtiva do algodão, uma das exigências do mercado é a boa qualidade da fibra buscada pelas indústrias têxteis.
E o custo dessa fibra pode representar entre 40% e 60% do custo do fio. Por isso, entender mais sobre essas características e como elas estão ligadas à qualidade é essencial para você tomar algumas decisões importantes na sua lavoura.
Neste artigo, você vai entender quais fatores podem impactar na qualidade da fibra e os manejos mais recomendados para ter uma produção mais rentável na hora da venda. Confira!
Características intrínsecas e extrínsecas da fibra de algodão
A qualidade da fibra do algodão é determinada por um conjunto de características, divididas em intrínsecas e extrínsecas.
As características intrínsecas da fibra estão relacionadas a alguns parâmetros como:
comprimento (comprimento comercial, uniformidade e fibras curtas);
resistência;
índice micronaire (componentes de finura e maturidade);
cor (com brilho ou amarelo).
Já as características extrínsecas da fibra fazem referências a:
regularidade da massa de fibra (preparação);
teor de neps (presença ou não de nós de fibra imatura e fragmentos de casca dos caroços);
Qualidade exigida pelo mercado da fibra do algodão
No Brasil, as empresas de fiação demandam principalmente os tipos de fibras médios 5/6, 6/0 e 6/7.
As principais características tecnológicas da fibra de algodão avaliadas para determinar a qualidade do produto e seu valor econômico no mercado são:
índice de fibras curtas;
comprimento;
uniformidade do comprimento;
resistência;
micronaire.
Para empresas que utilizam o fio de alta qualidade, o primeiro critério na hora da compra é a qualidade das características intrínsecas.
Já para as empresas que utilizam o fio médio ou grosso, o principal critério é o preço.
Para o mercado externo a busca é por:
abundante oferta de algodão;
tipos superiores;
características intrínsecas de alto nível.
Em relação a essas características desejáveis pelo mercado externo, o algodão brasileiro possui boas características intrínsecas.
Porém, em relação ao tipo, ainda há limitações devido à presença de contaminação de matérias estranhas como folhas, fragmentos de cascas e fibras de madeira.
Portanto, é preciso aliar as práticas culturais e industriais, aprimorando os componentes que formam o tipo da fibra e preservando as qualidades intrínsecas.
Por isso, vamos ver agora um pouco mais sobre essas características e manejos que podem ser realizados.
Comprimento da fibra (POL ou UHML)
O comprimento da fibra é umas das características que mais interferem na qualidade. O valor mínimo de comprimento de fibra exigido pela indústria é de 28 mm.
Esse valor pode ser menor dependendo da cultivar e das condições adversas como a falta de água durante o período de 25 a 30 dias após a fecundação das flores, pois reduz o crescimento da fibra.
Índice micronaire (MIC)
Este índice mede o diâmetro da fibra e deve estar com valores entre 3,8 e 4,5.
Ele também serve como medição indireta da combinação da maturidade da fibra (espessura) e a finura (diâmetro externo).
A variedade determina o diâmetro externo da fibra, sendo definido de 3 a 5 dias após a floração.
Algumas condições adversas no final do ciclo do algodão podem influenciar negativamente o índice MIC, como ataque de doenças e pragas, temperaturas baixas e falta de água.
A maturidade da fibra é a porcentagem de desenvolvimento da parede secundária da fibra. O valor deste índice deve ser superior a 0,86.
Como é um índice que mede o desenvolvimento da parede secundária, qualquer fator que interfira na celulose afetará a espessura da fibra.
A ocorrência de pragas e doenças, além de temperaturas baixas, afeta o transporte de carboidratos para conversão à celulose e, portanto, reduz a espessura da fibra.
Resistência da fibra (STR)
A resistência da fibra do algodão é a capacidade que a fibra tem de suportar uma carga até se romper. É uma característica que depende, em parte, da resistência do fio. Este índice deve ser maior que 28 g/tex.
Alguns fatores influenciam neste índice como:
cultivar;
seca;
encharcamento;
baixas temperaturas;
falta de luminosidade;
época de semeadura;
nutrição mineral;
população de plantas.
Uniformidade de comprimento (UI)
A uniformidade de comprimento é a relação entre ocomprimento médio das fibras totais, expresso em %. Este índice representa a homogeneidade do comprimento das fibras do fardo.
A UI é uma consequência da qualidade.
Índice de fibras curtas (SF)
O índice de fibras curtas expressa a porcentagem de fibras curtas, sendo que este valor deve ser inferior a 10%.
Controle de plantas daninhas e a qualidade da fibra do algodão
Entre os exemplos acima citados, a presença de plantas daninhas no final do ciclo do algodão pode causar a depreciação da matéria-prima.
Isso porque, diretamente, as plantas daninhas competem com o algodão pelos recursos do meio como água, luz e nutrientes, o que, consequentemente, leva à redução na produtividade.
Já indiretamente, as plantas daninhas no final do ciclo do algodão causam a contaminação por impurezas, pois algumas sementes podem ficar aderidas à pluma, além de atrapalhar a colheita.
