Sementes piratas: entenda o que são, como identificá-las e os 6 principais fatores de risco que elas podem trazer para a produtividade da sua lavoura.
As sementes piratas vêm ganhando um espaço preocupante no setor agrícola.
Estima-se que, atualmente, mais de 30% das sementes de soja utilizadas no país sejam piratas.
Esse uso ilegal de sementes provocou, somente em 2018, prejuízos de mais de R$ 2 bilhões ao agronegócio brasileiro.
Mas você sabe o que são e como identificar sementes piratas?
Neste artigo, vamos mostrar os 7 principais riscos do uso dessa semente ilegal e como ela diminui a produtividade da sua lavoura. Confira a seguir!
Sementes piratas: Problemas e riscos da utilização
Sementes piratas são aquelas sementes vendidas no mercado informal, ou seja, que não possuem qualquer garantia de procedência ou certificação.
Justamente por isso, elas podem ocasionar sérios problemas para sua lavoura.
Lembrando que você pode salvar suas sementes! Entretanto, é necessário seguir uma legislação específica que mostra o passo a passo de como fazer para estar dentro da lei!
Ao optar por uma semente não certificada, o produtor acaba expondo sua produção à disseminação de pragas, doenças e plantas daninhas.
Além disso, as sementes comercializadas ilegalmente não possuem qualquer tipo de controle de qualidade.
Isso significa que, muitas vezes, elas não atendem atributos básicos para comercialização, conforme estabelecido pela lei.
Ao comprar uma semente pirata, quem mais perde é você.
Além dos problemas fitossanitários, você pode comprar uma cultivar diferente da escolhida.
Essas podem também apresentar baixa germinação, comprometendo o estabelecimento da cultura.
Análise de semente de soja em laboratório da Embrapa (Fonte: Embrapa)
A maior parte das sementes piratas é proveniente das sementes salvas, que os produtores multiplicam para uso próprio e acabam comercializando o excedente de maneira ilegal.
A compra dessas sementes ilegais normalmente ocorre pela facilidade de acesso, falta de conhecimento do produtor e até mesmo para reduzir os custos de produção.
As culturas mais afetadas pelas sementes piratas são soja, milho, trigo e aveia.
Apesar de parecer uma boa alternativa, utilizar sementes piratas não é solução!
Perde-se em qualidade e, consequentemente, em produtividade!
Para realmente reduzir custos com eficiência o que você precisa é conhecer sua propriedade e ter um bom planejamento agrícola.
Aqui no blog nós já mostramos sobre como uso de planilhas e softwares de gestão agrícola podem te ajudar!
Agora, vou mostrar as principais diferenças entre as sementes certificadas e as piratas.
Sementes piratas x certificadas: Diferenças
A principal diferença entre as sementes certificadas e as não certificadas são os cuidados antes, durante e após sua produção.
A produção certificada é feita por produtores de sementes idôneos, devidamente autorizados e cadastrados no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem).
Seus campos de produção devem seguir as normas e os padrões estabelecidos pelo Ministério da Agricultura (MAPA) para a espécie cultivada.
(Fonte: Fundação Pró-Sementes)
Toda etapa de produção das sementes é realizada mediante controle de qualidade, que ocorre desde a escolha do local até o beneficiamento e comercialização.
Além disso, também é investido em pesquisas e tecnologia para desenvolvimento de novas variedades.
Isso está previsto na Lei Nº 10.711, de 5 de agosto de 2003, e Normativa Nº 9, de junho de 2005.
A utilização de sementes certificadas é estimulada por várias entidades, como a Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja, pois possibilita ao produtor maior segurança.
Se você adquiriu sementes certificadas, pode ter certeza que elas estão dentro dos padrões de controle estabelecidos em nosso país!
Fique sempre atento à embalagem em que recebe sua semente e se a indicação de certificação está presente.
Mas e as sementes piratas?
Bom, elas não passam por todos esses cuidados durante a produção e não seguem as normas estabelecidas .
Deste modo, o produtor que adquire sementes piratas não possui amparo legal.
E não é só isso. Vou falar sobre os riscos que você corre se adquirir uma semente proveniente desse comércio ilegal.
Sementes piratas: 6 fatores de risco para sua lavoura
Quando o produtor adquire sementes piratas, não imagina quanto prejuízo ela pode trazer.
Vou listar aqui os 6 principais fatores pelos quais a utilização de sementes ilegais pode prejudicar sua lavoura e ainda diminuir sua produtividade.
1. Misturas de cultivares
Isso prejudica o manejo, causa diferença de ciclos e impacta na diminuição da produtividade.
2. Plantas daninhas entre as sementes
Essa disseminação de sementes de plantas daninhas entre as lavouras dificulta o controle e aumenta a utilização de defensivos. Isso interfere indiretamente na produtividade.
(Fonte: Cotrisoja)
3. Presença de partículas de solo
Situação que causa disseminação de patógenos de solo, podendo resultar em condenação do campo, falhas no estabelecimento da cultura e perdas na produtividade.
Mais um problema, dessa vez relacionado à disseminação de patógenos transmitidos por sementes. Isso resulta em epidemias do campo e, consequentemente, em perdas na produtividade.
Também impacta em custo, pois representa maior gasto com manejos.
5. Presença de Pragas
Disseminação de pragas, que podem comprometer a produtividade e o estabelecimento da cultura. Custo elevado de manejo.
(Fonte: Revista Globo Rural)
6. Sementes com baixa germinação e vigor
Primeiramente, a semente pode não emergir no campo. Quando isso ocorre, o produtor pode se deparar ainda com falha no estabelecimento da cultura, resultando em perdas na produtividade.
Além disso, sementes piratas não contém tecnologia nos mesmos padrões fornecidos pela empresa. Pode ocorrer inclusive mutação, o que compromete ainda mais a produtividade.
Fique atento à embalagem! Observe as informações apresentadas: sementes certificadas trazem essa informação na embalagem
Desconfie de embalagens violadas: Observe se existe a presença de materiais inertes, sementes de plantas daninhas ou sementes nocivas e partículas de solo. Sementes certificadas apresentam valores muito baixos de impurezas
Observe se não há mistura de cultivares pela coloração das sementes e de seus hilos. Sementes de um mesmo cultivar costumam possuir uma mesma tendência de coloração
Não compre sementes de conhecidos ou vizinhos. Procure sempre uma revenda ou seu engenheiro agrônomo.
Não economize com sementes, compre sementes certificadas. O barato pode sair caro!
Vender e comprar sementes piratas pode gerar multa, conforme a lei de proteção de cultivares Lei Nº9.456.
Embora o uso de sementes piratas seja cada vez mais comum no Brasil, não se esqueça que, além de prejudicar a sua lavoura, a utilização de sementes piratas também é crime!
Campanha desenvolvida pela Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem) para alertar sobre o problema da pirataria (Fonte: Adaptado de Abrasem)
Conclusão
Neste artigo vimos o que são sementes piratas e como elas podem influenciar na sua lavoura e na sua produtividade.
Mostramos também o que caracteriza uma semente pirata e como reconhecê-la.
Você conferiu ainda quais os principais fatores negativos da utilização de sementes piratas.
Espero que com esse texto você entenda a importância de usar somente sementes certificadas!
Cafezal: esqueletamento, decote e outras… Saiba quando é melhor fazer e qual tipo de poda é mais adequado para alcançar ganhos de produtividade.
Na cafeicultura moderna, as podas são essenciais para um bom manejo do cafezal.
São vários tipos de podas possíveis e a mais adequada para cada talhão pode ser diferente.
É preciso conhecer detalhadamente seu cafezal para escolher a poda correta e não sair “quebrando galho por aí”.
A seguir, confira algumas dicas de como realizar as podas no seu cafezal e mantê-lo produtivo por mais tempo!
Tipos de podas: como escolher a melhor para a lavoura
Podas como decote e desponte são consideradas leves, enquanto o esqueletamento e a recepa são mais drásticas.
O ideal é que se comece pelas podas mais leves, progredindo até podas mais drásticas, conforme a necessidade da lavoura.
Mas cada caso é específico. Dependendo da situação do cafezal, medidas mais drásticas devem tomadas imediatamente.
Vou falar mais sobre as indicações e como fazer cada uma dessas podas:
Decote
O decote é uma “poda alta” e leve, onde os cortes são feitos na parte superior da copa da planta.
A altura de corte depende do estado da lavoura e da cultivar utilizada, mas geralmente é feita entre 1,2 m e 2 m de altura.
Quanto mais alto o corte, maior será a produção no ano seguinte.
O decote é utilizado principalmente reduzir a altura da planta e facilitar a mecanização, além de corrigir deformações e diminuir o fechamento.
Dependendo do decote executado, a produção seguinte será mais baixa e, portanto, o custo de colheita relativo a esses frutos será alto. O produtor deve se atentar.
Caso as plantas estejam com produção apenas nas pontas dos ramos laterais, o decote não terá bom resultado.
Nesse caso, é necessário partir para outro tipo de poda: esqueletamento/desponte.
Cafeeiro decotado (A) e cafeeiro decotado com condução dos brotos (B) (Fonte: Boletim Técnico Cati em Esalq/USP)
Esqueletamento/Desponte
Ambos consistem no corte dos ramos plagiotrópicos em direção ao ortotrópico (tronco).
Enquanto no esqueletamento o corte é mais drástico, feito a cerca de 30 cm de distância, no desponte ele é mais leve, feito a cerca de 60 cm.
A finalidade dessa poda é renovar os ramos produtivos e diminuir o fechamento da rua no caso de lavouras mais adensadas.
A dica é associar essas podas a um decote. Assim, quebra-se a dominância apical da planta e estimula-se brotações laterais.
Após um ano de safra alta, realiza-se esqueletamento/desponte.
No primeiro ano, a safra será zerada e o cafezal terá apenas seu crescimento vegetativo.
Cafeeiro após esqueletamento (A) e cafeeiro após brotação (B) (Fonte: Boletim Técnico Cati em Esalq/USP)
No segundo ano, devido a todo esse crescimento, o cafezal irá produzir uma safra alta.
Essa combinação: safra zero, seguida de safra alta reduz as operações de colheita pela metade e, consequentemente, os custos dessa operação.
Ao mesmo tempo, ela mantém uma média de produtividade elevada para os dois anos, o que pode compensar financeiramente.