Assim, dentre alguns manejos adotados no algodão para reduzir o efeito negativo das plantas daninhas sobre a qualidade da fibra são as aplicações tardias de herbicidas feitas em pós-emergência dirigida às entrelinhas da cultura (jato dirigido).
Algumas plantas daninhas que são prejudiciais no final do ciclo do algodão porque são facilmente aderidas à pluma são:
Durante o beneficiamento, alguns parâmetros podem ser afetados pelo descaroçamento como: comprimento, resistência e contaminantes.
O objetivo do descaroçamento é a separação entre fibra e caroço do algodão, sendo a primeira etapa do processamento.
Portanto, é uma etapa que precisa ser adaptada de acordo com as características do algodão que será tratado, dos mercados, das características do lote (matéria estranha e umidade) e das condições ambientais.
Por exemplo, a umidade do algodão em caroço é o principal fator no armazenamento, e tem grande influência sobre a qualidade da fibra e do caroço.
Uma secagem muito elevada leva à perda de tenacidade, redução do comprimento e amarelamento da fibra.
Como durante a colheita a umidade é baixa, a técnica de umedecer o algodão em caroço é importante para a preservação da fibra. Isso também acontece depois de uma secagem excessiva.
O umedecimento restitui a umidade da fibra, assim, ela consegue suportar melhor as agressões mecânicas do descaroçador e limpador.
Quando o algodão chega no descaroçador, o intervalo de umidade na fibra deve ser entre 6,5% e 8%, pois isso ajudará a garantir a qualidade.
Como a genética interfere na qualidade?
A interação entre a genética e o ambiente vai influenciar na produtividade e na qualidade do algodão.
Alguns manejos podem ser adotados com o foco em produtividade e qualidade de fibra, dentre eles estão:
Segurança de dados no Aegro: entenda como funciona o armazenamento das suas informações no nosso software para gestão de fazendas.
Dados são a base de uma gestão agrícola eficiente. Quando você alimenta o Aegro com informações de qualidade, nosso software gera análises importantes sobre a saúde do seu negócio.
As entradas e saídas de dinheiro que você registra ao longo da safra, por exemplo, ajudam a calcular o lucro ou prejuízo da sua produção.
Mas, pode ser que você tenha algumas dúvidas sobre colocar as suas anotações de campo e o seu controle financeiro em um sistema.
Afinal, onde ficam salvos os seus dados e como eles são protegidos?
Neste texto, vamos te mostrar de forma bem direta por que o nosso software é o melhor local para guardar e administrar as informações da sua fazenda. Você nunca mais vai pensar em usar uma folha de papel! Leia a seguir um artigo completo sobre a segurança de dados no Aegro.
A segurança de dados no Aegro: um software na nuvem
Sem dúvida, trocar cadernos e planilhas por um software na nuvem é o primeiro passo para garantir a segurança dos seus dados.
Você não será o primeiro e nem o último agricultor a perder um bloco de notas para a chuva, o vento ou a terra.
Além disso, a planilha nada mais é do que um arquivo no seu computador. Esse arquivo pode ser corrompido e até mesmo perdido, caso o seu aparelho sofra um acidente ou furto.
Vale lembrar, também, que o seu computador está sujeito a milhares de vírus que atacam os usuários de internet todos os dias.
A segurança de dados no Aegro é maior por se tratar de um software na nuvem. Você sabe o que isso significa na prática?
Seus dados sempre disponíveis
A computação na nuvem traz muito mais praticidade para o cotidiano de uma fazenda.
Isso porque os dados da sua produção não ficam armazenados em um computador, sujeito a tantos problemas, mas sim em um centro de dados online, muito protegido e equipado com tecnologia de ponta.
Quer dizer que você acessa o software pela internet, a partir de diferentes tipos de dispositivos: computador, celular, tablet. Não importa se você está no Pará ou em Santa Catarina, seu dados permanecem à sua disposição.
É assim que funciona no Aegro. Mediante um usuário e senha, você entra na sua conta e gerencia as suas informações a qualquer momento.
Caso o seu computador estrague, você não perderá o histórico da atividade rural e nem ficará empenhado no dia a dia. Basta logar no sistema a partir de outro equipamento e continuar administrando a propriedade.
Tecnologia de ponta
Como comentamos no tópico anterior, todos os dados registrados no Aegro ficam salvos na nuvem. E você vai gostar de saber que nós operamos com uma das nuvens mais seguras do mercado: aAmazon Web Services.
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Com a Amazon, as barreiras de proteção do nosso software são monitoradas de forma automática e praticamente em tempo real para identificar possíveis ameaças.
Atualizações e correções de segurança de dados no Aegro são lançadas constantemente a fim de garantir que não haja nenhuma brecha no sistema.
Além do mais, os dados da sua fazenda são criptografados. Em outras palavras, aplicamos uma série de códigos para assegurar que ninguém, além de você, consiga ler as suas informações.
Garantimos a privacidade dos seus dados
Mais do que usar alta tecnologia para garantir a segurança de dados no Aegro, nós firmamos um compromisso com a sua privacidade desde os primeiros contatos.
Se você já deixou um e-mail, telefone ou qualquer dado sobre a sua atividade rural em formulários da Aegro, tenha certeza de que estes dados são coletados apenas para entregar a você os produtos e serviços que lhe interessam.
E nós continuamos tratando a sua informação com total confidencialidade durante toda a sua jornada conosco.
A Aegro é uma empresa independente, que não faz parte de grandes grupos do setor agrícola. Nós não respondemos a interesses externos e não repassamos os seus dados a terceiros.
Outro ponto importante é que nós construímos o nosso software de gestão pensando em preservar as informações sensíveis da sua fazenda. É você quem define o que cada funcionário enxerga.
Defina permissões de acesso
Você pode adicionar a equipe da fazenda no Aegro para que todos trabalhem de forma mais integrada, sem se preocupar com a exposição indevida dos seus dados.
Cada colaborador é adicionado ao software com um perfil de acesso, que determina quais informações ele pode acessar.
Os perfis estão relacionados a uma função dentro da fazenda: proprietário, gerente, agrônomo, financeiro, operador, estoquista, monitor.
Exemplo de permissões de acesso por funcionário possível dentro do software — ou como mantemos a segurança de dados no Aegro
Um operador visualiza informações relevantes para a realização da sua atividade, como safras, mapa da propriedade e máquinas. Ele também consegue registrar no sistema as suas operações de campo.
Já os dados bancários e transações, só poderão ser vistos e editados pelo proprietário, pelo gerente e contador/consultor financeiro da fazenda.
Você pode extrair informações do Aegro
Nos próximos anos, vamos continuar evoluindo para nunca deixar de entregar a você um sistema seguro e eficiente.
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Ou seja, você pode confiar no Aegro para armazenar os seus dados pelo tempo determinado em contrato.
Porém, esteja ciente de que você pode exportar os seus registros do Aegro sempre que quiser ou precisar. Todas as áreas do software possuem a opção de gerar relatórios em PDF e Excel.
Os relatórios são úteis para a checagem de dados e inclusive para passar determinadas informações a pessoas que não possuem acesso ao software.
Mesmo que a sua fazenda decida interromper o uso do Aegro em algum momento, você terá até 60 dias para exportar os seus dados do sistema.
Ficou com alguma dúvida? Então veja esta conversa com nosso gestor de engenharia, na qual respondemos as principais questões que recebemos no dia a dia sobre a segurança de dados no Aegro.
Conclusão
Como gestor da fazenda, você pode encontrar diversos meios para registrar os dados da sua atividade rural.
Existem controles por cadernos e planilhas. Entretanto, essas ferramentas não oferecem qualquer tipo de proteção contra a perda ou o roubo de informações.
Há também a opção de baixar e instalar um software no seu computador. Mas, neste caso, você também precisa lidar com os riscos e inconvenientes de armazenar seus dados “em casa”.
Já o Aegro, como um software na nuvem, faz todo o trabalho de proteger os seus dados. Nós entregamos à sua fazenda uma infraestrutura de segurança de alto nível e políticas transparentes de privacidade.
Portanto, sua segurança de dados no Aegro está garantida. Dessa maneira, você pode dormir com tranquilidade e focar a sua atenção no que mais importa: a gestão da sua propriedade.
Qualidade de sementes: atributos, importância, como verificar a qualidade e outras dicas de manejo!
Observar uma lavoura bem estabelecida, uniforme e sem falhas é gratificante! O principal fator que determina o sucesso da lavoura é o uso de sementes com alta qualidade.
A semente é um insumo que carrega consigo toda pesquisa e desenvolvimento do melhoramento genético. Sem ela, não se tem lavoura!
Mas o que é considerado semente alta qualidade? Que parâmetros ou atributos são necessários para determinar a qualidade? Como saber a qualidade da minha semente? Confira a seguir!
Produção de sementes com alta qualidade
A produção de sementes é uma atividade bastante criteriosa. A Lei n° 10.711, de 05/08/2003, é a que regulamenta o setor e que dispõe sobre o Sistema Nacional de Sementes e Mudas.
Para produção de sementes de alta qualidade é necessário realizar vistorias em diversos momentos da produção, colheita, beneficiamento e comercialização.
Algumas práticas importantes para a produção de sementes são:
Roguing: consiste na vistoria cuidadosa do campo de produção, com o objetivo de remover as plantas indesejáveis para preservar a pureza genética, varietal e sanitária.
Momento de colheita: tem que ser o mais próximo do ponto de maturação das sementes, pois possuem a máxima germinação e vigor. Realizar assim que possível.
Após a colheita, uma amostra do lote de sementes passa por testes em laboratórios credenciados pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), nos quais tem que atingir padrões mínimos.
Veja os valores mínimos de qualidade exigidos pelo Ministério da Agricultura para culturas como soja, milho, arroz e feijão.
Padrões mínimos para a produção e a comercialização de sementes (Fonte: adaptado de Mapa)
Sementes produzidas dentro das normativas possuem uma garantia de alta qualidade, apresentando desempenho superior se comparado às sementes de baixa qualidade.
Por isso, opte por sementes certificadas para que tenha garantia do material genético que está levando para seu campo!
Atributos da qualidade de sementes
A qualidade das sementes é um conjunto de atributos que determinam o desempenho em campo. São atributos genéticos, físicos, sanitários e fisiológicos.