Esse comportamento é a base do chamado “Sistema Safra Zero ou Safra Cem”, adotado por muitos produtores. Vou falar especificamente sobre isso mais a frente!
Recepa
A recepa é uma poda drástica e consiste no corte do tronco próximo ao solo para renovar toda a copa do cafeeiro.
Na recepa baixa, corta-se a 30 cm a 40 cm do solo; na alta, a 60 cm.
Ela deve ser utilizada somente quando o cafezal estiver com poucos ramos produtivos da saia ou danos severos de geada.
A recepa bem-feita garante bom rebrote do café, sem morte de plantas.
Recomenda-se a realização do corte inclinado, para que não acumule água no tronco, o que pode ser porta de entrada para patógenos.
O cafezal só voltará a produzir no segundo ano após a realização da recepa, portanto deve-se avaliar muito bem a necessidade dessa poda, talhão a talhão.
A recepa é o último recurso do cafeicultor antes da renovação do cafezal.
Em casos onde a lavoura é velha ou tem histórico de baixa produtividade, a renovação terá melhor custo-benefício.
Primeira produção após a recepa (Fonte: Humberto Filho, Aiba)
Sistema safra zero
Esse sistema consiste na utilização da prática do esqueletamento periódica, a cada dois anos, como forma de manejo.
Para evitar ficar um ano sem produzir na propriedade, a dica é escalonar a poda nos talhões para que se tenha uma parte da propriedade em alta e outra na safra zero.
Desse modo, colhemos café todo ano e ainda temos os benefícios do sistema safra zero.
A adoção do safra zero deve ser avaliada caso a caso, pois nem sempre ele será vantajoso.
Depende de cada sistema de produção, por isso é necessário conhecer bem seu cafezal.
Florada no segundo ano do cafezal submetido ao sistema safra zero (Foto: Giovani Voltolini, em Revista Agronegócios)
Quando optar pela poda do cafezal
As podas não podem ser realizadas ao acaso. No planejamento, alguns pontos devem ser observados para se obter o resultado esperado.
Lavouras velhas não respondem bem às podas, portanto, a idade da lavoura de café deve ser considerada.
Cultivares mais vigorosas exigem podas mais frequentes e se recuperam melhor de podas mais drásticas.
Também temos que observar a sanidade da lavoura.
O ataque depragas, doenças, a presença de plantas daninhas e o depauperamento (enfraquecimento) podem prejudicar a recuperação do cafezal após a poda.
No caso de lavouras antigas ou onde já existem falhas e a população de plantas é baixa, provavelmente a renovação do cafezal será o melhor caminho.
E qual a melhor época do calendário agrícola para fazer a poda do cafezal?
As podas do cafezal devem ser realizadas preferencialmente em anos de alta produção, logo após o fim da colheita.
Quanto mais cedo elas forem realizadas, mais tempo o café tem para se recuperar, crescer e produzir.
Em locais onde há risco de geada, indica-se a realização das podas no mês de maior risco, para evitar perdas.
Época ideal para poda esqueletamento + decote (Fonte: Garcia, 2007, em Epamig)
Além da melhor época, algumas outras práticas são necessárias para o sucesso da poda do cafezal:
Desbrota: prática fundamental para o sucesso das podas
A desbrota deve ser realizada desde o início da lavoura, com a retirada de ramos ladrões.
Ela também garante o sucesso das podas, eliminando as brotações excessivas que possam aparecer.
A desbrota deve ser realizada com as brotações ainda jovens, deixando-se apenas o número adequado de hastes por planta.
Geralmente conduz-se apenas uma haste, mas esse número pode variar com espaçamento.
Um caso à parte: Poda no café conilon
Por ser uma planta multicaule, não há emprego da desbrota e, embora as finalidades das podas possam ser as mesmas, o café conilon tem podas distintas das do arábica.
Isso seria um tema para outro texto!
Para mais informações sobre poda em café conilon você pode acessar aqui a publicação da Embrapa sobre o assunto.
Atenção após a poda do cafezal
A poda, apesar de ser uma ferramenta de manejo, também causar estresse ao cafeeiro.
A planta tem que mobilizar suas reservas para retomar o crescimento das partes podadas, o que acarreta na morte de raízes e até de plantas, se já estiverem depauperadas.
Isso é tanto pior, quanto mais drástica for a poda.
Cafezais podados recentemente devem ter cuidado especial quanto à nutrição e controle fitossanitário.
A cafeicultura passou por um processo de modernização a partir dos anos 1970/80.
Foram introduzidas variedades mais vigorosas e produtivas e o cafezal passou a ser cultivado em renques.
Isso gerou um grande aumento na população de plantas e na produtividade.
Contudo, alguns problemas que não ocorriam com frequência começaram a aparecer: perda dos ramos produtivos inferiores, exaustão das plantas devido à alta produção, fechamento da lavoura, entre outros.
Nesse cenário, a técnica da poda passou a ser uma importante aliada do produtor.
Se no início de sua adoção a finalidade era apenas corrigir o erro de manejo, hoje ela já é incorporada ao planejamento do cafezal.
Ela ajuda a corrigir os problemas, mas principalmente, auxilia na condução e renovação da lavoura como forma de prevenção.
Poda do cafezal é estratégica para alcançar melhor produtividade (Fonte: Revista Globo Rural)
Finalidade das podas do cafezal
O uso das podas como ferramenta de manejo tem várias finalidades:
Renovar os ramos produtivos;
Adequar a arquitetura da planta para tratos culturais;
Atenuar a bienalidade;
Reduzir os danos causados por eventos climáticos (geadas, vento, etc), pragas agrícolase doenças;
Alterar o microclima (luminosidade, aeração);
Revigorar plantas debilitadas.
Cada tipo de poda irá atuar em alguns desses pontos. A escolha do tipo de poda correta para o cafezal é fundamental! Mais adiante, vou explicar melhor cada uma delas.
Peça auxílio a um consultor agrícola de sua confiança a fim realizar as podas corretamente e alcançar o objetivo desejado.
Conclusão
Como pudemos conferir, cada tipo de poda representa uma ferramenta com finalidade distinta.
A ferramenta correta deve ser utilizada para alcançar o objetivo do trabalho.
Por isso, o cafeicultor deve conhecer cada um dos tipos de poda, sua finalidade e a utilizá-la na época correta. Assim, obtemos os melhores resultados.
Vimos aqui que o manejo correto das podas promove a renovação do cafezal, ganhos em vida útil e até melhorias na produtividade do cafezal!
Plantação de milho irrigado: saiba qual o melhor método de irrigação, quando compensa irrigar e como obter maior produtividade da lavoura.
O cultivo do milho em segunda safra tem sido cada vez mais atrativo aos produtores. Mas seu plantio em uma época com redução de chuvas, luminosidade e temperatura, são riscos para o desenvolvimento da cultura.
Métodos para irrigação, então, acabam sendo estratégicos para contornar a possível estiagem prolongada e garantir melhor rendimento.
Mas quando esse investimento realmente vale a pena? Qual método de irrigação é mais viável para sua lavoura?
Neste artigo vamos responder a essas questões e abordar as vantagens da plantação de milho irrigado. Confira a seguir!
Plantação de milho irrigado: quando é uma boa alternativa?
A época de semeadura do milho (Zea mays L.) é geralmente definida pela distribuição das chuvas, que influencia diretamente na oferta de água no solo.
E o consumo de água no milho varia entre 500 mm e 800 mm em seu ciclo completo de desenvolvimento.
No caso do milho safrinha, por ser semeado entre janeiro e março, há limitações como redução de chuvas, radiação e queda de temperatura.
O milho é uma planta de fácil adaptação. Mas há diferentes respostas de produtividade dependendo da época e intensidade do déficit hídrico.
Uma estiagem prolongada antes da polinização pode significar queda de 50% na produção. Deficiências posteriores resultarão em danos de 25%-30%.
Dois dias de estresse hídrico no florescimento diminuem o rendimento em aproximadamente 20%. De quatro a oito dias, mais de 50%.
O grande risco de veranicos leva o agricultor a investir mais emtecnologia.
A irrigação, portanto, é uma alternativa que pode definitivamente impulsionar o rendimento do milho.
Experimento de milho sob irrigação constante de pivô central (Foto: Tese de doutorado – Jackellyne Bruna)
Em geral, a irrigação é uma prática que aumenta a produção de milho. Sou prova viva do uso da irrigação em meus experimentos de milho.
Como queria máxima produtividade e a região passava por constantes irregularidades de chuva, não deveria arriscar.
Instalei todos meus experimentos de milho em área sob irrigação constante em pivô central.
Mas, no meu caso, só houve pontos positivos porque toda estrutura já estava pronta para uso, então somente usufrui.
Em um caso real, é preciso avaliar vantagens e desvantagens (inclusive financeiras). Veja a seguir:
Plantação de milho irrigado: vantagens e desvantagens
A escolha de irrigar se relaciona com a própria gerência do produtor e de que forma todas as outras peças da fazenda se encaixariam na produção.
Caso opte por instalar sistema de irrigação na propriedade, o solo conterá pelo menos 60% de água disponível para as plantas durante o período de crescimento.
Isso permitirá que o milho tenha água suficiente para atingir seu potencial de rendimento.
Outras razões para optar pela plantação de milho irrigado são: aumento da produtividade, melhoria da qualidade do produto e produção na entressafra.
Além disso, também há uso mais intensivo da terra e redução do risco do investimento feito na atividade agrícola.
No entanto, tenha em mente que o capital inicial a ser investido. Além disso, é preciso de uma gestão agrícola bem feita para que não haja desperdícios nem falta de água para a cultura.
Ao decorrer dos anos haverá a depreciação dos equipamentos. Falando em tempo, não esqueça de colocar nessa conta os gastos com manutenção.
Fatores para você considerar antes de instalar a irrigação
1 – Distribuição de chuvas e quantidade de água
A necessidade de irrigação diminui à medida em que se move de regiões mais áridas e semiáridas para regiões úmidas do país.
É comum, na região dos Cerrados, a ocorrência de veranicos (períodos secos em meio ao período chuvoso) que causam quebra na produtividade e qualidade dos grão de milho.
Caso seus planos sejam de produção de semente, é interessante investir no processo de irrigação (mesmo que essa estrutura fique aparentemente inutilizada durante parte do período chuvoso).