Qualidade genética
Esse atributo diz respeito à pureza varietal, homogeneidade, potencial de rendimento, resistência a doenças e insetos, porte, entre outros.
Lotes com sementes de alta qualidade irão originar plantas com porte, ciclo e potencial produtivos iguais. Terão a mesma resistência a doenças, pragas e herbicidas.
Essas características são intrínsecas à genética das sementes, a qual confere uma lavoura com plantas homogêneas.
Qualidade física
Considera-se nesse atributo a pureza física, teor de água, tamanho, danos mecânicos e causados por insetos.
A pureza física é constituída de três componentes: sementes puras, outras sementes e material inerte (torrões, pedras, restos de plantas, insetos).
O dano mecânico nas sementes é um fator agravante na qualidade, podendo ser classificados como de efeito imediato ou latente.
Imediato é visível a olho nu e identificado logo após a semente ter sido danificada. O latente não é aparente, sendo mais acentuado do que o imediato.
A redução do vigor em sementes com dano latente ocorre durante o armazenamento, havendo redução do vigor da semente danificada.
Refere-se à presença de patógenos, como fungos, vírus, nematoides e bactérias presentes nas sementes ou no lote.
A presença de patógenos junto a sementes é um dos principais métodos de entrada e disseminação de doenças em novas áreas. Além disso, afeta a viabilidade e o vigor de sementes e tem impacto direto na produtividade.
Avaliação da sanidade em sementes de arroz (Fonte: Agronatura)
Qualidade fisiológica
Os atributos fisiológicos estão ligados às características metabólicas da semente.
Dentro dessas características os destaques são: germinação e vigor, que, se altos, provocam melhor desempenho das plantas em campo, como maior velocidade de germinação e emergência de plântulas, uniformidade da lavoura, entre outros.
A germinação expressa a capacidade da semente de formar uma plântula normal em condições normais.
O vigor expressa a capacidade das sementes gerarem plantas de alto desempenho, em condições desfavoráveis.
Use sementes de alto vigor, pois apresentam desempenho superior quando comparadas às sementes de baixo vigor.
Estabelecimento de plantas provenientes de sementes com vigor diferente (Fonte: Embrapa Soja)
Como saber a qualidade de sua semente
Ao adquirir suas sementes, verifique o boletim de análises de sementes, atestado de origem genética, certificado de sementes ou termo de conformidade das sementes. Esses documentos apresentam os resultados oficiais de análises de sementes.
Fique atento principalmente para informações de germinação (%), pureza (%), material inerte (%), outras sementes (%).
Observe também a etiqueta presente na embalagem de suas sementes!
Dados e garantias do lote de sementes em etiqueta (Fonte: Abrasem)
Caso você compre suas sementes antecipadamente, é necessário armazenar em local adequado para manter a sanidade e o vigor.
É importante lembrar que é permitido ao produtor salvar a própria semente, desde que para uso exclusivo na próxima safra.
Para tal atividade, é preciso seguir os critérios presentes na legislação para que sua produção fique dentro da lei!
4 passos para verificar a qualidade das sementes
Para verificar a qualidade das sementes que irão formar sua lavoura veja alguns passos:
1º passo: amostragem do lote
A amostra deve ser representativa do lote. Desse modo, é necessário coletar amostras do lote para serem enviadas ao Laboratório de Análise de Sementes.
Nas regras para análises de sementes estão descritos os procedimentos em relação à quantidade amostrada, representatividade e maneira de se realizar a amostragem.
Veja no quadro abaixo a quantidade de amostras simples por tamanho do lote.
teste de tetrazólio: soja, milho, trigo, arroz e feijão.
Teste de germinação (direita) e teste de tetrazólio (esquerda) (Fonte: ADV Semente)
4º passo: faça um canteiro teste
Antes de realizar a semeadura, retire uma amostra de sementes dos seus lotes e semeie em canteiros em sua propriedade.
Para fazer os canteiros utilize terra coletada da área de sua lavoura, na camada superficial de 0-20 cm de profundidade.
Faça uma camada de 10 cm a 15 cm de terra nos canteiros e abra os sulcos com 3 cm de profundidade onde serão colocadas as sementes para o teste.
Manejo das sementes de alta qualidade
Como visto, a qualidade da semente influencia no desempenho de sua lavoura, seja através do atributo fisiológico como germinação e vigor, sanitário, genético ou físico.
É evidente que o investimento em sementes com boa qualidade é recompensado.
Mas somente a utilização de sementes de alta qualidade não é suficiente para garantir o sucesso de sua lavoura.
Doenças do feijão: entenda os sintomas, o que causa cada uma delas, condições favoráveis para a ocorrência e como controlá-las
O plantio do feijão no Brasil pode ocorrer em três safras. Mas, por conta das condições climáticas, algumas doenças podem ocorrer de forma mais intensa em uma safra que na outra.
Conhecer as doenças mais frequentes e saber como manejá-las é essencial para garantir uma boa produção e, consequentemente, mais rentabilidade com a lavoura.
Neste artigo, veja quais são os sintomas mais recorrentes das doenças do feijão e como fazer o controle em sua propriedade. Confira!