Se seu interesse for o cultivo de milho verde para indústria ou consumo in natura, é imprescindível irrigação frequente ao longo de todo o ciclo.
2 – Necessidade de água da cultura do milho
A quantidade de água que o milho utiliza durante o ciclo é chamada de período sazonal.
Isso pode variar com as condições climáticas da região onde é cultivado.
Há um período durante o ciclo do milho em que mais água é consumida diariamente.
No caso do milho, esse período coincide com o florescimento e enchimento de grãos.
A quantidade de água usada pela cultura, por unidade de tempo, nesse período, é chamada demanda de pico (ponto máximo de requerimento de água que as plantas apresentam).
O sistema de irrigação deve ser capaz de fornecer a quantidade sazonal de água à cultura, bem como suprir a demanda de pico.
A quantidade sazonal de água requerida pela cultura deve ser comparada com a quantidade de água disponível na fonte durante o ciclo.
Exigência média de água para o milho por mm/dia (Fonte: Pioneer)
3 – Efeito da irrigação na produtividade do milho
Além do efeito direto da disponibilidade de água para as plantas, outros fatores contribuem para que a irrigação proporcione aumento da produtividade.
São eles o uso mais eficiente de fertilizantes, a possibilidade de emprego de uma maior densidade de plantio e do uso de híbridos que respondem melhor à irrigação.
4 – Fonte de água
Você deve analisar as fontes de água para verificar se são capazes de suprir as necessidades hídricas da cultura.
As principais fontes para irrigação são rios, lagos ou reservatórios, canais ou tubulações comunitários e poços profundos.
Vários fatores devem ser considerados na análise da adaptabilidade da fonte para irrigação, entre eles:
distância da fonte
altura em que a água deve ser bombeada
volume de água disponível (no caso de lago ou reservatório)
vazão da fonte no período de demanda de pico da cultura
qualidade da água
O fator mais importante, que determina a necessidade de irrigação de uma cultura em uma região, é a quantidade e distribuição das chuvas.
Se você deseja adotar a plantação de milho irrigado, deve prestar atenção também a quais híbridos são melhores para as condições de lavoura.
É importante ter definido se a produção será para pastagem, silagem ou grãos, quais equipamentos são necessários e o que esperar desse sistema.
Em geral, o interesse pela irrigação costuma aumentar quando ocorre estiagem, com quebra ou perda da produção.
Por outro lado, está cada vez mais comum o produtor adquirir sistemas de irrigação sem verificar se a cultura necessita ou responde à irrigação. E o principal, se a fonte d’água de que dispõe é suficiente para atender à necessidade hídrica da cultura.
Milho safrinha no estádio vegetativo com excelente desenvolvimento em área irrigada (Foto: Experimento de Jackellyne Bruna)
Lembre-se que, como já comentamos, com a aquisição de equipamentos, adicionam-se aos custos de produção, os custos de investimento, manutenção e operação do processo.
Considere tudo isso, na ponta do lápis ou na tela do computador, antes de decidir optar ou não pela plantação de milho irrigado!
Se a decisão for favorável à irrigação, deve ser realizada então a seleção do método e sistema de irrigação.
Métodos de irrigação para a cultura do milho
São basicamente 4 métodos de irrigação utilizados para a cultura do milho: superfície, aspersão, localizada e subirrigação.
Vou explicar melhor cada um deles:
1. Irrigação por superfície
Para a cultura do milho, a irrigação é feita nos sulcos localizados entre as fileiras de plantas.
Pode ser um sulco para cada fileira ou um sulco para duas fileiras.
2. Irrigação por aspersão
No método da aspersão, jatos d’água são lançados ao ar e caem sobre a cultura na forma de chuva. Pode ser utilizada no milho cultivado em pequenas áreas.
Alguns tipos de aspersão para plantação de milho irrigado:
aspersão Convencional
autopropelido
pivô central
deslocamento linear
LEPA (“low energy precision application”)
3. Irrigação localizada
A água é, em geral, aplicada em apenas uma fração do sistema radicular das plantas.
Empregam-se emissores pontuais (gotejadores), lineares (tubo poroso ou “tripa”) ou superficiais (microaspersores).
Alguns tipos são irrigação por gotejamento, subsuperficial e subirrigação.
Plantação de milho irrigado: investimento necessário em diferentes sistemas
Confira abaixo os principais tipos de irrigação e o investimento necessário (Fonte: SAgro em Agrolink)
Gotejamento
Muito utilizado em cafezais, citricultura e pequenas áreas, o tempo de instalação é de 20 hectares por dia.
Para sua instalá-lo, você deve evitar dias chuvosos e desembolsar entre R$ 8 mil a R$ 16 mil por hectare.
Com uma vida útil: 10 a 20 anos, nos sistemas de gotejamento a eficiência pode chegar a 95%.
Pivô central
Muito utilizado em grandes áreas, inclusive em milho, mas também possível em pequenas áreas. O tempo de instalação é de 14 a 45 dias.
Para sua instalação, o ideal é iniciar o projeto pelo menos 6 meses antes da data prevista para iniciar a irrigação.
O custo varia bastante, de R$ 6 mil a R$ 12 mil por hectare, com uma vida útil de 15 a 20 anos.
Aspersão convencional
A aspersão convencional é amplamente utilizada, com tempo de instalação de 0,6 hectare por dia e sem restrições para a instalação.
O custo gira em torno de R$ 6 mil (manual) a R$ 9 mil (automatizado), com vida útil de mais de 15 anos.
Esses sistemas apresentam uma eficiência média de 75%.
Conclusão
A produtividade do milho verde é diretamente afetada pela falta de água, resultando em queda na produção e espigas de tamanho pequeno.
E neste artigo vimos que o agricultor deve considerar o uso de irrigação para garantir a produção o ano todo, sem se preocupar com o período de escassez de água.
Também falamos sobre os sistemas de irrigação por aspersão, pivô central ou gotejamento e investimentos necessários.
A irrigação é uma tecnologia estratégica na produção de alimentos!
Mas também é preciso aliá-la outras boas práticas como análise de solo, controle de plantas daninhas, manejo integrado de pragas, entre outros. Assim, uma boa colheita é mais garantida!
Espero que essas informações te ajudem a melhorar sua produtividade e alcançar mais rentabilidade na sua lavoura!
Tecnologia no campo: saiba a importância, como ela evoluiu, principais ferramentas, o que ela proporciona e principais benefícios.
Para evoluir e ser competitiva, a propriedade agrícola precisa se adaptar e melhorar processos.
O avanço da tecnologia na agricultura, com uso de ferramentas como GPS, integração de maquinários,softwares para gestão agrícola e outras ferramentas inovadoras permitem o aumento da eficiência de processos e da produtividade geral.
Nesse artigo, veja as principais tecnologias que podem ser usadas nos processos do campo e todas as suas vantagens. Boa leitura!
O que é tecnologia no campo? Qual a sua importância?
A tecnologia no campo consiste no uso de equipamentos e técnicas mais modernas na propriedade. Produtores rurais que não abrem espaço para tecnologias, máquinas modernas e sistemas automatizados dependem de informações sem fundamento.
Isso compromete completamente as atividades e a produtividade da lavoura. A modernidade te ajuda a fazer agestão da fazenda e do campo, além do monitoramento da produção, do estoque, distribuição,comercialização e processamento.
Elas te ajudam a ter maior controle de qualidade das atividades diárias, tanto suas quanto dos seus funcionários.
A maior importância do uso da tecnologia no agronegócio está ligada ao fato de aumentar a eficiência do trabalho, o que te dá mais tempo para atuar no campo.
O uso de recursos desnecessários também é diminuído pela tecnologia, reduzindo também os riscos da atividade, aumentando a produtividade e amargem de lucro da fazenda.
Evolução da tecnologia agrícola
Muitas das tecnologias hoje utilizadas no campo vem de avanços em outras áreas que foram adaptados à agricultura.
Por exemplo, antes da tecnologia a aração da terra era feita manualmente. Em seguida, passou a ser feita com o uso de tração animal, e depois através de motores em tratores acoplados aimplementos agrícolas.
Hoje, esse processo acontece sem necessidade de operação humana. Tudo é feito pelaautomação agrícola, com máquinas ligadas ao GPS.
Os motores e o GPS não foram inventados para a agricultura, mas foram adaptados para uso nessa atividade.
Dentre os principais avanços tecnológicos implementados na agricultura ao longo do tempo, podemos citar:
Desenvolvimento e melhora de técnicas agrícolas;
Desenvolvimento de produtos de nutrição e fitossanitários para aumento de produtividade;
Melhoramento genético e biotecnologia;
Geolocalização e automação agrícola;
Uso de computadores para organização de dados e tomadas de decisão;
Hoje, muito se fala daagricultura 4.0, que nada mais é que o conjunto de tecnologias digitais integradas e conectadas através de softwares, sistemas e equipamentos, que colocar a agricultura de precisão em prática, por exemplo, o conjunto de tecnologias digitais integradas e conectadas através de softwares, sistemas e equipamentos, que colocar a agricultura de precisão em prática, por exemplo.
Como a tecnologia ajuda no campo?
A tecnologia no campo ajuda a aumentar a eficiência, sustentabilidade e produtividade por meio de ferramentas como softwares de gestão, monitoramento remoto com drones e sensores, máquinas automatizadas e agricultura de precisão. Confira mais detalhes:
1. Gestão mais eficiente: Softwares como o Aegropermitem o controle de custos, planejamento de safras, monitoramento de receitas e despesas, além de integrar dados fiscais e financeiros, otimizando a administração da propriedade. Conheça a solução!
2. Monitoramento remoto: Com o uso de drones, imagens de satélite e sensores, é possível monitorar a saúde da lavoura,identificar pragas e doenças, medir índices como o NDVI e tomar decisões mais precisas.
3. Automação de processos: Máquinas agrícolas, como tratores autônomos e sistemas de irrigação automatizados, economizam tempo, reduzem custos e aumentam a eficiência no manejo do campo.
4. Acesso a dados climáticos e previsões: Aplicativos e estações meteorológicas fornecem informações sobre clima, chuvas e temperaturas, ajudando no planejamento do plantio, manejo e colheita, além de mitigar riscos climáticos.
5. Sustentabilidade: Tecnologias que promovem o uso eficiente de recursos naturais, como sistemas de energia solar e gestão inteligente do solo, tornam a produção agrícola mais sustentável.