Doenças do feijão: incidência nas diferentes safras
As doenças do feijoeiro podem ocorrer de forma mais ou menos acentuada conforme a safra (primeira, segunda ou terceira).
De forma geral, as principais doenças do feijão são:
Na primeira safra, também chamada de safra das águas, a semeadura do feijão acontece entre setembro e dezembro. Nela, há maior ocorrência de doenças como antracnose, mofo-branco e crestamento bacteriano.
Na segunda (janeiro a maio) e terceira safras (abril a julho), algumas doenças como mancha-angular e mosaico-dourado são as de maior ocorrência e dano.
Doenças de solo estão associadas à presença do patógeno no solo, e não dependem necessariamente da safra. Agora, veja mais detalhes sobre cada uma das principais doenças do feijão.
1. Mosaico dourado do feijoeiro
O mosaico-dourado, causado pelo vírus BGMV (Bean Golden Mosaic Virus), é a principal virose do feijoeiro, podendo causar grandes perdas na produção. A mosca-branca é vetora dessa doença.
Os principais sintomas causados pelo vírus domosaico dourado do feijoeiro são:
mosaico amarelo intenso em todo limbo foliar
redução do crescimento das plantas;
superbrotamento;
má formação de vagens e grãos;
encarquilhamento das folhas e mosaico.
O mosaico dá um aspecto mosqueado amarelo às folhas. Com a evolução da doença, toda superfície foliar se torna amarelada. Já as vagens e os grãos ficam deformados e mal formados, o que prejudica a qualidade do produto.
uso de inseticidas com objetivo de controlar o vetor;
variedades tolerantes ou resistentes.
2. Crestamento bacteriano comum no feijoeiro
É considerada a principal doença bacteriana de algumas regiões produtoras de feijão do Brasil. O crestamento bacteriano comum é causado pelas bactérias Xanthomonas axonopodis pv. phaseoli e X. fuscans sus. Fuscans.
Elas penetram na parte aérea da planta por aberturas naturais ou por ferimentos. A doença pode provocar até 70% de redução na produção do feijoeiro.
A doença prevalece na safra das águas devido às altas temperaturas e ocorrências de chuvas. Esses são fatores que favorecem as bactérias.
Como sintomas, você pode observar inicialmente lesões com aspecto encharcado de coloração verde-escura nas folhas. Com o progresso da doença, esses sintomas evoluem e aumentam de tamanho. As folhas ficam necrosadas.
Nas extremidades das lesões surgem halos amarelos. Os sintomas típicos da doença ocorrem quando as lesões são mais velhas, tendo o centro necrótico e com halo amarelo. Isso pode ocasionar a queda prematura das folhas.
Nas vagens, podem ocorrer lesões de aspecto encharcado, que depois progridem para lesões escuras e um pouco deprimidas.
Medidas de manejo do crestamento bacteriano em feijoeiro são:
variedades resistentes;
aplicação de cúpricos na lavoura, que pode retardar o aparecimento dos sintomas.
3. Antracnose no feijão
A antracnose no feijão é causada pelo fungo Colletotrichum lindemuthianum. Ela é considerada uma das doenças mais importantes da cultura, e ocorre mais em regiões de temperaturas moderadas e alta umidade.
Pode causar até 100% de danos em variedades suscetíveis, além de causar manchas nos grãos. A necrose nas nervuras é um sintoma bastante característico da doença.
Além disso, há presença de lesões principalmente na parte de baixo das folhas. Essas lesões são alongadas, de coloração avermelhada a marrom.
Nas vagens, os sintomas típicos são lesões circulares, deprimidas e com a borda da lesão mais escura. Quando atinge os grãos, pode depreciar a comercialização agrícola.
Lesões de antracnose no feijão nas folhas, grãos e vagens
(Fonte: Adama)
Esse fungo pode sobreviver em sementes, restos culturais e hospedeiros alternativos.
Algumas medidas de manejo da antracnose do feijoeiro são:
sementes sadias e certificadas;
rotação de culturas (uso de gramíneas não hospedeiras);
eliminação de restos culturais;
variedades resistentes;
controle químico com fungicidas para feijão.
4. Mancha angular do feijoeiro
A mancha angular do feijoeiro é causada pelo fungo Pseudocercospora griseola, que pode sobreviver em sementes, restos de culturas e outros hospedeiros. Pode causar até 80% de perdas em produtividade.
Os sintomas típicos são lesões de coloração cinza a marrom, de formato angular (delimitadas pelas nervuras), e com halo amarelo. No campo, os sintomas ficam mais evidentes na fase final da cultura.
Com o progresso da doença, pode ocorrer a desfolha prematura da planta.
O mofo-branco é causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, que pode afetar várias culturas. Em feijoeiro, é considerada uma das doenças mais agressivas da cultura, sendo mais problemática no florescimento.
A doença é favorecida pela alta umidade e temperaturas amenas. Como sintomas, ocorrem lesões encharcadas na parte aérea da planta. E, com o progresso da doença, há o crescimento de um micélio branco, com aspecto de algodão, sobre essas lesões.
Há ainda a formação de escleródios. Os escleródios são um enovelamento/agregado de hifas, que são estruturas de resistência do fungo. Assim, este fungo pode sobreviver no solo através dessas estruturas por vários anos.