A tecnologia do campo vem crescendo e trazendo cada vez mais benefícios para quem produz. Ainda assim, pode ser que dúvidas apareçam antes de implementá-la na sua lavoura.
Para te ajudar, veja algumas das grandes vantagens que a tecnologia no agro proporciona para o seu negócio.
1. Planejamento e antecipação de problemas
Ao conhecer melhor as características específicas das áreas de cultivo e a situação de maquinários, fica mais fácil conhecer os potenciais problemas e antecipar soluções.
Por exemplo, você pode saber se vai ser ou não necessário irrigar um talhão em casos de risco dedéficit hídrico. Você também pode saber a hora certa de aplicar defensivos, a depender dos sinais de infestação de pragas ou doenças.
2. Diminuição de retrabalhos
O uso de máquinas inteligentes conectadas a sistemas de localização permite que as atividades sejam executadas com maior precisão e menor risco de falha humana.
Por exemplo, essas tecnologias para o campo evitam a necessidade de replantio por falha de distribuição de sementes. Os riscos disso acontecer são bem menores quando se utiliza um maquinário mais tecnológico. Opiloto automático é uma dessas tecnologias.
3. Economia de recursos
Ao tornar processos mais eficientes, há diminuição no desperdício e aumento na economia em diversos recursos.
Ao conhecer as necessidades específicas da lavoura por um determinado nutriente, você evita riscos de aplicação exagerada e consequenteoverfert. Além disso, ao diminuir retrabalho, há economia de combustível e mão de obra.
4. Diminuição de riscos e controle operacional
Uma atividade mais eficiente diminui a chance de perda de produção por fatores externos e diminui o risco da atividade para quem a realiza.
Além disso, você pode monitorar as atividades feitas na fazenda pela localização de máquinas e check-lists. Isso aumenta o controle e a organização do seu negócio, além de facilitar o planejamento.
5. Maior homogeneidade no campo e na produção
Ao utilizar métodos de localização e aplicação de maior tecnologia, a tendência é diminuir a influência da heterogeneidade de recursos, como solo, água e clima.
Assim, é viável homogeneizar e aumentar a produtividade da área como um todo.
Quais são as tecnologias no campo?
As inovações tecnológicas no campo têm novidades a cada dia. Atualmente, as mais utilizadas no campo são a agricultura de precisão, sensores, drones e automação de máquinas, GPS, robótica, biotecnologia, big data e softwares. Veja mais sobre eles:
1. Agricultura de precisão
Aagricultura de precisão é o uso de tecnologias e ferramentas avançadas para analisar as condições das áreas cultivadas. Isso é feito através da variabilidade do solo e do clima, e te ajuda a tomar decisões mais acertadas.
O uso dessas ferramentas em combinação aumenta a eficiência dos processos. Muitos agricultores brasileiros praticam a agricultura pela média, utilizando diagnósticos mais simples e recomendações únicas para a fazenda toda.
Porém, as fazendas e os talhões não são uniformes. Assim, a agricultura de precisão envolve um manejo diferenciado das lavouras, considerando suas desuniformidades.
Novas ferramentas possibilitam explorar detalhadamente as manchas dentro das lavouras e ver se elas se repetem ao longo dos anos ou se estão sempre nos mesmos locais.
Para isso, é crucial ter acesso à caracterização da propriedade de maneira rápida e precisa, seja das condições de clima, solo, maquinários e plantas.
2. Sensores
O uso desensores na agricultura para monitoramento de características da lavoura é cada vez mais presente. Hoje você pode medir automaticamente muitos parâmetros do solo, planta, clima e até mesmo de seus maquinários.
Isso aumenta a capacidade de mapeamento de problemas e a proposição de soluções específicas, seja emmanutenção de máquinas, controle de estresses bióticos e abióticos, etc.
Existem sensores que são mais e menos invasivos. Alguns são utilizados em contato com a planta, enquanto outros podem medir à distância, através do sensoriamento remoto.
4. Drones
Sensores acoplados a máquinas oudrones te ajudam a monitorar as áreas específicas da lavoura. Para aumentar o alcance e eficiência da atividade de medição de parâmetros, o uso de drones e máquinas autônomas é um grande avanço.
Por exemplo, uma atividade que necessitaria muita mão de obra pode ser feita muito mais rapidamente através de imagens ou dados de sensores. Eles podem ser acoplados a drones ou outras máquinas.
Existem vários tipos de drones no mercado, variando de acordo com preço e autonomia de voo, peso, tecnologia, etc.Drones na pulverização de defensivos também têm sido utilizados.
5. GPS agrícola
Ao acoplar as informações obtidas por sensores com a localização das medidas, você consegue gerar mapas detalhados da propriedade.
Os sistemas de localização como oGPS agrícola são atualmente bastante utilizados em propriedades agrícolas e acoplados a muitos maquinários..
Esse mapas, permitem decidir quais áreas necessitam de manejo e qual a urgência, seja para aplicação de defensivos, irrigação, época de colheita, preparo de solo, etc.
6. Inteligência Artificial (IA)
A IA na agricultura está transformando o setor ao tornar as operações mais eficientes, sustentáveis e produtivas. Com o uso de sensores, drones, máquinas autônomas e análise de dados, a tecnologia permite uma gestão mais precisa das lavouras.
Com algoritmos avançados, os produtores é possível analisar grandes volumes de dados em tempo real, ajustando suas estratégias conforme as condições climáticas, o solo e o desenvolvimento das plantas.
Isso resulta em um uso mais eficiente da água, fertilizantes e defensivos agrícolas, reduzindo desperdícios e impactos ambientais.
7. Robótica e automação agrícola
A robótica e a automação agrícola permitem um planejamento de atividades bastante específicas para cada pequena área de um talhão, por exemplo. Isso permite que as atividades sejam aplicadas, o que gera aumento da eficiência.
Para conseguir executar com precisão a recomendação de acordo com as necessidades informadas nos mapas, é necessário o uso de máquinas autônomas. Elas devem exigir o mínimo de atuação humana, com alta eficiência e precisão.
8. Biotecnologia
Abiotecnologia na agricultura permitiu o melhoramento genético convencional ou por meio de alterações pontuais e transgenia. Isso tem gerado um avanço enorme no ganho de produtividade na agricultura mundial.
Algumas dessas tecnologias são:
sementes mais saudáveis e homogêneas;
produtos biológicos;
estimulantes de crescimento;
protetores de plantas contra pragas e doenças;
melhoradores de desempenho sob estresse ambiental.
Essas tecnologias disponíveis no mercado te ajudam a diminuir as perdas, aumentar a eficiência e produtividade.
9. Big Data e Internet das coisas (IoT)
O aumento da capacidade de aquisição de dados pelos métodos de sensoriamento gera uma grande quantidade de informação. Isso acontece em combinação com a agricultura de precisão e com avanços da biotecnologia.
Isso é chamado deBig Data, e é usado para compreender as caraterísticas da fazenda e prever atividades futuras.
Hoje, com mais tecnologia no campo, os produtores já contam com ferramentas que auxiliam a interpretação de dados com agilidade.
Assim, a(IoT) Internet das Coisas é uma ferramenta que agrupa diversos equipamentos dentro e fora da fazenda, utilizando redes de dados e facilitando o entendimento da Big Data.
10. Tecnologias de Irrigação Inteligente
As tecnologias de irrigação inteligente aumentam a eficiência hídrica na agricultura por meio do uso de sensores de umidade do solo, irrigação automatizada, integração com estações meteorológicas, inteligência artificial e imagens de satélite ou drones.
Esses sistemas ajustam a irrigação de forma precisa, reduzindo desperdícios, custos e impactos ambientais.
Com isso, os produtores conseguem otimizar o uso da água, aumentar a produtividade e tornar suas lavouras mais resilientes às mudanças climáticas.
11. Sensores de Nutrientes e Fertilidade
Os sensores de nutrientes e fertilidade monitoram em tempo real a disponibilidade de macro e micronutrientes no solo, permitindo um manejo mais eficiente da adubação.
Utilizando tecnologias como sensores eletroquímicos, ópticos, IoT e inteligência artificial, eles fornecem dados precisos para ajustar a aplicação de fertilizantes, reduzindo custos, desperdícios e impactos ambientais.
Além disso, quando integrados a máquinas agrícolas, esses sensores otimizam a fertilização de forma automatizada, garantindo maior produtividade e sustentabilidade na lavoura.
12. Energia renovável no campo
A adoção de energia renovável no campo está reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e os custos com eletricidade.
Fontes como energia solar, eólica e biomassa vêm sendo utilizadas, permitindo que produtores gerem sua própria energia de forma eficiente. Enquanto painéis solares abastecem sistemas de irrigação, cercas elétricas e máquinas agrícolas, enquanto turbinas eólicas aproveitam ventos constantes para gerar eletricidade.
Já a biomassa e o biogás transformam resíduos agrícolas e dejetos animais em energia térmica ou elétrica, promovendo um ciclo sustentável.
Entre os principais benefícios, está a redução de custos operacionais, menor impacto ambiental, maior autonomia energética e o aproveitamento inteligente dos recursos naturais da propriedade.
13. Gestão e softwares
O uso de softwares de gestão rural é e será cada vez mais importante para evoluir os resultados da lavoura sem gerar prejuízos ao bolso do produtor.
Um bom exemplo disso é oAegro, um software que facilita a gestão agrícola e financeirada sua propriedade.
Isso porque ele acompanha a evolução da safra direto do campo , oferecendo dados precisos para avaliar a efetividade e o impacto das operações nos custos e, assim, tomar melhores decisões.
Suas soluções digitais também ajudam a controlar desde o estoque disponível até a manutenção de maquinário, evitando imprevistos na operação e melhorando o gerenciamento de recursos físicos e humanos.
Além disso, ele integra diversos recursos de tecnologias agrícolas, alguns já citados neste texto, em um só lugar.
Como é o caso das imagens NDVI e do Monitoramento Integrado de Pragas em um só lugar. Marque uma demonstração e faça um teste GRÁTIS no Aegro!
Conclusão
O uso de drones e satélites de última geração faz parte do dia a dia de muitos produtores. As aquisições de dados agrícolas estão cada dia maiores e mais precisas, possibilitando a criação e interpretação de inúmeras informações.