Os escleródios podem ser propagados por sementes ou máquinas agrícolas.
Medidas de manejo do mofo-branco do feijoeiro são:
sementes sadias e tratamento de sementes;
limpeza de máquinas e equipamentos agrícolas;
evitar alta densidade de plantio que favorece a formação da doença;
uso de fungicidas para proteção da cultura.
6. Podridão radicular seca no feijoeiro
Essa doença é causada pelo fungo Fusarium solani e está presente em todas as regiões produtoras de feijão do Brasil. O patógeno sobrevive no solo por vários anos e raramente mata a planta, mas pode causar até 50% de perdas na cultura.
Como sintoma, você pode observar coloração avermelhada nas raízes jovens das plantas. Essa coloração progride para lesões marrons por toda superfície da raiz. A doença resulta em plantas pouco desenvolvidas, causando um estande irregular.
(Fonte: Murillo Lôbo Júnior em Embrapa)
A doença é favorecida por condições de solos compactados, encharcados, temperaturas baixas e pelo cultivo intenso de feijão.
Medidas de manejo da podridão radicular seca do feijoeiro são:
tratamento de sementes com fungicida para feijão;
evitar plantar em solos compactados e encharcados.
7. Podridão de raízes do feijoeiro
A podridão radicular ou podridão de raízes do feijoeiro é uma doença fúngica causada por Rhizoctonia solani. Esse patógeno está presente na maioria dos solos cultivados.
O fungo pode atacar as sementes, que apodrecem antes de iniciar ou durante sua germinação. Se a plântula de feijão é infectada, ocorre lesão na base do caule, de coloração avermelhada.
Saber o que é a podridão radicular e como identificá-la na lavoura é fundamental. Afinal, a doença pode resultar em morte do sistema radicular e tombamento das plântulas.
Medidas de manejo da podridão das raízes do feijoeiro são:
sementes sadias;
tratamento de sementes com fungicidas;
evitar plantar em solos compactados e encharcados.
8. Ferrugem
A ferrugem do feijoeiro é uma doença causada pelo fungo Uromyces appendiculatus. Essa doença está presente em todas as áreas produtoras do grão e responde por expressivas perdas na produção.
Sua ocorrência é maior em áreas tropicais e subtropicais úmidas. Os estádios de pré-floração e floração da cultura são as fases mais críticas para o aparecimento da ferrugem.
O sintoma inicial dessa doença é o aparecimento de pequenas lesões esbranquiçadas na parte inferior das folhas.
Com o tempo, essas lesões evoluem para pústulas de cor ferrugem. As pústulas podem se desenvolver dos dois lados da folha. É comum que elas estejam rodeadas por um anel de coloração amarelada.
Dependendo do grau de infestação da lavoura, esse sintoma também pode ser observado nas vagens e nas hastes das plantas de feijão.
9. Murcha ou amarelecimento de Fusarium
A murcha de Fusarium é uma doença causada pelo fungo de solo Fusarium oxysporum f. sp. phaseoli. Essa doença se desenvolve melhor sob condições de temperaturas amenas, solo úmido e compactado.
Ela se manifesta na fase vegetativa e reprodutiva do feijoeiro. Os sintomas dessa doença são a murcha das plantas nas horas mais quentes do dia, amarelecimento das folhas e o desfolhamento precoce.
As folhas do feijão amarelas e murchas são sinais de que o fungo impediu a água e os sais minerais de serem transportados para a parte aérea das plantas.
No entanto, o amarelecimento das folhas também pode estar associado a presença de outras pragas e doenças do feijão. Problemas nutricionais, compactação do solo e deriva de produtos químicos também podem causar esses sintomas.
Por isso, é de extrema importância realizar monitoramentos periódicos na área para avaliar a presença de pragas e doenças do feijão. Conhecer o histórico da área e analisar a distribuição dos sintomas na lavoura também contribuem com o diagnóstico.
No caso da murcha de Fusarium, os sintomas podem ser observados em reboleiras. Quando infectadas, as plantas jovens de feijoeiro apresentam redução do crescimento da parte aérea e do sistema radicular.
Em condições severas de infecção, as plantas podem morrer.
Sintomas de murcha de Fusarium em plantas de feijão
Por se tratar de um fungo habitante do solo, a murcha de Fusarium é favorecida pela presença de nematoides na área. O ataque de nematoides ao sistema radicular do feijoeiro contribui para a entrada do fungo na planta.
10. Nematoides
O nematoide-das-galhas (Meloidogyne spp.) e o nematóide das lesões (Pratylenchus brachyurus spp.) são tipos de nematoides responsáveis por causarem prejuízos às lavouras de feijão.
Seu ataque causa a destruição do sistema radicular. Ele também provoca o amarelecimento das folhas, diminui a absorção de nutrientes e reduz o estande de plantas.
A presença desses parasitas na área favorece o aparecimento de doenças causadas por microrganismos habitantes do solo.
A estratégia de manejo mais utilizada no controle de nematóides é o plantio de variedades resistentes/tolerantes.
11. Oídio
O oídio é uma doença de importância secundária para a cultura do feijão.