Portanto, fique de olho nas tecnologias que estão disponíveis no mercado. Essa é a principal forma de você não ficar para trás e evoluir a sua fazenda assim como a tecnologia evolui.
Comece já a pesquisar quais as tecnologias mais adequadas ao seu dia a dia e modelo de produção agrícola. Com certeza, desta forma você obterá ganhos na sua gestão.
A cada safra as unidades armazenadoras de grãos e de sementes devem estar preparadas para receber novas cargas.
Esse preparo diz respeito ao local onde os grãos ou sementes ficarão armazenados, que devem estar limpos e isentos de pragas (insetos, ácaros, fungos e roedores).
Nessa etapa pode ser realizada a fumigação do local de maneira preventiva para evitar a presença de pragas de armazenamento. Vou explicar com mais detalhes adiante.
Além disso, é importante que haja ventilação e condições climáticas de temperatura e umidade relativa adequadas para o recebimento dos grãos.
Para a efetividade do MIP nas unidades armazenadoras também é preciso conscientizar os funcionários a respeito dos danos e importância das pragas de armazenamento.
Compreender a relevância das práticas de limpeza e higienização da unidade armazenadora, assim como a identificação de insetos, é essencial para prosseguimento das metas de manejo estabelecidas.
Como identificar as 7 principais pragas de armazenamento
Basicamente existem duas grandes ordens de insetos-praga que atacam os grãos armazenados: Coleoptera (caruncho, gorgulho) e Lepidoptera (traças).
Essas pragas podem ser classificadas, conforme o seu hábito alimentar, em pragas primárias (internas e externas) e pragas secundárias.
As pragas primárias danificam os grãos íntegros ou sadios.
As pragas primárias internas conseguem perfuram o grão. Elas se alimentam do conteúdo interno, se desenvolvem e completam o seu ciclo no interior do grão.
Já as pragas primárias externas se alimentam da parte externa do grão.
Além do dano direto nos grãos ou sementes, as pragas primárias facilitam o ataque de pragas secundárias, que se beneficiam dos grãos danificados para se alimentar.
Vou detalhar as principais características de cada inseto-praga:
Gorgulho dos cereais – Rhyzopertha dominica
Considerada a principal praga de armazenamento na cultura do trigo, esse inseto é popularmente conhecido como o gorgulho ou besouro dos cereais e farinhas.
É uma praga primária interna que, além do trigo, pode atacar cevada, triticale, arroz e aveia.
Adultos e larvas causam danos aos grãos e sementes que ficam perfurados e com grande quantidade de resíduos em forma de farinha.
Adulto de Rhyzopertha dominica atacando grãos de milho (Fonte: Adaptado de Defesa Vegetal)
Gorgulhos do arroz e milho – Sitophilus oryzae e S. zeamais
Os gorgulhos do arroz e do milhosão espécies muito semelhantes quanto à morfologia e podem ocorrer juntas na massa de grãos ou sementes.
São pragas primárias internas com elevado potencial de reprodução e possuem hospedeiros como trigo, milho, arroz, cevada e triticale.
Essas pragas podem apresentar infestação tanto dos grãos em campo como no armazém.
Os danos decorrentes do ataque dessa praga são a redução de peso e qualidade do grão.
Adultos de Sitophilus oryzae e Sitophilus zeamais (Fonte: Defesa vegetal)
Besouro castanho – Tribolium castaneum
O besouro castanho é uma praga secundária. Sendo assim, sua presença indica que os grãos já estão infestados por pragas primárias.
Esses insetos podem causar a deterioração dos grãos e trazer prejuízos superiores quando comparados ao ataque das pragas primárias.
Larva (a, b), pupa (c) e adulto (d) de Tribolium castaneum (Fotos: Adriana de Marques Freitas/Embrapa)
Besourinho-do-fumo – Lasioderma serricorne
Conhecida como besourinho-do-fumo, essa praga passou a ocorrer com maior frequência em grãos e sementes de soja durante o armazenamento.
Na soja, perfuram as sementes e grãos causando prejuízos aos armazéns. Por afetar a qualidade do produto final, é uma grande ameaça aos armazenadores.
É uma praga secundária que ataca grãos de milho, trigo, arroz, soja, cevada, aveia.
Essa praga também pode infestar estruturas de armazenamento como moegas, máquinas de limpeza, elevadores, secadores, túneis, fundos de silos e caixas de expedição.
Inseto adulto de Oryzaephilus surinamensis (Foto: Irineu Lorini em Embrapa)
Sitotroga cerealella
É praga que ataca grãos inteiros, porém afeta a superfície da massa de grãos.
As larvas desta praga destroem o grão, alterando o peso e a sua qualidade.
Podem atacar também farinhas causando deterioração do produto final para consumo.
Desenvolvimento de Sitotroga cerealella nos grãos (Fonte: Agronegócios)
Traça-dos-cereais – Ephestia kuehniella
Conhecida como traça-dos-cereais, é uma praga secundária.
Ela infesta principalmente grãos e sementes de soja, milho, sorgo, trigo, arroz, cevada e aveia, além de produtos elaborados, como biscoitos, barras de cereais e chocolates.
Ephestia kuehniella larva (a) e adulto (b) (Foto: Adriana de Marques Freitas em Embrapa)
Pragas de armazenamento: como fazer o controle
Entre as pragas mencionadas, de maneira geral, R. dominica, S. oryzae e S. zeamais são as mais importantes.
São as que justificam a maior parte do controle nas unidades de armazenamento.
Método químico de controle
Inseticidas inorgânicos à base de fosfeto de alumínio, precursor da fosfina, é o mais utilizado para expurgar ou fumigar.
Ele atua em todas as fases de desenvolvimento do inseto e consegue penetrar em locais inacessíveis às pulverizações.
No entanto, os fumigantes só devem ser usados quando necessário, pois, além de perigoso, é um método caro e não oferece proteção residual a longo prazo.
Como a fosfina funciona
Durante o processo de fumigação, o calor e a umidade relativa do ar (UR) aceleram a liberação do gás tóxico, sendo o contrário válido para o frio e ar seco.
Assim, o tempo de exposição do produto à massa de grãos em concentrações letais varia conforme as condições ambientais durante a aplicação.
A temperatura de 25℃ é a ideal para realizar a fumigação.
Quando feita em temperaturas entre 15℃ e 25℃, deve-se acrescentar 20% do tempo recomendado na condição ideal.
Em locais em que a temperatura encontra-se abaixo de 15℃, o expurgo torna-se inviável.
Tempo de exposição do defensivo agrícola
Locais em que há semente a granel devem ficar expostas por 96 horas, sendo 120 horas quando em sacarias.
Já em silos graneleiros, o período de exposição deve ser em média de 240 horas.
Como aplicar
O produto comercial pode vir na forma de pastilhas, comprimidos ou sachês. A dose é dada em função do volume do lote de grãos/silos e praga-alvo.
Etapas da fumigação em um silo vertical (Fonte: Bequisa)
Em aplicações curativas, com os silos cheios de grãos, é recomendável nivelar a superfície onde será depositada as pastilhas antes de realizar a fumigação.
O objetivo é facilitar a vedação com lona e evitar o escape do gás.
Para isso podem ser utilizadas “cobras de areia” para o ajuste da lona junto à massa de grãos.
Além disso, deixar nesses locais pontos de liberação facilita a operação e a correta distribuição do produto sobre a massa de grãos.
Alerta-se que, por ser altamente tóxico e incolor, é obrigatório o uso de equipamento de proteção individual (EPI) e seguir as normas de segurança durante o expurgo ou fumigação.
Métodos alternativos de controle das pragas de armazenamento
A manipulação da temperatura e umidade relativa do ar em níveis desfavoráveis às pragas é considerado um método físico de controle e pode ser empregado nas UA e UBS.
A única ressalva é com relação aos locais em que já estão armazenadas sementes.
Nesses casos, temperaturas e UR extremas, apesar favorecerem o controle das pragas de armazenamento, mas poderá comprometer a qualidade da semente.
Efeito da temperatura sobre o desenvolvimento das pragas de grãos armazenados (Fonte: Embrapa)
Além desses, o método físico mais estudado e eficaz tem sido o emprego do pó inerte à base de terra de diatomáceas.
A terra de diatomáceaé um sedimento amorfo obtido a partir de depósitos sedimentares de sílica em organismos aquáticos. Seu efeito assemelha-se aos dos inseticidas.
Ela atua por contato nos insetos e remove as camadas de cera da cutícula. Em contato com ela, os insetos perdem água, desidratam e morrem.
Diferente dos produtos convencionais, a terra de diatomácea controla as pragas durante longo período após aplicado.
Ela não deixa resíduos nos alimentos e é segura ao ser humano.
Entretanto alguns fatores limitam seu uso, como a aparência branco acinzentada nos grãos e a possibilidade de retirar umidade dos mesmos.
Além desse método físico, outros métodos possíveis de serem utilizados são radiação, uso da luz e do som.
Para fins de monitoramento, no mercado existe uma armadilha adesiva à base de feromônio sexual sintético para o monitoramento de Lasioderma serricorne(bicho do fumo).
Deve-se realizar amostragens sistemáticas a cada 15 dias nas massas de grãos para verificar a densidade populacional de pragas e a necessidade de controle.
Conclusão
As pragas de armazenamento ou pragas pós-colheita são tão importantes quanto as que ocorrem durante o desenvolvimento da cultura.
Para manejar corretamente, é necessário entender que métodos básicos e preventivos de controle são imprescindíveis e devem ser realizados.
Além disso, é importante conscientizar de que a fumigação somente será necessária quando nenhum outro inseticida ou manejo possa controlar efetivamente os insetos.
Nesse artigo, vimos também como a adoção do MIP auxilia no manejo racional e sustentável das pragas em pós-colheita.
Espero que com essas informações você possa fazer o melhor controle e evitar prejuízos decorrente dos ataque de pragas nos produtos armazenados.
Mulheres na agricultura: Conheça as principais personalidades que evoluíram o agronegócio brasileiro e quem o está fazendo hoje.
Hoje, 8 de Março, é o Dia Internacional da Mulher. A data simbólica lembra e reconhece a importância da mulher na sociedade.
Dentro de casa, da camionete, atrás da bancada do laboratório ou da mesa de um escritório: Todas as mulheres ajudam no crescimento da agricultura brasileira.
Mas quais foram aquelas que revolucionaram o agro? Quais estão revolucionando?
Para homenagear e celebrar essa data, separamos as principais mulheres que já fizeram, e ainda fazem, muito pela evolução da agricultura. Confira:
O protagonismo feminino também refletiu no Censo Agropecuário de 2017 (Fonte: IBGE)
Mulheres na agricultura: Agradeça à Johanna Döbereinerpor não ter que adubar sua soja com nitrogênio
Johanna Döbereiner nasceu em 1924 na Tchecoslováquia, estudando Agronomia na Universidade de Munique (Alemanha) e chegando ao Brasil em 1951.
Não foi ela que descobriu a fixação de nitrogênio na soja, mas é por causa dela que não adubamos essa cultura com fertilizantes minerais aqui no Brasil.
Isso porque, após 1964, o objetivo era transformar o Brasil em potência. Para isso, a ocupação do Centro-Oeste era necessária, com maior produção de alimentos e favorecimento da indústria.
A soja se encaixava perfeitamente nessa estratégia agroindustrial idealizada na “revolução verde”.
Com esse objetivo foi feita em 1963 a Comissão Nacional da Soja, em que Johanna integrou e foi peça fundamental.
Foi nela em que os pesquisadores decidiram como seria a pesquisa para aclimatar a soja às condições de solo e clima brasileiros. E foi onde começou um embate entre Johanna e os colegas.
Todos os pesquisadores da comissão possuíam formação norte-americana, não acreditavam que, na prática, a fixação biológica de nitrogênio (FBN) iria funcionar.
Sobre isso Johanna certa vez comentou:
“(…) eu reagi. Nas reuniões, tivemos uma discussão muito forte tentando convencê-los a fazer o melhoramento da soja sem adubo nitrogenado – que era muito caro para o Brasil – e com a aplicação de bactérias, o que conseguimos”.
Dessa maneira, devido à Johanna, a soja aclimatada ao Brasil foi selecionada e melhorada para produzir muito sem adubo nitrogenado, apenas com a simbiose entre bactérias e plantas.
Com isso, economizamos anualmente cerca de 1 bilhão de dólares. A economia fez com que a soja brasileira ficasse mais barata e competitiva no mercado internacional.
Além de visionária, Johanna era uma pesquisadora excepcional
A pesquisadora se tornou cidadã brasileira em 1956, completando sua pós-graduação na Universidade de Wisconsin, em 1963.
Dedicou toda sua carreira na compreensão da fixação biológica de nitrogênio nas plantas, sempre com o objetivo de contribuir para práticas mais sustentáveis na agricultura.
Johanna descobriu bactérias fixadoras de nitrogênio em plantas de grande importância econômica para o Brasil, como milho e a cana-de-açúcar.
Ela se tornou reconhecida mundialmente como autoridade no assunto, ganhando diversos prêmios por suas pesquisas, inclusive uma indicação ao Nobel de Química.
Johanna viveu do salário de pesquisadora da Embrapa e na mesma casa durante 48 anos, até o ano de sua morte, em 2000.
Mulheres que assumem a fazenda: As irmãs Gangini
Cristiane e a irmã Mara trabalham na fazenda de 300 hectares em Minas Gerais, a qual assumiram há 9 anos, após o falecimento do pai.
As sucessoras são 3 irmãs. A mais nova é fisioterapeuta e, mesmo que não diretamente, ainda assim está envolvida no processo de produção.
Cristiane fica mais com a parte administrativa, enquanto que a Mara fica com a parte operacional.
As duas são formadas em administração, sendo que Mara também é formada em direito. Não há agrônomo(a) na fazenda, mas sim consultores. Quem controla mesmo cada detalhe do processo produtivo são elas.
Cristiane relata que o pai não tinha a visão de que elas fossem para a fazenda, especialmente pela experiência mais trabalhosa do campo.
No entanto, após seu falecimento, elas decidiram assumir o comando da fazenda. A maior das transformações foi na gestão agrícola.
A necessidade de uma gestão financeira e operacional mais detalhada e com maior controle foi se mostrando ao decorrer dos anos.
Com o software agrícolaAegro tal gestão foi facilitada e agilizada. Soma-se a isso o conhecimento e a experiência das irmãs, e temos uma gestão exemplar na fazenda de Minas Gerais.
Mas nem tudo são flores. Cristiane relata algum preconceito por parte dos funcionários , mas com jeito e muito trabalho isso mudou:
“Antes nós éramos conhecidas por filhas do Zé. Hoje nós somos conhecidas pelas irmãs Gangini, ou seja, conseguimos conquistar o respeito do pessoal”.
Cristiane também pondera que as coisas estão mudando. Se antes as irmãs que gostariam de estudar agronomia não foram incentivadas a isso, hoje elas vêem que muitos dão apoio às mulheres da família para seguirem a profissão.
Nós agradecemos às irmãs pela confiança e pela entrevista, representando todas as mulheres que tiveram a coragem de assumir o comando da fazenda e o fazem tão bem.
Mulheres fundamentais no manejo fitossanitário: Veridiana Victoria Rossetti
Victória Rossetti (1917- 2010), como conhecida, foi pioneira desde sua formação, se tornando a primeira Engenheira Agrônoma do Estado de São Paulo, e a segunda de todo país.
Em 1937, concluiu o curso na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP), em Piracicaba (SP), e já em 1940, ingressou como estagiária no Instituto Biológico do Estado de São Paulo.
No instituto desenvolveu toda a sua carreira, estudando especificamente doenças da citricultura brasileira.
Ela foi fundamental para a construção de manejos eficientes no combate a leprose do citros, cancro cítrico, clorose variegada, e outros.
Dessa maneira, Victoria Rossetti se tornou uma das maiores pesquisadoras no mundo em doenças que atingem a citricultura.
Foi chefe da Seção de Fitopatologia Geral do Instituto, depois diretora da Divisão de Patologia Vegetal, se aposentando em 1987, mas continuou trabalhando até 2003.
Victoria também era Membro da Academia Brasileira de Ciências e foi condecorada com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico em 2004.
Um dos aspectos mais interessantes da pesquisadora foi que ela conseguiu levar os conhecimentos da pesquisa científica para os produtores rurais e assistência técnica, colocando esses estudos na prática do campo.
Mulheres na agricultura que lutam por outras mulheres: Ticiane Figueirêdo
Embora seja advogada (Universidade São Francisco, 2012), Ticiane Figueirêdo é especialista em agronegócio e tem papel fundamental acerca das mulheres na agricultura de hoje.
O evento sempre traz palestras e temas interessantes do agronegócio, levando conhecimento e favorecendo a troca de experiências entre as mulheres.
O objetivo sempre é o de fortalecer a relevância da mulher no agronegócio.
Além disso, Ticiane é membro efetivo da Comissão Especial de Agronegócios e de Relações Agrárias da OAB/SP ( desde 2016).
A advogada também gerencia brilhantemente equipes de advogadas e estagiárias que atendem empresas nacionais e multinacionais do Agronegócio, nos mais diversos segmentos e ramos de atuação.
Mulheres na agricultura essenciais para a biotecnologia: Leila Macedo
Leila Macedo possui Ph.D. em Microbiologia e Imunologia, sendo uma das maiores responsáveis pelo avanço biotecnológico no Brasil recentemente.
A cientista foi fundamental na elaboração da Lei de Biossegurança, sendo a primeira mulher a presidir a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), entre 1999 e 2001.
“Em um ambiente predominantemente masculino, usei o rigor científico para trazer o foco em segurança, performance e entrega de resultados”.
Leila estabeleceu normas que norteiam os profissionais da área de biotecnologia, influenciando políticas públicas e impactando positivamente a agricultura brasileira.
Por essas contribuições, recebeu o prêmio o Prêmio Norman Borlaug Sustentabilidade em 2018 no Congresso Brasileiro do Agronegócio.
Mulheres nos negócios: Celi Webber Mattei
A Sementes Webber, localizada em Coxilha (Rio Grande do Sul) é um grande negócio. Produz e comercializa sementes para empresas parceiras como Pionner e Ambev.
E quem está a frente desse negócio é uma agrônoma: Celi Webber Mattei.
Celi Webber Mattei, uma das líderes da Sementes Webber
A empresária chefia uma equipe grande de funcionários, atuando diretamente na lavoura. É ela a responsável técnica dos produtos, enquanto que sua irmã fica na área administrativa e social.
Celi comenta sobre a dificuldade no relacionamento profissional com alguns homens, ressaltando que os mais velhos são os mais resistentes à liderança feminina.
Especialmente nesses casos, a agrônoma prefere falar com jeito e valorizar as pessoas, mostrando como ela pode ser melhor naquilo que faz:
“Não é preciso ser enérgica ou gritar para ser um bom gestor”.
Ela foi uma das primeiras mulheres a participar do sindicato rural da região, sendo que hoje faz parte da diretoria da entidade.
Como reconhecimento do seu trabalho, Celi recebeu no último ano o 1º Prêmio Mulheres do Agro durante o 3º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, na categoria de grande propriedade.
A produtora rural e empresária acredita que o conhecimento fez a presença feminina ganhar espaço:
“Ser mulher é uma luta constante. E sempre será”.
A nós e a todas as mulheres que vieram antes de nós
Fica aqui meu reconhecimento e gratidão àquelas que vieram antes de nós. Que enfrentam batalhas em épocas mais difíceis que a nossa.
A todas aquelas que acordaram, e aquelas que ainda acordam, de madrugada para preparar a marmita do marido e dos filhos.
Àquelas que cuidaram e cuidam da casa e das finanças da propriedade enquanto todos estão na lida do campo.
Às mulheres que desbravaram outros estados de fronteira agrícola, como foi no Centro-Oeste e como ocorre agora no Norte e Nordeste.
Agradeço a coragem de todas as mulheres por mudarem de vida para seguirem o agro, e consequentemente, por revolucionarem a agricultura brasileira.
Só foi mais recentemente que a mulher “assumiu” o protagonismo na agricultura, mas sem todas essas mulheres ante de nós (e muitas ainda nesse papel honrado, porém não muito visto), não seríamos nada.
Hoje somos donas de casa, empresárias, mães, pesquisadoras, chefes… Hoje assumimos diversos papéis. Afinal, lugar de mulher é onde ela quiser.