Essa doença é causada pelo fungo Eryshipe polygoni. As condições ótimas para o desenvolvimento do oídio em lavouras de feijão são baixas temperaturas e pouca umidade no solo.
O primeiro sintoma do oídio é o aparecimento de uma massa branca com aspecto pulverulento nas folhas do feijoeiro. Dependendo da severidade da doença, esse sintoma pode ser observado nas hastes e nas vagens das plantas.
Com o avanço da doença, o oídio também provoca a desfolha precoce.
Manejo integrado das doenças da cultura do feijão
O manejo integrado na cultura do feijão associa diferentes técnicas que contribuem para o controle populacional do patógeno e da doença de forma eficiente.
No manejo integrado de doenças da cultura do feijão, devem ser adotadas estratégias culturais, genética, biológica e química. Confira a seguir.
Manejo cultural
Para o controle de doenças no feijoeiro, é importante que algumas práticas culturais sejam adotadas, como:
evitar o plantio em áreas com condições favoráveis ao desenvolvimento de doenças;
realizar a limpeza de máquinas e implementos agrícolas;
respeitar o período de vazio sanitário determinado para a cultura.
Manejo genético
O plantio de variedades resistentes/tolerantes é uma estratégia que apresenta bons resultados no manejo de doenças na cultura do feijão.
A resistência genética é eficaz no controle de doenças, segura para o meio ambiente e tem baixo custo.
Manejo biológico
Trata-se de uma técnica de baixo impacto ambiental, econômica e alinhada às práticas de produção sustentável.
Na cultura do feijão, o controle biológico com Trichoderma tem sido utilizado no manejo de algumas doenças, como podridão de raízes, podridão radicular seca, mofo-branco e antracnose.
O número de produtos com registro do Mapa ainda é bastante reduzido, quando comparado aos produtos químicos.
Manejo químico
No caso do feijoeiro, o controle das doenças com defensivos agrícolas químicos é uma prática bastante comum e indispensável para alcançar altas produtividades.
Para garantir a eficiência desse manejo, utilize produtos registrados no Mapa. Siga as orientações quanto à dosagem, época e modo de aplicação. O melhor inseticida para feijão irá depender da doença em questão, então cuidado para não aplicar o produto errado.
Faça também a rotação de produtos com mecanismos de ação diferentes. É importante lembrar que a melhor estratégia de manejo é evitar que a doença entre na sua lavoura. Por isso, sempre adote boas práticas agronômicas.
Em áreas que a doença já está presente, procure adotar mais de uma estratégia de manejo para evitar o desenvolvimento e evolução da doença.
Conclusão
O feijoeiro é cultivado praticamente durante o ano todo no Brasil, mas muitas doenças podem interferir na produtividade dessas safras.
Neste artigo, mostramos as principais doenças do feijão, seus sintomas e como controlá-las.
Agora que você tem essas informações, não deixe que essas doenças reduzam o lucro da sua lavoura!
Você já teve muitos problemas com doenças do feijão? Como realiza o manejo na sua fazenda? Adoraria ver seu comentário abaixo.
Atualizado em 13 de junho de 2022 por Bruna Rhorig.
Bruna é agrônoma pela Universidade Federal da Fronteira Sul, mestra em fitossanidade pela Universidade Federal de Pelotas e doutoranda em fitotecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul na área de pós-colheita e sanidade vegetal.
Venda da soja: diferentes opções de negócios e as dicas do que considerar antes de fechar o contrato de comercialização do grão
A incerteza da venda de um produto agrícola, principalmente do preço de venda, pode ser uma dor de cabeça. E a dúvida, independente do ano, é sempre a mesma: “será que vou conseguir vender por um bom preço?”.
A venda antecipada é muito comum para commodities, principalmente os grãos. Mas afinal, o como garantir uma boa negociação antecipada para a venda da soja? Quer saber mais sobre esse assunto? Confira!
Venda da soja antecipada: modalidades de comercialização
A atual redução nos estoques brasileiros de soja, acompanhados da alta do dólar, manteve os preçosdomésticos firmes para a venda da soja em grão.
Isso garantiu avanços surpreendentes na venda antecipada da safra 2020/2021, que está 3 vezes maior que o habitual e pode chegar a até 50% da produção esperada!
A fim de garantir sempre maior rentabilidade na venda da soja, é muito importante ter cautela, e, além disso, sempre negociar com empresas e pessoas idôneas.
As negociações da soja podem ocorrer em 4 diferentes mercados:
mercado físico (spot, cash ou à vista);
mercado a termo;
mercado futuro;
mercado de opções.
Esses quatro mercados são praticados no mundo todo, inclusive no mercado internobrasileiro. Conhecê-los pode trazer um diferencial na busca pelo melhor preço. É claro que cada mercado apresenta vantagens e desvantagens e abordaremos isso a seguir.
Mercado físico
No mercado físico – spot, cash ou à vista – os negócios são imediatos, ou seja, a compra e a entrega do produto ocorrem no mesmo momento.
Vantagens: possibilita aproveitamento de oportunidades pontuais do mercado e garante disponibilidade financeira imediata.
Desvantagens: sujeito às oscilações no preço.