Ressalto a importância de nós, profissionais do agro, no dia a dia do campo, na bancada do laboratório, de dentro da camionete ou atrás da mesa de um escritório, revolucionando todos os dias a agricultura brasileira.
Contabilidade do agronegócio: por que a conta da fazenda não fecha? Veja 5 passos para organizar as finanças e outras informações para ter maior eficiência na propriedade.
Qual será o custo de produção dessa safra? Que atividade gera mais lucro?
Por que a colheita é farta, mas sempre é um “Deus nos acuda” para pagar as contas?
Se você se identifica com alguma dessas perguntas, você pode ter um problema nas mãos…
Mas uma boa contabilidade rural pode te ajudar a responder essas perguntas e ainda ter controle sobre as finanças e desempenho do seu negócio. Confira como a seguir!
O que é a contabilidade do agronegócio
A contabilidade agrícola ou do agronegócio é o processo em que são organizadas as contas e outras obrigações fiscais e tributárias das empresas rurais.
A contabilidade do agronegócio controla toda a parte econômica e financeira das propriedades rurais, registrando compras, vendas, recebimentos e pagamentos.
Com essas informações, são gerados demonstrativos e relatórios da situação atual da empresa.
A análise desses relatórios funciona como um “exame de sangue”, apontando o que há de errado com a saúde financeira da propriedade rural.
Com a apuração dos resultados fazemos o planejamento da empresa rural e implementamos mudanças, buscando maior eficiência e melhoria da situação econômica.
O impacto das mudanças adotadas é avaliado novamente pela contabilidade e todo o processo é repetido para a nova realidade.
A ideia é melhorar sucessivamente e a contabilidade é fundamental para isso!
Como funciona a contabilidade do agronegócio
Para fazer a contabilidade do agronegócio, é necessário realizar o registro de todas as compras, vendas, recebimentos, pagamentos de fornecedores, fluxo de caixa, impostos, entre outros.
Ter todos esses registros fica mais fácil de controlar a propriedade rural, estruturando estratégias que irão ajudar na manutenção do negócio.
Esses dados ajudarão a verificar como está a saúde financeira da propriedade e onde estão os problemas.
Com os problemas identificados, pode ser feito um planejamento para a correção de erros e implementação de mudanças.
É importante destacar que um profissional de contabilidade pode dar todo o suporte, trazendo maior confiabilidade para as finanças do agronegócio.
Qual a importância da contabilidade no agronegócio
A contabilidade no agronegócio é fundamental, pois permite às empresas do setor se adequarem ao sistema tributário brasileiro, que é bastante complexo.
Dessa forma, são mantidas a estabilidade e a saúde financeira, preservando, assim, a capacidade de investimento e a maximização de lucros.
Como a produção do agronegócio está diretamente relacionada a produtos vivos, como plantações ou animais, esse fato por si só torna a contabilidade rural ainda mais complexa.
Além de todas as questões tributárias, o clima também influencia muito no faturamento, ainda mais quando existem mudanças climáticas que causam grandes perdas.
Portanto, se você tem um bom planejamento, é possível gerenciar bem as finanças e trazer mais facilidade para o dia a dia da gestão.
Qual é o principal objetivo da contabilidade da empresa rural
O principal objetivo da contabilidade do agronegócio é direcionar e planejar as operações agrícolas e pecuárias, de modo que seja possível medir corretamente a performance financeira de cada atividade realizada na fazenda.
Na prática, uma boa contabilidade rural desempenha tarefas de registro, interpretação e análise de dados, que possibilitam um controle de custos melhor e mais eficaz.
Dessa forma, consegue fornecer insight valiosos que podem contribuir para uma gestão fiscal e tributária melhor.
Como se realiza a contabilidade em uma propriedade rural
Para aplicar a contabilidade do agronegócio, primeiramente, é preciso ser feito um estudo sobre a terra, equipamentos, fertilizantes, entre outros ativos e passivos.
Deve-se verificar, inclusive, empréstimos bancários, financiamentos e o patrimônio líquido da propriedade rural.
Para melhor controle e gestão desses dados, é recomendável que as informações estejam especificadas em uma planilha ou software de gestão agrícola, como o Aegro.
Contabilidade do agronegócio: quando a conta não fecha
É muito comum acharmos que o nosso negócio dá lucro, quando na verdade está nos colocando no vermelho!
Mas por que isso ocorre? Como diria um professor meu: “o cara não faz a conta!”
É realmente esse o problema. Mas não é tão simples: isso é consequência de falhas anteriores como:
Não registrar corretamente os custos, despesas e receitas
Desorganização financeira
Não separar o que é “da casa” do que é “da empresa”
A contabilidade rural pode te auxiliar a corrigir essas falhas, conhecer melhor o seu negócio e como ele está inserido no mercado.
Isso possibilita a avaliação da viabilidade financeira e melhoria da empresa.
Exemplo de controle de operações de uma fazenda pelo Aegro
Benefícios da contabilidade rural
A contabilidade rural é essencial, é uma atividade que vai além da simples organização financeira e de uma ferramenta de organização fiscal e tributária.
Trata-se de uma forma de compreender qual é a realidade econômica do seu negócio. Com a análise do balanço patrimonial e a demonstração do resultado do exercício, a empresa consegue mergulhar na sua situação financeira a partir de várias perspectivas, entendendo sua liquidez, o retorno sobre investimento e a confiabilidade de sua estrutura.
Além disso, auxilia o produtor a ter uma visão macro do empreendimento. Essa visão sobre a situação financeira permite ao produto fazer um planejamento com maior eficiência.
Ou seja, com base nas informações contábeis, é possível criar planos de ação e adotar estratégias capazes de impactar o negócio. A visão macro possibilita que o empreendedor identifique rapidamente os pontos positivos e negativos sobre sua operação, permitiando uma tomada de decisão ágil e precisa.
Com isso, os resultados da sua empresa rural melhoram. O motivo para isso é simples, as atividades contábeis permitem medir o desempenho econômico-financeiro da empresa e de cada atividade realizada.
Com maior conhecimento acerca de sua capacidade financeira e de suas obrigações de curto e longo prazo, é possível planejar os investimentos da melhor maneira, contribuindo com o seu planejamento financeiro.
5 passos para aplicar a contabilidade na sua fazenda
1º passo: Mude seu ponto de vista
A contabilidade agrícola está inserida no contexto de empresa rural.
Sua utilização passa por uma mudança no modo como se encara a atividade: sai de cena a desorganização, entram o planejamento, as avaliações e as decisões conscientes.
A falta de organização financeira dificulta a vida do produtor.
Ele não é capaz de identificar os custos de cada plantio, a receita e nem a rentabilidade de cada atividade.
E a situação piora quando mais de uma atividade agropecuária é realizada na propriedade rural…
Sem o conhecimento sobre a situação financeira atual, fica cada vez mais difícil dar um passo à frente.
A contabilidade do agronegócio mostra os vários caminhos e te dá embasamento para decidir qual deles é melhor seguir.
2º passo: Cada detalhe importa na hora de fazer as contas
É importante que você registre detalhadamente todos os custos, despesas e receitas de cada atividade rural.
Por exemplo, se produzimos milho para grãos e também leite.
As informações contábeis das duas atividades rurais devem ser organizadas de forma que não se misturem.
Os gastos com sementes, adubos e etc., vão para a contabilidade do milho; os gastos com ordenha e ração, para a do leite.
Com o tempo vamos aumentando o grau de detalhamento e anotando os dados de cada atividade em grupos menores, em talhões ou lotes de animais, por exemplo.
Desse modo, temos como calcular a rentabilidade de cada atividade e saber qual delas é o carro chefe ou se temos prejuízo em alguma delas.
A maioria dos produtores é de pequeno e médio porte.
Como as atividades são comandadas e executadas pela própria família, é comum que as coisas se misturem.
O que foi gasto nos afazeres da casa se mistura com o que foi gasto na lavoura e vice-versa.
Fica difícil extrair alguma informação útil ao negócio.
Por isso, é extremamente importante que o registro das informações contábeis seja organizado e individualizado.
Devemos elaborar um fluxo de caixa para casa e outro para a empresa. São atividades completamente distintas.
Fazendo essa discriminação, entende-se exatamente como o negócio está financeiramente.
Tem-se o controle sobre ele e se consegue tomar melhores decisões.
Por isso, não leve o trabalho para casa (nem a casa para o trabalho)!
Você pode começar baixando gratuitamente nosso kit de controle de caixa e finanças da fazenda, contendo uma planilha de fluxo de caixa e de conciliação bancária. Clique na imagem para baixar!
4º passo: Tudo a seu tempo
A principal diferença da contabilidade do agronegócio para a de outras empresas é a sazonalidade.
A renda se concentra no período após acolheita dos produtos agrícolas.
Enquanto a maioria da empresas encerra seu exercício social no final do ano, a empresa rural deve fechar a contabilidade ao final do ano agrícola. E isso geralmente ocorre no meio do ano.
No caso de quem realiza diferentes atividades, o ideal é que se finalize o exercício após a colheita/venda da atividade que gera maior valor no período.
5º passo: Separe o que é despesa e o que é custo
Os custos dizem respeito aos gastos que podem ser associados ao produto final, seja para sua produção ou prestação de serviços.
Ela é aplicada sobre o lucro (ou de forma arbitrada sobre 20% da receita bruta) mais os rendimentos tributáveis (salários, pró-labores, aluguéis, etc).
O produtor que possui trabalhadores empregados e que comercializa seus produtos, deve pagar o Funrural.
Se o produtor optar por calcular o Funrural sobre o valor da produção agrícola, a alíquota total é de 1,5%, sendo 1,2% referente ao INSS, 0,1% para o RAT e 0,2% para o SENAR.
Caso o produtor opte por calcular o Funrural pela folha de pagamento, a alíquota total é de 23% sobre o valor dos salários, sendo 20% referente ao INSS e 3% para o RAT.
Para atividades realizadas por pessoa jurídica, a tributação é mais complexa.
Os tributos nesse caso são:
Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ)
Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL)
Programa de Integração Social (PIS)
Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins)
Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural)
Cada um deles tem condições específicas que podem ser consultadas no site da Receita Federal.
No caso do Funrural, o produtor que tem trabalhadores contratados e comercializa sua produção, deve pagar o imposto. Sobre o valor da produção, a alíquota é de 2,05%, sendo 1,7% referente ao INSS, 0,1% para o RAT e 0,25% para o SENAR.
Caso o produtor opte pelo recolhimento sobre a folha de pagamentos, a alíquota é a mesma do produtor pessoa física.
Não podemos nos esquecer desses impostos na hora de realizar a contabilidade do agronegócio.
Plano de contas: o que é?
A definição de plano de contas se confunde com a da própria contabilidade.
O plano de contas é o registro detalhado dos dados e de forma padronizada, permitindo a gestão de custos de produção e o valor dos insumos no estoque.
Com ele, podemos verificar a viabilidade financeira da nossa empresa.
O plano de contas é igual para qualquer empresa, o diferencial é o detalhamento dos itens para as empresas rurais.
As plantas e animais são considerados estoques (ativo biológico) e devem ser contabilizados de forma individual para cada categoria.
Peças de reposição, óleo diesel, benfeitorias, entre outros, têm categorias específicas que devem ser detalhadas no plano de contas.
Pra tudo é dado um valor e esse valor é utilizado para calcular os custos e a rentabilidade de cada atividade e da empresa como um todo.
Falando em estoque, clique na figura para baixar gratuitamente uma planilha para controle mais preciso do seu estoque.
Ajuda é sempre bem-vinda
É sempre bom contar com a ajuda de alguém na lida no campo, não é mesmo?
Na contabilidade é a mesma coisa!
Não tente fazer tudo sozinho. Mexer com números pode parecer difícil, mas com a ajuda certa você ficará craque no assunto.
Planilhas agrícolas e software de gestão agrícola te ajudam a deixar tudo mais organizado, sem perda de tempo e permitindo acesso rápido às suas informações.
Assim, sua contabilidade ficará organizada e acessível, permitindo que seja usada no processo de tomada de decisão e melhoria de sua empresa agrícola.
Facilite a gestão agrícola com o Aegro
Centralizar e armazenar as informações do negócio em um único sistema, evita a perda de dados e torna mais fácil a análise dessas informações.
O Aegro centraliza todas as informações, desde o planejamento, produção, financeiro até o pós-venda. Mas apenas armazenar, não garante a análise dos dados, correto?
Para simplificar, o sistema gera relatórios baseados nestes dados, simplificando a análise de os resultados por safra e por talhão.
Centralizar e armazenar as informações do negócio em um único sistema, evita a perda de dados e torna mais fácil a análise dessas informações.
O Aegro centraliza todas as informações, desde o planejamento, produção, financeiro até o pós-venda. Mas apenas armazenar, não garante a análise dos dados, correto?
Para simplificar, o sistema gera relatórios baseados nestes dados, simplificando a análise de os resultados por safra e por talhão.
O indicador de Rentabilidade do Aegro ajuda a analisar a relação de despesas e receitas da safra (Fonte: Aegro)
Com o histórico das safras anteriores e análise dos custos, fica mais fácil identificar oportunidades de economia e redução de custos, tornando cada safra cada vez mais produtiva e rentável.
Mesmo que você tenha um contador para ajudar na gestão contábil da fazenda, o sistema facilita a comunicação e troca de informações com a contabilidade. Você pode transmitir relatórios e dados do sistema direto para o seu contador, ganhando tempo e evitando falta de dados. E se quiser facilitar ainda mais, basta dar acesso ao seu contador criando um perfil para ele no Aegro.
Conclusão
A contabilidade do agronegócio é uma ferramenta que auxilia o produtor ou empresário rural a entender como vai o seu negócio.
Com uma contabilidade bem feita controlamos nosso patrimônio e temos informações precisas sobre o desempenho econômico da empresa.
Assim, é possível planejar o próximo passo e tomar decisões melhores para o futuro de nossa empresa.
Sou formada em Economia e mestre em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Atualmente sou doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Economia e graduanda de Ciências Contábeis na mesma instituição.
O que é gestão de pessoas: Entenda por que ela é importante e veja as dicas para ter mais sucesso com sua equipe!
Para obter alta produtividade, uma lavoura precisa de diversos cuidados.
E, tão importante quanto clima, solo e tecnologia, está o trabalho dos colaboradores da fazenda.
Afinal, a lavoura responde ao manejo, e quem faz todos os manejos são pessoas. No final das contas são as pessoas que importam.
Mas como montar e motivar a equipe de trabalho?
Diversos estudos apontam aumento da rentabilidade de negócios quando utilizadas essas técnicas gerenciais.
Neste artigo, vamos mostrar como fazer uma boa gestão de pessoas e obter mais sucesso com sua equipe. Confira a seguir!
O que é gestão de pessoas nas empresas rurais?
A gestão de pessoas nada mais é que a aplicação de várias estratégias para atrair e manter bons profissionais.
Em empresas rurais, sua aplicação deve ir muito além da básica rotina de pagamentos, faltas e normatizações.
Uma boa gestão de pessoas envolve seleção de funcionários, programas de treinamento e desenvolvimento do capital humano.
Como já dizia o professor Dirceu Gassen e como já citei: a lavoura responde ao manejo, e quem faz todos os manejos são pessoas. No final das contas são as pessoas que importam.
Compreende também avaliação de desempenho (feedback), segurança no trabalho, plano de carreira e programas de participação nos resultados.
A gestão de pessoas nas organizações consiste no trabalho em equipe, que irá trazer benefícios para todos dentro da propriedade, independente do nível hierárquico.
Um funcionário que trabalha feliz, motivado, e que se sente bem no ambiente de trabalho, produz mais.
Quando o produtor possui uma boa gestão rural, o trabalhador “veste a camisa” e possui interesse em ver a propriedade crescer.
Deste modo, a gestão de pessoas dentro da fazenda deve possuir estratégias que visem estimular o desenvolvimento profissional.
Isso é possível, por exemplo, incentivando os colaboradores a desenvolverem novas habilidades, de modo que se mantenham na propriedade.
Um trabalhador hábil, eficaz e satisfeito é uma das chaves para a rentabilidade e sucesso da empresa rural!
Além disso, a motivação dos funcionários dentro da propriedade deve ocorrer diariamente, de modo que se sintam reconhecidos e valorizados.
Quando as pessoas se sentem valorizadas, dão o melhor de si, atingindo o objetivo da gestão de pessoas.
Mas como realizar a gestão de pessoas na propriedade? Vou explicar melhor!
Como realizar a gestão de pessoas na sua fazenda
A gestão de pessoas deve ser realizada nos diferentes setores da propriedade, dos funcionários mais antigos aos temporários, independente do nível hierárquico.
O planejamentoda propriedade é essencial para iniciar a gestão.
Primeiramente, deve-se fazer um levantamento da atual situação da empresa rural, seus pontos positivos, negativos e qual o seu principal objetivo.
Feito isso, o próximo passo é aprofundar o conhecimento da equipe de trabalho. Quais são os pontos fortes e fracos de cada funcionário?
Sabendo isso, o gestor poderá destinar as melhores funções de acordo com o perfil do colaborador.
Deste modo, a execução do trabalho fica mais fácil, pois o trabalhador se sente mais à vontade e pode dar o seu melhor.
Consequentemente, o desempenho do grupo vai melhorar!
Porém, é necessário definir o que é esperado de cada cargo, evitando que um funcionário acabe realizando a função de dois cargos.
Além disso, o gestor precisa saber delegar atividades. Assim, a dinâmica da empresa rural irá fluir e melhores resultados serão alcançados.
Valorize a sua equipe e dê sempre feedback aos colaboradores!
Mostre os pontos positivos e onde cada pessoa pode melhorar.
É preciso também dar espaço para que eles sugiram melhorias na empresa.
O que é gestão de pessoas: 4 dicas para o sucesso da sua equipe
1º Dica: Comunicação
Uma propriedade que possui boa comunicação evita muitos desencontros de informações.
A adoção de um sistema de comunicação interno na sua empresa rural pode facilitar o diálogo entre todos os cargos.
Além disso, essa prática permite unificar as informações da empresa.
Aproveite a tecnologia disponível para isso! Alguns programas e softwares podem te ajudar nessa comunicação interna.
2º Dica: Motivação
A motivação é o combustível para a realização das atividades. Pessoas motivadas se esforçam mais e trabalham melhor!
Na sua empresa, qual é hoje a maior motivação para um colaborador querer ser selecionado e permanecer no cargo? Pense nisso!
Reconheça o bom trabalho, seja por meio de promoções, treinamentos diferenciados ou aumentos de salários e/ou benefícios.
3º Dica: Treinamento e desenvolvimento
Independente do tamanho da propriedade, invista em cursos de capacitação, treinamentos técnicos e comportamentais para seus colaboradores.
Note quais os cursos seus funcionários gostariam de ter e quais os auxiliariam no dia a dia da sua fazenda.
Elabore um calendário, de modo que esses treinamentos e cursos sejam constantes! O funcionário se sentirá cada vez mais motivado!
Lembre-se que o desenvolvimento e crescimento do colaborador refletem também no crescimento da empresa rural!
Capacitação e aperfeiçoamento: bom para o trabalhador e para a fazenda (Foto: Marco Ankosqui em Dinheiro Rural)
4º Dica: Trabalho em equipe
O trabalho em equipe é fundamental para o bom funcionamento da fazenda.
Os objetivos de todos os setores deve ser o mesmo, evitando assim as competições entre times, por exemplo.
A atenção com a integração e o trabalho em equipe fazem parte do que é uma boa gestão de pessoas!
Para auxiliar na área de gestão da empresa rurale possibilitar a integração de todos os funcionários, o uso desoftware novamente entra como uma alternativa!
Agora que já te dei algumas dicas, vamos falar mais sobre o papel do gestor?
O que é gestão de pessoas: como ser um bom gestor
Para aplicar todas as dicas que citei neste artigo, é essencial ser um bom gestor!
Seja o proprietário ou gerente da fazenda, o gestor tem um papel essencial no desenvolvimento de uma equipe de sucesso!
O gestor deve se posicionar como um líder da equipe, não apenas como um chefe.
Um líder ensina, elogia e dá exemplo praticando o que fala. Ele é um “espelho” para os demais colaboradores da fazenda.
Um líder que inspira irá motivar os funcionários a darem seu melhor sempre!
Escolha ou seja um bom gestor: essa é a chave para o sucesso da gestão!