Para realizar a venda da soja no mercado físico, os negócios devem ser feitos com as tradingsou outros compradores.
Mercado a termo
No mercado a termo, também conhecido como hedge, as transações ocorrem em dois ou mais momentos no tempo.
Nos contratos a termo, tudo é acordado de forma antecipada, desde a mercadoria, entrega, local, meio de transporte, forma de pagamento e qualquer outro ponto necessário.
Vantagens: garantia de preços sem necessidade de gastos e grande flexibilidade de modelos de transação.
Desvantagens: impossibilidade de aproveitar oportunidades do mercado; risco de não cumprimento do contrato.
Para a venda no mercado a termo, os produtores devem combinar o contrato com empresas compradoras.
Mercado futuro
O mercado futuro da soja, assim como outras commodities, é negociado na Bolsa BM&FBovespa ou ainda CBOT (Bolsa de Chicago).
O produtor pode fixar o preço de venda na Bolsa com a garantia de que receberá o valor esperado no futuro.
Vantagens: proteção a variações negativas do mercado, garantia do recebimento (não há possibilidade de calote) e a bolsa oferece liquidez nas negociações.
Desvantagens: impossibilidade de aproveitar variações positivas do mercado, necessidade de capital para composição de margem de garantia, ajustes e taxas de corretagem e influência das oscilações de câmbio (operações em dólares).
Para realizar negociações nessa modalidade, o produtor deve trabalhar com uma corretora cadastrada na bolsa, fazendo as negociações através dela.
Mercado de opções
O mercado de opções está intimamente ligado ao mercado futuro e também ao hedge, do mercado a termo.
Neste caso, são contratos que asseguram o direito de compra e venda de algum ativo, que pode ser físico ou futuro.
O direito de compra, também chamado Call, o comprador pode comprar um contrato futuro com base num preço pré-estabelecido.
Já a obrigação de venda, ou Put, o vendedor tem a obrigação de vender caso seja desejo do comprador adquiri-lo.
Vantagens: proteção de baixa dos preços, sem ficar atrelado a preços pré-estabelecidos.
Desvantagens: necessita desembolso financeiro, vulnerável às oscilações do câmbio, risco de precisar aplicar mais recursos financeiros, principalmente, caso não haja variação positiva.
Para adquirir direitos de compra ou venda, os produtores devem contatar corretoras cadastradas na Bolsa – e assim a corretora cuidará dos trâmites.
Outras opções
É claro que existem diversas modalidades para a venda da soja e outros grãos, como o barter, que podem ser alternativas interessantes e que valem a pena ser conhecidas.
4 dicas do que considerar antes de fazer a venda da soja
Mas, afinal, agora que já conhecemos as opções de mercado para venda da soja, a pergunta que todo mundo quer saber: qual delas é a melhor?
E os únicos que podem responder a essa questão são os próprios produtores.
Veja bem, cada caso é único, cada fazenda tem suas dificuldades e objetivos a serem superados e alcançados. Mas com algumas das dicas que separei para vocês, isso pode ficar mais fácil:
Dica 1 – Planejamento
Essa é sempre a dica número 1, com um planejamento bem feito, todas as etapas do processo produtivo fluem com facilidade, principalmente na hora da comercialização.
Dica 2 – Conheça suas necessidades
Como já diz o ditado, “nenhum vento sopra a favor de quem não sabem para onde ir”.
Portanto, conhecer a sua fazenda, os custos, a rentabilidade e a produtividade são essenciais para definir o melhor caminho.
“Quanto eu posso negociar? Quanto eu já negociei? Esse preço cobre meus gastos? Qual meu histórico de produtividade?”
São todas perguntas que devemos saber a resposta antes de fechar negócio!
E nessa horas, precisão é tudo. Usar um software para produtor rural pode ser a diferença entre o acerto e o erro!
Softwares como o Aegro podem fazer a diferença na precisão da gestão da sua fazenda
Dica 3 – Diversificação
Lembre-se que, na hora da venda da soja, diversificar as vendas é uma excelente alternativa para garantir flexibilidade e maximizar a rentabilidade.
Dica 4 – De olho no mercado
O agronegócio é mundial e tudo o que acontece no setor pode impactar positiva ou negativamente os preços de venda da soja.
Portanto, estar atento às perspectivas do mercado dos países produtores e compradores é essencial. Assim, você tem embasamento na hora de tomar as decisões.
Para garantir os melhores preços, é importante estar antenado no mercado internacional e nas condições climáticas.
Conclusão
Atualmente, temos diversas operações financeiras que podem ser realizadas para a venda da soja, sempre buscando os melhores preços para o produtor.
A escolha de como realizar a venda da soja cabe a cada produtor, com base em planejamento e gestão atrelado sempre às mudanças do mercado nacional e internacional.
Trabalhar com a diversificação da venda da soja, optando por mais de uma modalidade evita prejuízos e garante lucratividade.
Agora você conhece quatro formas para negociar a venda da sua soja, escolha aquela que melhor reflete e satisfaz suas preocupações.
Você fez a venda da soja antecipada nesta safra? O que considerou na negociação? Aproveite e compartilhe este artigo com outros produtores em suas redes sociais!